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Justiça proíbe obras de dragagem no Porto Aratu

Obras podem causar impactos em dez comunidades quilombolas de Ilha de Maré

A Justiça Federal acolheu uma ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou a suspensão das obras de dragagem no Porto Organizado de Aratu-Candeias. A medida liminar concedida suspendeu as licenças ambientais emitidas para a intervenção que começaria no último dia 15 de novembro e iria até 12 de dezembro. Em caso de descumprimento da decisão, os responsáveis pelas obras poderão ser multados em R$200 mil por hora.

De acordo com o MPF, a medida visa proteger as comunidades quilombolas e tradicionais da área dos possíveis impactos socioambientais da atividade. A ação do MPF aponta dez comunidades quilombolas que podem ser afetadas, destacando o impacto direto em três delas localizadas em Ilha de Maré: Bananeiras, Porto dos Cavalos/Martelo/Ponta Grossa e Praia Grande. O procurador da República Ramiro Rockenbach alertou que as dragagens podem liberar contaminantes perigosos, o que traria riscos significativos às comunidades, que dependem do meio ambiente local para suas atividades econômicas e modo de vida.

De acordo com a decisão judicial, as obras devem ficar suspensas até que seja elaborado o Estudo do Componente Quilombola (ECQ) e realizada a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI) às comunidades tradicionais para avaliar os impactos das dragagens sobre esses grupos vulneráveis.

A Justiça Federal também determinou que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) elabore, no prazo de no máximo 30 dias, Termo de Referência Específico (TRE) com o conteúdo necessário para a realização do ECQ de todas as comunidades tradicionais na área de influência do Porto Organizado de Aratu-Candeias.

Licenciamento ambiental

Em relação ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), a medida exige que o órgão apresente, no prazo de no máximo 30 dias, informações sobre todo o histórico de licenciamento ambiental em relação ao Porto de Aratu e à Refinaria Landulpho Alves (RLAM)/Refinaria de Mataripe. O órgão federal deverá explicar, ainda, as razões pelas quais o licenciamento ambiental de todas as atividades impactantes realizadas por diversas empresas privadas e agentes econômicos exercidas na referida zona portuária estão a cargo do Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Inema), uma vez que a responsabilidade do licenciamento é federal.

A União e a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) deverão assegurar o acesso a todos os documentos e locais necessários para o trabalho a ser feito pelo Incra.

A ação tem como réus a União, o Ibama, o Inema, a Codeba, Incra e a empresa CS Brasil.

Fonte: PS Notícias
Justiça proíbe obras de dragagem no Porto Aratu – PS Notícias

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Agronegócio dá sinais de recuperação

O ritmo acelerado das colheitadeiras permitiu recuperar o atraso inicial no plantio e já avançava para 67% da área de soja esperada para o ciclo 2024/25 ao final da primeira semana de novembro, no acompanhamento da Agroconsult.

No ano passado, na mesma época, as máquinas haviam coberto 60% da área total a ser plantada, lembra André Pessoa, CEO da consultoria, diante de 63% na média dos últimos cinco anos. Em seu levantamento de outubro, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) previa um novo recorde para a produção de grãos na safra em curso, algo em torno de 322,53 milhões de toneladas, frente a 297,98 milhões de toneladas no ano agrícola anterior, com alta de 6,3% para a produtividade e avanço de 1,8% para a área total.

As estimativas em geral indicam recuperação para uma colheita histórica no caso da soja, estimada em 167 milhões de toneladas pela analista do Rabobank Marcela Marini, em incremento de 9% frente à safra 2023/24. Os preços do grão em Chicago, complementa, baixaram 22% neste ano, mas tiveram alta de 8% em reais, refletindo a desvalorização da moeda brasileira frente ao dólar. Daniel Furlan Amaral, diretor de economia e assuntos regulatórios da Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove), antecipa um “potencial de produção” até mais elevado, entre 168 milhões a 172 milhões de toneladas, “dos quais 100 milhões a 104 milhões deverão ser exportados (em 2025) e outras 56 milhões a 60 milhões de toneladas devem ser processadas domesticamente para produção de farelo e óleo”.

