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UE reduzirá importações de aço em 15% após tarifas dos EUA

A Comissão Europeia vai propor uma série de medidas relacionadas ao comércio para impulsionar sua indústria metalúrgica; na imagem, bandeiras da UE na sede do órgão executivo do bloco em Bruxelas.

Reuters de Bruxelas

A UE (União Europeia) limitará a quantidade de aço que pode ser importada para o bloco, reduzindo em 15% as cotas que permitem a entrada desse material sem tarifas adicionais a partir de abril, disse uma autoridade sênior do grupo nesta 4ª feira (19.mar.2025).
A medida visa a evitar que produtos siderúrgicos importados avancem sobre o mercado europeu depois que os Estados Unidos aplicaram novas tarifas comerciais.
Os produtores de aço europeus, que enfrentam altos preços de energia e concorrência da Ásia e outras regiões, alertam que a UE corre o risco de se tornar um local de dumping de aço desviado do mercado dos EUA, o que pode acabar com as siderúrgicas da Europa….

“Durante um período em que ninguém está respeitando as regras da OMC [Organização Mundial do Comércio] e todos se referem à segurança nacional […] a UE não pode ser o único continente a deixar sua indústria desmoronar”, disse o vice-presidente executivo da Comissão Europeia, Stephane Sejourne.

Considerando que o mercado dos EUA está fazendo menos sentido comercial com a tarifa de 25% imposta pelo governo de Donald Trump (Republicano), Sejourne estima que produtores do Canadá, Índia e China procurarão vender volumes cada vez maiores de aço na Europa.

A Comissão Europeia proporá nesta 4ª feira (19.mar) uma série de medidas relacionadas ao comércio para impulsionar sua indústria metalúrgica, parte de um novo Plano de Ação Europeu para Aço e Metais. Um rascunho do plano visto pela Reuters no início desta semana mostrou que a UE estava estudando restrições às importações.

Sejourne, responsável pela definição da estratégia industrial do bloco, disse que a 1ª medida será reduzir as cotas de importação, conhecidas como salvaguardas, para vários tipos de aço a partir de 1º de abril, o que reduzirá os fluxos de entrada de material em aproximadamente 15%.

Os volumes importados dentro das cotas refletem os fluxos comerciais estabelecidos e não estão sujeitos a tarifas. Qualquer importação de aço fora da cota será atingida por uma tarifa de 25%. Desde julho de 2019, os volumes das cotas aumentaram em mais de 25%, pois o bloco está em conformidade com as regras da OMC.

Em 2024, a UE importou cerca de 60 milhões de toneladas de aço, das quais 30 milhões dentro da cota livre de tarifas.

A Comissão também estabelecerá novas medidas no 3º trimestre para substituir as salvaguardas reforçadas, que, conforme as regras da OMC, não podem ser estendidas além de 30 de junho de 2026.

Sejourne disse que o novo mecanismo será muito mais rigoroso depois dos apelos do setor. Os detalhes ainda não foram definidos.

PRODUÇÃO EUROPEIA “Também temos o desafio de prever futuras tensões, guerras e pandemias, e vimos o que aconteceu no passado com o gás russo […]. Vamos evitar que o aço de amanhã se torne o gás de ontem”, disse Sejourne.

O vice-presidente executivo da Comissão Europeia disse que o bloco não quer depender de importações de aço em um momento em que inicia a reconstrução do complexo industrial militar da UE depois da guerra na Ucrânia.

Para impulsionar ainda mais as medidas de defesa comercial existentes, espera-se que as regras de compras públicas sejam revisadas em 2026 para favorecer o aço europeu. A Comissão também introduzirá uma regra de “derretimento”, segundo o projeto do Plano de Ação para Aço e Metais. A regra impedirá os importadores de alterar a origem do metal por meio de “transformações mínimas”.

Entre as medidas não comerciais, um programa piloto com o Banco Europeu de Investimento para assegurar contratos de energia de longo prazo dará prioridade aos produtores de aço e alumínio. Os detalhes serão anunciados no 2º trimestre de 2025.

“Queremos manter nosso aço na Europa e sermos capazes de reciclá-lo na Europa. É uma questão estratégica. Não existe indústria de defesa sem aço, não existe automóvel sem aço e queremos manter nossas indústrias”, disse Sejourne….

Fonte: Poder 360
https://www.poder360.com.br/poder-economia/ue-reduzira-importacoes-de-aco-em-15-apos-tarifas-dos-eua/

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O ESPECIALISTA: FRANCINE MACEDO

Quando o imprevisto chega: a importância do seguro empresarial para proteger seu negócio

Ao contratar um seguro empresarial, o empreendedor protege seu patrimônio, garante a segurança da equipe e pode se concentrar no crescimento do negócio.

Um incêndio de grandes proporções atingiu um galpão de autopeças e se alastrou para um armazém logístico vizinho, no bairro Salseiros, em Itajaí, Santa Catarina. O incidente mobilizou equipes de bombeiros de sete cidades e causou a destruição de materiais e equipamentos, além do colapso de estruturas. 

O fogo teria começado em um contêiner no depósito de autopeças, e uma das suspeitas é que tenha ocorrido um curto-circuito. O trecho da marginal da BR chegou a ser bloqueado para o combate às chamas, e a equipe de perícia do Corpo de Bombeiros deve analisar a área. 

Essa tragédia serve como um lembrete crucial da importância de proteger os ativos empresariais contra eventos inesperados. O seguro empresarial é a principal ferramenta para garantir a proteção do patrimônio e a continuidade das atividades diante de imprevistos. Em um cenário onde riscos como incêndios, roubos, desastres naturais e responsabilidade civil podem gerar perdas financeiras significativas, essa proteção se torna essencial. 

Principais benefícios do seguro empresarial 

Proteção financeira: O seguro oferece cobertura para perdas materiais, como danos ao patrimônio (edifícios, equipamentos, estoque) e perdas financeiras decorrentes de interrupção das atividades. Em caso de sinistro, a indenização do seguro permite que a empresa se recupere mais rapidamente, minimizando o impacto negativo no fluxo de caixa. 

Cobertura contra responsabilidade civil: O seguro protege a empresa contra reclamações de terceiros por danos causados por suas atividades, produtos ou serviços. Essa cobertura é fundamental para evitar que a empresa tenha que arcar com altos custos de indenização em caso de processos judiciais. 

Continuidade do negócio: Em caso de sinistro, o seguro permite que a empresa retome suas atividades o mais rápido possível, evitando a perda de clientes e a interrupção do fluxo de receita. Essa garantia de continuidade é fundamental para a sobrevivência da empresa em um mercado competitivo. 

Ao contratar um seguro empresarial, o empreendedor protege seu patrimônio, garante a segurança da equipe e pode se concentrar no crescimento do negócio. Ter a certeza de que a empresa está resguardada contra imprevistos proporciona mais tranquilidade para tomar decisões estratégicas e investir no futuro. 

O seguro empresarial não é um custo, mas um investimento estratégico que protege o presente e assegura o futuro da sua empresa. 

Francine Macedo tem 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua. Atualmente, Business development na Bwin Tech.  

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Dólar fecha no menor valor desde outubro, a R$ 5,67; Ibovespa sobe 0,49%

Bolsa brasileira se descolou do exterior e teve movimento positivo de olho na cena doméstica

O dólar fechou o dia no menor patamar desde outubro, enquanto o Ibovespa subiu nesta terça-feira (18) à medida que investidores acompanhavam o envio ao Congresso do projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês.

