Tecnologia

Carros chineses avançam no Brasil e aumentam pressão sobre a indústria automotiva nacional

A presença dos carros chineses no Brasil vem crescendo rapidamente e já provoca mudanças profundas no setor automotivo nacional. Com forte aposta em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, as montadoras asiáticas conquistaram espaço acelerado entre os consumidores brasileiros e já se aproximam de 20% de participação no mercado.

O avanço é visto como positivo para o consumidor, principalmente pela popularização dos carros elétricos e híbridos, além do aumento da oferta de veículos com tecnologia embarcada e design moderno. No entanto, especialistas apontam que o fenômeno também amplia os sinais de enfraquecimento da indústria automotiva brasileira.

Processo de desindustrialização começou há décadas

A atual pressão sobre o setor automotivo não surgiu de forma repentina. O movimento é resultado de um processo gradual de desindustrialização iniciado ainda nos anos 1980, quando a globalização produtiva começou a deslocar cadeias de manufatura para países asiáticos, especialmente a China.

Durante os anos 1990, a abertura comercial brasileira aumentou a exposição da indústria nacional à concorrência internacional. Inicialmente, os impactos foram sentidos em setores mais intensivos em mão de obra, como brinquedos, têxtil e eletroeletrônicos.

Com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, o país asiático ampliou sua participação nas cadeias globais e se consolidou como maior exportador mundial de produtos manufaturados.

Commodities ganharam espaço e indústria perdeu força

Entre 2003 e 2010, o Brasil intensificou sua dependência da exportação de commodities como minério, soja e petróleo, enquanto passou a importar mais produtos industrializados de maior valor agregado.

Nesse período, a participação da indústria de transformação no PIB caiu significativamente, aprofundando o processo de desindustrialização brasileira e reduzindo a complexidade produtiva do país.

A partir de 2010, o avanço chinês se tornou ainda mais evidente em diversos segmentos da economia nacional, afetando setores como calçados, brinquedos, siderurgia, eletrônicos e vestuário.

E-commerce chinês ampliou concorrência no mercado nacional

Nos últimos anos, plataformas internacionais como AliExpress, Shein e Temu aceleraram a entrada de produtos chineses no Brasil, principalmente em segmentos de baixo valor agregado.

O crescimento das importações ampliou a pressão sobre pequenas e médias indústrias brasileiras, afetando empregos, produção local e competitividade em vários polos industriais do país.

Dados do setor indicam que o déficit da balança comercial de manufaturados alcançou US$ 134 bilhões em 2025, com previsão de superar US$ 150 bilhões neste ano.

Setores tradicionais já sentiram impacto da concorrência chinesa

Diversos segmentos industriais brasileiros já enfrentaram forte perda de mercado diante da concorrência asiática.

No setor de brinquedos, marcas tradicionais como Estrela praticamente perderam protagonismo após a entrada massiva de produtos importados.

Na indústria calçadista, fábricas fecharam no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, enquanto o setor têxtil viu crescer a presença de plataformas internacionais de moda rápida.

Já no segmento de eletrônicos, empresas nacionais como Gradiente perderam espaço para fabricantes asiáticos de smartphones, notebooks e equipamentos eletrônicos de entrada.

Setor automotivo pode enfrentar cenário semelhante

Especialistas avaliam que a indústria automotiva brasileira pode seguir trajetória parecida com a observada em outros segmentos industriais. Mesmo com exigências de conteúdo local e barreiras regulatórias, o avanço das montadoras chinesas deve aumentar a dependência tecnológica externa.

Embora algumas fabricantes instalem operações no Brasil, áreas estratégicas como pesquisa, desenvolvimento e tecnologia tendem a permanecer concentradas fora do país.

O crescimento dos veículos elétricos chineses e das novas tecnologias automotivas deve intensificar a disputa por mercado nos próximos anos, obrigando o setor nacional a acelerar investimentos em inovação, produtividade e competitividade.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Portos

Porto de Itajaí receberá 11,7 mil veículos da BYD em megaoperações logísticas

O Porto de Itajaí se prepara para uma das maiores movimentações automotivas do ano com a chegada de 11,7 mil veículos da montadora chinesa BYD. As operações ocorrerão em duas etapas e devem impulsionar a economia regional, gerar empregos temporários e fortalecer o setor de logística automotiva em Santa Catarina.

