Economia, Exportação, Importação, Informação, Internacional, Logística, Tributação

Canadá impõe tarifas bilionárias a produtos dos Estados Unidos

O Canadá aplicará tarifas de 25% em produtos dos EUA, afetando setores como bebidas, alimentos e manufaturados, em resposta às taxas americanas.

O Canadá decidiu aplicar tarifas sobre produtos norte-americanos, em resposta direta às taxas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O anúncio foi feito no sábado (1º), pelo primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, que criticou a decisão americana de taxar bens canadenses.

O Canadá aplicará tarifas de 25% em produtos americanos, totalizando 155 bilhões de dólares canadenses (cerca de US$ 106 bilhões)”, declarou Justin Trudeau. A primeira fase das tarifas atingirá aproximadamente US$ 20 bilhões em mercadorias a partir de terça-feira (4), mesmo dia em que entram em vigor as tarifas americanas sobre produtos do Canadá. Um segundo pacote de tarifas, no valor de US$ 85 bilhões, será implementado nas próximas semanas.

Produtos visados e impacto econômico

Entre os produtos americanos que serão tarifados estão suco de laranja da Flórida, bourbon e manteiga de amendoim do Kentucky, além do tradicional uísque do Tennessee. Justin Trudeau incentivou os canadenses a consumirem itens nacionais e evitarem produtos originários de estados americanos com representação republicana no Senado.

No Canadá, a lista de tarifas também inclui cervejas, vinhos, vegetais, perfumes, calçados, roupas, eletrodomésticos, móveis e equipamentos esportivos. Além disso, as tarifas vão atingir materiais como madeira e plásticos, o que aumentará o impacto na economia americana e elevará os custos para os consumidores.

Primeiro-ministro do Canadá defende parceria e critica postura de tarifas dos EUA

O primeiro-ministro destacou que o Canadá é um parceiro estratégico para os Estados Unidos, oferecendo minerais e insumos essenciais para a indústria americana. Para ele, o caminho ideal para os EUA seria fortalecer essa aliança, e não criar barreiras comerciais que prejudiquem ambos os lados.

Em tom crítico, Justin Truedeau mencionou o histórico de cooperação entre os países, lembrando que soldados canadenses lutaram ao lado de americanos em conflitos passados.

É difícil entender por que nossos vizinhos mais próximos escolheram atacar o Canadá, em vez de lidar com outros desafios globais”, afirmou.

O primeiro-ministro ainda revelou que tenta entrar em contato com o presidente Donald Trump desde a posse, sem sucesso.

Não acredito que muitos americanos acordem pensando que o Canadá é o problema”, concluiu.

FONTE: Economic News Notícia
Canadá aplica tarifas bilionárias a produtos dos EUA

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Comércio Exterior, Economia, Exportação, Importação, Industria, Informação, Internacional, Logística, Negócios, Tributação

‘Tarifaço’ de Trump na China beneficia agro brasileiro; Entenda

Durante seu primeiro mandato, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, implementou uma política econômica agressiva, que inclui uma série de tarifas sobre produtos importados de diversas nações.

Estas medidas tinham como principal alvo a China, mas também impactaram países como o Canadá e o México. O objetivo era reequilibrar a balança comercial americana, impondo barreiras a produtos estrangeiros.

Inicialmente, Trump propôs tarifas altas, de até 60% para produtos chineses e entre 10% a 20% para outros países. Porém, as taxas efetivamente aplicadas foram menores. Para a China, fixou-se em 25%, equivalente ao mesmo percentual imposto sobre importações canadenses e mexicanas. Essa política gerou repercussões significativas no comércio mundial, alterando rotas de exportação e importação.

Como o Brasil se beneficiou com as tarifas dos EUA?

A imposição de tarifas sobre a soja americana pela China abriu espaço para o Brasil aumentar suas exportações deste grão para o mercado chinês. Este cenário já havia ocorrido anteriormente, quando Pequim, em represália às tarifas americanas, aumentou a tributação sobre a soja dos EUA, optando pelo produto brasileiro. Historicamente, Brasil e EUA são os maiores exportadores mundiais de soja, mas o Brasil se destacou ao se tornar o principal fornecedor para a China.

