Informação

11% das saídas programadas pelas companhias de navegação são canceladas

As companhias de navegação estão recorrendo intensamente a cancelamentos de itinerários (blank sailings) e à omissão de portos para sustentar um mercado fraco, com 11% das saídas programadas canceladas, o que corresponde a 81 de 720 entre as semanas 39 (22–28 de setembro) e 43 (20–26 de outubro), principalmente na rota Transpacífica (53%), seguida por Ásia–Europa/Mediterrâneo (31%) e Transatlântico Oeste (16%).

A maioria dos cortes (68%), segundo um relatório da consultoria Drewry, concentra-se em torno da Semana Dourada na China, enquanto a congestão nos principais portos chineses e europeus continua afetando os cronogramas.

Durante esse período, espera-se que 89% das saídas semanais programadas ocorram conforme previsto.

O Índice Mundial de Contêineres da Drewry caiu mais 6%, chegando a USD 1.913 por contêiner de 40 pés em 18 de setembro, marcando sua décima quarta queda semanal consecutiva. As tarifas na rota Ásia–Europa/Mediterrâneo caíram 10%, o Transpacífico caiu 5% e o Transatlântico recuou 1%.

A partir de 14 de outubro, entrarão em vigor novas tarifas portuárias nos Estados Unidos para navios construídos ou operados por empresas chinesas, afetando principalmente a Cosco, enquanto a maioria de seus concorrentes verá um impacto limitado.

Com a chegada do quarto trimestre de 2025, a demanda sazonal pode oferecer certo impulso, mas as tarifas, as pressões econômicas e a geopolítica ameaçam afetar os processos de reabastecimento. A disciplina na gestão de capacidade e a agilidade dos embarcadores serão fundamentais para enfrentar a volatilidade que se aproxima.

A Drewry recomendou que os embarcadores mantenham flexibilidade; ou seja, utilizem contratos mais curtos, monitorem de perto as tarifas e garantam capacidade com antecedência.

Fonte: Portual Portuário

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Informação

Movimentação de passageiros já é 8,5% maior que a registrada no período pré-pandemia

Dados entre janeiro e agosto mostram mudança de perfil nos voos internacionais: cresce número de passageiros para Ásia e Américas do Sul e Central; cai para América do Norte

O número de passageiros no transporte aéreo brasileiro, nos oito primeiros meses do ano, chegou a 84,6 milhões de pessoas e já é 8,5% maior que o registrado no período pré-pandemia (2019), ano de movimentação recorde. O levantamento foi feito pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), com base no relatório de demanda e oferta da Anac e indica, com base nos voos internacionais, uma mudança de perfil dos destinos mais procurados.

Em comparação com os números registrados no mesmo período em 2019, houve um crescimento de 34% no número de passageiros para a Ásia, 28,5% para a América Central, de 21% América do Sul e de 13% para a Europa, enquanto se verifica uma queda de 1% no número de passageiros para a América do Norte e de 37% para a África.

A movimentação de passageiros nos oito primeiros meses do ano foi 9,6% maior que a verificada no ano passado, com crescimento de 14,8% em voos internacionais (18,8 milhões de pessoas) e de 8,2% em voos domésticos (65,8 milhões).

“Temos um crescimento na renda do brasileiro e um interesse dos estrangeiros pelo turismo de lazer e de negócios no nosso país. O crescimento nos números da aviação mostram isso”, avalia o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

“Temos um crescimento na renda do brasileiro e um interesse dos estrangeiros pelo turismo de lazer e de negócios no nosso país. O crescimento nos números da aviação mostram isso”

Países da América do Sul foram os mais procurados nos voos internacionais, com 7,8 milhões de passageiros entre janeiro e agosto, e representam 41% da movimentação exterior no período. Argentina (com 3,2 milhões de passageiros) e Chile (2,3 milhões) foram os mais buscados no continente. Apesar de ser o continente com maior crescimento desde a pandemia, o número de passageiros da Ásia, nos oito primeiros meses do ano, foi de 550 mil pessoas.

Passageiros internacionais (jan/jul de 2025)

  • América do Sul – 7.812.723
  • Europa – 5.696.767
  • América do Norte – 3.575.207
  • América Central – 966.420
  • Ásia – 551.877
  • África – 267.291

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio Exterior, Informação, Portos

Porto de Itajaí recebe 712 carros de luxo embarcados no navio Brasília Highway

O navio Brasília Highway, especializado no transporte de veículos pelo sistema Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), atracou no Porto de Itajaí. Ele trouxe 712 carros de luxo, entre modelos BMW e Mini Cooper, sendo que se destacaram as versões BMW 220, 420i e M3 — inclusive uma pintura exclusiva verde-limão, conhecida no mercado como São Paulo Yellow. A operação de desembarque teve início às 1h desta sexta (19), após a atracação que ocorreu às 22h.

