Logística

FedEx adiciona novos veículos elétricos a operação brasileira

A aquisição é parte da meta global da companhia de obter operações neutras em carbono até 2040

A Federal Express Corporation, maior empresa de transporte expresso do mundo, está incorporando 27 veículos elétricos a sua frota brasileira, passando a contar com 52 unidades com emissão zero. As novas vans, modelo Mercedes Benz eSprinter Furgão Street 320, estão sendo destinadas para as estações da FedEx nas cidades de Sumaré (SP), Curitiba (PR), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São Paulo (SP).  

A eletrificação de toda a frota de coleta e entrega é um dos pilares que guiam a meta global da companhia para neutralizar o carbono de suas operações até 2040. A FedEx é a empresa de cargas pioneira na aquisição de carros elétricos no Brasil, com as primeiras unidades chegando ao país em 2013. Atualmente, a frota elétrica local da companhia conta com vans e motocicletas, utilizadas especialmente para entregas de última milha e em regiões com tráfego intenso.  

“Na FedEx, acreditamos que crescimento econômico e sustentabilidade devem caminhar juntos”, comenta Camila Lima, vice-presidente de Operações da FedEx no Brasil. “Estamos focados em adotar soluções tecnicamente viáveis e economicamente sustentáveis, que aumentem a eficiência e contribuam para a redução de emissões, sem comprometer a qualidade do serviço. Trabalhar de forma mais inteligente, com foco em eficiência energética, representa também uma oportunidade concreta de gerar economias e fortalecer nossa rede operacional”.  

“A eletrificação da frota da FedEx, agora com a inclusão da eSprinter, é um exemplo concreto do nosso compromisso com a transformação do transporte urbano e rodoviário”, afirma Fabio F. Silva, head de Vendas de Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil. “Com alto desempenho, versatilidade de aplicação e zero emissões, a Sprinter elétrica oferece uma solução robusta e inteligente para operações de logística sustentável. Mais do que fornecer veículos, queremos ser protagonistas de uma mobilidade limpa, eficiente e economicamente viável. Essa colaboração reforça o alinhamento entre duas marcas globais que compartilham a visão de um futuro mais eficiente e ambientalmente responsável”. 

Implementando tecnologias mais limpas

Para ajudar a abastecer sua crescente frota de veículos elétricos, a FedEx está trabalhando para ampliar o uso de fontes de energia renovável em todo o mundo. No Brasil, a companhia está instalando painéis solares e expandindo sua participação no Mercado Livre de Energia. No ano fiscal de 2025 (FY25), encerrado em maio de 2025, a unidade da FedEx em Serra (ES) passou a operar com tecnologia de painéis solares, enquanto as instalações de Cajamar (SP) e São Paulo (SP) migraram para o Mercado Livre de Energia. 

Atualmente, a operação brasileira da FedEx conta com 12 unidades que utilizam energia renovável: Belo Horizonte, Campo Grande, Joinville, Petrolina, Simões Filho e Vitória utilizam painéis solares; Belo Horizonte, Cabo de Santo Agostinho, Fortaleza, Recife, São Paulo e Cajamar estão no Mercado Livre de Energia. 

Enquanto trabalha para ampliar o uso de veículos elétricos, a empresa também está focada em aprimorar a eficiência de sua frota à combustão durante esse período de transição, substituindo veículos mais antigos e menos eficientes por modelos mais novos, incluindo aqueles com motores Euro 6, que emitem menos poluentes. Como resultado desses esforços, os veículos da frota terrestre da FedEx no Brasil possuem idade média de sete anos, o que a torna uma das frotas mais novas do mercado. 

Fonte: Modais em Foco

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Logística

JetSMART inaugura rota direta entre Assunção e Rio de Janeiro

A operação começará em 9 de janeiro de 2026, com três voos semanais

A companhia aérea JetSMART confirmou o lançamento de uma nova rota internacional ligando Assunção, no Paraguai, ao Rio de Janeiro. A operação começará em 9 de janeiro de 2026, com três voos semanais, nas segundas, sextas e domingos, consolidando a empresa como a única a oferecer a conexão de forma regular durante todo o ano.

Os voos partirão do Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, às 8h35, com chegada prevista ao Aeroporto Internacional do Galeão às 11h. No sentido inverso, a decolagem do Rio de Janeiro será às 19h10, com chegada em Assunção às 21h50. A duração estimada da viagem é de duas horas e 25 minutos.

