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Risco-país da Argentina vai abaixo da barreira de 600 pontos-base pela primeira vez desde 2018

O índice mostra o spread de rendimento dos títulos em relação à dívida comparável dos Estados Unidos e é um reflexo de como os investidores veem a dívida do país

O índice de risco-país da Argentina caiu nesta segunda-feira (6) abaixo da barreira simbolicamente importante de 600 pontos-base pela primeira vez desde 2018, de acordo com operadores.
O índice, que mostra o spread de rendimento dos títulos em relação à dívida comparável dos Estados Unidos e é um reflexo de como os investidores veem a dívida do país, estava em seu nível mais baixo desde agosto de 2018 na manhã desta segunda-feira.

FONTE: CNN Brasil
Risco-país da Argentina vai abaixo da barreira de 600 pontos-base pela primeira vez desde 2018 | CNN Brasil

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Economia, Gestão, Informação, Investimento, Mercado Internacional, Negócios, Tributação

Elevação do dólar faz reservas internacionais do Brasil despencarem 7% em 2024

As reservas internacionais desempenham um papel fundamental na economia de um país, servindo como uma garantia contra crises financeiras e choques externos.

Em 2024, as reservas internacionais do Brasil totalizaram US$ 329,7 bilhões, marcando uma queda de 7,1% em relação ao ano anterior. Esta redução está associada principalmente à venda de dólares realizada pelo Banco Central para controlar a volatilidade cambial.

Além da venda direta, que somou US$ 20,07 bilhões, o Banco Central também recorreu a leilões de linha, um tipo de empréstimo temporário de outros US$ 15 bilhões. Essa estratégia permite que as reservas sejam eventualmente recompletadas, minimizando o impacto direto sobre o montante total.

Qual a importância das reservas internacionais?

As reservas internacionais, muitas vezes compostas por ativos seguros como títulos do tesouro norte-americano, são instrumentos essenciais para a estabilidade econômica de um país. Elas funcionam como um colchão financeiro em tempos de crise, proporcionando uma defesa contra oscilações bruscas no mercado internacional, como o ocorrido durante a crise da Rússia em 1998.

Além disso, essas reservas permitem que o país mantenha um grau de autonomia financeira, evitando a necessidade de recorrer a empréstimos externos, como aqueles oferecidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), exemplificado recentemente pelo caso da Argentina. O Brasil assegura essas reservas de diversas formas, incluindo a compra direta de dólares no mercado, rendimentos de aplicações em ativos internacionais, e emissões de títulos da dívida pública no exterior.

Custos associados e o “custo de carregamento”

No entanto, manter reservas internacionais elevadas também implica em custos significativos, conhecidos como “custo de carregamento”. Essa é a diferença entre os rendimentos dos investimentos das reservas no exterior e os altos juros pagos por dívidas emitidas internamente. Para o Brasil, esse custo é estimado em cerca de R$ 40 bilhões anualmente, de acordo com o economista Sérgio Gobetti, do IPEA.

Como o Banco Central administra a política cambial?

A política cambial brasileira é gerida pelo Banco Central, que tem autonomia para intervir no mercado de câmbio apenas em momentos específicos para garantir estabilidade. A abordagem utilizada envolve instrumentos como o swap cambial, leilões de linha e vendas diretas de dólares, todos visando evitar movimentos especulativos e disfuncionais no valor do dólar.

Com o atual regime de câmbio flutuante, a intervenção do Banco Central se destina a suavizar a volatilidade inesperada e garantir um funcionamento saudável do mercado de câmbio. Segundo o ex-presidente do Banco Central, Campos Neto, não existe um ataque especulativo coordenado, mas sim uma dinâmica natural de mercado, com agentes em lados opostos em negociações de câmbio.

Papel da autonomia e estratégias futuras

A autonomia do Banco Central, estabelecida desde 2021, é um fator crucial que permite estratégias mais flexíveis e eficientes para a administração das reservas internacionais. A administração eficaz dessas reservas é vital para construir confiança nos mercados e garantir um futuro economicamente estável e autônomo para o Brasil.

