Logística

Você sabia? A segurança dos gases medicinais depende diretamente de como eles são armazenados, transportados e distribuídos

Quando o assunto é saúde, existem insumos que são literalmente vitais — e os gases medicinais estão entre eles. Utilizados em hospitais, clínicas e até no atendimento domiciliar, esses produtos exigem um nível de controle rigoroso para garantir que cheguem ao paciente com qualidade, segurança e sem qualquer risco de contaminação ou troca. Entre os mais conhecidos estão o oxigênio medicinal utilizado nas UTIs e o óxido nitroso, usado em procedimentos odontológicos e hospitalares por seu efeito analgésico e sedativo.

É nesse contexto que a RDC 887/2024, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, ganha relevância. A norma estabelece regras claras para toda a cadeia de gases medicinais, abrangendo desde a distribuição e armazenagem até o transporte e a entrega ao paciente. Mais do que uma exigência regulatória, ela reforça a necessidade de processos bem estruturados e de uma gestão responsável em todas as etapas.

Na prática, isso significa que as empresas precisam ter controle total sobre os produtos que manipulam, com rastreabilidade completa — ou seja, é necessário saber exatamente a origem de cada lote, suas condições e para onde ele foi destinado. Além disso, a forma como esses gases são armazenados e transportados passa a ser determinante para a manutenção de suas características, evitando riscos que podem comprometer diretamente o tratamento de pacientes.

Outro ponto importante é a etapa final dessa cadeia: a entrega ao usuário. Quando os gases medicinais chegam até o paciente, especialmente em casos de uso domiciliar, é fundamental que haja identificação correta, orientação adequada e registro desse processo. Cada detalhe conta quando o objetivo é garantir segurança.

Para Daiane Costa, da RegulaMais Consultoria, a resolução representa um avanço importante, mas também exige mais atenção das empresas. “Estamos falando de produtos que têm impacto direto na vida das pessoas. A RDC 887/2024 reforça a importância de controle, organização e responsabilidade em toda a operação. As empresas que trabalham com gases medicinais precisam entender que seguir essas normas não é apenas uma obrigação legal, mas uma forma de garantir segurança ao paciente e credibilidade no mercado”, afirma.

Mesmo já estando em vigor, a norma ainda é um ponto de atenção para muitas empresas do setor, principalmente pela necessidade de adaptação de processos e maior rigor na gestão. No fim das contas, o recado é claro: quando se trata de gases medicinais, não há espaço para falhas — e a conformidade com a regulamentação é parte essencial desse cuidado.

Sobre a RegulaMais Consultoria

A RegulaMais Consultoria se destaca no mercado ao oferecer soluções completas em consultoria regulatória, regularização empresarial e assessoria em comércio exterior, apoiando empresas que precisam atuar em conformidade com as exigências de órgãos como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, MAPA e demais entidades reguladoras. Fundada pela farmacêutica Daiane Costa, a empresa une conhecimento técnico e experiência prática para transformar processos burocráticos em estratégias eficientes, ajudando organizações a operarem com mais segurança, agilidade e competitividade em mercados cada vez mais exigentes.

SAIBA MAIS: https://regulamaisconsultoria.com.br/

Texto: ReConecta News

Imagem: Feita por IA

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Economia

Diesel mais caro que gasolina: entenda por que o combustível virou um problema econômico global

O avanço dos preços do diesel tem sido mais intenso do que o da gasolina desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que afetou diretamente a oferta global de petróleo. O impacto é especialmente preocupante para setores que dependem fortemente desse combustível, como transporte e agricultura.

Desde o fim de fevereiro, o valor médio do diesel subiu cerca de 45%, enquanto a gasolina teve aumento próximo de 35%. Projeções indicam que o diesel pode ultrapassar US$ 5,80 por galão, contra aproximadamente US$ 4,30 da gasolina. Apesar de uma leve queda recente motivada por expectativas de acordo de paz, a diferença entre os dois combustíveis continua significativa.

Escassez global impulsiona preços do diesel

A elevação acelerada do preço do diesel não começou com a guerra. Antes mesmo do conflito, o mercado já operava com oferta limitada. Com a redução das exportações por países do Golfo Pérsico — importantes produtores —, o desequilíbrio se intensificou.

