Aeroportos, Comércio Exterior, Economia, Informação, Notícias

Seis aeronaves e investimento saudita: nova companhia aérea uruguaia anuncia início de operações

A Sociedad Uruguaya de Aviación (SUA) realizará um evento no qual revelará detalhes operacionais e o modelo de aeronave selecionado.

Em 28 de janeiro do ano passado, durante a Feira Internacional de Turismo da Espanha, a Sociedad Uruguaya de Aviación (SUA), uma nova companhia aérea local, foi apresentada oficialmente.

Depois de meses sem anúncios, a empresa anunciou um evento para 28 de janeiro no Aeroporto Internacional de Carrasco, Montevidéu. Lá, serão revelados os detalhes operacionais, o início das atividades e o modelo de aeronave selecionado, de acordo com o portal Aviacionline.

A SUA operará aeronaves Airbus A220-300 sob um contrato de arrendamento com a companhia aérea letã airBaltic. Dessa forma, se tornará a primeira companhia aérea da América Latina e do Caribe a operar com esse modelo.

Além disso, este acordo marca a introdução do modelo de negócios de leasing, manutenção e seguro tripulado da airBaltic na região.

A frota da companhia uruguaia será composta inicialmente por seis aeronaves que serão integradas gradualmente ao longo de um período de 18 meses. No médio prazo, eles planejam expandir a frota para 10 aeronaves em três anos.

Embora ainda não tenham anunciado rotas específicas, seus objetivos vão além do transporte de passageiros: buscam estabelecer o primeiro centro de manutenção e operações do Airbus A220 no Uruguai e na região e instalar um simulador de voo para treinamento de pilotos nos próximos cinco anos.

O projeto tem o apoio do governo uruguaio, apesar de grande parte do financiamento vir de capital privado da Arábia Saudita.

Além do apoio do governo, há etapas administrativas a serem concluídas: a companhia aérea precisará obter seu AOC e o Airbus A220 seu certificado de tipo antes de iniciar as operações regulares.

FONTE: Portal Montevidéu
Seis aeronaves e investimento saudita: nova companhia aérea uruguaia anuncia início de operações

Ler Mais
Internacional, Notícias

Itamaraty descumpre leis na Europa e é condenado a pagar milhões em indenizações; VEJA VALOR

O Ministério das Relações Exteriores (MRE) tem enfrentado uma série de condenações por descumprimento das leis trabalhistas em países como França, Irlanda e Holanda, resultando em indenizações que totalizam cerca de R$ 2,5 milhões desde 2022.

Essas ações envolvem contratados locais, que, ao contrário dos diplomatas, recebem salários menores e têm menos benefícios. A informação foi divulgada em reportagem do Uol.

Na França, Tiago Fazito, ex-assistente administrativo do Consulado-Geral do Brasil em Paris, foi demitido após processar o Itamaraty por uma diferença salarial não paga. Fazito, que trabalhou no consulado entre 2012 e 2017, obteve direito a uma indenização de mais de R$ 2 milhões. No entanto, o MRE ainda não efetuou o pagamento e alega que isso seria uma questão de soberania do Brasil, argumentando que a imunidade diplomática impede o cumprimento de certas decisões judiciais no exterior.

Na Irlanda, a auxiliar administrativa Nicole Montano foi forçada a abrir um processo contra o Itamaraty por não ter sido liberada para um período de licença remunerada. Em setembro de 2023, a Justiça condenou o MRE a pagar R$ 85 mil em indenização. Montano também alegou discriminação de gênero no trabalho.

Na Holanda, o motorista Guilherme Lima foi demitido enquanto estava doente, o que é ilegal no país. Em 2022, ele ganhou uma indenização de R$ 390 mil, mas não recebeu o montante total devido ao argumento de imunidade diplomática, que impediu o pagamento de salários e férias durante o processo.

Os contratados locais, que prestam serviços como atendimento e transporte de diplomatas, são regidos pelas leis trabalhistas locais, mas enfrentam uma disparidade salarial significativa em relação aos diplomatas. Embora recebam entre R$ 12,4 mil e R$ 18 mil por mês, enquanto os diplomatas recebem salários a partir de R$ 20 mil, muitos se queixam do tratamento desigual e da falta de reconhecimento de suas responsabilidades.

