Negócios

Fórum Empresarial Brasil–Itália incentiva novos negócios

Evento realizado na FIESC integra celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil e celebra ligações históricas entre países

O Fórum Empresarial Brasil–Itália, promovido pela Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), reuniu autoridades, empresários e representantes do Governo para debater o potencial de estabelecimento de novas parcerias comerciais entre organizações dos dois países. O encontro, parte das celebrações pelos 150 anos da presença italiana no Brasil, destacou a proximidade cultural entre catarinenses e italianos, fator que pode garantir ao estado papel de protagonista em intercâmbios futuros.

A presidente da Câmara de Comércio Exterior da FIESC, Maria Teresa Bustamante, ressaltou o estreito relacionamento da indústria de SC com o mercado italiano e com a Câmara de Comércio. “Temos fortalecido a nossa atuação comercial para a Itália por meio de missões empresariais. Com esse encontro de hoje, ampliamos o relacionamento diplomático, cultural e de negócios”, afirmou.

Eugênia Berti, Cônsul da Itália em Curitiba, também destacou a proximidade entre os dois países e lembrou dos fortes laços culturais que unem brasileiros e italianos. Segundo ela, é preciso aproveitar esse relacionamento e gerar oportunidades que beneficiem os dois países.

A recente implementação do tarifaço sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano serviu de alerta para a importância de diversificação de mercados externos para as empresas brasileiras. Segundo o Presidente da CCIESC, Tullo Cavallazzi Filho, essa percepção reforça a importância de eventos como o Fórum. Prova disso, acrescentou, foi a presença de representantes de empresas de diversas partes do estado na plateia. “O comparecimento de executivos do Vale do Itajaí, do Sul, do Oeste, do Norte e da Grande Florianópolis mostra que o tema interessa a todos”.

Representando o governo estadual, o presidente da InvestSC, Renato Lacerda, destacou a missão da agência em apoiar a internacionalização das empresas catarinenses. Ele apontou o potencial logístico do estado, que deve abrigar dois novos portos (além dos seis já em operação) em um período de dois anos e lembrou que o poder público tem feito investimentos importantes em estradas que vão melhorar o tráfego de mercadorias.

Logística também foi tema da fala do diretor de Indústria e Artesanato da região do Vêneto, Marco Geron. Ele destacou as oportunidades de investimentos na chamada Zona Logística Simplificada (ZLS) na região do Vêneto. Empresários que investirem na área podem ser beneficiados por incentivos fiscais e pela maior agilidade na análise de projetos. Segundo Geron, a região deve receber 2,4 bilhões de euros em investimentos privados nos próximos dez anos.

O potencial de negócios não se restringe a grandes corporações. Eva Micheli, que atua em projetos de internacionalização de empresas italianas, lembrou que é possível a organizações locais fazer o caminho inverso e chamou atenção para o potencial de empresas catarinenses de médio ou até pequeno porte, que podem ingressar no bilionário mercado Europeu a partir da Itália. Equipamentos para os setores de saúde, moda e têxtil podem ser competitivos.

Alexandre Leite, diretor técnico da Itaipu Parquetec, lembrou que países desenvolvidos enfrentam o desafio da descarbonização da geração de energia e destacou o potencial brasileiro para o setor. Ligado à Itaipú Binacional, o Parquetec tem mais de duas dezenas de pedidos de propriedade intelectual e desenvolve soluções focadas em aumento de eficiência e combate ao desperdício no setor elétrico. “A tecnologia não tem fronteiras e o Brasil pode contribuir de forma estratégica com outros países”.

