Internacional, Negócios

Multinacional com sede em SC vai instalar fábrica na Índia

O objetivo da empresa fabricante de compressores é atender o mercado local e regional com a marca Embraco

A Embraco, de Joinville, empresa da multinacional japonesa Nidec Global Appliance (GA), fabricante de compressores de refrigeração residencial e comercial, anuncia que vai abrir uma fábrica na Índia com o objetivo principal de atender o mercado local re fortalecer presença na região. A nova unidade será baseada na cidade de Chhatrapati SAmbhaji Nagar (Aurangabad), no estado de Maharashtra. 

A nova unidade vai receber investimentos de US$ 120 milhões, informa o presidente da companhia, Alberto Castani. O projeto é fabricar na Índia compressores Embraco para refrigeração residencial e comercial, e também compressores eletrônicos. A capacidade produtiva será de 6 milhões de unidades por ano e o início das operações está previsto para o segundo semestre de 2026.

Esse investimento é um marco estratégico no crescimento e fortalecimento de nossos negócios nos mercados internacionais – destaca Alberto Castani.

A nova unidade vai gerar entre 750 e 1.000 empregos diretos, em fábrica com 55 mil metros quadrados de área construída. A companhia destaca que também vai promover a expertise tecnológica em soluções de refrigeração.

– O mercado indiano de refrigeração está se expandindo rapidamente, acompanhando o forte impulso econômico do país. Essa nova unidade nos permitirá atender melhor à demanda local com soluções de alta eficiência, produzidas localmente, para os setores residencial e comercial. Agradecemos o apoio e a colaboração do governo estadual de Maharashtra (Índia) e do governo federal da Índia e do Brasil, cujo envolvimento teve papel importante em nossa decisão de investir nessa instalação – afirmou também Alberto Castani.

A Nidec destaca que a nova unidade vai  produzir quatro séries de compressores Embraco, que contam com os mais recentes avanços tecnológicos em refrigeração. Serão os modelos de velocidade fixa ES e EL, os modelos de velocidade variável FMS e VLT, mais o modelo eletrônico.

Fundada em Joinville em 1971, a Embraco se consolidou nesse mercado em função das pesquisas constantes em inovação para refrigeração residencial e comercial. Foi a primeira empresa brasileira a instalar filial produtiva na China, nos anos de 1990. A Embraco foi adquirida pelo grupo japonês Nidec em 2018.

Fonte: NSC Total

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Negócios

Airbus mantém otimismo com Brasil, apesar das RJs: “Mercado vai dobrar em 20 anos”, diz CEO

Em meio à crise da Boeing, fabricante se vê em posição de vantagem e não descarta negócios futuros com a Gol, afirma o CEO para América Latina, Arturo Barreira

Azul entrou com pedido de Chapter 11 na última semana, completando a tríade das grandes companhias aéreas brasileiras que precisaram recorrer à recuperação judicial. A Airbus, no entanto, não deixa de estar otimista com o Brasil.

“O mercado vai duplicar em 20 anos. Será o dobro de voos por viajante”, diz Arturo Barreira, CEO da fabricante francesa de aeronaves na América Latina, região em que a empresa é líder de mercado.

O executivo falou em entrevista exclusiva ao INSIGHT na capital indiana, Nova Délhi, na 81ª assembleia anual da Iata, associação que representa a indústria aérea em todo o mundo.

A Airbus tem surfado a melhora de desempenho da Latam, que é a maior operadora de aeronaves da fabricante na América Latina, e concluiu sua reestruturação financeira no fim de 2022. Nos últimos dois anos, a companhia aérea chileno-brasileira aumentou em 12% sua frota, incluindo aviões da Airbus e da Boeing.

Com a Gol próxima de concluir seu processo de recuperação judicial, Barreira não descarta a possibilidade de futuros negócios com a companhia, hoje com uma frota exclusivamente de Boeing.

“Falamos com todos os operadores de aviões comerciais com mais de 100 assentos no mundo. Existem apenas dois fornecedores para aviões acima de 120 assentos, então não é complicado. Não há nada concreto, mas eles sabem que nossos aviões, especialmente a família A320, são os mais competitivos do mundo”, diz.

Em meio à crise da Boeing, sua principal concorrente, a Airbus se vê numa posição mais vantajosa. A empresa, conta Barreira, tem mais de 8 mil aeronaves para entregar nos próximos anos.

“Nosso principal foco, agora, é entregar o mais rápido possível para nossos clientes.” A empresa entregou 136 aeronaves comerciais no primeiro trimestre deste ano.

No Brasil, além de aumentar a penetração de suas aeronaves comerciais, a companhia está confiante no crescimento das vendas da Helibras, fabricante brasileira de helicópteros do qual é dona.

“Estamos muito comprometidos em crescer, aproveitando os investimentos feitos até hoje. Fabricamos helicópteros H125 e H225 aqui e queremos desenvolver mais opções em helicópteros no Brasil.”

A empresa também mantém um projeto com a Força Aérea Brasileira, que adquiriu dois A330. O objetivo é converter as aeronaves para o modelo MRTT (Multirole Tanker Transport), avião-tanque certificado para operações de reabastecimento ar-ar automático.

Confira os principais trechos da conversa com Arturo Barreira, CEO da Airbus na América Latina:

INSIGHT: Como estão os negócios da Airbus na América Latina, especialmente no Brasil, principalmente agora que a Azul é a terceira das grandes companhias aéreas do país a recorrer ao processo de recuperação judicial?

Arturo Barreira: Para nós, o Brasil é sem dúvida o principal mercado da América Latina, onde estamos presentes há mais de 40 anos. Temos mais de 600 funcionários no país, presença em centros de treinamento, e a única linha de montagem de helicópteros na América Latina [a empresa é dona da Helibras].