Uma característica diferenciada desta operação é que os voos serão realizados pela subsidiária argentina da JetSMART, com base no Aeroporto Jorge Newbery, em Buenos Aires.

Segundo a companhia, a expectativa é transportar mais de 46.000 passageiros no primeiro ano, movimentando o turismo e o comércio entre Paraguai e Brasil. Dados da Direção Nacional de Aeronáutica Civil (Dinac) indicam que o tráfego aéreo entre os dois países representou pouco mais de 20% do total mensal durante 2024 e o primeiro semestre de 2025.

As passagens já estão disponíveis no site da empresa com tarifa promocional de lançamento a partir de US$ 91 por trecho, que inclui US$ 49 de tarifa base e US$ 42 em impostos e taxas. Além disso, é possível resgatar milhas do programa AAdvantage da American Airlines a partir de 7.500 milhas mais impostos. A promoção é válida até 25 de agosto.

Em nota, Verónica Marambio Álvarez, gerente comercial de Mercados Internacionais e Desenvolvimento Regional da JetSMART, destacou que a nova rota oferece “mais oportunidades para os paraguaios aproveitarem um dos destinos mais atraentes do Brasil, ao mesmo tempo em que impulsiona o turismo e o comércio”.

Marcelo Freixo, presidente da Embratur, também comentou a iniciativa, ressaltando que o voo direto permitirá que paraguaios desfrutem da natureza, da gastronomia e do calendário de eventos do Rio de Janeiro em viagens curtas, prevendo sucesso para a operação.

Desde sua entrada no mercado paraguaio em 2022, a JetSMART transportou mais de 120.000 passageiros de e para Assunção, reforçando sua presença na região.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio, Logística

Evergreen acrescenta à sua frota o navio Ever Meta de 15.372 TEUs

Navio vai operar entre a Ásia e a Costa Leste dos Estados Unidos

A Evergreen recebeu a entrega do navio “Ever Meta”, um porta-contêineres com capacidade para 15.372 TEUs, construído pela Samsung Heavy Industries (SHI) na Coreia do Sul. É o penúltimo de uma série de 20 navios da classe “M-NPX”, encomendados pela companhia marítima no início de 2021. 

O estaleiro sul-coreano planeja concluir a série com a entrega do “Modelo Ever”. Posteriormente, a SHI iniciará a entrega dos primeiros navios da nova classe “E”, uma série de 16 porta-contêineres de 16.550 TEUs prontos para operar com metanol, cuja primeira entrega corresponderá ao “Ever Eco”.

Características técnicas

Os navios da classe “M” têm 366 metros de comprimento, 51 metros de boca (20 fileiras de contêineres) e são equipados com motores principais WinGD 9 X92, capazes de gerar 48.500 kW de potência e atingir uma velocidade máxima de 23 nós.

Além disso, possuem cinco geradores a diesel que produzem 17.500 kW de eletricidade, podendo abastecer até 1.000 contêineres refrigerados. Nas últimas sete unidades da série, um defletor de vento foi incorporado à proa, projetado para reduzir a resistência aerodinâmica.

Após sua entrega, o “Ever META” partiu do estaleiro da Samsung na Ilha de Geoje para Cai Mep, no Vietnã, onde iniciará as operações no serviço Ásia-Costa Leste dos Estados Unidos (‘AWE2’), parte da rede Ocean Alliance, denominada pela Evergreen como ‘AUE’.

Fonte: Mundo Marítimo 

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Logística

82% das empresas de logística têm queda na demanda após tarifaço

No curto prazo, setor marítimo deve sentir maior necessidade de adaptação

O tarifaço de Donald Trump, que impõe sobretaxa de 50% sobre centenas de produtos brasileiros, já começa a mexer com a logística no País. Uma enquete realizada pela NTC&Logística revela que 82% das empresas do setor notaram queda na demanda por fretes de exportação. Enquanto isso, 65% relatam cancelamento ou antecipação de embarques. 

O cenário é de insegurança e adaptação forçada com transportadores, operadores portuários e embarcadores em busca de alternativas para minimizar perdas. Em paralelo, ainda não há entendimento se o Plano Brasil Soberano, lançado pelo governo federal para proteger exportadores e empregos, vai também beneficiar o setor logístico diretamente.