Os investidores também se posicionam para uma série de reuniões de bancos centrais ao longa da semana, enquanto navegam por incertezas geopolíticas e fiscais. 

O dólar recuou 0,19%, a R$ 5,6755 na venda, o menor valor desde 16 de outubro de 2024, quando fechou em R$ 5,6652. Na mínima do dia, o dólar tocou os R$ 5,6558, e na máxima foi a R$ 5,7137.

Na segunda-feira (17), a moeda norte-americana fechou em queda no menor valor desde novembro, cotada a R$ 5,686.

Enquanto isso, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, avançou 0,49%, a 131.474,73 pontos. Na véspera, o índice fechou em alta de 1,46%, aos 130.833,96 pontos.

Neste pregão, os agentes financeiros pareciam realizar ajustes em relação às posições assumidas na véspera, quando o dólar à vista fechou o dia com baixa de 1,03%, a R$ 5,6861, menor cotação desde 7 de novembro do ano passado.

Contexto internacional

O movimento da sessão de segunda-feira esteve fortemente atrelado a uma busca por ativos de países emergentes, na esteira dos aumentos dos preços do petróleo diante do maior otimismo em relação à economia da China e de expectativa para uma resolução da guerra na Ucrânia.

Apesar de os preços do petróleo continuarem em alta nesta terça, alguns ativos emergentes, incluindo o real, sofriam maior aversão desta vez, à medida que os investidores digerem mais notícias na cena doméstica e externa, enquanto se ajustam antes das decisões de vários bancos centrais.

Um motivo de preocupação era a nova escalada dos conflitos na Faixa de Gaza, após Israel realizar ataques no enclave que mataram mais de 400 pessoas, segundo fontes palestinas, o que efetivamente derrubaria o cessar-fogo em vigor na região.

Com isso, tornava-se ainda mais crucial o telefonema entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para discutir a guerra na Ucrânia, com os mercados ansiosos pelo fim de pelo menos um dos dois conflitos que têm ocupado o noticiário recentemente.

“Não há exatamente a expectativa de que vai se chegar a um cessar-fogo no dia de hoje, mas observa-se os avanços propostos pelos EUA de reativar as negociações e tentar levar a Rússia para um acordo que seja aceitável”, disse Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX

“Então, aumenta um pouco a perspectiva de uma melhora do ambiente de riscos geopolíticos, mesmo que sejam passos iniciais. Isso também tende a favorecer o apetite por ativos de risco globalmente”, completou.

Cenário doméstico

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o projeto de lei nesta terça, iniciando um processo de tramitação no Congresso que ficará no radar do mercado.

O mercado teme que a medida — uma promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva — piore ainda mais o quadro das contas públicas caso não seja compensada devidamente.

O anúncio da reforma do IR no fim do ano passado foi uma das principais razões do estresse entre investidores que causou a disparada da moeda norte-americana no Brasil em 2024.

“O projeto vai tramitar pelo Legislativo, onde o governo tem uma certa dificuldade de articulação e os temores dos investidores é que, durante a tramitação, as medidas de compensação de receita sejam enfraquecidas (…) Por isso, um certo receio fiscal”, afirmou Mattos.

Na quarta-feira, as atenções dos investidores se voltarão para as reuniões do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) e do Federal Reserve, que podem moldar a precificação de ativos no Brasil.

Espera-se que o Copom eleve a taxa Selic em mais 1 ponto percentual, a 14,25% ao ano, como já foi sinalizado pela própria autarquia no encontro de janeiro.

Já o banco central dos EUA deve manter a taxa de juros inalterada, à medida que avalia as crescentes incertezas comerciais e econômicas nos EUA impulsionadas pelas medidas do governo Trump.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,13%, a 103,590.

FONTE: CNN Brasil
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US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

 

A Câmara de Comércio Americana para a União Europeia (AmCham EU) afirma que há uma série de riscos para 2025, incluindo taxas de crescimento desiguais entre a Europa e os EUA, pressões competitivas da China e a perspectiva de uma guerra comercial transatlântica, em novo estudo publicado nesta segunda-feira, 17.

No documento, a Amcham projeta que o conflito comercial coloca US$ 9,5 trilhões em risco, acima dos US$ 8,7 trilhões do ano passado.

“Para empresas de ambos os lados, a economia transatlântica é mais do que apenas uma fonte de lucro. É uma base geoeconômica comum que lhes dá uma vantagem em um mundo ferozmente competitivo”, explica o CEO, Malte Lohan, ao destacar os riscos da deterioração da relação entre EUA e UE.

“Em vez de se envolver em um olho por olho que só prejudica as duas economias, eles deveriam vir à mesa de negociações para descobrir como seria um acordo positivo para a economia transatlântica”, acrescenta.

Fonte: Estadão

US$ 9,5 trilhões em risco: o possível preço da guerra comercial, segundo a AmCham EU

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Brasil-Vietnam: possibilidades de expansão da corrente de comércio e investimento, por Mario C. de Carvalho Jr

Há uma meta firmada pelos dois governos de elevar em cinco bilhões de dólares em termos absolutos a corrente de comércio bilateral até 2030

Brasil-Vietnam: possibilidades de expansão da corrente de comércio e investimento

por Mario Cordeiro de Carvalho Junior

Após duas visitas oficiais ao Brasil, em 2023 e 2024, do Primeiro Ministro da República Socialista do Vietnam Pham Minh Chinh, finalmente o Presidente Lula será o primeiro mandatário brasileiro a visitar oficialmente este país. Há uma meta quantitativa firmada pelos dois governos de elevar em cinco bilhões de dólares em termos absolutos a corrente de comércio bilateral até 2030. Do ponto de vista vietnamita o objetivo deles é, de um lado, conseguir firmar um acordo de livre comércio – ALC- entre o Mercosul e o Vietnam, e, do outro lado, obter reconhecimento por parte do Brasil do status de que a economia do Vietnam é uma economia de mercado.

No tocante ao ALC, ainda que os estudos favoráveis que recomendariam a assinatura desse acordo já foram feitos desde o Governo Bolsonaro, e suas conclusões e intenções de política foram mantidos e referendados pelo atual Governo, o fato a destacar é que as divergências em relação ao nível da tarifa externa comum observadas entre os países membros do Mercosul apontam que este ALC poderá não ser assinado ao longo do próximo biênio.

Por sua vez, para o caso de obter status de economia de mercado pelo Vietnã por parte do Brasil – como ocorreu com à China nos anos noventa do século passado – parece que há simpatia do atual governo em firmar esse compromisso, ainda que se recomende prudência em se estabelecer clausulas de salvaguarda como ocorreu com a China seguindo os moldes do GATT/OMC.

Essas salvaguardas devem ser impostas na outorga desse status no caso de haver crescimento acentuado das importações e deslocamento da produção doméstica devido aos diferenciais de competitividade observados entre o Vietnã e o Brasil, sendo isso passível de ocorrer notadamente nos bens e serviços de partes e peças das indústrias de suporte à produção industrial.  Vale lembrar, que o setor de suporte à indústria no Vietnam é um exemplo inspirador de catching up tecnológico que deveria ser visitado, e, sobretudo conhecido por tomadores de decisão do Governo Brasileiro, quanto também por membros das instituições gestores do Programa Brasil Mais Produtivo – notadamente o Senai e o Sebrae -, e das instituições de desenvolvimento estaduais.