Com as mudanças na liderança do Banco Central, como a recente nomeação de Gabriel Galípolo, espera-se um foco contínuo na gestão prudente e estratégica dessas reservas, garantindo que o Brasil se mantenha resiliente frente a futuros desafios econômicos.

FONTE: Terra Brasil Noticias
Elevação do dólar faz reservas internacionais do Brasil despencarem 7% em 2024 – Terra Brasil Notícias

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Com disparada do dólar e leilões do BC, reservas internacionais do Brasil caem 7,1% em 2024

Queda foi de US$ 25,3 bilhões em relação ao patamar de 2023 (US$ 355 bilhões); BC leiloou US$ 20 bilhões no mercado à vista no fim do ano por conta da forte saída de recursos do país.

O Brasil fechou o ano de 2024 com US$ 329,7 bilhões em reservas internacionais – uma “poupança” que o governo faz em moedas estrangeiras, e que funciona como um seguro contra crises externas.

O número representa uma queda de 7,1%, ou US$ 25,3 bilhões, em relação ao patamar do ano anterior (US$ 355 bilhões).

O recuo das reservas em 2024 está relacionado, principalmente, com a venda de dólares pelo Banco Central no fim do ano – ao todo, foram US$ 20,07 bilhões injetados no mercado à vista.

Além disso, também foi contabilizada a venda de outros US$ 15 bilhões por meio dos chamados leilões de linha, que são um tipo de empréstimo. Nesse caso, porém, os valores retornam posteriormente para as reservas cambiais.

Essas operações se concentraram em dezembro, em meio à disparada do dólar — que fechou 2024 com alta de 27%, a R$ 6,17.

A escalada da moeda norte-americana em 2024 é resultado de uma série de fatores externos e internos, como conflitos internacionais, nível de juros nos Estados Unidos, eleição de Donald Trump e expectativas em torno das contas públicas brasileiras.

A disparada do dólar: entenda o salto de R$ 5,67 para o recorde de R$ 6,09 em apenas um mês

Especialmente no fim do último ano, os holofotes ficaram com o quadro fiscal do Brasil, em meio a receios do mercado financeiro sobre a efetividade do pacote de corte de gastos anunciado pelo governo no fim de novembro.

FONTE: G1.
Com disparada do dólar e leilões do BC, reservas internacionais do Brasil caem 7,1% em 2024 | Economia | G1

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Investimento bilionário da China: A construção mais cara da história do mundo já empregou mais de 70 mil trabalhadores e utilizou mais de 200 mil toneladas de concreto e aço

Um rio artificial que promete mudar a história: construção mais cara do mundo está acontecendo na China e ambicioso projeto está revolucionando a engenharia global.

 

Imagine uma construção tão grandiosa que desafia os limites da engenharia, emprega dezenas de milhares de trabalhadores e promete transformar o panorama de um país inteiro. Bem-vindo ao investimento bilionário da China, onde um rio artificial colossal está sendo construído para resolver a crise hídrica do norte e, ao mesmo tempo, se tornar a obra mais cara já realizada pela humanidade.

Este é um investimento épico que combina inovação, ambição e a força de uma nação determinada a reescrever as regras da infraestrutura mundial. Descubra como este projeto revolucionário está saindo do papel e moldando o futuro de milhões de pessoas.

O investimento mais caro da História: A maior construção de rio artificial do mundo

A China continua a surpreender com seus investimentos ambiciosos, agora desenvolvendo um rio artificial que promete se tornar a obra mais cara do mundo. O projeto monumental de desvio de água na China, considerado a construção mais dispendiosa de todos os tempos, visa atenuar a escassez hídrica na região norte do país, conhecida por sua aridez e intensa industrialização.

Esse investimento visa transferir cerca de 44,8 bilhões de metros cúbicos de água potável por ano para áreas densamente povoadas do norte, promovendo significativamente o desenvolvimento socioeconômico da região. Sem dúvida, trata-se de um dos projetos mais audaciosos da engenharia civil nesta década!