As cargas serão desembarcadas em duas escalas programadas para maio e junho. A primeira acontece na próxima terça-feira (26), quando um navio da Grimaldi atracará com 4,5 mil automóveis. Já no dia 23 de junho, o navio BYD Shenzhen retornará ao terminal trazendo outras 7,2 mil unidades.

Somadas, as duas operações resultarão no desembarque de 11.700 veículos no complexo portuário catarinense.

Operação mobilizará centenas de profissionais

A chegada dos automóveis exigirá uma grande estrutura operacional no porto. Apenas na primeira etapa, cerca de 150 trabalhadores atuarão diretamente na movimentação das cargas.

Além disso, aproximadamente 90 caminhões-cegonha serão utilizados no transporte dos veículos para diferentes regiões do Brasil. A operação começará às 7h e seguirá de forma contínua durante 24 horas.

Segundo a Prefeitura de Itajaí, o planejamento logístico foi desenvolvido para garantir agilidade no desembarque e rapidez na distribuição dos automóveis.

Plano especial busca reduzir impactos no trânsito

Para minimizar congestionamentos e manter a mobilidade urbana durante as operações, foram definidas rotas específicas para circulação dos caminhões-cegonha.

Os veículos vazios acessarão o porto pela saída 120 da BR-101, utilizando as avenidas Adolfo Konder e Carolina Vailatti, além das ruas Indaial e Felipe Reiser.

Já os caminhões carregados deixarão a área portuária pela rua Felipe Reiser, seguindo pelas vias Benjamin Franklin Pereira e Blumenau até alcançar a BR-101 pela avenida Reinaldo Schmithausen.

A organização também criou áreas exclusivas para espera e recebimento dos veículos, com o objetivo de garantir mais segurança viária e reduzir impactos no tráfego local.

Porto reforça posição estratégica na logística automotiva

O prefeito Robison Coelho afirmou que operações desse porte fortalecem a economia do município e ampliam oportunidades para empresas ligadas aos setores de transporte e logística.

A chegada dos veículos também consolida a capacidade do Porto de Itajaí em operações do sistema Roll-on/Roll-off (Ro-Ro), modelo utilizado para embarque e desembarque de automóveis utilizando as próprias rodas, sem necessidade de guindastes.

Esse formato reduz o tempo operacional e aumenta a eficiência logística nos terminais portuários.

Histórico de operações amplia vocação automotiva do porto

As novas escalas da BYD reforçam a crescente atuação do Porto de Itajaí no segmento automotivo. Em maio de 2025, o mesmo navio BYD Shenzhen desembarcou 7.292 veículos elétricos e híbridos no terminal, operação considerada a maior da história portuária brasileira no setor.

Na ocasião, a movimentação ocorreu durante quatro dias consecutivos e mobilizou centenas de trabalhadores e caminhões-cegonha.

Mais recentemente, o porto também recebeu navios Ro-Ro transportando veículos de montadoras internacionais, como a BMW.

Somente em 2026, o terminal já contabiliza cinco operações automotivas, com quase 3 mil veículos movimentados, consolidando sua retomada operacional e sua relevância na logística portuária nacional.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Prefeitura de Itajaí

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Transporte

XCMG vai montar caminhões elétricos no Brasil e alta do diesel acelera demanda por veículos sem combustível fóssil

A fabricante chinesa XCMG confirmou que iniciará a montagem de caminhões elétricos no Brasil entre o fim de 2026 e o começo de 2027. A operação será realizada na unidade da empresa em Pouso Alegre, em Minas Gerais, e faz parte de um pacote de investimentos de R$ 270 milhões voltado à expansão da produção nacional.

A decisão ocorre em meio ao aumento da procura por veículos elétricos de carga, impulsionada principalmente pela alta do diesel e pela busca de empresas por redução de custos operacionais.

Fábrica de 1 milhão de metros quadrados será base da produção

A montagem será feita no modelo CKD/SKD, sistema em que os veículos chegam parcialmente desmontados para finalização no Brasil. A estrutura utilizada será o parque industrial da XCMG em Pouso Alegre, inaugurado em 2014 e com área total de aproximadamente 1 milhão de metros quadrados.