Apesar desses riscos e incertezas, a visita do Presidente Lula e sua comitiva ao Vietnam abrirá uma janela de oportunidades para a cooperação econômica e de investimentos mútuos entre os dois países, e, inclusive deveria priorizar o incentivo à formação de joint ventures para a criação e transferência de técnica e tecnologia entre as empresas vietnamitas e as brasileiras. Do ponto de vista brasileiro, esse esforço de promoção para uma maior cooperação empresarial inter-firmas entre o Brasil e o Vietnam poderá ser feito de modo focado nas empresas nacionais que já estão engajadas no esforço nacional da NIB – Nova Indústria Brasil –, e também se deve seguir os princípios da Política de Cultura Exportadora brasileira.

Um primeiro passo é ter um conhecimento mais preciso das bases que vão permitir para que seja dado um salto nas relações de comércio e investimento entre o Brasil e o Vietnam. Há, hoje, cerca de 140 vietnamitas morando e trabalhando no Brasil. E, no, Vietnam, há cerca de 150 profissionais vietnamitas que são fluentes em português – ainda que com acento angolano ou moçambicano – aptos para trabalharem em prol do crescimento das relações bilaterais Brasil e Vietnam.

Por sua vez, jogadores brasileiros de futebol já defenderam as cores da seleção vietnamita, e, inclusive já são cidadãos daquele país. Há ainda morando e trabalhando naquele país, e talvez fazendo remessas de divisas para o Brasil cerca de: a) 50 engenheiros catarinenses que trabalham em empresa vietnamita de ponta de carros elétricos; b) 300 pilotos brasileiros de aviação que trabalham nas diversas companhias áreas – estatais ou privadas – vietnamitas; e c) um pequeno e reduzido de profissionais ligados à indústria criativa de arquitetura e construção civil. Isso é um indicio de potencial de exportação de serviços técnicos especializados do Brasil para o Vietnam.

Há – hoje – presença de investimentos e controle por empresas brasileiras, no Vietnam, nas seguintes atividades: a) de importação e distribuição de álcool exportado do Brasil para consumo humano executado por um braço local de uma grande engarrafadora de bebidas de cerveja brasileira; b) de importação, processamento, distribuição e venda de couros e suas partes oriundos do Brasil por um braço local de um grande frigorífico brasileiro  para serem usados pelas empresas fabricantes de calçados no Vietnam que são muito especializadas para atender o consumidor estrangeiro; e c) em função de ter obtido os primeiros pedidos de compra de uma grande encomenda de aviões comerciais e militares, uma empresa aeronáutica brasileira deverá em breve montar uma warehouse de prestação de serviços e manutenção de aeronaves como uma base de apoio e presença nesse mercado como essa empresa fez no passado nos EUA e na China para firmar sua entrada e presença nesse mercado promissor de aviação.

Considerando que o Vietnam tem um conjunto expressivo de empresas de aviação privada ou pública, está começando a haver demanda por bens e serviços de reparos de aeronaves brasileiras, há comandantes de avião brasileiros pilotando os aviões das companhias de aviação vietnamitas, e, essas empresas ainda não têm linhas regulares de voo entre o Brasil e o Vietnam, então está na hora do governo brasileiro – durante a viagem do Presidente Lula – propor que a empresa estatal vietnamita ou a uma aliança entre as empresas de aviação privada e pública do Vietnam avaliem a possibilidade de montar dois voos semanais com tarifas para low cost tourism entre o Brasil e o Vietnam, e, assim se tornar num hub aéreo para atrair turistas low cost para o Brasil.

Montar uma linha de aviação entre Hanoi/Saigon e Rio de Janeiro/São Paulo incentivaria, de um lado, o turismo receptivo low cost da Asia para o Brasil ( sobretudo para o Rio de Janeiro), e tendo Hanói ou Saigon como aeroportos  Hubs. Isso viabilizaria que houvesse um afluxo expressivo de turistas para o Brasil, tendo como porta de entrada a Cidade Maravilhosa, pois esta já tem uma estrutura de hospitalidade de low cost capaz de atender dois voos semanais com turistas vietnamitas e asiáticos. Com dois vôos semanais, se poderia incentivar a associação ou criação de DMCS ( Destin Management Company) entre os brasileiros e os vietnamitas para atrair grupos de turistas para virem conhecer o Rio de Janeiro com um orçamento e um preço apropriado à renda média e ao padrão asiático e vietnamita.

Por outro lado, com essa linha de aviação se poderia viabilizar o turismo emissivo, principalmente low cost de São Paulo para o Vietnam. Essa mesma DMC poderia montar pacotes para grupos paulistas mostrando que se eles forem ir surfar nas praias de ondas naturais no Vietnam – atual paraíso de surfistas do Vale do Silício na Califórnia – é mais radical e natural que surfar em São Paulo onda mecânica em piscina de condomínio fechado, e, com custo em dólares até menor, e, sobretudo, mais apropriado para viver uma experiência de wellness melhor que em Maresias!

Isso é um indicio do potencial de crescimento da corrente de comércio de turismo entre o Brasil e Vietnam, e, caso a linha de voo regular seja implantada haverá ainda lastro nos porões dessas aeronaves para incentivar as exportações e importações entre os dois países de pequenos volumes de carga área a ser transportada por avião. Em outras palavras, com o crescimento do turismo, haverá uma externalidade no tocante ao transporte internacional entre os dois países. Só falta decisão política para que esse tema entre na agenda governamental, e, vale lembrar que ainda há slots e fingers vazios no Galeão no Rio de Janeiro, que podem atender às demandas da companhia vietnamita para aterrissar e decolar desse aeroporto, apesar do crescimento da quantidade de turistas que transitaram nos últimos meses nesse recinto.

Há máquinas sofisticadas tecnologicamente e/ou conhecimento de biotecnologia com potencial para incrementar o comércio exterior entre os dois países. Em breve, uma missão de produtores e exportadores de café do Espirito Santo irá a uma feira do Vietnam para conhecer porque a produtividade na colheita do café naquele país é superior à do Brasil. Inclusive, o MAPA deveria organizar uma visita técnica de produtores e exportadores de pimenta do Brasil ao Vietnam para entender porque há uma diferença de cerca de 300 dólares por tonelada nas bolsas de mercadoria internacional entre os preços desta commmodity produzida e comercializada no Vietnam vis à vis ao produto nacional. O diferencial de produtividade pode ser creditado basicamente às maquinas made in Vietnam desenvolvidas por empresas estatais que têm como objetivo e missão empresarial criar tecnologia que melhore o processo de limpeza e separação dos grãos de café e de pimenta, e, reduza a presença de microrganismos que podem vir a acelerar a mutação e coloração do produto café ou pimenta de exportação do Vietnam para o mundo. Para que os produtores e exportadores brasileiros tenham acesso a esse maquinário faltará apenas que os bancos vietnamitas junto com os bancos oficiais de desenvolvimento do Brasil celebrem acordos de co-financiamento para a compra e a difusão, aqui no país, desse maquinário único em termos mundiais para melhorar a competitividade e produtividade dos produtores rurais localizados no Brasil de café e pimenta.