Além da soja, o milho brasileiro também viu um crescimento no mercado mundial, especialmente após superarem os Estados Unidos como maior exportador deste cereal. Esses eventos indicam uma tendência de fortalecimento das exportações agrícolas brasileiras em consequência das tensões comerciais sino-americanas.

O mercado de carnes: Nova oportunidade para o Brasil?

Não apenas os grãos, mas o setor de carnes brasileiro também pode ganhar com a situação. A China, sendo um dos maiores consumidores de carne do mundo, passou a importar mais do Brasil, incrementando as exportações de carne bovina, frango e suína. Neste contexto, o Brasil já se mantinha à frente dos EUA nas exportações de frango e ocupa uma terceira posição confortável no mercado de carne suína.

No entanto, a carne bovina é onde o Brasil lidera globalmente e o mercado chinês é vital para este domínio. Analistas sugerem que uma renovada guerra comercial entre os Estados Unidos e a China poderia expandir ainda mais as oportunidades para o Brasil solidificar sua presença neste setor.

O Brasil corre o risco de ser taxado pelos EUA?

Embora os Estados Unidos contem com o Brasil como um fornecedor essencial de alimentos, existe a preocupação quanto a possíveis tarifas sobre produtos brasileiros. O Brasil fornece uma série de commodities importantes como café, suco de laranja e carne bovina para o mercado americano. Donald Trump, embora reconheça a importância do Brasil nestes suprimentos, expressou seu descontentamento com os preços praticados, levantando a possibilidade de retaliar com tarifas recíprocas.

Até agora, o risco de taxação parece ser contido pelo temor do impacto nos preços dos alimentos, o que seria desfavorável politicamente. Analistas afirmam que, independentemente das tensões comerciais, os EUA provavelmente evitarão medidas que poderiam elevar significativamente os custos dos produtos essenciais no mercado doméstico.

Quais produtos brasileiros têm maior peso no comércio com os EUA?

  • Café: O Brasil é o maior fornecedor deste produto para os americanos.
  • Carne Bovina: Os Estados Unidos são um dos principais compradores.
  • Suco de Laranja: Tem importância considerável na balança comercial.

A parceria comercial entre Brasil e Estados Unidos continua robusta, embora sujeita a desafios políticos e econômicos. Enquanto o Brasil mantém sua posição como um fornecedor chave, a dinâmica das tarifas entre as potências econômicas permanece um fator crítico a ser monitorado.

FONTE: Terra Brasil Noticia
‘Tarifaço’ de Trump na China beneficia agro brasileiro; Entenda – Terra Brasil Notícias

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Economia, Informação, Internacional

Deputados franceses aprovam resoluções contra acordo comercial entre Mercosul e União Europeia

O país insiste para que os agricultores do bloco sul-americano respeitem as normas ambientais e de saúde em vigor na UE para evitar uma eventual concorrência desleal.

Os deputados franceses adotaram nesta quinta-feira 30 duas propostas de resolução em oposição ao acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul.  Os textos foram apresentados pelos socialistas e pelo partido de esquerda radical, França Insubmissa. A resolução apresentada pela França Insubmissa (LFI, na sigla em francês) pede ao governo que expresse “sua oposição a qualquer método de adoção [do acordo] que contorne a ratificação pelos Parlamentos nacionais”.

O texto proposto pelo Partido Socialista segue a mesma linha, mas vai além, já que pede a inclusão no direito europeu de “medidas-espelho” que obriguem os países que exportam para o bloco a respeitar as normas sociais e sanitárias em vigor na União Europeia As duas propostas foram adotadas por unanimidade.

A UE e os países do Mercosul começaram a negociar em 1999 este acordo “global”, que deveria inicialmente reger as relações comerciais, mas também políticas e econômicas entre os europeus, por um lado, e Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai, por outro.

O polêmico tratado permite à União Europeia, que já é o maior parceiro comercial do Mercosul, exportar mais facilmente seus carros, máquinas e produtos farmacêuticos. Em contrapartida, o texto autoriza aos países sul-americanos incluídos no acordo ((Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai) venderem para Europa produtos como carne, açúcar, mel, arroz, soja.
O projeto interessa os sul-americanos, mas divide os europeus. Uma parte do grupo, liderado pela Alemanha, defende o pacto, esperando se beneficiar de tarifas mais vantajosas para exportar seus produtos manufaturados. Outra parte do bloco, liderado pela França, se opõem vigorosamente ao texto, temendo principalmente o impacto em seu setor agrícola.

Em dezembro de 2024, após 25 anos de debates, Comissão Europeia declarou que o acordo havia sido concluído, apesar das divergências. A decisão foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em Montevidéu, suscitando críticas de Paris. A França insiste para que os agricultores do bloco sul-americano respeitem as normas ambientais e de saúde em vigor na UE para evitar uma eventual concorrência desleal.

FONTE: CARTA CAPITAL
Deputados franceses aprovam resoluções contra acordo comercial entre Mercosul e União Europeia – Mundo – CartaCapital

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Investimento

Exportações de dispositivos médicos crescem 24,6% em 2024 e Brasil amplia reconhecimento global no setor

Empresas associadas ao Brazilian Health Devices também encerraram o ano com aumento nas exportações

As exportações brasileiras de dispositivos médicos fecharam 2024 com faturamento de US$ 1,17 bilhão, um aumento de 24,6% em relação a 2023. Em paralelo, as importações do setor também dispararam 20,49% no ano, chegando a US$ 9,79 bilhões.

Entre as 125 empresas participantes do Brazilian Health Devices (BHD), projeto setorial da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em parceria com a ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), as exportações somaram US$ 154,5 milhões em 2024, o que representa crescimento de 3,4%, e chegaram a 131 países, sendo os principais Estados Unidos, Argentina, México, Chile e Colômbia. Houve aumento das exportações do projeto em 72 desses países.

Entre as empresas exportadoras, mais de 81% tiveram aumento do volume de exportações em 2024. Além disso, no período, 84 companhias começaram a exportar para novos mercados e 46 delas incluíram novos produtos no portfólio internacional.

Foram, ao todo, 210 tipos de dispositivos médicos exportados pelas associadas no período, sendo os principais artigos e aparelhos ortopédicos, instrumentos para odontologia, artigos e aparelhos de prótese, preparações contendo substâncias para fins terapêuticos, instrumentos para uso na medicina e cirurgia e cimentos para obturação dentária.

O desempenho positivo nos mostra que o Brazilian Health Devices segue eficiente no seu objetivo de impulsionar a marca Brasil no mercado externo de dispositivos médicos”
José Fernando Dantas, coordenador de Acesso a Mercados da ABIMO.

Segmentação das exportações gerais

No Brasil como um todo, a vertical de produtos médico-hospitalares segue como a mais representativa no volume de exportação. Com 68,54% do total, o segmento alcançou US$ 804,89 milhões em 2024, refletindo crescimento de quase 32% com relação ao ano anterior. No período, a vertical de odontologia totalizou US$ 135,97 milhões em exportações (+11,7%), as vendas externas de produtos para laboratório chegaram a US$ 123,93 milhões (+ 15,10%) e aquelas voltadas ao segmento de reabilitação a US$ 109,48 milhões (+7,01%).

Os dispositivos médicos mais exportados em 2024 foram válvulas cardíacas, equipamentos distribuidores e doseadores de líquidos, bolsas e sacos de plástico para uso médico, artigos e aparelhos ortopédicos e categutes esterilizados.

Destino das exportações gerais

Em 2024, as exportações brasileiras de dispositivos médicos foram destinadas, prioritariamente, a países do continente americano, que consumiram 63,1% de tudo o que foi vendido pela indústria nacional. Entre principais compradores da região estão Estados Unidos, Argentina e México.

Mesmo assim, o produto brasileiro segue com espaço comercial em todo o mundo. Europeus responderam por 20,86% das aquisições do período, asiáticos por 14,25% e África e Oceania, juntos, consumiram 1,78% do total exportado. No ranking dos principais compradores do ano passado também se destacaram a Coreia do Sul e os Países Baixos.

Importações de dispositivos médicos

Com o crescimento das exportações, mas, também, das importações, a balança comercial do setor fechou 2024 com um déficit de pouco mais de US$ 8 milhões. No período, o Brasil importou cerca de US$ 5 bilhões em produtos para laboratório, o que representou mais da metade do volume total importado. Os produtos médico-hospitalares também tiveram um bom volume de importações: 38,93% do total.

Quem mais vende para o Brasil são os Estados Unidos, seguidos pela Alemanha, China, Irlanda e Suíça. Entre os itens importados estão produtos imunológicos para uso laboratorial, instrumentos e aparelhos para medicina e cirurgia, reagentes de diagnóstico laboratorial e sondas e cateteres.

Sobre a ABIMO

A Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) representa a indústria brasileira de produtos para a saúde que promove o crescimento sustentável no mercado nacional e internacional.

Fundada em 1962, a instituição conta com mais de 300 associados e surgiu a partir da ideia de 25 fabricantes de produtos médicos e odontológicos com o objetivo de fortalecer, organizar e regulamentar o segmento. Nesses anos de trabalho, a ABIMO expandiu suas operações de suporte à cadeia produtiva através de conselhos e grupos de trabalho, os quais respondem por todos os aspectos técnicos, operacionais e associativos do setor.

Sobre o BRAZILIAN HEALTH DEVICES

O projeto setorial Brazilian Health Devices, executado pela ABIMO em parceria com a ApexBrasil, tem como missão fomentar as exportações de artigos e equipamentos da área da saúde. Brazilian Health Devices é a marca que reúne as indústrias exportadoras do setor e as representa internacionalmente. Durante o ano de 2023 o projeto atendeu 137 empresas brasileiras fabricantes de dispositivos médicos que exportaram US$106,6 milhões em produtos para mais de 137 países.

O Brazilian Health Devices está aberto a receber novas indústrias de dispositivos médicos que buscam a internacionalização. As empresas interessadas em entender o funcionamento do projeto devem entrar em contato pelo telefone (11) 3285-0155 ou pelo e-mail export@abimo.org.br.

FONTE: APEXBRASIL
Exportações de dispositivos médicos crescem 24,6% em 2024 e Brasil amplia reconhecimento global no setor

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Após Canadá, México e China, Trump diz que vai taxar União Europeia…

Em resposta a jornalistas no Salão Oval, presidente dos EUA confirmou que imporá tarifas sobre produtos europeus.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou na 6ª feira (31.jan.2025) que irá taxar produtos da UE (União Europeia). “Vou impor tarifas à União Europeia? Querem a verdade ou uma resposta política? Com certeza”, declarou a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca. Ele acusou a UE de tratar os EUA de maneira “terrível”.

Em dezembro, antes de tomar posse, Trump já havia dito que, caso os europeus não aumentassem a compra de petróleo e gás dos EUA, elevaria as tarifas. Ele não detalhou quais produtos serão afetados nem o percentual, mas afirmou que pretende adotar “algo substancial”. No 1º mandato, Trump fixou 25% sobre o aço e 10% sobre o alumínio de UE, Canadá e México. O bloco retaliou com taxas sobre uísque, motocicletas e jeans norte-americanos.

TRUMP 2

Além da UE, Trump anunciou tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México, e de 10% sobre importações da China, medidas que entram em vigor neste sábado (1º.fev). Ele justificou as ações citando imigração ilegal, tráfico de fentanil e deficits comerciais. No domingo (26.jan), o republicano ameaçou impor tarifas emergenciais de 25% sobre produtos colombianos —com aumento para 50% em uma semana— caso o país não aceitasse voos de deportação de migrantes. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, recuou e disponibilizou o avião presidencial para repatriar os cidadãos.

FONTE: PODER360
Após Canadá, México e China, Trump diz que vai taxar UE

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Casa Branca confirma taxas de 25% para Canadá e México e 10% sobre a China

Um dia após anunciar tarifas de 25% contra Canadá e México, Casa Branca afirma que Trump também vai taxar a China

Após anunciar tarifas de 25% sobre importações do México e Canadá, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também vai taxar produtos vindos da China. A informação foi divulgada pela Casa Branca nesta sexta-feira (31/1). A medida passa a valer neste sábado (1º/2).