Primeiros efeitos sentidos na logística após tarifaço

Nos portos, cargas destinadas aos Estados Unidos já foram suspensas ou redirecionadas. Em Vitória, há relatos de contêineres parados e a carga estocada a custos adicionais. Conforme o presidente da Associação Nacional dos Usuários do Transporte de Cargas (Anut), Luis Baldez, embora o impacto quantitativo seja pequeno, equivalente a 1% da movimentação nacional, o problema é qualitativo. Ou seja, setores como proteína animal, pescado e madeira sofrem mais, já que dependem de prazos curtos e têm menor margem para readequação.

Por outro lado, o setor rodoviário de forma geral consegue adaptar rotas e redirecionar as cargas para outros destinos. Em reuniões com o governo, a Anut defende a realocação dessas encomendas para o mercado interno. Isso pode solucionar o problema com cargas perecíveis, como pescados e suco de laranja. Entretanto, o setor siderúrgico deve sofrer mais neste primeiro momento, já que são produtos mais difíceis para absorção imediata por outros mercados.

“No primeiro momento, nós entendemos que não vai haver grandes impactos na logística interna. O que vai acontecer é em virtude do tipo de produto, aí sim tem impacto na cadeia produtiva”, ressalta Baldez. 

O levantamento da NTC confirma esse movimento no valor dos fretes. 41% das empresas não notaram alteração nos valores de frete, mas 29% já identificaram aumento e outros 29% registraram queda, resultado da instabilidade do mercado.

“As oscilações [no preço de frete] costumam estar mais ligadas a outros fatores como custo do combustível, disponibilidade de veículos e sazonalidade da demanda”, explica Lauro Valdivia, assessor técnico da NTC.

Rodovias, ferrovias e marítimo: qual sente mais?

O transporte rodoviário, responsável por levar a maior parte das exportações até os portos, deve ser um dos mais atingidos. A NTC alerta para retração de viagens e risco de demissões entre motoristas e operadores logísticos. Já o presidente da Abralog, Pedro Moreira, prevê redução de 10% a 15% no volume de movimentação nos próximos quatro a seis meses.

No modal ferroviário, a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF) avalia que os efeitos só serão percebidos no médio prazo, já que 85% das cargas são commodities agrícolas e minerais sujeitas a sazonalidades. 

Já o transporte marítimo sente impacto imediato, já que redirecionar rotas internacionais de longa distância não é tão simples. Em relação ao frete, há quem espere uma queda no preço em razão da ociosidade de navios. Por outro lado, há quem preveja um acréscimo desses valores, devido ao choque na cadeia logística inicial. 

Tarifaço traz insegurança na cadeia da logística marítima

“Muitos contêineres ficaram nos portos brasileiros, o que tende a gerar um déficit e acúmulo de contêineres vazios no País, aumentando os custos de reposicionamento para as companhias marítimas”, explica o advogado e sócio na RC Law Larry Carvalho, especialista em comércio marítimo.

De modo geral, a logística pelos mares espera que novos mercados sejam abertos com celeridade. Em uma publicação no Linkedin, Ricardo Rocha, presidente da Maersk na costa oeste da América do Sul, líder mundial em logística marítima, afirma que os frequentes anúncios de tarifas impactam todo o mundo. O que “tem dificultado a clareza necessária para que nossos clientes possam planejar suas cadeias de fornecimento a médio e longo prazo”. 

Caso essas tarifas sigam em vigor, a quantidade de cargas destinadas aos portos, especialmente no escoamento para o Porto de Santos, deve reduzir, alerta o técnico da NTC. Somado a isso, o trânsito nos portos devem ficar mais lentos devido as fiscalizações alfandegárias rigorosas.

Isso se reflete no recorde de exportações em Santos no mês de julho, já que os embarques foram acelerados para fugir das tarifas. Pela primeira vez na história, o porto superou o número de 17 milhões de toneladas de cargas movimentadas nos terminais do complexo portuário. 

A edição da newsletter enviada aos clientes da RC Law, com orientações para mitigar as perdas, recomenda a revisão de contratos marítimos para incorporar clausulas que consideram atrasos ou aumento de custos causados pela crise .

Vulnerável desde a pandemia

A maioria das fontes entrevistadas pela reportagem enxergam os impactos do tarifaço de forma pragmática, fruto da experiência na pandemia. Durante a crise sanitária, a logística parou, o que abriu espaço para aprimorar a gestão de crise e inteligência na movimentação de cargas. Entretanto, o setor está mais vulnerável.

