Logística

Latam Cargo inaugura rota cargueira inédita entre Bruxelas e São José dos Campos

O Latam Cargo Group, em parceria com o SJK Airport, lançou uma nova rota cargueira exclusiva que conecta Bruxelas (Bélgica) a São José dos Campos (SP). Operada com aeronaves Boeing 767-300F, a operação tem capacidade inicial de até 50 toneladas por semana, fortalecendo a logística internacional entre Europa e Brasil e impulsionando setores estratégicos como indústria, autopeças, bens de consumo e carga geral.

Frequência e expansão planejada

O voo inaugural ocorre às quintas-feiras, com previsão de ampliar para duas frequências semanais durante a temporada de inverno europeu.

Segundo Jorge Carretero, gerente de Vendas de Carga da Latam Airlines Group na Europa, a rota reafirma o compromisso da empresa em expandir a conectividade logística entre Europa e América do Sul. “São José dos Campos é um polo estratégico, que nos permite oferecer soluções cada vez mais competitivas e confiáveis aos clientes”, afirmou.

Papel estratégico para São José dos Campos

O prefeito Anderson Farias destacou a importância da nova ligação direta. “A chegada desta rota cargueira reforça o papel estratégico de São José dos Campos no cenário logístico internacional. Essa parceria gera oportunidades para empresas locais e fortalece o desenvolvimento econômico da cidade e da região.”

Na mesma linha, Eduardo Valle, membro do Conselho do Aeropart, holding do SJK Airport, ressaltou que a operação consolida uma malha logística internacional robusta. “O aeroporto passa a receber cargas de todo o mundo, entregando agilidade, confiabilidade e segurança, fatores que aumentam a produtividade e a eficiência”, disse.

Expansão da malha logística internacional

A abertura dessa conexão faz parte do plano de crescimento da Latam Cargo, que prevê 15 novas frequências semanais entre Europa e América do Sul, além do aumento da oferta de capacidade no compartimento inferior de aeronaves de passageiros.

Em São José dos Campos, a companhia já opera a rota cargueira para Miami (EUA), inaugurada em 2023. Em apenas um ano, a frequência triplicou para três voos semanais, movimentando mais de 150 toneladas por semana.

Liderança consolidada no mercado internacional

Com operações em 23 destinos internacionais, a Latam Cargo se mantém como líder no transporte de cargas no Brasil. Entre as rotas recentes estão Miami–São José dos Campos, Miami–Brasília, Amsterdam–Curitiba e Europa–Florianópolis.

Somente no primeiro semestre de 2025, a companhia transportou cerca de 45 mil toneladas de cargas entre Brasil e exterior, incluindo pescados, frutas como mamão, produtos farmacêuticos, correio e cargas gerais — um crescimento de 4% em relação ao mesmo período de 2024.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Latam

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Logística

Canal do Panamá lança programa LoTSA 2.0 para modernizar alocação de slots

Novo modelo amplia flexibilidade para companhias de navegação

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) anunciou o lançamento do programa LoTSA 2.0 (Alocação de Slots de Longo Prazo), que traz um novo modelo de reservas para companhias de navegação. O objetivo é oferecer mais flexibilidade operacional e adaptação às dinâmicas do mercado global, facilitando o planejamento de trânsitos pelo Canal do Panamá.

Ciclos semestrais e primeiro leilão em 2025

Com a atualização, os pacotes de reserva deixam de seguir um horizonte de 12 meses e passam a ser divididos em dois ciclos de seis meses. O primeiro período vai de 4 de janeiro a 4 de julho de 2026, e o segundo de 5 de julho de 2026 a 3 de janeiro de 2027.

O primeiro leilão de cotas já tem data marcada: 28 de outubro de 2025.

Novos pacotes de serviços e ajustes na oferta

Entre as mudanças anunciadas, a ACP informou que a média de slots diários será ajustada de quatro para três, além da criação de novos pacotes de serviço, como FixContainer, FlexContainer, FixGas, FlexGas, FlexGas+ e FlexSlot+.

Essas modalidades permitirão que os clientes escolham datas com garantia confirmada ou optem por níveis maiores de flexibilidade.