Quanto ao mercado de aviação comercial, ele é o maior e continuará assim. Acreditamos que vai dobrar nos próximos 20 anos, com a previsão de tráfego aéreo que fizemos, o número de viagens por cidadão vai dobrar no Brasil também.

Acredito que a Gol sairá logo do Chapter 11. Sobre a Azul, que entrou no Chapter 11 na semana passada, ainda não sabemos o que vai acontecer, mas é um cliente muito importante para nós, que opera A320 e A330, por exemplo.

A Gol tem toda sua frota composta por aeronaves Boeing, que passa por um momento difícil e a Azul, cliente de vocês, suspendeu pedidos. Há conversas para fazer negócios com a Gol?

Falamos com todos os operadores de aviões comerciais com mais de 100 assentos no mundo. Existem apenas dois fornecedores para aviões acima de 120 assentos, então não é complicado. Não há nada concreto, mas eles sabem que nossos aviões, especialmente a família A320, são os mais competitivos do mundo.

Na região, temos 70% da carteira de pedidos para os próximos anos na família A320, e o A321 é a espinha dorsal das operações. É da Latam, da Azul, dos parceiros comerciais [da Gol] como Avianca, além da Sky. O A321 está muito implantado na região e é provavelmente o avião que mais cresce aqui.

As companhias observam a concorrência e veem que o A321 pode ser ainda mais competitivo. Também esperamos que cresça a penetração do A330neo, de voos de longa duração.

Como você vê o momento econômico do Brasil? A Iata falou bastante sobre tributação, em especial a reforma e seus impactos. Qual a sua visão?

A tributação no Brasil é complicada. Não sou especialista, mas concordo com a Iata que muitos aspectos tributários deveriam ser simplificados, não só no Brasil, mas em toda a região. A aviação é um instrumento de desenvolvimento dos países. A aviação conecta, desenvolve negócios e impulsiona o crescimento.

Na nossa região, não há alternativas como trens de alta velocidade, e a geografia é complicada. Por exemplo, entre Ushuaia e Tijuana são 14 horas de voo, sem voo direto. As distâncias são enormes, então a aviação é essencial para o progresso, porque não há outros modos eficientes de transporte. Além disso, os empregos ligados à aviação são de maior valor agregado que os de outros meios de transporte.

A Helibras, subsidiária da Airbus no Brasil, tem sido um pilar importante. Quais são as perspectivas para o crescimento da empresa de helicópteros?

Estamos muito interessados em crescer no Brasil. O modelo que temos com a Helibras, por exemplo, é brasileiro, a direção é brasileira. Estamos muito comprometidos em crescer, aproveitando os investimentos feitos até hoje. Fabricamos helicópteros 125 e 225 aqui e queremos desenvolver mais opções em helicópteros no Brasil.

E o setor de defesa? Está mais aquecido?

Temos um projeto com a Força Aérea Brasileira, que adquiriu dois A330 e queremos que eles sejam convertidos para modelo MRTT (Multirole Tanker Transport), com sistema de abastecimento, porque atualmente a Força Aérea não tem reabastecimento aéreo para os caças Gripen. Temos projetos no país e estamos muito comprometidos.

A aviação sofreu e ainda sofre com as sequelas da pandemia, como vemos ao completarmos as três grandes operadoras tendo recorrido ao Chapter 11. Mas houve também impactos para a indústria aeronáutica do ponto de vista de rupturas de insumos. Como está esta situação?

Sobre a cadeia de suprimentos, não falo só de aviação, mas de quase toda indústria, não está ainda no nível de maturidade pré-Covid. No último ano e meio, vimos avanços na cadeia de suprimentos da aviação, que é global e complexa, mas nem todos os obstáculos foram superados. Vamos acompanhar como o ano se desenvolve, especialmente com tarifas e outras questões.

Isso tem sido um problema para toda a cadeia, mas para alguns mais do que para outros. Foi possível ganhar market share na região com isso?

Temos mais de 8.000 aviões para entregar de todas as nossas quatro famílias, A320, A220, A330 e A350. Não é porque o nosso concorrente passa por dificuldades que vendemos mais ou aproveitamos isso; na verdade, nossa produção está comprometida por muitos anos. Nosso foco é entregar as aeronaves que já foram pedidas pelos nossos clientes o quanto antes. Temos uma gama que vai de 100 a 450 assentos, com quatro famílias com a última tecnologia em eficiência e motores, o que nos torna muito competitivos. Estamos em uma situação muito vantajosa em relação à concorrência.

Fonte: Exame

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Economia, Negócios

Ações europeias ficam estáveis em meio a dados de inflação e nervosismo comercial

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou estável nesta terça-feira, com investidores cedendo terreno sob a dupla pressão de indicadores econômicos mais fracos e persistentes preocupações com o comércio global.

O índice pan-europeu STOXX 600 fechou com variação positiva de 0,09%, a 548,44 pontos.

Na frente macroeconômica, o arrefecimento da inflação em todo o bloco — agora confortavelmente abaixo da meta do Banco Central Europeu (BCE) — aumentou as expectativas de uma guinada agressiva em direção à flexibilização monetária.

O BCE já cortou as taxas de juros sete vezes desde junho passado, e os mercados monetários já estão quase totalmente convencidos de que haverá uma redução de 25 pontos-base na quinta-feira, se encaminhando para reduzir a taxa de juros da região para 2%.

Operadores estão prevendo reduções de pelo menos 55 pontos-base, ou mais dois cortes de 0,25 ponto percentual, incluindo o de quinta-feira, até o final do ano.

“Isso (os dados) indica que o aumento dos preços em maio retira alguma pressão do BCE em seu mandato duplo, e isso reforçou para os mercados que eles estão corretos ao precificar mais cortes”, disse Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com.