“A margem está muito espremida e qualquer custo adicional é fatal”, alerta o presidente da Abralog. Dessa forma, o temor também é de demissões no curto prazo, até que empresas consigam redirecionar parte da produção para o mercado interno ou para novos compradores externos. A associação prevê um período de quatro a seis meses de reacomodação até que novas rotas e contratos estejam consolidados.

“A manutenção da tarifa reduz a competitividade e pressiona margens, o que pode levar a cortes de empregos em toda a cadeia logística”, afirma Valdivia, da NTC. 

Para o advogado Larry Carvalho, a situação atual se soma a um cenário global já pressionado por disputas geopolíticas e choques externos. “Nos últimos cinco anos, o comércio marítimo tem enfrentado sanções, crises ambientais e reconfiguração de rotas. O setor se adapta rápido, mas cada nova tarifa ou barreira exige ajustes imediatos, pressionando custos e contratos internacionais.”

Governo reage com Plano Brasil Soberano

Para reduzir os impactos do tarifaço, o governo federal anunciou o Plano Brasil Soberano, com linha de crédito de R$ 30 bilhões para capital de giro e medidas emergenciais, como postergação de impostos. A estratégia remete às soluções adotadas durante a pandemia para assegurar a sobrevivência financeira de empresas.

Conforme a Anut, os recursos são importantes para segurar empregos e evitar um colapso financeiro nas cadeias mais expostas. Entretanto, lideranças do setor defendem que o País aproveite o momento para investir em infraestrutura ferroviária, hidrovias e cabotagem, reduzindo o custo logístico interno, hoje estimado em US$ 80 por tonelada exportada.

Empresas de transporte de cargas já buscam redirecionar exportações para Europa, Ásia e América Latina. Mas a adaptação varia conforme o tipo de carga. Enquanto o aço e a celulose podem ser estocados, pescado e proteínas perecíveis têm maior risco de perda. “O setor logístico é altamente adaptável, mas uma eventual retaliação brasileira poderia agravar ainda mais o cenário”, avalia Carley Welter, representante da Associação Nacional das Empresas de Transporte de Cargas (Anatc).

A Lei de Reciprocidade Econômica foi sancionada antes do anúncio do governo americano que ampliou as taxas aplicadas ao Brasil. Assim, o País fica autorizado tomar medidas como suspender concessões e cobrar taxas adicionais em transações comerciais. O governo federal ainda não anunciou o uso do dispositivo legal.

Perspectivas e incertezas após tarifaço

As perspectivas das empresas são majoritariamente negativas: insegurança, recessão e desemprego aparecem como respostas mais frequentes na enquete da NTC. Se o tarifaço for mantido, especialistas temem um efeito prolongado sobre a competitividade da indústria brasileira, somado aos impactos esperados da reforma tributária no setor de transportes.

Apesar disso, há consenso de que o problema é mais financeiro do que logístico. A dificuldade de manter capital de giro e competitividade pode paralisar empresas, mesmo que a infraestrutura siga operando. “Se o tarifaço viesse da China, seria o caos. Mas mesmo com os Estados Unidos, já sentimos que a logística está sob forte pressão”, resume Baldez, da Anut. 

Fonte: Estadão Conteúdo

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Logística

Antaq inicia os testes do novo Módulo APP para cargas conteinerizadas

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) vai iniciar a fase de testes do novo módulo de Acompanhamento de Preços Portuários (Módulo APP), integrado ao Sistema de Desempenho Portuário, no dia 1º de setembro.

O objetivo é testar o funcionamento da ferramenta e corrigir eventuais inconsistências antes do início da operação oficial. As informações enviadas nesta fase serão excluídas da base de dados da Agência ao final do período.

Durante esse período de testes, que segue até 30 de novembro, os participantes deverão enviar exclusivamente os dados do 3º trimestre de 2025 (julho, agosto e setembro).

Nesta primeira etapa, a iniciativa será voltada somente ao perfil de carga conteinerizada. A expectativa é que o envio oficial dos dados inicie no primeiro dia de dezembro de 2025 e contemplem os dados do 4º trimestre de 2025 (outubro, novembro e dezembro), com prazo final em 28 de fevereiro de 2026.

