Negócios

Exxon, Chevron e Petrobras vencem licitações de alto valor na Margem Equatorial do Brasil

Petrobras, ExxonMobil e Chevron conquistaram direitos de exploração na Margem Equatorial do Brasil, uma nova fronteira de petróleo offshore com grandes expectativas, apesar de anos de atrasos regulatórios. Dos 47 blocos ofertados na Bacia da Foz do Amazonas, 19 foram vendidos, tornando-a a área mais disputada no mais recente leilão de petróleo do país.

Petrobras e Exxon garantiram juntas 10 blocos, enquanto a Chevron, em parceria com a chinesa CNPC, levou nove — superando a Petrobras em algumas disputas. Isso representa uma forte demonstração de confiança no potencial da bacia, assim como na capacidade do Brasil de eventualmente superar a resistência ambiental.

A Petrobras ainda aguarda aprovação do Ibama para perfurar seu primeiro poço na Foz do Amazonas, localizado a cerca de 540 km da foz do Rio Amazonas. A região é vista como potencial rival do prolífico pré-sal brasileiro.

Analistas apontam que a Exxon pode aproveitar sua experiência operacional na vizinha Guiana, e sua parceria com a Petrobras ajuda a mitigar riscos regulatórios. Já os lances agressivos da Chevron, mesmo sem uma parceira brasileira, reforçam o interesse crescente em replicar o sucesso offshore da Guiana e do Suriname.

O momento do leilão — durante um período de tensões elevadas no Oriente Médio — também ressaltou a atratividade do Brasil como uma fonte de petróleo geopoliticamente mais segura.

A Shell e a Karoon atuaram na Bacia de Santos, embora apenas 11 dos 54 blocos ofertados nessa região tenham sido vendidos. A Shell optou por não participar da Margem Equatorial devido a “múltiplos riscos”, apesar de manter parcerias de exploração com a Petrobras na vizinha Bacia de Pelotas.

A oposição ambiental foi forte, especialmente em antecipação à cúpula climática COP30, que será sediada no Brasil. Críticos expressaram preocupações quanto à proximidade dos blocos com territórios indígenas e áreas de alta biodiversidade, como Fernando de Noronha.

Ainda assim, o governo considerou o leilão um sucesso, arrecadando mais de 989 milhões de reais (US$ 181 milhões) em bônus de assinatura e com previsão de atrair 1,5 bilhão de reais em investimentos para a fase de exploração.

Fonte: Oil Price

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