Segundo ele, as perspectivas são otimistas para as exportações de farelo, enquanto o mercado de óleo deverá ser favorecido pelo aumento para 15% no percentual da mistura de biodiesel ao combustível fóssil a partir de março do ano que vem.

Até aqui, ressalta a Conab, as condições climáticas parecem favorecer a “perspectiva de safra recorde”. Os modelos climáticos indicavam, até o começo de novembro, reforça Pessoa, a possibilidade de ocorrência de um fenômeno La Niña moderado e de curta duração. A perspectiva desenhada para o clima até dezembro pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indicava “chuvas abaixo da média para grande parte do país, principalmente no Nordeste”, mas em volumes suficientes para sustentar o desenvolvimento das lavouras.

“O agronegócio vai voltar a ser um setor importante na formação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025”, projeta Sérgio Vale, economista-chefe da MB Associados, principalmente em razão do aumento de 8% esperado para a produção de grãos. Num cenário ainda em aberto para os preços agrícolas, muito por conta da expectativa sobre a economia chinesa no próximo ano, Vale aposta em tendência de melhora para o setor em 2025, considerando que o câmbio mantenha a tendência de depreciação e que a produção maior se confirme.

Os dados apurados no primeiro semestre deste ano pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), mostravam queda de 3,5% para o PIB, no conceito de renda bruta, mas elevação de 2,9% em volume, seguindo metodologia adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para aferir o comportamento das contas nacionais.

Para o restante do ano, diz Maciel Silva, diretor técnico adjunto da CNA, “o desempenho do PIB do agronegócio dependerá principalmente do comportamento dos preços e do ritmo de produção da cadeia da bovinocultura de corte”. O PIB da pecuária em seu conjunto, de fato, já havia anotado salto de 15% no primeiro semestre, sob o ponto de vista da renda real, com evolução de 0,50% em volume, diante de baixas de 1,8% e de 5,1%,respectivamente, para o setor agrícola.

A queda nos preços, comenta Silva, foi o principal vetor do desempenho da renda real no setor como um todo. Espera-se uma recuperação dos preços no último trimestre deste ano, que não deve impedir um “pequeno recuo” do PIB nos 12 meses de 2024, lembra. Em 2025, ele projeta uma reversão na tendência de queda dos últimos três anos no PIB do setor pelo potencial na produção, especialmente grãos.

Os resultados econômicos do agronegócio, de toda forma, tendem a ser díspares,com melhor desempenho esperado para culturas como café e para a pecuária.Segundo os especialistas Bruno Fonseca e Marcela Marini, do Rabobank, as margens operacionais da soja devem atingir algo ao redor de 40% na estimativa para este ano, recuando para 30% em 2025, menos da metade do retorno de 64% colhido em 2022. A rentabilidade do milho, considerando o balanço entre receitas e custos de produção, deve despencar de 8% para 4% entre este e o ano que vem, distante dos 56% alcançados em 2022. A margem operacional estimada para a safra de café em curso, diz Guilherme Morya, também analista do banco, deve atingir perto de 47%,acima da média dos últimos cinco anos, mais próxima de 31%.
Na média, pondera Pessoa, a geração de caixa no setor de grãos será suficiente para cobrir custos de produção, mas não para fazer frente a custos financeiros e à depreciação. Num cenário de rentabilidade baixa e elevação dos juros, o sistema financeiro tenderá a ser ainda mais seletivo, concentrando a alocação de crédito em empresas e produtores com balanços menos alavancados. Segundo ele, “parcela expressiva de produtores teve limites de crédito revistos para baixo pelos bancos”, sendo obrigados a buscar alternativas para financiar a atividade.

O gráfico a seguir fornece uma visão geral das exportações brasileiras de grãos de café em contêineres. As informações vêm dos dados DataLiner da Datamar.

Exportações Brasileiras de Café | Jan 2021 – Set 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

A “virada” no ciclo pecuário, esperada para 2025 e 2026 por alguns analistas, observa Maurício Nogueira Palma, diretor da Athenagro, já estaria em curso. Os preços médios registrados pelo Cepea entre julho e novembro para a arroba do boi gordo em São Paulo subiram 12,4% na comparação com a primeira metade do ano, saindo de R$ 233 para R$ 262. Palma trabalha com a expectativa de alta em torno de 25% para o preço médio da arroba no próximo ano, algo ao redor de R$ 318. Os níveis de rentabilidade da pecuária em geral, prossegue Palma, devem crescer em todas as áreas do setor, incluindo o ciclo da bovinocultura de corte, com bons resultados para a suinocultura e, em menor intensidade, para a avicultura.