O Itamaraty defende que as questões envolvendo contratados locais são diferentes das situações envolvendo diplomatas e que a imunidade diplomática é uma prática internacionalmente consolidada, válida para garantir a soberania do Brasil. Contudo, especialistas apontam que a imunidade não se aplica a questões trabalhistas, como demonstrado pelas decisões judiciais na França e na Holanda.

Ler Mais
Notícias, Tecnologia

A maior reserva de ouro do mundo está na China? Confira esta nova descoberta

No final de dezembro de 2024, a China surpreendeu o mundo ao anunciar a descoberta de uma colossal reserva de ouro.
Essa descoberta não apenas destaca a capacidade de prospecção avançada do país, mas também promete transformar o cenário da mineração global. O achado, localizado na província de Hunan, é avaliado em impressionantes US$ 80 bilhões.

A identificação de tais depósitos eleva a China a uma posição ainda mais significativa no mercado global de mineração. A descoberta foi resultado de diversas perfurações e análises geológicas, revelando um potencial que excede as expectativas anteriores.

Onde está localizada essa reserva monumental?

A reserva, situada na montanhosa região de Wangu, no sul da China, é agora tida como a maior do mundo. As estimativas iniciais dão conta de mais de 330 toneladas de ouro a menos de dois mil metros de profundidade, com a possibilidade de até 1.100 toneladas mais profundas.

Historicamente, essa região já era conhecida por suas reservas de ouro, mas o atual achado coloca Hunan em um novo patamar dentro da indústria de mineração. Esta importante descoberta faz uso de tecnologias avançadas, como a modelagem geológica 3D, contribuindo para um entendimento mais profundo das reservas de minério.

Qual o impacto econômico esperado para a China e o mundo?

Com o valor do ouro atualmente flutuando em torno de US$ 2.700 por onça, a entrada deste novo volume de minério pode influenciar diretamente nos preços globais. Embora a China seja o principal produtor de ouro do mundo, a demanda interna supera a produção, o que poderá mudar com essa nova reserva.

Esse desenvolvimento pode reduzir a dependência chinesa de importações de ouro, especialmente de países como a Austrália e a África do Sul. O fortalecimento das capacidades domésticas de mineração promete trazer benefícios econômicos tanto para o mercado interno quanto para a economia global.

Como a tecnologia tem avançado a prospecção de ouro?

O uso de novas tecnologias, como a modelagem geológica 3D, revolucionou a forma como a prospecção de minério é realizada. Este método computacional permite a coleta de dados detalhados, proporcionando uma visão abrangente das estruturas geológicas e da composição química dos terrenos.

Graças a essas inovações, a eficiência e a precisão na localização de novos depósitos minerais melhoraram significativamente. Esses avanços tecnológicos desempenham um papel crucial na maximização dos rendimentos das minas e na minimização dos impactos ambientais.

Uma virada na mineração global?

Antes desta descoberta, a mina de South Deep, na África do Sul, detinha o título de maior reserva de ouro do mundo. Essa nova reserva chinesa supera tal recorde, intensificando a posição da China como líder na produção mundial de ouro.

Com a China comprando consideravelmente mais ouro do que qualquer outro país em 2023, as implicações dessa reserva são vastas. Este avanço pode proporcionar uma posição estratégica mais forte para a China no comércio de metais preciosos e influenciar as dinâmicas econômicas globais de forma notável.

FONTE: Terra noticia Brasil
A maior reserva de ouro do mundo está na China? Confira esta nova descoberta – Terra Brasil Notícias

Ler Mais
Exportação, Industria, Informação, Notícias

Brasil registra redução nas exportações para a China

De acordo com o relatório CEBC-Alerta, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, as exportações do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, impulsionada pela redução de 19% no faturamento das vendas de soja.