Fonte: Portal Portuário

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Comércio, Logística, Portos

Transformação no mercado de contêineres acirra disputa em portos

Avanço dos armadores na operação de terminais gera alertas sobre risco de concentração

O mercado brasileiro dos terminais de contêineres passou por uma rápida transformação nos últimos anos, com o avanço de grandes companhias de navegação no controle societário desses ativos, em detrimento de operadores “bandeira branca” (sem negócios no transporte marítimo de cargas).

Estudo da consultoria GO Associados mostra que 14 dos 23 terminais atualmente em operação ou que entram em funcionamento até 2026, no Brasil, são administrados diretamente por armadores (jargão do mercado para as empresas de navegação).

Desse total, oito passaram às mãos de gigantes do setor – como a suíça MSC, a dinamarquesa Maersk e a francesa CMA CGM – desde 2022.

“Isso é ruim? Não, mas queremos mais concorrência. Não tira a competitividade, mas a [maior] concorrência estimula o aumento da produtividade”, diz o economista Gesner Oliveira, sócio da GO Associados.

O estudo foi apresentado ao Tribunal de Contas da União (TCU) e anexado ao processo de análise do Tecon Santos 10, o novo superterminal de contêineres no estuário santista, que deve ser o maior leilão portuário já realizado no país.

As regras do leilão têm dividido grupos empresariais e mobilizado lobistas, consultorias econômicas e escritórios de advocacia em Brasília.

A intenção do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) é realizar a licitação na segunda quinzena de dezembro. O Tecon Santos 10, com quase R$ 6 bilhões em investimentos, deve ampliar em 50% a capacidade de movimentação de contêineres no porto – hoje à beira da saturação.

Pelas regras propostas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e endossadas pelo ministério, o leilão será dividido em duas fases.

Na primeira, operadores atuais no Porto de Santos ficarão impedidos de participar. Se não houver ofertas, aí sim os incumbentes poderão entrar na disputa — mas, caso arrematem a concessão, precisarão vender seus ativos antes de assinar o contrato do novo terminal.

O modelo está em avaliação no TCU. A unidade técnica do tribunal de contas pretende concluir sua análise entre o fim de agosto e o início de setembro. Em seguida, o documento será levado ao gabinete do ministro Antonio Anastasia, relator do processo.

Pareceres e estudos

Na semana passada, conforme noticiou a CNN, um parecer jurídico do ex-ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Carlos Ayres Britto classificou as restrições como “desproporcionais” e “clamorosamente desnecessárias”.

Para o ex-ministro, elas impõem um “sacrifício drástico” à concorrência no leilão e barram a participação de empresas com sólida experiência no setor.

De acordo com ele, remédios concorrenciais poderiam ter sido adotados como alternativa.

Ayres Britto também criticou a existência de restrições sem manifestação específica do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e sem debate prévio na consulta pública do novo terminal.

O parecer se soma a uma série de vozes defensoras de um leilão totalmente aberto, como o governo de São Paulo, que enviou ofício ao MPor e à Antaq criticando as restrições.

Um dos principais argumentos é que o Brasil precisa de investimentos bilionários na expansão portuária e que não há indícios de condutas anticompetitivas dos armadores responsáveis pela operação dos terminais.

O estudo da GO Associados, por sua vez, destaca o risco de concentração elevada no setor.

Em 2034 (quando o Tecon Santos 10 estaria plenamente operacional), segundo Gesner, há possibilidade de que as quatro maiores empresas do setor detenham 83% do mercado total de contêineres caso o leilão do terminal santista seja vencido por um dos incumbentes.

“A partir de 75% do mercado, deve haver um ponto de atenção”, afirma Gesner, que já foi presidente do Cade.

“Ao preparar uma nova licitação, o objetivo deve ser incentivar novos entrantes”, acrescenta o economista.

Nos últimos anos, houve uma série de aquisições e investimentos de armadores na movimentação de contêineres, reconfigurando o mapa do setor.

Em 2024, a CGA CGM adquiriu o controle da Santos Brasil e passou a operar três terminais. Além de um Santos, agora administra ainda uma unidade em Vila do Conde (PA) e outra em Imbituba (SC). Ela já tinha uma operação modesta em Fortaleza (CE).

A MSC e a Maersk, líderes no transporte marítimo internacional, são sócias da Brasil Terminal Portuário (BTP) — que rivaliza com a Santos Brasil no maior porto do país. As duas gigantes têm interesse em disputar o Tecon Santos 10, mas individualmente.

