Economia

Dólar pode cair para R$ 4,90 nos próximos meses, avalia economista do Bradesco

O dólar deve permanecer próximo de R$ 5 e pode até recuar para R$ 4,90 nos próximos meses, segundo projeção do economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa. A análise foi apresentada durante evento da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), em São Paulo, na última sexta-feira (30).

Real fortalecido diante da fraqueza global do dólar

De acordo com Honorato, a trajetória recente do real reflete a fraqueza internacional da moeda americana. Ele estima que cerca de 70% da valorização do real desde o início do ano está ligada a esse movimento global.

“Vejo mais chances do dólar ficar próximo a R$ 5, ou até um pouco abaixo, nos próximos seis a nove meses, do que alcançar R$ 5,50”, destacou.

O economista acrescentou que, caso a moeda brasileira acompanhasse de forma mais direta o comportamento de outros países emergentes, a cotação estaria entre R$ 4,60 e R$ 4,90.

Crítica à moeda do Brics

Honorato também criticou a possibilidade de criação de uma moeda única do Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ele, a proposta seria “muito ruim” e deveria ser evitada pelo Brasil.

“Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz”, afirmou.

Segundo o economista, a volatilidade gerada por governos como o de Donald Trump nos Estados Unidos faz com que países latino-americanos se aproximem ainda mais da China.

Inflação e política monetária

Sobre a política monetária, Honorato avaliou que a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio mais estável devem abrir espaço para o início de um ciclo de cortes na Selic.

No entanto, ele considera “praticamente impossível” que a inflação brasileira atinja a atual meta de 3%. “É muito improvável, porque temos um governo que gasta bastante e incentiva a demanda”, explicou.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar hoje recua na abertura dos negócios no Brasil

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400

O dólar comercial opera em baixa ante real nesta sexta-feira, enquanto no exterior a divisão oscila em baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) siga cortando juros nos próximos meses, mesmo com a paralisação parcial do governo dos EUA ameaçando atrapalhar a atuação dos agentes, ao congelar a divulgação de dados econômicos.

Qual a cotação do dólar?

Às 9h22, o dólar à vista tinha queda de 0,19%, para R$ 5,330 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,08%, a R$ 5,3835.

No mesmo horário, no exterior o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisões fortes — caiu 0,04%, para 97,783.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,329
  • Venda: R$ 5,330

Dólar Turismo

  • Venda: R$ 5,368
  • Compra: R$ 5,548

FONTE: Reuters e InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Economia

Atividade econômica de SC em julho reforça sinais de desaceleração

Depois de três meses de recuo, resultado de julho mostra estabilidade na comparação com junho

A economia catarinense vem desacelerando e em julho a atividade econômica medida pelo IBCR – indicador do Banco Central que é considerada uma prévia do PIB – ficou estável em relação ao  mês anterior. Em queda desde abril, o índice reflete a redução do ritmo de crescimento dos grandes setores da economia, como indústria, comércio e serviços.

Em junho, a economia de SC recuou 0,1% frente ao mês anterior. Em maio o indicador mostrou queda de 0,3% frente a abril e em abril o indicador mostrou retração de 1,3% frente a março. Para o presidente da Federação das Indústrias de SC (FIESC), Gilberto Seleme, a desaceleração era esperada pelo elevado nível da taxa de juros, que deverá permanecer até o final de 2025.

O desempenho se deve, em parte, também aos efeitos do tarifaço norte-americano sobre os produtos brasileiros. “Os Estados Unidos são o principal destino das exportações do estado. As vendas de Santa Catarina para os Estados Unidos recuaram 19,5% em agosto, em relação a igual período do ano passado”, afirmou.

FONTE:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação

IMAGEM: Freepik

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Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Economia

China cobre seus desertos com painéis solares para alimentar sua economia

Em um deserto no norte da China, um mar de painéis solares azuis cobre a areia e se adapta ao relevo das dunas como se fossem ondas. 

“Antes não havia nada aqui (…), estava completamente deserto”, lembra Chang Yongfei, nativo desta região da Mongólia Interior, que costumava trabalhar no setor do carvão, um pilar histórico da economia local. 

A 700 quilômetros de Pequim, centenas de milhares de painéis representam a acelerada transição energética da China, o maior emissor mundial de gases de efeito estufa. 

O presidente chinês, Xi Jinping, comprometeu-se na quarta-feira, em um discurso por videoconferência durante uma cúpula especial da ONU, a reduzir as emissões globais do país entre 7% e 10% até 2035 em relação ao ano de maiores emissões, que acredita-se será 2025. 

Entre 2022 e 2030, as instalações solares nos desertos e áreas áridas terão produzido o triplo da capacidade elétrica de um país como a França, segundo um documento de planejamento. 

Imagens de satélite analisadas pela AFP confirmam a rápida expansão da energia fotovoltaica nos grandes desertos chineses durante os últimos dez anos. 

Em Ordos, no deserto de Kubuqi, visitado por uma equipe da AFP, mais de 100 km² de areia foram cobertos com painéis solares, o que equivale à superfície de cidades como Lisboa ou Paris. 

No entanto, essa opção apresenta inúmeros desafios: as tempestades de areia podem danificar as instalações, e temperaturas muito altas reduzem sua eficácia. 

Além disso, o acúmulo de areia nos painéis exige uma quantidade considerável de água para limpá-los, em áreas que, no entanto, são secas. 

Para mitigar as dificuldades, os painéis utilizados em Kubuqi são equipados com ventiladores capazes de se limparem automaticamente e usam uma tecnologia de dupla face que permite também captar a luz refletida na areia, segundo a imprensa estatal.

– Atração turística –

A distância entre os desertos e os centros de consumo é outro obstáculo. As centrais solares de Kubuqi têm como objetivo abastecer as longínquas regiões de Pequim, Tianjin ou Hebei. 

Existe um risco de “congestionamento nas linhas de transmissão”, indica David Fishman, sócio da consultoria Lantau Group. 

Por isso, várias províncias agora “restringem a aprovação de novos projetos”, acrescenta. 

Também é preciso lidar com o aumento do turismo, impulsionado por vídeos virais de expedições em quadriciclos ou passeios de camelo. 

Ao volante de seu 4×4, Chang Yongfei, que trabalhava na mineração de carvão, agora se dedica a essa atividade para ganhar a vida. 

Seus chalés com vistas panorâmicas para as dunas, a poucos passos do campo solar, são um grande sucesso nas redes sociais. 

“Essa transição [energética] tem sido muito boa para a região”, destaca o homem de 46 anos, embora admita estar “muito preocupado” com a possibilidade de que o campo solar acabe engolindo o deserto e, com ele, a prosperidade turística.

– Manutenção do carvão –

Outras vozes destacam que a intensa produção de energia solar não levou ao abandono do carvão. 

A China lançou, no primeiro semestre de 2025, novas capacidades de produção de eletricidade a partir de carvão nunca vistas desde 2016, segundo um relatório do Centro de Pesquisa sobre Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês) e do Global Energy Monitorl (GEM). 

Ao redor de Kubuqi, caminhões manchados pela fuligem, trens intermináveis cheios de carvão e grandes chaminés testemunham o vigor dessa indústria. 

Por fim, a instalação de grandes campos solares nos desertos lança dúvidas sobre seu impacto no clima, indica Zhengyao Lu, pesquisador da Universidade de Lund. 

Segundo ele, a absorção de calor por grandes superfícies escuras pode modificar os fluxos atmosféricos e ter “efeitos colaterais negativos, como uma redução das chuvas” em outras regiões. 

Em vez de cobrir a maior área possível, ele defende um “desenvolvimento mais inteligente, localizado e organizado”. 

No entanto, os riscos da energia solar “ainda são menores em comparação com os perigos de manter as emissões de gases de efeito estufa”, explicou.

Fonte: AFP

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Economia, Internacional, Mercado Internacional

Desdolarização à vista? Moeda chinesa já é realidade em negociações com empresas brasileiras

“Não vamos mais usar o dólar em nossos negócios com a China”, diz Caito Maia, CEO da Chilli Beans

Já reparou que o dólar não é mais a única moeda que manda no comércio global?