Esse declínio foi resultado de uma diminuição tanto no volume embarcado (-2,6%) quanto no preço (-20%) do produto, que continua sendo um dos principais itens exportados para o mercado chinês. A soja teve sua participação na pauta de exportações do Brasil para a China reduzida em 3,9 pontos percentuais, fechando o ano com 33% do total exportado.

Apesar dessa queda, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja, absorvendo 73% do total exportado em 2024. No entanto, o cenário foi mais positivo para outros produtos. O petróleo, por exemplo, se destacou como o principal produto exportado pelo Brasil para o mundo, com uma participação de 13% nas exportações totais. O faturamento com as exportações de petróleo cresceu 5,2%, e a China se manteve como o maior destino dessas exportações, com 45% do total enviado para o exterior. O valor das vendas de petróleo para o mercado chinês teve um pequeno aumento de 1% em relação ao ano anterior.

O gráfico abaixo revela o padrão de exportações de contêineres do Brasil para a China entre janeiro de 2021 e novembro de 2024. Os dados vêm do DataLiner da Datamar.

Exportações de contêineres para a China | Jan 2021 – Nov 2024 | TEUS

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Além da China, outros países também se destacaram nas exportações de petróleo. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma participação de 13%, seguidos pela Espanha, com 11%. Dessa forma, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, especialmente no setor de petróleo, demonstrando sua importância estratégica no comércio internacional do Brasil.

Fonte: Agro Link
Brasil registra redução nas exportações para a China

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Informação, Notícias

Calor e seca impactam produção de café no Brasil

O Brasil produziu 54,2 milhões de sacas de 60 kg de café na safra 2024/25, de acordo com dados divulgados ontem pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Esse volume está 1,1% abaixo da estimativa anterior da agência e representa uma queda de 1,6% em relação à safra de 2023. Esse foi o quarto relatório da Conab sobre o ciclo 2024/25, que foi concluído em todas as regiões produtoras de café, incluindo as áreas de colheita tardia do Espírito Santo. Apesar da queda em relação a 2023, a safra é 6,5% maior que a do ciclo 2022, outro ano de bienalidade positiva, quando a produtividade é naturalmente maior devido à alternância entre anos de alta e baixa produção da cultura.

Os últimos quatro anos têm sido desafiadores para os produtores de café no Brasil. Condições climáticas adversas, incluindo geadas, calor extremo, secas e chuvas irregulares, afetaram severamente o desempenho das plantas.

Em 2024, a produtividade média nas plantações de café do Brasil caiu 1,9% em relação a 2023, atingindo 28,8 sacas por hectare. Essa queda foi atribuída, em grande parte, às condições climáticas desfavoráveis do ano anterior, que impactaram as regiões centrais produtoras de café.

Dê uma olhada no gráfico abaixo e descubra quais países importaram o maior volume de grãos de café do Brasil nos primeiros onze meses de 2024, segundo dados do DataLiner da Datamar. Clique no link abaixo para solicitar uma demonstração.

Principais destinos de exportação de café | 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Embora o clima seco durante o inverno e o início da primavera tenha acelerado o amadurecimento e a colheita dos grãos, as condições quentes e áridas causaram um desenvolvimento desigual dos grãos, reduzindo sua qualidade. Muitas plantações apresentaram um mix de grãos verdes e maduros na mesma safra.

Em algumas regiões, grãos menores e fora do padrão precisaram ser colhidos, exigindo uma quantidade maior para atingir o peso comercial padrão de 60 kg por saca. Além disso, o rendimento do café processado caiu, com grãos mais leves do que o habitual agravando a situação.

Em Minas Gerais, maior estado produtor de café do Brasil, a colheita totalizou 28,1 milhões de sacas, uma queda de 3,1% em relação a 2023. As plantações de café na região enfrentaram desafios significativos devido a secas prolongadas e altas temperaturas após abril, quando as chuvas praticamente cessaram.

Esse padrão climático impactou severamente a produção de café conilon, que caiu 5,9%, totalizando 14,6 milhões de sacas. Por outro lado, a produção de café arábica cresceu 1,8%, alcançando 39,6 milhões de sacas.