O sistema Ro-Ro permite que os automóveis entrem e saiam do navio por rampas, como se fosse um estacionamento flutuante. Esse método garante agilidade e segurança no desembarque, reduzindo o manuseio e os riscos de danos, além de acelerar o tempo de operação portuária.

“As operações Ro-Ro são sinônimo de eficiência: menos manuseio, mais segurança e giro rápido de pátio. Em 2025, já somamos 11 atracações desse tipo no Porto de Itajaí. Hoje, com o Brasília Highway, atracado às 22h e com desembarque iniciado à 1h, mostramos planejamento e execução precisos, garantindo previsibilidade aos importadores e fluidez na cadeia logística. Itajaí está voltando a ser um dos grandes players de logística do país.” — João Paulo Tavares Bastos, superintendente do Porto de Itajaí.

A eficiência logística do Porto de Itajaí também tem sido reforçada por outras melhorias:
    •    A dragagem de manutenção, concluída no início de 2025, restabeleceu as profundidades ideais no canal interno e externo e nas bacias de evolução, que favorecem a entrada segura de navios maiores.  
    •    Operações de veículos têm contado com grande mobilização de mão-de-obra local, caminhões-cegonha em fluxo contínuo, pátios bem organizados, e uso de sistemas de controle digital para monitoramento em tempo real — todas medidas que reduzem o tempo total da operação.  

Com isso, o Porto de Itajaí está reassumindo um papel de destaque entre os grandes players logísticos do país, especialmente para cargas de valor agregado como veículos de luxo ou eletrificados.

Fonte: Porto de Itajaí

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AVISO DE PAUTA – Conab lança 13ª “Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026” em Brasília

O evento, que reúne autoridades e especialista, apresenta estudo que antecipa tendências do setor, trazendo informações, análises, prognósticos e desafios sobre o cenário agropecuário nacional para o próximo ano

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará, nesta quinta-feira (18), o evento Perspectivas para a Agropecuária 2025/2026, no auditório da sede da empresa, em Brasília (DF). A programação contará com a participação do presidente da Conab, Edegar Pretto, do diretor de Política Agrícola e Informações, Silvio Porto, da ministra substituta do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli, do secretário de Agricultura Familiar e Agroecologia do MDA, Vanderley Zíger, do secretário adjunto de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Wilson Vaz e do vice-presidente de Agronegócios e Agricultura Familiar do Banco do Brasil, Gilson Bittencourt.

O evento reunirá ainda representantes do Banco do Brasil, do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e conselheiros agrícolas de embaixadas.

Na ocasião, serão apresentados cenários sobre produção de grãos, mercado de carnes, crédito rural, tecnologia agrícola e previsões climáticas que impactam na produtividade da próxima safra. O encontro contará também com painel de debates com representantes do BNDES e de organizações da agricultura familiar.

Credenciamento: Os jornalistas que desejarem utilizar o Wi-Fi da Conab durante o evento precisam se cadastrar antecipadamente para obter a senha, até às 8h do dia 18/09/2025, preenchendo o formulário disponível em: Formulário de cadastro.

Serviço:
Perspectivas para agropecuária 2025/2026
Data: quinta-feira, 18 de setembro de 2025
Horário: 10h
Local: Auditório da sede da Conab
End: SGAS 901, Bloco A, Lote 69 – Brasília/DF
Link da Transmissão: https://www.youtube.com/watch?v=VWpTPYOvvrA

Fonte: Companhia Nacional de Abastecimento

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Setor produtivo realiza reunião no Sebrae-SC

Infraestrutura de transportes, tarifaço, desafios trabalhistas e combate à pirataria foram destaques no encontro do COFEM, realizado nesta segunda, dia 15

Os investimentos em infraestrutura de transportes, os impactos do tarifaço para a indústria, desafios na área trabalhista e o combate à pirataria foram destaques na reunião do Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM), realizada nesta segunda-feira, dia 15, no Sebrae-SC, em Florianópolis.

Jair Schmidt, presidente do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (CECOP-SC), demonstrou os impactos do comércio ilegal no Brasil, que somou R$ 468 bilhões em 2024. Entre os setores mais afetados estão: vestuário, bebidas alcoólicas, combustíveis, materiais esportivos, higiene pessoal e perfumaria e cosméticos. O CECOP é vinculado à Secretaria de Indústria e Comércio (SICOS) e coordena ações de combate ao comércio ilegal, sonegação fiscal e delitos.  