Investimento bilionário da China: Novo rio artificial mais caro do mundo estará pronto até 2050

Esse grandioso investimento de rio artificial interliga os principais rios da China pelas rotas Leste, Central e Oeste, superando limites de engenharia e enfrentando desafios ambientais e logísticos. A rota Leste inicia no Rio Yangtzé, passando pela passagem de Kedia até chegar à cidade de Tianjin, no norte, por meio de canais e tubulações. A rota Central parte do Rio Danube, fluindo através de rios e canais em direção a Pequim, cruzando províncias como Enan e Hubei. A rota Oeste conecta o Rio Yangtzé à região noroeste da China, abrangendo áreas como Qinghai e Xinjiang, levando água a regiões propensas à seca.

A expectativa é que a construção mais cara do mundo seja finalizada até 2050, garantindo segurança hídrica para milhões de pessoas e transformando a paisagem da China. A origem deste investimento audacioso está na resposta do governo chinês à crescente escassez de água no norte do país, resultado da rápida industrialização, aumento populacional e demandas agrícolas. A crise hídrica ameaçava o fornecimento de água potável e o desenvolvimento econômico. Esse colossal projeto, iniciado há quase 50 anos, envolveu planejamento meticuloso, pesquisa extensiva e construção desafiadora.

Construção do Rio Artificial necessitou de 70 mil trabalhadores

A construção do projeto de transferência de água Sul-Norte na China foi amplamente financiada pelo governo chinês. Incluído no plano de desenvolvimento nacional, este grande projeto de infraestrutura teve seu financiamento proveniente, principalmente, do orçamento do governo central.  O investimento da construção mais cara do mundo envolveu mais de 70 mil trabalhadores chineses, utilizando mais de 200 mil toneladas de concreto e aço. Para superar barreiras naturais como a travessia dos rios Amarelo e Yangtzé, foram construídos túneis subterrâneos.

O projeto segue um cronograma complexo que abrange fases como viabilidade, planejamento, licenciamento ambiental, aquisição de terras, escavação, construção de infraestruturas e conclusão das rotas. Comparando o investimento do rio artificial chinês com a transposição do Rio São Francisco no Brasil, ambos visam solucionar problemas de disponibilidade de água em suas respectivas regiões. No entanto, há diferenças significativas em termos de escala, cronograma, gastos e estratégias adotadas.

Construção mais cara do mundo já gastou 79 bilhões de dólares

O investimento chinês é a construção mais cara do mundo, com um orçamento estimado em 62 bilhões de dólares, mais que o dobro do custo da barragem das Três Gargantas. Até 2014, mais de 79 bilhões de dólares haviam sido gastos, tornando-o um dos projetos de engenharia mais ambiciosos e caros da história humana. Os impactos do projeto abrangem aspectos positivos e negativos, visto que o desvio de água beneficia áreas no norte, aliviando a escassez hídrica e impulsionando o desenvolvimento econômico. No entanto, há consequências ambientais, como a perda de habitats e o reassentamento forçado de comunidades locais.

O futuro do projeto de rio artificial enfrentará transformações e desafios, com uma expansão planejada para atender às crescentes demandas por água no norte da China. O principal benefício deste investimento colossal é suprir as necessidades hídricas da região norte, que tende a sofrer com a escassez de água, especialmente em grandes cidades como Pequim e Tianjin, apoiando assim o crescimento econômico e o bem-estar da comunidade.

FONTE: Revista Sociedade Militar.
Investimento bilionário: A construção mais cara da história que empregou mais de 70 mil trabalhadores e utilizou mais de 200 mil toneladas de concreto e aço

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Bolsa de valores brasileira tem o pior desempenho em 9 anos, com a retirada de R$ 24,2 bilhões de capital estrangeiro

Investidores estrangeiros retiraram o valor de R$ 24,2 bilhões da bolsa de valores brasileira (B3) em 2024. Segundo dados compilados pela Elos Ayta, esta é a maior saída líquida de recursos desde 2016.