Benefícios adicionais para os clientes

O LoTSA 2.0 também traz vantagens como:

  • possibilidade de reservar com até 15 dias de antecedência;
  • realização de até duas alterações de data, conforme o pacote;
  • cancelamentos com tarifa reduzida, desde que solicitados com mais de 15 dias de antecedência.

Ajustes no sistema geral de reservas

Paralelamente ao novo programa, a ACP anunciou melhorias no sistema de reservas do canal. Entre elas, o restabelecimento do acesso antecipado para navios de gás natural liquefeito (GNL) no período de reserva 1A, a partir de 4 de janeiro de 2026.

Outra mudança é a eliminação da restrição que limitava a utilização das eclusas do Neopanamax a apenas um cliente por data.

Competitividade e sustentabilidade do Canal do Panamá

Segundo a ACP, a implementação do LoTSA 2.0 busca dar maior previsibilidade às empresas de navegação, otimizar operações, reduzir emissões de gases poluentes e reforçar a competitividade do Canal do Panamá diante das transformações do comércio internacional.

FONTE: Mundo Marítimo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Cabotagem no Brasil: 1 em 5 Indústrias Poderia Migrar com Portos Melhores

Cresce o interesse da indústria pelo transporte marítimo

Uma em cada cinco indústrias brasileiras está disposta a adotar a cabotagem caso haja melhorias na infraestrutura portuária. A constatação vem de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e evidencia a forte dependência do país no transporte rodoviário, considerado mais caro e ineficiente.

Atualmente, apenas 29% das indústrias utilizam a navegação entre portos nacionais, e a cabotagem representa apenas 11% da matriz de transporte do país. Deste percentual, cerca de 75% são dedicados ao transporte de petróleo e derivados.

“Os custos de transporte no Brasil são elevados, pois utilizamos de forma equivocada o modal rodoviário em longas distâncias”, afirma Paula Bogossian, analista de infraestrutura da CNI. Segundo a entidade, uma redistribuição mais equilibrada dos modais poderia reduzir os custos logísticos em até 13%.

Programa BR do Mar ainda pouco conhecido

Apesar de estar em vigor desde julho de 2024, o Programa BR do Mar, criado para estimular a cabotagem, ainda é desconhecido por 76% dos empresários que utilizam o modal. O programa, sancionado em 2022, prevê incentivos para aumentar a frota e investimentos no transporte aquaviário.

Entre os que conhecem a iniciativa, 90% reconhecem benefícios, sendo a redução de custos apontada como principal vantagem — 85% das empresas que usam cabotagem e 70% das que ainda não adotaram o modal citaram essa melhoria.

Barreiras geográficas e infraestrutura

A pesquisa revela que 45% das empresas alegam incompatibilidade geográfica como motivo para não usar a cabotagem. No entanto, os números mostram que muitas poderiam migrar caso houvesse condições adequadas: 20% das indústrias que não utilizam o modal demonstraram interesse.

O interesse é distribuído entre estados como Rio Grande do Sul (17%), Bahia (13%), Rio Grande do Norte (13%) e Santa Catarina (13%). Além da geografia, outros obstáculos são indisponibilidade de rotas (39%), maior tempo de trânsito (15%) e distância até portos (15%), desafios que dependem de investimentos federais.

“Para a indústria, que transporta grandes volumes, a cabotagem é um diferencial competitivo. Por isso, o BR do Mar é tão relevante”, afirma Roberto Muniz, diretor de Relações Institucionais da CNI.

Pequenas empresas ainda estão de fora

O levantamento indica que o uso da cabotagem cresce conforme o porte empresarial: apenas 7% das pequenas indústrias adotam o modal, 22% das médias e 44% das grandes. Entre estas últimas, 8% usam intensivamente a navegação entre portos.

Empresas que utilizam cabotagem transportam cargas mais longas — média de 1.213 km contra 862 km das que não utilizam — e destacam a redução de custos (79%) e a segurança no transporte (21%) como principais vantagens.

Regulamentação ainda incompleta

Embora o BR do Mar esteja regulamentado, dispositivos essenciais ainda não foram detalhados, incluindo portarias sobre contratos de longo prazo para afretamento de navios e definição de embarcações sustentáveis.

