Comércio, Portos

Porto de São Francisco do Sul registra aumento de 6% na movimentação de cargas

A movimentação de produtos no Porto de São Francisco do Sul registrou um aumento de 6% em abril, na comparação com o mesmo mês do ano passado.

O volume total de cargas embarcadas e desembarcadas no maior porto de Santa Catarina atingiu 1,48 milhão de toneladas, frente a 1,39 milhão de toneladas em 2024.

Destaque para a exportação de soja e milho (610 mil toneladas) e a importação de produtos siderúrgicos (413 mil toneladas) e fertilizantes (347 mil toneladas).

A movimentação total nos quatro primeiros meses de 2025 chegou a 5,7 milhões de toneladas. As exportações continuam como o principal fluxo das cargas que passaram pelo terminal do Norte catarinense, representando 54% do total (3,1 milhões de toneladas), enquanto as importações somaram 2,6 milhões de toneladas (46%).

“O Porto de São Francisco do Sul segue sendo destaque na movimentação de commodities. Com um trabalho de gestão eficiente, mantém os índices em alta, garantindo o crescimento na movimentação das cargas”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de Santa Catarina, Beto Martins.

Já o presidente do Porto de São Francisco, Cleverton Vieira, explica as vantagens do terminal portuário ser multipropósito, ou seja, que trabalha com vários tipos de produtos, como soja, milho, fertilizantes e siderúrgicos.

“Esta característica possibilita a manutenção do crescimento na movimentação de produtos, mesmo quando há oscilações de mercado em determinado segmento. Por isso, valorizamos os investimentos na infraestrutura, para estarmos sempre preparados para atender a todos os usuários da melhor forma possível”.

Fonte: Datamar News

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Agronegócio, Comércio, Mercado Internacional

Brasil busca novos mercados para expandir exportações de carne bovina; especialista analisa impacto das tarifas dos EUA

O Brasil, maior exportador mundial de carne bovina, projeta alcançar até 3,7 milhões de toneladas exportadas em 2025. No ano passado, o país registrou o melhor desempenho da história, com 2,8 milhões de toneladas e receita superior a US$ 12,8 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Impacto das tarifas dos EUA deve ser limitado, diz especialista

Apesar da imposição de uma tarifa de 10% pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o especialista em comércio exterior Rogério Marin, CEO da Tek Trade, avalia que essa medida não deverá afetar significativamente as exportações brasileiras de carne bovina. “Os EUA mantêm forte demanda interna e importam principalmente para atender nichos específicos, como carne magra para hambúrgueres. Mesmo com os custos adicionais, a demanda alta e a competitividade do Brasil devem sustentar o crescimento das exportações”, afirma Marin.

Exportações brasileiras seguem em alta em 2025

Até abril de 2025, as empresas brasileiras já exportaram 423.833 toneladas de carne bovina, gerando receita superior a US$ 2 bilhões. O Brasil exporta atualmente para mais de 150 países, com a China sendo o principal destino, seguida por Estados Unidos, Emirados Árabes Unidos, Chile e Hong Kong, que juntos representam grande parte da receita do setor, estimada em mais de US$ 8 bilhões.

Projeções otimistas para o setor em 2025

De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve exportar cerca de 3,6 milhões de toneladas de carne bovina em 2025, número próximo à estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que projeta até 3,7 milhões de toneladas. Fatores como a desvalorização do real, a queda na oferta de concorrentes como Austrália e Nova Zelândia e avanços em acordos comerciais sustentam o otimismo do setor.

Novos mercados estratégicos: Japão e Vietnã

Buscando diversificar seus mercados, o Brasil mira o Japão e o Vietnã como destinos estratégicos. O Japão, reconhecido por rígidas exigências sanitárias, representa um mercado de alto valor agregado, focado em produtos premium. Já o Vietnã, com uma classe média em crescimento, desponta como um mercado promissor para cortes de qualidade superior.