Outro fator relevante é que o petróleo extraído nessa região é mais adequado para a produção de diesel e combustível de aviação. Com menos disponibilidade, houve escassez simultânea desses derivados, enquanto a gasolina manteve um nível de oferta relativamente mais estável.

Além disso, países com capacidade de compensar parte da produção, como a China, restringiram exportações para priorizar o abastecimento interno, agravando ainda mais o cenário global.

Limitações na produção dificultam resposta rápida

Mesmo sendo exportadores líquidos de derivados, os Estados Unidos não conseguem suprir totalmente a demanda mundial. Parte disso se explica pelas características do petróleo produzido no país, mais indicado para a fabricação de gasolina do que de diesel.

As refinarias também enfrentam limitações técnicas. Embora consigam ajustar parcialmente a produção, não é possível ampliar significativamente a oferta de diesel sem investimentos elevados e mudanças estruturais. Isso reduz a capacidade de resposta imediata diante da crise.

Diesel é essencial e difícil de substituir

Diferentemente da gasolina, cujo consumo pode ser reduzido por alternativas como caronas ou menos deslocamentos, o consumo de diesel é mais rígido. Caminhoneiros, agricultores e operadores de máquinas pesadas dependem diretamente do combustível, o que mantém a demanda elevada mesmo com preços altos.

Diferenças entre diesel e gasolina

Ambos os combustíveis são derivados do petróleo, mas possuem características distintas. A gasolina é mais utilizada em veículos leves, enquanto o diesel, mais eficiente energeticamente, abastece caminhões, tratores e equipamentos industriais.

Essa diferença de uso contribui para a pressão sobre o diesel em momentos de crise, já que ele está ligado a cadeias produtivas essenciais.

Por que o diesel costuma ser mais caro?

Nos Estados Unidos e em outros países, o diesel geralmente custa mais do que a gasolina. Um dos motivos é o processo adicional necessário para reduzir o teor de enxofre, exigido por normas ambientais — o que encarece a produção.

Além disso, o diesel sofre tributação maior e tem preços mais sensíveis ao mercado internacional, já que grande parte da produção é destinada à exportação.

Outro desafio é logístico: a infraestrutura para transporte de diesel, como oleodutos, é mais limitada, o que pode gerar variações regionais de preço.

Quando os preços podem cair?

A normalização dos preços depende diretamente da retomada do fluxo de petróleo, especialmente em rotas estratégicas como o Estreito de Ormuz. Caso isso ocorra, a tendência é de redução gradual dos custos.

No entanto, especialistas apontam que o diesel caro pode persistir por mais tempo, já que a cadeia de abastecimento foi profundamente afetada. A recomposição dos estoques e da distribuição global pode levar meses.

No cenário atual, o diesel segue como peça-chave da economia mundial, influenciando diretamente custos de transporte, alimentos e diversos produtos.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NY Times

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Transporte

Greve dos caminhoneiros: o que se sabe até agora sobre a possível paralisação nacional

A possibilidade de uma nova greve dos caminhoneiros voltou ao centro das atenções no Brasil nesta semana. Movimentos organizados por entidades da categoria, aliados à insatisfação com o aumento do diesel e outras demandas estruturais, indicam que uma paralisação nacional pode ocorrer — mas ainda há pontos em aberto.

A seguir, o Reconecta News reúne as principais informações atualizadas.

Há uma greve confirmada?

Ainda não há uma confirmação oficial de uma greve nacional unificada, mas há deliberações importantes já tomadas.

Segundo informações do portal Notícias Agrícolas e da Agência Transporte Moderno, lideranças reunidas em Santos (SP) decidiram pela paralisação, respeitando trâmites legais e alinhamento com outras entidades. A declaração foi feita por Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

A previsão inicial indica que mobilizações podem começar a partir de quinta-feira (19), embora já existam movimentos independentes previstos desde quarta-feira (18).

Mobilização já ocorre em diferentes regiões

Apesar da ausência de uma data única nacional, há paralisações e articulações em curso pelo país.

Em Santa Catarina, caminhoneiros já se mobilizam em cidades como Itajaí, Navegantes, Imbituba e Itapoá, com organização regional ligada aos polos portuários. A previsão local também aponta para início da paralisação na quinta-feira (19), a partir das 13h, segundo informações do ND Mais.

De acordo com lideranças regionais, o movimento segue alinhamento com outros portos estratégicos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e Suape.

