Investimento, Portos

Projeto prevê conexão entre Porto Sul, na Bahia, e Chancay, no Peru

No dia 21 de maio de 2025, o ministro dos Transportes do Brasil, Renan Filho, realizou uma reunião estratégica com representantes da National Railway Administration (NRA), autoridade ferroviária da China.

O principal objetivo foi fortalecer a cooperação bilateral no setor ferroviário, visando impulsionar projetos de infraestrutura que poderão transformar a logística do país e da América do Sul.

Este encontro reforça a crescente importância do relacionamento entre Brasil e China, especialmente em setores estratégicos como transportes, onde a expertise chinesa e o capital internacional são vistos como fundamentais para viabilizar grandes empreendimentos.

Projetos estruturantes

A pauta central da reunião girou em torno de dois projetos ferroviários que estão em andamento no Brasil:

  • Ferrovia de integração Centro-Oeste (Fico): Com 383 km, esta ferrovia ligará Mara Rosa (GO) a Água Boa (MT), interligando o agronegócio do Centro-Oeste à malha ferroviária nacional, facilitando o escoamento para portos no Sudeste e Nordeste. A obra está sendo executada pela Vale como contrapartida pela renovação antecipada da concessão da Estrada de Ferro Vitória a Minas.
  • Ferrovia de integração Oeste-Leste (Fiol): Com cerca de 1.527 km previstos, divididos em três trechos, esta ferrovia conecta a região oeste da Bahia ao Tocantins. O trecho Ilhéus-Caetité está em fase final de construção, operado pela Bahia Mineração (Bamin). Os trechos seguintes ainda estão em desenvolvimento.

Ambas as ferrovias são fundamentais para ampliar a capacidade logística do Brasil, conectando regiões produtoras ao sistema portuário nacional, reduzindo custos de transporte e aumentando a competitividade das exportações brasileiras.

Corredor bioceânico

A iniciativa maior que envolve os projetos ferroviários é a criação de um corredor bioceânico que ligará o Porto Sul, na Bahia, ao porto de Chancay, no Peru. Essa rota será um marco na integração logística da América do Sul, possibilitando uma conexão direta entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

Esse corredor reduzirá distâncias e custos para o escoamento de commodities brasileiras, especialmente para os mercados asiáticos, com destaque para a China, que tem grande interesse comercial na região.

Papel estratégico dos portos

  • Porto Sul (Bahia): Considerado o ponto de partida no Brasil, o Porto Sul será integrado às ferrovias Fiol e Fico, fortalecendo o fluxo de exportação pelo litoral baiano e conectando o interior do país às rotas internacionais.
  • Porto de Chancay (Peru): Em construção com participação chinesa, o porto será a porta de entrada para o comércio com a Ásia, especialmente o mercado chinês, e ponto de ligação do corredor bioceânico no lado do Pacífico.

A complementaridade desses portos é essencial para garantir a fluidez e a competitividade da nova rota logística.

Interesses e participação da China

A National Railway Administration demonstrou interesse em participar dos processos licitatórios para a concessão das ferrovias brasileiras, analisando estudos técnicos apresentados pelo governo. A China vê nessa parceria uma oportunidade para expandir sua presença em projetos logísticos estratégicos, levando capital, tecnologia e know-how.

O governo brasileiro busca com essa interlocução atrair investimentos estrangeiros e expertise técnica, acelerando a execução das obras e modernizando a infraestrutura nacional.

Desafios e próximos passos

Embora o projeto seja promissor, ainda existem desafios a serem superados:

  • Definição do traçado final do corredor bioceânico, que poderá envolver outros países como Bolívia e Paraguai.
  • Captação de recursos e estruturação dos leilões para concessão das ferrovias.
  • Harmonização técnica e regulatória entre os países envolvidos.

O Ministério dos Transportes já anunciou que novas rodadas de negociação estão previstas para aprofundar os estudos e definir formatos de parceria, fortalecendo a cooperação com a China.