O nervosismo provocado pelas tensões comerciais globais continuou a se mostrar presente, exacerbado pela persistente disputa jurídica em torno das tarifas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Reforçando esses temores, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduziu sua perspectiva de crescimento global, destacando especificamente a escalada e o impacto econômico desproporcional exercido pela guerra comercial de Trump sobre a economia dos EUA.

O setor de mídia caiu 1,1%, ampliando sua baixa em relação à sessão anterior, já o de recursos básicos perdeu 0,8%, seguindo os preços do cobre. [MET/L]

Enquanto isso, o setor de energia subiu 1% — o melhor desempenho entre os demais, com os preços do petróleo em alta de quase 1%. [O/R]

Em LONDRES, o índice Financial Times avançou 0,15%, a 8.787,02 pontos.

Em FRANKFURT, o índice DAX subiu 0,67%, a 24.091,62 pontos.

Em PARIS, o índice CAC-40 ganhou 0,34%, a 7.763,84 pontos.

Em MILÃO, o índice Ftse/Mib teve valorização de 0,23%, a 40.074,47 pontos.

Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou baixa de 0,52%, a 14.128,40 pontos.

Em LISBOA, o índice PSI20 valorizou-se 0,41%, a 7.456,30 pontos.

Fonte: InfoMoney


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Investimento, Negócios, Portos

Com R$ 7 bi em investimentos, GNA inaugura segunda termelétrica no Porto do Açu

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada entre Siemens Energy Spic Brasil ebp, colocou em operação sua segunda usina de geração de energia no Porto do Açu, no norte fluminense. O projeto recebeu R$ 7 bilhões em investimentos e é a maior termelétrica em operação no Brasil.

Chamada de GNA II, a nova usina tem capacidade instalada de 1.673 megawatts (MW) e recebeu sinal verde da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a operar. Com capacidade para atender cerca de 8 milhões de residências, ela coloca a Gás Natural Açu na posição de operadora do maior complexo de usinas a gás natural da América Latina.

A planta se soma à GNA I, de 1.338 MW de potência e em funcionamento desde 2021, ampliando ainda mais o papel estratégico da empresa na geração de energia termelétrica. Ao Valor, o CEO da empresa, Emmanuel Delfosse, explica que o objetivo foi criar um hub de gás no Porto de Açu. Juntas, as usinas representam 17% da capacidade de geração termelétrica do país e são importantes para o sistema principalmente em épocas de seca, quando as hidrelétricas produzem menos energia.

As plantas estão conectadas ao terminal de regaseificação de GNL de uso privado com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia, o que permite importar gás de navios e transformá-lo novamente em estado gasoso para uso.

“As usinas funcionam como um seguro para o sistema elétrico. Elas entram em ação quando é mais necessário”, diz.
As térmicas consomem 12 milhões de metros cúbicos por dia. Em equivalências energéticas, isso é igual ao consumo de todo o Estado de São Paulo. “Com a inflexibilidade de GNA II, nossa ociosidade é muito menor”, diz Delfosse. O terminal pode ainda atrair indústrias para a região do porto para consumir o gás.

O empreendimento é operado a gás natural e foi contratado por meio de leilões de energia. A planta funciona com uma configuração de ciclo combinado, ou seja, mais eficiência e menor emissão. Contudo, ela opera com 40% de inflexibilidade, ou seja,o sistema é obrigado por contrato a usar a usina em pelo menos 40% do tempo no período seco, ou seja, entre julho e novembro.

O executivo frisa que a usina opera a um preço competitivo, com custo variável unitário (CVU) de R$ 400 por megawatt-hora. Por outro lado, a usina não funciona, como é conhecido no jargão do setor, com “rampa rápida”, ou seja, a planta precisa ser ligada alguns dias antes para ser preparada para o sistema.

A GNA II faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, voltado a obras de infraestrutura. Já o investimento total no complexo foi de R$ 12 bilhões. “Foi um desafio técnico e de logística em meio à pandemia. Fazer negócios no Brasil é uma complexidade. O primeiro destaque é a magnitude desta aventura industrial com investimento de R$ 12 bilhões”, diz Delfosse.

O projeto pode crescer ainda mais: o potencial de expansão é de mais 3,4 GW, o que mais que duplicaria a capacidade atual. A empresa já tem autorização ambiental para dobrar de tamanho, mas uma eventual expansão dependerá da demanda nos próximos leilões.

Os acionistas tiveram papel relevante. Além dos aportes, a Siemens Energy entrou com o fornecimento de três turbinas a gás e uma turbina a vapor. A bp foi responsável pelo gás. Já a estatal chinesa Spic entrou em um contexto em Pequim fazia pesados aportes no Brasil no setor elétrico. A Prumo Logística, responsável pela infraestrutura do Porto do Açu, também é sócia da usina GNA I.

Fonte: Valor Econômico

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Negócios

Jornada Exportadora de Moda: 21 empresas brasileiras estão em Miami para explorar as oportunidades do mercado

Missão acontece entre os dias 02 e 05 de junho e tem foco em e-commerce como principal porta de entrada para o mercado dos Estados Unidos

Começou nesta segunda-feira (02), em Miami, a terceira edição do Programa Jornada Exportadora, uma iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).Dessa vez, o Programa trouxe como foco o setor de Moda, com destaque especial para o e-commerce como porta de entrada para o mercado estadunidense.

É a primeira vez que temos uma Jornada Exportadora com foco em Estados Unidos e acreditamos que esse seja um mercado com muito potencial para as empresas brasileiras.

Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil

As 21 empresárias brasileiras que fazem parte da delegação foram recebidas na sede do Escritório da ApexBrasil em Miami, para um warm-up. Igor Brandão, Chefe do Escritório da ApexBrasil em Miami, destacou o cenário promissor para as empresas brasileiras no mercado norte-americano. 

O mercado dos Estados Unidos é o maior destino das exportações de produtos manufaturados do Brasil. Isso significa que há muitas oportunidades para empresas com boa proposição de valor, design e produtos inovadores. Além disso, temos percebido um interesse crescente do mercado pelo ‘made in Brazil.

Igor Brandão, Chefe do Escritório da ApexBrasil em Miami

A recepção contou ainda com a presença do chefe do Setor de Promoção Comercial do Consulado-Geral do Brasil em Miami, José Renato, que posicionou o consulado como um parceiro estratégico local. Ele ressaltou que o Secom atua como uma ponte entre os empresários brasileiros que chegam e aqueles que já atuam no mercado norte-americano, ajudando a superar barreiras culturais e oferecendo apoio institucional direto. “Estamos aqui para explicar o Brasil para os estrangeiros e o mercado local para os brasileiros”, resumiu.

A Gerente de Competitividade, Clarissa Furtado, pontuou os principais objetivos do Programa Jornada Exportadora e destacou como esse programa vem oferecendo oportunidade para empresas que estão no início do processo de exportação:

A gente percebeu, há algum tempo, que era preciso oferecer oportunidades de imersão em mercados alvo para empresas que estão começando. Então, desde o ano passado, a ApexBrasil vem realizando Jornadas Exportadoras para os pequenos negócios que querem se inserir no mercado internacional. A gente define mercados com base em setores específicos e montamos uma agenda de imersão, seminários, visitas técnicas e rodadas de negócios com compradores qualificados. É uma forma que encontramos de apoiar os pequenos negócios a expandirem suas fronteiras e que tem dado excelentes resultados.

Clarissa Furtado, gerente de Competitividade da ApexBrasil

Além da ApexBrasil, a delegação conta também com integrantes do Sebrae Nacional, do Sebrae RN e do Sebrae RJ. O Sebrae, juntamente com a ApexBrasil, tem desempenhado um papel fundamental na realização do Programa Jornada Exportadora, fornecendo passagens aéreas e hospedagens para a maioria das empresárias participantes.

Após a recepção no Escritório da ApexBrasil em Miami, as empresas seguiram para visitas técnicas às feiras Cabana Show e SwimShow, eventos que acontecem no âmbito da semana de moda praia de Miami. As visitas foram guiadas pelas instituições parceiras da ApexBrasil, Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e Associação Brasileira de Estilistas (ABEST), que participam das feiras por meio dos Projetos Setoriais realizados em parceria com a ApexBrasil, o TexBrasil e o Fashion Label Brasil. Ao todo, 43 empresas brasileiras participaram como expositoras dessas feiras por meio desses projetos, sendo 19 na Swimm Show e 24 na Cabana Show.

Além do tour pelas duas feiras, a delegação de empresas do Jornada Exportadora teve a oportunidade de conversar com empresárias brasileiras que estavam expondo nas feiras e ouvir algumas das experiências dessas empresárias, que já estão mais avançadas no processo de exportação:

Alessandra Frazão, fundadora da marca de moda infantil Das de Meninas, está expondo pela primeira vez fora do Brasil e celebrou os resultados já alcançados: “A gente conseguiu fechar vendas com duas lojas americanas, uma inclusive aqui de Miami. Além disso, foi uma experiência riquíssima poder aprender com outras marcas brasileiras. Aqui, o atendimento é diferente do Brasil, muito mais objetivo. Observar isso na prática tem sido essencial.”

Para as empresárias brasileiras da delegação do Programa Jornada Exportadora, foi uma oportunidade única de ver como as empresas de moda se posicionam aqui no mercado norte-americano e também de ver outras empresas brasileiras também se posicionando nesse mercado e entender quais são os desafios e as potencialidades dos produtos brasileiros.

Fabiane Frank e Cristian, da empresa Fabiane Frank, de Gramado (RS), o dia foi de muito aprendizado: “Viemos entender como funcionam as feiras e observar como os expositores apresentam seus diferenciais. Nossa ideia é iniciar as vendas internacionais já na próxima coleção, focando tanto no B2C quanto no B2B.” A empresa, que ainda não exporta, conta que participar do Programa Jornada Exportadora é parte da preparação para começar a vender nos EUA: “estar aqui é uma forma de agregarmos conhecimento e iniciarmos nossas exportações bem preparados para venda aqui no mercado norte-americano. Essa missão vai nos trazer mais conhecimento sobre como trabalhar com o e-commerce, com foco no formato B2C, mas também nos mostra caminhos de trabalhar o B2B, como é caso dessas duas feiras que visitamos.”

Andréa Fagherazzi, da marca de calçados Flat at last, o programa representa um sonho em movimento: “Sempre tive o desejo de internacionalizar minha marca. Estar aqui é uma chance de entender os hábitos de consumo locais e mostrar que o Brasil tem um produto competitivo e de excelente qualidade.”

Janine Passini, cuja marca carrega seu nome, também vê a Jornada Exportadora como um divisor de águas: “Estou no mercado há 8 anos, mas só agora senti que era o momento certo de investir no e-commerce internacional. Essa semana está sendo valiosa para fazer conexões e entender melhor como atuar nesse ambiente.”

O que vem por aí

A programação segue até quinta-feira e inclui workshops sobre e-commerce nos Estados Unidos, encontros com fornecedores logísticos e plataformas de venda, rodada de negócios com compradores internacionais e uma visita ao centro de distribuição da Amazon em Miami. A expectativa é que, ao final da Jornada Exportadora, as marcas brasileiras saiam mais preparadas para iniciarem suas exportações e com oportunidades reais de negócios no mercado norte-americano.