O que dizem as lideranças do setor

De acordo com vídeo publicado nas redes sociais, Janderson Maçaneiro, presidente da Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária, a paralisação ainda depende de uma decisão mais ampla, em nível nacional.

Ele destaca que:

  • sindicatos como os de Santos e a Abrava já deliberaram pela paralisação;
  • novas reuniões ainda devem ocorrer com outras entidades;
  • caso haja consenso nacional, a tendência é de uma paralisação geral no Brasil.

Na região de Itajaí, sindicatos e associações realizaram reuniões, mas aguardam a posição da Confederação Nacional para definir os próximos passos, especialmente considerando o impacto nos portos.

O diesel é o único problema?

Não. Embora o aumento do diesel seja o principal gatilho, as reivindicações são mais amplas.

Entre os principais pontos levantados pela categoria estão:

  • alta no preço do combustível;
  • falta de repasse dos custos ao frete;
  • descumprimento da tabela mínima de frete;
  • custos com pedágios;
  • dificuldades com seguros;
  • e o que lideranças chamam de “falta de respeito com a categoria”.

Dados do painel ValeCard indicam que o diesel S-10 subiu cerca de 18,86% desde o fim de fevereiro, enquanto o diesel comum ultrapassou 22% de aumento, em meio à instabilidade internacional no mercado de petróleo. (Fonte: Notícias Agrícolas)

Governo tenta evitar paralisação

O governo federal já monitora a situação e prepara medidas para conter a escalada do movimento.

Entre as ações em discussão estão:

  • reforço na fiscalização da tabela mínima de frete;
  • pressão sobre estados para redução do ICMS;
  • fiscalização de distribuidoras e postos;
  • e possíveis medidas para garantir o repasse de reduções de custo ao consumidor.

Segundo apuração da Folha de S. Paulo e da CNN Brasil, há preocupação com o risco de desabastecimento e impacto econômico, especialmente diante do histórico da greve de 2018.

Adesão ainda é incerta

Apesar da mobilização crescente, a adesão ainda não é total.

Entidades como a Fetrabens afirmam que seguem em diálogo com suas bases e avaliam a participação. Além disso, muitos movimentos ainda são considerados independentes, organizados por sindicatos locais ou grupos da própria categoria. A definição de quais estados irão aderir formalmente depende de assembleias e alinhamentos nacionais.

O que esperar agora?

O cenário segue em evolução e depende de dois fatores principais:

  1. Alinhamento nacional entre entidades e sindicatos
  2. Resposta do governo às reivindicações da categoria

Se houver consenso entre lideranças e ausência de medidas consideradas eficazes, a possibilidade de uma paralisação nacional nos próximos dias é real.

Por outro lado, negociações em andamento ainda podem evitar um movimento de grande escala.

Fontes: Notícias Agrícolas, Agência Transporte Moderno, Folha de S. Paulo, CNN Brasil, ND Mais, Informações regionais: Associação Catarinense dos Transportadores de Carga Rodoviária

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Reprodução CNN / Estadão Conteúdo

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Internacional

Retrospectiva 2025: Santa Catarina entra no clube do milhão na aviação internacional

O setor aéreo catarinense ingressou em 2025 num seleto grupo em que apenas membros com um excelente desempenho podem fazer parte: o grupo dos estados com mais de 1 milhão de passageiros internacionais. A marca foi atingida no mês de outubro e dessa forma Santa Catarina passou a ser um dos únicos três estados do país (junto com São Paulo e Rio de Janeiro) com esse desempenho. Até este final de ano, as projeções indicam que o Floripa Airport deve alcançar 1,2 milhão de passageiros, um crescimento que chega a 580% se comparado a 2022, ano de recuperação do pós-pandemia.

“A gestão privada competente nos aeroportos de Santa Catarina, aliada agora a uma política pública sólida por parte do estado, encurtou a distância de Santa Catarina com o mundo. Nos enche de orgulho poder dizer que já somos o terceiro maior destino internacional do Brasil”, afirma Beto Martins, secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias de SC (SPAF).

Os números foram consolidados após uma excelente temporada de verão, com um número recorde de 211,6 mil passageiros internacionais só no mês de janeiro. Neste mês também foram registrados outros dois recordes. Em 19 de janeiro, o aeroporto de Florianópolis teve o maior movimento da história, com 20,4 mil passageiros e em 25 de janeiro, recorde de decolagens de voos internacionais em um único dia, com 32 decolagens.