Por outro lado, há uma demanda por parte dos produtores rurais do Vietnam em quererem adquirir genética de bovinos premiados em bancos de semem nacionais ou até comprar bovinos em pé para começarem a engordar e reproduzir no Vietnam. Havendo transporte aéreo é provável que a aquisição e o transporte do material genético congelado possam ser montados e estruturados apesar da distância geográfica, e das exigências fitossanitárias associadas. Esse tipo de demanda por conhecimento é um indicio de potencial de exportação de bens especializados a ser ofertados de forma direta por fazendeiros/produtores rurais do Brasil para o Vietnam. E, considerando que os vietnamitas gostariam de ter ainda assistência técnica e estabelecer parceria com os nossos fazendeiros/produtores rurais para aprender o processo de cria, engorda e recria nacional de bovinos se abre espaço para a internacionalização direta a ser feita por uma maior presença dos boiadeiros nacionais que queiram transformar o rural vietnamita, como fizeram no Brasil. De fato, cabe lembrar que essa demanda é fruto direto do aumento da renda média da população local vietnamita, pois o país como um todo está a escapar da armadilha de renda média.

Vale lembrar ainda que a demanda por carnes – bovinos, aves, e porcos – é crescente. Inclusive, há uma demanda excessiva por pés e pescoços de galinha – uma iguaria da culinária local. Atender a essa demanda, quanto de  outras commodities como soja haverá de requerer uma presença maior das empresas brasileiras produtoras desses bens em função tanto dos regulamentos fitossanitários a cumprir, quanto pela exigência ou existência de quotas e critérios de importação a serem atendidos em função de haver ainda forte presença do Estado na importação desses bens. Saudável seria que as empresas exportadoras nacionais desses bens firmassem contratos de representação e distribuição desses seus bens no Vietnam com alguns dos residentes daquele país que falam português, pois assim se aumentaria o volume exportado de forma mais rápida, pois essas empresas nacionais teriam um tipo de agente próprio para comercializar os diversos tipos de carnes brasileiras no Vietnam. E, esses falariam diretos com o Brasil em português  sem passar do vietnamita para o inglês e depois para o português, o que torna um risco e uma incerteza quando o assunto é regulamentos fitossanitários para a exportação de carnes.

Uma característica singular que existe nas casas vietnamitas é o uso de adornos em pedras de ametistas para reverenciar os antepassados. Em função disso, há uma demanda latente por esses bens do Brasil, principalmente das pedras extraídas no Rio Grande do Sul. Há ainda possibilidade de exportação de rochas ornamentais – mármores e granitos – do Brasil para o Vietnam.

Por sua vez, no tocante às importações brasileiras provenientes do Vietnam há três grupos de produtos com grande potencial de serem vendidos no Brasil, a saber: calçados, vestuário e partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica como suporte às indústrias de transformação.  Na área de calçados e de vestuário pode haver um aumento do comércio intra–indústria no setor visto que os produtores do Vietnam se especializaram em fabricar por demanda para a exportação produtos de grifes europeias ou norte-americanas; e vendem para o mercado doméstico um produto bom – não cópia – a um preço que atende ao padrão da população local.
Inclusive, há noticias de que antes da pandemia, algumas redes nacionais de varejo que faziam sourcing na China de vestuário começaram a fazer compras iniciais no Vietnam. Mas, com o advento de plataformas oriundas da China no varejo nacional, esse movimento arrefeceu. Hoje, uma possibilidade para aumentar as compras do Vietnam notadamente de vestuário de melhor qualidade seria incentivar que algumas marcas de luxos brasileiras viessem a iniciar a fazer sourcing naquele país. Contudo, o elevado custo de capital observado no Brasil e dado o tempo para a realização do ciclo de realização  de um sourcing desde a aquisição dos insumos à sua transformação em bens até a sua efetiva venda e recebimento no Brasil faz com que na prática essa estratégia seja descartada pelos detentores das marcas de luxo brasileiras. Demais, a atual fragilidade das redes de varejo nacional decorrência da competição enfrentada contra as plataformas chineses recomendaria que fossem envidados esforços para que as empresas vietnamitas produtoras de calçados e vestuário fossem visitadas pelos compradores das redes de varejo nacionais para identificar se se poderia haver sinergia para que esses novos fornecedores asiáticos pudessem vir a colocar e vender seus produtos nas plataformas ou lojas dessas empresas no Brasil, e, seguissem eventualmente a lógica do remessa on line.

Ainda que somente uma grande empresa de varejo nacional tenha feito um acordo empresarial com uma plataforma chinesa para montar e implantar uma estratégia como a descrita acima, o mais provável é que o consumidor médio nacional possa não ter acesso aos produtos de sapatos e vestuário vietnamitas a preços e qualidade compatível ao padrão de renda brasileira por desinteresse das redes de varejo nacional em explorar esse novo modelo de negócio internacional.

Uma estratégia passível para viabilizar o acesso pelo consumidor brasileiro a esses produtos made in vietnam seria que a associação de empresas produtoras de calçados e vestuário do Vietnam fizessem roadshow presencial e virtual, no Brasil,  para identificar, incentivar, criar, e estruturar que jovens mulheres brasileiras pudessem atuar diretamente em consonância com as empresas vietnamitas produtoras de calçados e vestuários como sendo digital trade promoter, dropshiping, e detentoras de suas lojas de e-commerce em plataformas de vendas e pagamentos nacionais que atendem tanto o Brasil quanto a América Latina.

Inclusive tudo isso poderia ser regulado e operado segundo as normas e regulações determinadas pela receita federal para as operações de pequenos lotes e valores. Essas jovens mulheres poderiam até se regularizar perante o sistema RADAR de importação, como sendo pessoa jurídica ou física. E, ao fazerem isso, o regime fiscal de tributação de importação será o normal – mais racional e com menor valor tributável – que o regime tributação única usada no caso da remessa on line.

Ao estabelecer como política de Governo – pelo lado do Brasil – essa forma de cooperação econômica direta entre as empresas de calçados e vestuários do Vietnam com as jovens mulheres brasileiras de 15 a 29 anos – principalmente aquelas que estiverem no CADUNICO do MDS e pudessem ser objeto do recente programa Acredita desse ministério – haveria oportunidades de se empreender e o melhor é que estas sairiam da linha de pobreza por meio de sua inserção no comércio internacional.

Inclusive se essas jovens mulheres tiverem uma capacitação básica sobre o processo produtivo e as inovações em curso no setor de vestuário e de calçados feito em instituições como o Senai ( nacional e estadual) e a Embrappi têxtil, essas jovens mulheres saberiam aprender a usar nas vendas tanto a manufatura aditiva e os desenhos, quanto a modelagem e a história do mundo fashion  e da moda e do estilo brasileiro para da produção desses bens de consumo. O aprendizado de técnicas de manufatura aditiva e seu desenho em computadores permitirá que se reduzam as idas e vindas de amostras entre comprador e vendedor entre o Brasil e o Vietnam. E, inclusive estimularia que a consumidora brasileira quisesse adquirir produtos exclusivos de vestuário e calçados que poderiam ser desenhados de forma cooperativa entre estilistas brasileiras e vietnamitas e impressos em fab labs no Brasil que tivessem impressores 3 D dedicadas à produção de calçados e vestuário. Esses fab labs poderiam ser montados por essas jovens mulheres desde que essas apresentassem bons planos de negócios internacionais para terem acesso aos recursos de financiamento previstos no Programa Acredita do MDS.