Fonte: Tribuna de Minas

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Industria, Investimento, Notícias

Conselho aprova novos projetos industriais para ZPEs do Piauí e Mato Grosso do Sul

Investimentos somam R$ 258,6 milhões, têm viés de sustentabilidade e de inovação e devem gerar mais de 400 empregos. Conselho também aprovou a lista de serviços voltados à exportação que podem se beneficiar do regime das ZPE

O Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) aprovou, nesta quinta-feira (29), dois novos projetos industriais sustentáveis para as ZPEs de Parnaíba (PI) e Bataguassu (MS), totalizando R$ 258,6 milhões em investimentos e receita anual estimada em R$ 1,6 bilhão, além da geração de 414 postos de trabalho nas fases de implementação e operação.

No Piauí, a MBF vai investir R$ 221,5 milhões em uma unidade de produção de fertilizantes de alto desempenho a partir de bioinsumos. O projeto, instalado na ZPE Parnaíba, prevê 321 empregos e uma receita anual estimada em R$ 1,3 bilhão. Embora voltado majoritariamente à exportação, parte da produção atenderá o mercado interno, beneficiando também o agronegócio brasileiro.

Já a Biotub Tubetes Biodegradáveis vai se instalar na futura ZPE de Bataguassu e produzir recipientes biodegradáveis e compostáveis para o plantio de mudas, uma iniciativa inovadora para o setor agroindustrial que vai mobilizar R$ 37,1 milhões em investimentos, gerar 93 postos de trabalho e resultar em R$ 301,4 milhões em receitas com exportações. Com essa tecnologia, o plantio é otimizado, aumentando a produtividade e reduzindo impactos no meio ambiente.

Nos últimos 12 meses, o CZPE aprovou 13 novos projetos industriais em seis ZPEs, que somam R$ 52,9 bilhões em investimentos, R$ 27 bilhões em novas exportações anuais e a criação de mais de 5 mil empregos.

Serviços

Na 40ª reunião ordinária, o CZPE também aprovou uma lista de 70 serviços que poderão se qualificar para operar no regime das ZPEs, regulamentando a lei que ampliou os incentivos do regime para além do setor de bens. A definição dos serviços é resultado de consulta pública realizada em 2024.

Para a definição das atividades, o CZPE levou em consideração serviços que possuem potencial exportador relevante; alto valor agregado da atividade com base em critérios de no uso de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P&DI); e o alinhamento às missões da Nova Indústria Brasil (NIB).

Entre as atividades autorizadas estão a exportação de serviços de pesquisa e desenvolvimento em várias áreas, como biotecnologia, química e ciências; serviços de projetos e de gerenciamento de engenharia; e de serviços relacionados à tecnologia da informação, como desenvolvimento de softwares e processamento de dados.

Empresas de serviços interessadas deverão apresentar ao CZPE projetos de operação e planos de negócios voltados ao mercado externo, alinhados às normas do regime e às políticas de desenvolvimento produtivo do país.

Fotos: Júlio César Silva/MDIC
Fonte: Governo Federal – Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Investimento, Portos

Governo Federal anuncia R$ 844 milhões em investimentos para modernização do Porto de Itajaí (SC)

Obras visam ampliar a capacidade logística, aumentar a competitividade e fortalecer a economia do Sul do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Itajaí (SC) nesta quinta-feira (29), para anunciar um pacote de investimentos que promete transformar o Porto de Itajaí em um dos mais modernos do país. Serão destinados R$ 844 milhões para obras de infraestrutura, tecnologia e segurança, com foco na ampliação da capacidade operacional e na retomada do crescimento econômico da região.

Desde janeiro de 2025, o Porto de Itajaí voltou à gestão federal, e, com esse novo ciclo, o Governo Federal quer impulsionar a competitividade logística no estado de Santa Catarina. A cerimônia de anúncio contou com a presença do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, além de outras autoridades e lideranças locais.

Investimentos estratégicos para o desenvolvimento logístico

O conjunto de obras inclui ações estruturantes como a dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu, melhorias nos molhes, expansão da área de manobras, instalação de sistemas inteligentes e a construção de um píer exclusivo para navios de cruzeiro. A expectativa é que essas intervenções aumentem significativamente a capacidade de movimentação de cargas, gerem empregos e atraiam novos investimentos para o porto e para a região.