Mas se o desempenho internacional chamou a atenção, o governador Jorginho Mello, não esqueceu das questões internas, buscando inovar e dar exemplo ao país. Ao longo do ano foi instituído o GT da Aviação Regional, que preparou as bases para a elaboração do Programa VOA + SC. Após aprovação da Assembleia Legislativa, a expectativa é que entre em operação ainda em 2026, conectando os aeroportos locais e regionais do interior do Estado com a capital Florianópolis, e conexões com todo o país e mundo.

Os investimentos realizados pela SPAF nestes aeroportos regionais ultrapassaram mais de R$ 54 milhões. Ao longo de 2025 foram anunciados recursos para os aeroportos de Blumenau, Caçador, Concórdia, Correia Pinto, Dionísio Cerqueira, Forquilhinha, Lages, Pinhalzinho, Rio do Sul/Lontras, Rio Negrinho, São Joaquim, São Miguel do Oeste, Três Barras, Videira e Xanxerê.

O governador e a SPAF também atuaram na vinda da GOL para o Aeroporto de Correia Pinto e ampliação da LATAM no Aeroporto de Jaguaruna, que em 2025 foi entregue oficialmente para a iniciativa privada, na primeira Parceria Público-Privada (PPP) da história do Estado, garantido mais de R$ 70 milhões de investimentos nos próximos 30 anos.

Portos

No setor portuário, o Governo de Santa Catarina liderou outra ação inovadora, com uma PPP, com R$ 324 milhões de investimentos, para a dragagem e o aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. O governador Jorginho Mello participou da assinatura do contrato entre os portos de São Francisco do Sul e Itapoá. A proposta foi caracterizada por dois aspectos inéditos e inovadores. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firmou parceria com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza. Além disso, parte dos sedimentos retirados do mar estão sendo destinados ao engordamento da praia, em Itapoá.

Ferrovias

Outro movimento inédito marcou o setor ferroviário em 2025. Os governadores dos Estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul assinaram uma Carta Manifesto, em defesa da infraestrutura ferroviária da Região Sul e da retomada do protagonismo logístico no contexto do desenvolvimento nacional. Os governadores também criaram uma Comissão Interestadual para Assuntos Ferroviários da Malha Sul, com o objetivo de representar, de forma integrada, os interesses dos quatro estados nas discussões sobre os projetos ferroviários que atravessam seus territórios, especialmente no tocante à Malha Sul.

Nesta área, a SPAF também apresentou a Lei de Ferrovias, a primeira da história de SC, que criou o Sistema Ferroviário de Santa Catarina, dando legitimidade para o Governo do Estado tratar o tema, como poder conceder trechos à iniciativa privada, por exemplo.

Aquaviário

No ano de 2025 a SPAF teve ainda suas atribuições ampliadas, absorvendo em sua estrutura a Gerência de Transportes Aquaviários, que antes estava na Secretaria de Infraestrutura. Em pouco tempo de atuação, a SPAF publicou o Termo de Compromisso (TC) que regulamenta serviços públicos de transporte aquaviário intermunicipal de passageiros no Rio Itajaí–Açu, entre os municípios de de Itajaí e Navegantes, o mais movimentado do Estado. A secretaria também passou a discutir com os municípios investimentos em estruturas de travessias intermunicipais.

“Tivemos mais um ano de muitas realizações e entregas, com toda a equipe da secretaria trabalhando para cumprir o plano de governo do governador Jorginho Mello, e indo além, criando oportunidades e soluções que surgiram a partir do diálogo com a sociedade, como foi o caso do Programa VOA + SC. Fechamos bem 2025, mas 2026 promete ainda mais”, conclui o secretário Beto Martins.

FONTE: Secretaria de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonatã Rocha/Roberto Zacarias/Ricardo Wolffwnbüttel/Arquivo/Secom GOVSC

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Transporte

Gigantes dos mares: os 5 maiores navios porta-contêineres do mundo e os desafios de operar cargas acima de 24 mil TEU

O transporte marítimo segue como a espinha dorsal do comércio global. Estima-se que mais de 90% das mercadorias comercializadas internacionalmente sejam movimentadas por via marítima, grande parte delas em contêineres. Nos últimos anos, a busca por economia de escala, eficiência logística e redução do custo por unidade transportada impulsionou uma corrida por navios cada vez maiores.