Fonte: Valor Econômico
Agronegócio dá sinais de recuperação | Agronegócio | Valor Econômico

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Porto de São Francisco do Sul cresce, enquanto Paranaguá enfrenta problemas logísticos

O Porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, movimentou 9,9 milhões de toneladas de cargas nos primeiros sete meses de 2024, um aumento de 11% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram 8,9 milhões de toneladas.

O maior crescimento foi na chegada de produtos, que subiram 13%, alcançando 4 milhões de toneladas, contra 3,5 milhões no ano anterior. O aumento foi impulsionado principalmente pelos produtos siderúrgicos (+25%) e fertilizantes (+10%). Os produtos siderúrgicos somaram 2,4 milhões de toneladas, enquanto os fertilizantes alcançaram 1,4 milhão.

O gráfico abaixo revela as principais commodities mais exportadas de janeiro a setembro no Porto de São Francisco do Sul. As informações foram apresentadas no DataLiner da Datamar.

Top Cargo do Porto de S. Francisco do Sul | Jan-Set 2024 | WTMT

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração)

Segundo Ivan Amaral, secretário estadual de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, o crescimento se deve à melhoria da infraestrutura do porto. “Esses resultados refletem a eficiência e a modernização dos portos catarinenses, além do papel estratégico no comércio nacional e internacional”, destaca.

Entre as melhorias estão investimentos em tecnologia (R$ 20 milhões em 2023), a ferrovia que conecta o porto, quatro aeroportos em pontos estratégicos (Joinville, Navegantes, Florianópolis e Curitiba) e a ligação rodoviária com a BR-101, umas das principais do país.

O Porto de São Francisco do Sul, fundado há 69 anos, é agora o maior do estado vizinho.

Porto de Paranaguá perde espaço devido a problemas logísticos
Enquanto o Porto de São Francisco do Sul ganha espaço, Paranaguá sofre com problemas relacionados à classificação e auditoria das cargas. De acordo com um empresário do setor que conversou com o JB Litoral, mudanças no procedimento de qualidade e classificação das cargas assustaram os exportadores.

“Gerou uma debandada de vários clientes meus. Eles foram para São Francisco do Sul ou Santos. Infelizmente, Paranaguá virou a última opção”, diz.

Ainda de acordo com o empresário, os exportadores alegam falta de transparência por parte da Bureau Veritas, empresa classificadora da ATEXP (Associação dos Terminais do Corredor de Exportação).

“Com os novos procedimentos adotados nas classificações de grãos, em que o auditor de origem da carga não pode mais acompanhar as reclassificações e, muito menos, ter acesso a uma amostra de contraprova para mandar para um laboratório de confiança, os exportadores consideram os serviços prestados pela Bureau Veritas como não transparentes e, por isso, buscam outros portos”, explica.

Ele ainda afirma que, há cerca de três meses, o resultado da classificação da carga só pode ser contestado por uma arbitragem feita pelo IDR (Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná), o que gera mais custos para as empresas de origem das cargas. “Todo esse processo (de contestar uma carga classificada como imprópria) agora leva muito mais tempo. Ele gera estadias e ninguém se responsabiliza por elas. Acaba ficando tudo na conta do exportador. Assim, ele prefere ir para outro terminal”, explica.

Já para a Portos do Paraná, o que ocorre agora é uma garantia de um controle mais rigoroso das cargas exportadas. “Devido ao rígido controle de fiscalização que garante a qualidade das cargas exportadas pelo Porto de Paranaguá, a Portos do Paraná registrou um crescimento de suspeitas de fraude no Pátio de Triagem em 2024”, informou a empresa pública.

Segundo a Portos, de janeiro a setembro deste ano, autoridade portuária identificou quase oito mil caminhões que foram refugados (7.821). São cargas rejeitadas por não atenderem aos requisitos mínimos de qualidade dos produtos, representando um aumento de 123,07% em relação ao mesmo período do ano passado (3.506). Todos os casos suspeitos são relatados e encaminhados para a Polícia Federal e demais órgãos de segurança.

