Economia

Custo da energia subiu quatro vezes mais que a inflação em 25 anos, aponta Abrace

Aumento expressivo dos gastos com eletricidade e gás natural pressionou o preço dos produtos e reduziu poder de compra

O custo com energia para a indústria subiu o equivalente a quatro vezes a inflação desde o ano 2000, aponta um estudo da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (Abrace) e da consultoria Ex Ante, divulgado nesta quinta-feira (3/7).

A associação teme que dispositivos da medida provisória 1300/2025, que trata da reforma do setor elétrico, encareçam ainda mais os custos para grandes consumidores de energia elétrica, especialmente os industriais do mercado livre, que poderão ter um acréscimo entre 80% e 200% no valor pago de Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) até 2038

Atualmente, a CDE é estimada em R$ 49,2 bilhões em 2025 pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Energia cara impulsiona inflação

A pesquisa aponta que, enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado no período foi de 375%, o custo com energia subiu 1.299%.

As estimativas incluem tanto os gastos com eletricidade e gás natural, que é utilizado por setores da indústria.

No caso do gás, o crescimento do preço do insumo no Brasil foi de 231%, enquanto os Estados Unidos tiveram um aumento de 127,5% e na Europa a alta foi de 100,2%.

Essa métrica é importante para ilustrar que a indústria brasileira perdeu competitividade frente a dois grandes mercados, explica a Abrace. E aponta que o consumo de energia industrial é o mesmo há 12 anos, indicando estagnação do segmento no Brasil.

O peso da energia trouxe impactos no poder de compra dos brasileiros. Entre todos os tipos de produtos e serviços na cesta de consumo das famílias, o levantamento mostra que a eletricidade influenciou em 233% de um total de 347% de inflação.

As passagens aéreas subiram 1.366% desde 2000, sendo 210% por conta dos combustíveis. O preço do pão francês aumentou 509,5%, com 435% diretamente puxados por conta da energia.

Entre as carnes, a disparada dos preços ficou acima de 700%, sendo que gastos extras com energia corresponderam a 399%.

Para o presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, a inserção de subsídios na tarifa de energia fez com que os custos se tornassem um impeditivo para o crescimento econômico e impactassem diretamente os preços.

“O Brasil vem, nesses últimos 25 anos, consistentemente quebrando as metas de inflação. Essa quebra das metas da inflação está muito explicada pelo aumento do custo da energia, não o aumento para as famílias, mas aquele que vem através de tudo que é produzido no Brasil”, disse.

Alerta para novos custos com MP

A entidade se posiciona contra dispositivos da MP 1300/2025, a exemplo da realocação de encargos setoriais das usinas nucleares de Angra 1 e 2, que passarão a ser pagos pelos consumidores que migraram ao mercado livre de energia.

Embora elogie a intenção do governo em expandir a tarifa social de energia elétrica, o presidente da Abrace defende que as indústrias terão aumentos de custos e, portanto, haverá repercussões aos consumidores.

A associação entende que o Luz Para Todos e a Tarifa Social, programas sociais relacionados à energia elétrica, devem ser custeados pelo Tesouro Nacional.

A inserção de dispositivos que possam provocar aumentos ainda mais significativos na conta de luz é um temor para a entidade, já que ocorreram movimentos parecidos durante a análise de outros projetos.

Segundo Victor iOcca, diretor de energia elétrica da Abrace, o Congresso Nacional costuma “migrar jabutis” entre os projetos de lei, muitas vezes inserindo obrigatoriedade de contratação de energia mais cara.

“A MP 1300, do ponto de vista do setor produtivo, traz um impacto negativo expressivo, de até 20% no aumento do custo de energia no longo prazo. Infelizmente tem ali algumas propostas [emendas] que podem piorar esse cenário”, criticou.

Fonte: Eixos

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Economia, Tributação

IOF: Moraes suspende decretos e determina audiência de conciliação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes suspendeu nesta sexta-feira (4) os efeitos de decretos da Presidência da República e do Congresso Nacional que tratam do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

“Concedo a medida cautelar, ad referendum do plenário desta suprema Corte, para suspender os efeitos dos decretos presidenciais 12.466/2025, 12.467/2025 e 12.499/2025, assim como do Decreto Legislativo 176/2025.”