O resultado são verdadeiros colossos flutuantes, com quase 400 metros de comprimento e capacidade superior a 24 mil TEU (Twenty-foot Equivalent Unit), que operam principalmente nas rotas Ásia–Europa. A seguir, conheça os cinco maiores navios porta-contêineres do mundo em capacidade de carga, atualmente em operação.

1. MSC Irina — 24.346 TEU

O MSC Irina é, hoje, o maior navio porta-contêineres do mundo em capacidade de carga. Operado pela Mediterranean Shipping Company (MSC), o gigante mede cerca de 399,9 metros de comprimento e mais de 61 metros de largura, o equivalente a quase quatro campos de futebol alinhados.

  • Capacidade: 24.346 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Rotas principais: Ásia–Europa

O navio simboliza a nova geração de ULCVs (Ultra Large Container Vessels) e tem sido destaque mundial por escalar apenas portos altamente preparados do ponto de vista estrutural e tecnológico.

2. MSC Loreto — 24.346 TEU

Navio-irmão do MSC Irina, o MSC Loreto compartilha exatamente a mesma capacidade e dimensões. Ele integra a estratégia agressiva da MSC de liderar o mercado global não apenas em número de embarcações, mas também em capacidade total transportada.

  • Capacidade: 24.346 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Destaque: operações concentradas em grandes hubs portuários

A presença de dois navios idênticos no topo do ranking evidencia a padronização e a escala industrial atingida pela construção naval contemporânea.

3. OOCL Spain — 24.188 TEU

O OOCL Spain representa a força da construção naval chinesa e da expansão asiática no transporte marítimo global. Operado pela OOCL, empresa do grupo COSCO, o navio faz parte da G Class, uma das mais modernas do mundo.

  • Capacidade: 24.188 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Rotas: Ásia–Europa

Além do porte, o OOCL Spain incorpora sistemas avançados de eficiência energética e digitalização da operação de carga.

4. MSC Tessa — 24.116 TEU

Outro gigante da frota da MSC, o MSC Tessa integra a mesma geração de mega embarcações lançadas a partir de 2023. O navio combina grande capacidade com soluções voltadas à redução do consumo de combustível e emissões.

  • Capacidade: 24.116 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2023
  • Diferencial: foco em eficiência energética

É um exemplo claro de como a sustentabilidade passou a ser parte central do projeto desses colossos marítimos.

5. Ever Alot — 24.004 TEU

O Ever Alot, da Evergreen Marine, foi um dos primeiros navios do mundo a ultrapassar a marca dos 24 mil TEU, abrindo caminho para a nova geração de mega porta-contêineres.

  • Capacidade: 24.004 TEU
  • Ano de entrada em operação: 2022
  • Classe: Evergreen A-Class

Mesmo ligeiramente menor que os líderes do ranking, o Ever Alot segue entre os maiores navios comerciais já construídos.

Os desafios de operar gigantes dos mares

O crescimento no tamanho dos navios trouxe ganhos expressivos de escala, mas também desafios operacionais complexos:

  • Infraestrutura portuária: poucos portos no mundo possuem calado, berços e guindastes adequados
  • Congestionamento: a movimentação de milhares de contêineres em poucas horas pressiona pátios, retroáreas e acessos urbanos
  • Manobrabilidade e segurança: maior dependência de rebocadores e planejamento rigoroso
  • Efeito dominó: atrasos em um porto impactam toda a rota global
  • Sustentabilidade: pressão regulatória para redução de emissões e uso de novos combustíveis

Esses fatores reforçam a tendência de concentração das operações em grandes hubs logísticos globais.

Curiosidade: quanto tempo e quanto custa construir um gigante desses?

A construção de um navio porta-contêineres com capacidade acima de 24 mil TEU leva, em média, entre 24 e 36 meses, desde a fase de projeto até a entrega final. O investimento também impressiona: cada unidade custa entre US$ 160 milhões e US$ 220 milhões, dependendo do estaleiro e das tecnologias embarcadas. Esses navios utilizam dezenas de milhares de toneladas de aço, motores equivalentes à potência de pequenas usinas e sistemas digitais avançados, tornando-se alguns dos projetos industriais mais complexos do planeta.

Fontes

  • MSC – Mediterranean Shipping Company (msc.com)
  • Evergreen Marine Corporation (evergreen-marine.com)
  • OOCL – Orient Overseas Container Line (oocl.com)
  • gCaptain – Jornalismo marítimo internacional
  • Marine Insight
  • Ship Technology (GlobalData)
  • Offshore Energy
  • Port Technology International
  • VesselFinder
  • MarineTraffic
  • ShipSpotting
  • Clarksons Research
  • Alphaliner
  • China State Shipbuilding Corporation (CSSC)
  • IMO – International Maritime Organization
  • Wikipedia (artigos técnicos e históricos, para checagem cruzada)

Texto desenvolvido com apoio de Inteligência Artificial e revisão editorial.

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Transporte

FIESC apresenta Agenda 2026 para a infraestrutura de transporte em Santa Catarina

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) irá apresentar, no dia 2 de dezembro, a Agenda Estratégica para a Infraestrutura de Transporte e Logística Catarinense 2026. O encontro está marcado para as 14h, na sede da entidade em Florianópolis, com transmissão ao vivo pelo canal da FIESC no YouTube.

Panorama completo da logística catarinense
O documento reúne uma análise detalhada das principais necessidades do estado nos modais rodoviário, ferroviário, aéreo e aquaviário. A agenda destaca prioridades para melhorar a mobilidade, ampliar a competitividade e fortalecer a logística regional, temas considerados essenciais para o desenvolvimento econômico catarinense.

O que a Agenda 2026 propõe
A publicação traz um diagnóstico atualizado das condições de infraestrutura em Santa Catarina, aponta gargalos estratégicos e propõe ações para modernizar o transporte em todas as regiões. A iniciativa busca orientar políticas públicas e incentivar investimentos que atendam às demandas crescentes da indústria e da sociedade.

Para participar do evento presencialmente, faça a sua inscrição. 

Confira a programação: 
14h – Abertura e Apresentação Agenda Infraestrutura 2026 
Gilberto Seleme – Presidente da FIESC
Egídio Antônio Martorano – Presidente da Câmara de Transporte e Logística

14h30 – Avaliação de Obras Propostas para Repactuação da BR-101/SC -Trecho Norte: Análise da Adequação às Necessidades de Ampliação
Lucas Hernandes Trindade – Engenheiro de Tráfego

15h – Ferrovias Catarinenses – Ações do Governo do Estado 
Beto Martins – Secretário de Estado de Portos, Aeroportos e Ferrovias

15h30 – A CONFIRMAR – Benefícios e Desafios do Free Flow e Tecnologias para Rodovias
David Niíio – Gerente de Engenharia de Sistemas de ITs da Kapsch TrafficCom          América Latina

16h – Questionamentos e Comentários

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gilberto Souza/CNI

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Eventos, Premiação

BWIN TECH Seguros vence o prêmio de Melhor Corretora de Seguros no Bytes & Cargas Awards 2025.

A noite do dia 12 de novembro, em São Paulo, foi marcada por reconhecimento, celebração e grandes encontros do setor de segurança, tecnologia e logística. O Bytes & Cargas Awards 2025, realizado no Hakka Eventos, premiou as empresas mais votadas em 15 categorias, destacando aquelas que vêm transformando o mercado com inovação e excelência. Entre os grandes vencedores da noite, a BWIN TECH Seguros conquistou o prêmio de Melhor Corretora de Seguros, consolidando sua posição como referência em soluções inteligentes e tecnológicas para o setor logístico. 

 “Uma conquista de toda a equipe” 

Emocionado, o diretor da BWIN TECH Seguros, Ronaldo Vinagre, celebrou o prêmio e dedicou a conquista à equipe e aos parceiros que caminham junto com a empresa. 
“Essa é uma conquista de toda a equipe da BWin. Desde o primeiro colaborador que está com a gente — são 10 anos de história. É um prêmio muito valorizado no mercado, concorrendo com as principais corretoras globais que atuam no Brasil, e a gente conseguiu. Dedicamos à nossa equipe, aos nossos clientes e às nossas famílias. Muito obrigado a todo mundo que participou e que votou.” 

Com mais de 14 anos de atuação e 25 anos de experiência no setor, a BWIN TECH se destaca por unir tecnologia, inteligência de dados e atendimento personalizado para oferecer soluções sob medida a transportadores, embarcadores e empresas de comércio exterior. Sua plataforma 100% digital otimiza processos, reduz custos e garante eficiência operacional — pilares que sustentam o reconhecimento alcançado nesta premiação. 