Em relação à infraestrutura, representantes do COFEM destacaram a importância de garantir aportes anuais mínimos para a manutenção das estradas estaduais e federais, além do orçamento anual para atender as necessidades do estado. Dados apresentados pela Fetrancesc mostram que SC tem 6 milhões de veículos e 250 mil caminhões (5ª maior frota do país).

Quanto ao tarifaço, no encontro foram destacadas as ações que a FIESC tem realizado para minimizar os impactos, com o lançamento do Destarifaço — programa que oferece apoio, consultoria e qualificação a exportadores e seus trabalhadores. Os setores de base florestal, madeira e móveis estão entre os mais afetados.

O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

Fonte: FIESC

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Informação, Navegação, Portos

Mar agitado fecha canal de acesso a Itajaí

Boca da barra foi considerada impraticável na noite deste domingo

O acesso ao Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes está fechado na noite deste domingo. A Marinha do Brasil bloqueou preventivamente a entrada e saída de navios por causa do mar agitado.

A movimentação foi suspensa por volta das 19h, devido à forte ondulação, que chegou a cerca de dois metros na costa de Itajaí.

De acordo com o painel de monitoramento de tráfego marítimo, não havia manobras previstas para o complexo portuário na noite de domingo. Para esta segunda-feira, estão previstas três saídas e uma entrada de navios para os portos de Navegantes e Itajaí. 

A liberação da boca da barra depende da melhora nas condições do mar.

O laboratório de Climatologia da Univali informou sobre ondas de um metro a um metro e meio nas nossas praias nesta semana, com tempo ficando nublado, mas com aberturas de sol, e temperaturas esquentando, com mínimas de 14°C e máximas perto da casa dos 30°C. A semana deve ter poucas chance de chuva.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior, Exportação, Finanças, Importação, Informação

Receita Federal transmitirá ao vivo a 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac

A reunião será nesta sexta-feira, 12 de setembro, às 14h30, no canal da Receita Federal no Youtube.

Receita Federal transmitirá ao vivo, no dia 12 de setembro, sexta-feira, às 14h30, a 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Conselho Nacional de Facilitação do Comércio (Confac).

O encontro será realizado pelo canal oficial da Receita Federal no YouTube, neste link

A participação é aberta ao público, especialmente a profissionais, empresas e órgãos envolvidos nas operações de comércio exterior, que terão a oportunidade de acompanhar de perto as iniciativas voltadas à integração e ao aprimoramento dos processos aduaneiros.

📌 Informações sobre a live:

Evento: 10ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Confac
Data: 12/09 (sexta-feira)
Horário: 14h30
Local: Canal da Receita Federal no YouTube

Fonte: Receita Federal gov.br

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Economia, Exportação, Importação, Informação, Tributação

Reforma Tributária e os impactos em no Comércio Exterior de Santa Catarina: hora de se reinventar 


Com o fim dos incentivos fiscais tradicionais, trading companies, despachantes e importadores em Santa Catarina precisam apostar em inovação, tecnologia e estratégia para manter a competitividade. 

A Reforma Tributária, regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, já está em fase de implementação gradual e prevê mudanças significativas no sistema fiscal brasileiro. As novas regras, que introduzem o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), a CBS (Contribuição Social sobre Bens e Serviços) e o Imposto Seletivo (IS) em substituição a tributos como ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, entram em vigor a partir de 2026

Até lá, as empresas precisam se preparar para um cenário de maior simplificação e transparência, mas que também exige adaptações estratégicas e operacionais. Estimativas do governo apontam que a alíquota total deve girar em torno de 28%, com possibilidade de ajustes caso ultrapasse 26,5%. Além disso, a arrecadação passará a ser feita no destino do consumo, reduzindo a guerra fiscal entre estados e municípios e reforçando a necessidade de planejamento antecipado por parte dos setores mais impactados, como o comércio exterior. 

Santa Catarina em foco 

A Reforma Tributária trará mudanças profundas na dinâmica fiscal e operacional de trading companies, despachantes aduaneiros e importadores, especialmente em estados como Santa Catarina, que historicamente se beneficiaram de incentivos fiscais como o TTD (Tratamento Tributário Diferenciado)

Nesse novo cenário, a adaptação será palavra de ordem. Mais do que acompanhar a legislação, será preciso adotar estratégias inteligentes e inovadoras para se manter competitivo. 

