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Túnel duplo no Morro dos Cavalos deve elevar pedágio na BR-101

O Morro dos Cavalos, na BR-101 em Palhoça, deve receber um túnel duplo e ter o valor do pedágio reajustado para cerca de R$ 5, mais que o dobro da tarifa atual. O alinhamento entre o Ministério dos Transportes e a ANTT foi divulgado pelo deputado federal Pedro Uczai (PT-SC), coordenador do Fórum Parlamentar Catarinense, durante entrevista ao programa Conversas Cruzadas, da CBN Floripa.

Transferência do trecho e definição do pedágio

Segundo Uczai, o Ministério dos Transportes é favorável à transferência da administração do trecho do Morro dos Cavalos da Arteris para a CCR/Motiva, proposta apresentada por entidades do setor de infraestrutura e transporte. A ANTT também já indicou apoio à mudança.

O deputado afirmou que a solução escolhida prevê a construção de um túnel duplo, enquanto os estudos finais sobre o novo valor do pedágio – estimado em R$ 5 contra os atuais R$ 2,40 – e o cronograma devem ser concluídos até o fim do ano.

Obra dobrará de valor e terá licenciamento reavaliado

Em 2015, a obra tinha orçamento de R$ 500 milhões. A projeção atualizada alcança R$ 1 bilhão. A ANTT incorporou o projeto de engenharia já existente, e o Ibama indicou disposição em analisar favoravelmente a renovação da licença ambiental aprovada há quase uma década. A aceitação da comunidade indígena à construção dos túneis também deve agilizar o processo.

Cronograma deve ser apresentado nos próximos dias

A ANTT deve apresentar, na próxima semana, o estudo com o cronograma da obra, o valor final do pedágio e os detalhes do processo de transferência do trecho para a CCR/Motiva. O Ministério dos Transportes e o Fórum Parlamentar defendem que a execução leve até três anos, enquanto a concessionária sugeriu prazo de quatro anos — ponto que segue em negociação.

Com a solução definida, a expectativa é que as obras tenham início em 2026, após a atualização do projeto de engenharia e a renovação do licenciamento ambiental.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Kaue, Governo de SC, Divulgação

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Receita Federal celebra 57 anos com trajetória marcada por modernização e serviço ao país

A Receita Federal comemorou ontem, 20 de novembro, seus 57 anos de história. A data marca uma longa trajetória dedicada à administração do sistema tributário e aduaneiro, com forte impacto no desenvolvimento econômico e na promoção do bem-estar social no Brasil. Ao longo desse período, o órgão consolidou reconhecimento pela eficiência, pela evolução tecnológica e pela capacidade de aprimorar a gestão pública.

O avanço contínuo da instituição é resultado do comprometimento de seu corpo funcional, considerado seu maior patrimônio. São esses profissionais que impulsionam melhorias na prestação de serviços e reforçam a confiança da sociedade na administração tributária.

Origem e evolução da Receita Federal

Criada em 20 de novembro de 1968 pelo Decreto nº 63.659, a Secretaria da Receita Federal substituiu a antiga Direção-Geral da Fazenda Nacional, instituída em 1934. O modelo anterior reunia três departamentos — Rendas Internas, Rendas Aduaneiras e Imposto de Renda — cada um com estrutura própria de fiscalização, arrecadação e tributação, além de setores administrativos independentes. A fragmentação organizacional gerava desperdício de recursos e dificultava a integração entre áreas essenciais.

Com a nova estrutura, o país passou a contar com uma coordenação unificada para os sistemas de arrecadação, fiscalização e gestão de informações econômico-fiscais. A mudança representou um marco de modernização administrativa e redefiniu a relação entre o Estado e o contribuinte.

Inovações e marcos tecnológicos

A Receita Federal avançou de forma contínua na digitalização de seus serviços. Em 1996, lançou seu primeiro site. Em 2005, ampliou o atendimento ao cidadão com a criação do Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC). No ano seguinte, iniciou o primeiro processo digital, abrindo caminho para uma administração mais ágil e transparente.

Outro passo importante ocorreu em 2007, com a fusão entre a Secretaria da Receita Federal e a Secretaria da Receita Previdenciária, que deu origem à Receita Federal do Brasil. Em 2019, a instituição adotou o nome de Secretaria Especial da Receita Federal do Brasil, reforçando sua atuação estratégica no Estado brasileiro.

Essas iniciativas fortalecem a cidadania fiscal, ampliam a transparência e demonstram o compromisso permanente do órgão com a modernização dos serviços públicos.

Clique aqui para acessar a linha do tempo completa.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Crise no volante: Brasil enfrenta escassez histórica de caminhoneiros e risco de colapso logístico 

O setor de transporte de cargas, responsável por manter o Brasil em movimento, acende um alerta vermelho. Só em Santa Catarina, aproximadamente 8 mil caminhões estão parados por falta de motoristas, número que representa um prejuízo mensal estimado em R$ 30 milhões para as transportadoras. O cenário — já considerado crítico — ameaça gerar um efeito dominó sobre toda a cadeia logística brasileira. O assunto é pauta dos principais veículos de comunicação do país.  

De acordo com o SBT Brasil, o Brasil depende das estradas para 65% de toda a circulação de cargas, e a escassez de motoristas já levanta a possibilidade de um colapso no abastecimento. Já dados da Secretaria Nacional de Trânsito confirmam um declínio acentuado da categoria: o número de pessoas habilitadas para conduzir caminhões caiu 62,89% na última década, e apenas 4% têm menos de 30 anos, evidenciando o envelhecimento e o desinteresse dos jovens pela profissão. 

Insegurança nas estradas afasta veteranos e desmotiva novos profissionais 

A instabilidade nas rodovias é o fator mais citado por quem evita — ou abandona — a profissão. Segundo Lorisvaldo Piuco, presidente do SETRANSC (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina), os motoristas convivem diariamente com risco de roubo de cargas, acidentes provocados por má infraestrutura e a falta de pontos de apoio adequados. “A insegurança nas estradas é tão grande que os pais não querem que os filhos sigam a profissão”, afirma Piuco em entrevista ao portal ND+.  

Jovens preferem tecnologia ao transporte de cargas 

Mesmo com caminhões mais modernos e processos automatizados, o setor vem perdendo espaço para profissões ligadas à tecnologia. Piuco confirma a tendência: “Os jovens têm preferido áreas de TI e carreiras digitais”. 

Esse movimento é um problema grave para a renovação da mão de obra — e coincide com outro fator decisivo: o retorno financeiro abaixo do esperado, especialmente no segmento de carga fracionada. Para Piuco, a desvalorização impede que o transporte seja competitivo na atração de novos talentos. 

Valorização e qualificação surgem como única saída, mas o desafio é grande 

Para enfrentar o déficit de motoristas, empresas têm investido em programas de capacitação profissional e retenção de talentos, conforme reportado pelo SBT Brasil. No entanto, o gap continua elevado: 93% das transportadoras relatam dificuldade para contratar novos motoristas

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos68% dos caminhoneiros afirmam que o piso mínimo do frete raramente é respeitado, o que desmotiva os profissionais experientes e desencoraja novatos. 

No âmbito estadual, o tema vem sendo debatido dentro do Sistema Fetranscesc, que reúne sindicatos de 13 cidades catarinenses. Piuco argumenta que a solução passa pela valorização salarial. “A necessidade de motoristas é enorme. Só em Santa Catarina, entre 7 e 8 mil caminhões estão parados por falta de profissionais. É inadmissível chegar a 2025 com essa realidade. Temos uma missão árdua pela frente”, destaca. 

Uma década de queda acentuada na categoria 

Reforçando a gravidade da crise, uma reportagem do UOL revela que o Brasil perdeu 1,2 milhão de motoristas profissionais em 10 anos — uma redução de 22% no número de habilitados das categorias C e E. O estudo da consultoria Ilos aponta como principal causa o surgimento de novas formas de renda e a desvalorização crescente do setor. 

A escassez de caminhoneiros deixou de ser uma previsão e já é uma realidade que provoca prejuízos e ameaça toda a cadeia logística. Sem investimento em infraestrutura rodoviária, segurança, remuneração e formação profissional, o país corre o risco de ver sua engrenagem logística girar mais lentamente — ou parar. 

FONTES: ND ON LINE / UOL / SBT BRASIL 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK 

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Reforma Tributária do Consumo: uso do Domicílio Tributário Eletrônico será obrigatório a partir de 2026

A partir de 1º de janeiro de 2026, todas as empresas brasileiras deverão adotar, de forma obrigatória, o Domicílio Tributário Eletrônico (DTE) como meio oficial de comunicação com a Receita Federal. A medida faz parte da Reforma Tributária do Consumo (RTC) e está prevista na Lei Complementar nº 214/2025, em conjunto com o Decreto nº 70.235/1972, que estabelece a validade legal das mensagens enviadas por esse sistema.

Notificações fiscais serão digitais

Com o DTE, todas as notificações, intimações e avisos fiscais passarão a ser enviados eletronicamente pela Caixa Postal do Portal e-CAC. O acesso e a leitura das mensagens serão considerados como ciência oficial da comunicação, mesmo que o contribuinte não abra as mensagens.

Essa mudança busca garantir mais agilidade, segurança e transparência na relação entre o fisco e o contribuinte, além de reduzir a burocracia no processo de comunicação fiscal.

Atenção aos prazos e penalidades

A Receita Federal alerta que a falta de acesso ao DTE não interrompe prazos legais. Ou seja, a empresa poderá sofrer penalidades caso não acompanhe as comunicações enviadas eletronicamente.

Como se preparar para o novo sistema

Para evitar problemas, é fundamental que as empresas:

  • Acessem regularmente a Caixa Postal do Portal e-CAC;
  • Mantenham seus dados cadastrais atualizados;
  • Estabeleçam uma rotina de verificação das mensagens enviadas pela Receita.

Comunicação mais moderna e eficiente

A obrigatoriedade do DTE representa um passo importante rumo à digitalização dos processos fiscais, tornando o relacionamento entre empresas e Receita Federal mais eficiente. Em caso de dúvidas, o contribuinte pode consultar seu contador ou acessar diretamente o site da Receita Federal.

 Em caso de dúvidas, consulte seu contador ou acesse  Receita Federal — Receita Federal.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Plano Diretor do Corredor Bioceânico recebe 264 propostas e avança no desenvolvimento regional

O Plano Diretor do Corredor Bioceânico (CBC), projeto que organiza infraestrutura, logística e procedimentos alfandegários entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile, segue avançando. O diagnóstico inicial para orientar as ações de governança recebeu 264 propostas de entidades públicas e privadas, colaborando para definir medidas a serem adotadas pelos oito governos subnacionais que integram a rota.

Os dados foram apresentados pelo secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), Jaime Verruck, durante a 1ª Jornada de Estudos Estratégicos, realizada no auditório do Comando Militar do Oeste (CMO), em Campo Grande. O evento, com o tema “O Corredor Bioceânico de Capricórnio e os impactos para o Centro-Oeste”, reuniu autoridades civis e militares, pesquisadores e representantes do setor produtivo.

“O Corredor Bioceânico representa uma transformação estrutural para Mato Grosso do Sul. Estamos no centro dessa rota e podemos consolidar o Estado como um hub logístico e comercial do Cone Sul”, destacou Verruck.

Conectividade e competitividade econômica

Segundo o secretário, a rota impulsionará a competitividade regional e a atração de investimentos, fortalecendo políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à diversificação econômica. Verruck ressaltou que o governo estadual está alinhando infraestrutura, inovação e governança territorial à nova dinâmica que o Corredor Bioceânico vai gerar.

Os desafios incluem garantir conectividade eficiente entre o Centro-Oeste brasileiro, o Chaco paraguaio, o noroeste argentino e o norte chileno, além de estimular o comércio intra e extrarregional.

