Comércio, Comércio Exterior

Comando de gigante têxtil de SC vai mudar de novo após reviravolta na Justiça

Decisão em segunda instância determinou extinção da gestão judicial provisória da empresa

Uma das mais tradicionais fabricantes de artigos de cama, mesa e banho de Santa Catarina vai mudar de comando – de novo. Em liminar publicada na última terça-feira (3), o desembargador Robson Luiz Varella, do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, determinou a extinção da gestão judicial provisória da Teka, de Blumenau, que nos últimos meses esteve a cargo do executivo Rui Otte.

Otte, profissional que já teve passagem pela Karsten, foi indicado pelo administrador judicial da companhia têxtil, Pedro Cascaes Neto, para o cargo em julho do ano passado, após uma decisão judicial em primeira instância que afastou a antiga diretoria e membros do conselho de administração.

A decisão de agora atendeu, em parte, a um pedido apresentado em segunda instância pelo fundo de investimentos Alumni, acionista da Teka que já vinha questionando os rumos do processo de recuperação judicial, entre eles a decretação de falência continuada – mais tarde suspensa.

No despacho da última terça, o desembargador deu prazo de 10 dias úteis para a transição. A decisão abre caminho para dois nomes assumirem a dianteira da companhia na prática: Rogério Aparecido Marques, como diretor-presidente e de relação com investidores, e Caio de Moura Scarpellini na função de diretor administrativo e financeiro.

Ambos já haviam sido eleitos pelo conselho de administração da Teka no dia 31 de dezembro, um dia depois de uma assembleia geral que definiu a nova formação do colegiado. Mas, até então, eles não exerciam as funções de fato, já que vinha prevalecendo a gestão judicial.

Fonte: NSC Total

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Comércio Exterior, Exportação

Exportações da China desaceleram em maio; deflação se aprofunda

O crescimento das exportações da China desacelerou em maio para o nível mais baixo em três meses, uma vez que as tarifas dos Estados Unidos afetaram os embarques. Já a deflação ao produtor se aprofundou para seu pior nível em dois anos, aumentando a pressão sobre a segunda maior economia do mundo tanto na frente interna quanto externa.

Nos últimos dois meses, a guerra comercial global do presidente dos EUA, Donald Trump, e as oscilações nos laços comerciais entre a China e os EUA levaram os exportadores chineses, juntamente com seus parceiros comerciais em todo o Pacífico, a uma montanha-russa e prejudicaram o crescimento mundial. Ressaltando o impacto das tarifas dos EUA sobre as remessas, dados alfandegários mostraram que as exportações da China para os EUA caíram 34,5% em maio em termos de valor, a maior queda desde fevereiro de 2020, quando o surto da pandemia de Covid-19 afetou o comércio global.

As exportações totais do gigante econômico asiático aumentaram 4,8% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior em termos de valor, desacelerando em relação ao salto de 8,1% em abril e abaixo do crescimento de 5% esperado em uma pesquisa da Reuters, mostraram dados alfandegários nesta segunda-feira, apesar da redução das tarifas dos EUA sobre produtos chineses que entraram em vigor no início de abril.

“É provável que os dados de maio tenham continuado a ser afetados pelo período de pico das tarifas”, disse Lynn Song, economista-chefe do ING para a Grande China.

Song disse que ainda houve antecipação de embarques devido aos riscos tarifários, enquanto a aceleração das vendas para outras regiões além dos Estados Unidos ajudou a sustentar as exportações da China. As importações caíram 3,4% em relação ao ano anterior, aprofundando o declínio de 0,2% em abril e pior do que a queda de 0,9% esperada na pesquisa da Reuters. As exportações haviam aumentado 12,4% e 8,1% em março e abril, respectivamente, em relação ao ano anterior, uma vez que as fábricas apressaram os embarques para os EUA e outros fabricantes estrangeiros para evitar as pesadas taxas impostas por Trump à China e ao resto do mundo. 

Embora os exportadores da China tenham encontrado algum alívio em maio, pois Pequim e Washington concordaram em suspender a maioria de suas taxas por 90 dias, as tensões entre as duas maiores economias do mundo continuam altas e as negociações estão em andamento sobre questões que vão desde os controles de terras raras da China até Taiwan.