Confira os principais projetos previstos:

  • Dragagem do canal do Rio Itajaí-Açu (16 metros de profundidade) – R$ 90 milhões
  • Retirada do casco do navio Pallas – R$ 23 milhões
  • Readequação do molhe de Navegantes – R$ 64 milhões
  • Obras na bacia de evolução – R$ 68 milhões
  • Adensamento da área do RAC – R$ 45 milhões
  • Modernização da rede elétrica e da iluminação – R$ 20 milhões
  • Contenção da margem do canal – R$ 67 milhões
  • Instalação de novo scanner de raio-X – R$ 12 milhões
  • Construção de píer para navios de cruzeiro – R$ 300 milhões
  • Sistema de tráfego marítimo (VTMIS) – R$ 65 milhões
  • Implantação do SmartPorto (IA e segurança) – R$ 30 milhões
  • Monitoramento rodoviário e agendamento de cargas – R$ 30 milhões
  • Modernização dos gates com integração à Receita Federal – R$ 30 milhões

Histórico de compromissos com Itajaí

A visita de Lula a Itajaí marca mais um capítulo no histórico de investimentos federais no porto. Durante seus mandatos anteriores, o presidente já havia apoiado a reestruturação dos molhes em 2006 e a recuperação das operações portuárias após as enchentes de 2008. Desde a retomada da gestão federal, o Porto de Itajaí já arrecadou mais de R$ 64,4 milhões, incluindo R$ 1,3 milhão em ISS.

Esses investimentos fazem parte de uma estratégia mais ampla de modernização da infraestrutura portuária brasileira, com foco na eficiência, na sustentabilidade e na geração de oportunidades para os trabalhadores e empreendedores locais.

Imagem: DIVULGAÇÃO/IMPOR
FONTE: agenciagov.ebc.com.br

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Internacional, Investimento

Fábrica chinesa investe R$ 6,2 bilhões no Paraná

XBRI Pneus deverá produzir até 14,6 milhões de pneus por ano

Vem aí uma megafábrica de pneus com DNA chinês e escala global no Brasil. A marca XBRI Pneus, ligada à gigante Sunset Tires Corporation, confirmou a construção de uma unidade em Ponta Grossa, no Paraná, com investimento de R$ 6,2 bilhões.

Com início das obras previsto para o último trimestre deste ano, a planta nasce como um dos maiores projetos industriais da década no país, e já carrega um reforço de peso: uma parceria oficial com a Linglong Tires, uma das maiores fabricantes de pneus do mundo.

🚛 Produção gigante, impacto imediato

O novo complexo vai ocupar 1,25 milhão de m² e terá capacidade para fabricar 12 milhões de pneus para carros, 2,4 milhões para caminhões e ônibus, e 200 mil para uso agrícola e industrial por ano.

🚛 Produção gigante, impacto imediato

O novo complexo vai ocupar 1,25 milhão de m² e terá capacidade para fabricar 12 milhões de pneus para carros, 2,4 milhões para caminhões e ônibus, e 200 mil para uso agrícola e industrial por ano.

Fonte: Diarinho

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Economia, Investimento

Um terço do investimento externo no Brasil é americano

Estoque de aportes superou US$ 300 bilhões no ano passado


Embora a China seja o maior parceiro comercial do Brasil, são os Estados Unidos que lideram os investimentos externos diretos (IED) no país. Cerca de terço do estoque desses aportes feitos aqui são americanos, lembra Fabrizio Panzini, diretor de políticas públicas e relações governamentais da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham), superando US$ 300 bilhões no ano passado.

Em 2022 o Brasil estava na 16a posição no ranking de investimentos americanos no mundo, segundo o Bureau of Economic Analysis, agência do Departamento de Comércio dos EUA. Esse dinheiro tem um contorno de prazo mais longo de maturação, olhando a demanda de anos adiante, principalmente em setores como energia e infraestrutura, de acordo com especialistas. Segundo a Amcham, quase 20% desse investimento, que é diversificado, tem como destino o setor financeiro e de seguros, seguido de manufaturas, principalmente químico, alimentos e bebidas, máquinas e automotivo.

Uma característica é a qualidade do IED vindo dos EUA, focado na indústria e em serviços de alta complexidade, desde a citada automobilística e de eletroeletrônicos, passando por vários segmentos de bens de consumo durável e de capitais. Não à toa na última década, segundo o Banco Central brasileiro, os EUA foram o segundo maior país destino de lucros e dividendos saídos do Brasil, com US$ 54,2 bilhões, atrás somente dos Países Baixos, com US$ 56,4 bilhões.