A Maersk tem operações de contêineres em Pecém (CE) e está construindo um novo terminal em Suape (PE), que deve ser inaugurado em 2026.

A MSC detém um dos ativos mais modernos do setor, o Portonave, em Navegantes (SC). Ao comprar também em 2024 a Wilson Sons, operadora brasileira de bandeira branca, entrou em Salvador (BA).

Uma das poucas grandes operadoras de contêineres no Brasil ainda sem controle societário de um armador é a DPW, dos Emirados Árabes, que administra um dos terminais existentes em Santos.

Para Gesner, o ponto a ser monitorado não é a verticalização em si (quando companhias de navegação operam terminais), mas a concentração crescente no mercado.

Concorrência

O especialista em transportes Luis Claudio Montenegro, ex-diretor da autoridade portuária de Santos e ex-presidente da Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo), discorda das conclusões apresentadas no estudo da GO Associados.

“Fica parecendo, erroneamente, que os armadores tomaram o país. Não há concentração de mercado”, argumenta.

Montenegro reconhece o avanço das companhias de navegação nos terminais de contêineres. Ele ressalta que é um processo visto no mundo todo e que essa tendência demorou a chegar no Brasil, mas representa um problema em si.

O grande entrave do setor portuário hoje, segundo ele, é o aumento das filas de navios que pedem para atracar em Santos.

Em 2019, a fila média era de 8,9 horas. Em 2024, saltou para 53 horas de espera, o que demonstra a saturação dos terminais.

“Para quem é operador bandeira branca, melhor dos mundos. Para quem tem operações integradas, pior dos mundos. Esperar tanto é uma tragédia para o armador”, diz Montenegro.

Essa situação gera ineficiência, aumento de custos e eventualmente até cancelamento de alguma “perna” das viagens de navios para compensar o acúmulo de tempo perdido.

Para o especialista, Santos precisa urgentemente de investimentos e não há por que se preocupar com a concentração de mercado.

Montenegro prefere adotar o conceito de “área de influência” — origem ou destino das cargas movimentadas em determinado porto.

De acordo com ele, Santos absorve 61% das cargas conteinerizadas em sua área de influência, que envolve estados como Minas, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

O restante das cargas vai para portos do Rio de Janeiro, de Santa Catarina e do Paraná. “Essa é uma concorrência entre portos que não pode, de forma nenhuma, ser desconsiderada”, diz Montenegro.

O porto do Açu (RJ) e o da Imetame (ES) também têm sinalizado que querem entrar no mercado de contêineres. São Sebastião (SP) também vai receber investimentos bilionários nos próximos anos.

Na avaliação do especialista, esses portos vão representar alternativas para Santos e incrementar a competição no setor.

“É falsa a premissa de que o dono de uma carga em Minas Gerais, por exemplo, procurará necessariamente um terminal de contêineres em Santos”.

Fonte: CNN Brasil

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Logística

“Deve haver esforço para a solução das rodovias em SC”

Ao encerrar sua gestão à frente da Fiesc, o ex-presidente Mario Cezar de Aguiar destacou, em entrevista exclusiva ao Grupo ND, o legado de sete anos de trabalho voltado à modernização da indústria catarinense e ao fortalecimento da instituição. Segundo ele, a federação se posicionou ativamente
em questões estratégicas para o desenvolvimento do Estado, conduzindo projetos e diretrizes que beneficiaram tanto as indústrias quanto a sociedade.

Foram anos que o senhor trouxe uma reformulação do conceito industrial em Santa Catarina e, em especial, da Fiesc. O senhor sai satisfeito dessa etapa?
Eu acho que saio satisfeito sim. Nós traçamos algumas diretrizes, tínhamos os nossos projetos e conseguimos, ao longo de 7 anos, fazer uma entrega importante para as indústrias catarinenses e para a sociedade catarinense. O fato é que nós sempre nos posicionamos nas questões que afetavam o desenvolvimento do Estado catarinense. A Flesc sempre se posicionou, opinou institucionalmente, conduziu as suas posições no sentido de dar um encaminhamento para que o Estado pudesse ser esse Estado de referência que é. Eu acho que entregamos um bom mandato.