Incentivada pelo Governo brasileiro, a desdolarização já é realidade em algumas empresas brasileiras. Um exemplo é a Chilli Beans, que passou a pagar fornecedores diretamente em renminbi (yuan).

O movimento ganhou força em 2025 com a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que escalou com novas tarifas impostas pelos EUA a produtos chineses e brasileiros. 

Nesse cenário, empresas como a Chilli Beans enxergaram a oportunidade de cortar custos, reduzir a volatilidade cambial e fortalecer suas relações diretas com o mercado asiático.

Segundo o fundador e CEO Caito Maia (foto), a mudança não é pontual: o plano é abandonar de vez o dólar como intermediário e realizar todas as operações diretamente com a China. E ele não está sozinho.

A China já investiu mais de US$2,2 bilhões no Brasil só em 2025. O Brasil firmou acordos para negociar em real e yuan sem depender do dólar.

O BRICS avança na criação de um sistema alternativo de pagamentos para reduzir a influência do dólar no comércio global.

Tudo isso aponta para uma realidade clara: entender e negociar com a China não é mais uma opção, é uma vantagem competitiva.

Brasil, yuan e BRICS: por que empresas brasileiras estão negociando em yuan?

Nos últimos dois anos, o uso do yuan (renminbi, RMB) nas transações entre Brasil e China saiu do campo das intenções para ganhar tração prática: acordos entre bancos centrais, linhas de swap, avanços em infraestrutura de pagamentos e iniciativas privadas vêm reduzindo o papel exclusivo do dólar nas cadeias de comércio bilaterais. 

O movimento faz parte de uma tendência global de desdolarização associada ao fortalecimento político e econômico do bloco BRICS, e que traz oportunidades e riscos diretos para empresas brasileiras que exportam e importam com a China.

Em maio deste ano, o Banco Central do Brasil anunciou a assinatura de um swap cambial com o Banco Popular da China, com teto de R$157 bilhões: uma ferramenta que facilita liquidez em moeda local e reduz a necessidade de intermediação em dólares. 

É um sinal institucional claro de que as autoridades estão abrindo espaço para pagamentos diretos fora do dólar.

Paralelamente, dados de provedores internacionais de pagamentos mostram que, embora o RMB ainda seja uma fatia pequena do mercado global de pagamentos, sua presença tem subido nos últimos anos, com a China ampliando canais como o CIPS (sistema alternativo ao SWIFT), incentivando bancos estrangeiros a se conectar e promovendo liquidações em RMB. 

Ao mesmo tempo, estatísticas oficiais chinesas e relatórios de instituições financeiras apontam crescimento expressivo do uso do yuan em trade finance e em operações regionais.

Vantagens para empresas brasileiras de negociar em yuan

As motivações são variadas e combinam fatores econômicos, estratégicos e geopolíticos:

  • Redução de custos e menor exposição cambial: operar diretamente em RMB pode reduzir taxas de conversão e spread bancário quando o principal parceiro comercial é a China (menos etapas de conversão via dólar). Além disso, elimina o risco de flutuação do dólar entre emissão e liquidação.
     
  • Segurança e autonomia: acordos de swap e integração com CIPS/clearing banks diminuem a dependência de infraestruturas dominadas por países terceiros e reduzem riscos associados a sanções ou bloqueios em sistemas internacionais.
     
  • Pressão política e estratégica: a participação ativa no BRICS e as iniciativas de internacionalização do RMB fazem parte de uma agenda maior, a fim de diversificar parceiros e instrumentos financeiros para aumentar a autonomia estratégica do Brasil nas relações internacionais.
     
  • Menor custo de transação: se fornecedor e comprador aceitam RMB, elimina conversões intermediárias via dólar, com potencial ganho de 1–3% em custos financeiros segundo estimativas de mercado e bancos chineses.
     
  • Competitividade comercial: compradores chineses às vezes oferecem descontos para pagamentos em RMB, porque reduzem o custo e o risco deles.
     
  • Acesso a novos instrumentos financeiros: com linhas de swap e bancos autorizados a operar em RMB, empresas – inclusive PMEs via fintechs – encontram alternativas de financiamento e recebíveis em moeda chinesa.

Em comparação com o dólar, que é uma moeda consolidada e mais usada em todo o mundo, o yuan ainda pode ficar para trás. 

Mas com as eventuais sanções e medidas financeiras vindas dos EUA, somados aos custos de conversão para países não dolarizados, o yuan se mostra uma opção interessante.

Reais impactos da aliança Brasil-China para empresas brasileiras

Há 15 anos a China é o maior parceiro comercial do Brasil, seguido pelos EUA.

No agro, por exemplo, 70% das 100 milhões de toneladas de soja importadas pela China em 2024 vieram do Brasil.

No 1º semestre de 2025, a venda de terras raras para a China triplicou: aproximadamente US$6,7 milhões em minerais que serão utilizados na indústria tecnológica, como smartphones e aviões. E a tendência é aumentar.

Os impactos do estreitamento da relação comercial entre os dois países:

  • Redução do custo operacional em cadeias ligadas à China: fabricantes, agronegócio e exportadores de commodities podem ganhar margem se ampliarem liquidações em RMB.
     
  • Maior dependência econômica: liquidações e financiamento em RMB aproximam empresas e bancos brasileiros da infraestrutura e política monetária chinesa, o que pode aumentar a exposição a decisões de Pequim (ex.: controles de capital).
     
  • Transformação de práticas de financiamento: desenvolvimento de linhas de crédito, factoring e seguros em RMB pode criar novas janelas de capital para PMEs, mas exigirá adaptação operacional (treinamento, sistemas de pagamento, gestão de risco).
     
  • Pressões políticas e de imagem: empresas que estreitarem laços financeiros com a China podem enfrentar escrutínio adicional em mercados e governos alinhados com os EUA; decisões comerciais poderão ganhar conotação geopolítica.

Possíveis riscos e desafios:

  • Volatilidade e controles de capital chineses: o RMB não é totalmente livre-flutuante como o dólar; políticas domésticas chinesas podem afetar disponibilidade e convertibilidade.
     
  • Infraestrutura e padronização: integração a sistemas como CIPS exige parcerias bancárias e novas rotinas de compliance e KYC; nem todos os bancos brasileiros ou plataformas fintech estão preparados.
     
  • Menor profundidade de mercado: hedges e derivativos em RMB ainda são menos líquidos que em dólar, elevando o custo de proteção contra risco cambial em operações maiores.

O que empresas brasileiras devem considerar

A maior internacionalização do yuan e a acomodação institucional entre os dois países aumentam as opções para empresas brasileiras reduzirem custos e diversificarem riscos em suas negociações com a China. 

Ao mesmo tempo, a transição traz desafios, que vão desde infraestrutura financeira até riscos geopolíticos e operacionais. 

Para exportadores e importadores, a estratégia mais realista hoje é híbrida: aproveitar instrumentos em RMB quando houver vantagem comprovada.

De forma prática, essa é a recomendação de especialistas para quem deseja se preparar para negociar com a China:

  • Mapear contrapartes: priorizar clientes/fornecedores chineses dispostos a negociar em RMB e negociar cláusulas claras de conversão e hedge.
     
  • Avaliar parceiros financeiros: trabalhar com bancos que tenham canais diretos em RMB ou com fintechs que ofereçam conta e liquidação em yuan.
     
  • Hedge e planejamento: mesmo operando em RMB, avaliar instrumentos de proteção (quando disponíveis) e cenários sobre volatilidade e controles cambiais.
     
  • Compliance e governança: reforçar controles de compliance, entender regras de exportação/importação e exigências de clearing (CIPS vs SWIFT).

E por que isso importa?

A China já se consolidou como o principal parceiro comercial do Brasil, responsável por grande parte das exportações do país.

Com as novas políticas econômicas, o Brasil está abrindo cada vez mais mercados, investimentos e oportunidades aos produtos chineses no país. 

Essa relação entre os dois países promete gerar bons frutos, e para garantir competitividade e relevância no mercado, é preciso se adaptar.

A StartSe percebeu esses sinais e criou a Imersão China: uma imersão de 5 dias nos principais ecossistemas chineses da atualidade.