Atualmente, a fábrica já produz equipamentos da chamada linha amarela, como escavadeiras, guindastes e motoniveladoras.

Segundo Rodrigo Setrak, gerente comercial de produtos eletrificados da empresa, a estratégia inicial será focar em caminhões leves, ampliando posteriormente para categorias mais pesadas conforme o mercado evoluir.

Investimento inclui pesquisa e nacionalização de peças

Além da montagem dos caminhões, o aporte bilionário prevê a construção de novos galpões, expansão dos escritórios, instalação de eletropostos e criação de um centro de pesquisa e desenvolvimento.

A fabricante também pretende aumentar gradualmente a nacionalização dos componentes utilizados nos veículos elétricos.

De acordo com a empresa, itens como chassis, eixos e sistemas de freio já podem ser produzidos no Brasil graças à estrutura da indústria metalmecânica nacional. Por outro lado, baterias, componentes eletrônicos e sistemas de alta tensão ainda devem continuar sendo importados nos primeiros anos da operação.

Hoje, a planta industrial conta com cerca de 150 mil metros quadrados de galpões, capacidade anual para produzir 7 mil unidades e aproximadamente mil funcionários — 96% deles brasileiros.

XCMG já tem caminhões elétricos circulando no Brasil

A montadora entrou oficialmente no mercado brasileiro de caminhões em 2021 e já possui cerca de 350 caminhões elétricos em circulação no país.

O portfólio inclui modelos que vão desde VUCs até cavalos-mecânicos preparados para operar com composições de até 74 toneladas.

Entre os destaques está o modelo E7-80T, equipado com motor de 747 cavalos, bateria de 400 kWh e autonomia entre 150 e 250 quilômetros, dependendo da carga transportada.

Outro modelo oferecido é o E7-49T, voltado para operações rodoviárias pesadas e equipado com bateria de 282 kWh.

A empresa também desenvolve veículos específicos para operações nos setores florestal e sucroenergético, áreas tradicionalmente dependentes de motores movidos a diesel.

Alta do diesel impulsiona busca por caminhões elétricos

Segundo a fabricante, a procura por transporte sustentável e veículos eletrificados cresceu mais de 30% nos últimos meses.

A elevação do preço do diesel, somada às tensões geopolíticas internacionais que impactam os custos logísticos, acelerou o interesse do mercado por alternativas elétricas.

Antes concentrada em empresas com metas de ESG e descarbonização, a demanda agora também parte de pequenos transportadores, distribuidores urbanos, comerciantes e negócios locais que buscam reduzir despesas operacionais.

A redução nos custos dos carregadores rápidos e ultrarrápidos desde 2022 também ajudou a tornar os projetos mais viáveis financeiramente.

Diferença de preço entre elétrico e diesel diminui

Um dos principais desafios para a expansão dos caminhões elétricos sempre foi o valor de aquisição mais elevado em relação aos modelos a diesel.

Segundo a XCMG, essa diferença vem diminuindo nos segmentos leves e médios, ficando atualmente entre 10% e 15%.

Dependendo da operação, o retorno do investimento pode ocorrer entre 60 mil e 80 mil quilômetros rodados, número muito inferior aos cerca de 400 mil quilômetros necessários há alguns anos.

Nos modelos pesados e extrapesados, a diferença de preço ainda varia entre 30% e 35%, mas a expectativa é de queda gradual com o ganho de escala, avanço tecnológico e aumento da produção nacional.

Operações urbanas lideram eletrificação do transporte

As operações urbanas seguem como o principal mercado para os caminhões elétricos no Brasil.

O modelo de utilização favorece a eletrificação: os veículos realizam entregas e transferências durante o dia e retornam às bases para recarga noturna.

Segundo a empresa, o próximo salto do setor deve acontecer quando os caminhões elétricos alcançarem autonomia entre 400 e 500 quilômetros, ampliando a viabilidade para rotas de média distância.