Muniz ressalta que a integração da indústria com políticas ambientais e sociais é prioridade, mas alerta que exigências excessivas não podem impedir a expansão do modal nem afetar o desenvolvimento da indústria naval brasileira.

Infraestrutura precária limita potencial do país

O principal desafio identificado pelos empresários é a baixa infraestrutura portuária — citado por 69% das empresas que usam cabotagem e 70% das que ainda não adotaram o modal.

Com uma costa de mais de 7.400 km, o Brasil tem grande potencial para transporte aquaviário, mas segue dependente de rodovias caras e desgastadas, comprometendo a competitividade industrial. A pesquisa da CNI evidencia que a falta de investimento não é apenas um problema técnico, mas uma escolha que custa bilhões à economia brasileira.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Atualização constante e treinamento de equipes são essenciais para acompanhar a evolução do mercado, afirma BWIN TECH Seguros

Em um mercado cada vez mais dinâmico e competitivo, a capacidade de se atualizar constantemente e investir no desenvolvimento das equipes é decisiva para o sucesso das empresas. Para a BWIN TECH Seguros, especialista em soluções de seguros para transporte de carga, gestão de riscos e soluções financeiras para logística, a base de uma empresa sólida está na combinação de cultura forte, foco em resultados e atendimento diferenciado.

“Mais do que apresentar soluções, nosso compromisso é compreender profundamente cada necessidade e entregar valor de forma consistente. Colocar o cliente no centro de tudo o que fazemos garante nossa relevância no mercado e sustenta a confiança construída ao longo dos anos”, explica Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWIN TECH.

A importância de equipes treinadas e consultivas

Na foto: Equipe BWin Tech em treinamento. 

A cultura da BWIN TECH é pautada em profissionalismo, inovação e dedicação. Cada decisão, processo e estratégia é pensado para gerar impacto positivo e resultados sustentáveis, mostrando que resultado e cultura caminham lado a lado. Nesse contexto, investir em equipes comerciais preparadas é fundamental. “Nossos vendedores atuam como verdadeiros consultores, capazes de antecipar cenários, oferecer soluções sob medida e transformar desafios em oportunidades. O atendimento de excelência não é um complemento, mas parte essencial da nossa identidade”, acrescenta Carla.

Tecnologia e experiência como diferenciais da BWIN TECH Seguros

Com mais de 14 anos de atuação e mais de 25 anos de experiência no setor, a BWIN TECH se destaca por sua plataforma 100% digital, que otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional para transportadores, embarcadores e empresas de comércio exterior. A empresa combina experiência, tecnologia e inteligência de dados para orientar e proteger os negócios diante de desafios logísticos complexos, garantindo tranquilidade mesmo em tempos incertos.

Na foto: Carla Kuhn,  Ronaldo Vinagre e Anderson Lemos.

Segundo Carla, “a soma de cultura forte, foco em resultado e atendimento diferenciado é o que nos permite crescer de forma consistente, gerar valor para o mercado e fortalecer relações de confiança de longo prazo”. Para a BWIN TECH, evoluir, inovar e estar ao lado do cliente é a fórmula para construir histórias de sucesso que refletem a essência da empresa.

Para saber mais sobre a BWIN TECH Seguros, acesse: https://bwintech.com.br

TEXTO: REDAÇÃO
FOTOS: DIVULGAÇÃO BWIN TECH

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Logística

Marinha faz operação inédita de transporte de propulsores na BA

A operação de descarregamento e o embarque dos equipamentos ocorreu no Cais Bravo, da Base Naval de Aratu

A Marinha do Brasil, por meio da Base Naval de Aratu (BNA), demonstrou excelência em logística portuária ao embarcar quatro propulsores azimutais de 30 toneladas cada. A operação, realizada em Salvador (BA), reforçou a capacidade da Força em apoiar o setor offshore com precisão e segurança.

Detalhes da operação logística

Nos dias 11 e 12 de setembro, no Cais Bravo da BNA, ocorreu o descarregamento e o embarque dos equipamentos, cada um com 4 metros de diâmetro e 5,4 metros de altura, totalizando 120 toneladas. Os propulsores, transportados por carretas pranchas até a Base, foram embarcados individualmente em uma balsa com apoio de um guindaste em terra.