Infraestrutura e logística em desenvolvimento

A Ponte Internacional da Rota Bioceânica tem mais de 80% das obras concluídas e deve ser finalizada até o final de 2026. Além da construção física, avançam projetos de infraestrutura rodoviária, melhorias nas passagens de fronteira e instalação de Centros de Coordenação de Fronteiras, fundamentais para o funcionamento integrado do Corredor.

Projetos em telecomunicações, digitalização e redes de energia também estão em andamento, aumentando a eficiência e reduzindo custos operacionais. Verruck afirma que, a médio e longo prazo, será necessário criar núcleos estratégicos internos para atender ao crescimento da demanda, especialmente em agronegócio e logística.

Turismo e integração continental

O turismo também deve se beneficiar do Corredor Bioceânico. Inspirado na Rota 66 dos Estados Unidos, Verruck propôs a criação da Rota 67, ligando o Pantanal ao Deserto do Atacama. A iniciativa permitirá que visitantes percorram o continente de carro, sem procedimentos alfandegários complexos, promovendo integração cultural, biodiversidade e experiências únicas.

Segurança e cooperação regional

Outro ponto destacado foi a importância da construção coletiva da segurança. Verruck enfatizou que a participação de todos os agentes, incluindo forças de segurança, é essencial para garantir que o projeto seja sustentável e integrado, evitando que o Corredor se torne isolado.

Participação acadêmica e militar

Além de Verruck, participaram do evento o professor Sandro Teixeira Moita, do Instituto Meira Mattos (ECEME), com a palestra “Cultura Estratégica – Chave para entender a incerteza global”, e o pesquisador Lúcio Flávio Suakozawa, da Rede Universitária da Rota de Integração Latino-Americana (Unirila), abordando a geopolítica do Corredor.

A 1ª Jornada de Estudos Estratégicos, promovida pelo Comando Militar do Oeste (CMO), buscou fortalecer o pensamento estratégico e promover o diálogo entre academia, forças militares e governo sobre defesa, integração e desenvolvimento regional. Ao final, o secretário Jaime Verruck recebeu diploma e medalhas do Exército.

FONTE: Pontaporã em Dia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mairinco de Pauda/Semadesc

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Receita Cidadã torna-se diretriz institucional na gestão de mercadorias apreendidas

A Receita Federal oficializou o Programa Receita Cidadã como diretriz de governança na gestão de mercadorias apreendidas, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (10 de novembro de 2025). A medida tem como principal objetivo evitar a destruição de bens e promover a destinação ética e sustentável desses itens, por meio de doações a instituições de caridade e projetos sociais.

Foco em responsabilidade social e sustentabilidade

Segundo o texto da portaria, o Receita Cidadã “articula iniciativas e processos intersetoriais voltados à destinação eficiente, ética e responsável de mercadorias”, com ênfase em impactos sociais, econômicos e ambientais positivos. O programa está alinhado aos princípios da administração pública, à economia circular e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), estabelecidos pela ONU em 2015, que visam erradicar a pobreza, proteger o planeta e garantir prosperidade até 2030.

Incentivo ao reaproveitamento e à transparência

Entre as principais metas do Receita Cidadã, estão:

  • Transformar mercadorias apreendidas em ativos sociais e ambientais, reduzindo o desperdício;
  • Ampliar a transparência e a rastreabilidade na gestão de bens apreendidos, reforçando a integridade institucional;
  • Integrar ações de controle e fiscalização do comércio exterior e de repressão a ilícitos aduaneiros, aumentando a legitimidade das operações;
  • Promover parcerias com outros órgãos e entidades, ampliando o alcance das iniciativas;
  • Valorizar o leilão como forma de destinação estratégica, capaz de gerar receita para a seguridade social e incentivar o reaproveitamento econômico e ambientalmente responsável de mercadorias e resíduos.

Identidade visual e fortalecimento institucional

Além das novas diretrizes, a portaria também definiu a identidade visual oficial do Receita Cidadã, reforçando a consolidação do programa como política pública permanente da Receita Federal.

A iniciativa consolida um novo paradigma na gestão de bens apreendidos, priorizando a sustentabilidade, a transparência e o impacto social positivo das ações governamentais.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Receita Federal prorroga até 30 de dezembro o prazo para adesão aos editais de transação

A Receita Federal prorrogou até 30 de dezembro de 2025 o prazo de adesão aos Editais RFB nº 4/2025 e nº 5/2025. A prorrogação foi oficializada pela Portaria RFB nº 600/2025, publicada no Diário Oficial da União em 3 de novembro.

A medida representa uma ótima oportunidade para pessoas físicas e jurídicas regularizarem seus débitos no contencioso administrativo fiscal, com condições especiais de pagamento e incentivos relevantes.

QUAIS OS BENEFÍCIOS?

🔹 Edital de Transação RFB nº 4/2025 – Contencioso de pequeno valor

Voltado a pessoas físicas, MEIs, micro e pequenas empresas, com débitos até 60 salários-mínimos.

Oferece até 50% de desconto sobre o valor total da dívida, incluídos principal, juros e multas, e prazo para pagamento em até 55 vezes, com entrada facilitada.

🔹 Edital de Transação RFB nº 5/2025 – Contencioso até 50 milhões

Para créditos de até R$ 50 milhões em contencioso administrativo.

Permite o uso de prejuízo fiscal e base negativa de CSLL, além de prazo para pagamento em até 135 meses, com descontos proporcionais ao grau de recuperabilidade do crédito.

COMO ADERIR?

📅 Prazo limite: 30 de dezembro de 2025.

🔹 Edital de Transação RFB nº 4/2025 – Contencioso de pequeno valor

A adesão deve ser feita exclusivamente pelo Portal e-CAC, por meio do serviço:

➡️ “Pagamentos e Parcelamentos” > “Parcelamento Solicitar e Acompanhar”.

🔹 Edital de Transação RFB nº 5/2025 – Contencioso até 50 milhões

A adesão deve ser feita, mediante abertura de processo digital no Portal e-CAC, acessando:

➡️ “Legislação e Processo” > “Requerimentos Web”

POR QUE APROVEITAR?

A transação tributária é um instrumento moderno e seguro de resolução de litígios fiscais, que ajusta a cobrança à realidade financeira do contribuinte. Além de evitar o crescimento da dívida por juros e multas, ela oferece condições mais previsíveis e estabilidade jurídica para a regularização fiscal.

A iniciativa valoriza a conformidade cooperativa, o estímulo ao cumprimento voluntário e o aperfeiçoamento do relacionamento com a sociedade.

Não deixe para a última hora. Regularize sua situação e aproveite as condições especiais até 30 de dezembro!

SAIBA MAIS

Acesse aqui para mais informações.

FONTE: Receita Federal
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Nauterra impulsiona a economia azul em Itajaí

Itajaí se destaca em Santa Catarina por sua diversificação na economia azul, que engloba não apenas atividades portuárias, turísticas e de construção naval, mas também a pesca e o setor alimentício. Um dos principais protagonistas desse cenário é a Nauterra, empresa espanhola proprietária da marca Gomes da Costa, considerada a maior enlatadora de pescado do mundo. Com fábricas, centros de embalagens e distribuição instalados na cidade, a companhia promove práticas sustentáveis, gera empregos e conecta a pesca brasileira ao mercado internacional.

Crescimento impulsionado pelo mercado nacional

O Brasil exerce papel central na consolidação da Nauterra como referência global. A Gomes da Costa, líder de vendas no país, representa 47,25% do volume global, fortalecendo a presença da empresa na América Latina.

Segundo Jair de Azevedo, diretor industrial da Nauterra – Divisão América, a unidade em Itajaí é estratégica para atingir esses números. “A fábrica tem capacidade para produzir até 86 mil toneladas de produtos acabados, incluindo sardinhas, atum, patês e saladas, além de operar integrada à unidade de embalagens, que fabrica 856 milhões de recipientes por ano. Essa escala é crucial para atender tanto a demanda interna quanto as exportações”, afirmou.

Geração de empregos e impacto social

A unidade produz diariamente mais de 2 milhões de latas de sardinha e atum, sendo também o maior empregador privado de Itajaí, com cerca de 3,2 mil colaboradores. A planta responde por quase metade do volume global da Nauterra, cujo faturamento mundial atingiu 727 milhões de euros no último ano.

A empresa também investe em impacto social. Em 2024, 19,14% dos recursos destinados a iniciativas sociais apoiaram programas de voluntariado, campanhas solidárias e doações de conservas, beneficiando mais de 1,2 mil pessoas.

Inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

A Nauterra acompanha tendências do mercado e adaptou seu portfólio para oferecer produtos prontos, nutritivos e convenientes. Implementou ainda um sistema de rastreabilidade online, permitindo ao consumidor conferir a origem do pescado.

Em termos de sustentabilidade, a empresa reduziu o uso de matéria-prima nas embalagens, otimizou o consumo de aço nas latas e nos anéis de abertura, e gerencia resíduos de forma eficiente, recuperando 98,86% dos não perigosos, garantindo certificação Lixo Zero nas fábricas do Brasil e da Espanha.

Exportações e expansão internacional

A partir de Itajaí, a Nauterra exporta sardinha e atum para países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e para outras nações da América Latina, incluindo Equador e El Salvador. “O Brasil é o maior mercado da Nauterra, respondendo por 47% das vendas globais. A expansão para novos mercados é um pilar estratégico, impulsionada pela inovação”, destacou Jair.

Competitividade e certificações

A empresa fortalece sua posição global investindo em eficiência e inovação, ampliando a capacidade fabril e otimizando processos para reduzir perdas. A Nauterra também diversifica suas fontes de matéria-prima, prioriza atum certificado e sustentável, audita fornecedores e mantém certificações ISO 9001 e ISO 45001, reforçando a confiança nos produtos e consolidando sua liderança no mercado internacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Nauterra

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Setor aéreo brasileiro investe mais de R$ 350 milhões em ESG

O setor aeroportuário do Brasil destinou aproximadamente R$ 350,5 milhões a projetos de sustentabilidade, responsabilidade social e governança corporativa (ESG) entre 2023 e 2024. O levantamento consta no Diagnóstico de Sustentabilidade, pesquisa inédita conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) em parceria com a Associação de Terminais Portuários Privados (ATP), envolvendo 10 empresas que respondem por 83,6% do transporte aéreo nacional. O estudo indica forte adesão do setor a práticas como descarbonização, regularização ambiental, projetos sociais e combate ao assédio.

Agenda ESG e políticas de sustentabilidade

O diagnóstico é a segunda fase de um ciclo de ações do MPor voltado à consolidação da agenda ESG na logística nacional, iniciado com a Política de Sustentabilidade e o Pacto pela Sustentabilidade. O ministro Silvio Costa Filho destaca que o esforço vai além da teoria: “Nosso objetivo é promover um transporte sustentável, reduzir emissões de gases de efeito estufa e adotar tecnologias inovadoras, garantindo também um ambiente inclusivo e equitativo.”

Larissa Amorim, diretora de Sustentabilidade do MPor, reforça o engajamento do setor: “O levantamento mostra que o setor aéreo não só investe recursos, mas também adere a pilares essenciais como descarbonização, compliance e combate ao assédio, consolidando uma governança robusta.”

Investimentos sociais lideram aporte ESG

O eixo social concentrou o maior volume de investimentos, com R$ 195,8 milhões aplicados. Todas as empresas pesquisadas mantêm canais de comunicação com a comunidade, desenvolvem projetos sociais e implementam ações de combate ao assédio. O estudo destaca iniciativas de acessibilidade, incluindo salas multissensoriais para pessoas com TEA ou hipersensibilidade sensorial, e aponta 70% de adesão a projetos de equidade de gênero.

Iniciativas ambientais e descarbonização

No campo ambiental, foram investidos R$ 138,4 milhões. Todas as empresas do setor aderiram a projetos de descarbonização e à regularização ambiental, enquanto 90% realizam inventário de emissões. Entre as ações destacam-se a substituição de fontes fósseis por sistemas elétricos de apoio a aeronaves, eletrificação de frotas operacionais e instalação de usinas fotovoltaicas, acompanhadas de certificações internacionais como o Airport Carbon Accreditation (ACA).

