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A inteligência artificial vai roubar meu emprego?

Confira dicas de como se manter relevante no mercado de trabalho com o uso crescente desta ferramenta, independentemente da sua área de atuação

O uso crescente de inteligência artificial tem preocupado profissionais de diferentes áreas. Afinal, ela vai acabar com o meu emprego?

Analistas de mercado dizem que, em vez de temer a IA, o melhor a fazer é entender seu impacto e se preparar para um futuro em que humanos e máquinas trabalhem juntos.

Os especialistas também observam que, se por um lado a tecnologia substitui ou ameaça algumas funções, por outro cria novas oportunidades de trabalho.

A Indústria News pesquisou o que tem sido comentado sobre o tema no LinkedIn e sites especializados, e lista abaixo dicas para o trabalhador se manter relevante na era da IA.

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Interação: entender o impacto da IA e se preparar para um mercado com ela é um caminho a seguir

1. Adapte-se a mudanças – a tecnologia sempre transformou o mercado de trabalho. Foi assim, por exemplo, com a internet e o celular. No caso da IA, em vez de rejeitá-la, o melhor é tentar entender como ela impacta sua área e encontrar meios de se adaptar a ela.

2. Desenvolva habilidades humanas – a IA não pode substituir muitas habilidades humanas; então, atente sempre a pontos como criatividade, empatia, inteligência emocional e pensamento crítico.

3. Aprenda a trabalhar com IA – em vez de enxergar a IA como concorrente, tente vê-la como aliada; dominar ferramentas de inteligência artificial pode aumentar sua produtividade e eficiência.

4. Aprenda continuamente – o profissional que se mantém atualizado em termos de tecnologia tem mais chances de se destacar no mercado. Leia sobre tendências, faça cursos, teste ferramentas e busque sempre se aprimorar.

5. Amplie seu repertório de habilidades – ter conhecimentos diversificados pode abrir novas oportunidades; profissionais com múltiplas competências são mais versáteis e resilientes diante das mudanças.

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É preciso estudar: profissional que se mantém atualizado tem mais chances de se manter no mercado

6. Foco na resolução de problemas – as máquinas processam dados, mas a tomada de decisão estratégica e a capacidade de solucionar problemas complexos continuam sendo qualidades essenciais dos humanos.

7. Construa uma rede de contatos – ter conexões profissionais pode abrir portas para novas oportunidades e garantir maior segurança no mercado de trabalho atual, marcado por mudanças muito rápidas.

8. Desenvolva habilidades digitais – mesmo que seu trabalho não esteja ligado à tecnologia, entender o básico sobre IA, análise de dados e automação pode ser um grande diferencial.

9. Inove em sua área – profissionais que pensam fora da caixa se tornam menos substituíveis; para este exercício, o trabalhador pode, inclusive, usar inteligência artificial.

10. Mantenha-se otimista e proativo – a insegurança com o futuro do trabalho é compreensível, mas encarar a IA como uma oportunidade e não como uma ameaça pode fazer toda a diferença neste momento.

FONTE: FIESC
A inteligência artificial vai roubar meu emprego? | FIESC

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Industria, Negócios, Portos

Disputa comercial China-EUA eleva prêmios de soja em portos brasileiros

Preço de exportação chega a 75 centavos de dólar por bushel no porto de Santos

As tensões comerciais em curso entre os Estados Unidos e a China aumentaram a demanda chinesa por soja brasileira, elevando os prêmios de exportação nos portos do país. Os analistas acreditam que essa tendência provavelmente continuará nos próximos meses.

Atualmente, os prêmios de soja no Porto de Santos (SP) estão em 65 centavos de dólar por bushel para os embarques de abril e 75 centavos para os embarques de maio. Isso reflete a necessidade da China de garantir suprimentos, de acordo com Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural.

“A China anunciou mudanças em suas políticas alfandegárias, mas está pagando um preço por essa decisão. Anteriormente, levava de sete a dez dias para a soja chegar às plantas de processamento; agora leva até 20 dias”, disse Fernandes. “O mercado local é subabastecido, com baixos estoques de farelo de soja, e o Brasil é o único fornecedor capaz de atender a essa demanda.”

De acordo com Fernandes, a Sinograin, empresa estatal de armazenamento de grãos da China, ainda mantém reservas relativamente confortáveis. No entanto, a nova política alfandegária pode desencadear uma corrida pela soja entre os compradores chineses, levando a reduções significativas nos estoques locais.