Com informações da assessoria de imprensa da Câmara Italiana de Comércio e Indústria de Santa Catarina.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

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Negócios

Bunge permanece como a maior empresa de Santa Catarina

As cem maiores empresas catarinenses apresentam o menor índice de endividamento quando comparadas com suas concorrentes do Paraná e do Rio Grande do Sul; levantamento é da Revista Amanhã e foi conduzido em parceria com a pWc

Santa Catarina se destaca no cenário nacional por apresentar indicadores que demonstram a qualidade de vida de seus habitantes, como o baixo nível de desemprego, por exemplo. Ao jogar luz sobre o desempenho das empresas, não é diferente. As companhias sediadas em Santa Catarina exibiam em junho 2025 um dos menores índice de inadimplência do Brasil, com apenas 25,9% das empresas negativadas, de acordo com estudo mensal da Serasa Experian. O indicador contempla a quantidade de empresas brasileiras que estão em situação de inadimplência, ou seja, possuem pelo menos um compromisso vencido e não pago. A fama de boas pagadoras pode ser conferida no recorte das cem maiores por estado no ranking das 500, onde Santa Catarina apresenta o menor índice de endividamento (52,5%) quando comparadas com suas concorrentes do Paraná (58%) e do Rio Grande do Sul (56%). O índice se mantém nesse nível pelo menos desde 2022.

As cem maiores também conseguiram aumentar o patrimônio (de uma soma total de R$ 132,6 bilhões para R$ 165,8 bilhões), a receita (de R$ 342,1 bilhões para R$ 379,3 bilhões) e o lucro (de R$ 25 bilhões para R$ 32,3 bilhões), enquanto a soma dos prejuízos ficou praticamente estável (R$ 1,2 bilhão) e a rentabilidade média diminuiu um pouco (de 10,7% para 9,8%).

As cinco primeiras colocações se mantiveram, com a Bunge sendo a maior empresa de Santa Catarina, seguida por BRF, WEG, Cooperativa Central Aurora Alimentos e Engie. O Grupo Havan subiu do décimo para o sexto lugar, sendo seguido de perto pelo Sicoob Central SC/RS que estreia no ranking ao apresentar um balanço que congrega várias unidades da cooperativa de crédito. Enquanto a Whirlpool se manteve em oitavo lugar, a Celesc caiu para o nono e a Tupy é a décima, um decréscimo de quatro colocações (veja todos os detalhes nas tabelas a seguir, que também revelam as 50 maiores receitas líquidas, os 50 maiores patrimônios líquidos e os destaques em outros indicadores de desempenho, como os maiores capitais de giro, por exemplo).

Sobre o critério de classificação das empresas – Para revelar quem é quem entre as empresas do Sul, a Revista AMANHÃ e a PwC Brasil construíram um indicador exclusivo: o Valor Ponderado de Grandeza (VPG). O índice reflete, de forma equilibrada, o tamanho e o desempenho das empresas, a partir de um cálculo que considera os três grandes números de um balanço: patrimônio líquido (que tem peso de 50% no cálculo do VPG), receita líquida (40%) e lucro líquido ou prejuízo (10%). O ranking é baseado em balanços do exercício de 2024 publicados ao longo do primeiro semestre de 2025.

No evento, os executivos Bruno Machado Teixeira, gerente executivo de relação com investidores da Intelbras, Lucas Döhler, diretor industrial da Döhler, e Alexandra Oliveira, diretora da planta de Joinville da Whirlpool, participaram do painel “O futuro e o legado das empresas que impulsionam a região Sul”.  

Com informações do Grupo Amanhã.

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

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Negócios

Iates de luxo acima de R$ 25 milhões dominam mercado, afirma CEO do Okean

Grupo Okean investe em verticalização e diversificação para enfrentar pressões do mercado, enquanto inovações sustentáveis ganham destaque nas embarcações

O mercado náutico brasileiro está passando por uma transformação significativa, com um aumento de 60% na demanda por iates de 70 a 100 pés desde 2024. Essa mudança reflete uma migração de consumidores para embarcações mais caras, enquanto a procura por barcos menores, até 60 pés, diminui. Roberto Paião, CEO do Grupo Okean, destaca que essa tendência é uma resposta natural à saturação do mercado de embarcações menores.