Mais ainda, incentivar essa estratégia de inserção internacional focados em jovens mulheres despertaria o espirito de SER TRADER, de mindset global, e, sobretudo, viabilizaria que o consumidor brasileiro pagasse um preço justo na importação de um bem de calçado e vestuário – recolhendo imposto de importação, imposto de produto industrializado, imposto de circulação de mercadorias, e contribuições e taxas –  mais baixo que o regime de tributação especial das “blusinhas” usados no programa remessa on line conforme. E, até poderia melhorar a avaliação do atual governo visto que um dos fatores da queda de sua popularidade observada no momento presente foi à incidência da taxação injusta na importação do programa remessa conforme criado pela Receita Federal do atual Governo Brasileiro.

Finalmente, o último grupo de produtos potenciais a serem importados do Vietnam é aquele constituído das partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica usadas como suporte às indústrias de transformação. De fato, cabe destacar que são cerca de 300 empresas vietnamitas que fazem parte desse segmento, e apresentam produtividade no chão de fábrica, preços competitivos, tecnologia em linha com a boa prática de fabricação internacional, e, ainda possuem experiência de exportar via sourcing para o Japão, Europa e Estados Unidos. Essas empresas fazem parte de um processo de catching up tecnológico que foi incentivado notadamente por meio de cooperação econômica e técnica entre os governos do Japão e do Vietnam. O Japão, por sua vez, difundiu nesse grupo de atividade econômica suas práticas de Kaizen, TQM, e métodos de produção Toyota por meio da sua agência de promoção JIICA. Concomitantemente ensinou a usar o tool do kaizen como um vetor de desenvolvimento e fez ainda empréstimos em moeda japonesa para ajuste estrutural da economia. De quebra, incentivou o estabelecimento de contratos de transferência de tecnologia ou de formação de joint ventures entre empresas japonesas e vietnamitas. Essa ação vem desde o fim dos anos noventa do século passado, cujo resultado- grosso modo – são que existem cerca de 300 empresas vietnamitas pró-exportadoras e competitivas internacionalmente de partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica.

Cumpre destacar que essas empresas para venderem para o Brasil precisarão fazer uma venda técnica onde o/a trader de preferência localizado no Brasil domine as novas tecnologias de fabricação principalmente por que deverão apresentar às empresas nacionais que compõem a indústria de transformação brasileiras soluções e desenhos em 3D de partes e peças que podem ser fabricadas no Vietnam a partir das especificações, normas e regulamentos nacionais. Além de ter programa e saber usar modelagem em 3D para efetivar a venda técnica o/a trader brasileiro deveria ter um tipo de fab lab hibrido de manufatura aditiva com impressora 3 D para imprimir moldes precisos para  validar os modelos do ponto de vista técnico e de preços que venham a ser processados em largo volume no Vietnam em nome do importador brasileiro. A partir dessa venda técnica se pode de fato incentivar a maior cooperação e eventual formação de joint ventures entre empresas vietnamitas e brasileiras numa área em que o Brasil está bem atrás na fronteira tecnológica de produção.

Importa ressaltar que através do Programa Acredite do MDS se poderia focar nas jovens mulheres para saberem fazer vendas técnicas para o comércio exterior e virarem a ser traders de partes e peças da indústria mecânica, metalurgia, elétrica e eletrônica,  e que sejam  beneficiárias do CADÙNICO se houver acesso aberto aos dados expostos no site https://dados.gov.br/dados/reuso/9. Abertos esses dados, a  seguir, se poderá cruzar esses informações com os dados que constam na base https://www.gov.br/inep/pt-br/acesso-a-informação/dados-abertos em que se pode identificar as jovens mulheres que ao longo da sua vida escolar estão investindo no seu processo de aquisição de capital humano como  beneficiária do CADÚNICO para ser técnica ou futura engenheira.

Desse modo, com um programa de capacitação focado nesse grupo de mulheres – participantes do CADÚNICO  que tenham skills com base em STEAM se terá por meio de qualificação específica um conjunto de profissionais que tanto resolveram problemas de produção e aquisição de partes e peças no chão de fábrica, como saberão identificar aonde produzir esses lotes, tanto no Brasil, e, quiçá no Vietnam.

Por isso, ao final da visita do Presidente Lula deveria ser lançado um programa de cooperação bilateral com vistas a priorizar e incentivar à formação de joint ventures para a criação e transferência de técnica e tecnologia entre as empresas vietnamitas e as brasileiras, notadamente para o setor de indústrias de suporte ao setor de transformação industrial. Do ponto de vista brasileiro, é hora de juntar os esforços do Programa Brasil Mais Produtivo de competência do Sebrae e do Senai, e do Acredita do MDS como os recursos do Programa de Atração de Investimento Externo da APEX. A razão de se sugerir pró-atividade ao Governo e suas agencias especiais é que o empresário vietnamita é hoje comprado via sourcing, e não vende internacionalmente.

Dado que o dragão de querer e poder vender para o exterior ainda não foi despertado e se difundiu na cultura empresarial vietnamita há espaço para se adotar uma negociação ganha-ganha se as sugestões aqui descritas venham a ser adotadas e assim se realizará com facilidade e rapidez as  POSSIBILIDADES DE EXPANSÃO DA CORRENTE DE COMÉRCIO E INVESTIMENTO ENTRE O BRASIL E O VIETNAM.  

Mario Cordeiro de Carvalho Junior  – Professor da FAFUERJ.

Fonte: Jornal GGN
https://jornalggn.com.br/comercio-exterior/mario-de-carvalho-jr-brasil-vietnam-por-comercio-e-investimento/

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Economia, Gestão, Industria, Informação, Negócios, Notícias, Tributação

ICMS dos Alimentos: Estado anuncia importante medida, mas depende das empresas; A força de Schiochet em Brasília;

O Governo do Estado tomou uma medida importante ao adotar o ICMS Zero para seis itens da cesta básica, a exemplo do que já haviam feito outros estados.

Produtos como arroz, feijão, farinhas de trigo, milho, mandioca e de arroz terão uma redução dos 7% cobrados de imposto para uma isenção total. Agora, o que realmente tornará a medida eficaz é o acordo feito com os representantes do setor produtivo catarinense para que orientem seus associados a repassarem esse desconto para o preço de venda dos produtos. Ou seja, se as empresas aderirem, aí sim a medida será efetiva, pois reduzirá de fato os preços dos produtos nas gôndolas dos supermercados. Em suma, o governo fez a sua parte, agora caberá à indústria. Isso porque, a cada R$ 1,00 abatido de imposto, em média, apenas R$ 0,13 são descontados do preço final.

No próximo dia 12, a Secretaria de Estado da Fazenda pedirá a adesão de Santa Catarina ao convênio do Confaz e, depois, enviará um projeto de lei para a Assembleia Legislativa, que deverá aprovar a proposta sem dificuldade. Vale lembrar que ovos e hortifrutis já não pagam ICMS. O impacto previsto é de R$ 600 milhões por ano.

Pelas manifestações do setor produtivo, é possível prever que todos farão um esforço para reduzir o preço dos alimentos. O presidente da Fiesc, Mário de Aguiar, destacou que o Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM) orientará as empresas filiadas a repassar integralmente a redução aos consumidores. Por sua vez, o vice-presidente institucional da Associação Catarinense de Supermercados (Acats), José Koch, destacou que o setor recebe a iniciativa com otimismo e reconhece os impactos positivos da isenção.