A Bureau Veritas não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto para a empresa, no JB Litoral.
Porto de São Francisco do Sul cresce, enquanto Paranaguá enfrenta problemas logísticos – JB Litoral

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Junto a Xi Jinping, Lula menciona as guerras e afirma que Brasil e China priorizam a paz e o diálogo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quarta-feira (20) em Brasília, ao receber o presidente Xi Jinping, que o Brasil e a China colocam a “paz e o diálogo” em primeiro lugar nas suas relações internacionais, ao falar sobre os conflitos armados que “assolam o mundo”

O petista deu as declarações ao lado do presidente chinês, com quem se reuniu no Palácio da Alvorada. Lula voltou a defender uma reforma de organismos internacionais, caso do Conselho de Segurança da ONU, com maior participação dos países em desenvolvimento.

“Defendemos a reforma da governança global e um sistema internacional mais democrático, justo, equitativo e ambientalmente sustentável. Em um mundo assolado por conflitos armados e tensões geopolíticas, China e Brasil colocam a paz, a diplomacia e o diálogo em primeiro lugar”, afirmou Lula em declaração à imprensa.

O Brasil e a China fazem parte de um grupo de países que tenta negociar uma saída pela paz no leste europeu. Lula não citou no discurso o ditador russo, Vladimir Putin , que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022.

Após o encontro com a comitiva chinesa, que participou no Rio de Janeiro da Cúpula do G20, Lula destacou ainda o lançamento da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, e acrescentou que “jamais venceremos o flagelo da fome em meio à insensatez das guerras”.

Sobre a guerra na Faixa de Gaza, invadida por Israel, o presidente chinês afirmou que a situação humanitária segue se deteriorando e cobrou maior empenho da comunidade internacional em uma ação imediata de cessar-fogo e assistência humanitária, bem como uma solução duradoura que, segundo ele, precisa assegura a existência de dois Estados.

Lula e Xi Jinping devem voltar a se encontrar no ano que vem, quando o Brasil sediará uma nova cúpula dos Brics, em julho. A presença do chinês também é aguardada na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que será realizada no final do ano que vem em Belém.

Fonte: Gazeta do Povo
Ao lado de Jinping, Lula diz que Brasil coloca paz em 1º lugar

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MDIC e governo da China reforçam parceria estratégica para promoção da indústria, de pequenas empresas e do desenvolvimento sustentável

Documentos de entendimento foram assinados nesta quarta-feira (20) por autoridades dos dois países, durante visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e órgãos públicos do governo da China assinaram, nesta quarta-feira (20), documentos de entendimento para a promoção da indústria, da micro e pequena empresa e do desenvolvimento sustentável. Os entendimentos, que reforçam a parceria estratégica entre os dois países, foram firmados durante os eventos que marcaram a visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil.

“As iniciativas que estamos implementando em parceria com o governo chinês estão alinhadas com a agenda de desenvolvimento sustentável do governo do presidente Lula, especialmente, com as premissas da Nova Indústria Brasil e do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Essas ações incentivam a inovação, a competitividade e a sustentabilidade, gerando emprego e renda”, afirmou o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin.

Os três documentos assinados entre órgãos dos dois países englobam ações em um Memorando de Entendimento, uma Carta de Intenções e um Plano de Ação, com medidas a serem implantadas pelos governos do Brasil e da China e de incentivo a empresas de ambas as nações, seja no segmento industrial, seja para micro, pequenas e médias empresas.

O primeiro documento assinado entre MDIC e o Ministério do Comércio chinês, é uma Carta de Intenções sobre a Promoção da Cooperação de Investimento para Desenvolvimento Sustentável e terá validade pelo período de três anos. Entre os compromissos, estão a cooperação e investimento no domínio da economia circular; no melhoramento da sustentabilidade do transporte e logística, com redução de emissões relacionadas; na geração de energia renovável, especialmente a fotovoltaica; e incentivo a empresas de ambos os países a participarem conjuntamente de pesquisas, desenvolvimento e investimentos na descarbonização, fomentando o intercâmbio de tecnologias e conhecimento.