No Espírito Santo, outro importante estado produtor de café, a safra de conilon caiu 3,1%, totalizando 9,8 milhões de sacas, principalmente devido a episódios de calor intenso entre outubro e dezembro de 2023.

Em São Paulo, as plantações de café tiveram um desempenho melhor, com a colheita aumentando 8,2%, alcançando 5,4 milhões de sacas. No entanto, esse crescimento foi inferior aos 11,5% projetados inicialmente, já que secas prolongadas e altas temperaturas impactaram a produtividade.

A Bahia também registrou queda na produção de café, totalizando 3,1 milhões de sacas, uma redução de 9,7% em relação a 2023. A principal cultura do estado, o conilon, caiu expressivamente 14,8%, totalizando quase 2 milhões de sacas, enquanto a produção de arábica aumentou ligeiramente 0,8%, alcançando 1,1 milhão de sacas.

Em Rondônia, a produção de café sofreu uma queda significativa devido às condições climáticas adversas no final de 2023 e à redução da área de cultivo. Como resultado, a produção de conilon no estado despencou 31,2%, totalizando pouco mais de 2 milhões de sacas.

Fonte: Valor International
Drought, heat take toll on Brazilian coffee production | Agribusiness | valorinternational

Ler Mais
Internacional, Investimento, Notícias, Sustentabilidade, Tecnologia

Trump suspende novas licenças para energia eólica onshore e offshore nos EUA

Entre as justificativas para a decisão está a necessidade de “promover uma economia energética capaz de atender à crescente demanda do país por energia confiável”, segundo o presidente dos EUA

 

RIO – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na segunda-feira (20/1) um decreto presidencial suspendendo temporariamente a emissão de novas licenças para projetos de energia eólica onshore e offshore em terras e águas federais.

O decreto determina que as secretarias do Interior, da Agricultura, de Energia, a Agência de Proteção Ambiental e os chefes de todas as outras agências envolvidas não devem emitir “aprovações novas ou renovadas, direitos de passagem, licenças, arrendamentos ou empréstimos para projetos eólicos onshore ou offshore”.

Entre as justificativas para a decisão está a necessidade de “promover uma economia energética capaz de atender à crescente demanda do país por energia confiável”.

A medida reafirma o compromisso do presidente republicano em focar no crescimento da indústria de petróleo e gás, buscando garantir energia de baixo custo e sem intermitência para os americanos.

E vem acompanhada do anúncio da saída do país novamente do Acordo de Paris, da “emergência energética nacional” – para ampliação das atividades de exploração e produção – e da revisão de incentivos para veículos elétricos.

Durante a assinatura do decreto, Trump reforçou que a característica intermitente das eólicas traria insegurança energética para os lares americanos, e disse que os EUA deveriam fornecer energia barata aos seus cidadãos.

“Não vamos fazer a coisa do vento. Grandes e feios moinhos de vento. Eles arruínam sua vizinhança. Eles são a forma de energia mais cara que você pode ter, de longe. Eles matam seus pássaros e arruínam suas belas paisagens”, completou Trump.

O documento também inclui uma revisão de critérios para arrendamento e licenciamento de novos projetos eólicos.

O decreto ordena ao Secretário do Interior e a outras agências que avaliem o impacto ambiental e econômico das turbinas eólicas, na fauna, como aves e mamíferos marinhos, e considere os custos de geração intermitente de eletricidade e efeitos de subsídios federais na viabilidade da indústria.

A decisão começa a valer a partir desta terça (21/4), mas não afeta os atuais projetos em desenvolvimento no país, a exemplo dos parques offshore da Orsted e Copenhagen Infrastructure Partners.

FONTE: Eixos
Trump suspende novas licenças para eólica onshore e offshore | eixos

Ler Mais
Economia, Informação, Mercado Internacional, Notícias

Número de empresas dos EUA que considera sair da China bate recorde

Estes são os maiores números desde o início da pesquisa, em 2020

A China enfrenta um novo desafio: o número de empresas americanas que considera deixar operações no país avançou para o maior nível desde 2020, segundo relatório anual divulgado nesta quarta-feira (22) pela Câmara do Comércio Americana (AmCham, em inglês) da China.