Rogério Marin destaca que “os acordos com Japão e Vietnã ajudam a reduzir a dependência da China, maior importadora brasileira, e trazem maior estabilidade às exportações ao mitigar riscos ligados a flutuações em um único mercado.” Porém, a entrada nesses países exige melhorias em rastreabilidade, certificações e qualidade dos produtos.

Confira abaixo os principais destinos da carne bovina brasileira. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Top 10 destinos das exportações brasileiras de carne bovina | Jan – Mar 2025 | TEUs

Sustentabilidade e crescimento contínuo

Com foco em inovação e expansão, o Brasil busca manter sua posição de liderança global no comércio de carne bovina, aproveitando oportunidades internacionais e superando desafios como barreiras tarifárias e exigências sanitárias para garantir crescimento sustentável no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Comércio, Comércio Exterior, Exportação

Exportações de pescados têm alta de 1.300% em cinco anos

Em cinco anos, as exportações de pescados, especialmente a tilápia, registraram crescimento de 1.300%. Ou seja, de 187 toneladas de peixes no primeiro quadrimestre de 2020 para 2,7 mil toneladas no mesmo período de 2025. A informação consta no mais recente boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab).

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de peixes. O gráfico foi elaborado com recursos do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Peixes | Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

O volume exportado neste primeiro quadrimestre de 2025 também é 43% maior que no mesmo período de 2024. “Com o crescimento das exportações de peixes pelo Estado observa-se um ganho de importância no cenário nacional. No ano de 2020 as exportações de pescados do Paraná representavam pouco mais de 1% do total nacional, já no ano de 2024 esta participação subiu para 11,8%”, diz o documento preparado pelos técnicos do Deral.

Em relação ao faturamento, nos primeiros quatro meses de 2020 a exportação de pescados no Paraná registrou US$ 233,2 mil. Já no mesmo período de 2025 a receita foi de US$ 11,150 milhões, mostrando um aumento de mais de 4.600% em cinco anos.

O principal item exportado é a carne de tilápia, que representa 88% do total. Já o principal destino é os Estados Unidos que compram 87% do total exportado.

Suínos
O boletim apresenta uma análise que mostra o que seria necessário para que o Paraná assumisse a liderança no abate nacional de suínos, já que em 2016 ultrapassou o Rio Grande do Sul e se tornou o segundo no ranking brasileiro, superado apenas por Santa Catarina, que em 2024 abateu 16.861.673 animais, enquanto o Paraná abateu 12.420.115 suínos, uma diferença de 4.441.558 cabeças.

Frango
Segundo dados do Agrostat Brasil/Mapa, o Paraná manteve sua liderança como maior produtor e exportador de carne de frango do Brasil no 1º quadrimestre de 2025. O Estado exportou 746,4 mil toneladas, um crescimento de 7,3% em relação ao mesmo período de 2024 (693,7 mil toneladas).

A receita obtida foi de US$ 1,385 bilhão, 14,6% maior do que a registrada no ano anterior (US$ 1,208 bilhão). Esse aumento veio tanto do maior volume exportado quanto da valorização do preço médio da tonelada, que passou de US$ 1.741,45 em 2024 para US$ 1.855,35 em 2025, uma alta de 6,5%.

Fonte: O Maringá 

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Comércio, Exportação

Fornecedores de madeira manifestam preocupação com cenário comercial

Alterações teriam impacto na economia de Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul, afirma especialista


Uma eventual alteração comercial nas vendas de madeira para os Estados Unidos, pela imposição de novas tarifas pelo governo americano, poderia prejudicar a economia do Sul do Brasil. Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina se destacam entre os maiores exportadores do país.

“Esses Estados possuem polos madeireiros bem estruturados e que empregam muitas pessoas, o que significa que alterações comerciais significativas [como o tarifaço impostos pelos EUA] poderiam afetar diretamente a economia local”, afirma Jackson Campos, especialista em comércio exterior e diretor de relações institucionais da AGL Cargo.