Na decisão, Moraes determina ainda a realização de uma audiência de conciliação entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o tema. A audiência está agendada para o dia 15 de julho na sala de audiências da Corte, em Brasília.

“Comunique-se ao presidente da República e ao presidente do Congresso Nacional, para ciência e cumprimento imediato desta decisão, solicitando-lhes informações, no prazo de cinco dias.”

Conforme consta na decisão, também devem participar do encontro a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Advocacia-Geral da União (AGU). “Após a realização da audiência de conciliação, será analisada a necessidade de manutenção da medida liminar concedida”, destacou o ministro.

A decisão

No documento, Moraes lembra da importância da harmonia entre os poderes, além da independência entre eles. Também cita “fortes argumentos que indicam a existência de razoabilidade na imediata suspensão da eficácia dos decretos impugnados”.

“Inclusive porque esse indesejável embate entre as medidas do Executivo e Legislativo, com sucessivas e reiteradas declarações antagônicas, contraria fortemente o artigo 2º da Constituição Federal que, mais do que determinar a independência dos poderes, exige a harmonia entre eles, como princípio básico e inafastável de nosso Estado Democrático de Direito em busca do bem comum para toda a sociedade brasileira.”

Entenda

No fim de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou decreto que aumentava o IOF para operações de crédito, de seguros e de câmbio. O documento fazia parte de medidas elaboradas pelo Ministério da Fazenda para reforçar as receitas do governo e atender às metas do arcabouço fiscal.

No início de junho, o governo reverteu parte das elevações do IOF, mas editou uma medida provisória (MP) que aumenta outros tributos. Também em junho, a derrubada do decreto foi pautada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta. Cerca de duas horas após ter sido derrubado, o decreto também foi rejeitado em votação simbólica no plenário do Senado Federal.

Na última terça-feira (1º), a Advocacia-Geral da União (AGU) protocolou ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) no intuito de reverter a derrubada do decreto. Segundo o ministro da AGU, Jorge Messias, a ação declaratória de constitucionalidade (ADC) foi apresentada após solicitação feita por Lula e com base em estudo técnico e jurídico solicitado ao órgão na semana anterior.

O ministro Alexandre de Moraes foi escolhido relator da ADC protocolada pela AGU para reconhecer a validade do decreto editado pelo presidente. Moraes vai comandar o caso porque já atua como relator de dois processos que tratam do assunto. As ações foram protocoladas pelo PL e pelo PSOL. Não há data para decisão do ministro.

FONTE: Agencia Brasil.

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Economia, Mercado Internacional, Notícias

No Brics, Lula defende adoção de nova moeda de comércio entre países

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta sexta-feira (4/7), a discussão sobre a adoção de uma nova moeda para transações comerciais entre os países do Brics. Atualmente, o grupo discute mecanismos para reduzir a dependência do dólar.

O chefe do Planalto reconheceu que há entraves políticos sobre a questão, mas defendeu a necessidade de “encontrar uma nova fórmula”.

“A discussão de vocês sobre a necessidade de uma nova moeda de comércio é extremamente importante. É complicado. Tem problemas políticos, eu sei. Mas, se a gente não encontrar uma nova fórmula, a gente vai terminar o século 19 igual começou o século 20, e isso não será benéfico para a humanidade”, destacou Lula.
A declaração ocorreu durante a cerimônia de abertura da 10ª reunião anual do conselho do NDB, o chamado Banco do Brics. No discurso, o petista pediu que a presidente da instituição financeira, Dilma Rousseff, converse com outros bancos multilaterais, com o objetivo de avançar com discussão.

Ele defendeu a criação de modelos de financiamento e criticou o de austeridade, que costuma ser adotado por grandes bancos como condição para a concessão de empréstimos.

“A chamada austeridade exigida pelas instituições financeiras levou os países a ficarem mais pobres. Porque toda vez que se fala em austeridade, o pobre fica mais pobre e o rico fica mais rico”, criticou Lula.

Fonte: Metrópoles

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Economia, Internacional, Negócios

Ibovespa Futuro cai com feriado nos EUA e foco em tarifas de Trump e cenário interno

As atenções estão voltadas para declarações do presidente Lula e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad

O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (4), em um dia sem a referência dos Estados Unidos, com os mercados fechados devido ao feriado do Dia da Independência. Com isso, as atenções se voltam para o cenário doméstico, com destaque para declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e para a divulgação de dados econômicos.