Já o Plano de Ação para Promoção do Investimento Industrial e Cooperação 2024-2025, assinado entre MDIC e Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, dá sequência a um Memorando de Entendimento firmado entre as duas partes em 2023. O Plano prevê que os investimentos e cooperação nos setores industriais relevantes ocorram de forma orientada pelo governo e com base em práticas empresariais, observando as respectivas realidades e estratégias de desenvolvimento de cada país. A revisão da implantação do plano está prevista para o segundo semestre de 2025, e será definida em reunião conjunta, com foco na cooperação em áreas-chave e no progresso de projetos prioritários.

Por fim, assinado pelo MDIC, pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) e pelo Ministério do Comércio da China, o Memorando de Entendimento para Promoção da Cooperação Econômica e Comercial sobre Micro, Pequenas e Médias Empresas. Considerando a importância desse segmento para o PIB e para a geração de empregos e exportação de ambos os países, o Memorando visa aprimorar o ambiente de negócios e fomentar seu crescimento e sua participação no comércio internacional, especialmente no fluxo comercial bilateral, de uma forma mais sustentável, qualificada e diversificada.

Entre os pontos acordados no memorando estão o compartilhamento de informações e boas práticas sobre políticas públicas para as MPMEs. Também há o compromisso de incentivar estudos e oportunidades comerciais bilaterais para identificar setores estratégicos e mapear empresas e plataformas com potencial para aumentar e diversificar o comércio bilateral. Além disso, as partes se comprometeram a facilitar o comércio e cooperação para acesso a mercados relevantes e a aumentar a participação na economia digital e no comércio eletrônico. Assim como buscar o alinhamento de suas posições, quando possível, em relação às MPMEs nas organizações e nos fóruns internacionais relevantes, como a OMC, os BRICS e o G20.

Durante a visita do presidente da China, o MDIC participa também de outras diversas agendas da programação entre os dois países.

FONTE: MDIC
MDIC e governo da China reforçam parceria estratégica para promoção da indústria, de pequenas empresas e do desenvolvimento sustentável — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Regulamentação do mercado de carbono no Brasil passa na Câmara e segue para sanção

O secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, comemorou a aprovação do projeto de lei, que estabelece regras para emissão ou remoção de gases do efeito estufa.

A Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (19) o projeto de lei que determina regras para o mercado de carbono no Brasil. O texto que segue agora para sanção presidencial é um substitutivo do Senado ao Projeto de Lei 182/24. A aprovação representa um passo importante para a criação de um mercado regulado e um mercado voluntário de títulos representativos de emissão ou remoção de gases de efeito estufa, pelo qual as empresas que mais poluem deverão seguir metas de emissão, com a possibilidade de usar títulos para compensar possíveis excessos.

“Logo que assumi a Secretaria de Economia Verde, decidimos priorizar a regulamentação do mercado de carbono. A orientação do vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin é que fizéssemos isso ouvindo o setor produtivo. E assim foi feito”, lembrou o secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Rodrigo Rollemberg, ao comemorar a aprovação do projeto de lei na Câmara dos Deputados. “Agora, temos um grande instrumento a favor do Brasil”, concluiu.

A proposta é de que o mercado regulado seja implantado de forma gradativa ao longo de seis anos e cinco fases distintas, que envolvem a edição dos regulamentos, implantação de instrumentos de medição, apresentação de plano de monitoramento e relato de emissões e remoções de gases de efeito estufa, entre outras ações importantes. Denominado como Sistema Brasileiro de Comércio de Emissão de Gases de Efeito Estufa (SBCE), o novo mercado permitirá a negociação de Cotas Brasileiras de Emissão (CBE) e de certificados de redução ou remoção verificada de emissões (CRVE).

FONTE: MDIC
MDIC e governo da China reforçam parceria estratégica para promoção da indústria, de pequenas empresas e do desenvolvimento sustentável — Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Agro brasileiro conquista quatro novos mercados na China

Ministro Carlos Fávaro destaca potencial de comércio de US$ 450 milhões por ano.