O principal modelo em vendas do estaleiro, a Ferretti 850, exemplifica essa nova demanda, com preço médio de R$ 36 milhões. Apesar do crescimento, o setor enfrenta desafios, como pressões regulatórias e tarifas de importação. Paião considera a inclusão do IPVA para embarcações na reforma tributária uma ameaça significativa, citando experiências negativas em outros países que resultaram em perda de empregos.

Estratégias de Diversificação

Para enfrentar esses desafios, o Grupo Okean está adotando estratégias de diversificação e verticalização. A empresa inaugurou uma nova fábrica de móveis náuticos em Santa Catarina, que produzirá itens para substituir importações. Além disso, avalia investimentos nos Estados Unidos para montagem final de embarcações, visando evitar tarifas mais altas.

A diversificação geográfica também é uma prioridade, com exportações para países como Austrália, Japão e prospecção nos Emirados Árabes Unidos. O grupo também lançou o programa Concierge & Co, que oferece compartilhamento de embarcações menores, visando aumentar a utilização e a produção.

Inovação e Sustentabilidade

O setor está incorporando inovações tecnológicas focadas em sustentabilidade e eficiência, como propulsão elétrica e sistemas de hidrogênio. Paião observa que essas tecnologias estão se tornando cada vez mais relevantes entre consumidores de luxo. O futuro do grupo inclui a expansão para embarcações acima de 100 pés, acompanhando a tendência de crescimento do segmento ultra luxo.

Com 8.000 quilômetros de costa, o Brasil apresenta um potencial significativo para o mercado náutico, apesar dos desafios de infraestrutura. A estratégia do Grupo Okean visa aproveitar esse potencial, focando em um nicho de mercado com menor concorrência e maior margem de lucro.

Fonte: Portal Tela

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Agronegócio, Negócios

ApexBrasil terá escritório em Cuiabá e aproxima Mato Grosso do mercado internacional

Brasília testemunhou nesta terça-feira (23/09) um marco histórico para a agricultura e pecuária mato-grossense. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Vilmondes Tomain, assinou, ao lado do ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e do presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, um termo de cooperação que oficializa a instalação de um escritório regional da ApexBrasil no Edifício Famato, em Cuiabá.

A iniciativa, proposta pela Famato, consolida Mato Grosso como protagonista no cenário global do agronegócio. Com a chegada da ApexBrasil, o estado passa a contar com uma estrutura dedicada a preparar e conectar cadeias produtivas diretamente ao mercado internacional, garantindo acesso a certificações, orientação estratégica e atração de novos investidores.

Maior produtor nacional de soja, milho, algodão e carne bovina, Mato Grosso concentra números que o colocam entre as maiores potências do setor no planeta. Agora, com a presença física da ApexBrasil em Cuiabá, os produtores rurais terão acesso facilitado a serviços que antes dependiam de articulações em Brasília ou em outros polos do país, o que representa mais agilidade e competitividade.

Para o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a medida coloca o produtor rural como protagonista no processo de internacionalização. “Nosso compromisso é abrir mercados e levar o nome de Mato Grosso para o mundo. Esse escritório vai dar ao produtor rural condições de competir em pé de igualdade, com suporte técnico, acesso a certificações e oportunidades que consolidam nossa posição como referência global em alimentos. É o agro mato-grossense, de mãos dadas com o Brasil, mostrando sua força e sustentabilidade ao planeta”, afirmou.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, que também é de Mato Grosso, destacou a importância do momento para o estado e para o país. “Ter um escritório da ApexBrasil em Cuiabá significa aproximar ainda mais o agro mato-grossense das oportunidades globais. Mato Grosso é a maior potência agropecuária do Brasil, e essa estrutura permitirá que os produtores tenham acesso direto a programas de internacionalização, certificações e parcerias estratégicas. É um passo que fortalece o produtor e projeta o Brasil no cenário mundial”, disse Fávaro.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, reforçou o papel da Agência e a relevância da nova regional. “A missão da ApexBrasil é abrir portas, criar pontes e apoiar empresas e produtores que querem conquistar mercados internacionais. Estar em Cuiabá, coração do agronegócio brasileiro, é estratégico. Mato Grosso produz em grande escala e com qualidade, e merece ter esse apoio de perto. Esse escritório vai permitir que os produtores tenham mais acesso a programas de capacitação, feiras internacionais e investidores, ampliando o alcance da produção mato-grossense no mundo”, afirmou Viana.