Os principais sócios da StartSe e mais um grupo seleto de 30 empresários e executivos visitarão empresas de tecnologia, conversarão com especialistas em varejo, carros autônomos, IA e robótica e negócios.

Entenderão como a China une governo, mercado e academia para alcançar modelos inéditos de inovação, como alcançam escala e velocidade através dos 5 princípios chineses de negócio: pragmatismo, foco em resultado, adaptação, colaboração e visão de longo prazo.

Ou como os chineses já incorporaram o chamado Ambiente de Teste em Larga Escala: onde eles testam soluções rapidamente, ajustando-as em tempo real.

E, ainda, a Cultura do Fazer Acontecer: com experimentação contínua, aceitação do erro como aprendizado e execução rápida são práticas comuns.

Esses são apenas alguns dos aprendizados valiosos proporcionados por essa imersão. Além do networking estratégico e das oportunidades de negócios com investidores e empresas chinesas.

Fonte: StartSe

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Economia

Santa Catarina lidera crescimento da atividade econômica no país com alta de 5,5%

A atividade econômica de Santa Catarina cresceu 5,5% entre janeiro e julho de 2025 e colocou o estado, mais uma vez, como destaque nacional. O percentual ficou acima da média brasileira, de 2,9% no período, e demonstra a pujança e competitividade da economia de Santa Catarina. Os dados foram apurados por meio do Índice de Atividade Econômica Regional (IBCR) do Banco Central, que é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), e foram divulgados nesta quarta-feira, 24.

O governador Jorginho Mello afirma que o percentual comprova a força da economia catarinense. “O desenvolvimento de Santa Catarina é impulsionado por sua indústria sólida, pelo agronegócio e pelo turismo, mas a verdadeira força do estado é o espírito trabalhador do seu povo. Prova disso é o crescimento na abertura de empresas e a menor taxa de desemprego do mundo”, destaca.

Santa Catarina (5,5%) possui o maior crescimento do Brasil no ranking nacional entre os estados pesquisados, ao lado do Pará (5,5%). Em terceiro está o Paraná (5%), e na sequência aparecem Goiás (4,7%), Espírito Santo (3,9%) bem como Bahia (3,4%). A média brasileira é de 2,9%, puxada principalmente pela agropecuária.

“A economia de Santa Catarina é muito competitiva e diversificada. Além disso, produzimos com qualidade e inovação. É por isso que o estado é líder no ranking nacional e segue crescendo com ritmo forte. Soma-se também os robustos investimentos que o Governo do Estado tem feito nas áreas de infraestrutura, energia e segurança, que fazem a diferença para este resultado positivo”, diz o secretário de Estado de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck.   

Crescimento em setores de indústria, comércio e serviços de Santa Catarina

O bom desempenho da atividade econômica de Santa Catarina é puxado por diversos setores. A produção industrial, por exemplo, soma avanço de 5,3% nos últimos 12 meses, o segundo maior percentual do país e à frente da média nacional de 1,9%. Nesse sentido, o comércio também avança. Conforme o IBGE, o setor acumula elevação de 5,2% no mesmo período, frente a uma média nacional de 2,5%.

Acompanhando os demais setores, a prestação de serviços também cresceu acima da média. Enquanto Santa Catarina teve avanço de 5,6% em 12 meses, a média brasileira ficou em 2,9%. O mesmo ocorre no setor do turismo, com alta de 8,2% em Santa Catarina e de 6,2% no Brasil. 

:: Ranking das regiões (crescimento da atividade econômica jan-jul)

  • Centro-Oeste: +6,7%
  • Sul: +3,5%
  • Norte: +3,5%
  • Nordeste: +2,1%
  • Sudeste: +1,7%

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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Economia

Estimam que o crescimento da economia paraguaia fechará o ano em torno de 5%

O presidente da República, Santiago Peña, liderou nesta quarta-feira a reunião da Equipe Econômica Nacional (EEN), em Mburuvicha Róga. Posteriormente, em coletiva de imprensa, o ministro da Economia e Finanças, Carlos Fernández Valdovinos, disse que todos os indicadores de curto prazo estimam que o crescimento econômico fechará este ano em torno de 5%, acima da última estimativa, que estava em 4,4% do Produto Interno Bruto.