Reduções

Vale destacar que a decisão do governo de Jorginho Mello (PL) de zerar o ICMS de seis itens da cesta básica faz parte de um movimento que tem sido realizado pelos governos catarinenses há cerca de 30 anos. Desde 1996, Santa Catarina tem reduzido para 7% o ICMS dos alimentos considerados essenciais, estando na lista carnes de aves e suínos, leite longa vida, pão francês e massas.

Força de Schiochet

Schiochet poderá comandar a CCJ ou o Orçamento – Imagem: Divulgação

O presidente estadual do União Brasil, deputado federal Fábio Schiochet, está demonstrando grande força nas articulações para cargos importantes na Câmara dos Deputados. Ele é o principal nome de seu partido para assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça ou do Conselho de Ética. Se confirmado, Schiochet chegará ao seu sétimo ano na Câmara ocupando espaços de destaque. Já presidiu a Comissão de Comunicação, a de Minas e Energia, Defesa do Consumidor e ocupou a primeira vice-liderança.

Fortes apoios

Ivan Naatz tem recebido importantes apoios – Imagem: Divulgação

O deputado estadual Ivan Naatz (PL) tem conquistado importantes apoios para a próxima vaga do Quinto Constitucional. O governador Jorginho Mello (PL) e o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia (PSD), já anunciaram apoio a Naatz.

O presidente do Sebrae, Décio Lima, se lançou como pré-candidato ao Governo do Estado pelo Partido dos Trabalhadores. Chamou atenção o fato de que, no encontro em que foi anunciado, Lima não compareceu. Agora, corre nos bastidores que o líder petista teria recebido um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para que dispute uma das vagas ao Senado por Santa Catarina. A ideia seria construir um apoio de todos os partidos de esquerda a uma única candidatura. Décio tem enfrentado muitas críticas à sua condução no comando do PT no estado. Resta saber se conseguirá reunir todas as tendências do partido em prol de seu projeto.

Pressão no MP?

Fontes afirmam que integrantes do Ministério Público estariam sendo pressionados a dar uma definição nas investigações envolvendo os processos de compras suspeitas do Ciasc. Os relatos indicam que pessoas se dizendo emissárias do Governo do Estado estariam fazendo abordagens. Contratações de empresas como a Thomas Greg, no Detran, entre outros processos suspeitos, estariam sendo defendidas por essas pessoas. Uma fonte afirma que a solução dessas questões, além de dar um encaminhamento comercial de interesse do Ciasc, também abriria as portas para um retorno de Moisés Diersmann ao comando do Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina S.A. Só em relação ao Detran Net, o valor estimado é de R$ 60 milhões para a contratação da Thomas, em processo questionado, inclusive, pela equipe técnica do Ciasc.

Proposta impossível?

Juristas entendem que o governador Jorginho Mello (PL) terá dificuldade para colocar em prática a promessa feita durante a posse do novo presidente da OAB, Juliano Mandelli. Durante o evento, Jorginho disse que vai procurar a entidade para discutir um convênio para que a advocacia dativa faça a defesa de policiais e demais integrantes da segurança pública que responderem a processos por causa de ações durante o trabalho. O entendimento é que o governador fez o anúncio para tentar distensionar a relação com os policiais, que estão insatisfeitos com seu governo.

Entendimento

Juristas entendem que não há brecha na lei que permita ao Estado custear a defesa de agentes de segurança. Para um dos advogados consultados, o governador Jorginho Mello (PL) cria um “falso problema”, já que os policiais ganham acima do valor estabelecido para a defesa de cidadãos carentes, além de já fazerem parte de sindicatos e associações que disponibilizam assistência judiciária integral. Outro jurista destacou que a investigação administrativa e judicial pressupõe um ato ilegal do agente, quando for o caso. “Se for um ato ilegal, o pagamento da defesa pelo próprio Estado seria uma lesão indireta. O sujeito comete um ato ilegal e ainda onera o Estado. Não é possível”, afirmou.

Reforço da Defensoria

Também há a defesa de que o Governo do Estado dê maior atenção à Defensoria Pública, responsável por atender pessoas carentes. De acordo com algumas fontes, a defensoria tem sido negligenciada.

Motim

Fontes afirmam que os motivos para o motim na Penitenciária de Itajaí, na sexta-feira passada, foram a oportunidade gerada por um erro de procedimento e também as más condições da unidade. Há cerca de três dias, faltava água para consumo e também para questões básicas, como higiene dos apenados. “A água estava sendo racionada”, relatou uma fonte, que também destacou problemas com a alimentação. O monitor feito refém estava na cela para realizar o procedimento de revista e, por um erro, as portas foram abertas com ele ainda no local, o que o deixou encurralado entre os presos.

Problemas com a terceirização

Fontes relataram que estão sendo constatados problemas com a terceirização de funcionários para atuar no sistema prisional. Os monitores são contratados por meio de empresas, como no caso do que foi feito refém em Itajaí. O homem tinha apenas 22 dias de trabalho e, por um suposto erro de outros terceirizados, segundo relatos de servidores que trabalham no local, ficou exposto aos detentos. Relatos de policiais penais dão conta de que, em Joinville, quatro monitores terceirizados chegaram a ser afastados por terem sido flagrados levando celulares e drogas para as celas.

Citada

A deputada federal Júlia Zanatta (PL) voltou a ser citada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em uma entrevista de grande repercussão nacional, consolidando seu nome entre os principais quadros do Partido Liberal em Santa Catarina. Na primeira vez que falou, Bolsonaro apontou Júlia, ao lado da deputada federal Caroline de Toni (PL), como possível nome do partido ao Senado.

Em Lisboa

Uma comitiva de Santa Catarina, formada pela secretária de Estado do Turismo, Catiane Seif, e pelos deputados estaduais Napoleão Bernardes (PSD), Rodrigo Minotto (PDT) e Carlos Humberto Silva (PL), esteve em Lisboa para participar da Bolsa de Turismo. O grupo discutiu a vinda para o estado da rede Vila Galé, de hotéis, além da manutenção dos três voos semanais da TAP entre Lisboa e Florianópolis. Uma parceria com a rede portuguesa de televisão TVI/CNN deve ser formalizada para dar maior visibilidade a Santa Catarina.

Confirmado

O Compol 2025, maior evento de comunicação política e institucional do país, já tem data confirmada: será nos dias 24, 25 e 26 de junho, em Florianópolis. Entre as palestras confirmadas, está a do jornalista Maurício Locks, que coordenou o marketing da campanha do prefeito reeleito de São José, Orvino de Ávila (PSD).

FONTE: Scem Pauta
ICMS dos Alimentos: Estado anuncia importante medida, mas depende das empresas; A força de Schiochet em Brasília; Décio Lima na disputa ao Senado – e outros destaques – Sc em Pauta

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Inovação, Logística, Mulheres, Negócios, Notícias, Sustentabilidade

Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, diretora de ESG da Reiter Log

Na 3ª entrevista da série, a executiva contou como venceu desafios no setor e revelou os caminhos que a levaram ao protagonismo em sustentabilidade na logística

Em um setor tradicionalmente dominado por homens, Vanessa Reiter Pilz encontrou seu espaço desbravando caminhos pouco convencionais. Diretora de ESG da Reiter Log, uma das empresas pioneiras em frota sustentável no Brasil, Vanessa começou a trajetória profissional bem longe do ambiente corporativo, atuando ainda adolescente no restaurante da família.