Entre as razões, os entrevistados citaram o crescimento de atritos com os EUA, as tensões geopolíticas globais, impactos de novas tarifas e o reajuste de objetivos estratégicos em outros países.

Conforme o levantamento, 17% dos participantes já começaram o processo de realocar a produção em países fora da China em 2024, enquanto 13% estão considerando a ideia, mas não tomaram nenhuma ação efetiva sobre. Estes são os maiores números desde o início da pesquisa, em 2020.

Entre essas empresas, os destinos mais considerados são países em desenvolvimento da Ásia (38%) – como Índia, Vietnã, Tailândia, etc. Na sequência, estão os Estados Unidos (18%) e países desenvolvidos da Ásia (14%), como Japão e Coreia do Sul. Já o número de entrevistados que não considera sair da China caiu para 67% no ano passado.

A China continua como destino central para investimentos de muitos entrevistados, mas sua posição está mais dividida. Apenas 12% consideram o país como “prioridade número um”, 26% o colocam no “top 3” e 31% citam como “uma prioridade elevada entre muitas outras”. Por outro lado, 21% das empresas americanas não colocam mais a China como prioridade de investimentos, uma alta de 3 pontos porcentuais em relação a 2023 e praticamente o dobro do registrado em 2020.

A pesquisa da Amcham China foi conduzida entre 21 de outubro e 15 de novembro de 2024, período entre as eleições presidenciais dos EUA que deram vitória à Donald Trump, com amostra total de 368 empresas americanas de diferentes setores.

FONTE: CNN
Número de empresas dos EUA que considera sair da China bate recorde | CNN Brasil

Ler Mais
Economia, Evento, Gestão, Informação, Internacional, Investimento, Mercado Internacional, Negócios, Notícias

Milei diz que deixaria o Mercosul para fechar acordo de livre comércio com os EUA

Em entrevista à Bloomberg News no Fórum Econômico Mundial, presidente argentino alegou que prefere evitar uma medida drástica, mas que negocia aproximação com governo Trump

O presidente argentino Javier Milei afirmou que deixaria o Mercosul, se necessário, para consolidar um acordo de livre comércio com os EUA, embora ele espere alcançar um acordo sem precisar tomar uma medida tão drástica. Questionado pelo editor-chefe da Bloomberg News, John Micklethwait, se ele sairia do bloco econômico sul-americano, Milei hesitou antes de dizer que sim, se tal movimento extremo fosse necessário.

“Mas existem mecanismos que podem ser usados mesmo dentro do Mercosul, então achamos que isso pode ser feito sem necessariamente ter que sair”, disse ele em uma entrevista no Fórum Econômico Mundial em Davos.

O líder libertário argentino também afirmou que planeja acessar os mercados de capitais após a remoção da rede de controles cambiais do país, embora não tenha fornecido um cronograma específico. Milei destacou o compromisso de sua equipe em manter a meta de déficit zero quando questionado sobre o retorno aos mercados internacionais de títulos.

O ministro da Economia, Luis Caputo, havia dito anteriormente a investidores em Nova York que o objetivo era acessar gestores de dinheiro até 2026, quando a esperança é também levantar os controles de capital.

Sobre comércio, Milei evitou comentar se havia discutido um possível acordo com Donald Trump ou membros de sua administração enquanto estava em Washington para a posse do novo líder dos EUA. Mas, disse ele, seu governo tem “trabalhado muito” em um acordo com os EUA.

O Mercosul, o bloco originalmente formado por Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, representa um grande obstáculo potencial para tal acordo. O bloco, no passado, se opôs à negociação de acordos individuais por seus membros, como fez quando o Uruguai buscou aderir a um dos maiores pactos comerciais da Ásia em 2022.

Milei tem sido um crítico feroz do Mercosul, que ele chamou de “prisão” protecionista. Mas, até agora, ele não cumpriu as ameaças de campanha de retirar a Argentina do bloco e, no ano passado, se juntou a pedidos por uma rápida aprovação de um importante acordo comercial com a UE que foi assinado em dezembro.