Nesse contexto, o presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo, destacou a qualidade do crescimento, enfatizando que ele está muito sincronizado, ou seja, todos os setores estão em alta, mas, sobretudo, concentrado nos setores secundário e terciário.

Em relação à produção interna do país dividida por departamento, comentou que se trata de uma ferramenta que será lançada em breve pelo BCP, com o objetivo de conhecer com precisão quais regiões do país estão apresentando maior dinamismo e, com base nisso, direcionar as políticas públicas.

Durante a reunião da EEN, também foram discutidos temas relacionados à criação de empregos formais e à produção interna do país dividida por departamento, indicadores indiretos do bom momento que a economia paraguaia está atravessando.

A esse respeito, o ministro Fernández Valdovinos destacou que estão observando um crescimento bem diversificado, sem concentração em nenhum setor em particular, abrangendo todos de maneira geral.

Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, Emprego e Segurança Social (Mtess), entre julho de 2023 e agosto de 2025, o número de trabalhadores contribuintes no regime geral do IPS passou de 707.638 para 810.689, o que representa um aumento absoluto de mais de 103.000 pessoas.

A variação interanual acompanhou esse crescimento, acelerando de 3,3% em julho de 2023 para 8,1% em agosto de 2025. Esse comportamento reflete um processo de formalização laboral cada vez mais intenso e contínuo, afirmaram do Ministério do Trabalho.

Fonte: Hoy

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Economia

Projeção da Selic acumulada 2025 passa de 14,25% para 14,30%

A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias

Os ministérios do Planejamento e da Fazenda aumentaram a projeção para a taxa Selic acumulada em 2025, de 14,25% para 14,30%. A revisão consta do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do quarto bimestre.

Na sua mais recente reunião, da última quarta-feira, 17, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros em 15,0% ao ano, e afirmou que avalia se a manutenção da Selic neste nível por período “bastante prolongado” é suficiente para levar o IPCA à meta.

A projeção para o câmbio médio deste ano passou de R$ 5,70 para R$ 5,63. A previsão para a alta da massa salarial nominal passou de 12,08% para 12,11%. Já a estimativa para o preço médio do barril de petróleo no mercado internacional passou de US$ 68,38 para US$ 69,58.

No último dia 11, a Fazenda diminuiu a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, de 2,5% para 2,3%. A previsão para o IPCA passou de 4,9% para 4,8%, ainda acima do teto da meta, de 4,5%. A estimativa para a inflação medida pelo INPC, que é usado para corrigir o salário mínimo, permaneceu em 4,7%.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Economia, Investimento, Tributação

Dólar fecha em alta, a R$ 5,32, após Superquarta

Mercado repercute decisões da Superquarta e riscos de ‘estagflação’ nos EUA.

Sobe, desce, sobe, desce, mas tudo perto da estabilidade. Essa foi a movimentação do dólar no pregão desta quinta-feira (18) após as decisões da Superquarta. O dólar comercial abriu a sessão com baixa, mas ainda durante a manhã a divisa norte-americana passou a subir levemente. O cenário se manteve (entre altos e baixos) até o fim da sessão, com a moeda dos EUA encerrando com avanço de 0,33%, a R$ 5,3189.

A moeda norte-americana é impactada pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. Nos EUA, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) cumpriu o esperado e cortou os juros em 0,25 ponto percentual. A decisão foi explicada por Jerome Powell, presidente da autoridade comentário, como um “corte para gerenciamento de riscos” à medida que os indicadores econômicos norte-americanos vêm mostrando um enfraquecimento (especialmente no mercado de trabalho).

As falas, no entanto, colocaram sob os holofotes um risco importante: o de estagflação, um fenômeno econômico que combina inflação resiliente com desaceleração da atividade. Portanto, a hora de os investidores se ajustarem para um cenário de tempestade mais adiante pode ser agora, o que pode acabar punindo a divisa americana.

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Fonte: Valor Investe Globo.com

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