Esse primeiro passo não só formou sua base para compreender o funcionamento de negócios, como também despertou sua curiosidade para transformar desafios em oportunidades. Aos 22 anos, deu uma guinada em sua trajetória ao ingressar na Reiter Log e, ao longo do tempo, passou por diferentes setores, incluindo Qualidade, Atendimento ao Cliente e Comercial, até assumir posições de liderança e se tornar uma referência feminina no setor logístico.

Na Reiter Log desde 2007, Vanessa acumulou experiência suficiente para liderar iniciativas inovadoras, especialmente na área de ESG, implantada em 2021 sob sua gestão direta.

Nesta terceira entrevista da série “Elas na Logística”, a executiva compartilhou como o olhar feminino tem ampliado horizontes no mercado. “Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo.”

Leia na íntegra!

MUNDOLOGÍSTICA: Hoje, você está numa posição de destaque em uma empresa muito disruptiva em relação à frota verde. Como foi o início da sua carreira, ou seja, os seus primeiros passos no mundo corporativo?

VANESSA REITER PILZ: Na verdade, comecei de uma forma bem diferente. Comecei a trabalhar com 16 anos em um restaurante da família. Saía da escola e ia para lá. Durante a faculdade, permaneci nesse restaurante e fiquei por sete anos. Na hora de fazer o TCC, pensei: “Vou fazer sobre o negócio da Reiter Log”. Sempre tive curiosidade, mas, ao mesmo tempo, havia aquele preconceito de ser um mundo muito masculino, uma questão que ainda é “normal” quando se pensa nesse setor. Então, acabei vindo para a Reiter Log aos 22 anos e passei por diversas áreas. Comecei na área de Qualidade, passando por todos os setores para entender bem o negócio. Depois, fui para o Atendimento ao Cliente, entendendo as entregas e as exigências de cada um deles. Como tenho um perfil comercial e gosto desse relacionamento com o cliente, acabei migrando para o Comercial, onde me desenvolvi até assumir a diretoria. Em paralelo, começamos a investir em sustentabilidade e percebemos a necessidade de ter uma diretoria específica para ESG, o que ocorreu em 2021.

Você mencionou a questão de o setor ser majoritariamente masculino, algo que ainda é uma realidade na logística. E você tem essa característica interessante de trabalhar em um negócio familiar, o que pode parecer benéfico, mas também traz desafios. Como foi construir sua carreira considerando esses elementos?

Acho que tem seus ônus e bônus, como todo negócio. Ser da família ou ser uma executiva, independentemente do tipo de negócio, traz vantagens e desafios. Precisamos conciliar a vida familiar com a gestão, separando bem as áreas para que cada um tenha suas responsabilidades. Hoje temos executivos de mercado, como nosso CFO, para dar maior governança. Assumo a área Comercial, enquanto o Vinícius, nosso CEO, foca nas operações. Nossa liderança é diversa, com muitas mulheres na equipe, estimulando a diversidade de pensamentos e formas de gestão. Inclusive, tivemos uma situação em que um cliente, por questões culturais, não queria receber uma mulher da equipe comercial. Independentemente de ser homem ou mulher, aqui buscamos promover oportunidades. Recentemente, criamos uma escola para motoristas mulheres, formando 12 profissionais que foram admitidas pela empresa ou seguiram outros caminhos. Então, sim, a questão familiar tem seus ônus e bônus, mas é importante saber como lidar com isso diariamente e separar bem as responsabilidades.

Como mencionado, a área de ESG foi criada em 2021. Você acredita que ser mulher em uma área relativamente nova dá espaço para mais ousadia em relação à diversidade, como no projeto de formação de mulheres caminhoneiras?

Sim, especialmente por ocupar um cargo de liderança. Ainda existem mais homens nessas posições e ser mulher em um cargo de liderança acaba inspirando muitas outras mulheres que estão iniciando ou buscando uma oportunidade. Hoje, a logística é uma área com muitas oportunidades, seja nas transportadoras ou nos próprios embarcadores. Então, é necessário termos mulheres nesses cargos, inclusive como motoristas. A mulher é uma nova fonte de contratação para o setor. Dependendo do segmento, já encontramos muitas mulheres na área, mas ainda existem conversas que ocorrem predominantemente com homens. Por isso, estar nessa posição ajuda muito.

Trabalhando na área comercial, você tem contato com diferentes empresas e pessoas, ampliando sua visão do mercado. Como seu olhar sobre a logística mudou ao longo dos anos?

Acredito que nos últimos anos, especialmente após eventos como a pandemia, as pessoas começaram a perceber a importância do transporte. Absolutamente tudo que consumimos passa por um caminhão. Então, as empresas começaram a enxergar a logística como essencial e como parte do seu negócio. Ainda temos um longo caminho para construir parcerias sustentáveis, mas vejo um reconhecimento cada vez maior do setor logístico como estratégico para o país.

Falando de transporte e ESG, é impossível não mencionar tecnologia. Você acha que a tecnologia também impulsiona a entrada de mais mulheres na logística?

Sim. Hoje, o acesso à informação é muito fácil e dinâmico, o que permite aprender muito mais rapidamente. A tecnologia ajuda a diminuir barreiras, especialmente a do conhecimento, que é fundamental para qualquer área.

O público feminino da MundoLogística cresceu muito nos últimos anos. Qual conselho você daria às mulheres que estão iniciando ou construindo suas carreiras agora?

Acho que o principal é acreditar em si mesma. Muitas mulheres ainda têm dificuldades em enxergar seu valor. Nós temos qualidades muito importantes, como a empatia, que é extremamente necessária hoje em qualquer ambiente corporativo. Quanto mais mulheres houver no ambiente de trabalho, mais podemos fortalecer umas às outras. Meu principal conselho é esse: acreditar realmente em si mesma e no seu valor.

FONTE: Mundo Logistica
Elas na Logística: Vanessa Reiter Pilz, da Reiter Log

 

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China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas

A China recorreu levemente aos estoques de petróleo bruto nos dois primeiros meses do ano, à medida que as refinarias processaram mais petróleo e as importações permaneceram fracas.

Foi a primeira vez em 18 meses que o processamento das refinarias superou a quantidade de petróleo disponível a partir de importações e produção doméstica.

As refinarias processaram cerca de 30 mil barris por dia (bpd) a mais no período de janeiro-fevereiro do que o total de petróleo disponível, de acordo com cálculos baseados em dados oficiais.

A China não divulga os volumes de petróleo que entram ou saem dos estoques estratégicos e comerciais, mas uma estimativa pode ser feita subtraindo a quantidade de petróleo processada do total disponível a partir de importações e produção interna.

As refinarias processaram o equivalente a 14,74 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano, um aumento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados divulgados na segunda-feira pelo Escritório Nacional de Estatísticas.

A China combina os dados de importação de janeiro e fevereiro para suavizar o impacto do feriado de uma semana do Ano Novo Lunar, cuja data exata muda a cada ano.

A China, o maior importador mundial de petróleo bruto, viu as chegadas de 10,37 milhões de bpd nos dois primeiros meses do ano e uma produção interna de 4,34 milhões de bpd.

O total combinado de 14,71 milhões de bpd ficou 30 mil bpd abaixo do volume processado, a primeira vez desde setembro de 2023 que o processamento superou o petróleo disponível.