O prêmio de exportação de soja é a diferença entre o preço físico da commodity em um determinado local e seu preço na Chicago Board of Trade (CBOT). Vários fatores influenciam esse prêmio, incluindo oferta e demanda doméstica, taxas de câmbio e condições logísticas e portuárias. As flutuações nesses elementos determinam se o prêmio é positivo (indicando um aumento de preço) ou negativo (indicando um desconto).

O prêmio de exportação é adicionado ou deduzido do preço do contrato futuro antes de converter o valor de dólares por bushel para reais por saca. Quando a demanda por soja brasileira aumenta devido a fatores externos – como disputas comerciais entre a China e os EUA – os prêmios nos portos tendem a aumentar. O mercado acompanha de perto essas flutuações, já que o prêmio é um componente-chave na estrutura de preços da soja no Brasil.

João Birkhan, presidente da Sin Consult, observou que os prêmios da soja brasileira já eram positivos antes da atual guerra comercial. No entanto, depois que a China impôs uma tarifa de 10% sobre a soja dos EUA em resposta às tarifas dos EUA sobre produtos chineses, a tendência ganhou mais impulso.

“Os chineses agora precisam comprar do Brasil para substituir o suprimento que teriam recebido dos EUA. Vamos vender mais soja e os prêmios devem permanecer entre 65 e 75 centavos pelo restante desta temporada”, projetou Birkhan.

Daniele Siqueira, analista da AgRural, disse que, em circunstâncias normais, os prêmios de exportação brasileiros cairiam nesta época do ano, principalmente com uma safra recorde esperada. “Com a tarifa chinesa sobre a soja dos EUA e a pressão sobre os preços da CBOT, a tendência é que os prêmios permaneçam fortes, apesar da safra em curso no Brasil. No entanto, não esperamos que os prêmios aumentem tão acentuadamente quanto em 2018 durante a primeira guerra comercial”, disse ela.

Naquele ano, a forte demanda da China pela soja brasileira elevou o prêmio de exportação para 200 pontos sem precedentes, um recorde na época.

FONTE: Valor Internacional
Disputa comercial entre China e EUA eleva prêmios de soja nos portos brasileiros | Agronegócio | valorinternational

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CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

Empresa de Santa Catarina fornece motores para transmissão de energia e pretende usar sua capilaridade global para mitigar o efeito das taxas

O CEO da WEG (WEGE3) chamou as tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump, de um “erro fundamental”, ao mesmo tempo em que afirma que a empresa produtora de motores elétricos está preparada para lidar com uma guerra comercial.

A WEG, que tem o terceiro maior valor de mercado na bolsa de valores do Brasil, planeja usar suas mais de 60 fábricas em 17 países, incluindo o México, para mudar a produção e evitar as taxas, disse o CEO Alberto Kuba em entrevista.

“Não precisamos usar o México para exportar apenas para os EUA”, disse Kuba. A empresa “pode ​​usar o México como um centro para exportar para qualquer outro país”.

A WEG, que fornece motores para os setores de transmissão de energia e energia renovável em todo o mundo, usou uma estratégia semelhante durante a pandemia para transferir a produção para países que reabriram mais rapidamente. Essa vantagem ajudou a ganhar participação de mercado.

A ágil cadeia de suprimentos da empresa pode dar a ela uma vantagem sobre os concorrentes que não conseguem transferir a produção tão facilmente. Isso, e a necessidade dos Estados Unidos de modernizar e expandir sua rede elétrica, deixaram Kuba otimista sobre o mercado dos EUA.

“Estamos bem posicionados para todos os cenários”, disse Kuba. “Se Trump fizer a economia dos EUA crescer, está tudo bem.”

Ainda assim, Kuba questiona a estratégia de Trump porque os EUA não têm a capacidade de aumentar rapidamente a produção industrial se as empresas quisessem se mudar. Ele acrescentou que a falta de trabalhadores qualificados nas fábricas dos EUA pode dificultar a expansão.

Se as tarifas atingirem algum produto da WEG, a empresa não hesitará em repassar os preços aos clientes, disse Kuba.

As ações da WEG caíam cerca de 11% neste ano até quinta-feira nas negociações na Bolsa de valores do Brasil. Isso ocorreu depois de subirem mais de 40% em 2024.