O levantamento apontou que, desde 2016, as saídas aconteceram somente em três ocasiões: nos anos de 2018, 2019 e 2024. Já o ano de 2022 marcou o melhor desempenho, com uma entrada líquida de R$ 119,79 bilhões.

Entre 2021 e 2023, a bolsa de valores brasileira atraiu R$ 217,2 bilhões em aportes estrangeiros, o que destaca a relevância do capital para o mercado acionário brasileiro.

Segundo a análise, as saídas recordes, como as de 2024, evidenciam desafios estruturais e conjunturais, como a percepção de risco associado ao ambiente político e econômico no Brasil, além de movimentos globais de aversão ao risco, o que afetam a percepção de investidores externos.

Desafios

O ano de 2024 foi marcado por uma volatilidade expressiva, com apenas os meses de julho, agosto, outubro e dezembro registrando saldo positivo de entrada de recursos estrangeiros.

De acordo com o estudo, agosto se destacou como o melhor mês do ano, com uma entrada líquida de R$ 10,01 bilhões, enquanto abril apresentou o pior resultado, com uma saída líquida de R$ 11,1 bilhões.

No entanto, esse padrão contrasta com os desempenhos mensais dos anos anteriores. Em 2022, foram registrados dez meses de saldo positivo, e em 2023, seis.

“A redução progressiva no número de meses positivos ao longo dos últimos anos reflete uma maior cautela dos investidores estrangeiros em relação ao mercado brasileiro”, pontuou Einar Rivero em pesquisa.

Perspectivas

Rivero explica que os números de 2024 reforçam a necessidade de políticas públicas e privadas que tornem o mercado financeiro brasileiro mais resiliente e atrativo para o capital estrangeiro.

“A B3, como principal bolsa de valores do país, é um termômetro da saúde econômica e política do Brasil. Atrair e reter investidores estrangeiros exige um compromisso contínuo com a previsibilidade, a transparência e a competitividade”, avalia.

Fonte: CNN
Estrangeiros retiram R$ 24,2 bilhões da B3, pior desempenho em 9 anos | CNN Brasil

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Dólar em alta pode disparar reajuste nos preços da gasolina; veja valores

No Brasil, as variações cambiais têm um papel significativo no mercado de combustíveis.

Com o aumento do valor do dólar, é provável que ocorram ajustes nos preços internos de produtos como gasolina e diesel. Esses combustíveis são influenciados por fatores externos, como a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar, ambos fora do controle imediato das políticas nacionais.

No Brasil, as variações cambiais têm um papel significativo no mercado de combustíveis. Com o aumento do valor do dólar, é provável que ocorram ajustes nos preços internos de produtos como gasolina e diesel. Esses combustíveis são influenciados por fatores externos, como a cotação internacional do petróleo e a variação do dólar, ambos fora do controle imediato das políticas nacionais.

A Petrobras, uma importante estatal no setor de energia, precisa frequentemente ajustar seus preços para manter a paridade com o mercado internacional. A Petrobras pode ter que ajustar os preços da gasolina e do diesel nos próximos dias. Apesar de o barril de petróleo tipo Brent estar avaliado em 75 dólares, o principal motivo para essa possível alteração é a recente alta do dólar, que nesta quinta-feira, dia 2, é cotado a 6,16 reais. Como o petróleo é comercializado em dólar, a valorização da moeda americana encarece o produto quando convertido para reais.

Como o Câmbio Afeta os Preços da Gasolina e do Diesel?

A relação entre câmbio e preços de combustíveis é complexa. A gasolina e o diesel são comprados com base no preço do petróleo, que está sujeito a flutuações globais. Quando o dólar se valoriza frente ao real, a conversão para a moeda nacional torna-se mais cara. Isso implica em um aumento no custo de importação, levando a preços mais altos no mercado interno.