A montagem nacional em Pouso Alegre é vista como um passo estratégico para acelerar a expansão da mobilidade elétrica no transporte de cargas brasileiro.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

China amplia exportações de veículos elétricos e supera carros a combustão pela primeira vez

A China alcançou um marco histórico no setor automotivo ao exportar, pela primeira vez, mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros movidos a gasolina ou diesel. O avanço foi registrado em abril e reforça a estratégia das montadoras chinesas de ampliar presença internacional diante da desaceleração do mercado interno.

Dados divulgados pela Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) mostram que o país exportou 769 mil automóveis no período. Desse total, os chamados veículos de nova energia — categoria que engloba elétricos e híbridos plug-in — responderam por 52,7% das exportações.

Exportações de carros elétricos mais que dobram

Segundo a entidade, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram 406 mil unidades em abril, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento das vendas externas ocorre em meio à pressão enfrentada pela indústria automotiva chinesa no mercado doméstico, que segue impactado pelo consumo enfraquecido e pela cautela dos consumidores.

Mercado interno segue em desaceleração

As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21,5% em abril na comparação anual, totalizando 1,38 milhão de unidades. Em relação a março, a queda foi de 16%, de acordo com a CPCA.

Outro fator que contribuiu para a retração dos carros tradicionais foi o aumento dos preços do petróleo. Com combustíveis mais caros, consumidores passaram a demonstrar maior interesse por modelos elétricos e híbridos, considerados alternativas mais econômicas.

Salão de Pequim trouxe impulso moderado ao setor

O Salão do Automóvel de Pequim, realizado em abril, ajudou a melhorar parcialmente o sentimento do mercado, embora os resultados ainda tenham ficado abaixo dos níveis registrados no ano anterior.

Mesmo com o avanço das exportações, as vendas no varejo de veículos elétricos e híbridos no mercado chinês apresentaram queda de 6,8%, somando 849 mil unidades no mês.

Europa e América Latina ganham importância para montadoras chinesas

A expectativa do setor é que as exportações continuem sendo o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China nos próximos meses.

Diante da demanda mais fraca no mercado interno e da redução do ritmo de compras em regiões do Oriente Médio, as principais montadoras devem intensificar sua expansão em mercados estratégicos, especialmente na Europa e na América Latina.

Analistas do setor apontam que o avanço internacional das fabricantes chinesas faz parte de uma estratégia de consolidação global da indústria de mobilidade elétrica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Joa Souza

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Importação

China bate recorde e responde por 25,6% das importações do Brasil em abril

A China ampliou ainda mais sua presença no comércio exterior brasileiro e passou a responder por 25,6% de todas as importações do Brasil em abril de 2026. O percentual é o maior já registrado para o mês desde o início da série histórica da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), iniciada em 1997.

O resultado supera o recorde anterior, alcançado em abril de 2025, quando os produtos chineses representaram 22,6% das compras externas brasileiras.

Veículos lideram avanço das importações chinesas

O principal destaque entre os produtos importados da China foram os veículos automotores, que movimentaram US$ 783,4 milhões em abril. O volume representa crescimento de 264,6% em relação ao mesmo período de 2024.

Os automóveis corresponderam a 12,9% de tudo o que o Brasil adquiriu do mercado chinês no mês. Na sequência aparecem os equipamentos de telecomunicações, responsáveis por 4,7% das importações vindas do país asiático.

No acumulado entre janeiro e abril, os veículos também lideram a pauta de compras brasileiras da China, com participação de 9,4%.

Carros eletrificados impulsionam demanda brasileira

Especialistas avaliam que o avanço das importações de automóveis chineses está ligado tanto à atual janela tarifária quanto ao crescimento do interesse dos consumidores brasileiros por carros eletrificados.

Montadoras chinesas vêm ampliando sua presença no mercado nacional, especialmente nos segmentos de veículos híbridos e elétricos, considerados estratégicos para a transição energética da indústria automotiva.

Estados Unidos e Rússia aparecem na sequência

No ranking dos principais fornecedores de produtos ao Brasil em abril, a China manteve ampla vantagem sobre os demais parceiros comerciais.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com participação de 13,1% nas importações brasileiras. Já a Rússia ficou em terceiro lugar, respondendo por 5,7% das compras externas do país.

Entre os vizinhos sul-americanos, a Argentina ocupou a quarta colocação, com fatia de 5%.

China segue como principal destino das exportações brasileiras

Além de liderar as importações, a China continua sendo o maior mercado para os produtos brasileiros no exterior.

Em abril, o país asiático respondeu por 34% das exportações do Brasil, mantendo larga distância dos demais destinos comerciais. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com 9,1%, seguidos da Argentina, com 3,8%.

Os números reforçam a importância da relação comercial entre Brasil e China, tanto na entrada quanto na saída de mercadorias.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor

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Portos

Porto de Paranaguá bate recorde com desembarque de mais de 5 mil carros elétricos

O Porto de Paranaguá registrou, na primeira semana de maio, a maior operação de movimentação de veículos da história da Portos do Paraná. A marca foi alcançada com o desembarque de 5.101 carros elétricos transportados em um único navio vindo da China.

A operação foi concluída na última terça-feira (5) e mobilizou cerca de 350 trabalhadores em diferentes turnos ao longo de 24 horas de atividades.

Operação histórica reforça avanço do setor automotivo

A movimentação foi coordenada pela Ascensus Gestão e Participações, empresa especializada em cargas automotivas. Segundo a Portos do Paraná, esta foi a maior operação já realizada no terminal paranaense nesse segmento.

O crescimento da movimentação de veículos já vinha sendo observado nos últimos meses. Em março deste ano, outra operação de grande porte movimentou 3.370 veículos elétricos no porto.

Somente no primeiro trimestre de 2026, mais de 20,9 mil veículos, entre modelos elétricos e convencionais, passaram pelo terminal de Paranaguá. O volume representa crescimento de 100% em comparação ao mesmo período de 2025.

Porto de Paranaguá amplia protagonismo na movimentação de veículos

Com o aumento das operações automotivas, o Porto de Paranaguá vem consolidando sua posição entre os principais portos brasileiros na movimentação de cargas rolantes e veículos.

Atualmente, o terminal opera com cinco linhas marítimas voltadas ao setor automotivo, fortalecendo a logística de importação e exportação de automóveis no país.

Estrutura exclusiva agiliza operações de navios Ro-Ro

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, os resultados refletem a eficiência operacional do terminal, desde a chegada dos navios até os processos de embarque e desembarque.

Ele também destacou a qualificação da mão de obra envolvida nas operações, considerada um diferencial competitivo reconhecido pelas empresas do setor automotivo.

Outro ponto apontado pela Ascensus é a estrutura dedicada ao recebimento de veículos. O porto conta com um berço exclusivo para embarcações do tipo Ro-Ro (Roll-on/Roll-off), utilizado no transporte de veículos e máquinas sobre rodas.

Segundo a empresa, a exclusividade reduz filas e evita disputas por espaço com outros tipos de carga, tornando as operações mais rápidas e eficientes.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Informação, Tecnologia

Inmetro avalia novas regras para recarga de veículos elétricos no Brasil

O avanço da eletromobilidade no Brasil levou o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) a ampliar os estudos sobre segurança e regulamentação de equipamentos ligados ao setor. Entre os temas em análise estão os sistemas de recarga de veículos elétricos e as baterias de reposição usadas em bicicletas elétricas, patinetes e hoverboards.

A iniciativa é conduzida pela Diretoria de Avaliação da Conformidade (Dconf), por meio de um grupo de trabalho criado em março de 2025 e integrado à Agenda Regulatória 2025, com continuidade prevista para 2026 e 2027.

Inmetro acompanha crescimento da eletromobilidade

O aumento da circulação de veículos elétricos e equipamentos de micromobilidade impulsionou a necessidade de discutir critérios técnicos para garantir mais segurança aos consumidores.

Uma das frentes do grupo de trabalho está voltada às baterias de íon-lítio de reposição utilizadas em bicicletas elétricas e dispositivos autopropelidos, segmento que registra forte expansão no país.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que o mercado de bicicletas elétricas, patinetes e similares atingiu 338.970 unidades em 2025, número que representa crescimento de aproximadamente 238% em comparação com 2023.

Expansão dos eletropostos acelera discussão sobre recarga

Outro foco do estudo envolve os Sistemas de Abastecimento de Veículos Elétricos (SAVE), responsáveis pela infraestrutura de recarga.

Segundo informações da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e da Tupi Mobilidade, o Brasil passou de cerca de 500 eletropostos em março de 2021 para uma expansão acumulada de 1.584% na oferta de pontos de recarga até 2026.

O crescimento acelerado da rede de carregamento aumentou a preocupação com padrões de qualidade, desempenho e segurança dos equipamentos disponíveis no mercado.

Estudos podem resultar em regulamentação técnica

O grupo de trabalho do Inmetro conduz duas Análises de Impacto Regulatório (AIR), mecanismo obrigatório antes da criação de novas regulamentações técnicas no país.

Os estudos têm como objetivo identificar possíveis falhas regulatórias, avaliar riscos, analisar alternativas e medir os impactos de futuras normas sobre fabricantes, importadores e consumidores. A previsão é de que os trabalhos sejam concluídos até dezembro de 2026.

De acordo com Hercules Souza, chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro, o crescimento da eletromobilidade exige atenção especial à segurança dos produtos oferecidos no mercado brasileiro.

Segundo ele, o avanço acelerado do setor demanda análises técnicas consistentes para identificar riscos e eventuais lacunas regulatórias, sempre priorizando requisitos mínimos de segurança para os consumidores.

Caso os estudos indiquem necessidade de regulamentação, o Inmetro poderá estabelecer exigências técnicas obrigatórias para comercialização desses equipamentos no país.

Entenda os conceitos analisados pelo Inmetro

Regulamento técnico

Documento oficial e obrigatório emitido por órgão regulador, que estabelece exigências para determinadas atividades econômicas. O descumprimento pode gerar sanções.

Norma técnica

Diretriz de caráter orientativo, criada por consenso técnico para padronizar procedimentos, sem aplicação de penalidades.

Análise de Impacto Regulatório (AIR)

Processo obrigatório que avalia custos, benefícios, riscos e alternativas antes da criação de regulamentações técnicas no Brasil.

Grupo reúne representantes do setor e consumidores

O grupo de trabalho reúne entidades da cadeia produtiva da eletromobilidade, representantes de consumidores, laboratórios acreditados e organismos de certificação.

A proposta é ampliar a coleta de dados técnicos e garantir mais transparência no desenvolvimento das análises regulatórias relacionadas ao setor.

O Inmetro informou que novas atualizações sobre os estudos deverão ser divulgadas ao longo do ano, conforme o avanço das avaliações e consolidação dos resultados.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Tecnologia

Carros elétricos batem recorde no Brasil com mais de 17 mil unidades vendidas em abril

O mercado brasileiro de carros elétricos alcançou um novo recorde em abril de 2026. Dados divulgados pela ABVE (Associação Brasileira do Veículo Elétrico) mostram que o país emplacou 17.488 veículos 100% elétricos no período, maior marca já registrada para o segmento no Brasil.

O resultado representa um avanço de 24,3% em comparação com março, quando foram vendidas 14.073 unidades. Na comparação anual, o crescimento foi ainda mais expressivo: alta de 272% sobre abril de 2025, mês em que os emplacamentos de veículos elétricos somaram 4.702 unidades.

Eletrificados já representam 1 em cada 6 carros vendidos

O crescimento dos veículos eletrificados também impulsionou a participação desse tipo de tecnologia no mercado automotivo brasileiro.

Somando modelos 100% elétricos (BEV), híbridos plug-in (PHEV), híbridos convencionais (HEV) e híbridos flex (HEV Flex), o setor registrou 38.516 unidades vendidas em abril.

Com isso, os eletrificados passaram a representar 16,2% das vendas totais de veículos leves no país. Na prática, aproximadamente um em cada seis carros vendidos no Brasil já utiliza algum tipo de motorização eletrificada.

Veja o desempenho de cada tecnologia

A divisão das vendas de eletrificados em abril ficou da seguinte forma:

  • BEV (100% elétricos): 17.488 unidades (45,4%)
  • PHEV (híbridos plug-in): 13.214 unidades (34,3%)
  • HEV Flex: 4.096 unidades (10,6%)
  • HEV: 3.718 unidades (9,7%)

Os dados mostram o forte domínio dos modelos plug-in, que incluem os veículos totalmente elétricos e os híbridos com recarga externa.

Juntos, BEVs e PHEVs responderam por cerca de 80% dos eletrificados comercializados no mês, indicando a crescente preferência do consumidor por tecnologias que permitem carregamento na tomada.

Marcas chinesas aceleram expansão no Brasil

O avanço dos carros elétricos no Brasil também reflete a expansão das montadoras chinesas no mercado nacional.

Entre os destaques de abril, o BYD Dolphin Mini apareceu na sexta posição do ranking geral de emplacamentos do país. Já o Geely EX2 passou a figurar entre os modelos mais vendidos no varejo brasileiro.

Segundo a ABVE, o desempenho reforça a consolidação da eletrificação como uma tendência cada vez mais relevante dentro da indústria automotiva nacional.

A ampliação da oferta de modelos, associada à entrada de novas marcas e segmentos, vem contribuindo para acelerar a adoção dos veículos elétricos entre os consumidores brasileiros.

Híbridos plug-in também seguem em alta

Além dos BEVs, os híbridos plug-in mantiveram forte ritmo de crescimento em abril.

Os PHEVs totalizaram 13.214 unidades vendidas no mês, avanço de 67% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Já os híbridos convencionais e híbridos flex, juntos, registraram 7.814 unidades comercializadas.

Brasil pode chegar a 300 mil eletrificados em 2026

No acumulado dos quatro primeiros meses de 2026, o mercado brasileiro já soma 122.463 veículos eletrificados vendidos.

O volume corresponde a mais da metade de todo o total registrado ao longo de 2025, fortalecendo as projeções de que o país possa se aproximar da marca de 300 mil eletrificados vendidos até o fim deste ano.

Os números mostram uma mudança de escala no setor automotivo nacional, com os veículos elétricos deixando de ocupar um nicho restrito para disputar espaço de forma mais ampla no mercado brasileiro.

FONTE: Inside EVs
TEXTO: Redação
IMAGEM: Motor1 Brasil

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Tecnologia

BAIC confirma entrada no Brasil e nova fábrica de carros elétricos deve gerar empregos

A montadora chinesa BAIC confirmou sua entrada no mercado brasileiro com a instalação de uma nova fábrica no país. A operação está prevista para começar no último trimestre de 2026 e faz parte da estratégia global de expansão da marca no segmento de veículos elétricos.

O anúncio foi feito durante o Salão de Pequim e reforça a intenção da empresa de disputar espaço com outras gigantes do setor, como BYD e GWM.

Fábrica ainda não tem localização definida

Apesar da confirmação do investimento, a BAIC ainda não revelou onde será instalada a unidade industrial no Brasil. A expectativa é que o projeto contribua para a geração de empregos no setor automotivo, além de fortalecer a cadeia produtiva local.

A iniciativa marca um novo passo na expansão internacional da montadora, que busca consolidar presença em mercados estratégicos.

Arcfox T1 será principal aposta no país

Entre os modelos previstos para o mercado brasileiro, o destaque é o Arcfox T1, hatch elétrico que deve liderar a estratégia da marca no país.

O veículo oferece autonomia de até 425 km na versão com bateria de 42,3 kWh e sistema de recarga rápida, capaz de atingir de 30% a 80% em cerca de 16 minutos. Com 4,33 metros de comprimento e entre-eixos de 2,77 metros, o modelo será concorrente direto do BYD Dolphin no segmento de compactos elétricos.

Portfólio pode ser ampliado no futuro

Além do Arcfox T1, a BAIC avalia ampliar sua oferta de modelos no Brasil. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre a chegada de veículos como BJ30, X55 ou BJ40.

Por enquanto, o foco da operação está concentrado no hatch elétrico, considerado estratégico para a adaptação ao mercado brasileiro.

Rede de concessionárias será ampliada

A empresa também planeja estruturar uma ampla rede de concessionárias no país. A expansão da presença comercial é vista como parte essencial da estratégia para consolidar a marca no segmento de mobilidade elétrica.

Expansão reforça disputa no mercado de elétricos

A chegada da BAIC ao Brasil em 2026 representa mais um movimento de fortalecimento da concorrência no setor de carros elétricos. A instalação da fábrica deve impulsionar investimentos, ampliar a oferta de modelos e estimular a disputa por participação de mercado.