Os representantes comerciais da China e dos EUA se reunirão em Londres nesta segunda-feira para retomar as negociações após um telefonema entre seus principais líderes na quinta-feira. As importações chinesas dos EUA também perderam terreno, caindo 18,1%, depois de uma queda de 13,8% em abril. O superávit comercial da China em maio foi de US$ 103,22 bilhões, acima dos US$ 96,18 bilhões do mês anterior.

Os dados de preços ao produtor e ao consumidor, divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas no mesmo dia, mostraram que as pressões deflacionárias pioraram no mês passado. O índice de preços ao produtor caiu 3,3% em maio em relação ao ano anterior, após um declínio de 2,7% em abril, marcando a maior queda em 22 meses. A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 3,2% Já o índice de preços ao consumidor recuou 0,1% no mês passado na comparação anual, repetindo a mesma taxa de abril e ante expectativa de queda de 0,2%.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor recuaram 0,2%, contra alta de 0,1% em abril, em linha com a expectativa de economistas em pesquisa da Reuters. A frágil demanda doméstica continua sendo um peso sobre a economia da China, apesar das medidas suporte recentes. 

Fonte: MSN

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Comércio Exterior

Welington Victoriano recebe Comenda do Mérito do Comércio Exterior na Assembleia Legislativa do ES

Em uma cerimônia marcada por reconhecimento e valorização do setor produtivo capixaba, Welington de Jesus Victoriano foi um dos 14 homenageados com a Comenda do Mérito do Comércio Exterior, concedida em sessão solene realizada no dia 02 de junho pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales).

A honraria, instituída pela Resolução 9.220/2023, é destinada a pessoas físicas e jurídicas que prestam relevantes serviços nas áreas de exportação, importação e relações comerciais internacionais, contribuindo para o fortalecimento da economia estadual e nacional. “Foi uma grande alegria ser um dos escolhidos pelo Deputado Marcelo Santos. Fui o único, até o presente momento, despachante aduaneiro a ser escolhido para receber essa comenda. Então muito me honra estar aqui. Vejo que é o reconhecimento do trabalho que venho desenvolvendo há anos”, comenta Welington

Welington foi homenageado por sua destacada trajetória e contribuição ao comércio exterior capixaba. Ele é Diretor Presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros do Estado do Espírito Santo (SINDAES), CEO da Brasvix Aduana Service Ltda e Vice-Presidente da Feaduaneiros (Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros) entidades fundamentais para o desenvolvimento, regulamentação e inovação no setor aduaneiro brasileiro. “Eu iniciei a minha carreira no comércio exterior em dezembro de 1989, e em maio de 1999 eu recebi a minha credencial de Despachante Aduaneiro. Então muito me honra ser Despachante Aduaneiro, atuar à frente do meu Sindicato no Espírito Santo e da nossa Federação, no Brasil”, enfatiza. 

Durante a solenidade, o presidente da Ales, deputado Marcelo Santos (União), destacou que a comenda tem o objetivo de reconhecer lideranças que impulsionam o desenvolvimento do Espírito Santo. “Queremos valorizar quem colabora com o crescimento econômico e social do nosso Estado, fortalecendo os setores produtivos e contribuindo para a estabilidade institucional”, afirmou.

O governador Renato Casagrande (PSB) também participou da cerimônia e ressaltou que o comércio internacional é um dos pilares da economia capixaba. Ele citou investimentos estratégicos em infraestrutura, como a duplicação da BR-262, a nova licitação da BR-101, a concessão do Porto de Vitória e a expansão portuária em Aracruz e Presidente Kennedy, como fundamentais para fortalecer o setor.

Representando o setor, o presidente do Sindiex, Sidemar de Lima Acosta, destacou a importância da união entre poder público e setor privado para o crescimento sustentável. “Essa comenda é um reconhecimento institucional àqueles que, com sua atuação, impulsionaram o crescimento do setor. Estamos preparados para enfrentar o futuro com planejamento e visão estratégica”, disse.

Além de Welington Victoriano, outras 13 personalidades foram homenageadas, reforçando o papel coletivo de empresários, representantes institucionais e profissionais no fortalecimento do comércio exterior e da economia capixaba.

A homenagem a Welington simboliza o reconhecimento a uma carreira marcada por competência técnica, liderança institucional e compromisso com a modernização do comércio internacional, posicionando o Espírito Santo como referência nacional no setor aduaneiro. (Fonte: ALES)

TEXTO: DA REDAÇÃO

Fotos: Kamyla Passos / ALES

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Comércio Exterior, Importação, Internacional

Importação de produtos chineses bate recorde e governo liga sinal de alerta

Indústrias siderúrgica e automobilística são as mais sensíveis à entrada de produtos chineses; no caso do aço, governo renovou e estuda medidas de defesa comercial

A entrada de produtos chineses no Brasil bateu recorde nos cinco primeiros meses deste ano e levou o governo a acender o sinal de alerta e renovar medidas de defesa comercial.

