Internacional

Estreito de Ormuz impacta dólar, petróleo e bolsas globais após reabertura

A decisão do Irã de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (17) trouxe alívio imediato aos mercados financeiros. O movimento foi interpretado como um avanço rumo ao fim do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel, refletindo diretamente no comportamento de ativos globais.

Com a redução das tensões, houve queda nos preços ligados à energia e valorização das principais bolsas internacionais, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Petróleo despenca com menor risco no fornecimento

Os preços do petróleo registraram forte recuo após o anúncio. O barril do tipo Brent caiu cerca de 11%, sendo negociado a US$ 88,04, enquanto o WTI também recuou no mesmo ritmo, cotado a US$ 83,39 no contrato para maio.

Durante o período mais crítico do conflito, o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou os preços da commodity. Em 9 de março, o Brent atingiu US$ 119, impulsionado pela redução da produção por países do Golfo diante das ameaças iranianas.

Bolsas sobem com alívio no cenário global

A reabertura da rota marítima também favoreceu os mercados acionários. Em Nova York, os principais índices operaram em alta:

  • Dow Jones avançou 2%;
  • S&P 500 subiu 1,17%;
  • Nasdaq ganhou 1,35%.

No Brasil, o Ibovespa já havia reagido positivamente a sinais anteriores de distensão. Em 31 de março, o índice subiu 2,71%, alcançando 187.461,84 pontos, refletindo expectativas de encerramento do conflito.

Dólar oscila com tensões e expectativas de acordo

O comportamento do dólar ao longo do conflito foi marcado por forte volatilidade. Logo após o início dos ataques, em 3 de março, a moeda subiu 2,05%, sendo cotada a R$ 5,27. O pico ocorreu em 13 de março, quando atingiu R$ 5,32.

Já o menor nível foi registrado em 13 de abril, em meio a declarações sobre possíveis negociações entre EUA e Irã, quando o dólar fechou a R$ 4,98. Nesta sexta-feira, a moeda manteve patamar semelhante, chegando à mínima de R$ 4,95.

A maior queda diária ocorreu em 31 de março, quando o dólar recuou 1,35% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,18.

Estreito de Ormuz segue como peça-chave do mercado global

A crise evidenciou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional de petróleo. A abertura ou bloqueio da passagem influenciou diretamente os movimentos de commodities, câmbio e mercados acionários ao longo das últimas semanas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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