O ato contou ainda com a participação do superintendente do Sistema Famato, Cleiton Gauer. Pela ApexBrasil, estiveram presentes a diretora de negócios, Ana Repezza, o coordenador de Relações Institucionais e Governamentais, Lucas Brandão, a gerente de Relações Institucionais e Governamentais, Carla Duarte, o gerente executivo da presidência, Raphael Cittadino, a coordenadora do Agronegócio, Luciana Pecegueiro, e o coordenador regional, Fellipe Paulino. Do Ministério da Agricultura e Pecuária participaram o chefe de gabinete, Wilson Taques, e o secretário-adjunto de Comércio e Relações Institucionais, Marcel Moreira.

Para o presidente da Famato, mais do que abrir mercados, a chegada da ApexBrasil simboliza um passo decisivo para que o maior beneficiado, o produtor rural, possa transformar potencial em resultado, consolidando Mato Grosso como motor do desenvolvimento brasileiro e referência no fornecimento de alimentos ao mundo.

Fonte: Famato

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Evento, Negócios

PLEX e Tramontina destacam parceria estratégica no ComexTech Forum 2025

No último dia 17, durante o ComexTech Forum 2025, em São Paulo, a PLEX e a Tramontina Logistics apresentaram os avanços de uma parceria que promete transformar o caminho da internacionalização de empresas brasileiras, especialmente no competitivo mercado norte-americano. 

Segundo Luciano Zucki, Co-Founder & Director da Plex, o grande diferencial da união entre as empresas está em somar forças e expertises. “Essa parceria é baseada na fortaleza que cada empresa tem. A PLEX contribui com a logística internacional, com o desembaraço aduaneiro de todos os embarques e a entrega até a Tramontina. Já a Tramontina cuida da distribuição e da abertura de canais de venda. Estamos formatando um projeto para alavancar isso e estamos muito contentes com o potencial que podemos desenvolver juntos”, destacou Zucki.

Para ele, a presença no ComexTech Forum representou uma oportunidade importante de dar visibilidade a esse trabalho conjunto. “Além de encontrar agentes e clientes diretos, mostramos a estrutura que temos em Houston e a parceria sólida que estamos construindo”, acrescentou.

A experiência da Tramontina nos EUA como referência

Com mais de 40 anos de atuação no mercado americano, a Tramontina se tornou um exemplo de internacionalização. Agora, a estratégia é compartilhar essa experiência com empresas brasileiras que buscam se estabelecer nos Estados Unidos.

De acordo com Diego Santos, Business Development Director da Tramontina Logistics nos EUA, a proposta é oferecer uma solução completa. “Nosso projeto é pegar empresas parceiras e mostrar como a Tramontina alcançou sucesso no mercado americano. Não basta apenas exportar, é preciso se internacionalizar, ter presença no país, representação comercial, distribuição e a própria marca estabelecida”, afirmou.

Nesse cenário, a PLEX exerce papel fundamental. “A PLEX já nos apoia no agenciamento de carga e liberação aduaneira. Agora, faz parte do pacote completo que podemos oferecer. É o casamento perfeito: a Tramontina cuida da armazenagem e da distribuição, e a PLEX garante que a carga chegue com segurança. Assim conseguimos apoiar o cliente desde o Brasil até a porta do consumidor nos EUA”, explicou Santos.