O receio das autoridades brasileiras aumentou diante da possibilidade de redirecionamento das exportações chinesas ao Brasil, em meio aos crescentes atritos comerciais entre Pequim e Washington.

O próprio vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que está “olhando com uma lupa” para as importações.

A indústria precisa estar atenta para que esse movimento não resulte numa enxurrada de produtos seja despejada no Brasil. Estamos com uma lupa nas importações. É defesa comercial total. Não é protecionismo, mas sim proteção legítima”, disse em evento realizado pelo setor industrial no final de maio.

De janeiro a maio, o Brasil importou US$ 29,5 bilhões em produtos chineses, contra US$ 23,3 bilhões no mesmo período de 2024 — um aumento de 26%.

Já no lado das exportações brasileiras para Pequim, houve uma queda de cerca de 10% no mesmo período.

É importante destacar que, em fevereiro, o Brasil importou da China uma plataforma de petróleo avaliada em US$ 2,6 bilhões. Esse tipo de compra pontual impacta diretamente a balança comercial entre os dois países.

Por causa desse peso específico, a balança comercial brasileira chegou a registrar um raro déficit de US$ 300 milhões no mês.

Entre os produtos importados que somaram mais de US$ 500 milhões nos cinco primeiros meses, os maiores aumentos ocorreram em insumos químicos e fertilizantes, cujas compras dobraram, além de compostos organo-inorgânicos e compostos heterocíclicos, substâncias utilizadas na fabricação de medicamentos, defensivos agrícolas e aditivos industriais.

Apesar disso, esses itens não estão entre os que preocupam o governo federal. O foco de monitoramento está voltado, principalmente, para as importações de aço e veículos elétricos chineses — justamente as maiores demandas da indústria nacional em termos de proteção comercial.

Há mais de um ano, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) tenta convencer o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) a antecipar o aumento da tarifa de importação de veículos elétricos. Atualmente em 18%, a alíquota será de 35% em julho de 2026.

Do outro lado, os chineses têm pressionado por uma redução das tarifas. Até o momento, não houve uma resposta do governo para nenhum dos pelitos.

As importações de aço, uma preocupação antiga da indústria brasileira, tornaram-se ainda mais sensíveis após o governo do presidente Donald Trump impor tarifas de importação sobre o produto.

A medida acentuou temores de que a China busque outros mercados, como o Brasil, para escoar seu excedente de produção. A indústria do aço, no entanto, vem sendo respondida pelo governo.

No início de junho, o Departamento de Defesa Comercial (Decom) do MDIC abriu investigação sobre as exportações de 25 grupos de produtos siderúrgicos (classificados por NCMs, a nomenclatura comum do comércio exterior) da China. Esta é a maior investigação já realizada na história do Decom em número de NCMs envolvidos.

A apuração, que busca identificar prática de dumping, quando um país vende produtos no exterior a preços inferiores aos praticados internamente, foi oficializada no Diário Oficial da União na última segunda-feira (2).

Além disso, no final de maio, a Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao Mdic, decidiu renovar a alíquota de 25% do imposto de importação para 19 tipos de aço e ampliá-la para outros quatro códigos NCM. Com isso, a taxação passa a atingir 23 produtos e terá validade pelos próximos 12 meses.

Como a entrada de aço chinês pode afetar a indústria nacional?

Na prática, a entrada em massa de aço chinês no Brasil, muitas vezes a preços abaixo do praticado no mercado local, torna o produto importado mais barato do que o nacional. Isso é o que a indústria chama de dumping.

Com isso, empresas brasileiras perdem competitividade: têm dificuldade para vender, reduzem produção, cortam empregos e, em casos extremos, fecham fábricas.

Por exemplo, se uma siderúrgica brasileira vende a tonelada do aço por R$ 6.500, mas o produto chinês chega a R$ 5.500 (com qualidade similar), fabricantes de carros, eletrodomésticos e construção civil tendem a escolher o mais barato.