Segundo estimativas da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), atualmente, os preços dos combustíveis no Brasil estão abaixo da paridade internacional. Para a gasolina, essa defasagem é de cerca de 10%, enquanto o diesel apresenta uma discrepância de 18%. Tais desfasagens podem obrigar a Petrobras a realizar reajustes, afetando diretamente os consumidores.

Por Que a Petrobras Não Reajustou os Preços Recentemente?

Uma questão intrigante é por que a Petrobras não realizou ajustes nos preços de combustíveis recentemente, apesar da defasagem em relação ao mercado internacional. Um dos fatores pode ser a tentativa de controlar a inflação interna e reduzir o impacto no custo da vida do cidadão brasileiro. Contudo, manter preços artificialmente baixos pode resultar em prejuízos para a estatal, além de criar um desincentivo para a importação de combustíveis.

O cenário do diesel é particularmente alarmante. Sem ajustes há mais de um ano, o mercado pode enfrentar dificuldades com a escassez de oferta e problemas na cadeia de distribuição. Isso se deve à crescente diferença entre os custos internacionais e os preços locais, pressionando refinarias e importadores.

Quais as Implicações para o Consumidor Final?

Para o consumidor, a consequência direta desses reajustes potenciais é o aumento nos custos de transporte e, consequentemente, nos preços de produtos e serviços que dependem do frete rodoviário. A alta nos preços dos combustíveis pode provocar um efeito cascata na economia, aumentando de forma generalizada os custos de bens de consumo e serviços.

  • Aumento das tarifas de transporte público e privado.
  • Elevação dos preços de alimentos e outros produtos de primeira necessidade.
  • Impacto na inflação e no poder de compra da população.

Portanto, embora reajustes possam ser inevitáveis para garantir a saúde financeira da Petrobras e manter operações economicamente viáveis, é crucial que sejam implementadas com responsabilidade para mitigar impactos sociais negativos. Importante também considerar políticas públicas que possam apoiar a transição para fontes de energia mais sustentáveis, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis e, por consequência, a volatilidade cambial.

FONTE: Terra Brasil Noticias
Dólar em alta pode disparar reajuste nos preços da gasolina; veja valores – Terra Brasil Notícias

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Cacau subiu 150% em 2024

Chicago vê quedas para soja, milho e trigo

O cacau emergiu como a commodity agrícola de destaque de 2024, registrando um extraordinário aumento de 150% no valor na bolsa de Nova York. De acordo com o Valor Data, que baseia seus cálculos no preço médio dos contratos de entrega de segunda posição – os mais negociados – o aumento de preços foi impulsionado por interrupções no fornecimento e raras atividades especulativas.

Em dezembro, o valor médio desses contratos atingiu US$ 10.536 por tonelada, um salto de 30,6% em relação ao mês anterior. Em 18 de dezembro, o cacau atingiu seu preço de fechamento mais alto já registrado, atingindo US$ 12.565.

O otimismo em torno da safra 2024/25 (outubro a setembro) na África Ocidental, que responde por cerca de 70% da produção global de cacau, deu lugar à preocupação. Chuvas excessivas seguidas de seca na região desde setembro frustraram as esperanças de que três temporadas consecutivas de déficits terminassem. Essa incerteza alimentou a especulação dos investidores, elevando os preços.

“Com informações conflitantes sobre a safra africana, o mercado viu um aumento na atividade especulativa”, disse Adilson Reis, analista do mercado de cacau. “Os preços do cacau, que costumavam flutuar em torno de US$ 80 por sessão, agora têm movimentos de até US$ 1.000.”

Embora os fundamentos atuais apontem para preços altos contínuos, Reis prevê ajustes de preços a partir do primeiro trimestre de 2025. “Nesses níveis, a cadeia de suprimentos está enfrentando interrupções. Os fabricantes de chocolate estão se adaptando ao aumento dos custos das matérias-primas. Os preços provavelmente permanecerão elevados, mas podem se estabilizar entre US $ 7.000 e US $ 9.000 por tonelada”, acrescentou.