Após permanecerem por 15 dias atracados, os equipamentos passarão pelo processo de verticalização e serão transportados, um a cada dois dias, por embarcação equipada com cábreas (guindastes flutuantes). Todo o procedimento foi acompanhado de planejamento técnico rigoroso, com monitoramento contínuo para garantir a integridade de cargas de alto valor e evitar riscos operacionais.

Impacto para o setor offshore

O destino final dos propulsores é a plataforma Floatel Reliance I, uma unidade hoteleira semi-submersível em operação na Baía de Todos-os-Santos. Essa estrutura é fundamental para dar suporte logístico a trabalhadores embarcados no setor de energia e petróleo, oferecendo hospedagem e infraestrutura em alto-mar.

A atuação da Marinha nessa operação contribui diretamente para a cadeia logística offshore, fortalecendo a cooperação entre a defesa nacional e o setor produtivo. Além de representar segurança e confiabilidade, a parceria evidencia a capacidade da BNA em apoiar projetos estratégicos que movimentam a economia do país.

Capacidade estratégica da Base Naval de Aratu

A operação reafirma a posição da Base Naval de Aratu como referência em manobras portuárias complexas, onde a combinação de conhecimento especializado, planejamento técnico e disciplina militar garante a excelência da execução.

Mais do que uma ação logística, a atividade simboliza a integração entre defesa, logística e desenvolvimento nacional, mostrando que a Marinha do Brasil vai além do campo militar, atuando também como agente de suporte estratégico às indústrias marítima e energética.

Fonte: Defesa em Foco
Imagem: Marinha – Divulgação

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Logística

Operadores Logísticos ampliam atuação e já estão presentes em mais de 20 setores da economia

Diversificação do setor cresce desde 2022

Os Operadores Logísticos (OLs) vêm expandindo sua presença em diferentes cadeias produtivas do Brasil. De acordo com o estudo Perfil dos Operadores Logísticos, realizado pela Associação Brasileira de Operadores Logísticos (Abol), 64% das empresas do setor diversificaram sua atuação desde 2022, atendendo a uma base cada vez mais ampla de indústrias.

Atualmente, os operadores estão inseridos em mais de 20 segmentos da economia, com média de atendimento a nove mercados distintos por empresa.

Setores que mais cresceram

O levantamento destaca a expansão dos OLs nos seguintes segmentos:

  • Bebidas: 72% de presença (alta de 14 pontos percentuais)
  • Automotivo e autopeças: 70% (alta de 13 pontos)
  • Metal-mecânico: 43% (alta de 13 pontos)
  • Vestuário e têxtil: 48% (alta de 10 pontos)

Além disso, setores como cosméticos (66%), alimentos processados (64%), varejo/atacado (60%) e eletroeletrônicos (60%) também figuram entre os mais representativos. O estudo ainda aponta avanços em áreas emergentes, como tecnologia, saúde animal e petroquímicos.

Por outro lado, a indústria farmacêutica apresentou ligeira retração: apesar de ainda relevante, com 53% de participação, caiu três pontos percentuais em comparação a 2022.

Importância estratégica dos Operadores Logísticos

A diversificação reforça o papel dos Operadores Logísticos como elos estratégicos na eficiência das cadeias produtivas, oferecendo soluções sob medida para indústrias com diferentes níveis de exigência e alto valor agregado.

Segundo a Abol, o setor reúne cerca de 1.300 empresas, de pequeno, médio e grande porte. Do total, 127 operadores colaboraram diretamente com o levantamento, representando 40% do faturamento do mercado, cuja Receita Bruta Operacional (ROB) chega a R$ 192 bilhões.

Abol e a regulamentação do setor

Criada em 2012, a Abol – Associação Brasileira de Operadores Logísticos tem como missão regulamentar a atividade dos OLs no Brasil, reduzindo a burocracia, aumentando a segurança jurídica e atraindo investimentos para o setor.

Hoje, a entidade reúne os 30 maiores players nacionais e internacionais, que juntos concentram 16% da receita bruta do mercado. Além disso, a Abol atua na promoção da competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento contínuo do segmento.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Frota de caminhões no Brasil cresce 23% em 10 anos e desafia logística do agronegócio

Expansão da frota no país

A frota de caminhões no Brasil registrou um aumento de 23% na última década, passando de 2,6 milhões de veículos em dezembro de 2015 para 3,2 milhões em agosto de 2025, segundo dados da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), ligada ao Ministério dos Transportes.