De abril de 2024 a março deste ano, as exportações brasileiras de produtos de madeira para os Estados Unidos somaram US$ 1,58 bilhão, alcançando 1,66 milhão de toneladas. O Paraná contribuiu com US$ 643,5 milhões, o Rio Grande do Sul com US$ 392,5 milhões e Santa Catarina, com US$ 113,6 milhões.

As madeiras brutas, principalmente tábuas e ripas de pinus – muito utilizadas nas construções americanas -, representaram cerca de US$ 400 milhões das exportações. Já as madeiras serradas em pranchas totalizaram US$ 240,4 milhões. Os compensados, usados na construção civil e na produção de móveis, também foram bastante exportados, atingindo US$ 278 milhões no período analisado. As chapas de MDF, utilizadas principalmente pela indústria moveleira, registraram exportações próximas a US$ 86 milhões. Os dados são da LogComex, empresa de soluções tecnológicas em comércio exterior.

Segundo Campos, com o risco do aumento das tarifas pelos Estados Unidos, é importante que o setor madeireiro brasileiro esteja preparado para reagir rapidamente. “Isso significa investir em produtos com maior valor agregado, procurar outros mercados consumidores na Europa e na Ásia e otimizar processos logísticos para reduzir custos e manter competitividade”, afirma.

Por enquanto o setor não sentiu mudanças, pois as tarifas não estão aplicadas. De acordo com Carolina Telles Matos, gerente de relações Brasil-EUA da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), as exportações brasileiras para o mercado americano nos primeiros quatro meses de 2025 estão praticamente estáveis, com crescimento de 1,5% entre janeiro e abril de 2025 (US$ 587,1 milhões) na comparação com igual período do ano passado (US$ 578,3 milhões).

Entretanto, o superintendente da Associação Brasileira das Indústrias de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), Paulo Pupo, informa que em março a entidade recebeu a notícia de uma abertura de investigação, pelo governo dos Estados Unidos, sobre as importações de todos os produtos de madeira que, para a administração americana, poderiam representar potencial de ameaça à segurança nacional daquele país. “Caso o relatório final da investigação conduzida pela Secretaria de Comércio dos Estados Unidos, já em curso e com prazo de até 270 dias para conclusão, confirme a ameaça, poderão ser impostas sanções adicionais, incluindo a possível aplicação de tarifas adicionais aos 10% já impostos para os produtos brasileiros”, informa.

O setor está preocupado. Desde o primeiro anúncio das sobretaxas americanas, em 20 de fevereiro, a Abimci se movimentou para buscar informações junto aos órgãos competentes e canais oficiais, acompanhando a política tarifária e as negociações em curso, tentando medir os impactos para o setor madeireiro comercial entre os dois países.

A associação protocolou, em abril, sua defesa na investigação americana abrangendo quatro segmentos de produtos madeireiros: compensados, madeira serrada, molduras e portas, que têm maior volume de exportação para os Estados Unidos. “A argumentação da defesa busca demonstrar, por meio de dados comerciais e técnicos, que os produtos brasileiros não ameaçam a segurança nacional dos EUA. Pelo contrário, são essenciais para manter a cadeia de suprimento de vários setores consumidores, como por exemplo a da construção civil”, afirma Pupo.

No setor moveleiro, as vendas (móveis prontos e colchões) para os EUA recuaram quase 9% no primeiro trimestre, para US$ 48,2 milhões, mas a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel) reitera que o país segue liderando as exportações. Sobre o tarifaço, Cândida Cervieri, diretora-executiva da entidade, afirma que o setor tem condições para não apenas enfrentar os desafios impostos pelo novo cenário comercial com os EUA, mas também para crescer com base na inteligência, diferenciação e construção de valor.

“O que está em curso não é apenas uma reorganização tarifária, mas uma disputa global por competitividade. E o Brasil, com sua base produtiva sólida, capital humano qualificado, design original e capacidade de inovação, tem tudo para ser um dos protagonistas neste novo momento, desde que conte com um apoio adequado também do poder público”, afirma.

Fonte: Valor International

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Comércio, Greve, Internacional, Tributação

Zona industrial da Argentina tem greve contra fim de tarifas a importados

Trabalhadores de fábricas de eletroeletrônicos da Terra do Fogo paralisam produção contra fim de impostos a celulares vindos do exterior

Trabalhadores da Terra do Fogo, província no extremo sul da Argentina, realizaram uma greve nesta quarta-feira (21), contra o decreto de Javier Milei que prevê zerar tarifas sobre a importação de celulares e reduzir impostos nacionais para esses produtos, além de televisores e aparelhos de ar condicionado.

A província da Terra do Fogo tem um parque industrial de eletrônicos e eletrodomésticos estimulado por um programa de incentivos fiscais e aduaneiros para a produção.

Os sindicatos de trabalhadores industriais e o governador da província, Gustavo Melella, afirmam, no entanto, que a redução de impostos sobre os importados anunciada pelo governo Milei ameaça a indústria local de eletroeletrônicos e coloca em risco cerca de 6 mil postos de trabalho.

“Decidi convocar os representantes dos trabalhadores do setor industrial e os empresários da Terra do fogo para esta quinta-feira 22, com o objetivo de avançar na assinatura de um acordo que garanta os postos de trabalho e proteja nossa indústria”, escreveu Melella na rede social X.

O governador também afirmou que a província não ficará “de braços cruzados diante de medidas que colocam em risco a produção” local.

Em forma de protesto contra o anúncio do governo Milei, trabalhadores de fábricas da província já vinham interrompendo a produção.

A administração de Milei decretou que as tarifas sobre a importação de celulares serão reduzidas de 16% para 8%, e zeradas a partir de janeiro. Os impostos sobre a importação de vídeo-games passará de 35% para 20%.

Já os impostos internos sobre celulares, televisores e aparelhos de ar condicionado importados serão reduzidos de 19% para 9,5%. As taxas sobre os produtos produzidos na Terra do Fogo, por sua vez, hoje em 9,5%, serão zeradas.

O objetivo da medida é baratear os preços dos eletroeletrônicos em pelo menos 30%, o que segundo o governo irá ajudar a combater roubos e contrabando.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio, Comércio Exterior, Economia

Argentina ‘afunda’ com a soja e EUA disparam no plantio; como as cotações ficaram no Brasil?

Chicago sobe levemente com apoio do milho e trigo, enquanto clima na Argentina ainda preocupa safra de soja

O mercado brasileiro de soja registrou preços predominantemente firmes nesta terça-feira (20), com cotações estáveis a mais altas em diversas praças. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os negócios foram moderados, impulsionados por algumas oportunidades de preços, variações no câmbio e ganhos em Chicago. Os prêmios também contribuíram para sustentar o movimento de alta.

Cotações de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
  • Porto de Rio Grande (RS): subiu de R$ 133,00 para R$ 134,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 125,00 para R$ 126,00
  • Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 132,50
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 114,50 para R$ 114,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 117,00 para R$ 117,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 116,00 para R$ 117,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam com leves altas. O mercado foi sustentado por preocupações com o excesso de chuvas na Argentina e pelo bom desempenho de milho e trigo. No entanto, a reação foi limitada pelo avanço do plantio nos Estados Unidos e pela demanda ainda enfraquecida pela soja norte-americana, mesmo após o novo acordo comercial com a China.

A safra argentina pode registrar perdas na província de Buenos Aires, após intensas chuvas recentes, segundo análises do setor.

USDA

O USDA informou que até 18 de maio, o plantio da soja nos EUA havia atingido 66% da área prevista. No mesmo período do ano anterior, o percentual era de 50%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 53%. Na semana anterior, o índice era de 48%.

Contratos futuros da soja

O contrato de soja em grão com entrega em julho fechou com alta de 2,25 centavos de dólar (0,21%), a US$ 10,53 por bushel. A posição novembro subiu 4,00 centavos (0,38%), cotada a US$ 10,41 por bushel.

Nos subprodutos, o farelo para julho avançou US$ 1,50 (0,51%), encerrando a US$ 292,60 por tonelada. O óleo de soja para julho fechou a 49,50 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,06 centavo (0,12%).

Câmbio

O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,23%, negociado a R$ 5,6677 para venda e R$ 5,6657 para compra. A moeda oscilou entre R$ 5,6426 na mínima e R$ 5,6831 na máxima do dia.

Fonte: Canal Rural

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Comércio, Comércio Exterior

Chanel registra queda de 30% no lucro em meio à crise global no mercado de luxo

Receita da empresa caiu 4,3% em uma base comparável enquanto ela aumentou os gastos com marketing para permanecer visível em meio à recessão do setor de alto padrão

O lucro da Chanel despencou no ano passado depois que a empresa de capital fechado aumentou os gastos com marketing para se manter visível em meio a uma recessão no setor de luxo.

O lucro operacional caiu 30%, para US$ 4,48 bilhões, uma vez que a receita caiu 4,3% em uma base comparável, disse a empresa em um comunicado na terça-feira (20). A região que inclui a China – que gera cerca de metade da receita da Chanel – registrou uma queda de 7,1% nas vendas.

A queda ocorreu em um momento em que o mercado de luxo luta para sair de um período de crescimento lento causado, em parte, pelos compradores chineses que estão reduzindo suas compras caras.

A perspectiva do setor ficou ainda mais sombria depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou tarifas globais no mês passado. Até mesmo empresas que já foram prósperas, como a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton, registraram vendas decepcionantes até agora neste ano.

A Chanel foi duramente atingida pela volatilidade macroeconômica no ano passado, particularmente na China, disse a CEO Leena Nair em uma ligação com a Bloomberg, afastando as preocupações de que a Chanel tivesse sido gananciosa demais na era pós-pandemia com os preços de alguns de seus produtos mais populares, como a bolsa flap que agora custa mais de € 10.000 (US$ 11.245).

“Nosso desempenho em 2024 seguiu-se a um período de crescimento sem precedentes para a Chanel, no qual as receitas quase dobraram nos três anos anteriores”, disse Nair.

Ainda assim, a queda nas vendas e o colapso nos lucros da Chanel são surpreendentes, uma vez que a grife criada há mais de um século por Gabrielle “Coco” Chanel é considerada uma das marcas mais exclusivas e resistentes da indústria da moda, atendendo aos clientes mais ricos do mundo. As vendas caíram 4,2% nas Américas e aumentaram 0,6% na Europa.

“Uma empresa do nosso porte, que está passando por uma mudança de ciclo tão grande, acho que temos que ajustar nossa estrutura em diferentes locais da organização”, disse o diretor financeiro Philippe Blondiaux durante a teleconferência.

“Vamos monitorar os custos com muito cuidado para estabilizar as margens”, acrescentando que a Chanel espera que o número de funcionários fique estável neste ano, depois de um aumento de 5,1% no ano passado. No início deste ano, a Chanel anunciou 70 cortes de empregos nos EUA.

O grupo privado gastou cerca de US$ 2,4 bilhões em “atividades de apoio à marca” no ano passado, o que reduziu os lucros, disse Blondiaux no comunicado.

O desempenho da Chanel pode ter sido agravado por outros fatores.

A divisão de moda do grupo viu a saída de sua designer-chefe Virginie Viard em junho. Em dezembro, a empresa nomeou seu sucessor, Matthieu Blazy, que deve apresentar sua coleção de estreia na semana de moda de Paris em outubro.

Os clientes geralmente reduzem os gastos com uma marca quando ela está passando por uma transição criativa. Além disso, pode levar cerca de meio ano para que as novas peças de um estilista sejam comercializadas, o que significa que o impacto das criações de Blazy poderá ser sentido somente a partir do próximo ano.

“Não estamos nos concentrando apenas na coleção de outubro, mas em todas as coleções que virão nos próximos anos, porque sabemos que uma visão leva tempo para se desenvolver”, disse Nair.

Separadamente, a empresa disse que está adiando o aumento dos preços de seus produtos de moda nos EUA enquanto aguarda uma decisão final sobre as tarifas do presidente Donald Trump.

Ao contrário de alguns de seus rivais, a empresa diz que quer aguardar o resultado das discussões sobre os impostos. No mês passado, Trump impôs uma tarifa inicial de 10% sobre os produtos provenientes da União Europeia, ao mesmo tempo em que suspendeu os planos de uma taxa de 20% até o início de julho.

“Achamos que a melhor postura a ser tomada e a mais responsável, com certeza, é esperar para ver qual será o resultado final dessa decisão”, disse Blondiaux. “É muito cedo para decidir agora, neste período de incerteza.”

Grandes empresas do setor de luxo, como LVMH, Hermès e Richemont, proprietária da Cartier, aumentaram recentemente os preços de seus produtos nos EUA.

A Chanel investiu em propriedades, gastando cerca de US$ 600 milhões somente no ano passado, principalmente para comprar um edifício na elegante Avenue Montaigne, em Paris, onde tem uma loja, bem como outra na rue Cambon. A Chanel também fechou um acordo para sua futura flagship em Nova York, acrescentou Blondiaux, sem revelar o local exato.

O conselho da Chanel é liderado pelo presidente executivo global Alain Wertheimer, de 76 anos, que é coproprietário da marca com seu irmão, Gerard. Suas fortunas são estimadas em cerca de US$ 42,3 bilhões cada, de acordo com o Bloomberg Billionaires Index.

Fonte: Bloomberg Línea

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Comércio, Portos

Com melhor quadrimestre da história, Porto do Pecém tem crescimento de 37% na movimentação de contêineres

O Porto do Pecém iniciou o ano de 2025 registrando o melhor quadrimestre da sua história. O terminal cearense atingiu um aumento de 37% na movimentação de contêineres. Foram 220.376 TEUs nos primeiros quatro meses deste ano, frente a 161.254 TEUs no mesmo período de 2024. A movimentação geral do Porto também teve bom crescimento: foram 6.667.470 toneladas de janeiro a abril de 2025, número 12,4% maior em comparação ao primeiro quadrimestre de 2024.

“Nossa meta é manter esse ritmo até o fim de 2025 e aumentar ainda mais nos próximos anos com os novos projetos que estão chegando, como o Terminal de Tancagem e a Transnordestina, por exemplo. Esses índices são reflexo da nossa eficiência operacional, da expertise da nossa equipe e da flexibilidade logística do nosso terminal, que tem a vantagem de poder receber diversos tipos de carga, além de navios de grande porte. Outra novidade deste início de ano que contribuiu bastante para esses bons números foi a nova rota que vem da China”, destaca Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

No balanço do quadrimestre, a cabotagem teve aumento de 12% em relação a 2024, com 4.198.315 toneladas movimentadas. Os principais produtos desembarcados nesse tipo de navegação foram minérios, cereais, combustíveis minerais e ferro fundido. Já os embarques principais foram sal, ferro fundido, plásticos e combustíveis minerais. Já na navegação longo curso, o aumento em relação ao ano passado foi de 14%. No desembarque internacional, destaque para os combustíveis minerais, ferro fundido, máquinas e plásticos. Já no embarque, os principais produtos foram ferro fundido, minérios, sal e frutas.

Para o diretor Comercial do Complexo do Pecém, André Magalhães, esse resultado sublinha a capacidade de adaptação logística às demandas do mercado global, além de demonstrar o compromisso do Pecém com o desenvolvimento do Ceará. “O Complexo do Pecém vive um momento notável de crescimento e desenvolvimento. A nova rota da Ásia para o Pecém, em parceria com o serviço Santana da MSC, junto com a movimentação de materiais siderúrgicos e a exportação de minério de ferro, foram fundamentais para alcançar os excelentes resultados no melhor quadrimestre da história do Porto do Pecém”.

Confira a seguir um histórico das exportações de contêineres via Porto do Pecém a partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Via Porto de Pecém| Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

André adianta que está sendo negociada a exportação de novos produtos, com foco na área mineral. “Queremos introduzir uma nova rota regular para esse mercado, que está em estudo. Essas iniciativas reforçam nossa estratégia de expansão e diversificação das operações do terminal, consolidando o Pecém como um Hub logístico de referência no Nordeste”, completa.

Fonte: Informativo dos Portos 

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Comércio, Economia, Investimento

Cooperação do BRICS trará avanços para investimentos e comércio globais, diz Alckmin

Na reunião de ministros de Comércio, vice-presidente destaca importância do grupo de países para desenvolvimento social, econômico e ambiental

Na abertura da 15ª Reunião Ministerial de Comércio dos países do BRICS, nesta quarta-feira (21/5), em Brasília, o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, reafirmou o compromisso dos países do BRICS com o desenvolvimento de iniciativas que possibilitem avanços no comércio e nos investimentos globais.

“Hoje não estamos apenas reunidos em torno de mesas de negociação, mas da possibilidade de um futuro mais próspero. Tenho plena confiança de que as nossas discussões, pautadas pela cooperação e pelo compromisso com o bem comum, resultarão em avanços significativos para o comércio e o investimento globais”, disse. “O BRICS tem uma responsabilidade única de liderar esse processo e, juntos, poderemos alcançar os melhores resultados”.

O ministro observou que o esforço conjunto dos governos integrantes do bloco “tem sido essencial para o avanço em questões vitais não apenas para o crescimento econômico, mas para a construção de um mundo mais justo e sustentável”.

Governança inclusiva

O ministro falou sobre os eixos que orientam a presidência brasileira do BRICS neste ano: a cooperação do Sul Global e as parcerias BRICS para o desenvolvimento social, econômico e ambiental.

Com base nesta estrutura, lembrou Alckmin, foram definidas as prioridades para construção de uma governança mais inclusiva e sustentável, apoiando a transformação digital, fomentando a inovação e garantindo que os benefícios da economia de dados estejam ao alcance de todos.

Ele lembrou ainda que os países do BRICS correspondem a cerca de 50% da população mundial, 40% do PIB global e mais de 20% do comércio internacional. “Com 11 estados-membros, representando quase metade da humanidade e uma ampla diversidade geográfica e cultural, o BRICS está em uma posição única de diálogo, com ênfase no desenvolvimento do Sul global e na cooperação multilateral”.

Na parte da manhã, o ministro participou da 9ª Reunião Ministerial da Indústria dos países dos BRICS.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Comércio, Economia

Alckmin: “Para as crises do multilateralismo e do comércio, o caminho é mais multilateralismo e mais comércio”

Após reunião de ministros de Comércio do BRICS, vice-presidente destaca compromisso dos países com o desenvolvimento

Um documento acordado entre os 11 países participantes do BRICS em defesa do multilateralismo foi anunciado ao fim das reuniões entre ministros de Comércio do grupo de países, nesta quarta-feira (21/5), no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O documento ainda menciona o respeito às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e pede o fortalecimento da instituição.

Após o encontro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, destacou a importância do diálogo para vencer as barreiras entre diferentes países e alcançar consensos, que permitam o desenvolvimento e avanços no comércio exterior.

“Para as crises do multilateralismo e do comércio, o caminho é mais multilateralismo e mais comércio. O caminho é o diálogo”, ressaltou Alckmin. “Isso é o que se exercitou hoje o dia todo com países que são diferentes, do ponto de vista econômico, geográfico, cultural, mas que tem uma identidade em comum que é o compromisso com o desenvolvimento”, complementou.

O ministro destacou ainda o papel do comércio exterior na complementariedade entre países. “O conjunto da sociedade ganha quando temos cadeias produtivas com complementaridade econômica, onde quem é mais eficiente em determinado setor vende para o outro e vice-versa”, argumentou.

Alckmin ainda citou as discussões que ocorreram em apoio às pequenas empresas e ao acesso delas à inteligência artificial e à digitalização, mencionando que os ministros também trataram de questões à gestão de dados e à robótica.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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