Pelo menos um membro já expressou algumas dúvidas: o presidente do Paraguai, Santiago Peña, se opôs a um possível acordo bilateral EUA-Argentina em uma entrevista na semana passada, mesmo admitindo que o Mercosul precisa de reformas.

Deixar o Mercosul seria difícil para a Argentina, dada sua integração econômica com o Brasil, seu maior parceiro comercial.

Fonte: Bloomberg L.P
Milei diz que deixaria o Mercosul para fechar acordo de livre comércio com os EUA

Ler Mais
Informação, Logística, Notícias, Pessoas, Social

Transporte de carga gigante da WEG vai afetar o trânsito hoje e amanhã

Transformador sai às 23h desta quarta de Blumenau e deve chegar às 22h de quinta em Itajaí 

O transporte de um autotransformador trifásico da WEG começou a alterar o trânsito na região na noite de quarta-feira. O equipamento, que mede 10 metros de comprimento, 4,1 metros de largura e 5 metros de altura, pesa 210 toneladas.

A saída da carga era prevista pras 23h de Blumenau, com destino ao Porto de Itajaí. Inicialmente, a escolta seria feita pela Polícia Militar até o acesso à BR 470. A partir das 8h de quinta, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) deve assumir o acompanhamento nas BRs 101 e 470, em conjunto com uma empresa de escolta privada.

A previsão é que o autotransformador chegue a Itajaí por volta das 16h. Às 22h, está programada a saída do caminhão do posto Santa Rosa, com escolta da Codetran até o Porto de Itajaí. Durante todo o percurso, a velocidade média será de 20 km/h.

Em Itajaí, o transporte passará pela contramão na avenida Reinaldo Schmithausen, seguirá pela Castelo Branco e depois atravessará a rótula da Francisco Reis até o destino final.

FONTE: Diarinho Net
Transporte de carga gigante da WEG vai afetar o trânsito hoje e amanhã; veja | DIARINHO

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Informação, Negócios, Notícias

China interrompe compra de soja de 5 exportadoras brasileiras

Suspensão ocorre enquanto causa das não conformidades são investigadas

A Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) notificou o governo brasileiro informando a detecção de pestes e revestimento de pesticidas na soja exportada por cinco unidades de empresas brasileiras ao país asiático.

As exportações de soja dessas unidades para a China foram temporariamente suspensas enquanto a causa das não conformidades são investigadas.

Em nota, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) brasileiro disse que foi informado previamente pelo governo chinês da suspensão e que ações para avaliação dos casos já estão em curso.

– O Mapa possui expectativa do recebimento, na maior brevidade possível, dos planos de ação das empresas envolvidas para demonstrar os procedimentos adotados para evitar novas ocorrências das não conformidades detectadas pelos chineses. Da mesma forma, o Mapa intensificará as ações de fiscalização nos embarques de soja do Brasil para a China – diz o texto.

De acordo com a pasta, a partir das ações adotadas, o governo brasileiro transmitirá todas as informações relevantes para avaliação pelas autoridades chinesas e solicitará a revogação da suspensão temporária em vigor.

– O tema está sendo tratado com naturalidade, considerando que não conformidades, como estas indicadas pelo lado chinês, são passíveis de acontecer na rotina das exportações e ações para correção de eventuais desvios são sempre importantes para o fortalecimento das relações de confiança – disse o Mapa.

Segundo o governo brasileiro, a suspensão das exportações de soja dessas cinco unidades não deverá trazer impacto significativo nas vendas ao exterior do produto brasileiro.

– Vale reforçar que outras unidades das empresas notificadas seguem exportando normalmente para a China, sendo as suspensões válidas apenas para as cinco unidades oficialmente notificadas. Portanto, os volumes negociados pelo Brasil não serão afetados em função desta suspensão temporária destas cinco unidades notificadas – destacou ainda o Mapa.

Fonte: Pleno News
China suspende compra de soja de cinco exportadoras brasileiras | Economia | Pleno.News

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook