Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA acelera agenda brasileira de diversificação comercial

CNI destaca China e novos acordos como alternativas para reduzir riscos das tarifas

As tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil vêm gerando prejuízos não apenas para exportadores nacionais, mas também para empresas americanas. A avaliação é de Constanza Negri, gerente de Comércio e Integração Internacional da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para quem o cenário reforça a necessidade de o Brasil diversificar seus parceiros, com destaque para a China.

“Essas medidas não estão impactando só negativamente a economia brasileira, elas já estão impactando negativamente os próprios Estados Unidos”, afirma ela em entrevista ao programa Direto ao Ponto desta semana.

De acordo com a representante da CNI, a política de Donald Trump tem surpreendido pela imprevisibilidade. Muitas vezes, os anúncios de tarifas são feitos sem detalhamento, deixando empresas sem clareza sobre prazos ou produtos afetados. “A gente muitas vezes ainda está aguardando para entender quais são os produtos que vão ser alvos dessas medidas”, diz Constanza.

Exemplos recentes reforçam a falta de lógica. O suco de laranja teve alíquota extra de 40% anunciada, mas voltou ao patamar de 10%. Já o café, mesmo com grande relevância para o consumo americano, foi taxado. “Fica difícil entender, porque se essa lógica de que eles precisam muito do produto fosse aplicada, a gente não veria o café ainda sendo tributado”.

Além disso, as tarifas garantem arrecadação imediata ao governo americano. “Essa medida tem trazido um aumento arrecadatório de curtíssimo prazo muito grande para os próprios Estados Unidos”.

Diversificação como resposta

Para reduzir riscos, a CNI organiza uma missão em setembro com o objetivo de sensibilizar o setor privado americano sobre os impactos negativos do tarifaço. Ao mesmo tempo, o Brasil busca fortalecer sua rede de parceiros.

“A nossa perspectiva é a de que o Brasil precisa diversificar os seus parceiros econômicos. O grande desafio é poder aprofundar as suas parcerias econômicas com diferentes parceiros”, avalia Constanza em entrevista ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Nesse movimento, a China ganha protagonismo como principal destino das exportações brasileiras, sobretudo de commodities. “O Brasil tem todos os elementos para continuar tendo uma parceria muito sólida com a China, que inclusive se solidarizou com a situação do Brasil em relação às tarifas”, destaca.

Ela lembra ainda que o país já concluiu acordos com União Europeia-Mercosul, Efta e Singapura e agora tenta acelerar negociações com o Canadá. “Enfrentar esse tipo de barreira diante de uma rede de acordos mais ampla e sólida traz mais oportunidades”.

Negociação no centro e barreiras disfarçadas

Apesar da situação com os Estados Unidos, Constanza reforça que a prioridade deve continuar sendo a mesa de diálogo. “Pode ficar muito simples falar de reciprocidade, retaliação, mas isso traz muitos desafios para a própria economia brasileira. Continuamos acreditando que a negociação precisa ser a via principal e é o que o Brasil vem tentando fazer junto aos Estados Unidos”.

Segundo ela, o ritmo das soluções não é o ideal, mas a expectativa é de avanços. “A gente entende que em algum momento essas estrelas vão se alinhar para que a gente consiga destravar mais esse tipo de medidas e que o diálogo consiga fluir mais”.

Constanza também destaca que parte das barreiras contra exportações brasileiras se apoia em justificativas ambientais e trabalhistas, usadas como forma de proteção disfarçada. “Áreas nas quais o Brasil tem um histórico muito sólido e onde são barreiras disfarçadas. Agora daí a serem implementadas é bom ter as ferramentas próximas para poder se defender, mas isso não quer dizer que seja simples colocar em prática esse tipo de medidas”.

Fonte: Canal Rural

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Comércio Exterior

Brasil e China terão nova rota marítima comercial

Rota Zhuhai-Santana ligará o Amapá aos principais portos chineses

Brasil e China terão, a partir deste sábado (30), uma nova rota de comércio. Ela ligará o porto de Santana, no Amapá, ao de Zhuhai, na China. Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, a nova rota diminuirá custos e tempo de viagem dos produtos brasileiros até o país asiático.

“Tenho uma boa notícia: no sábado, agora, chega o primeiro navio dessa rota Zhuhai-Santana, no Amapá. Agora o Arco Norte tem mais essa alternativa de rota marítima”, anunciou Góes nesta quinta-feira (28) durante o programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A nova rota ligará o Porto Santana das Docas à chamada Grande Baía (Guangdong‑Hong Kong‑Macau), onde fica, entre outros portos, o de Gaolan, em Zhuhai – um dos principais terminais da região e ponto estratégico para o fortalecimento do coméricio entre os dois países.

De acordo com o ministro, essa rota foi vista pelos governos dos dois países, com potencial para o escoamento de bioprodutos da Amazônia e do Centro Oeste brasileiro.

“As vantagens são gigantes. Na comparação com o porto de Santos, a saída de produtos do Centro-Oeste por Santana ou pelo Arco Norte para a Europa diminui, por exemplo, o custo da soja em US$ 14 por tonelada. Se for para a China, a economia é de US$ 7,8 por tonelada. Isso, sem falar do além do tempo de viagem, que diminui”, acrescentou.

A vantagem, segundo Góes, agregará muito no trabalho, no lucro e na recompensa do produtor. Seja ele da Amazônia ou do centro-oeste brasileiro, além de organizar melhor a logística no país.

“Daí para frente, vai da nossa capacidade. Da capacidade da Região Amazônica de articular produtos de interesse da China”, completou.

O ministro ressaltou que as cooperações entre Brasil e China têm crescido muito, potencializando ainda mais essa rota, em especial para os produtos da bioeconomia da Amazônia, região que, segundo ele, tem muito por crescer economicamente.

“Vai demorar, mas a melhor estratégia para Amazônia é se industrializar. É agregava valor, beneficiar os produtos da Amazônia para agregar valor, gerar emprego e renda. Isso para o açaí, o cacau, o café, a castanha, a madeira, o pescado, a piscicultura e demais atividades, como os fármacos. Temos um potencial grande nos fármacos porque a Amazônia só faz fornecer matéria-prima”, argumentou.

Com um mercado de 1,4 bilhão de pessoas, a China é um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

“Para você ter uma ideia, o café, que já entra muito forte na China, tem um consumo per capita de um café por mês. Imagina se dobrarmos isso, e passar a ser de dois cafés por mês. Isso vale para o café, para a soja e para o agro de modo geral. Eles têm muito interesse por mel, açaí, chocolate, Cacau”, detalhou ao ressaltar que produtos da biodiversidade têm uma abertura muito grande na China.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Café sobe mais de 40% ao produtor e pode voltar a pressionar preços nos supermercados

O destaque vai para o tipo robusta (também chamado de conilon), que acumulou aumento de 43% no mês até esta segunda-feira (25)

Os preços do café registraram fortes altas aos produtores em agosto, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), ligado à USP (Universidade de São Paulo). O destaque vai para o tipo robusta (também chamado de conilon), que acumulou aumento de 43% no mês até esta segunda-feira (25). A variedade arábica subiu 26,3%.

O indicador do Cepea fechou a segunda-feira (25) com preços de R$ 1.469,43 por saca de 60 kg do café robusta, e R$ 2.287,56 do arábica.

Pesquisadores da indústria afirmam que os motivos envolvem estoques limitados, frio e geadas que preocuparam produtores e também a instabilidade no setor causada pela imposição da sobretaxa de 50% às exportações aos Estados Unidos, imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Para o consumidor, o efeito pode demorar de semanas a meses, segundo André Braz, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). Ele diz que ainda será preciso passar por todas as etapas de beneficiamento, torrefação, industrialização e logística do café. “Em geral, os repasses ao consumidor acontecem de forma gradual e não imediata”, diz.

As próprias tarifas de Trump poderiam equilibrar o preço ao consumidor final, considerando que as exportações diminuiriam e sobraria mais café no mercado doméstico, diz Braz. “Mas a quebra de safra e os estoques curtos reduzem esse efeito. Na prática, o alívio tende a ser pequeno diante da pressão de custos que já está instalada”, ressalta.

Em julho, o café moído teve queda de -0,36% aos consumidores, a primeira redução após um ciclo de 18 meses de alta, segundo o IPCA-15 (índice de inflação medido pelo IBGE). Até meados de agosto, o produto baixou -1,47%.

O diretor-executivo da Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café), Celírio Inácio, diz que a safra do setor tem sido menor do que o esperado desde 2020, quando a produção chegou a 63 milhões de sacas. “Em contrapartida, também tivemos um consumo crescente desde então”, afirma.

“Agora vamos aguardar os próximos 60 dias, quando deve acontecer a florada e, dependendo das temperaturas e das chuvas esperadas, podemos ter uma expectativa melhor para a produção de 2026, ou o contrário”, diz.

Segundo o Cepea, as tarifas de Trump ainda são tema central nas discussões do setor brasileiro, responsável por fornecer cerca de 25% do café importado pelos Estados Unidos, em especial da variedade arábica. Dados do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil) também mostram que 16,1% do volume de café brasileiro exportado em 2024 teve o país norte-americano como destino.

“Caso a tarifa seja mantida, o Brasil deverá buscar alternativas de escoamento da produção, com ênfase na diversificação de mercados compradores”, afirma a entidade, que destaca a recente habilitação de 183 empresas brasileiras para exportação de café à China.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de 939 mil sacas ao país asiático, volume 2,5 vezes superior ao registrado em 2022, mas 33% inferior ao de 2023, conforme dados do Cecafé.

Para André Braz, se o cenário de oferta restrita persistir, o consumidor deve sentir mais intensamente as altas nos próximos meses. “Se não houver melhora no clima e aumento da produção, os preços seguirão pressionados tanto para o produtor quanto para o consumidor. O mercado deve continuar volátil, e os repasses ao consumidor devem se intensificar no fim do ano”, afirma.

Fonte: Jornal de Brasília

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Comércio Exterior, Exportação

Abimaq: Tarifaço deve zerar exportação de máquinas aos EUA

A sobretaxa dos Estados Unidos a produtos brasileiros deve levar as empresas de máquinas a parar de exportar para o mercado norte-americano a partir de setembro, segundo a diretora de competitividade, economia e Estatística da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos), Cristina Zanella.

“A gente está vendo o agravamento da desaceleração (nas vendas) por causa das tarifas extras de 40% sobre máquinas e equipamentos anunciadas pelo governo Trump (que se somam à taxa mínima de 10%). Vai ter impacto principalmente a partir do próximo mês em exportações. Elas devem tender a zero para aquele mercado. Houve perda grande de competitividade por causa da sobretaxa”, disse Zanella em entrevista coletiva nesta quarta-feira (27)

Os Estados Unidos recebem aproximadamente 26% das exportações de máquinas do Brasil, o que equivale a aproximadamente US$ 300 milhões mensais, de acordo com dados da Abimaq.

Zanella também descartou uma grande melhora na competitividade dos produtos brasileiros em função da decisão do governo dos Estados Unidos de taxar qualquer produto com aço ou alumínio sob os termos da Seção 232 da Lei de Expansão Comercial americana, que permite tarifas específicas a produtos para promover a segurança nacional.

O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também responde pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), havia dito na semana passada que isso deixaria os produtos brasileiros com uma desvantagem relativamente menor, mas Zanella ressaltou que, ainda assim, será muito difícil concorrer com outros fornecedores de máquinas dos Estados Unidos.

“Quando se olha para todas as sobretaxas anunciadas, o Brasil tem uma das maiores, só tem a Índia de equivalente. Se a gente pega a proporção da máquina, aquela que não é especificamente relacionada ao aço e ao alumínio vai ser taxada pela tarifa recíproca. Vai diminuir a diferença (em relação a outros países, exceto a Índia) por causa da proporção de aço e alumínio, mas produtos dos EUA, Canadá e México têm tarifa zero”, acrescentou.

O efeito das medidas de socorro ao setor

Todas as medidas anunciadas pelo governo para conter os prejuízos das tarifas dos Estados Unidos são importantes e ajudam a mitigar os problemas trazidos pelas sobretaxas, afirmou Zanella.

Ela destacou o Reintegra (Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários). O programa devolve aos exportadores parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário.

O plano do governo é antecipar os efeitos da reforma tributária, que entrará em vigor em 2027, desonerando a atividade exportadora aos Estados Unidos.

Sob o plano de contingência do governo, o porcentual de imposto que será devolvido às empresas que exportarem aos EUA aumenta em 3 pontos porcentuais. Assim, grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e micro e pequenas, com até 6%. As novas condições valerão até dezembro de 2026.

Zanella, porém, afirma que a proposta seria mais eficaz se fosse mais abrangente do que o anunciado.

“Anúncio foi de que o crédito seria dado somente para empresas que exportam aos EUA. Provavelmente as empresas vão deixar de exportar. O que a gente espera é que governo coloque o Reintegra para todos os exportadores, independentemente do mercado em que atua, porque consegue dar competitividade para atuar em qualquer outro mercado do mundo”, afirmou.

As medidas de estímulo à ‘Indústria 4.0’

Sobre as linhas de financiamento anunciadas recentemente pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o desenvolvimento da Indústria 4.0, a Abimaq ainda não tem estimativas sobre o impacto do programa. No entanto, considera que o efeito pode ser menos positivo do que aparenta.

“A expectativa é que haja substituição de investimentos com taxa (de juros) mais alta por outra mais baixa, que é o que está sendo oferecido agora. Vai ter pouco reflexo no resultado geral. Se fossem agregar investimentos, o que é pouco provável, os R$ 12 bilhões em recursos conseguiriam suprir com folga o que a gente venderia para os EUA. Mas o receio é que os investimentos sejam substituídos, não adicionados. Empresas que já iriam investir com taxa de 20% a 22% vão conseguir investir com taxa menor”, afirmou.

Receita da indústria de máquinas cresceu 7,3% em julho

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos encerrou julho com uma receita líquida total de R$ 26,716 bilhões. Este valor representa um aumento de 0,3% em relação a junho e um crescimento de 7,3% comparado a julho do ano passado. Nos 12 meses até julho, o setor acumulou um aumento de 7,4% na receita.

No mercado interno, a receita líquida foi de R$ 19,700 bilhões, indicando uma retração de 5,1% em relação ao mês anterior. No entanto, o desempenho anual foi positivo, com um crescimento de 14,5%.

O consumo aparente somou R$ 36,374 bilhões, registrando um crescimento de 1,2% em relação ao mês anterior e de 8,9% em relação a julho do ano passado.

No cenário internacional, as exportações de julho contabilizaram US$ 1,269 bilhão, ou 20,7% a mais em relação a junho, mas uma queda de 4,8% na comparação com julho de 2024.

As importações somaram US$ 2,905 bilhões, com um crescimento de 11,3% em relação ao mês anterior e 8,6% na comparação anual. O saldo da balança comercial do setor em julho foi negativo, com um déficit de US$ 1,636 bilhão.

Em termos de emprego, o setor tinha 424,903 mil funcionários no final de julho, marcando um aumento de 1,1% em relação a junho e de 9,1% em comparação com julho de 2024.

Carteira de pedidos

A carteira de pedidos cresceu 0,6% em julho, após recuar 2,7% em junho. “Houve melhora nas carteira dos setores relacionados aos fabricantes de bens de consumo, obras de infraestrutura e componentes”, disse a Abimaq em relatório. O setor está com carteira de pedidos igual à de dezembro de 2024, mas inferior em 1,2% à observada em julho do mesmo ano.

O nível de utilização da capacidade instalada cresceu 0,1% em relação a junho ao atingir 78%, valor 2,5% superior ao do mesmo mês de 2024. Em média o setor atuou em 2025 com 77,6% da sua capacidade, 3,4 pontos porcentuais acima do nível de 2024 (74,2%).