O que está acontecendo

  • Após assumir a Casa Branca, Donald Trump iniciou uma guerra tarifária contra países tidos como ameaças para os interesses dos Estados Unidos.
  • Em 30 de janeiro, Trump anunciou que vai taxar exportações vindas do México e Canadá em 25%. 
  • Segundo o presidente norte-americano, a medida busca impedir a “invasão” de drogas e imigrantes ilegais nos EUA. 

De acordo com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, a China será taxada em 10%, como resposta a suposta entrada de fentanil nos EUA vinda do país.

Nos primeiros onze dias de seu segundo mandato, Trump tem subido o tom e usado a economia como arma contra alguns países.

Além das tarifas anunciadas contra México, Canadá e China, três dos principais parceiros comerciais dos EUA, o presidente republicano também fez ameaças semelhantes contra os países dos Brics.

Nesta sexta-feira, Trump afirmou que pode aplicar taxas de 100% em produtos vindos de países do bloco econômico, do qual o Brasil faz parte. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu, e afirmou que vai agir com reciprocidade caso as ameaças sejam cumpridas.

FONTE: Metrópoles
Casa Branca confirma taxa de 25% para Canadá e México e 10% para China | Metrópoles

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Petrobras reajusta preço do diesel em R$ 0,22 às distribuidoras

Novo valor passa a valer a partir deste sábado

A Petrobras reajustou o preço do diesel A em R$ 0,22 por litro. A partir deste sábado (1), o combustível passará a ser vendido para as distribuidoras, em média, por R$ 3,72. 

A parcela da Petrobras na composição do preço ao consumidor final ficará em R$ 3,20 por litro, um aumento de R$ 0,19, porque o combustível repassado às distribuidoras deve ser obrigatoriamente misturado com 14% de biodiesel para se tornar o diesel B vendido nos postos.

De acordo com o último levantamento de preços da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o diesel B está sendo vendido nas bombas por, em média, R$ 6,17. Esse valor resulta da soma da parcela da Petrobras mais o valor do biodiesel, imposto federais e estaduais e custos de distribuição e revenda. Caso o reajuste da Petrobras seja repassado integralmente, o preço do combustível para o consumidor deve subir para R$ 6,36.

É o primeiro aumento de preços anunciado pela Petrobras desde outubro de 2023. Em dezembro do mesmo ano, a estatal tinha feito o seu último reajuste, mas para reduzir os preços. Mesmo com a alta anunciada agora, a empresa informou que os preços para as distribuidoras ainda estão 17,1% menores do que em dezembro de 2022.

FONTE: Agencia Brasil
Petrobras reajusta preço do diesel em R$ 0,22 às distribuidoras | Agência Brasil

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Quais são os impactos das iminentes tarifas de Trump? Mercado analisa 1ºs efeitos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou as tarifas de 25% para Canadá e México no próximo sábado – e mais pode estar no radar

O prazo de 1º de fevereiro para os EUA imporem uma tarifa de 25% sobre as importações do México e do Canadá está se aproximando. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou as tarifas de 25% para os dois países, que começam a vigorar já neste sábado. Trump também mencionou que os EUA estão em processo de aplicar tarifas à China, e afirmou: “(O país asiático) precisa parar de enviar fentanil (um opioide) para o nosso país e matar nosso povo”. De acordo com o presidente, esse será o motivo para que as tarifas sobre a China sejam implementadas em breve.

Trump disse que ainda não ter definido se incluirá na medida o petróleo desses países. “Podemos ou não”, disse o presidente aos repórteres, no Salão Oval da Casa Branca. Além disso, ele voltou a ameaçar os países membros do Brics com tarifas de 100% caso o bloco continue buscando uma alternativas ao dólar.

Neste sentido, os analistas do Bradesco BBI, ao falarem especificamente sobre as tarifas para México e Canadá, apontam que ainda não está claro quais produtos podem eventualmente ser afetados e, especialmente, se essas seriam medidas duradouras (o que não parece ser o caso, segundo a análise).

Ainda assim, dado que isso provavelmente se tornará um ruído recorrente, o banco compartilhou algumas reflexões iniciais do que podem ser tópicos de discussão relevantes para os setores de Proteína e Agronegócio, também com efeitos no Brasil.