Principal parceiro comercial do Brasil, a China abriu quatro mercados para produtos da agropecuária brasileira em acordos firmados por ocasião do encontro bilateral entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Xi Jinping nesta quarta-feira (20), em Brasília.  Com isso, o Brasil registra a conquista de 281 mercados agropecuários desde o início de 2023.

São quatro protocolos firmados entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Administração Geral de Aduana da China (GACC) que estabelecem os requisitos fitossanitários e sanitários para a exportação dos produtos.

Em uma pauta diversificada, que beneficia produtores de diferentes regiões do Brasil, uvas frescas, gergelim, sorgo e farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal poderão ser comercializados na China.

O anúncio foi feito pelo presidente Lula em declaração à imprensa após a reunião ampliada com o presidente chinês, no Palácio do Alvorada.

“O agronegócio continua a garantir a segurança alimentar chinesa. O Brasil é, desde 2017, o maior fornecedor de alimentos da China”, ressaltou o presidente Lula.

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou das cerimônias por ocasião da visita oficial e destacou a importância da retomada da boa relação diplomática entre Brasil e China, que completou 50 anos neste ano de 2024.

“O Brasil já se mostrou um país confiável na posição de maior fornecedor de alimentos e energia renovável e podemos continuar ampliando cada vez mais as parcerias, pois temos gente vocacionada, tecnologia e condições de intensificar nossa produção com sustentabilidade”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

Considerando a demanda chinesa dos produtos frutos dos protocolos assinados ao longo de 2023 e a participação brasileira nesses mercados, o potencial comercial é de cerca de US$ 450 milhões por ano, conforme estimativa da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Mapa.

“Mas se levarmos em conta outras variantes de mercado e o potencial brasileiro, podemos comercializar muito mais, ultrapassando a cifra de US$ 500 milhões por ano. Nestes 4 produtos a China importa quase US$ 7 bilhões e o Brasil vem se consolidando cada vez mais como um parceiro estratégico, confiável e seguro para a China”, explicou o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luis Rua.

Maior importadora de gergelim do mundo, com participação de 36,2% nas importações globais do produto, a China desembolsou US$ 1,53 bilhão em 2023 na compra deste produto. Já o Brasil, que ocupou a sétima colocação nas exportações, representando 5,31% do comércio mundial, vem aumentando sua área de plantio do pulse. 

Da mesma forma, o país asiático é o principal importador da farinha de pescado (US$ 2,9 bilhões em importações em 2023).  O Brasil registrou participação de 0,79% das exportações mundiais no ano passado.

No sorgo, a participação brasileira é de 0,29% no mercado mundial. A China importou US$ 1,83 bilhão deste produto no ano passado, sendo a maior parte dos Estados Unidos.

Após crescimento exponencial e recorde de exportações de uvas frescas, o produto brasileiro chega aos consumidores chineses com registro de 2% no comércio mundial desta fruta. A China é um grande consumidor de uvas premium e importou mais de US$ 480 milhões deste produto no ano passado.

No caso das uvas frescas de mesa, deverão ser exportadas frutas majoritariamente dos estados de Pernambuco e da Bahia. Pomares, casas de embalagem e instalações de tratamento a frio devem cumprir boas práticas agrícolas e ser registrados no Mapa.

Já as empresas exportadoras de farinha de peixe, óleo de peixe e outras proteínas e gorduras derivadas de pescado para alimentação animal devem implementar o sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC) ou sistema de gerenciamento com base nos princípios da APPCC; estabelecer e executar um sistema para garantir o recall e a rastreabilidade dos produtos; ser aprovadas pelo lado brasileiro e registradas pelo lado chinês. O registro será válido por 5 anos.

As matérias-primas devem ser provenientes de pescado (exceto mamíferos marinhos) capturados na zona marítima doméstica ou em mar aberto e da criação de pescado em cativeiro, ou de subprodutos de pescado provenientes de estabelecimentos que manuseiam pescado para consumo humano.

FONTE: Informações à imprensa
Agro brasileiro conquista quatro novos mercados na China — Ministério da Agricultura e Pecuária

 

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Xi Jinping afirma que a relação entre Brasil e China vive o ‘melhor momento da história’

O ditador da China, Xi Jinping, afirmou em sua visita em Brasília que a relação entre o país asiático e o Brasil está no seu “melhor momento da história”. Ele chegou à capital da República nesta terça-feira, 19, para reuniões bilaterais e assinatura de 37 acordos de comércio entre as nações.