Fonte: ApexBrasil

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Economia, Negócios, Notícias

Haddad deve apresentar a Lula nesta terça pacote para substituir alta do IOF: ‘Dá uma estabilidade duradoura para as contas’, diz

Ministro se reuniu com Motta e Alcolumbre na segunda para fechar pacote. Elevação do IOF gerou oposição no mercado e no Congresso – que ainda cogita derrubar o decreto de Lula.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda nesta terça-feira (3) um pacote de medidas para substituir a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

A elevação do IOF foi proposta, há duas semanas, como uma forma de aumentar a arrecadação federal e garantir o cumprimento das metas em 2025. A medida, no entanto, foi mal recebido tanto pelo mercado quanto pelo Congresso.

“Essa agenda [com Lula] já estava pré-fixada. Ele queria que na terça as coisas se resolvessem, para que ele pudesse viajar mais tranquilo, com as coisas endereçadas. E eu acredito que o plano de voo está bom, até superior ao que fizemos no ano passado. Do meu ponto de vista, dá uma estabilidade duradoura para as contas no próximo período”, afirmou.

Segundo Haddad, o pacote que será levado a Lula não inclui a sugestão apresentada pelo Ministério de Minas e Energia de ampliar leilões e áreas de exploração de petróleo – que, nas contas do governo, pode gerar uma arrecadação extra de R$ 35 bilhões até 2026.

“Tem um projeto no Congresso que já foi encaminhado pela área econômica por provocação do Ministério de Minas e Energia. Já está lá. Pelo menos metade do valor anunciado pelo ministro já está contabilizado para esse ano, para fechar a meta fiscal. Que nós vamos manter, como fizemos o ano passado”, disse Haddad.

Segundo Haddad, mesmo a parte do pacote de petróleo e gás que ainda não foi enviada ao Congresso não dispensa a apresentação de outras medidas. Isso, porque:

  • o ministro diz estar mirando “o centro da meta” (déficit zero), e não a margem máxima de tolerância de déficit;
  • o pedido da Câmara e do Senado, como contrapartida para não derrubar o decreto presidencial do IOF, foi a apresentação de “medidas estruturais” – o que não é o caso do pacote de Minas e Energia.

“Para garantir um ambiente político de qualidade, nós precisamos de reformas estruturais. O Congresso pediu, a Fazenda organizou, apresentou. Obviamente que isso vai depender agora de uma avaliação dos partidos políticos, mas só o fato de termos o aval do presidente das duas Casas já é uma coisa muito significativa”, afirmou.

Questionado por jornalistas, o ministro Haddad não quis antecipar se o pacote a ser apresentado ainda nesta terça-feira contempla mudanças nos pisos de saúde e educação, que pode gerar perda bilionária para estas duas áreas nos próximos anos, ou alterações no formato de correção do salário mínimo (que atualmente sobe acima da inflação).

Na noite de segunda (2), Haddad se reuniu com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para apresentar o rascunho das medidas que serão levadas ao aval de Lula.

Também participaram do encontro os ministros Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Alexandre Padilha (Saúde), e os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), e no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

O encontro terminou após a meia-noite – e todos deixaram a residência oficial da Câmara sem dar qualquer declaração.

“O fato de a ministra Gleisi [Relações Institucionais], o José Guimarães [líder do governo na Câmara] e Jaques Wagner [líder no Senado] nos dá um conforto de que o plano tem um respaldo politico importante. Tecnicamente, ele [pacote] é robusto. Politicamente, ele está amparado. O Congresso vai ter uma oportunidade muito interessante de avançar naquilo que está todo mundo pedindo que tenha avanço”, acrescentou Haddad.

Fonte: G1



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Gestão, Negócios, Portos

CONSAD aprova novo diretor empresarial da Portos do Paraná

Também foram reconduzidos os membros do Comitê de Auditoria Estatutário da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina

O Conselho de Administração da Portos do Paraná (CONSAD) aprovou, nesta segunda-feira (02), a nomeação do novo diretor de Desenvolvimento Empresarial da empresa pública, o engenheiro civil Felipe Gama, que ocupava a Secretaria-Geral da Presidência. A diretoria vinha sendo comandada interinamente pelo diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, desde a saída do jornalista André Pioli, em 2024.

“Espero integrar e agregar ainda mais à Diretoria de Desenvolvimento Empresarial, dispondo de todo o conhecimento técnico e executivo para endereçar as pautas estratégicas estabelecidas pelo presidente, diretores e conselheiros ao nosso planejamento estratégico”, pontuou Gama.

O presidente do CONSAD, Alex Sandro de Ávila, destacou que a área de Desenvolvimento Empresarial é sensível para a Portos do Paraná e, por isso, contar com uma pessoa de confiança do Conselho e da presidência é fundamental — ainda mais quando se soma a esse perfil o conhecimento técnico. “Neste ponto, o currículo do Felipe fala por si”, declarou Ávila.

Em 2021, Gama tornou-se presidente do Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá e Antonina, indicado pela Secretaria Nacional de Portos. Dois anos e meio depois, foi nomeado secretário-geral da Portos do Paraná, cargo que ocupou por quase dois anos. A direção geral do Porto deve anunciar em breve o nome de quem ocupará a Secretaria-Geral.

Além da aprovação do novo membro da diretoria, o CONSAD também referendou as indicações de três membros do Comitê de Auditoria Estatutário da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Micheli de Cássia Hernandez Opini Al Naimi e Francisco Vicente de Souza seguem como presidente e titular do Comitê, respectivamente. O novo vice-presidente será Davi Xavier da Silva Neto, que substitui Rogério Luiz Paganeli.