O perfil do investidor americano nos últimos anos, via análise da Amcham, teve uma leve alteração, sendo o setor de tecnologia, especificamente “data centers”, responsável por cerca de 25% do valor na década, seguido por fabricação de veículos, armazenagem e transporte, máquinas e equipamentos e setor elétrico. Há perspectivas positivas em áreas como minerais críticos e energias renováveis.

No último dia 13, porém, um discurso do enviado especial para América Latina do governo Trump, Mauricio Claver-Carone, gerou mal-estar. “O país tem um enorme potencial, mas precisa enfrentar seus três Cs: câmbio, corrupção e crime. Não é uma crítica vazia, é um chamado para o país destravar seu potencial”, disse o advogado – que também foi diretor dos EUA no Fundo Monetário Internacional (FMI) e presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) – em jantar em Nova York do Grupo Esfera, think tank e polo empreendedor brasileiro.

“A fala reflete desconhecimento da realidade brasileira e uma visão preconceituosa”, diz Antonio Corrêa de Lacerda, economista e professor da PUC-SP. Para ele, a política cambial brasileira está  em linha  com as melhores práticas internacionais e é competitiva para quem deseja instalar ou produzir no país. “O Brasil está entre os dez maiores mercados mundiais, por PIB, população, e tem tradição na absorção de IED. Temos nos posicionado há pelo menos duas décadas dentre os dez maiores absorvedores dessa modalidade, que é considerada a mais ‘nobre.”

O país é o segundo com maior IED em 2024, só atrás dos EUA, e atraiu investimento estrangeiro direto global de US$ 70 bilhões, segundo dados do Banco Central.

Sobre crime e corrupção, Lacerda considera que relatórios como o da Transparência Internacional, que ranqueiam os países considerados mais corruptos, se baseiam em dados de um Brasil que é democrático, transparente, com imprensa livre e que acaba noticiando mais o assunto, criando a impressão de que aqui o problema é maior do que em outros países com controle de mídia. “Mas isso não têm impedido que as maiores empresas do mundo continuem investindo aqui”, diz o economista, que acrescenta que nas últimas décadas poucas empresas americanas saíram do país. O Brasil ocupa o 36º lugar no ranking da Transparência. Em confiabilidade, está à frente de países como China, Índia e México, em 21o lugar, segundo pesquisa 2025 da Kearney.

Economistas sugerem separar a política de Donald Trump das sólidas relações diplomáticas e comerciais entre Brasil e Estados Unidos, que em 2024 comemoraram 200 anos. “Estive em abril em Washington nas reuniões do FMI e em eventos paralelos e havia uma grande divisão entre os investidores americanos: os que achavam que a guerra tarifária teria grandes consequências e os com uma visão um pouco mais benigna”, afirma Marcelo Toledo, economista-chefe da Bradesco Asset. “O que me surpreendeu nos investidores foi uma postura de esperar para ver, pausar, mais do que já terem decisões formadas”.

Ele aponta que pelo lado dos investidores financeiros americanos, os problemas seriam dois: o Brasil não ter grau de investimento e o baixo crescimento da economia brasileira. “Temos projeções para 2025 de 2%, enquanto a Índia, mesmo com uma lista gigantesca de problemas de toda sorte, vai crescer entre 6,5 a 7%”.

João Carmo, economista da MCM 4intelligence, avalia que haverá uma desaceleração do crescimento dos EUA em 2025 para 0,8%, após avançar 2,8% em 2024. “Já para IED, estamos projetando a manutenção dos US$ 70 milhões de 2024. Dada a elevada produtividade, uma oportunidade interessante para os investidores dos EUA no Brasil seria o agronegócio, em que já temos players norte-americanos importantes como Cargill, ADM e Bunge. Outro setor? Eu diria as fintechs financeiras”.

Ele também avalia que o momento atual dos EUA não resultará em uma saída de investimentos feitos no passado, já que a janela operada pelos investidores aqui é de um horizonte de anos. “Na questão do câmbio, estamos 40% acima da média histórica, ou seja, nossos ativos estão baratos”, diz Carmo.