Máquinas agrícolas

O segmento de máquinas e implementos agrícolas registrou receita líquida total de R$ 6,624 bilhões, um aumento de 4,7% em relação ao mês anterior e 7,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. Nos últimos 12 meses, o crescimento acumulado foi de 5,5%.

A receita líquida interna somou R$ 5,847 bilhões, registrando aumento de 5,1% ante junho e de 10,9% comparado a julho do ano passado.

No comércio exterior, as exportações de máquinas agrícolas totalizaram US$ 140,71 milhões, caindo 7,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. As importações ficaram em US$ 102,48 milhões, recuo de 13,5% na mesma comparação.

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Tarifaço ameaça exportações do panetone brasileiro aos Estados Unidos

Presidente executivo da Abimapi fala sobre impacto das taxas à produção brasileira, segunda maior exportadora do item ao mercado norte-americano

75% das encomendas de panetone para os Estados Unidos estão sob risco após as tarifas ao Brasil, segundo maior exportador do item ao país. O presidente executivo da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias, Pães e Bolos Industrializados), Claudio Zanão, explica em entrevista as estratégias adotadas pelo setor para lidar com as taxas. 

“A primeira medida, mais rápida, foi reduzir as margens para continuar exportando. A segunda, um pouco mais demorada, procurar novos mercados para recolocar esse volume. As fábricas continuam produzindo e não temos nenhuma intenção de redução de empregos e produção”, disse.

Fonte: R7

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Comércio Exterior

Brasil comanda área de capacitação da Organização Mundial das Aduanas (OMA) nas Américas

Com a escolha, o Brasil se junta a um grupo de apenas seis países que abrigam um Escritório Regional de Construção de Capacidades (ERCC).

A Receita Federal do Brasil foi selecionada para sediar o novo escritório da Organização Mundial das Aduanas (OMA), que será responsável pela área de capacitação aduaneira em todo o continente americano. A decisão foi unânime e ocorreu durante as reuniões do Conselho da OMA, realizadas em Bruxelas, na Bélgica.

Com a escolha, o Brasil se junta a um grupo de apenas seis países que abrigam um Escritório Regional de Construção de Capacidades (ERCC). A função desses escritórios é apoiar as aduanas de outros países, oferecendo treinamentos e promovendo a troca de experiências e boas práticas.

Os próximos passos

A equipe responsável pelo novo escritório já foi nomeada. A liderança ficará com o auditor-fiscal Marco Aurélio Mucci Mattos, e o auditor-fiscal Dihego Antônio Santana de Oliveira será o chefe-adjunto.

Nos próximos meses, o escritório passará pela fase de organização e planejamento das atividades, com o objetivo de levantar as necessidades de treinamento da região. A meta para os próximos anos é realizar ao menos 10 treinamentos presenciais e 15 online para toda a América e coordenar os Centros Regionais de Treinamento (CRTs) da OMA localizados no Peru e na República Dominicana.

Essa conquista fortalece a posição do Brasil no cenário internacional, transformando a Receita Federal em uma referência para as aduanas de outros países.

Fonte: Receita Federal

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Comércio Exterior

Gecex sobretaxa resinas plásticas dos Estados Unidos e do Canadá

Órgão também zerou alíquota para insumos para a indústria de saúde

Em meio à guerra comercial com os Estados Unidos, o Brasil decidiu aplicar uma cobrança provisória por seis meses sobre a importação de resinas de polietileno (tipo de plástico) dos Estados Unidos e do Canadá. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (27) pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex/Camex).

Entre as principais medidas está uma cobrança provisória contra a importação de resinas de polietileno (tipo de plástico) dos Estados Unidos e do Canadá, válida por até seis meses. Também foi definida a aplicação de tarifas antidumping – sobretaxas usadas para evitar concorrência desleal — sobre folhas metálicas de aço carbono da China e sobre fibras de poliéster de quatro países asiáticos: China, Índia, Tailândia e Vietnã.

Apesar das tensões com o governo estadunidense, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) informou que a medida não tem relação com a guerra comercialSegundo a pasta, responsável pelo Gecex/Camex, as ações foram definidas após investigações amparadas pelas regras de comércio internacional, com o objetivo é proteger a indústria nacional de preços muito baixos praticados por empresas estrangeiras que podem prejudicar a produção brasileira.