FONTE: Bloomberg
CEO da WEG chama tarifas de erro e diz que empresa está pronta para guerra comercial

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Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC

Novos mercados para exportações e ciclo da construção civil puxam desempenho; recuo na demanda doméstica por móveis é desafio para o segmento

Em 2025, o segmento de madeira deverá crescer 5,44% em Santa Catarina, de acordo com estudo da Federação das Indústrias de SC (FIESC). O desempenho é bem superior ao esperado para o crescimento da indústria geral no estado, estimado em 1,74% para o período. Para o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o crescimento dos mercados de exportação, aliado à resiliência da construção civil no Brasil, sustenta a projeção de alta. “O principal desafio para 2025 será a desaceleração da demanda interna por móveis, enquanto, no mercado externo, as mudanças tarifárias dos EUA podem criar novas oportunidades, com os mercados emergentes expandindo seu potencial de consumo e abrindo novas fronteiras para o setor em Santa Catarina”, afirma.

Oportunidades
As tarifas de reciprocidade anunciadas pelo governo norte-americano podem abrir novas frentes comerciais para os produtores catarinenses no mercado dos EUA. Isso porque, mesmo que o Brasil enfrente reciprocidade, as exportações de SC permanecerão competitivas, com tarifas médias de cerca de 9% – abaixo das praticadas por grandes concorrentes. De acordo com o vice-presidente da FIESC para a região do Planalto Norte, Arnaldo Huebl, taxas menores do que as aplicadas à China seriam decisivas à abertura de novos mercados aos catarinenses. O Planalto Norte é um dos polos internacionais do setor de móveis de SC.

Bittencourt destaca, no entanto, que os efeitos das tarifas sobre a inflação nos Estados Unidos podem também limitar o consumo por lá. Essa preocupação é corroborada por Leonir Tesser, vice-presidente da FIESC para a região Centro-Oeste, polo madeireiro. “O temor dos consumidores americanos em relação à inflação já tem reduzido o consumo de móveis, gerando preocupações para o curto prazo”, explica o industrial.

O primeiro vice-presidente da Federação, Gilberto Seleme, que atua no setor,  lembra, contudo, que o setor de móveis seria o mais impactado pela reciprocidade, já que a tarifa brasileira para o produto norte-americano é de 18%. “A taxação, especialmente de produtos com maior grau de manufatura, como portas, por exemplo, impactaria os custos da construção civil dos Estados Unidos, que poderia entrar em recessão. Por isso não acredito que este tipo de produto seja fortemente taxado”, diz Seleme.

Desempenho em 2024
O estudo da Federação aponta ainda que, em 2024, a produção madeireira de Santa Catarina teve um crescimento de 9,22%, acima da média nacional, de 8,46%. No ano passado, o impulso veio das exportações, que avançaram 17%, ampliando a presença do setor no mercado externo. A média de crescimento das vendas externas do ramo no Brasil foi de 14,7% em 2024.

No ano passado, observou-se aumento das exportações a mercados emergentes como México (14,9%), China (6,9%), Vietnã (8,8%), Emirados Árabes (18%) e Índia (61,4%). “A Índia desponta como mercado altamente promissor, considerando o crescimento constante do PIB, em torno de 7% ao ano, e intensa urbanização, favorecendo o mercado imobiliário local”, explica Bittencourt.

No cenário doméstico, dois fatores contribuíram para o resultado, segundo o economista: juros menores e o alto nível de consumo das famílias, que cresceu 7%. “A construção civil, que foi responsável por cerca de 17% da demanda nacional por produtos de madeira, foi beneficiada por essas duas variáveis, que também contribuíram para elevar a demanda nacional por móveis”.

FONTE: FIESC
Setor de madeira deve crescer 5,44% em 2025, acima da média de SC | FIESC

 

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Brasil bate recorde na exportação de veículos, mas enfrenta ameaça inesperada

As exportações de veículos brasileiros registraram um crescimento expressivo no início de 2025, impulsionadas principalmente pela demanda de países da América Latina.

Segundo a Anfavea, associação que representa as fabricantes de automóveis no Brasil, foram exportadas 76,7 mil unidades nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 54,9% em relação ao mesmo período de 2024.

O destaque ficou para fevereiro de 2025, que registrou 48 mil veículos exportados, tornando-se o melhor mês para o setor desde agosto de 2018. Esse avanço reflete a recuperação do mercado internacional e o fortalecimento das relações comerciais com os principais parceiros do Brasil.