É justamente por isso que o governo impõe as tarifas de importação, como uma medida de proteção à indústria nacional, na tentativa de equilibrar a competição.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior, Evento, Logística, Negócios, Networking

BWin Tech dobra de tamanho e fortalece presença no setor com participação marcante na Intermodal 2025 

A corretora de seguros BWin Tech deixou sua marca na Intermodal South America 2025 ao participar, pelo segundo ano consecutivo, do maior evento das Américas nos setores de logística, transporte de cargas, intralogística e comércio exterior, em abril. Em um cenário que reuniu os principais players do mercado, a empresa destacou seu crescimento acelerado, inovação em serviços e uma abordagem estratégica que vem transformando a forma como o seguro é percebido no setor logístico.  “Falar da BWin é lembrar que, nos últimos dois anos, estivemos nesta feira maravilhosa. A Intermodal se tornou parte da nossa história”, destaca Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech.  

A BWin integrou o espaço RêConecta, no estande G100, um hub de conexões estratégicas que reuniu mais de 10 empresas de diferentes segmentos do setor. Com estrutura moderna, ativações de marca e ambiente de networking, o espaço foi palco de negócios, trocas de conhecimento e aproximação com tomadores de decisão de todo o Brasil. 

Segundo Carla, o principal objetivo foi aumentar sua visibilidade no mercado, receber clientes para apresentar a evolução da marca e gerar novas oportunidades de negócios. E o resultado superou expectativas. “Fechamos dois contratos com clientes que já estavam em negociação e abrimos novas oportunidades que seguimos nutrindo no CRM. A feira foi um divisor de águas para nós.” 

Seguro como ferramenta estratégica na logística 

Durante o evento, a BWin apresentou soluções inovadoras em seguros para logística e comércio exterior, destacando sua atuação baseada em conhecimento técnico e foco em mitigação de riscos com mais eficiência e rentabilidade. A proposta da empresa é ir além da proteção, oferecendo segurança como alavanca estratégica para as operações logísticas. “Queremos mostrar formas diferentes de ver o seguro: como oportunidade de negócio, diferencial competitivo e impulsionador de resultados,” explica Carla.  

A receptividade do público foi positiva, com destaque para a presença de influenciadores e decisores de empresas em busca de novas soluções. A visibilidade alcançada na feira também refletiu diretamente nas redes sociais e na percepção de marca da BWin, reforçando sua imagem de empresa em expansão. “Acreditamos que muitos negócios são impulsionados pela imagem. Estamos dobrando de tamanho a cada ano e a Intermodal tem papel central nesse crescimento.” 

RêConecta: um elo entre negócios e propósito 

A presença da BWin no evento foi viabilizada pela parceria com o RêConecta News, um portal digital que conecta, informa e fortalece o ecossistema do comércio exterior e da logística. Mais do que notícias, o RêConecta promove eventos, networking e ações de valorização profissional, como o projeto Divas do Comex & Log. 

O espaço coletivo do RêConecta se consolidou como um ponto de referência dentro da Intermodal, reforçando a força da inteligência colaborativa e do trabalho em rede. Para a BWin, a parceria representa alinhamento de valores e visão de futuro. “Somos incansáveis e imparáveis quando tratamos nosso negócio com integridade e respeito. A Intermodal nos dá isso: visibilidade, conexões e propósito. Estamos aqui para mudar vidas,” ressalta Carla.  

Próximos passos: expansão e impacto 

Após a participação na Intermodal 2025, a BWin foca na aceleração dos contatos comerciais, expansão da equipe de vendas e na estruturação de novas filiais, em Curitiba e Espírito Santo. O compromisso é seguir gerando oportunidades, fortalecendo o mercado e promovendo transformação através do seu modelo de negócios. “Geramos melhorias para nossos clientes e potencializamos empresas. Nossa cultura se expande no atendimento. Podemos mudar o mundo com resultados e bons exemplos,” finaliza Carla Kuhn, Partner & Business Development Director da BWin Tech.  

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Comércio Exterior, Exportação

Indústria avícola pressiona para reabrir mercados de exportação

Duas semanas após conter totalmente um surto de influenza aviária altamente patogênica (IAAP) em Montenegro, no Rio Grande do Sul, e com mais da metade do período de 28 dias já transcorrido para o Brasil se autodeclarar livre da doença, os frigoríficos brasileiros de carne de frango intensificam as negociações com importadores para aliviar as restrições comerciais impostas por protocolos sanitários internacionais.

Nesta quinta-feira (5 de junho), Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), se reunirá em Bruxelas com importadores e representantes de empresas processadoras de carne de frango da Europa. Será o primeiro encontro presencial com foco principal na reabertura dos mercados de exportação.

“Agora que voltamos a estar livres da gripe aviária em plantéis comerciais, nosso trabalho é recuperar o mercado o mais rápido possível”, disse Santin ao Valor. “O Brasil está pedindo que as restrições sejam reduzidas para um raio de 10 quilômetros, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), especialmente agora que já se passaram mais de 10 dias desde a contenção do surto. O Brasil tem todos os motivos para argumentar que nem mesmo o Rio Grande do Sul deveria continuar fechado”, acrescentou.

A União Europeia foi o sétimo maior destino das exportações brasileiras de frango em 2024, com importações de 231.800 toneladas da proteína.

Confira a seguir os principais destinos do frango brasileiro no primeiro quadrimestre de 2025. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Principais destinos do Frango Brasileiro| Jan a  Abr 2025| TEU

O surto foi confirmado em 15 de maio. O Brasil notificou oficialmente a OMSA sobre a contenção da doença em 21 de maio, iniciando a contagem dos 28 dias exigidos para que um país possa se autodeclarar livre da gripe aviária, desde que não surjam novos casos.

A reunião em Bruxelas contará com a presença do embaixador Pedro Miguel, chefe da missão brasileira na União Europeia, e de empresas importadoras. Nesta semana, Jordânia e Kuwait anunciaram o afrouxamento de suas proibições, limitando as restrições às plantas localizadas no Rio Grande do Sul. Segundo Santin, Bolívia, Líbia, Namíbia e Peru também sinalizaram que podem tomar medidas semelhantes em breve.

“Estamos mostrando que as medidas de biossegurança funcionaram. A tendência agora se inverte, o que é muito positivo. Nenhum novo país está fechando seus mercados — e alguns estão reabrindo”, afirmou Santin. Ele também destacou a importância de manter o comércio aberto com mais de 120 países que continuam importando carne de frango brasileira sem restrições.

Santin ressaltou ainda que mercados importantes como Japão, Reino Unido, Hong Kong, Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Cingapura, Vietnã e Egito adotaram medidas de regionalização em vez de proibições totais.

Essas decisões, segundo ele, refletem uma revisão mais ampla dos protocolos comerciais para limitar as restrições às regiões afetadas — mudança fortalecida pela rápida resposta do governo brasileiro e do setor privado ao único caso confirmado de gripe aviária em plantel comercial até o momento. Nesta semana, casos suspeitos em granjas de Anta Gorda (RS) e Bom Despacho (MG) foram descartados, embora uma nova investigação tenha sido iniciada em Teutônia (RS).

Um dos principais argumentos das autoridades e frigoríficos brasileiros nas negociações é o impacto das proibições de exportação sobre os preços ao consumidor nos países importadores. Na África do Sul, por exemplo, os preços de alguns produtos avícolas triplicaram desde a imposição do embargo, segundo Santin.

“Esperamos que, passada essa tempestade, possamos voltar a esses países e usar isso como argumento para revisar os protocolos. Precisamos reconhecer que esse tipo de evento pode voltar a acontecer, mas sem gerar interrupções comerciais”, afirmou.

A ABPA já tinha reuniões agendadas nas Filipinas e no Japão para agosto, mas considera antecipá-las. Enquanto isso, os contatos com os principais compradores seguem diariamente por telefone. Segundo Santin, não houve movimentações por parte da China até agora. “O diálogo segue aberto entre as autoridades. Nossos adidos agrícolas estão lá, toda a documentação necessária foi enviada. Agora é esperar e respeitar a autonomia da China”, afirmou.

Santin também elogiou os esforços do Ministério da Agricultura e da Secretaria de Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), classificando o trabalho de contenção do surto como “impecável”. Segundo ele, a OMSA elogiou a comunicação do Brasil pela “clareza, precisão, rapidez e transparência”.

A ABPA ainda não fechou os dados de exportação de maio, mas dados preliminares indicam que os embarques se mantiveram estáveis em relação a abril, apesar das restrições impostas após o surto confirmado em 15 de maio. Comparando as duas primeiras semanas do mês com o período posterior ao caso de Montenegro, o volume médio diário de exportações caiu apenas 1,74%, disse Santin.

Fonte: Valor International

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Comércio Exterior, Economia

Brasil deu um dos maiores saldos positivos para balança comercial de Trump

O Brasil representou um dos maiores saldos positivos na balança comercial dos EUA, desde o início do governo de Donald Trump em 2025. No primeiro trimestre do ano, esteve na segunda posição entre os países com maior saldo positivo de exportações para o solo norte-americano.

Em dados oficiais publicados nesta quinta-feira, o governo americano indicou que o déficit comercial dos EUA com o mundo caiu de US$ 138 bilhões em março para apenas US$ 61 bilhões em abril, depois que a onda protecionista entrou em vigor.

Sobre o mês de abril, isoladamente, o maior saldo positivo dos EUA foi com Hong Kong (US$ 6,9 bi), seguido pela Holanda (US$ 4,8 bi), Reino Unido (US$ 4,3 bi), Suíça (US$ 3,5 bi), Austrália (US$ 1,4 bi) e Cingapura (US$ 1,4 bi). O Brasil vem na sétima posição, com US$ 1 bilhão de superávit para as exportações americanas. O país foi alvo de tarifas de 10% em todos seus produtos, além de taxas contra o aço – hoje em 50% – veículos e autopeças.

No mesmo mês, os EUA tiveram resultados negativos com a China ($19,7 bi), UE ($17,9 bi), Vietnã ($14,5 bi), México ($13,5 bi), Japão (US$ 5,8 bi), Alemanha (US$ 5,4 bi), Índia (US$ 5,3 bi), Coreia do Sul (US$ 3,3 bi) e vários outras grandes economias. O déficit americano com Taiwan aumentou, chegando a US$ 9,7 bilhões em abril.

Mas foi o levantamento sobre o primeiro trimestre que revelou uma posição de destaque ainda maior para o Brasil. Os números do primeiro trimestre mostram superávits, em bilhões de dólares, com a Holanda (US$ 18,1), Brasil (US$ 7,2), Reino Unido (US$ 5,9), Cingapura (US$ 4,2), Hong Kong (US$ 4,0), Arábia Saudita (US$ 2,6) e Bélgica (US$ 1,0).

A posição do Brasil deve ser usado pelo governo Lula nas negociações com Trump. As equipes dos dois países se reúnem para tentar chegar a um acordo e um dos argumentos usados pelo Itamaraty é de que a economia brasileira já recebe bens americanos de forma significativa e com tarifas baixas.

O resultado da balança comercial no primeiro trimestre do ano seria uma “prova” disso. Neste mesmo período, os americanos tiveram um déficit de US$ 82 bilhões com a Europa, US$ 71,1 bilhões com a China, US$ 52 bilhões com a Suíça e US$ 49 bilhões com o México.

De fato, houve um aumento do déficit com a União Europeia em US$ 44,6 bilhões.

Neste período, para todo o mundo, as exportações americanas aumentaram US$ 3,8 bilhões, para US$ 172,1 bilhões, e as importações aumentaram US$ 48,4 bilhões, para US$ 254,1 bilhões.

O superávit com a América do Sul e Central aumentou US$ 1,8 bilhão, chegando a US$ 15,5 bilhões no primeiro trimestre. As exportações aumentaram US$ 2,7 bilhões, para US$ 94,7 bilhões, e as importações aumentaram US$ 0,9 bilhão, para US$ 79,2 bilhões.

Fonte: UOL

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Comércio Exterior, Negócios

Mercosul e UE finalizam revisão jurídica e acordo comercial dá novo passo

Secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres acredita que, mantido o ritmo dos trabalhos, acordo pode entrar em vigor em 2026

A revisão jurídica do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia (UE) foi concluída nos últimos dias, marcando mais um passo para a negociação da parceria entre os blocos. Esta etapa está voltada a assegurar a consistência, harmonia e correção linguística e estrutural aos textos.

A secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (Mdic), Tatiana Prazeres, afirmou em entrevista à CNN que a revisão legal bem-sucedida e no prazo previsto é um “novo sinal de compromisso entre as partes”.

Este é o primeiro avanço do acordo de livre-comércio desde sua conclusão, anunciada pelos blocos em dezembro do ano passado. O próximo passo é traduzir o acordo da língua inglesa para as 23 línguas oficiais da UE e as duas línguas oficiais do Mercosul, entre as quais a portuguesa.

“A conclusão da revisão é um passo essencial. E a tradução já havia sido iniciada nos capítulos que foram revisados mais cedo”, disse Tatiana Prazeres à CNN.