Fonte: Valor Econômico

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Investimento, Negócios

Conselho da Suframa aprova investimentos de quase R$ 1 bilhão na Zona Franca de Manaus

Em sua 319ª Reunião Ordinária realizada nesta quinta-feira (22) por meio de videoconferência, o Conselho de Administração da Suframa (CAS) aprovou o total de 38 projetos, sendo 11 de implantação, 26 de diversificação e um agropecuário, que representam um investimento total aproximado de quase R$ 1 bilhão, com faturamento estimado de R$ 8,5 bilhões e a criação de 918 postos de trabalho na região nos primeiros três anos de operação.

A reunião foi presidida pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, e contou com a participação do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, do secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas, Serafim Corrêa, do presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antônio Silva, entre os demais conselheiros, representantes de órgãos governamentais e entidades de classe.

Projetos
Do total de 38 projetos, cinco propostas industriais foram aprovadas durante a reunião do Conselho, sendo três de implantação e duas de atualização ou diversificação. As iniciativas somam R$ 271 milhões em investimentos e a criação de 186 empregos.

Entre os destaques da pauta aprovada, está o projeto de implantação da Royal Enfield Brasil Comércio de Motocicletas Ltda, para produção de motocicletas entre 100 cilindradas e 450 cilindradas e acima de 450 cm³, com previsão de R$ 36,5 milhões em investimentos e 90 novos postos de trabalho, e o projeto de atualização da Procter & Gamble do Brasil Ltda para as linhas de produção de aparelhos de barbear e escovas dentais, com investimento de R$ 219,6 milhões e geração de 16 novos empregos.

Os demais 32 projetos industriais e de serviços, bem como o projeto agropecuário, foram aprovados pela Suframa com base na delegação de competência prevista no Artigo 11 da Resolução CAS nº 205/2 e comunicados durante a reunião. Esses projetos, somados, representam investimentos de R$ 648 milhões e estimativa de geração de 672 empregos.

Nas propostas industriais, destaque para o projeto de diversificação da Vivensis Indústria e Comércio Ltda para fabricação de placa de circuito impresso montada (exceto para uso em informática), prevendo 46 novos postos de trabalho e aportes de mais de R$ 170 milhões. Na agropecuária, foi aprovado o projeto da Agroeden Serviços de Agronomia para implantação de cultura de açaí, com previsão de R$ 53,5 milhões em investimentos e geração de 60 novos empregos.

Ar-condicionado
Durante a reunião, o secretário Serafim Corrêa comentou sobre o polo de ar-condicionado de Manaus, que representa o segundo maior centro de produção mundial. Ele ressaltou a necessidade de ajustes no Processo Produtivo Básico (PPB), que atualmente exige o uso de módulo compressor de fabricação nacional, sendo que há apenas um fornecedor no país. A manifestação teve apoio do presidente da Fieam, Antônio Silva, em nome das classes produtoras.

O secretário-executivo Márcio Elias Rosa reconheceu a relevância do tema e informou que a equipe técnica será acionada para analisar o assunto. “Hoje a Zona Franca de Manaus é um destaque na produção de ar-condicionado, graças ao bom funcionamento do ecossistema e da cadeia de suprimentos”, afirmou.

Avanços
Márcio Elias Rosa encerrou a reunião destacando os avanços da política industrial e o papel estratégico da Zona Franca de Manaus nesse processo. Ele ressaltou que o Brasil vive um momento de transição econômica importante, com foco na descarbonização, energias renováveis e bioeconomia, áreas nas quais a Amazônia será determinante.

Ele também apontou indicadores positivos da economia, como a menor taxa de desemprego da história, de 6,6%, recorde de trabalhadores com carteira assinada, além do maior poder de compra do salário mínimo desde 1940. “O desenvolvimento econômico que a Suframa impulsiona, junto com os parques industriais do País, tem sido essencial para essa transformação econômica e social”, afirmou.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Economia, Investimento

Cooperação do BRICS trará avanços para investimentos e comércio globais, diz Alckmin

Na reunião de ministros de Comércio, vice-presidente destaca importância do grupo de países para desenvolvimento social, econômico e ambiental

Na abertura da 15ª Reunião Ministerial de Comércio dos países do BRICS, nesta quarta-feira (21/5), em Brasília, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reafirmou o compromisso dos países do BRICS com o desenvolvimento de iniciativas que possibilitem avanços no comércio e nos investimentos globais.