A expectativa é de que o projeto também contribua para a criação de novos postos de trabalho e para o avanço da eletrificação automotiva no país.

FONTE: Diário do Comércio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diário do Comércio

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Comércio Exterior

Exportações de veículos da China para o Brasil disparam e triplicam em 2026

As exportações de veículos da China para o Brasil registraram forte expansão no primeiro trimestre de 2026. Segundo dados da alfândega chinesa, o país asiático enviou US$ 2,16 bilhões em automóveis ao Brasil, quase três vezes mais que os US$ 763,8 milhões contabilizados no mesmo período de 2025.

O resultado também supera o recorde anterior de 2024, quando as vendas somaram US$ 1,17 bilhão. O avanço reforça a consolidação do Brasil como um dos principais mercados da indústria automotiva chinesa.

Brasil sobe no ranking global de importadores de veículos

Com o aumento das compras, o Brasil passou da sétima para a terceira posição entre os maiores destinos de veículos chineses, ficando atrás apenas de Rússia e Reino Unido.

No segmento de veículos eletrificados, que inclui carros elétricos e híbridos, o país também avançou para o terceiro lugar global, atrás de Bélgica e Reino Unido. Já nos modelos de combustão, o salto foi ainda mais expressivo: da 16ª para a 7ª posição.

Crescimento também aparece nas importações brasileiras

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC) mostram que as importações brasileiras de veículos chineses chegaram a US$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 552,5% em relação a 2025. No total, fabricantes da China responderam por 65,6% dos carros importados pelo Brasil.

A Argentina aparece na segunda colocação, com 11,3% de participação, embora tenha registrado queda de 25,5% no período.

Tarifas e câmbio impulsionam avanço das importações

Especialistas apontam que o crescimento está ligado à expectativa de aumento das tarifas de importação de veículos elétricos e híbridos no Brasil, que devem chegar a 35% em julho de 2026. O movimento levou empresas a anteciparem embarques.

Além disso, o câmbio mais favorável e o lançamento de novos modelos contribuíram para o aumento das compras externas. O ciclo da indústria automotiva também reforçou a entrada de veículos chineses no mercado brasileiro.

China domina mercado de elétricos no Brasil

A presença chinesa é ainda mais forte no segmento de carros elétricos e híbridos plug-in. Segundo o Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC), a China respondeu por 97% dos elétricos importados pelo Brasil no trimestre e por 89% dos híbridos plug-in.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) indicam que 74,1% das vendas de veículos eletrificados no país em 2025 foram de marcas chinesas, com destaque para a BYD.

Mudança de percepção e avanço tecnológico

Analistas destacam que a imagem dos carros chineses mudou no mercado brasileiro. Antes associados a baixa qualidade, hoje são vistos como produtos com tecnologia automotiva avançada e preços competitivos.

Esse reposicionamento tem impulsionado não apenas os elétricos, mas também os veículos de combustão, ampliando a presença das montadoras chinesas no país.

Brasil amplia dependência da China no setor automotivo

A participação da China nas importações brasileiras segue em alta. No primeiro trimestre, 8,2% de todos os bens importados pelo Brasil vieram do país asiático, sendo os automóveis o principal item entre os bens de consumo duráveis.

Enquanto isso, as compras da Argentina recuaram, reforçando a mudança na dinâmica regional do setor automotivo.

Fatores geopolíticos e comércio global

O cenário também é influenciado por disputas comerciais globais e políticas protecionistas. Especialistas apontam que a China, com alta capacidade produtiva, busca novos mercados diante da desaceleração do consumo interno.

Ao mesmo tempo, tensões comerciais entre grandes economias e mudanças no fluxo global de comércio reforçam o papel do Brasil como destino estratégico.

Tendência de curto e longo prazo

A expectativa é de que o fluxo de veículos chineses para o Brasil permaneça forte no curto prazo, aproveitando a janela antes do aumento das tarifas. No médio prazo, porém, parte das montadoras deve iniciar produção local.

Atualmente, ao menos cinco marcas chinesas já possuem planos ou operações no país, incluindo parcerias industriais e novas fábricas previstas para os próximos anos.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Leo Pinheiro/Valor

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