O crescimento se mostra ainda mais expressivo no longo prazo: em 25 anos, o número de caminhões em circulação mais que dobrou. Em 2000, o Brasil contava com apenas 1,4 milhão de registros.

Transporte rodoviário é dominante no agro

De acordo com o Ministério da Agricultura, cerca de 70% do escoamento da produção agrícola é feito por rodovias, consolidando o caminhão como principal modal de transporte do agro.

Segundo o especialista em logística de defensivos agrícolas e diretor de projetos da Luft Agro, Luiz Alberto Moreira da Silva, a distribuição desse tipo de produto depende quase exclusivamente dos caminhões, já que as ferrovias não possuem estrutura básica para atender o setor.

Gargalos da logística de defensivos

Silva destaca que o transporte enfrenta obstáculos como alto custo do diesel, falta de mão de obra qualificada e más condições das estradas. A situação se complica nos períodos de chuvas intensas, quando o acesso às propriedades rurais se torna ainda mais difícil.

Outro desafio é a concentração das aplicações de defensivos, já que os agricultores preferem receber os produtos no momento da utilização, em vez de armazená-los, por motivos de segurança e valor agregado. No caso da soja, que representa metade do mercado de defensivos, a aplicação ocorre praticamente no mesmo período em todo o país, aumentando a pressão sobre a logística.

Além disso, é comum a necessidade de reaplicações (repique), que exigem agilidade para evitar prejuízos na produção.

Controle e sustentabilidade no uso de defensivos

Durante participação no Podcast Ascenza – Edição Especial Andav 2025, Silva ressaltou que o uso de defensivos agrícolas é rigorosamente controlado. Ele explicou que nenhum produtor utiliza além do necessário, pois o produto é caro e impacta diretamente a margem de lucro.

O especialista reforçou também que a comercialização é altamente regulada: nenhum defensivo pode ser vendido sem receituário agronômico.

O Brasil é referência mundial em sustentabilidade no agro, principalmente pela gestão de embalagens de defensivos. Há 21 anos, os agricultores são obrigados a devolver as embalagens utilizadas, que são processadas pelo Inpev (Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias). Atualmente, 94% das embalagens retornam para reciclagem, índice considerado modelo internacional.

Novas gerações e futuro do agro

Silva apontou ainda que o retorno dos jovens ao campo tem impulsionado a agricultura de precisão, com maior uso de tecnologia e consciência ambiental. Esse movimento contribui para otimizar o uso de insumos e fortalecer a imagem do Brasil como potência agrícola sustentável.

“O agro é a base da segurança alimentar e o que sustenta a balança comercial brasileira. É preciso aproximar a população urbana dessa realidade e mostrar o papel estratégico do setor”, concluiu o especialista.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Logística

Demanda pelo Seguro Marítimo cresce mais de 70% no Espírito Santo

O Espírito Santo registrou um salto expressivo na arrecadação do Seguro Marítimo no primeiro semestre de 2025, movimentando R$ 21,3 milhões, o que representa uma alta de 70,8% em relação ao ano anterior. Os dados são da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) e refletem o avanço da atividade logística e a maior percepção de risco em setores ligados ao transporte de cargas e pessoas. As indenizações pagas totalizaram R$ 3,2 milhões no período, alta de 395%, evidenciando a função econômica do seguro como instrumento de resiliência e continuidade operacional.

O desempenho positivo do setor de Seguros Marítimo capixaba acompanha o dinamismo da economia local, que depende fortemente de modais logísticos para escoamento da produção, especialmente nos setores de petróleo, celulose, minério e agronegócio. Depois do subramo de Casco, que arrecadou R$ 13,9 milhões, alta de 44,6%, o Seguro Compreensivo para Operadores Portuários, também apresentou um impacto positivo no produto, com R$ 7,3 milhões. A alta na comercialização desse produto anda em paralelo com a ampliação na capacidade do Porto de Vitória, que dobrou a sua capacidade de receber navios de grande porte do tipo.