Quais países lideram a compra de veículos brasileiros?

A Argentina continua sendo o maior mercado para os veículos produzidos no Brasil, apresentando um crescimento impressionante de 172% nas importações. Outros países também impulsionaram o aumento das exportações:

  • Colômbia: crescimento de 52%
  • Uruguai: crescimento de 17%
  • Chile: crescimento de 12%

Além da Argentina, México, Uruguai e Chile aparecem entre os principais destinos dos veículos brasileiros, com participações de 14%, 8% e 4%, respectivamente. A diversificação de mercados tem sido uma estratégia fundamental para manter o crescimento do setor.

Brasil enfrenta concorrência acirrada dos veículos chineses

Apesar do avanço nas exportações, o Brasil enfrenta um desafio crescente no mercado internacional, especialmente devido à forte presença dos fabricantes chineses na América Latina. Em 2024, os veículos chineses representaram 27,9% das vendas na região, enquanto os brasileiros ficaram com 13,9%.

A ascensão dos automóveis chineses está ligada aos investimentos em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, tornando-os uma opção cada vez mais atrativa para os consumidores da América Latina. Para manter a competitividade, a indústria brasileira precisará se adaptar rapidamente às novas tendências do mercado automotivo.

Imagem de carro no asfalto – Créditos: depositphotos.com / carloscastilla

Importações de veículos aumentam e preocupam setor automotivo

O crescimento das exportações veio acompanhado de um aumento expressivo nas importações de veículos para o Brasil. Nos dois primeiros meses de 2025, foram importados 75 mil veículos, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Grande parte dos veículos importados vem da China, com destaque para os modelos eletrificados, um segmento no qual a indústria nacional ainda enfrenta dificuldades para se consolidar. A Anfavea alerta que um em cada cinco carros vendidos no Brasil é importado, o que pode representar um desafio para a produção local no futuro.

O futuro da indústria automotiva brasileira e os investimentos em eletrificação

A produção de veículos híbridos e elétricos ainda é limitada no Brasil, mas algumas montadoras já começaram a investir nesse setor para reduzir a dependência de importações. A Toyota, por exemplo, produz no país modelos híbridos como o Corolla e o Corolla Cross.

Além disso, fabricantes chinesas como BYD e GWM estão finalizando seus projetos para inaugurar fábricas no Brasil, focadas exclusivamente em veículos híbridos plug-in e elétricos. Com essas iniciativas, a expectativa é que a indústria nacional ganhe mais competitividade e consiga acompanhar as mudanças do setor automotivo global nos próximos anos.

FONTE: Em.foco
Brasil bate recorde na exportação de veículos, mas enfrenta ameaça inesperada – Estado de Minas – Em foco

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Compra de portos no Panamá gera debate

A recente aquisição dos portos de Balboa e Cristóbal pelo consórcio BlackRock-TiL gerou reações diversas no Panamá e nos Estados Unidos.

A transação envolve a transferência de 90% das ações da CK Hutchison nesses terminais estratégicos; e busca fortalecer as operações portuárias no Canal do Panamá, embora enfrente desafios legais e políticos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, usou essa operação para insistir na suposta influência chinesa no canal, apesar do Panamá negar tais acusações. O presidente panamenho, José Raúl Mulino, respondeu com firmeza, afirmando que “o Canal é panamenho e continuará sendo panamenho”.

A Suprema Corte do Panamá está analisando uma alegação de inconstitucionalidade contra o contrato de concessão; enquanto a Controladoria Geral da União realiza uma auditoria financeira da Panama Ports Company (PPC). Se o contrato for declarado inconstitucional, a compra poderá ser revertida, abrindo caminho para uma nova licitação.

Especialistas como Jorge Quijano, ex-administrador do Canal, acreditam que a chegada da BlackRock-TiL pode atrair novos investimentos; e eliminar as acusações de Trump sobre o controle chinês. Além disso, a empresa de navegação Maersk, principal cliente do Canal, pode estar interessada em um novo porto, aumentando a concorrência no setor logístico panamenho.

O Panamá, com portos operados por multinacionais dos EUA, Cingapura, Taiwan e Hong Kong, continua a consolidar sua posição como um importante centro para o comércio global. A resolução deste conflito determinará o futuro do seu sistema portuário; e sua relação com os principais players do transporte marítimo.