“Hoje não estamos apenas reunidos em torno de mesas de negociação, mas da possibilidade de um futuro mais próspero. Tenho plena confiança de que as nossas discussões, pautadas pela cooperação e pelo compromisso com o bem comum, resultarão em avanços significativos para o comércio e o investimento globais”, disse. “O BRICS tem uma responsabilidade única de liderar esse processo e, juntos, poderemos alcançar os melhores resultados”.

O ministro observou que o esforço conjunto dos governos integrantes do bloco “tem sido essencial para o avanço em questões vitais não apenas para o crescimento econômico, mas para a construção de um mundo mais justo e sustentável”.

Governança inclusiva

O ministro falou sobre os eixos que orientam a presidência brasileira do BRICS neste ano: a cooperação do Sul Global e as parcerias BRICS para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.

Com base nesta estrutura, lembrou Alckmin, foram definidas as prioridades para construção de uma governança mais inclusiva e sustentável, apoiando a transformação digital, fomentando a inovação e garantindo que os benefícios da economia de dados estejam ao alcance de todos.

Ele lembrou ainda que os países do BRICS correspondem a cerca de 50% da população mundial, 40% do PIB global e mais de 20% do comércio internacional. “Com 11 estados-membros, representando quase metade da humanidade e uma ampla diversidade geográfica e cultural, o BRICS está em uma posição única de diálogo, com ênfase no desenvolvimento do Sul global e na cooperação multilateral”.

Na parte da manhã, o ministro participou da 9ª Reunião Ministerial da Indústria dos países dos BRICS.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Investimento, Negócios

Libra Investimentos ultrapassa R$ 1 bilhão sob assessoria

A Libra Investimentos, escritório associado ao BTG Pactual e especializado no atendimento a investidores de alta renda, ultrapassou a marca de R$ 1 bilhão em ativos sob assessoria.

Desde o início de sua operação, em Curitiba, a Libra Investimentos se propôs a oferecer uma assessoria diferenciada: focada em independência de análise, soluções personalizadas e acesso ao melhor da arquitetura aberta de investimentos — sempre com a força e a credibilidade do maior banco de investimentos da América Latina, o BTG Pactual.

“O que construímos até aqui é reflexo de um trabalho consistente, com atenção aos detalhes e foco absoluto nos interesses de quem confia na nossa assessoria. Ultrapassar R$ 1 bilhão não é apenas um número, é a demonstração do impacto que buscamos gerar na vida financeira dos nossos clientes”, afirma Érico Gonçalves, sócio-fundador da Libra Investimentos.

Inspirada nos melhores modelos de assessoria do mercado, a Libra adota uma filosofia de envolvimento direto e profundo nas estratégias de seus clientes — atuando como parceira na construção e preservação de patrimônio. Seu portfólio abrange investimentos em renda fixa, investimentos globais, renda variavel, fundos exclusivos, previdência privada, operações estruturadas, câmbio, seguros e soluções de crédito.

A Libra Investimentos projeta agora novos ciclos de expansão, com a meta de dobrar seu volume sob assessoria nos próximos anos, ampliando sua atuação nacional e internacional.

“Nosso propósito é claro: transformar o acesso ao mercado financeiro em uma experiência de qualidade, oferecendo soluções sob medida e atuando com o mesmo grau de responsabilidade que aplicaríamos para nossos próprios recursos”, complementa Érico Gonçalves.

Fonte: Gazeta do Povo

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Internacional, Investimento, Negócios

Com R$ 70 milhões em investimentos, Chromoplast inicia internacionalização

Com crescimento de 230% no faturamento em cinco anos, Chromoplast projeta expansão para o mercado externo

Em apenas cinco anos, a catarinense Chromoplast Embalagens Plásticas, de Içara, aumentou seu faturamento em cerca de 230% e viu a produtividade crescer 130%. Parte desse desempenho expressivo se deve aos investimentos de R$ 45 milhões realizados entre 2019 e 2024, voltados principalmente à modernização de processos, ampliação da capacidade produtiva e melhoria da qualidade.

Agora, de olho no mercado internacional, a empresa se prepara para um novo ciclo de expansão. Até 2027, a Chromoplast deve aportar entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões em novas tecnologias, certificações e processos voltados à exportação. O movimento marca o início da internacionalização da marca.