Para Proteínas, olhando para o volume total e líquido de comércio entre os EUA e Canadá + México (ou seja, importações menos exportações), os principais destaques para os EUA são:

Bovinos vivos: 2 milhões de cabeças de importação (100% do total das importações) ou 1,7 milhão de cabeças de importações líquidas (5% do total de abate).
Carne bovina: 582 mil toneladas de importação (49% do total das importações) ou 413 mil toneladas de importações líquidas (2% do consumo interno).
Suínos: 6,7 milhões de cabeças de importação (100% do total das importações) ou 6,7 milhões de cabeças de importações líquidas (5% do total do abate)
Carne suína: 335 mil toneladas de importação (80% do total das importações) ou 720 mil toneladas de exportação líquida (35% das exportações líquidas).
Aves: 936 mil toneladas de exportações líquidas (25% das exportações líquidas).

Assim, avaliam os analistas, a principal categoria de importação que pode eventualmente ser afetada é o comércio de gado vivo/carne bovina, mas as operações de carne bovina da JBS (JBSS3) e da Marfrig (MRFG3) não são integradas verticalmente.

“Com uma eventual tarifa, a principal questão é quem sofrerá o golpe -o consumidor dos EUA (por meio de preços mais altos da carne bovina), o produtor canadense e mexicano (por meio de preços mais baixos do gado) ou os embaladores (agentes intermediários desta cadeia de valor)”, avaliam.

Para o banco, no curto prazo, pode haver algum impacto sobre os processadores à medida que o fluxo comercial se ajusta, principalmente se houver uma desaceleração temporária nos volumes de abate e algum grau de desalavancagem operacional.

“Ainda assim, os custos fixos representam menos de 10% do total, e a falta de integração vertical protege os embaladores da pressão de vendas que o controle do processo de produção exigiria. Em vez disso, o gado precisará ser processado e, com menor oferta, demanda inelástica e estoques de proteína praticamente inexistentes, os preços para o consumidor também tenderão a subir”, apontam.

Os analistas veem que o impacto sobre os processadores de carne bovina, se houver, seria bastante limitado. Além disso, dado que as margens operacionais para a maior parte da indústria já estão pairando em torno do ponto de equilíbrio (que historicamente provou ser um piso), qualquer queda adicional pode ser limitada, na sua visão.

Já para o agronegócio, as importações de fertilizantes representam cerca de 25-30% do consumo total dos EUA, com o Canadá representando aproximadamente 50% disso. Especificamente para o potássio, os EUA importam em torno de 97% de suas necessidades, a grande maioria das quais vem do Canadá. Ainda assim, o fluxo de importação entre os dois países representa apenas cerca de 14% do uso total de fertilizantes nos EUA.

“Portanto, mesmo que uma tarifa de 25% fosse imposta às importações canadenses, provavelmente teria apenas um pequeno impacto nos custos gerais de produção dos EUA, especialmente porque os fertilizantes representam cerca de 20-35% dos custos operacionais das principais culturas (antes que qualquer racionalização no consumo seja contabilizada). Assim, também não parece que surja nenhum grande impacto para o setor”, afirmam.

Impacto macro

O Morgan Stanley, por sua vez, fez uma análise macro sobre eventual implementação de tarifas pelos EUA, que provavelmente levará a uma inflação maior e menor crescimento nas economias da América Latina. O país mais afetado seria o México, dada sua alta exposição aos EUA, enquanto o Brasil e a Argentina teriam um impacto mais limitado.

O Brasil poderia se beneficiar das tarifas dos EUA para a China por meio de um aumento nas exportações para o gigante asiático, semelhante ao que aconteceu em 2017. Quando os EUA implementaram tarifas em 2017, a China redirecionou suas importações para longe dos EUA e indo para o Brasil (dado que o Brasil e os EUA exportam itens semelhantes para a China).

Isso levou a um aumento nas exportações do Brasil para a China, atingindo perto de 28% do total das exportações em 2018 versus 19,6% em 2016. Notavelmente, as exportações de soja do Brasil para a China (um dos principais itens exportados) aumentaram US$ 12,8 bilhões entre 2016 e 2018, enquanto as exportações de soja dos EUA para a China caíram US$ 11,1 bilhões no mesmo período.