Desafios da logística global

Durante o evento, Marcelo Borges, CEO da Tramontina Logistics nos EUA, destacou os gargalos da logística internacional e reforçou a importância de parcerias estratégicas. “Hoje, os maiores desafios estão no supply chain concentrado na Ásia, nas questões geopolíticas e nas deficiências de infraestrutura portuária, rodoviária e ferroviária no Brasil. Tudo isso impacta custos, prazos e compromissos globais”, pontuou.

Para Borges, a colaboração com a PLEX vai além da operação logística. “Não se trata apenas de contratos ou transações. Juntos, criamos um ecossistema de suporte para empresas brasileiras que desejam se estabelecer nos Estados Unidos, envolvendo assessoria legal, fiscal, marketing e vendas. Nosso objetivo é oferecer um apoio estruturado e de longo prazo, valorizando a marca Brasil no exterior”, concluiu.

Parceria estratégica

A parceria entre PLEX International Logistics e Tramontina Logistics, iniciada em 2021, evoluiu de alguns processos de desconsolidação e desembaraço aduaneiro para quase 90% das operações da Tramontina. Hoje, oferecem soluções completas em logística internacional, armazenagem e distribuição estratégica.

A Tramontina Logistics possui 24 centros de distribuição, 10 fábricas e 25 unidades no mundo. Sua maior operação internacional fica em Sugar Land (Texas), responsável por 31% dos colaboradores no exterior e pelo atendimento a grandes varejistas como Walmart, Sam’s Club, Costco e Home Depot. A infraestrutura inclui 34 mil m² de armazéns, 45 mil posições-palete, 29 docas, além de cross-docking, dropshipping (30 mil caixas/dia) e soluções digitais em tempo real.

Já a PLEX International Logistics, sediada em Doral (Flórida), é especializada em transporte, armazenagem e desembaraço aduaneiro. Apesar da base nos EUA, mantém raízes brasileiras em Santa Catarina, o que fortalece sua conexão com o mercado nacional e amplia sua presença global.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: DIVULGAÇÃO

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Negócios

JBS está preparada para provável virada do ciclo pecuário no Brasil, diz diretor

A JBS, maior produtora global de carnes, está preparada para uma provável virada do ciclo pecuário no Brasil, o que poderia implicar em uma menor oferta de bovinos para abate após um período de maior produção, disse Eduardo Pedroso, diretor-executivo de Originação da Friboi JBS, nesta quarta-feira.

Em entrevista a jornalistas durante evento em São Paulo, ele lembrou que nos últimos 24 meses houve um “aumento significativo” do desfrute do rebanho nacional, resultando em uma sobreoferta “muito grande”, permitindo maior processamento nas indústrias do Brasil.

Mas há sinais de uma menor oferta no próximo ano no Brasil, maior exportador global de carne bovina, em momento em que outros países, como os Estados Unidos, enfrentam uma escassez de animais para abate.

“Realmente a iminência da virada do ciclo pecuário vem com alguns desafios. No nosso caso, estamos nos preparando com parcerias, contratos e relacionamento muito próximo de pecuaristas (no Brasil), para que o nosso volume seja preservado”, disse Pedroso.

Ele comentou que, cada vez mais, a JBS trabalha com contratos a termo no Brasil.

“Antigamente, a gente comprava o boi quando ele estava gordo, hoje a gente compra o boi muitas vezes na barriga da mãe, com meses ou anos de antecedência. Essa relação (com o pecuarista) evoluiu muito, o nível de profissionalização da relação da indústria e produtor está em outro patamar.”

Após um crescimento esperado de cerca de 3% em 2025 ante 2024, seguido de um salto de mais de 16% entre 2023 e 2024, os abates de bovinos no Brasil deverão cair mais de 9% em 2026 na comparação com este ano, para 37,1 milhões de cabeças, segundo estimativa divulgada nesta quarta-feira pela consultoria Datagro.