Limitação de resíduos

O comitê também impôs restrições à entrada de resíduos sólidos, como papel e vidro. O limite foi sugerido por fóruns ligados à economia circular e por um comitê que representa catadores de materiais recicláveis.

Impostos zerados

Por outro lado, o Gecex/Camex reduziu a zero o imposto de importação de sete produtos, incluindo itens para a indústria da saúde. A ideia é facilitar o acesso a insumos importantes e diminuir custos para os consumidores. O Mdic não divulgou a lista desses bens.

Também tiveram a tarifa zerada diversos equipamentos classificados como bens de capital e de tecnologia da informação e comunicação. Por meio do mecanismo conhecido como ex-tarifário, essas isenções permitem atrair mais investimentos e ajudam a modernizar fábricas no Brasil.

Plano Brasil Soberano

O Gecex/Camex aprovou ainda mudanças na Resolução nº 633/2024, que faz parte do Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada. Com a alteração, os financiamentos às exportações deverão seguir as novas regras do Fundo Garantidor de Exportações (FGCE), que oferece garantias em operações de operações de crédito internacional.

O Plano Brasil Soberano foi criado para compensar empresas brasileiras afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações nacionais.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

SISCOMEX: Problemas no pagamento via PCCE e Banco do Brasil


Importação nº 084/2025

Comunicamos que desde a segunda-feira, dia 25/08/2025, verificamos diversos relatos de erros de processamento de pagamento através do Banco do Brasil e do sistema Pagamento Centralizado do Comércio Exterior (PCCE). O erro é decorrente de mudança implementada no último domingo, dia 24, no número da referência de débito enviado às instituições financeiras visando a preparação do Portal Único para o aumento no volume de pagamentos processados. As equipes do Portal Único Siscomex e da instituição financeira já identificaram a causa do erro e estão trabalhando na solução deste problema. Até que a solução esteja implementada os pagamentos via Banco do Brasil realizados através do sistema PCCE estarão desabilitados.

Fonte: Coordenação-Geral de Administração Aduaneira – COANA/RFB

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Comércio Exterior, Economia, Importação, Informação

Brasil aplica medida antidumping em importações de resinas de polietileno dos EUA e do Canadá

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) decidiu nesta quarta-feira, 27, pela aplicação de antidumping provisório, por até seis meses, sobre as importações de resinas de polietileno dos Estados Unidos e do Canadá.

O órgão deliberou sobre temas envolvendo defesa comercial, reduções tarifárias e importação de resíduos sólidos, entre outros assuntos.

Ainda na área de defesa comercial, foi aprovada a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de folhas metálicas de aço carbono da China e de fibras de poliéster de China, Índia, Tailândia e Vietnã.

“Todos os casos promovem a proteção da indústria nacional contra o comércio desleal”, disse o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), em nota.

O Gecex aprovou ainda a imposição de limites à importação de itens relativos a papel e vidro, a partir de valores propostos pelo Fórum Nacional de Economia Circular e pelo Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadoras e Catadores de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis.

Na mesma reunião, foram aprovadas reduções tarifárias para sete produtos, dentre eles insumos para a indústria de saúde, cujas alíquotas do imposto de importação foram zeradas. Segundo o comitê, isso deverá gerar impactos positivos aos consumidores nacionais.

Foram igualmente reduzidas a zero as alíquotas de importação para diversos produtos de Bens de Capital e de Telecomunicações e Informática, na modalidade de Ex-tarifário, a fim de aumentar os investimentos no País e na inovação do parque fabril nacional.

Medidas pós-tarifaço

Também foi alterada a Resolução Gecex nº 633/2024, que trata do Seguro de Crédito à Exportação, no contexto dos atos normativos do Plano Brasil Soberano, lançado na semana passada para mitigar os prejuízos decorrentes das tarifas aplicadas pelo governo dos EUA às exportações brasileiras.

O objetivo da mudança na resolução é incluir no regramento a observância da Política de Subscrição de Riscos do Fundo Garantidor de Exportações (FGCE), adaptando as regras de financiamento de exportações às novas diretrizes legislativas.