Por volta das 09h03 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em agosto tinha queda de 0,29%, cotado aos 141.005 pontos.

Lula e o ministro Fernando Haddad participarão de evento do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB) pela manhã no Rio de Janeiro. Mais tarde, o presidente ainda estará presente na cerimônia de retomada de grandes investimentos da Petrobras PETR4.SA na Reduc, em Duque de Caxias, às 11h30.

Na agenda de dados do dia, o mercado avaliará números de inflação ao produtor para maio, divulgado pelo IBGE às 9h, e sobre a balança comercial brasileira em junho, às 15h.

No cenário externo, as negociações tendem a ser mais calmas por conta do feriado nos EUA, mas os agentes financeiros seguem de olho nas discussões comerciais do país com seus parceiros, conforme se aproxima o prazo de 9 de julho para os países evitarem a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington começará a enviar cartas aos países nesta sexta especificando as taxas tarifárias que eles terão de pagar sobre as exportações, uma clara mudança em relação às promessas anteriores de fechar dezenas de acordos individuais.

Já nesta sexta, Trump disse que as tarifas que constarem nas cartas entrarão em vigor a partir do dia 1º de agosto e podem chegar a 70% em alguns casos. “Até o dia 9, todos estarão totalmente cobertos”, disse, referindo-se ao prazo de 9 de julho, que marca o fim da pausa das tarifas recíprocas e, consequentemente, do período estabelecido para que parceiros comerciais chegassem a acordos com os EUA e evitassem as tarifas de importação mais altas.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,53%, o S&P Futuro recuava 0,62% e o Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,60%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,11%, aos 5.454 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única nesta sexta-feira (4), com investidores à espera de novos detalhes sobre os acordos comerciais dos Estados Unidos. A atenção se volta para o prazo final estabelecido pelo presidente Donald Trump para a imposição de tarifas mais altas, previsto para a próxima semana.

Os mercados europeus operam em baixa nesta quinta-feira (4), em meio ao aumento das tensões diplomáticas e comerciais entre China e União Europeia. Segundo fontes, o governo chinês pretende cancelar parte de uma cúpula de dois dias com líderes europeus prevista para o fim deste mês.

Além disso, Pequim impôs tarifas antidumping sobre o conhaque europeu por um período de cinco anos. As ações da Remy Cointreau SA e da Pernod Ricard SA chegaram a cair após o anúncio, mas depois amenizaram as perdas.

Os preços do petróleo operam em baixa, antes da reunião da OPEP+, que deve resultar em outro aumento na produção. A decisão pode ampliar ainda mais o excedente de oferta previsto para o final do ano, elevando a preocupação dos mercados com um possível desequilíbrio entre oferta e demanda.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta pela segunda semana consecutiva, com promessa de Pequim de reprimir guerras de preços.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Bolsa fecha em alta recorde e dólar cai ao menor valor em um ano, a R$ 5,40

Dados dos EUA e movimento da bolsa norte-americana impulsionaram negócios por aqui

O Ibovespa bateu novo recorde nesta quinta-feira (3), com blue chips como Itaú e Vale entre os principais suportes, enquanto agentes também repercutem dados do mercado de trabalho norte-americano mais fortes do que as expectativas.

O índice referência do mercado acionário brasileiro fechou o dia em alta de 1,35%, a 140.927,86 pontos, tendo alcançado 141.303,55 pontos no melhor momento.

Enquanto isso, o dólar a vista caiu 0,27%, cotado em R$ 5,4047, no menor valor desde 24 de junho de 2024, quando encerrou aos R$ 5,3904. No ano, a divisa acumula baixa de 12,53%.

Os movimentos do real nesta sessão tinham como pano de fundo a força da divisa norte-americana no exterior, depois que o governo dos EUA informou que foram criados 147 mil postos de trabalho no país em junho, acima dos 144 mil empregos abertos em maio, em dado revisado para cima.

O resultado veio bem acima do esperado por economistas em pesquisa da Reuters, que projetavam a criação de 110 mil vagas. O relatório ainda mostrou que a taxa de desemprego caiu para 4,1% em junho, de 4,2% em maio. A expectativa era de que a taxa subiria para 4,3%.

Os números de emprego, que eram amplamente aguardados durante toda a semana, vieram na contramão de dados recentes que mostraram uma inflação moderada e uma desaceleração do mercado de trabalho, o que vinha fomentando as apostas em cortes de juros pelo Fed.

Com o novo sinal de força do mercado de trabalho desta quinta, operadores passaram a precificar 53 pontos-base de afrouxamento monetário neste ano, de 66 pontos antes do relatório. As chances de um corte já na próxima reunião, em julho, estavam em 6%, de 24% mais cedo.

Os dados ainda devem reforçar a atual postura defendida pelo chair do Fed, Jerome Powell, que tem dito que o banco central dos EUA não tem pressa para reduzir os juros, uma vez que aguarda evidências dos impactos de tarifas sobre a inflação.

O índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas — subia 0,62%, a 97,357.

Para moedas mais arriscadas, como o real, o adiamento das apostas em cortes de juros era um fator de pressão, já que indica um diferencial de juros menos atrativo para investimentos estrangeiros do que o esperado anteriormente.

Para além da agenda de dados, as negociações comerciais em andamento dos EUA com seus parceiros também pode afetar as negociações ao longo do dia, à medida que se aproxima o prazo de 9 de julho para que os países fechem acordos a fim de evitar a imposição de tarifas mais altas.

Na véspera, o presidente Donald Trump anunciou um acordo comercial com o Vietnã, mas ainda negociava com Japão, União Europeia e Índia.

Mais tarde, as negociações podem ter menor liquidez, uma vez que os mercados dos EUA fecham mais cedo, às 14h, e permanecerão fechados na sexta-feira devido ao feriado do Dia.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Energia mais cara puxa a alta da inflação em junho, mostra a Udesc Esag

Com a bandeira tarifária vermelha, a energia elétrica ficou 4% mais cara em junho em Santa Catarina

A inflação sentida pelos consumidores em Florianópolis foi de 0,42% em junho, um pouco abaixo que a do mês anterior, quando os preços haviam subido 0,46%. Em junho, houve alguma alta em cinco dos nove grupos pesquisados, enquanto os outros quatro tiverem redução. A energia elétrica residencial (alta de 4%) pesou novamente, com a mudança da bandeira tarifária de amarela para vermelha.

A inflação acumulada nos cinco primeiros meses de 2025 é de 3,96%. Já se considerados os últimos 12 meses, o índice acumulado está em 6,98%.

Os números são do Índice de Custo de Vida (ICV), calculado mensalmente pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), por meio do Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag), com apoio da Fundação Esag (Fesag).

Alimentos

O grupo Alimentação e Bebidas teve um aumento médio de 0,64% em junho (idêntico ao do mês anterior). Os alimentos comprados em feiras e supermercados para consumo em casa tiveram altas maiores (1,05%), enquanto as refeições fora de casa ficaram com os preços praticamente estáveis (alta de 0,01%). O padrão é praticamente o mesmo verificado em maio.

Entre os alimentos, os maiores aumentos foram novamente os dos tubérculos, raízes e legumes (14,2%). Os destaques são o tomate (34,9%) – cujo preço havia caído mais de 10% no mês anterior – e a cebola de cabeça (7,3%).

As hortaliças e verduras (4,8%) e as frutas (3,1%) também ficaram mais caras. Os maiores aumentos nesses subgrupos foram os do mamão (16,9%), morango (12,5%), alface (10,9%) e couve-flor (6,4%).

Houve ainda alguma alta nos preços das bebidas e infusões (1,5%), carnes e peixes industrializados (1%), enlatados e conservas (1%), aves e ovos (0,9%), sal e condimentos (0,6%), farinhas, féculas e massas (0,5%), carnes (0,4%), açúcares e derivados (0,4%) e leites e derivados (0,1%).

Mas alguns alimentos ficaram mais baratos. É o caso dos cereais, leguminosas e oleaginosas (-4,5%), incluindo milho de pipoca (-5,8%), arroz agulha (-4,5%), feijão preto (-4,3%) e amendoim (-4%). Também caíram os preços dos pescados (-1,7%), óleos e gorduras (-1%) e panificados (-0,2%).

Outros preços

Com a alta da energia elétrica, a habitação teve o maior aumento (1,17%) entre os nove grupos pesquisados, seguida de alimentação e bebidas (0,64%). Nos transportes, mesmo com queda nos preços dos combustíveis (-1,1%), o grupo teve alta de 0,8% – os carros próprios subiramv1,8%. Também subiram as despesas pessoais (0,40%) e gastos com saúde e cuidados pessoais (0,15%).

Por outro lado, quatro grupos pesquisados tiveram redução de preços em junho: artigos de residência (-0,41%), vestuário (-0,58%), educação (-0,26%) e serviços de comunicação (-1,27%).

Sobre o Índice de Custo de Vida

O ICV/Udesc Esag registra a variação dos preços de 297 produtos e serviços consumidos por famílias de Florianópolis com renda entre 1 e 40 salários-mínimos. Para o último boletim mensal, os dados foram coletados entre os dias 1º e 30 de junho. O índice é publicado regularmente desde 1968.

A metodologia é a mesma usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para o cálculo do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial para a meta de inflação nacional. Para o cálculo do ICV, a Udesc Esag conta com o apoio da Fundação Esag (Fesag) na atualização das ferramentas utilizadas.

Fonte: Núcleo de Comunicação da Udesc Esag

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Economia

Dólar a R$ 5,40: o que explica a queda de 12% em 2025 e o que esperar no 2º semestre?

Analistas veem fraqueza do dólar principalmente por questões globais e projetam mais quedas, ainda que modestas, na segunda metade do ano

O primeiro semestre de queda global do dólar continuará? O enfraquecimento da divisa americana pelo mundo também foi refletido no Brasil, ainda que alguns desafios fiscais tenham segurado uma valorização maior do real frente à moeda dos EUA.

Na última segunda-feira (30), de fechamento de mês, trimestre e semestre, o dólar fechou na casa dos R$ 5,43, no menor nível desde 19 de setembro do ano passado.

Após subir 27,34% em relação ao real em 2024, o dólar terminou o primeiro semestre com perdas de 12,07%. No mês a divisa acumulou baixa de 4,99% e, no trimestre, recuo de 4,76%.

Conforme destacou a LCA Consultores, alguns fatores levaram a um enfraquecimento do dólar, local e globalmente.

O movimento é reflexo da crescente desconfiança dos investidores em relação aos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito às políticas tarifária e fiscal. Outro elemento que reforça essa fraqueza é a intenção do governo norte-americano de tributar ganhos de investimentos estrangeiros em ativos financeiros nos EUA.

Adicionalmente, o diferencial de juros doméstico, que se mantém atrativo para os investidores, tem sido um fator relevante no fortalecimento do real.

“Também merece destaque a melhora da percepção de risco do Brasil em comparação com outros mercados emergentes, possivelmente em função da nossa menor exposição às tarifas recíprocas americanas e do crescimento econômico consistente registrado no país”, ressalta a consultoria.

José Faria Junior, sócio e diretor da Wagner Investimentos, reforça os pontos de que o Congresso dos EUA se aproxima de aprovar os cortes de gastos de Trump – e essa legislação tem ajudado na queda do dólar. Adicionalmente, inflação relativamente baixa sugere que o Federal Reserve, o Banco Central dos EUA, cortará os juros ao menos duas vezes este ano conforme a CME: “há 100% de chance de dois cortes e 63% de chance de um terceiro corte, na reunião de dezembro”.

A queda dos juros nos EUA favorece o “carry trade” para a moeda brasileira, dados os juros baixos por aqui. No carry trade, o investidor toma dinheiro emprestado barato em moeda forte e depois investe em outra com rendimentos mais elevados.

Na última sessão do semestre, cabe ressaltar, as divisas emergentes também se beneficiaram da melhora do apetite ao risco com sinais de que os EUA podem fechar acordos comerciais com parceiros relevantes antes de 9 de julho, data que marcaria a volta das tarifas recíprocas anunciadas por Trump em 2 de abril, no chamado “Liberation Day”. As negociações com o Canadá, que forma interrompidas, serão retomadas após o país revogar impostos a empresas de tecnologia dos EUA. Assim, logo os primeiros dias deste segundo semestre serão importantes para definir o rumo do dólar para o restante do ano.

Dólar seguirá em queda?

O diretor de Pesquisa Econômica do Banco Pine, Cristiano Oliveira, que em maio projetava recuo do dólar para R$ 5,40, vê espaço para mais uma rodada de queda da taxa de câmbio. “Nossos modelos de curto prazo apontam que o ritmo de valorização de real deve diminuir, mas a apreciação segue sendo a tendência pelos próximos dois, três meses. Acreditamos em dólar a R$ 5,33 até meados de agosto”, afirma Oliveira.

No exterior, o índice DXY – termômetro do comportamento do dólar ante uma cesta de seis divisas fortes – rompeu na véspera o piso dos 97,000 pontos, com mínima a 96,806 pontos. O Dollar Index terminou junho com perdas ao redor de 2,6%, levando a desvalorização no ano para perto de 11%, no menor nível desde março de 2022.

O economista-chefe da Equador Investimentos, Eduardo Velho, reforça a visão de que dados recentes dos EUA – como o Índice de Preços de Gastos com Consumo Pessoal (PCE) de maio e a queda nas expectativas de inflação apurada pela Universidade de Michigan – apoiam nos últimos dias a perspectiva de cortes de juros pelo Fed no segundo semestre.

“Temos também um componente estrutural, que é a perda de apelo do dólar como reserva de em favor de commodities metálicas, em especial o ouro, desde o Liberation Day, que trouxe muita incerteza sobre a economia americana”, afirma Velho, para quem a apreciação do real ao longo do primeiro semestre se deve fundamentalmente ao recuo global do dólar.

O fundador e estrategista-chefe da DA Economics, Alex Lima, projeta mais apreciação do real e diz que seus modelos apontam para taxa de câmbio próxima de R$ 5,30. “Temos uma visão de dólar global mais fraco, com a execução meio desengonçada das políticas comerciais e econômicas da gestão Donald Trump”, afirma Lima, em comentário no LinkedIn.

O estrategista acrescenta que, por aqui, a preocupação com o quadro fiscal permanece em segundo plano, com investidores já de certa forma antecipando uma possível troca de governo para uma gestão “um pouco mais fiscalmente responsável” após as eleições de 2026. “Vemos alguns sinais de que o mercado está precificando menos risco”, afirma.

Na última segunda à tarde, o boletim Firmus divulgado pelo Banco Central mostrou que as empresas não-financeiras no Brasil reduziram suas projeções para a taxa de câmbio no período de seis meses à frente, mas mantiveram a expectativa de que a inflação nos próximos anos seguirá acima do centro da meta.

A mediana das expectativas em maio para a taxa de câmbio seis meses adiante aponta para um dólar a R$ 5,80, ante R$ 6,00 projetados na pesquisa anterior, de fevereiro. No boletim Focus divulgado pela manhã, a mediana das projeções das instituições financeiras para o dólar no fim de 2025 estava em R$ 5,70.

O Santander também aponta que podemos estar em uma nova era de fraqueza sustentada do dólar americano, e não se trata apenas de movimentos de curto prazo do mercado — “trata-se de mudanças estruturais mais profundas”.

“Diversas forças estão convergindo para impulsionar essa tendência. Primeiro, há uma crescente incerteza em torno da política comercial dos EUA, o que está tornando os investidores globais mais cautelosos. Segundo, crescem as preocupações com a independência do Federal Reserve, levantando questões sobre a credibilidade a longo prazo da política monetária americana. E terceiro, os EUA estão adotando políticas — como repressões generalizadas contra a imigração e o aumento do protecionismo — que podem, em última análise, reduzir a produtividade”, avaliam os estrategistas do banco.

Juntos, aponta o Santander, esses fatores estão remodelando o papel do dólar na economia global e sinalizando uma potencial mudança de longo prazo em sua força.

O Bradesco avalia que o euro é o principal beneficiado pelo enfraquecimento recente do dólar, apesar da vulnerabilidade do continente às políticas comerciais americanas. Contudo, o Brasil também é afetado: o ambiente global de expectativas de moderação de crescimento e cortes de juros aumentou o apetite por risco em emergentes.