A gente tem também um investimento, talvez recorde ou histórico para a Fiesc, que
foi R$1,5 bilhão em diversas ações. O que representa esse investimento para uma instituição que, como o senhor falou, passou ase posicionar dentro da sociedade, seja no campo administrativo, público, político, mas sempre de uma opinião muito forte e muito assertiva?

Eu tenho sempre dito que a indústria de Santa Catarina é a mais diversificada do Brasil e está distribuída ao longo de todo o território nacional. Isso nos obriga, como federação, a dar atendimento às indústrias que estão localizadas em todo o Estado. Isso demanda investimentos muito elevados. Nós fomos atrás de recursos. À Federação das Indústrias Catarinense é a segunda federação do Brasil de indústria que tem
o maior orçamento. Isso nos possibilitou fazer esse investimento recorde de mais de R$ 1,5 bilhão. Nós construímos várias unidades escolares, meIhoramos os nossos ambientes, os nossos laboratórios. Fizemos investimentos que realmente vão trazer resultados muito positivos, não só para indústria, mas para a sociedade catarinense. Quando eu formo um bom aluno no ensino médio, e essa é a proposta do
Sesi, quando eu formo um bom profissional no Senai, eessaé a
Proposta do Senai para qualificar as pessoas para a indústria, eu estou colaborando com o desenvolvimento da indústria.

O senhor tocou num assunto emblemático que é a Fiesc ter opinião posicionada. Isso foi
fundamental para que a Fiesc também ganhasse mais notoriedade e respeito de gestores públicos ao fazer apontamentos, ao defender projetos de leis lá na Alesc. Isso mudou também a visão dos políticos, dos gestores públicos com a Fiesc e a Fiesc também com esses grupos?

Se nós somos a entidade que representa o setor mais importante da economia de
Santa Catarina, porque a indústria catarinense é o setor que mais emprega, que mais paga impostos, então nós temos que nos posicionar. Nós temos que defender aquilo que atende à nossa indústria, mas que também atende à sociedade catarinense. Porque você não pode desenvolver uma boa indústria num ambiente que não é favorável agora. Quando nós nos envolvemos, por exemplo, nas discussões da melhoria da infraestrutura aqui do Estado, principalmente a infraestrutura rodoviária, nós estamos, evidentemente, melhorando a competitividade da indústria, mas nós estamos dando uma condição de vida melhor para o catarinense.

A Fiesc tem trabalhado também o conceito de transporte ferroviário. O senhor trouxe essa discussão em alguns momentos. O governo do Estado abraçou a causa com muita vontade junto com os Estados do Sul. O governo federal já sinaliza uma ampliação. A Fiesc é uma personagem fundamental mesas discussões também?
A Fiesc sempre defendeu todos os modais. Mas eu acredito que, pela condição topográfica do nosso território catarinense, que é um território muito acidentado, a implantação de ferrovias em Santa Catarina é muito mais cara do que, por exemplo, no Mato Grosso, em São Paulo. Somos favoráveis a rodovias, evidentemente, mas sabemos da restrição fiscal que passa o país. As concessões de ferrovias são de 90 a 100 anos, porque os investimentos são muito fortes. Mas nós defendemos, assim, que deve haver uma concentração e muito esforço na solução das rodovias. Não é simplesmente fazer duplicação da 282, por exemplo. É fazer uma rodovia de padrão internacional, com viaturas, com túneis. Se Santa Catarina é o quarto Estado do Brasil que mais recursos envia para Brasília, é justo que Santa Catarina reivindique rodovias de primeiro mundo.

Sobre portos e mercado externo, nesse ano conversamos sobre os desafios da ameaça do tarifaço dos EUA com a indústria e com os produtores de Santa Catarina. A Fiesc conseguiu se posicionar bem, embora não tenha como não. sentir os impactos e enfrentar esse primeiro momento de crise, e embora também “os percentuais dessa segunda etapa sejam muito mais altos do que as ameaças da primeira?
Quando surgiu o tarifaço estávamos até numa posição confortável, nós tínhamos a menor taxa, de 10%. Mas depois, por uma série de razões, foi elevado para 50%. E nós fomos a primeira Federação das Indústrias que teve audiência com o vice-presidente Alckmin, que é o interlocutor do Brasil na questão do tarifário. Fomos ao ministro Alckmin colocar a nossa posição, depois de discutir com os industriais e nós solicitamos que o governo brasileiro solicitasse uma prorrogação da aplicação da tarifa de 50%. E também que o Brasil não fizesse a retaliação. Nós, infelizmente, somos o elo fraco dessa relação comercial e não podemos retaliar, essa é a pior situação. Alguns setores vão sofrer bastante com essa aplicação de tarifas.