Fonte: Msn Estadão

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Comércio Exterior

México supera EUA como 2º destino da carne bovina brasileira em agosto, diz Abiec

De 1º a 25 de agosto, o Brasil exportou para o México 10,2 mil toneladas, o equivalente a US$ 58,8 milhões; os embarques aos EUA caíram para 7,8 mil toneladas, ou US$ 43,6 milhões

Com importações crescentes da carne bovina do Brasil, o México assumiu em agosto a segunda posição no ranking dos importadores do produto brasileiro, superando os Estados Unidos, para onde os embarques se enfraqueceram com a imposição de tarifas pelo presidente Donald Trump, afirmou a associação do setor Abiec, nesta quarta-feira.

A conjuntura coincide com uma missão brasileira liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin ao México, iniciada nesta quarta-feira (27), enquanto o maior exportador global de carne bovina busca mercados que possam amenizar o impacto das tarifas norte-americanas adicionais, que complicam os negócios.

A carne bovina brasileira, que já pagava uma taxa de 26,4% fora de uma cota isenta, passou a enfrentar um tributo adicional de 50% com o governo Trump.

De 1º a 25 de agosto, o Brasil exportou para o México 10,2 mil toneladas, o equivalente a US$ 58,8 milhões, segundo os dados da Abiec, publicados antes pelo jornal O Estado de S. Paulo.

De outro lado, os embarques do Brasil para os EUA, que puderam ser feitos sem a tarifa maior até 6 de agosto, caíram para 7,8 mil toneladas, ou US$ 43,6 milhões, no mesmo período. Os norte-americanos também foram superados pela Rússia e Chile, ambos com 7,9 mil toneladas, informou a Abiec à Reuters.

Consultada sobre o interesse do Brasil junto ao México, a Abiec ressaltou que os embarques para os mexicanos já vinham crescendo.

De janeiro a julho deste ano, o Brasil exportou 67.659 toneladas de carne bovina ao México (US$ 365 milhões), quase o triplo do volume do mesmo período do ano passado. No acumulado dos sete primeiros meses do ano, o país havia sido o quarto maior destino da exportação da proteína brasileira, atrás da líder absoluta China, dos EUA e Chile.

Os volumes se comparam com cerca de 46 mil toneladas enviadas ao México em 2024 e apenas pouco mais de 5 mil toneladas em 2023.

Acordo amplo

Entre as prioridades da Abiec no México estão a negociação, junto com o governo brasileiro, de um tratado de livre comércio que dê maior previsibilidade e competitividade às exportações do Brasil, afirmou a associação.

A ideia é ainda garantir a renovação por mais dois anos do chamado Pacote Contra a Inflação e a Carestia no México (Pacic), “fundamental para manter a isenção tarifária de insumos essenciais à cesta básica mexicana”, disse a Abiec.

O país quer também “ampliar o número de frigoríficos brasileiros habilitados a exportar, diversificando fornecedores, fortalecendo a segurança alimentar do México e consolidando o Brasil como parceiro estratégico”, afirmou o presidente da Abiec, Roberto Perosa, segundo nota encaminhada à Reuters.

Questionado se o México poderia substituir os EUA, a Abiec afirmou que “não há como falar em substituição”.

“Os EUA são um grande e importantíssimo mercado para o Brasil… Por isso seguimos dialogando com o governo brasileiro e com os importadores americanos para que essa relação comercial se restabeleça plenamente, como sempre foi”, disse Perosa.

Em 2024, o Brasil respondeu por 23,5% das importações mexicanas de carne bovina, afirmou a associação.

A Abiec ressaltou também que o México é o 8º maior destino do agronegócio brasileiro, com participação de 1,87%.

Os principais produtos exportados pelo Brasil aos mexicanos são, além de carne bovina, carnes de frango e suína, complexo soja, produtos florestais, café, entre outros.

Mas a carne bovina respondeu, em 2025, por 20% de tudo que o agronegócio do Brasil exportou ao México, disse a Abiec.

Fonte: InfoMoney

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