A queda nos abates ocorreria após um forte movimento de abate de matrizes, que geralmente é seguido por retenção de fêmeas para a produção de bezerros.

Mudanças como essas geralmente impactam os preços da arroba do boi gordo. O mercado atual está “equilibrado”, com as cotações oscilando entre R$330 e R$290, segundo dados da Datagro no evento promovido pela consultoria.

O executivo lembrou que o ciclo pecuário é inerente à atividade, que registra movimentos de retenção de fêmeas em uma época do ciclo e outra de “liquidação” dos animais.

Ele comentou que isso geralmente traz oscilação de preços, mas destacou também que a incorporação de tecnologias e manejos tem amenizado os efeitos do ciclo de baixa.

“O que a gente observa de oportunidades com o advento da integração lavoura-pecuária, incorporação de tecnologia no campo, redução da idade de abate, incremento da produtividade…, os impactos do ciclo podem ser suavizados, e é isso que a gente imagina que deve acontecer”, afirmou ele, admitindo que o Brasil está “entrando em momento de provável retenção de matrizes.”

Roberto Perosa, presidente da associação das indústrias de carne do Brasil, a Abiec, disse a jornalistas durante o evento que não acredita “em toda esta queda” projetada nos abates para o ano que vem.

“Acho que o mercado continuará equilibrado, a previsão dos especialistas para este ano era de uma queda de abates, e estamos crescendo o abate.”

Ele destacou fatores como os citados pelo executivo da JBS, incluindo a melhoria genética do rebanho, que resulta em mais produção.

Perosa disse também não acreditar em queda no consumo interno de carne bovina no Brasil, citando que 2026 é ano eleitoral, com possíveis movimentos que fortaleçam a demanda.

“Acho que vai ter este estímulo, com o pleno emprego e o aumento da renda da população, acho que o consumo de carne bovina pode se manter estável ou inclusive crescer no ano que vem.”

Fonte: Reuters

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Negócios

Petróleo fecha em alta com tensões geopolíticas e expectativa por juros nos EUA

Investidores reagem à possibilidade de redução da produção russa após ataques ucranianos e aguardam decisão do Federal Reserve sobre política monetária

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta terça-feira, 16, diante das crescentes tensões geopolíticas, invertendo o movimento visto no início do dia. Investidores aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) na quarta-feira, quando é amplamente esperado um corte de juros, e assimilam a possibilidade de diminuição de produção de petróleo pela Rússia após ataques ucranianos a uma refinaria do país.

O petróleo WTI para outubro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), registrou alta de 1,93% (US$ 1,22), a US$ 64,52 o barril, enquanto o Brent para novembro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), subiu a 1,53% (US$ 1,03), a US$ 68,47 o barril.

O mercado aguarda a decisão do Fed quanto à política monetária dos EUA, na expectativa de que a esperada redução de juros impulsione a atividade econômica e o consumo da commodity.

Além disso, fontes ouvidas pela Reuters dizem que a estatal russa de oleodutos Transneft alertou produtores de que eles poderão ter que reduzir a produção de petróleo devido aos ataques recentes. No domingo, drones ucranianos atingiram a refinaria de Kirishi, no noroeste da Rússia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, por sua vez, continua pressionando países europeus e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para que deixem de comprar o petróleo russo. A União Europeia, por outro lado, anunciou que adiou, por tempo indeterminado, o 19º pacote de sanções contra a Rússia. A expectativa era que as novas medidas incluíssem restrições adicionais às vendas do petróleo.

Apesar das altas recentes, uma queda no preço do commodity é esperada até o fim do próximo ano, de acordo com a visão de Hamad Hussain, analista da Capital Economics. A mudança se daria pelo aumento nos estoques de petróleo, que pode acontecer com “um enfraquecimento na demanda global e aumentos na oferta da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+)”.