Com a ampliação da capacidade do porto, que agora consegue receber até 1.089 navios de 245 metros de comprimento e 32,5 metros de boca, a Vports, concessionária que administra o espaço, reportou a receita operacional líquida chegou a R$ 144,5 milhões. O período foi marcado pelo aumento na movimentação de cargas de produtos como fertilizantes, que cresceu 13% nos primeiros seis meses do ano em relação ao mesmo período de 2024; e combustíveis, que registrou aumento de 15% frente ao primeiro semestre do ano passado. Em junho deste ano, o porto registrou o maior número de veículos importados em um único mês: 49.650.

Para Ronaldo Vilela, diretor-executivo do Sindicato das Seguradoras do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Sindseg), o crescimento da demanda pelo seguro marítimo no Espírito Santo demonstra como o setor tem se consolidado como peça-chave para a proteção das cadeias logísticas e para a continuidade das operações portuárias e de transporte. “Esse movimento reflete não somente a ampliação da infraestrutura local, mas também uma maior consciência das empresas sobre a importância da gestão de riscos em atividades estratégicas para a economia capixaba”, destacou.

Ronaldo Vilela acrescenta que o Seguro Compreensivo para Operadores Portuários é obrigatório para empresas que atuam na movimentação de cargas em portos organizados. Ele tem como principal finalidade proteger o operador contra prejuízos decorrentes de danos materiais ou corporais causados a terceiros durante as atividades portuárias, como avarias em cargas, equipamentos, embarcações e acidentes com pessoas.

O diretor executivo do Sindseg esclarece que esse seguro é exigido pela Lei nº 12.815/2013 e regulamentado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e essencial para que a empresa opere legalmente no setor portuário, garantindo responsabilidade civil e segurança jurídica nas operações.

A alta nos pagamentos de indenizações deste produto foi ainda mais representativa no semestre de 2025 versus 2024. Foi pago o total de R$ 3 milhões em indenizações somente neste, alta de 403,8%. Esse valor representa 94% do total de desembolsos do ramo Marítimo, que somou R$ 3,2 milhões, avançando 1882,9% em relação ao ano anterior.

Com o crescimento das atividades portuárias e o fortalecimento da aviação regional, a expectativa é de que o setor de seguros siga em expansão no estado, ampliando sua participação na cadeia logística e contribuindo para a gestão de riscos, proteção patrimonial e segurança operacional das empresas.

Fonte: CNseg (Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização)

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Investimento, Logística

Multilog anuncia investimento de R$ 50 milhões para ampliar operações em saúde e logística integrada

Modernização em Barueri (SP) e expansão em São José dos Pinhais (PR) vão fortalecer a atuação no setor farmacêutico.

A Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do Brasil, confirmou um aporte de R$ 50 milhões em 2026 destinado a ampliar sua presença no mercado farmacêutico. O investimento será aplicado na modernização do Polo de Saúde de Barueri (SP) e na adaptação do complexo logístico de São José dos Pinhais (PR) para atender às demandas da indústria de medicamentos e produtos de saúde.

Com a expansão, a companhia projeta um crescimento de aproximadamente 50% no volume de negócios da área de Saúde a partir de 2026, reforçando seu posicionamento como referência em logística especializada para o setor farmacêutico. “O avanço da indústria farmacêutica no Brasil exige soluções de armazenagem e transporte cada vez mais rigorosas, principalmente em relação a controle de temperatura e umidade. É justamente esse cenário que motivou a Multilog a realizar novos investimentos”, explica Michele Monteiro, gerente de desenvolvimento de negócios da empresa.

Parte de um plano nacional de expansão

O aporte integra o pacote de R$ 900 milhões em investimentos anunciados pela Multilog no segundo trimestre deste ano, que será aplicado no triênio 2026-2028 em quatro estados brasileiros. O objetivo é dobrar o tamanho das operações e alcançar R$ 3 bilhões de faturamento ao final do período.

Estrutura estratégica em SP e PR

O Polo de Saúde de Alphaville (Barueri/SP) já conta com armazéns alfandegados e não alfandegados equipados com câmaras frias e centro de distribuição. Localizado na Região Metropolitana de São Paulo, o espaço atende produtos que exigem temperaturas controladas, chegando a -20°C, incluindo medicamentos, insumos e equipamentos farmacêuticos.