Governança sólida e oportunidades de aprimoramento

Na dimensão de governança, o setor aplicou R$ 16,3 milhões. O estudo evidencia que 100% das empresas possuem setores de compliance e realizam auditorias externas, com 80% mantendo estatutos ou políticas sociais. O diagnóstico aponta áreas de evolução, como adesão a índices de bolsa (ISE, 10%) e certificações ISO 9001 (20%).

Impacto social e econômico das iniciativas ESG

As ações ESG do setor portuário, de navegação e aeroportuário geraram mais de 120,5 mil empregos diretos e impactaram positivamente 11,3 milhões de pessoas.

MPor como articulador da transição energética

O MPor atua ativamente na transição energética, fomentando o uso de combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e alinhando-se à Lei do Combustível do Futuro (Lei 14.993/24). O ministério criou o Fórum de Transição Energética na Aviação Civil (Fotea) e investe em pesquisa, como R$ 11,46 milhões no Centro de Pesquisas da ANP e R$ 1,24 milhão em parceria com a UFPR, ampliando a capacidade de análise e certificação de SAF e estudando alternativas para reduzir emissões no setor.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Simples Nacional: o que muda com as novas regras da Reforma Tributária a partir de 2026

O sistema simplificado para MEI, micro e pequenas empresas foi mantido; transição para as novas regras dos impostos começa em janeiro

Simples Nacional foi mantido pela Reforma Tributária e vai continuar valendo para MEI, pequenos e micro empresários.

A partir de janeiro de 2026, entra um período de transição para o novo modelode impostos no país. Mas só em 2027 que os contribuintes vão começar a pagar os novos tributos. A transição completa termina em 2033.

Simples Nacional é o regime tributário simplificado disponível para microempresas e empresas de pequeno porte que faturem até R$ 4,8 milhões por ano.

O que também inclui o MEI (Microempreendedor Individual), modelo empresarial simplificado, com limite de faturamento anual de R$ 81 mil.

Com a reforma, os impostos ICMS, ISS, PIS e Cofins serão substituídos por dois novos: IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

Mas quem está no Simples poderá escolher entre duas opções:

● Manter tudo dentro do Simples, como é hoje, pagando tudo numa guia só (o DAS)

● Ou recolher IBS e CBS “por fora”, de forma separada, como fazem as empresas maiores

“Essa escolha é importante porque muda a forma como o imposto é calculado e até como o cliente enxerga o preço final”, explica Fabricio Tonegutti, especialista em direito tributário e diretor da Mix Fiscal.

Veja a seguir as orientações que o especialista preparou sobre a mudança da tributação para MEI, micro e pequenos empresários.

Quando essas mudanças começam a valer?

O ano de 2026 será de transição, de testes — ninguém vai pagar imposto novo ainda, se seguirem as regras formais para emissão dos documentos fiscais. As empresas do Simples continuarão recolhendo o DAS normalmente, sem nenhuma cobrança extra.

“Mas será o momento de atualizar sistemas e notas fiscais, porque já haverá campos novos para IBS e CBS. A cobrança real começa em 2027, e a transição completa do antigo modelo termina em 2033.”

Quais são as principais vantagens dessas mudanças para os pequenos negócios?

A primeira vantagem é que o Simples segue simplificado (tanto quanto possível). O empresário não vai perder o benefício da guia única e nem o tratamento favorecido. Outra boa novidade é a flexibilidade: quem quiser pode recolher o IBS e a CBS fora do Simples.

Isso ajuda muito empresas que vendem para outras empresas (B2B), porque o cliente vai poder aproveitar créditos tributários — algo que antes não acontecia.

“Além disso, o novo sistema foi desenhado para acabar com o imposto em cascata e tornar os preços mais transparentes. No longo prazo, isso deve deixar o ambiente de negócios mais justo e competitivo.”

E quais são as desvantagens ou os desafios que vêm junto?