Para o cenário doméstico, isso reduziu pressões inflacionárias e sobre as expectativas de juros. o O câmbio mais apreciado levou a projeção de IPCA de 5,4% para 5,0%, neste ano. A equipe econômica espera que a taxa de câmbio encerre o ano em R$ 5,50 para o dólar, ante projeção anterior de R$ 5,70. Para 2026, a projeção também passou de R$ 5,70 para R$ 5,50.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

Xi Jinping defende mercado nacional unificado e economia marinha de alta qualidade

Presidente chinês destaca importância da coordenação institucional e inovação para o desenvolvimento moderno e sustentável

O presidente Xi Jinping afirmou nesta terça-feira que a China deve intensificar os esforços para construir um mercado nacional unificado e promover o desenvolvimento de alta qualidade da economia marinha. As declarações foram feitas durante reunião da Comissão Central para Assuntos Financeiros e Econômicos, presidida por Xi, que também é secretário-geral do Partido Comunista da China e presidente da Comissão Militar Central.

Segundo Xi, a criação de um mercado unificado é fundamental para moldar um novo padrão de desenvolvimento, exigindo maior coordenação entre instituições, infraestrutura de mercado, conduta governamental, fiscalização regulatória e mercados de fatores de produção. Ele defendeu a padronização de práticas como concorrência de preços, compras públicas e atração de investimentos por governos locais.

No campo da economia marinha, Xi enfatizou a necessidade de crescimento impulsionado por inovação, modernização industrial, proteção ecológica e cooperação internacional. A reunião destacou ainda o estímulo ao investimento privado no setor e o fortalecimento da pesquisa científica, prevenção de desastres e economia azul.

Também participaram da reunião os líderes Li Qiang, Cai Qi e Ding Xuexiang, todos membros do Comitê Permanente do Birô Político do Partido e integrantes da Comissão.

Fonte: China Hoje

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Economia

Entenda como fica o IOF após derrubada de decreto

Câmbio, crédito e previdência privada voltam a alíquotas anteriores

A derrubada do decreto que aumentava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF)  provocou a terceira mudança nas alíquotas em pouco mais de um mês. As alíquotas que vigoravam até 22 de maio, quando o Ministério da Fazenda anunciou as mudanças, foram retomadas.

A revogação do decreto cria um desafio para o governo, ao provocar perda de R$ 12 bilhões em arrecadação para 2025, segundo a Receita Federal. No entanto, para o cidadão, as mudanças aliviam o bolso, com alíquotas menores sobre as operações de câmbio, de empréstimo para empresas e da previdência privada do tipo Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL).

Como não tinham sido objeto do decreto, o IOF de crédito para pessoas físicas, para o Pix e para modalidades isentas não foi alterado.

Entenda os efeitos da derrubada do decreto sobre o seu bolso:

Viagem ao exterior

Como estava

Unificação do IOF sobre operações de câmbio em 3,5%. A nova alíquota incidia sobre:

•     Transações de câmbio com cartões de crédito e débito internacional, compra de moeda em espécie, cartão pré-pago internacional, cheques de viagem para gastos pessoais;

•     Empréstimos externos para operações com prazo inferior a 365 dias, para tomadas de empréstimos feitas do Brasil no exterior;

•     Para operações não especificadas, a alíquota passou a ser de 0,38% na entrada (do dinheiro no país) e 3,5% na saída;

•     Isenção para retorno de investimentos estrangeiros diretos (que geram emprego) no Brasil. Saída de recursos pagava 3,5%.

Como voltou a ficar

As alíquotas voltam a ser as mesmas de antes do decreto:

•     1,1% para compra de moeda em espécie;

•     3,38% nas outras transações (cartões de crédito, débito, débito internacional e pré-pago);

•     Para operações não especificadas, alíquota voltou a 0,38%, sendo cobrada uma única vez;

•     Remessas ao exterior e empréstimo de curto prazo (inferior a um ano) voltam a ter alíquota de 1,1%.

A versão mais recente do decreto não tinha alterado as seguintes operações cambiais:

•     Operações interbancárias;

•     Importação e exportação;

•     Ingresso e retorno de recursos de investidor estrangeiro;

•     Remessa de dividendos;

•     Juros sobre capital próprio para investidores estrangeiros.

Crédito para empresas

Como estava

A tomada de crédito por qualquer pessoa jurídica tinha passado a pagar mais imposto.

•     Teto de IOF de operações de crédito para empresas em geral havia subido para 3,38% ao ano;

•     Para empresas do Simples Nacional, a cobrança havia aumentado para 1,95% ao ano;

•     Alíquota de 3% ao ano sobre risco sacado, operação de antecipação ou financiamento de pagamento a fornecedores.

•     Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC): alíquota de 0,38% sobre compra de cotas primárias, inclusive por bancos.

Como voltou a ficar

•     Teto de IOF de operações de crédito para empresas em geral voltou a 1,88% ao ano;

•     No caso de empresas do Simples Nacional, cobrança máxima retornou ao limite de 0,88% ao ano;

•     Risco sacado deixou de ser considerado operação de crédito e voltou a ficar isento;

•     Compra de cotas primárias do FIDC voltaram a ficar isentas.

Previdência VGBL

Como estava

•     Isenção para aportes de até R$ 300 mil ao ano (R$ 25 mil por mês) até o fim de 2025 e de aportes anuais de até R$ 600 mil (R$ 50 mil por mês) a partir de 2026. Acima desse valor, cobrança de 5%;

•     Isenção para a contribuição patronal (do empregador).

Como voltou a ficar

•     Alíquota zero para aportes mensais de qualquer valor.

Bets, fintechs e investimentos incentivados

No início de junho, o governo reverteu parte das elevações do IOF, mas editou uma medida provisória (MP) que aumenta outros tributos <https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2025-06/nova-mp-deve-reforcar-arrecadacao-em-r-105-bi-neste-ano>. Embora enfrente resistências no Congresso Nacional, a MP continua em vigor pelos próximos quatro meses.

Caso a MP, que não trata do IOF, seja aprovada, o aumento da contribuição das bets de 12% para 18% entrará em vigor nos próximos três meses. Da mesma forma, a elevação de 9% para 15% da alíquota das fintechs (startups do setor financeiro) e o endurecimento das regras de compensações tributárias (ressarcimento de impostos supostamente pagos a mais) por grandes empresas.

Outras medidas de aumento de Imposto de Renda (IR) para a população mais rica só entrarão em vigor em 2026, caso a MP seja aprovada.

Estão nessa situação o fim da isenção para títulos privados incentivados (LCI, LCA, CRI, CRA e debêntures) e a elevação de 15% para 20% do Imposto de Renda dos Juros sobre Capital Próprio (JCP), tipo de remuneração paga aos acionistas de empresa.

Fonte: Agência Brasil

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Economia, Exportação, Investimento, Notícias

Tupy espera reação em mercado de autopeças no 2º semestre

Multinacional metalúrgica teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024.

O cenário para o mercado autopeças é bastante desafiador com juros mais altos, instabilidades comerciais e geopolíticas, mas a expectativa ainda é de reação no segundo semestre, disse o presidente-executivo da multinacional metalúrgica Tupy, Rafael Lucches.

“O segundo semestre pode reservar um clima mais favorável”, afirmou o executivo à Reuters.

No primeiro trimestre, a Tupy teve uma queda de 4,4% no faturamento ante igual período de 2024 e o segundo trimestre também se mostra bastante desafiador para o setor por conta da conjuntura econômica, disse Lucchesi.

“As atividades econômicas globais estão num nível baixo por conta de incerteza global, geopolítica, guerras, tarifas comerciais e protecionismo. Tudo isso gera incertezas e investimentos em queda. Vai ser um ano mais apertado, complexo e mais difícil”, afirmou.

A Tupy, sediada em Santa Catarina, tem também fábricas no México e em Portugal. Segundo Lucchesi, 70% do mercado da Tupy está fora do Brasil.

O executivo criticou o atual patamar de 15% da taxa Selic e entende que além de acima do ideal acaba por reduzir a demanda interna.

“A gente também precisa melhorar nossa equação fiscal que é algo preocupante ao mesmo tempo que a gente tem uma taxa de juros que pune muito o setor produtivo”, disse ele à Reuters.

Os juros mais elevados afetam a demanda por bens de capital no mercado interno e automaticamente impactam as vendas da empresa.

“As montadoras vendem caminhões, tratores e colheitadeiras. O bloco (do motor) e cabeçote é da Tupy. Quando o frotista reduz a produção por óbvio que quem produz caminhões, tratores e colheitadeiras também reduz e estamos sentindo isso”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

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