O café também teve um forte desempenho em 2024, subindo 70,4% no ano. Em dezembro, o preço do feijão arábica aumentou 14,8%, com média de US$ 3,1910 por libra-peso.

Os problemas de oferta foram um fator importante por trás dos ganhos. O Brasil, maior produtor mundial de arábica, enfrentou uma seca severa em setembro, lançando dúvidas sobre a safra 2025/26. A situação foi agravada por rendimentos decepcionantes no Vietnã e incerteza sobre a lei antidesmatamento da União Europeia, o que provocou uma corrida pelo café brasileiro.

Apesar da alta, Antônio Pancieri Neto, da Clonal Coffee Brokerage, não espera que os preços superem o recorde de US$ 3,3415 por libra-peso estabelecido em dezembro. “Os preços permanecerão elevados, mas atualmente não temos impulso para um novo pico”, disse ele.

O suco de laranja concentrado congelado (FCOJ) teve ganhos significativos, com os preços subindo 41,5% em 2024 e 6% em dezembro, atingindo uma média de US$ 4,9762 por libra-peso.

Em contrapartida, os preços do algodão caíram 13.1% no ano e 1.4% em dezembro, com média de US$ 70.32 centavos de dólar por libra-peso. O açúcar também caiu, caindo 12.3% em 2024 e 6.2% em dezembro, para 18.94 centavos de dólar por libra-peso.

Os preços da soja caíram 25,2% em 2024, pressionados pelas expectativas de safras fortes no Brasil e na Argentina. Em dezembro, a soja caiu 1,4%, com média de US$ 9,8968 por bushel.

“A produção combinada do Brasil e da Argentina deve aumentar em 20 milhões de toneladas em 2024/25, empurrando os preços para baixo”, disse Luiz Fernando Pacheco, diretor da T&F Agroeconomic Consulting. “A incerteza sobre as políticas comerciais de Donald Trump com a China está impedindo um declínio mais acentuado”, observou ele.

Os preços do trigo encerraram o ano em queda de 11,71%, com queda de 2,69% em dezembro, para US$ 5,5419 por bushel. Os preços do milho caíram 7,94% ao longo do ano, mas subiram 2,69% em dezembro, para US$ 4,4735 por bushel.

FONTE:  Valor Internacional
Cacau subiu 150% em 2024 | Agronegócio | valorinternational

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Governo de SC vai gastar R$ 12 milhões para retirar rocha gigante da água; entenda

Área ocupada pela pedra é equivalente ao tamanho de cinco contêineres

Parece história de pescador, mas não é. Uma rocha gigante, submersa, perto de um dos berços de atracação de navios, atrapalha há anos a movimentação no Porto de São Francisco do Sul, na região Norte de Santa Catarina. Por isso, o Governo do Estado resolveu investir R$ 12 milhões para fazer a retirada da pedra. “A obra, aguardada há décadas pela comunidade portuária, começou nesta semana”, informou a assessoria de imprensa do terminal.

Como serão os trabalhos de remoção da rocha gigante

Os trabalhos para remover o afloramento rochoso de 370 m³, equivalente ao tamanho de cinco contêineres, estão sendo realizados pela empresa Náutica Marítima Serviços.

A rocha gigante se encontra a 10,5 metros de profundidade, entre os berços 101 e 102. Com a remoção, a intenção é alcançar a profundidade de 14 metros nesse local. Já que, atualmente, as embarcações têm que fazer uma manobra extra no momento da atracação, o que aumenta os custos.

Veja na imagem abaixo:

O serviço, tecnicamente chamado de derrocagem, vai usar métodos mecânicos de alta precisão, sem o uso de explosivos. Primeiramente, martelos de fundo e rompedores hidráulicos vão fragmentar a rocha submersa. Posteriormente, uma escavadeira hidráulica vai remover o material.