FONTE: Todo dia Logística News
Compras de portos no Panamá geram debate – TodoLOGISTICA NEWS

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Brasil eleva previsão recorde de safra apesar da seca no Rio Grande do Sul

Com forte produtividade da soja, CONAB eleva estimativa de safra de grãos para 328 milhões de toneladas

Com uma safra de verão mais forte do que o esperado, principalmente para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) elevou sua previsão de produção para a safra 2024/25. A agência, que há vários meses previa safras recordes, agora espera que o Brasil produza 328,3 milhões de toneladas de grãos e fibras nesta temporada. Este número é 2,6 milhões de toneladas maior do que a estimativa anterior de fevereiro.

A previsão divulgada pela Conab nesta quinta-feira (13) é 10,3% maior, ou 30,6 milhões de toneladas a mais, do que o total colhido na safra 2023/24. O aumento reflete tanto a expansão da área plantada, que chegará a 81,6 milhões de hectares, quanto a melhora da produtividade média, estimada pela estatal em 4.023 quilos por hectare.

A produção de soja, cultura mais expressiva na safra de verão, deve crescer 13,3% em relação ao ciclo 2023/24, atingindo 167,4 milhões de toneladas. Os rendimentos da oleaginosa superaram as expectativas iniciais nos principais estados produtores, como Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais.

A colheita inicialmente progrediu lentamente devido a atrasos no plantio e chuvas acima da média em janeiro, observou a Conab. No entanto, as chuvas diminuíram em fevereiro, permitindo que o trabalho de campo acelerasse. Até esta semana, 60,9% da safra de soja já havia sido colhida, taxa superior à do mesmo período da temporada passada e acima da média de cinco anos.

O aumento significativo na projeção geral de safra do Brasil ocorre apesar da piora das condições nos campos de soja no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, onde a seca afetou a produtividade. Os baixos níveis de umidade restringiram a produtividade da soja, conforme relatado pelo Valor no início desta semana.

No Rio Grande do Sul, além da falta de chuvas, os campos de soja enfrentaram ondas de calor nas últimas duas semanas, exacerbando as perdas de safra. A Conab reduziu sua estimativa de colheita de soja para o estado de 18,5 milhões de toneladas para 17 milhões de toneladas, um corte de quase 10% entre os relatórios de fevereiro e março. A produtividade estimada também foi reduzida em 7,5%, para 2.495 quilos por hectare. A nova previsão é 16,2% menor do que a projeção inicial da agência.

Para a safra nacional de milho, a Conab projeta agora 124,9 milhões de toneladas, um aumento de 8,3% em relação ao ciclo 2023/24.

A colheita da soja dita o ritmo de plantio do milho segunda safra, que já cobre 83,1% da área projetada. Embora esse número seja menor do que no mesmo período da temporada passada, ele permanece acima da média de cinco anos.

Em relação à segunda safra de milho, a CONAB espera um aumento de 1,9% na área plantada, chegando a 16,75 milhões de hectares. Com condições climáticas favoráveis, a produção deve chegar a 95,5 milhões de toneladas, um aumento de 5,8% em relação a 2023/24.

Esse forte desempenho levou a uma estimativa geral mais alta para a produção total de milho do Brasil, que também inclui uma terceira safra de 2,4 milhões de toneladas. Com isso, a produção total deve chegar a 122,8 milhões de toneladas, representando um aumento de 6,1% em relação à safra passada.

A Conab também elevou sua estimativa de produção de arroz em 14,3%, para 12,1 milhões de toneladas. Esse aumento é atribuído a uma expansão de 6,5% na área plantada, que hoje totaliza 1,7 milhão de hectares. Além disso, as condições climáticas favoráveis apoiaram a cultura, aumentando a produtividade média esperada em 7,3%, para 7.063 quilos por hectare.

“O progresso da colheita está à frente da safra passada em quase todos os principais estados produtores, com exceção do Tocantins, onde o ritmo é um pouco mais lento do que no ciclo anterior”, afirmou a CONAB em seu relatório.

Outra cultura básica, o feijão, deve ter um modesto aumento de 1,5% na produção total para a temporada 2024/25, atingindo 3,29 milhões de toneladas. Este resultado é influenciado principalmente por uma ligeira melhora na produtividade média, já que a área total destinada ao cultivo de feijão permanece quase inalterada, disse a empresa.