Depois da tradução, há a assinatura do acordo e o início do processo de internalização — o principal desafio para a parceria. Neste momento, o Conselho Europeu e a

Comissão Europeia, órgãos do Executivo e Legislativo da UE, além dos governos e parlamentos sul-americanos, precisam chancelá-lo.

Segundo Tatiana, o contexto geopolítico atual joga a favor do avanço do acordo, enquanto o fortalecimento da relação poderia proteger os blocos de danos causados pelas tarifas do presidente norte-americano, Donald Trump. Este aspecto se soma aos ganhos econômicos de lado a lado, argumenta.

Para a secretária, mantido o ritmo atual de trabalhos, o acordo de livre comércio pode entrar em vigor em 2026, ainda no governo Lula.

Fonte: CNN Brasil


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Comércio, Comércio Exterior

Nova rota marítima direta passando pelo Pacífico facilita comércio entre China e Brasil

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Uma nova rota marítima direta para a China foi inaugurada no Porto do Pecém, no Estado do Ceará, no nordeste do Brasil, em abril de 2025, reduzindo em 30 dias o tempo de viagem das mercadorias entre os dois países. Como o mais movimentado terminal portuário da região nordeste, o rendimento anual do porto totalizou cerca de 20 milhões de toneladas.

Em comparação à rota anterior, que passava pelo Cabo da Boa Esperança, na África do Sul, e pelo Porto de Santos, no sul do Brasil, essa nova rota liga diretamente os portos da China a Pecém, cruzando o Pacífico e atravessando o Canal do Panamá, reduzindo o tempo de viagem e os custos, afirmou Maximiliano Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Graças à inauguração dessa nova rota, o tempo de transporte de mercadorias do Estado do Ceará para a China foi reduzido em 14 dias, em média, e o volume de comércio entre a China e o nordeste do Brasil aumentou consideravelmente, disse Quintino.

O navio cargueiro Qingdao, da Mediterranean Shipping Company, atracou no Porto do Pecém, em 7 de abril, marcando o início das operações oficiais dessa rota e aumentando o número de rotas internacionais do porto de três para quatro.

André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém, informou que a movimentação de contêineres no porto cresceu 37% em termos anuais nos primeiros quatro meses deste ano devido à nova rota, batendo um recorde, e o rendimento total atingiu 6,667 milhões de toneladas de janeiro a abril, subindo 12,4% ante o mesmo período do ano passado.

Com escalas nos portos chineses de Yantian, Ningbo, Shanghai e Qingdao, a operação dessa rota é, sem dúvida, uma boa notícia para as empresas de logística brasileiras que importam cada vez mais produtos da China.

Ficamos muito satisfeitos com essa nova rota pelo Pacífico, que reduz o transbordo e evita possíveis atrasos causados por congestionamentos ou interrupções nos portos, observou Thiago Abreu, diretor executivo da CTI Fracht, acrescentando que a empresa de logística continuará utilizando a rota para expandir as importações e exportações no norte e nordeste do Brasil e aumentar a participação da indústria regional.

Agora, o Complexo do Pecém é composto por três grandes frentes: a Área Industrial, o Porto do Pecém e a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) Ceará, e se destacará com projetos de hidrogênio verde.

Segundo Quintino, a região nordeste do Brasil possui vantagens em novas energias e, até 2032, a produção de hidrogênio verde do complexo deverá atingir 1 milhão de toneladas por ano.

Quintino espera que as empresas chinesas participem da construção do porto no futuro, tornando a rota mais eficiente e oferecendo melhores serviços para a troca de mercadorias entre a China e o Brasil.

Fonte: Monitor Mercantil

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Comércio Exterior, Gestão, Industria, Logística, Negócios, Sustentabilidade, Tecnologia

O ESPECIALISTA: ANDREY LEANDRO 

De executor a estrategista de supply: a transformação das compras internacionais no Brasil 

Há pouco mais de uma década, bastava importar para vender. O Brasil vivia um boom de consumo e um mercado menos competitivo, onde praticamente tudo o que se importava se vendia. Mas o tempo passou, os players aumentaram e os desafios se multiplicaram. A globalização acelerada, somada à instabilidade econômica e às rupturas logísticas, como a pandemia, exigiu muito mais do que apenas bons fornecedores e negociações de preço. Foi o início da transformação: o comprador precisava deixar de ser um executor de pedidos para se tornar um estrategista de supply

Essa mudança não foi apenas de nomenclatura — foi de mentalidade, estrutura e visão. Vivenciei isso de perto ao longo dos últimos 15 anos, enfrentando decisões críticas em momentos de crise e de crescimento. Aprendemos que o sucesso de uma operação de compras internacionais está diretamente ligado ao alinhamento com o time comercial, ao entendimento do mercado consumidor e, principalmente, à capacidade de planejar com meses de antecedência a demanda futura, mesmo diante de um cenário incerto. Ou seja, integrando compras, vendas e estratégia. 