Além disso, o Brasil poderia aumentar ainda mais as exportações de soja dado seu potencial de expandir materialmente a área de plantio (que já aumentou 25% desde 2017).

“Existem dois riscos neste cenário em nossa visão: i) o crescimento da China desacelera devido às tarifas dos EUA, reduzindo a demanda por exportações do Brasil e ii) a China faz um acordo comercial com os EUA para evitar uma implementação tarifária significativa que também poderia reduzir a demanda por exportações do Brasil”, apontam os economistas do banco.

“Finalmente, as exportações representam apenas 19% do PIB, então, no geral, prevemos um impacto limitado no crescimento do PIB, mesmo que as exportações sejam impactadas positivamente”, avalia.

Por outro lado, o impacto negativo para o Brasil das tarifas dos EUA viria do canal da inflação e superaria o impacto positivo do comércio, na visão do banco. De fato, o negativo impacto no real devido a um dólar mais forte globalmente seria amplificado por fatores domésticos, especialmente ruído fiscal, apontam.

“As métricas fiscais do Brasil são piores em comparação com seus pares (dívida bruta/PIB e saldo fiscal nominal), o que torna a moeda mais volátil, especialmente em um cenário de risco. Isso seria inflacionário: para cada depreciação de 10%, a inflação aumentaria 96 pontos-base em 12 meses, de acordo com estimativas do BCB”, complementa a equipe de análise.

Por outro lado, se as tarifas dos EUA levarem a uma desaceleração do crescimento global, as pressões inflacionárias do dólar forte poderiam ser parcialmente compensadas, pois as exportações do Brasil reduziriam, aumentando a oferta doméstica e reduzindo as pressões de preço. No entanto, o Morgan pontua que esse impacto desinflacionário seja limitado, dado que as principais exportações do Brasil representam apenas cerca 10% da cesta da inflação de preços ao consumidor.
Possíveis taxações para o Brasil estão no radar?

Logo no início do mandato de Trump, o Bradesco avaliou dois cenários de eventual endurecimento da política comercial sobre o Brasil com o governo do americano.

No primeiro, os EUA aplicariam 10% de tarifa sobre todos os produtos exportados pelo Brasil, com impacto negativo estimado de US$ 2 bilhões sobre a nossa balança comercial e depreciação cambial de cerca de 4%.

No segundo, mais severo até o momento, as tarifas subiriam para 25% com efeito negativo estimado de US$ 5,5 bilhões sobre nossas exportações.

O Brasil exporta cerca de US$ 40 bilhões para os EUA, distribuídos da seguinte forma:• Aço e ferro US$ 5,9 bilhões

• Petróleo e derivados US$ 7,6 bilhões
• Aeronaves US$ 4,5 bilhões
• Papel e Celulose US$ 1,7 bilhão
• Carnes US$ 1,4 bilhão
• Outros US$ 17 bilhões

Hoje, a maioria das exportações brasileiras para os EUA não sofrem nenhum tipo de taxação. A exceção é o petróleo, que tem tarifa de 5% a 6%.

“Os impactos estimados seriam espalhados no tempo, ao longo da eventual implementação dessas tarifas”, avalia o banco.

Outro risco monitorado para as exportações do Brasil seria um novo acordo comercial entre EUA e China. “Nesse caso, a China passaria a comprar mais produtos americanos, com foco em commodities agrícolas. As exportações de soja provavelmente seriam as mais comprometidas, com potencial perda de cerca de US$ 3,5 bilhões”, apontam os economistas do banco.

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia, Exportação, Informação

SC deve produzir mais de 1,2 bilhão de toneladas de arroz durante nova safra, projeta Epagri

Estado é o segundo maior produtor de arroz do Brasil, com mais de 145 mil hectares disponíveis para plantação

Santa Catarina deve produzir mais de 1,2 bilhão de toneladas de arroz na próxima safra, que terá início na próxima sexta-feira (31) no município de Turvo, no Sul catarinense. A estimativa é da Epagri/Cepa e representa um aumento de 9,5% em relação a safra anterior. Consolidado como o segundo maior produtor do alimento no país, o Estado deve produzir 8,73 toneladas por hectare neste ano.