“Nos consolidamos na área de pet food e queremos avançar em mercados que, hoje, a empresa não atua tanto, como laticínios e frigoríficos. Para isso, vamos nos especializar e investir em tecnologia, temos um mercado grande pela frente”, avalia o CEO da Chromoplast, Cledson Francisconi.

O investimento inicial de R$ 45 milhões foi distribuído em diferentes frentes: aquisição de máquinas de alta tecnologia, como um equipamento de impressão importado da Alemanha; ampliação da planta industrial, que passou a contar com 12 mil metros quadrados; e aumento da frota própria de caminhões, o que deu à empresa mais agilidade e autonomia logística.

A Chromoplast hoje produz cerca de 8 mil toneladas de embalagens plásticas por ano para segmentos como leite em pó, pet care, pães de forma e whey protein. “Além da pluralidade de segmentos que a empresa atua, atendendo diferentes nichos, a qualidade é algo que sempre esteve no nosso DNA. Por isso, conquistamos certificações importantes dentro do nosso setor e priorizamos a qualidade na impressão e nos serviços de forma geral”, reforça Francisconi.

A nova etapa de expansão também prevê a construção de mais dois mil metros quadrados no parque fabril e a aquisição de novos equipamentos, em linha com o objetivo de tornar a operação ainda mais automatizada e preparada para competir globalmente.

Fonte: FIESC

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Internacional, Investimento, Negócios

Empresas chinesas prometem investir R$ 27 bilhões no Brasil

Expectativa é de que haverá anúncios em áreas como combustível de aviação, automóveis e defesa

A Apex Brasil anunciou nesta segunda-feira (12) negócios empresariais de gigantes chinesas com o Brasil, nos setores de delivery e fast-food, entre outros, além do mercado de semicondutores.

O presidente da Apex Brasil, Jorge Viana, antecipou que os investimentos entre empresas em geral vão somar cerca de R$ 27 bilhões.

Os anúncios e planos de investimentos estão sendo divulgados durante o Seminário Empresarial Brasil-China, encerrado por Viana e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na capital chinesa.

Líder no mercado de entregas na China, a Meituan vai entrar no Brasil para concorrer, principalmente, com o Ifood. A empresa anunciou um investimento de R$ 5,6 bilhões, em cinco anos.

Segundo dados do governo, a estimativa de é geração de 100 mil empregos indiretos, além da instalação de uma central de atendimento no Nordeste, com 3 mil a 4 mil empregos diretos.

No Brasil, a empresa vai usar a marca Keeta, bandeira sob a qual já opera em Hong Kong e na Arábia Saudita.

A rede Mixue vai passar a comprar frutas do Brasil para fabricação dos sorvetes e bebidas geladas, como chás. A empresa é a maior rede de fast-food do mundo, com 45 mil lojas, à frente do Mc Donald’s.

A empresa vai iniciar operação no Brasil com capital de RS$ 3,2 bilhões e projeta 25 mil empregos até 2030.

No setor de tecnologia, a Longsys, por meio da subsidiária Zilia, anunciou no ano passado um plano de investimentos para 2024 e 2025 de R$ 650 milhões, nas plantas de fabricação de São Paulo e Manaus, que terão capacidade ampliada.

A Zilia tem participação nacional na fabricação de componentes para semicondutores e também dispositivos de memória, os circuitos integrados de memória DRAM e Flash.

A montadora GWM anunciou investimentos de R$ 6 bilhões para ampliar operações no País e pretende exportar para América do Sul e México.

A GAC Motor anunciou a sua instalação em Goiás para fabricação de três modelos de carros, dois elétricos e um híbrido, e um plano de investimento de US$ 1,3 bilhão, como antecipou o Estadão.

A Envision planeja investimentos de até RS$ 5 bilhões num parque industrial para SAF e hidrogênio verde.

A CGN vai investir R$ 3 bilhões em um hub de energia renovável no Piauí, com foco em energia eólica, solar, e armazenamento de energia, com geração prevista de mais de 5 mil empregos na construção das unidades.

A Didi – controladora do aplicativo de transporte 99 taxi – também vai investir em serviço de entrega no Brasil e planeja construir cerca de 10 mil pontos de recarga para promover a eletrificação de veículos na frota nacional.

A Nortec Química formalizou parceria com chinesas e vai investir RS$ 350 milhões numa plataforma industrial.

Fonte: CNN Brasil

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