Reinvenção das Trading Companies 

Com o fim gradual dos incentivos de ICMS, o diferencial competitivo das tradings deverá migrar para novos campos de atuação. Entre os caminhos estratégicos estão: 

  • Reposicionamento de valor: foco em inteligência logística, negociação internacional e gestão de riscos. 
  • Consultoria tributária especializada: apoio na transição para o novo modelo de IBS e CBS, auxiliando clientes no planejamento de custos. 
  • Tecnologia e automação: investimento em plataformas digitais que integrem importação, simulação de custos e compliance fiscal. 
  • Parcerias estratégicas: fortalecimento de alianças com operadores logísticos, despachantes e fintechs para entregar soluções completas. 

Reinvenção dos Despachantes Aduaneiros 

Para os despachantes, a reforma abre espaço para uma atuação ainda mais consultiva e tecnológica. As principais ações incluem: 

  • Atualização técnica constante: domínio dos novos regimes aduaneiros e entendimento do impacto da CBS e do IBS em cada operação. 
  • Atuação como consultores: papel ampliado, orientando empresas sobre riscos, oportunidades e planejamento tributário. 
  • Digitalização de processos: sistemas que automatizem o despacho, reduzam erros e agilizem a liberação de cargas. 
  • Educação corporativa: oferta de treinamentos e workshops para clientes sobre os impactos práticos da reforma. 

Reinvenção dos Importadores 

No caso dos importadores, a simplificação tributária traz novos horizontes para o planejamento e a eficiência. Entre os pontos de atenção estão: 

  • Revisão de cadeias de suprimentos: avaliação sobre manter a importação direta ou terceirizar via trading. 
  • Planejamento financeiro mais preciso: maior clareza para simular custos e evitar surpresas. 
  • Adoção de IA e analytics: uso de ferramentas inteligentes para prever demanda, simular cenários tributários e otimizar estoques. 
  • Fortalecimento da governança fiscal: criação de rotinas de compliance que assegurem o aproveitamento correto de créditos e evitem autuações. 

O futuro exige visão estratégica 

A chave para todos os agentes será a adaptabilidade. A Reforma Tributária não elimina oportunidades — ela apenas exige que sejam redefinidas. 

Santa Catarina, com sua tradição no comércio exterior e no uso de incentivos fiscais, terá um desafio especial pela frente. Mas, ao mesmo tempo, a mudança abre espaço para um novo posicionamento baseado em inovação, eficiência e inteligência estratégica. 

TEXTO: REDAÇÃO/DAISE SANTOS 

IMAGEM: Ilustrativa/Freepik 

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística

Brasil tem 13 vezes mais empresas que importam do que exportam para a China

Embora a China seja o país que mais compra produtos do Brasil no exterior, há mais empresas brasileiras que importam do que exportam nas trocas comerciais com o gigante asiático. Esta é uma das descobertas de um estudo sobre o perfil socioeconômico do comércio entre os dois países, feito pelo Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) em parceria com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

São mais de 40 mil empresas que importam da China, entre lojas do varejo, atacadistas, tradings e indústrias, contra menos de 3 mil que exportam ao país. Enquanto há uma grande diversidade de produtos manufaturados e insumos industriais importados pelo Brasil da China, as vendas ao gigante asiático são concentradas em um número bem menor de fornecedores de produtos primários. Somente três produtos — soja, minério de ferro e petróleo — representaram três quartos do total vendido à China no ano passado.

É bem maior o número de empresas brasileiras que exportam para o Mercosul (11,7 mil), os Estados Unidos (9,6 mil) e a União Europeia (8,6 mil), ainda que, no montante em dólares, estes mercados comprem menos do Brasil. As vendas para a China são mais concentradas em commodities do que para qualquer outro parceiro comercial .

Já quando se olha para as importações, o total de empresas que trazem produtos da China — 40.059, em número preciso de 2024 — é quase dez vezes superior ao número de importadores de produtos do Mercosul, o triplo dos Estados Unidos e o dobro da União Europeia. Desde 2000, o número de importadores de produtos chineses no Brasil foi ampliado em 11 vezes.

O estudo mostra que, embora em menor ritmo, também houve um avanço no número de empresas que vendem à China: quadruplicou de 2000 para cá, incluindo microempresas que passaram a fornecer ao país.

A urbanização acelerada, a ascensão da classe média e o crescimento da indústria puxaram nas últimas décadas a demanda chinesa por produtos que o Brasil tem condições de fornecer. Nos últimos dez anos, a China respondeu por mais da metade do superávit da balança comercial brasileira, sendo, em 2024, o destino de 28% das exportações do Brasil.

Fonte: Estadão

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