Em todo o Estado, há cerca de 145 mil hectares disponíveis para a plantação de arroz. A expectativa é que a safra atual seja melhor que a anterior. Isto porque, segundo a analista de socioeconomia e desenvolvimento rural da Epagri/Cepa, Glaucia Padrão, a colheita anterior passou por dificuldades, como excesso de chuva, nebulosidade e pouca luz, e, com isso, as plantações tiveram a presença de doenças e pragas, o que provocou pouca produtividade.

O coordenador do Programa Grãos da Epagri, Douglas de Oliveira, ainda salienta que as boas condições climáticas deste ano devem ser decisivas para o aumento nos resultados da safra de arroz. Segundo ele, o clima já vem permitindo um desempenho satisfatório das lavouras.

7ª Abertura da Colheita do Arroz de SC

A 7ª Abertura da Colheita do Arroz de Santa Catarina deve ser realizada durante o 9º Dia de Campo Dagostin Sementes, na propriedade do vereador Rogério Dagostin (PP), em Ponte Alta. Além da abertura da safra, também haverá um estande da Epagri com o repasse de informações técnicas sobre a aplicação de fungicidas nos alimentos.

O início da colheita deve acontecer no segundo dia de evento, quando também será ministrada uma palestra sobre a qualidade de aplicação e os desafios dos drones de pulverização. Além disso, a Epagri também lançará o programa cultivar SCS127 CL, para o cultivo de arroz branco e parboilizado.

FONTE: NSC Total
SC deve produzir mais de 1,2 bilhão de toneladas de arroz durante nova safra, projeta Epagri – NSC Total

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Com Selic a 13,25%, Brasil tem o segundo maior juro real do mundo

O Brasil manteve a segunda posição no ranking global de juros reais (descontada a inflação), enquanto a Argentina assumiu a liderança, segundo levantamento realizado pelo economista Jason Vieira, da MoneYou.

Com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic para 13,25% ao ano, o juro real brasileiro ficou em 9,18% ao ano, atrás apenas da Argentina, que registra 9,36%. A média das economias analisadas no estudo é de 1,34%.

A Argentina passou por uma reviravolta no ranking, ao passar de juros reais negativos para a 1ª colocação em poucos meses. O avanço ocorreu devido à combinação de projeções de inflação mais moderadas para 2025 e taxas de juros mais atrativas para investidores internacionais.

Além do Brasil e Argentina, completam o top 5 do ranking Rússia (8,91%), México (5,52%) e Indonésia (5,13%). O cenário considera uma alta de 1 ponto percentual nas taxas de juros nos próximos 12 meses.

Em cenários alternativos, o estudo aponta que o Brasil ultrapassaria a Argentina em 2025 ao considerar um aumento hipotético de mais 1,25 ponto percentual na Selic. Nessas condições, os juros reais brasileiros alcançariam 9,44%, ante 9,36% dos argentinos. Já com aumento de apenas mais 0,50 ponto percentual, o Brasil cairia para a terceira posição, atrás de Argentina e Rússia.

Entre os 40 países avaliados, a maioria manteve ou cortou os juros recentemente, com exceção do Brasil e do Japão, que elevou sua taxa de 0,25% para 0,50% ao ano.

Em termos nominais, o Brasil ficou na quarta colocação, atrás de Turquia (45%), Argentina (32%) e Rússia (21%). Já países como China (1,14%) e EUA (1,12%) estão em patamares bem inferiores.

O levantamento também mostra que 12 economias possuem juros reais negativos, incluindo Japão (-1,32%) e Turquia (-6,0%).

  1. Argentina – 9,36%
  2. Brasil – 9,18%
  3. Rússia – 8,91%
  4. México – 5,52%
  5. Indonésia – 5,13%
  6. Colômbia – 5,01%
  7. República Tcheca – 3,30%
  8. África do Sul – 2,95%
  9. Filipinas – 2,57%
  10. Hong Kong – 1,99%

    Fonte: InfoMoney
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