Sobre o CONSAD

O Conselho de Administração é composto por representantes da União, do Governo do Estado, de trabalhadores portuários e da classe empresarial. Entre suas competências está a orientação geral para os negócios da empresa pública. Na reunião, foram discutidos 12 tópicos previstos em pauta, envolvendo diferentes áreas da administração, além de assuntos gerais.

Fonte: Portos do Paraná

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Mercado Internacional, Negócios

Limitação às vendas de terras raras pela China já afetam os EUA, de montadoras a fábricas de robôs

Executivos alertam que a produção de carros elétricos em algumas regiões pode ser reduzida nos próximos dias

Há duas décadas, fábricas no estado de Indiana, nos Estados Unidos, que transformavam metais de terras raras em ímãs transferiram sua produção para a China — justamente quando a demanda por esses ímãs começava a disparar, sendo utilizados em tudo, de carros e semicondutores a jatos de combate e robôs.

Agora, os Estados Unidos estão enfrentando as consequências de ter perdido essa cadeia de suprimentos. Em abril, o governo chinês interrompeu abruptamente as exportações de ímãs de terras raras para qualquer país, como parte de sua guerra comercial com os EUA.

As autoridades americanas esperavam que a China aliviasse suas restrições aos ímãs como parte da trégua comercial que os dois países firmaram em 12 de maio, em Genebra. No entanto, na sexta-feira, o presidente Donald Trump sugeriu que a China continuava restringindo o acesso.

Agora, empresas americanas e europeias estão ficando sem esses ímãs.

As montadoras americanas são as mais afetadas, com executivos alertando que a produção em fábricas no Meio-Oeste e no Sul dos EUA poderá ser reduzida nos próximos dias e semanas.

As montadoras precisam dos ímãs para os motores elétricos que acionam os freios, a direção e os injetores de combustível. Os motores de um único banco de carro de luxo, por exemplo, usam até 12 ímãs.

Robôs industriais também dependem de ímãs de terras raras.

— Esse é o calcanhar de Aquiles dos Estados Unidos, e do mundo, que a China explora continuamente — disse Nazak Nikakhtar, que foi secretária assistente de comércio responsável pelos controles de exportação durante o primeiro mandato de Trump.

O governo chinês tem falado pouco ultimamente sobre suas restrições à exportação de terras raras. Kevin Hassett, diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, disse no programa “This Week”, da ABC, neste domingo, que Trump e o líder chinês Xi Jinping poderiam conversar sobre comércio já nesta semana, embora nenhuma data tenha sido definida.

Após a China suspender todas as exportações, informou que os envios futuros exigiriam licenças de exportação separadas. Desde então, o Ministério do Comércio da China tem enfrentado dificuldades para emitir essas licenças. Concedeu algumas a empresas europeias em meados de abril e mais algumas para empresas americanas na semana passada, mas os estoques globais estão se esgotando rapidamente.

— Algumas aprovações estão sendo concedidas, mas estão longe de serem suficientes para evitar paralisações iminentes na produção — disse Jens Eskelund, presidente da Câmara de Comércio da União Europeia na China. — Ainda estamos enfrentando uma grande interrupção nas cadeias de suprimento.

Para piorar a situação, alguns fabricantes chineses de ímãs de terras raras pararam de produzir enquanto aguardam permissão para retomar as exportações. A lacuna de várias semanas na produção de ímãs está se propagando pelas cadeias de suprimento e pode em breve atingir os fabricantes.

— A China poderia paralisar as montadoras de automóveis dos Estados Unidos — disse Michael Dunne, consultor automotivo especializado na China.

A China produz 90% das cerca de 200 mil toneladas anuais de ímãs de terras raras de alto desempenho do mundo. Empresas japonesas produzem a maior parte do restante no Japão e no Vietnã, principalmente para fabricantes japoneses.

Já os Estados Unidos praticamente não produzem nada, embora pequenas fábricas comecem a operar em plena capacidade ainda este ano na Carolina do Sul e no Texas. Uma sucessão de governos tentou reativar a indústria desde que a China chamou atenção para sua dominância ao impor um embargo de dois meses sobre o envio de terras raras ao Japão durante uma disputa territorial em 2010.

Mas pouco foi feito por causa de uma realidade difícil: fabricar ímãs de terras raras exige investimentos consideráveis em todas as etapas da produção. No entanto, as vendas e os lucros são muito baixos.

As vendas globais de terras raras extraídas somam apenas US$ 5 bilhões por ano — um valor ínfimo quando comparado a indústrias como a de mineração de cobre ou de minério de ferro, que movimentam US$ 300 bilhões cada uma.

Vantagem competitiva

A China tem uma vantagem competitiva formidável. A indústria estatal quase não tem custos de conformidade ambiental em suas minas e conta com um orçamento governamental praticamente ilimitado para construir grandes refinarias de processamento e fábricas de ímãs.

O processamento de terras raras é tecnicamente complexo, mas a China desenvolveu novos métodos. Programas de química voltados para terras raras são oferecidos em 39 universidades do país, enquanto os Estados Unidos não têm programas similares.

Segunda maior economia do mundo, a nação asiática refina mais de 99% da oferta mundial das chamadas terras raras pesadas, que são as menos comuns. As terras raras pesadas são essenciais para a fabricação de ímãs capazes de resistir às altas temperaturas e campos elétricos encontrados em carros, semicondutores e muitas outras tecnologias.

A única mina de terras raras dos Estados Unidos, localizada em Mountain Pass, na Califórnia, parou de operar em 1998, após o vazamento de traços de metais pesados e material levemente radioativo de um oleoduto no deserto. Empresas chinesas tentaram três vezes, sem sucesso, comprar a mina desativada antes que ela fosse adquirida por investidores americanos em 2008.