Em discurso depois das assinaturas dos acordos nesta quarta-feira, 20, Xi Jinping disse que ao retornar ao Brasil depois de cinco anos — veio pela última vez em 2019, no governo Dilma —, pôde ver de perto “como o povo brasileiro valoriza e espera de uma amizade profunda com a China”.

O ditador chinês destacou que em reunião com Lula, realizou-se uma “uma retrospectiva da relação Brasil e China dos últimos 50 anos e coincidimos que este relacionamento está no melhor momento da história”.

“Penso em como estabelecer exemplo de união e estabelecimento para os países do Sul Global e dar nova contribuição ao aumento de representação e voto na governança global dos países em desenvolvimento”, afirmou.

Lula fala em “amizade estratégica” entre Brasil e China
Também durante seu discurso à imprensa nesta quarta-feira, 20, Lula falou que Brasil e China cultivam uma “amizade estratégica, baseada em interesses compartilhados e visões de mundo próximas”.

O petista destacou que o país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil em 2009, e sinalizou que neste ano “o comércio bilateral atingiu recorde histórico de 157 bilhões de dólares”.

“O país também figura como uma das principais origens de investimentos no Brasil”, disse. “A dimensão estratégica de nossa relação é antiga.”

Lula afirmou que, junto a Xi Jinping, decidiu “elevar a Parceria Estratégica Global ao patamar de Comunidade de Futuro Compartilhado por um Mundo mais Justo e um Planeta Sustentável”.

“Estamos determinados a alicerçar nossa cooperação pelos próximos 50 anos em áreas como infraestrutura sustentável, transição energética, inteligência artificial, economia digital, saúde e aeroespacial”, acrescentou.

Xi Jinping é recepcionado por ministros de Lula.
Xi Jinping chegou pousou em Brasília às 15h44 e deixou a Base Aérea por volta das 16h10 desta terça-feira, 19. Como Lula ainda estava no Rio de Janeiro para finalizar a Cúpula do G20, o ditador chinês foi recepcionado por outros integrantes do alto escalão.

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, recepcionou Xi Jinping junto aos ministros Ricardo Lewandowski (Justiça e Segurança Pública) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais).

Fonte: Revista Oeste/Diário do Brasil
Xi Jinping afirma que a relação entre Brasil e China vive o ‘melhor momento da história’

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Carrefour diz que não vai comprar carne de produtores do Mercosul em meio a protestos de franceses

Rede afirmou que ‘nada muda nas operações do país’ e que continua comprando de produtores locais

Em mensagem publicada na sua conta oficial no Instagram, o presidente mundial do Carrefour, Alexandre Bompard, afirmou que a rede francesa não vai oferecer nos seus pontos de venda carne produzida em países do Mercosul -aliança comercial formada por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, da qual também participam como países associados Bolívia, Chile, Colômbia, Peru e Equador.

“Em solidariedade ao mundo agrícola, o Carrefour se compromete a não vender carne do Mercosul”, informou o executivo no post, em que trazia a reprodução de uma carta enviada por ele a Arnaud Rosseau, empresário francês, presidente da Federação Nacional dos Sindicatos dos Agricultores (FNSEA).

Procurado pela reportagem, o Carrefour Brasil informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que “nada muda nas operações do país” e que a rede continua comprando carne de produtores locais.

Nesta semana, agricultores franceses têm feito protestos contra o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, que veem como ameaça. A França lidera a resistência à assinatura do pacto, que criaria a maior zona de livre-comércio do mundo. O acordo criaria um mercado comum de 780 milhões de pessoas e um fluxo de comércio de até R$ 274 bilhões em produtos manufaturados e agrícolas.

Durante a reunião do G20 no Rio de Janeiro, o presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que o país “não está isolado” em sua oposição ao tratado comercial. “Por ter sido negociado há muitas décadas, o texto se baseia em condições prévias que estão desatualizadas”, disse o chefe de Estado francês, que lançou a ideia de “repensar a relação com essa sub-região”.