Esta técnica minimiza – dessa forma – o impacto ambiental e garante a segurança de toda a operação. Nesta primeira etapa, a empresa prevê a conclusão da obra no final de janeiro.

“A derrocagem é essencial para o desenvolvimento da região e de Santa Catarina, pois garante maior efetividade operacional e prioriza a segurança e a sustentabilidade ambiental”, afirma o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira.

Etapas da obra

Tendo em vista a grande movimentação de grãos no berço 101, a obra será executada em duas etapas. Na primeira, que ocorrerá até o final de janeiro, a empresa fará as perfurações na rocha.

Durante o período de escoamento da safra de soja, que geralmente vai até o mês de outubro, a obra será paralisada, para permitir a total capacidade de escoamento do berço.

Após o término do ciclo da soja, a empresa retomará a obra para o desenvolvimento das etapas seguintes.

Dados gerais do Porto

  • Maior porto em movimentação de carga de Santa Catarina
  • Entre os 10 maiores portos públicos do Brasil em movimentação de carga geral
  • Em 2023, atingiu o recorde histórico de movimentação de carga: 16,8 milhões de toneladas, aumento de 33% com relação ao ano anterior
  • Entre os cinco portos públicos do país com Certificação ISO 9001 e 14001
  • Responsável por 42% de todo o aço importado pelo Brasil e por 80% da soja exportada por SC

FONTE: Guararema News
Governo de SC vai gastar R$ 12 milhões para retirar rocha gigante da água; entenda – Guararema News

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O Megaporto Porto Chinês Recém-inaugurado ao Lado do Brasil

Imagine transformar uma pequena cidade portuária em um dos maiores hubs logísticos da América do Sul através de um dos projetos de engenharia mais audaciosos do século XXI, e detalhe, estamos falando de um projeto que foi recentemente inaugurando pela China que teve um investimento estimado em US$ 3,4 bilhões (cerca de R$ 19,7 bilhões).

Em uma região onde o comércio internacional é vital para o crescimento econômico, e a competição entre portos é muito acirrada, criar uma infraestrutura portuária de classe mundial era mais que um desafio – era uma questão de desenvolvimento nacional.

VIDEO: https://youtu.be/3dKRACg6CSc?si=tsfBTmjjJCD9vHGQ

Portando, a única solução seria construir um megaporto capaz de receber os maiores navios do mundo, processando milhões de contêineres por ano e redefinindo as rotas comerciais do Pacífico Sul. E esse porto se tornou uma realidade no dia 14 de novembro de 2024, sendo a data da sua inauguração. Dessa forma, surgiu o Porto de Chancay, o maior projeto de infraestrutura portuária já realizado no Peru. Uma obra que não apenas redesenhou a costa do país, mas redefiniu os limites do possível em engenharia portuária. E nesse vídeo, você vai descobrir como a China e o Peru conseguiram mudar para sempre o destino do comércio marítimo sul-americano e transformar uma pequena cidade costeira em um gigante logístico internacional.

FONTE: Construction Time
O Megaporto Porto Chinês Recém-inaugurado ao Lado do Brasil

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O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru – e o impacto ao Brasil

Durante sua passagem pelo Peru em novembro, o presidente da China, Xi Jinping, aproveitou para inaugurar o que em alguns anos será maior porto comercial da América do Sul.

O complexo portuário de Chancay fica cerca de 70 km ao norte de Lima. É um projeto superlativo, liderado pela companhia marítima estatal chinesa Cosco Shipping Company e com investimentos totais estimados em US$ 3,4 bilhões. Como o Peru, o Brasil é outro país com relações políticas e comerciais cada vez mais próximas com a China. O gigante asiático é o principal parceiro comercial do Brasil — e o governo brasileiro demonstrou interesse pelo megaporto de Chancay.

Nosso repórter André Biernath explica em detalhes neste vídeo. Confira.
https://youtu.be/E8eyycEVEIU

FONTE: BBC News Brasil
O megaporto recém-inaugurado pela China no Peru – e o impacto ao Brasil – BBC News Brasil

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