Um programa de investimento de US$ 1 bilhão apoiado pelo Pentágono foi lançado em 2010 para melhorar a conformidade ambiental e expandir a mina e sua refinaria adjacente. Mas o complexo, de alto custo, não conseguiu competir quando reabriu brevemente em 2014, fechando novamente no ano seguinte.

A MP Materials, um grupo de investidores de Chicago que incluía uma empresa parceira minoritária parcialmente controlada pelo governo chinês, comprou a mina em 2017. Ela foi reaberta no ano seguinte, mas o minério extraído era enviado para a China, onde era feita a difícil separação dos diversos tipos de terras raras.

Somente nos últimos meses a mina passou a conseguir separar quimicamente as terras raras em mais da metade de sua produção. No entanto, isso gera prejuízo, pois o processamento na China é muito mais barato. A MP Materials construiu uma nova fábrica no Texas para transformar as terras raras separadas em ímãs.

Um gargalo considerável está na transformação das terras raras separadas em lingotes metálicos quimicamente puros, que podem ser utilizados nos fornos das máquinas de fabricação de ímãs. Uma startup da Nova Inglaterra, a Phoenix Tailings, está tentando resolver essa limitação, mas sua pequena escala evidencia o desafio.

A Phoenix Tailings assumiu grande parte da equipe e dos equipamentos da Infinium, uma startup que havia tentado fazer a mesma coisa. A Infinium ficou sem recursos em 2020, quando os formuladores de políticas dos Estados Unidos estavam mais focados na pandemia de COVID-19 do que nas terras raras.

Com os minerais de terras raras chineses difíceis de obter, a Phoenix produz o metal a partir de rejeitos de mina — material remanescente que já foi processado uma vez para a remoção de outro elemento, como o ferro.

A Phoenix Tailings possui quatro máquinas, cada uma do tamanho de uma pequena casa, em sua fábrica em Burlington, Massachusetts. Cada máquina produz um lingote de três quilos a cada três horas, funcionando 24 horas por dia. A capacidade total da operação é de 40 toneladas por ano, segundo Nick Myers, CEO da Phoenix. Ele não revelou o nome do comprador, mas disse que se trata de uma montadora.

A Phoenix está instalando equipamentos em uma unidade maior em Exeter, New Hampshire, para produzir metal a uma taxa de 200 toneladas por ano — ainda um volume pequeno comparado às fábricas chinesas, que produzem mais do que isso em um único mês.

Thomas Villalón Jr., diretor técnico da Phoenix, disse que aumentar rapidamente a produção é essencial durante uma guerra comercial: — É uma corrida neste momento.

Fonte: O Globo

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Comércio Exterior, Informação, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Comércio exterior na mira do novo IOF: entenda os impactos e como se preparar 

Junho começou com uma mudança que já provoca ondas no setor de comércio exterior: a nova alíquota do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), regulamentada pelo Decreto nº 12.467/2025, que passou a valer oficialmente em 23 de maio, trazendo impactos diretos nas remessas internacionais, operações de câmbio e crédito para empresas. Para quem importa, exporta ou depende de transações internacionais para manter o fluxo dos negócios, a mudança exige atenção redobrada e estratégia financeira afinada. 

IOF mais caro: o que muda para quem atua com operações internacionais 

O novo decreto unifica e reajusta alíquotas que afetam diretamente o dia a dia de empresas que operam no comércio exterior. A principal mudança é na alíquota do câmbio, que agora é de 3,5% para uma série de operações — incluindo compras internacionais com cartões de crédito, remessas sem finalidade de investimento e aquisição de moeda estrangeira. Antes, as alíquotas variavam entre 1,1% e 3,38%. 

Além disso: 

  • Crédito para empresas: passou de 1,88% para 3,95% ao ano para pessoas jurídicas. Para optantes do Simples Nacional, o percentual dobrou, de 0,88% para 1,95%. 
  • Seguros de vida com cobertura por sobrevivência (ex: VGBL): alíquota de 5% para aportes mensais acima de R$ 50 mil. 

Custo mais alto, preço final inflacionado 

No cenário do comércio exterior, qualquer alteração cambial se propaga como um efeito dominó, influenciando desde o preço final dos produtos até a competitividade das empresas brasileiras. A nova alíquota pode: 

  • Encarecer as importações, já que operações de câmbio para pagamento de fornecedores internacionais agora estão mais custosas; 
  • Gerar insegurança nas exportações, pois, mesmo com isenção do IOF para exportadores, qualquer erro na documentação pode resultar na cobrança indevida do imposto. 

Reação do mercado e cenário político 

A repercussão foi imediata. Críticas partiram tanto do mercado financeiro quanto do Congresso Nacional, gerando instabilidade política e exigindo recuos parciais por parte do governo. Fernando Haddad, ministro da Fazenda, já afirmou que busca um acordo com os presidentes da Câmara e do Senado para evitar o avanço de Projetos de Decreto Legislativo (PDLs) que ameaçam revogar o novo IOF. 

Entre os pontos já revertidos, está a revogação da alíquota de 3,5% sobre transferências de fundos de investimentos para o exterior, preservando a isenção para essas operações. 

Por outro lado, a operação de risco sacado, muito utilizada por empresas para antecipar pagamentos a fornecedores via bancos, passou a ser enquadrada como operação de crédito e tributada — o que gerou nova rodada de críticas. O presidente da Câmara, Hugo Motta, solicitou a suspensão imediata dessa cobrança, alertando para possíveis repasses ao consumidor final. 

Receita projetada e sinal do governo 

A elevação do IOF integra a estratégia do governo para reforçar a arrecadação e atingir as metas fiscais de 2025, com previsão de incremento de R$ 20,5 bilhões na receita. No entanto, Haddad enfatizou que prefere retomar reformas estruturais, em vez de depender de soluções paliativas que geram desgaste político. 