O principal desafio é que o Simples vai ficar um pouco menos simples. Antes, o empresário só pagava o DAS. Agora, ele vai precisar decidir entre dois regimes (por dentro ou por fora), e isso exige planejamento e orientação contábil.

Quem optar por recolher o IBS e CBS “por fora” vai ter mais obrigações — como emitir nota com destaque do imposto e enviar informações adicionais. Isso pode aumentar custos com sistema e contabilidade. E há um ponto de atenção: dependendo do tipo de negócio, a carga tributária pode subir se a empresa escolher o modelo errado.

As alíquotas vão mudar? Vamos pagar mais imposto?

No modelo geral, a soma de IBS e CBS deve girar em torno de 27% a 28%, mas isso é para empresas fora do Simples. Para quem está no Simples, as tabelas continuam as mesmas em 2026. A diferença é que, por dentro delas, o governo vai apenas redistribuir internamente quanto vai para IBS e CBS, sem aumentar o total. Ou seja: o que o empresário paga no Simples não deve mudar na prática. Só quem optar por recolher os impostos “por fora” — com alíquotas cheias — poderá sentir uma diferença.

Como o pequeno empresário pode se preparar para 2026?

2026 é o ano de preparação, não de desespero.

Alguns passos ajudam muito:

● Atualizar o sistema emissor de notas fiscais para o novo layout com IBS e CBS;

● Revisar o cadastro de produtos e serviços, porque a tributação vai depender do código (NCM/NBS);

● Entender seu perfil de clientes — se vende mais para consumidor final ou para empresas — para escolher o regime certo depois;

● Treinar a equipe e buscar informações em fontes confiáveis, como Sebrae e Receita Federal;

● E, claro, planejar o fluxo de caixa, porque os novos impostos poderão ser recolhidos automaticamente em transações com cartão e Pix.

Esse novo modelo está alinhado com o que a população esperava da Reforma Tributária?

De certa forma, sim. O Brasil pedia um sistema mais simples, transparente e justo, e o novo modelo caminha nessa direção. O Simples Nacional foi preservado — o que era uma preocupação real — e ainda ganhou flexibilidade. Mas há um ponto: o sistema só vai ser realmente simples se a implementação for bem feita. Se o governo e as empresas investirem em tecnologia e comunicação, a promessa de simplificação pode se tornar realidade.

O que ainda poderia melhorar?

Faltam ajustes práticos. Por exemplo, os limites de faturamento do Simples (R$ 4,8 milhões) e do MEI (R$ 81 mil) estão defasados. Eles deveriam ser atualizados para acompanhar a inflação e permitir que as empresas cresçam sem “serem expulsas” do regime. Também seria bom o governo oferecer ferramentas de simulação, para que o empresário consiga comparar o impacto de ficar “por dentro” ou “por fora” do Simples, sem precisar contratar consultorias.

Haverá aumento de carga tributária para quem está no Simples?

A promessa oficial é de neutralidade — ou seja, o total de impostos não vai subir. Para quem continuar dentro do Simples, a carga tributária deve se manter igual. Mas, na prática, o resultado vai depender das escolhas de cada empresário. Quem migrar para o modelo “por fora” sem ter estrutura para aproveitar créditos pode acabar pagando mais. Por outro lado, quem planejar bem pode até reduzir custos.

E o que muda para o MEI?

O MEI continua existindo, com as mesmas facilidades. A principal mudança é que, a partir de 2027, todos os MEIs terão de emitir nota fiscal, inclusive para pessoas físicas. E o valor fixo que eles pagam de imposto (ISS e ICMS) será reduzido gradualmente até chegar a R$ 3 em 2033. É um incentivo à formalização e deve deixar o regime ainda mais vantajoso.

O que o pequeno empresário precisa saber agora?

O Simples não acabou — ele vai ficar mais robusto. 2026 é o ano para se preparar, entender o novo sistema e ajustar os sistemas e processos. Com informação e planejamento, os pequenos negócios podem passar pela reforma sem sustos e com oportunidades de crescer em um ambiente mais equilibrado e previsível.

FONTE: Fabricio Tonegutti
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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