Na carta dirigida a Rosseau, Bompard afirma que, em toda a França, podem ser ouvidos “o desespero e a indignação dos agricultores face ao acordo de livre comércio proposto entre União Europeia e Mercosul”, que pode não respeitar os limites e se espalhar pelo mercado francês.

“Esperamos inspirar outros atores do setor agroalimentar e dar impulso a um movimento mais amplo de solidariedade, que vá além do setor do varejo, que já lidera a luta a favor da origem francesa da carne que comercializa”, afirmou.

Apelo em particular aos envolvidos na alimentação fora de casa, que representam mais de 30% do consumo de carne na França -mas 60% do que é importado- para aderir ao nosso compromisso. É através da união que poderemos garantir aos produtores franceses que não haverá qualquer possibilidade de evasão”, disse.

O Ministério da Agricultura e Pecuária brasileiro divulgou nota nesta quarta-feira (20) em que critica a decisão do Carrefour. “O posicionamento do Mapa é de não acreditar em um movimento orquestrado por parte de empresas francesas visando dificultar a formalização do acordo”, afirmou o ministério.

Vários governos europeus, como os da Espanha e Alemanha, são favoráveis ao acordo, que abriria as portas para maiores exportações de carros, máquinas e produtos farmacêuticos da UE.

O primeiro-ministro da Alemanha, Olaf Scholz, pediu na cúpula do G20 que o acordo com o Mercosul seja concluído “de uma vez”. “Depois de mais de vinte anos [de negociações], precisamos finalizar de uma vez o acordo de livre comércio”, defendeu.

Os fazendeiros europeus, por outro lado, listam diversas preocupações, como a quota de carne a ser importada pelo bloco sob uma tarifa básica de 7,5%. Alegam que a competição seria desleal, pois a produção na América do Sul seria mais leniente em termos sanitários, ambientais e sociais.

Uma auditoria da União Europeia, publicada no mês passado, aponta que o Brasil não consegue dar garantias de que sua produção de carne não faz uso de um hormônio de crescimento banido no continente há décadas. A itens desse tipo se somam as considerações ambientais de praxe, bem conhecidas do público brasileiro. O Ministério da Agricultura afirma que “reitera a qualidade e compromisso da agropecuária brasileira com a legislação e as boas práticas agrícolas, em consonância com as diretrizes internacionais”. (DANIELE MADUREIRA/Folhapress) 

Fonte: O tempo Economia
Carrefour diz que não vai comprar carne de produtores do Mercosul em meio a protestos de franceses | O Tempo

 

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Trump escolhe ex-procurador-geral Matthew Whitaker como próximo embaixador na Otan

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira a nomeação do ex-procurador-geral interino Matthew Whitaker como próximo embaixador americano na Otan. Whitaker, um advogado e lobista de 55 anos, atuou como procurador-geral interino dos Estados Unidos entre novembro de 2018 e fevereiro de 2019, durante o primeiro mandato de Trump, depois que Jeff Sessions renunciou ao cargo.

Matt fortalecerá as relações com os nossos aliados da Otan e permanecerá firme perante as ameaças à paz e à estabilidade”, disse o político republicano em um comunicado.

Além disso, declarou que o novo embaixador irá “colocar os Estados Unidos em primeiro lugar”, lema que Trump usa para promover uma política externa mais isolacionista.

Segundo o presidente eleito, Whitaker é “um guerreiro forte e um patriota leal, que garantirá o avanço e a defesa dos interesses dos Estados Unidos”.

Whitaker se formou na Universidade de Iowa, onde também jogou no time de futebol americano, destacou o próximo presidente.

Trump, que já governou o país entre 2017 e 2021, foi muito crítico à Otan durante seu primeiro mandato e atacou seus parceiros da Aliança Atlântica que não atribuíam dinheiro suficiente à defesa coletiva.

Durante a última campanha eleitoral, o republicano chegou a sugerir que encorajaria a Rússia a fazer o que quisesse com os países europeus que não aumentassem seus gastos com defesa e, além disso, questionou o envio de ajuda militar dos EUA à Ucrânia.

FONTE: Exame
Trump escolhe ex-procurador-geral Matthew Whitaker como próximo embaixador na Otan | Exame

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