Já o complexo de São José dos Pinhais (PR), situado a apenas 4 km do Aeroporto Afonso Pena e próximo a portos estratégicos do Sul e Sudeste, possui dois armazéns (geral e alfandegado), áreas específicas para químicos, inflamáveis e cargas refrigeradas, além de pátio com capacidade para mais de 800 contêineres. A unidade passará a receber também produtos do setor farmacêutico após a ampliação.

Outras unidades de saúde

A Multilog também mantém operações voltadas à saúde em Itajaí (SC), Campinas (SP) e no bairro da Mooca, em São Paulo, além de presença estratégica em portos e aeroportos. Atualmente, a companhia atende mais de 750 empresas do setor farmacêutico.

Diferenciais reconhecidos no mercado

Entre os principais diferenciais da Multilog estão:

  • operações 24 horas por dia, 7 dias por semana;
  • monitoramento de temperatura em tempo real;
  • farmacêutica dedicada às operações;
  • seguros robustos que garantem segurança das cargas;
  • simplificação do trânsito de mercadorias por meio da DTA-S (Declaração de Trânsito Aduaneiro – Simplificada).

Graças a essa expertise, a empresa foi reconhecida no Prêmio Sindusfarma de Qualidade 2025, conquistando o primeiro lugar na categoria Prestador de Serviços de Armazenagem de Medicamentos em Recintos Alfandegados de Zona Secundária e a segunda colocação em Transporte de Medicamentos.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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Comércio Exterior, Logística

Mudança tributária pode encarecer operações logísticas no comércio exterior, avalia Abralog

Extinção de incentivos fiscais estaduais e tributação no destino devem obrigar empresas a rever estratégias logísticas e fiscais no comércio exterior

As exportações e importações brasileiras movimentaram entre US$ 19 bilhões e US$ 79 bilhões de fevereiro a junho de 2025, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do comércio exterior. Nesse cenário, milhares de empresas dependem de regimes especiais e incentivos regionais para manter competitividade nos portos.

Esse modelo, no entanto, está prestes a mudar. A reforma tributária, aprovada no Congresso e em fase de regulamentação, deve alterar a lógica de planejamento fiscal e logístico das importadoras.

“Trata-se de uma enorme mudança na estrutura de tributação, que terá impacto direto em todos os segmentos da economia”, afirma Alessandro Dessimoni, vice-presidente jurídico da Associação Brasileira de Logística (Abralog) e sócio da Dessimoni & Blanco Advogados.

O novo sistema unificará tributos como PIS, Cofins, ICMS e IPI em dois impostos: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). A mudança exigirá ajustes nas cadeias de suprimento e no fluxo de caixa das empresas.

Fim dos incentivos

Um dos pontos mais sensíveis é a extinção dos benefícios fiscais estaduais até 2032, sem possibilidade de criação de novos. Programas como o TTD 410 (SC), o Invest (ES) e o TTS Corredor de Importação (MG) foram decisivos para atrair investimentos e reduzir custos.

“Com o fim desses regimes, muitas empresas precisarão rever sua estratégia logística e fiscal, pois o impacto no fluxo de caixa será imediato”, diz Dessimoni.

Outro desafio será a definição do local de tributação. Pela nova regra, a cobrança do IBS e da CBS ocorrerá no destino da mercadoria, o que pode gerar complexidades em operações triangulares e importações indiretas.

Risco para margens

A ampliação da base de cálculo e a eliminação de incentivos podem reduzir margens e pressionar preços finais. Dessimoni alerta para o risco de desequilíbrio no período de transição: “Qualquer descompasso pode afetar custos e inviabilizar empresas”.

Trading companies também devem ser impactadas. O novo modelo tende a favorecer operações diretas entre fornecedor estrangeiro e comprador final, reduzindo a atratividade de negócios por encomenda ou por conta e ordem.

Para o advogado, o planejamento tributário terá papel central. “Definição correta da incidência, identificação de créditos fiscais e redesenho das rotas logísticas serão elementos centrais para preservar a competitividade no comércio exterior”, afirma.

Fonte: Transporte Moderno

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