Considerando que é um acontecimento relativamente raro para as refinarias processarem mais petróleo do que o total de importações e produção doméstica, vale a pena perguntar por que isso aconteceu nos dois primeiros meses de 2025.

A principal razão é que as importações de petróleo foram fracas nos dois primeiros meses, caindo 5% em relação ao mesmo período de 2024.

Provavelmente, houve dois principais fatores por trás da queda nas importações. O primeiro foi que as refinarias reduziram as compras de cargueiros da Rússia após o presidente norte-americano Joe Biden, em fim de mandato, impor novas sanções em meados de janeiro a navios que transportavam petróleo russo.

Mas também é importante notar que as refinarias não parecem ter feito muito esforço para substituir o petróleo russo por cargas de outros fornecedores, e a razão mais provável para isso foi a força dos preços globais do petróleo em janeiro e fevereiro.

Os contratos futuros do Brent atingiram seu ponto mais alto até agora este ano, de US$ 82,63 por barril, em 15 de janeiro, tendo subido constantemente de níveis em torno de US$ 70 no início de dezembro.

RECUO DOS PREÇOS

As refinarias chinesas têm um histórico de reduzir importações quando acreditam que os preços do petróleo subiram demais ou rápido demais.

A última vez que elas recorreram aos estoques, em setembro de 2023, ocorreu após os preços do petróleo terem subido fortemente de cerca de US$ 72 por barril em junho daquele ano para atingir uma máxima de 10 meses de US$ 96,26 em 29 de setembro de 2023.

Os preços do petróleo têm recuado desde a alta em janeiro deste ano, com o Brent sendo negociado em torno de US$ 71,00 por barril no comércio asiático na segunda-feira.

A queda nos preços pode ser suficiente para incentivar as refinarias a comprarem mais petróleo, mas isso provavelmente só aparecerá nas importações a partir de abril, dado o intervalo entre a encomenda e a entrega física do petróleo.

Do lado do processamento das refinarias, vale notar que, embora o processamento tenha aumentado 2,1% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período de 2024, ainda ficou bem aquém do que costumava ser o nível normal.

O processamento das refinarias da China caiu em 2024 pela primeira vez em mais de duas décadas, caindo para 14,13 milhões de bpd.

A recuperação para 14,74 milhões de bpd no período de janeiro-fevereiro é modesta, especialmente quando vista em comparação com o período de agosto de 2023 até março de 2024, quando os volumes de processamento regularmente ultrapassaram 15 milhões de bpd.

O processamento das refinarias também foi provavelmente impulsionado pelo aumento da demanda por gasolina durante os feriados do Ano Novo Lunar e pelo início das operações de uma unidade de 200 mil bpd na nova refinaria Shandong Yulong Petrochemical.

Texto de Clyde Russell. As opiniões expressas aqui são do autor, colunista da Reuters. Edição de Kate Mayberry

FONTE: Reuters
China fez raro saque de estoques de petróleo bruto em meio a importações fracas – DatamarNews

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Argélia triplica importação de carne do Brasil

A Argélia já ocupa a quarta posição entre os maiores destinos da carne bovina brasileira exportada, de acordo com dados do primeiro bimestre deste ano divulgados nesta segunda-feira (17) pela Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e compilados junto da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), atrelada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O país é o mais bem posicionado entre os árabes como importador do produto no período. Os argelinos compraram 15,9 mil toneladas de carne do Brasil em janeiro e fevereiro, o que significou receita de US$ 85,4 milhões. O aumento sobre iguais meses de 2024 foi de 199% em quantidade e de 254% em valores.

Segundo as estatísticas publicadas no site da Abrafrigo, a Argélia vem ganhando terreno como importadora da carne bovina nacional. No ano passado, o país figurava como 12º destino, já com um crescimento representativo sobre 2023, quando estava em 40º lugar no ranking. Neste ano, em janeiro individualmente os argelinos eram o quarto destino, posição em que se mantêm no bimestre.

Os outros grandes destinos das exportações brasileiras de carne bovina no acumulado de janeiro e fevereiro deste ano foram a China, a maior compradora com cerca de 40% do total que o Brasil vende no exterior, seguida por Estados Unidos e pelo Chile. A Abrafrigo destaca o crescimento no período das vendas nacionais para outros dois países, a Itália e a Líbia, este último uma nação árabe da África.

Exportação geral
No geral, as exportações de carne bovina do Brasil no primeiro bimestre somaram 456,1 mil toneladas, com queda de 2% no volume sobre iguais meses de 2024, mas aumento de 12% na receita, que foi para US$ 2,066 bilhões. Em fevereiro individualmente, as vendas internacionais do setor, que incluem carnes in natura somadas às carnes processadas e subprodutos, caíram 6% no volume para 217,1 mil toneladas. Já a receita cresceu 12,6% no mês de fevereiro, passando para US$ 1,038 bilhão.

Fonte: ANBA
 Argélia triplica importação de carne do Brasil

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Negócios, Portos

Descubra se sua empresa está pagando salários competitivos e atraindo os melhores talentos do mercado

A Pesquisa Salarial Logística 2025 é uma oportunidade para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais de mais de 50 cargos dos mercados de logística e transporte. 

Você sabia que uma estrutura salarial bem definida pode ser o diferencial para atrair e reter talentos na sua empresa? No dinâmico setor da logística e transporte, onde a competitividade cresce a cada dia, conhecer as médias salariais do mercado é essencial para garantir que sua empresa esteja sempre à frente. 

Por isso a Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte chega como uma oportunidade exclusiva para gestores e empresários do setor obterem dados estratégicos sobre remuneração, benefícios e tendências salariais, na região de Itajaí (SC). A pesquisa permite que as empresas tenhas acesso a informações valiosas para ajustar suas estratégias de gestão de pessoas e fortalecer sua competitividade. Segundo a organizadora Jaque Brenner, essa é a primeira pesquisa regional desse mercado de logística e transporte, com empresas de Itajaí. “Todas as pesquisas de salário hoje são com dados nacionais e a nossa pesquisa irá trazer uma visão regional. Serão analisados 50 cargos dentro das áreas de logística e transporte”, explica.  

Por que participar? 

  • Informação estratégica: Descubra como sua empresa se posiciona no mercado em relação aos salários praticados. 
  • Competitividade: Ajuste sua política de remuneração e retenha talentos qualificados. 
  • Tendências do setor: Tenha acesso a dados atualizados sobre benefícios, bonificações e práticas salariais. 
  • Confidencialidade garantida: Todas as informações fornecidas são tratadas de forma sigilosa e os resultados serão divulgados de forma agregada. 

 

Ao participar, a empresa contribui para um panorama mais transparente do setor logístico, permitindo que o mercado evolua de forma mais justa e equilibrada. A coleta de dados será feita por meio de um formulário preenchido pelos próprios funcionários até o dia 25 de março. Os dados serão entregues às empresas participantes até 08 de abril. A pesquisa salarial e o desenvolvimento de carreira também serão temas de palestra na próxima edição do Divas do Comex, organizado pelo ReConecta News, em julho.  

A Pesquisa Salarial 2025 – Logística e Transporte é realizada pela Jaque Brenner Solução em Gestão de Pessoas, que está há 17 anos no mercado.  

As inscrições são até o dia 20 de março. Para mais informações e para garantir sua participação, entre em contato pelo e-mail jaqueline@jaquebrenner.com 

Se a sua empresa ficou interessada em participar, use cupom RECONECTA10 para ter 10% de desconto.  

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