Fonte: InfoMoney

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Negócios

Falta de confiança interpessoal atrapalha internacionalização das empresas brasileiras

As tarifas impostas pelos Estados Unidos mundo afora são mais uma etapa no atual ciclo de escalada de tensões geopolíticas. Como no xadrez, quem cria mais opções na área de comércio internacional e nos negócios é o mais bem-sucedido.

Brasil figura no décimo lugar da economia mundial em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, mas ocupa a tímida 82.ª posição no ranking de globalização no Índice KOF, índice suíço que mede a integração econômica, social e política das nações. Somos uma economia voltada para o próprio umbigo, exportando 20% do PIB, enquanto outras economias da América Latina exportam, em média, 30%.

Internacionalização difere de exportação. Exportar representa uma pequena amostra da conexão com o comércio internacional. O produto enviado para fora é uma extensão do mercado doméstico. Já a internacionalização encara a competição no mercado de destino, disputando mão de obra local e se relacionando com fornecedores regionais.

Como consequência, empresas que investem nessas habilidades tornam-se mais resilientes e ganham produtividade. Temos bons exemplos, como as brasileiras WEG, de equipamentos eletrônicos, a Randon, de sistemas automotivos, e a Tramontina, de utensílios para casa, cujas frigideiras são destacadas há oito anos pela Wirecutter, seção do jornal The New York Times que avalia a qualidade de bens de consumo.

Muitos empresários brasileiros que dominam o mercado interno ainda acreditam que a complexidade operacional externa “só pode ser maior”. Ledo engano. Enquanto no Brasil empreender é um ato de fé por causa das burocracias, nos Estados Unidos, por exemplo, há brokers e especialistas em cada microssegmento da indústria. Em pouco tempo e com custo razoável, eles decodificam os segredos do mercado local.

O grande obstáculo para brasileiros, no entanto, é a baixa confiança. Uma recente pesquisa da European Values Study aponta que o índice de confiança interpessoal do Brasil alcança meros 7%, enquanto o da Noruega é de 72% e o dos Estados Unidos fica por volta de 40%.

Dado que a internacionalização começa na pessoa física e evolui para a pessoa jurídica, a busca por essa confiança e por relações inicia-se com encontros, cursos e investimentos pessoais, até chegar ao investimento offshore corporativo. Não soa coincidência que a maioria das nossas empresas internacionalizadas foi fundada por imigrantes. Como disse o cientista de computação americano Gerald Weinberg, “o truque para confiar e conquistar confiança é evitar todos os truques.”

Fonte: Estadão

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Negócios

Fusão entre Marfrig e BRF dá origem à MBRF: rei saudita vira sócio do colosso brasileiro com faturamento de R$ 150 bilhões e coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no setor

O setor de alimentos brasileiro ganhou um novo capítulo histórico. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a fusão entre Marfrig e BRF. O resultado é a criação da MBRF, um conglomerado com faturamento estimado em R$ 150 bilhões por ano.

O movimento coloca o Brasil em posição ainda mais destacada no mercado global de proteínas, porque reúne duas das maiores companhias do setor.

Além disso, traz um detalhe inédito: a entrada direta do rei da Arábia Saudita como sócio relevante, por meio do fundo soberano do país.

Participação saudita e influência internacional

A presença do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) foi decisiva. O fundo já possuía participação significativa na BRF e, com a união, passa a deter espaço ainda maior dentro da nova companhia.

Considerado um dos maiores fundos soberanos do mundo, o PIF tem histórico de investimentos em áreas estratégicas como energia, logística, tecnologia e alimentos.

Portanto, a entrada saudita não é apenas financeira, mas também política, já que amplia a projeção da MBRF em mercados do Oriente Médio e da Ásia.

Essa ligação é vista como estratégica porque a Arábia Saudita exerce forte influência comercial na região e garante credibilidade na exportação de carnes halal, requisito essencial para consumidores muçulmanos.

Duas forças que se completam

A união envolve empresas de perfis distintos, mas complementares. Marfrig é reconhecida como a maior produtora de hambúrgueres do mundo e uma das líderes em carne bovina.