Hoje, o profissional que atua nessa área precisa ser multifuncional: entender de logística, regulação, finanças, tecnologia e, sobretudo, de comportamento humano. Saber o que o time comercial precisa vender e o que o cliente final deseja comprar se tornou tão importante quanto conseguir o melhor lead time ou condição comercial. 

Nesse contexto, o Brasil forma alguns dos compradores mais resilientes do mundo. Afinal, navegamos diariamente por mares turbulentos: câmbio volátil, mudanças regulatórias, burocracia alfandegária, gargalos logísticos e, por vezes, interpretações subjetivas das autoridades. Ainda assim, seguimos entregando resultados, porque combinamos planejamento, tecnologia, relacionamento e, claro, muita criatividade. 

O futuro aponta para uma jornada ainda mais estratégica. A digitalização, a automação, a sustentabilidade e os novos acordos comerciais vão moldar os próximos anos. E quem quiser se destacar nesse cenário precisará ir além das hard skills. Será necessário cultivar autoconhecimento, networking e resiliência. Porque o sucesso duradouro não vem em 10 segundos, como um vídeo viral. Ele é construído dia após dia, com visão, paciência e propósito. 

Para evoluir, o mindset também precisa mudar: 

  • Do foco no resultado imediato → para a valorização do processo. 
  • Da busca por cargos→ para a entrega de valor real. 
  • Da pressa → para a construção consistente. 

É por isso que, mais do que ser apenas um bom comprador que simplesmente monta um pedido e negocia o preço, acredito que, na importação, é preciso ser um estrategista de supply — um conector de soluções globais. Sourcing internacional é muito mais do que encontrar preços baixos: é encontrar parceiros confiáveis, tecnologias de ponta e soluções sob medida que tragam resultados reais. 

Atuo como um hub global de sourcing, com presença forte na Ásia e parceiros estratégicos em todo o mundo. Da prospecção e homologação de fornecedores, passando por auditorias, inspeções e negociações, até o acompanhamento logístico e técnico da produção, minha missão é transformar o acesso a mercados internacionais em vantagem competitiva sustentável. 

Já ajudei indústrias a dobrarem sua produção com o mesmo número de colaboradores, graças à introdução de máquinas mais modernas e automatizadas. Também eliminei elos da cadeia de fornecimento, proporcionando reduções de até 40% no custo final de produtos. 

Trabalho com profundidade técnica, sensibilidade cultural e estratégia comercial para garantir que cada decisão de sourcing seja segura, eficaz e orientada ao crescimento. 

Sourcing internacional é uma alavanca de crescimento quando bem-feito — e estou aqui para fazer isso com você! 

QUEM É ANDREY LEANDRO? 

Andrey Silvino Leandro é um profissional com mais de 15 anos de experiência em compras internacionais, sourcing e desenvolvimento de fornecedores. Atualmente, é fundador da Marco Polo Trade Experts, empresa especializada em conectar empresas brasileiras a fornecedores globais, facilitando processos de importação e promovendo soluções estratégicas no comércio exterior. Reconhecido por seu networking global e visão estratégica, Andrey é um facilitador de importações e um conector de soluções globais, com profundo conhecimento em logística, regulação, finanças e comportamento de consumo. Sua trajetória é marcada por resiliência, inovação e uma abordagem integrada entre compras, vendas e estratégia. 

Graduado em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Itajaí (UNIVALI/SC), com pós-graduação em Gestão Organizacional, Logística e Comércio Exterior pela mesma instituição. Além da formação no Program for Management Development (PMD) – um programa internacional de Direção Geral voltado a executivos e diretores no IESE Business School – onde foi exposto a decisões de alta complexidade, exigindo uma visão estratégica e integrada da gestão empresarial. Provocado a pensar de forma inovadora os desafios organizacionais, aprimorar a liderança e fortalecer a capacidade de execução, além de ampliar a rede global de relações. 

Contato:
https://www.linkedin.com/in/andrey-silvino-leandro/

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