Para o algodão, a expansão da área plantada – estimada em cerca de 2 milhões de hectares – deve gerar um aumento de 3,3% na produção. A Conab prevê fortes rendimentos médios, potencialmente marcando a terceira maior produtividade da série histórica, atrás apenas dos dois últimos ciclos. Nesse cenário, o Brasil deve produzir 3,82 milhões de toneladas de algodão em pluma, segundo a empresa.

Quanto às safras de inverno, a Conab manteve sua estimativa de produção de trigo em 9,12 milhões de toneladas, com base apenas nas intenções de plantio dos agricultores nesta fase.

FONTE: Valor Internacional
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Encontro de Amigos do Comex&Log: conexões que movem negócios

O comércio exterior e a logística são setores que funcionam a partir de uma rede de contatos bem estruturada. Empresas importadoras e exportadoras, operadores logísticos, agentes de carga, despachantes aduaneiros, consultores e demais profissionais do setor sabem que, além de conhecimento técnico, é essencial criar e manter boas conexões. E é exatamente isso que o ReConecta News promove com o Encontro dos Amigos do Comex & Log em Itajaí – um evento que fortalece relacionamentos, impulsiona negócios e proporciona trocas valiosas em um ambiente descontraído. 

Edição especial com homenagem às mulheres 

A edição mais recente aconteceu no último dia 12 de março, na Balbúrdia Cervejaria, e trouxe um diferencial especial: uma homenagem às mulheres que fazem a diferença no setor. Para Renata Palmeira, CEO do ReConecta News, e Everson Ramires Rodrigues – o Tocha – parceiro e coorganizador do evento, entregar rosas azuis foi uma forma de valorizar a presença feminina, que hoje é maioria no setor; além disso, todas as mulheres inscritas ganharam um drink.   

O reconhecimento da atuação feminina no comércio exterior e na logística reflete a evolução do setor, que tem se tornado cada vez mais diverso e inovador. Criar espaços que promovam essa inclusão é essencial para fomentar um ambiente mais equilibrado e produtivo. 

Networking além do cartão de visita 

Em setores dinâmicos como o comércio exterior e a logística, construir uma rede de contatos vai muito além da troca de cartões de visita. O verdadeiro networking acontece quando as interações são genuínas e estratégicas, criando laços de confiança que geram novas oportunidades. No Encontro dos Amigos do Comex&Log, os participantes têm a chance de conversar de maneira mais próxima, sem as formalidades dos eventos corporativos tradicionais, tornando o ambiente ideal para novas parcerias e colaborações.
Foi o que aconteceu com Luciano Zucki, CEO da Plex Internacional Logistics, que recentemente participou do encontro. “Foi uma experiência incrível! Foi um happy hour descontraído, num local super agradável, que criou o clima perfeito para conexões leves e genuínas”, fala.  

A PLEX International Logistics é uma empresa de logística internacional que oferece serviços de transporte aéreo e marítimo, com sede nos Estados Unidos. A empresa é especializada em soluções de carga personalizadas, com foco em eficiência e competitividade. Na ocasião, Luciano veio dos EUA para participar do encontro. “Saí de lá com contatos valiosos, que já estão se transformando em bons negócios e parcerias promissoras. O ambiente informal realmente fez a diferença – foi uma chance única de fortalecer minha rede e abrir portas no universo do comércio exterior”, finaliza Luciano.  

 

Por que participar? 

Além de proporcionar um espaço para interações mais naturais e produtivas, o Encontro dos Amigos do Comex&Log é uma excelente oportunidade para: 

  • Acompanhar tendências do setor a partir de conversas com profissionais experientes. 
  • Ampliar a rede de contatos com tomadores de decisão e especialistas. 
  • Gerar novos negócios, identificando oportunidades estratégicas. 
  • Fortalecer parcerias de longo prazo em um ambiente de confiança. 

Se você está em busca de um evento que une networking de qualidade, ambiente agradável e oportunidades reais, não pode ficar de fora! A próxima edição será no dia 09 de abril em homenagem ao dia do Despachante Aduaneiro.   