O senhor já foi sondado, inclusive, como possível pré-candidato e sinalizou que não tem muito interesse nesse primeiro momento. Mas também é cotado para assumir uma missão junto ao governo Jorginho Mello. Existe a possibilidade de o senhor continuar contribuindo com o Estado, embora se posicione em voltar a cuidar dos seus projetos pessoais?
Eu tive uma dedicação bastante intensa à Fiesc. Eu não tirei férias nesse período, agora programei algumas viagens. Eu realmente tive convite do governador, tenho muita identidade com o governador Jorginho, estou disposto a ajudá-lo, mas também tenho que verificar meus compromissos que já estavam assumidos antes do convite. Tem algumas viagens já programadas com a minha família, mas no momento oportuno vou conversar com o governador.

Fonte: FIESC

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Logística

Ações de logística reversa garantem prêmio à Condor

Projeto de logística reversa da empresa catarinense foi reconhecido no 31º Prêmio Expressão de Ecologia

Após atingir a marca de 57% da matéria prima de plástico de origem reciclada, a Condor implementou tecnologias de reaproveitamento de embalagens e realizou a compensação de 22% do total de embalagens no mercado por meio de parcerias com cooperativas e o uso de plataformas como a Eureciclo.

Tais ações renderam à indústria de São Bento do Sul o reconhecimento no 31º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria “Práticas de Economia Circular”.

“Este prêmio é um reflexo do trabalho incansável da Condor em promover a sustentabilidade e a responsabilidade social”, destaca o CEO da empresa, Alexandre Wiggers. Entre as fontes de material reciclado utilizado pela empresa estão as garrafas PET. Em 2023, o equivalente a 39 milhões dessas garrafas ganharam uma segunda utilização como vassouras produzidas pela Condor.

Soluções Sustentáveis e Impacto Positivo

A Condor tem se destacado por suas práticas inovadoras, que não só atendem às expectativas do mercado e às exigências regulatórias, mas também promovem um impacto ambiental positivo. A utilização de lâmpadas de alta eficiência nas unidades industriais e a redução de consumo de água e plásticos são algumas das iniciativas que visam melhorar o desempenho ambiental da empresa, sem comprometer sua competitividade no mercado.

Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação contou com a participação de 151 projetos inscritos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Condor receberá o Troféu Onda Verde na cerimônia que acontecerá no dia 30 de agosto de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis (SC). Durante o evento, será lançado o anuário Revista Líderes de Expressão, com os resumos dos projetos vencedores, ampliando ainda mais a visibilidade das boas práticas ambientais reconhecidas.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Logística

Movimentação de cargas cresce 7% nos primeiros sete meses de 2025

O Porto de São Francisco do Sul fechou os sete primeiros meses de 2025 com um crescimento de 7% na movimentação de cargas, em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, passaram pelo terminal 10,5 milhões de toneladas, frente às 9,8 milhões registradas em 2024.

No acumulado de 2025, as exportações pelo Porto somaram 5,8 milhões de toneladas, o que representa 55% do total movimentado no período. Os principais destaques foram a soja, com 4 milhões de toneladas, e o milho, com 1,3 milhão.

As importações, por sua vez, totalizaram 4,7 milhões de toneladas – equivalente a 45% das cargas. Os principais produtos importados foram materiais siderúrgicos, com 2,8 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,6 milhão de toneladas. Somente em julho, o Porto movimentou 1,7 milhão de toneladas, um salto de 46% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registrados 1,1 milhão de toneladas. 

Nesse período, os embarques de grãos (soja e milho) somaram 974 mil toneladas, enquanto os desembarques de produtos siderúrgicos e fertilizantes alcançaram, respectivamente, 634 mil e 190 mil toneladas.

“São Francisco do Sul segue se destacando como importante corredor logístico para o comércio exterior catarinense e brasileiro. Os números positivos refletem todo o trabalho que é feito pela gestão e colaboradores, para manter o Porto em constante crescimento”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o caráter multipropósito de São Francisco do Sul é um dos principais fatores para o aumento sustentável no volume de cargas. 

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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