Enquanto o impasse político se desenrola, mais de 20 PDLs estão prontos para votação, com apoio expressivo no Congresso. Caso não haja acordo até o fim da próxima semana, o decreto pode ser derrubado parcialmente ou por completo. 

O que é o IOF, afinal? 

O IOF (Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio, Seguro ou relativas a Títulos ou Valores Mobiliários) incide sobre transações financeiras nacionais e internacionais. É diferente dos juros bancários: ele não é receita da instituição financeira, mas um tributo federal repassado ao governo. É cobrado em situações como: 

  • Uso de cartão de crédito em compras internacionais; 
  • Operações de câmbio (inclusive compra de moeda estrangeira); 
  • Empréstimos, financiamentos e uso de cheque especial; 
  • Contratação de seguros; 
  • Resgate de investimentos ou aplicações. 

Dependendo da operação, o IOF pode ser cobrado à vista ou de forma proporcional ao tempo de uso do crédito. 

Como o comércio exterior deve reagir? 

Empresas que atuam com importação, exportação ou logística internacional devem: 

  • Revisar o planejamento financeiro considerando o novo custo cambial; 
  • Fortalecer a gestão documental, especialmente nas exportações, para garantir isenção de IOF; 
  • Negociar com fornecedores e parceiros estratégicos, buscando mitigar impactos e prorrogar prazos; 
  • Monitorar o cenário político, pois mudanças no decreto podem ocorrer nos próximos dias. 

Tempo de estratégia e adaptação 

Mais do que um ajuste técnico, a elevação do IOF representa uma mudança de rota na política econômica. Para quem atua no comércio exterior, é hora de navegar com atenção. Em um cenário globalizado, qualquer alteração tributária interna pode reposicionar empresas brasileiras no tabuleiro internacional — para o bem ou para o mal. 

Ficar por dentro das mudanças e adaptar-se com agilidade é o que diferencia negócios resilientes de negócios vulneráveis. 

FONTES: 

www2.camara.leg.br 

agenciabrasil.ebc.com.br 

cnnbrasil.com.br 

www12.senado.leg.br 

gazetadopovo.com.br 

valor.globo.com 

infomoney.com.br 

poder360.com.br 

reuters.com  

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Negócios, Notícias

BMW processa BYD no Brasil por uso do nome ‘Mini’ e chinesa pode acabar mudando nome de elétrico

O nome “Mini” tornou-se alvo de disputa judicial no meio automotivo, onde o Grupo BMW, detentor da histórica marca de compactos britânicos, resolveu processar a BYD pelo uso do nome “Dolphin Mini”. A razão para tal seria que o termo ‘mini’ pode induzir os consumidores brasileiros ao erro, gerando uma falsa associação entre as duas fabricantes.

Atualmente, a ação segue tramitando na 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital, do Poder Judiciário do Estado do Rio de Janeiro. Segundo o processo, a ação visa impedir que a BYD continue praticando atos que violem marcas já registradas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) e que configurem concorrência desleal, ao utilizar indevidamente o nome ‘Mini’, o que estaria gerando confusão entre os produtos e as empresas.

BMW alega que BYD pode tentar se beneficiar da reputação da marca Mini

BMW alega haver uma tentativa da rival de se beneficiar da reputação e prestígio da montadora britânica. O documento destaca que a intenção da empresa alemã não é interromper ou impedir as operações da BYD, mas sim evitar os efeitos da tentativa da montadora chinesa de vincular indevidamente seus produtos aos do Grupo BMW.

Contudo, em sua argumentação no processo, a BYD afirma que o Grupo BMW não possui nenhuma patente registrada no Inpi que comprove sua alegação. A montadora chinesa também ressalta que o próprio Instituto já rejeitou diversos pedidos de registro envolvendo variações do termo ‘mini’.

Confira abaixo a defesa da marca chinesa no processo:

“A BYD COMPANY LIMITED e a BYD DO BRASIL LTDA. se manifestaram no id. 193644618 sustentando que a BMW não possui qualquer registro concedido da marca “MINI”, de forma nominativa e isolada, na Classe 12 do INPI, justamente aquela que abrange veículos automotores; a própria BMW já tentou obter esse registro nominativo, por meio do pedido nº 829834125, tendo sido esse pedido indeferido pelo INPI. Essa decisão hoje é alvo da ação de nulidade judicial de nº 5050346-26.2022.4.02.5101; a expressão “MINI” é dicionarizada e de uso comum, não sendo passível de apropriação exclusiva no setor automotivo; existem precedentes administrativos demonstrando que a BMW não conseguiu impedir registros de terceiros contendo o termo “MINI”, tendo sido vencida em oposições e ações de nulidade no próprio INPI.”

Processo segue tramitando na Justiça

A juíza Maria Izabel Gomes Sant Anna de Araújo, da 5ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Rio de Janeiro/RJ, negou o pedido de liminar, optando por aprofundar a análise do caso. Segundo ela, a BYD é legalmente obrigada a manter os documentos fiscais e contábeis relacionados ao veículo por no mínimo cinco anos, afastando o risco de perda de provas. Com isso, o processo continuará tramitando na Justiça.

Procuradas pelo Jornal do Carro, tanto a BYD quanto o Grupo BMW Brasil não quiseram se manifestar sobre o processo.

Ações do tipo não são novidade

Contudo, não é a primeira vez que algo desse tipo acontece entre as duas marcas. Em 2024, a BYD registrou o nome “Dolphin Mini” na Austrália, o que motivou os representantes locais do Grupo BMW a reclarem os direitos sobre o nome “Mini”, registrada em 8 de fevereiro do ano passado por lá.

Fonte: MSN

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