Confira aqui mais clicks do evento nas fotos de Giovana Santos 

https://photos.app.goo.gl/zxaFGzLNwc79qTas9  

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Bolsas da Europa fecham em queda com tarifas pressionando setor de bebidas

Tensão nos mercados se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano

As bolsas da Europa encerraram, majoritariamente, em baixa nesta quinta-feira (13) pressionadas pelo acirramento da guerra comercial entre Estados Unidos e União Europeia, além das tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia.

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou com ganho marginal de 0,02%, a 8.542,56 pontos. O DAX, de Frankfurt, caiu 0,63%, para 22.532,98 pontos. Já o CAC 40, em Paris, perdeu 0,64%, fechando a 7.938,21 pontos.

Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,14%, a 12.821,30 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 cedeu 0,61%, para 6.722,00 pontos. Em Milão, o FTSE MIB fechou em baixa de 0,80%, a 37.999,73 pontos. Os números ainda são preliminares.

A tensão nos mercados se intensificou após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar que retaliará a tarifa de 50% da União Europeia sobre o uísque americano com uma taxa de 200% sobre vinhos, champanhe e demais produtos alcoólicos da França e de toda a Europa.

A ameaça impactou diretamente as ações de grandes empresas do setor de bebidas alcoólicas na Europa. A Pernod Ricard caiu 3,97%, a Rémy Cointreau desvalorizou 4,67%, enquanto o Grupo Campari recuou 4,31%. Em 2024, os EUA importaram cerca de US$ 5,4 bilhões em vinho da UE, incluindo cerca de US$ 1,7 bilhão em vinhos espumantes como champanhe, de acordo com dados do Census Bureau.

Os investidores seguem cautelosos com o possível impacto dessa escalada tarifária. Na quarta, a União Europeia anunciou a aplicação de tarifas sobre 26 bilhões de euros em produtos dos EUA, após Washington impor uma taxa de 25% sobre importações de aço e alumínio. O Canadá também anunciou medidas retaliatórias contra os EUA.

Em Londres, a Vosafone subiu 4,60%, respondendo pela maior alta porcentual do FTSE 100, seguida pela mineradora Antofagasta, com ganho de 2,81%.

FONTE: CNN Brasil
Bolsas da Europa fecham em queda com tarifas pressionando setor de bebidas | CNN Brasil

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DP World aponta perspectiva comercial incerta após queda no lucro

A DP World, empresa de portos e logística de propriedade de Dubai, reportou uma queda de 28% no lucro anual nesta quinta-feira, em parte devido a custos financeiros mais altos, e destacou que as incertezas no comércio global e os riscos geopolíticos estão obscurecendo suas perspectivas.

O lucro atribuível aos proprietários, após itens divulgados separadamente, caiu para US$ 591 milhões, em comparação com US$ 820 milhões no ano anterior, informou a DP World em um comunicado.

“Embora o ano tenha começado de forma positiva, o comércio global continua em constante mudança devido aos desafios geopolíticos em andamento”, disse o presidente e CEO Sultan Ahmed bin Sulayem no comunicado.

A DP World, que administra portos em países que vão do Reino Unido ao Peru, além de operar armazéns e parques logísticos, afirmou que a receita total subiu 9,7%, atingindo US$ 20 bilhões, impulsionada em parte pelo melhor desempenho de sua divisão de portos e terminais.

No Oriente Médio, Europa e África, a receita cresceu 5,3%, com resultados sólidos nos Emirados Árabes Unidos e na África compensando o desempenho mais fraco no porto de Jeddah, na Arábia Saudita, e nos negócios europeus da Unifeeder da DP World, devido à interrupção no Mar Vermelho.

Os houthis do Iêmen afirmaram que retomariam os ataques a navios israelenses que passassem pelo Mar Vermelho, pelo Mar Arábico, pelo estreito de Bab al-Mandab e pelo Golfo de Áden, encerrando um período de relativa calmaria desde janeiro.

A interrupção causada pelos ataques houthis, que têm como alvo rotas marítimas regionais importantes, forçou as empresas a realizarem viagens mais longas e caras ao redor do sul da África. O grupo alinhado ao Irã atacou mais de **100 navios** desde novembro de 2023, em solidariedade aos palestinos.

A DP World planeja investir cerca de US$ 2,5 bilhões este ano, aplicando recursos em seu principal porto, Jebel Ali, em Dubai, e em outros ativos, incluindo o porto London Gateway.

Fonte: Reuters
Operadora portuária DP World sinaliza perspectivas comerciais incertas após queda nos lucros | Reuters

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