Já a BRF controla marcas históricas como Sadia e Perdigão, com amplo portfólio de processados, aves e suínos.

Com a fusão, a MBRF passa a operar de ponta a ponta, do abate ao fornecimento de produtos industrializados.

Essa amplitude oferece escala global, maior solidez financeira e diversidade de portfólio, fatores que fortalecem sua posição frente a concorrentes como JBS e Minerva.

Decisão do Cade e impacto na concorrência

O aval do Cade foi concedido com algumas condicionantes para preservar a competição. Mesmo assim, não impediu a formação do grupo.

As autoridades entenderam que, embora concentrada, a nova estrutura ainda convive com outros grandes players nacionais e internacionais.

Especialistas destacam que a medida deve ampliar o peso do Brasil como fornecedor estratégico de alimentos, porque aumenta a capacidade de fechar contratos internacionais bilionários e fortalece o país como protagonista na segurança alimentar global.

A fusão é vista como mais do que um negócio empresarial. Representa também um alinhamento entre Brasil e Arábia Saudita em torno de interesses comuns no agronegócio.

A presença do rei saudita como sócio direto é simbólica porque transmite confiança ao mercado internacional.

Mas é prática ao abrir portas para novos investimentos, acordos comerciais preferenciais e ampliação das exportações de proteína brasileira.

Portanto, a MBRF nasce não apenas como gigante da carne, mas como peça estratégica no cenário mundial.

Sua criação marca um ponto de virada para o agronegócio brasileiro, que reforça sua posição como um dos pilares da alimentação global.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Negócios

Dois suecos criaram o Flightradar24 como hobby em 2006; acabaram de vendê-lo por uma fortuna

Eles eram dois entusiastas da aviação que chegaram ao monopólio global do monitoramento aéreo, marcado por margens de lucro estratosféricas

O Flightradar24 vendeu 35% de suas ações para o fundo londrino Sprints Capital, avaliando a empresa em 500 milhões de dólares. Os fundadores embolsaram 175 milhões, mantendo o controle com os 65% restantes.

A operação torna Mikael Robertsson e Olov Lindberg bilionários, dois entusiastas da aviação que criaram a plataforma em 2006 como projeto pessoal. Hoje, o Flightradar é o líder mundial incontestável em monitoramento aéreo em tempo real.

O Flightradar24 faturou 420 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 242.700.000) em 2024, com crescimento de 18% e margem de lucro de 52%. Uma rentabilidade extraordinária no setor tecnológico.

A empresa combina três fontes principais de receita:

  1. Assinaturas premium (Silver, Gold e Business), que desbloqueiam funções avançadas como dados históricos e camadas meteorológicas.
  2. Publicidade na versão gratuita básica.
  3. Venda de dados comerciais para companhias aéreas, reguladores e empresas do setor.

O sucesso se baseia em uma rede global de mais de 30.000 receptores ADS-B operados por voluntários, que captam os sinais dos aviões. Essa infraestrutura colaborativa deu à empresa uma vantagem competitiva decisiva sobre rivais como o FlightAware.

Em fóruns como o Reddit, alguns usuários já manifestaram preocupação sobre o futuro do Flightradar sob propriedade de capital de risco. Temem que seja priorizada a monetização agressiva em detrimento da qualidade do serviço e do acesso gratuito.

Os fundadores suecos mantiveram o controle por 18 anos, construindo um monopólio de fato antes de abrir o capital — algo que ocorreu apenas parcialmente, com a dupla mantendo o controle. Uma lição de paciência estratégica.

Agora, a Sprints Capital, conhecida por seus investimentos na Hemnet e na Modular Finance, fornecerá recursos para a expansão internacional. Os fundadores garantiram uma fortuna considerável sem perder o comando de sua própria criação.

Imagem: FlightRadar24
Fonte: Xataka Brasil

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