A vitória no Bytes & Cargas Awards 2025 reforça o propósito da BWIN TECH: inovar o mercado de seguros corporativos, transformando desafios em proteção, confiança e crescimento sustentável

Sobre o evento 

Organizado pelo podcast Bytes & Cargas, o evento nasceu da iniciativa de Fábio Barbosa, profissional com mais de 15 anos de experiência na área de tecnologia e segurança. Com palestras de nomes como Caio Coppolla (CNN), Diógenes Lucca (TV Record), Senador Luiz Carlos Heinze, Osvaldo Nico Gonçalves e Edson Geraldo Souza, o evento reuniu representantes de destaque do mercado e contou com o apoio de entidades como GRISTEC, ABINEE, ABSEG, SEMEESP, Fórum de GR, FenSeg, CIST e DIVISÃO, reforçando o compromisso com o fortalecimento e a profissionalização do setor. 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGENS: DIVULGAÇÃO BWIN TECH – Na foto estão os diretores Anderson Lemos, Carla Kuhn e Ronaldo Vinagre. 

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Transporte

Túnel subaquático entre Itajaí e Navegantes deve reduzir trajeto de 40 para 2 minutos em Santa Catarina

A travessia entre Itajaí e Navegantes deverá ser reduzida de cerca de 40 minutos para apenas dois minutos com a construção do novo túnel subaquático que ligará as duas cidades do Litoral Norte de Santa Catarina. O sistema de cobrança de pedágio será feito por free flow, tecnologia que permite o pagamento automático, sem necessidade de parada, agilizando ainda mais o trajeto.

Atualmente, o deslocamento entre os municípios é feito pelo ferry boat ou pela BR-101, com grande lentidão nos horários de pico, segundo estimativas do Google Maps.

Túnel submerso integra o programa Promobis

O túnel submerso entre Itajaí e Navegantes é uma das principais obras previstas pelo Promobis, programa de mobilidade urbana da região. O projeto adotará uma tecnologia de ponta, semelhante à usada no túnel Santos-Guarujá, no Brasil, e em estruturas internacionais como a que liga a Dinamarca à Alemanha.

De acordo com Rafael Albuquerque, coordenador do UCP/Promobis, a escolha pelo túnel submerso foi estratégica. Alternativas como pontes foram descartadas, pois exigiriam estruturas muito altas e interfeririam nas operações do Aeroporto Internacional de Navegantes.

A construção será feita sobre o leito do rio Itajaí-Açu, com a instalação de peças pré-moldadas de concreto que serão unidas e vedadas de forma submersa — uma técnica moderna que reduz impactos ambientais e agiliza o processo de execução.

Estrutura abrigará veículos, BRT, pedestres e ciclistas

Internamente, o túnel será dividido em três células: uma exclusiva para o sistema de transporte coletivo BRT (Bus Rapid Transit) e duas destinadas ao tráfego de veículos leves. O projeto também prevê uma passagem inferior voltada a pedestres e ciclistas, garantindo mobilidade sustentável e integração urbana entre as cidades.

Investimento e cronograma da obra

O empreendimento contará com US$ 90 milhões financiados pelo Banco Mundial e US$ 30 milhões de contrapartida dos municípios de Itajaí. Segundo o governo, este é o primeiro empréstimo do Banco Mundial destinado a um consórcio municipal no mundo, o que reforça a importância internacional da iniciativa.

A construção e operação do túnel ocorrerão por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP). As obras estão previstas para começar em 2028, com entrega estimada até 2032, transformando o transporte entre Itajaí e Navegantes e impulsionando o desenvolvimento regional.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ND+

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Logística

Rumo é a 1ª ferroviária do Brasil a usar Starlink nas locomotivas

Tecnologia acoplada às locomotivas garante comunicação ininterrupta e maior segurança operacional

A Rumo, operadora de ferrovias do Brasil, acaba de alcançar um feito inédito no transporte ferroviário ao se tornar a primeira do país a adotar a tecnologia Starlink, da SpaceX, em suas locomotivas. A inovação, neste modelo, garante comunicação estável entre os trens e o Centro de Controle, mesmo em áreas com cobertura limitada ou sem sinal, garantindo operações mais seguras, ágeis e totalmente conectadas em tempo real.

A Starlink complementa os sistemas de comunicação já usados pela Rumo, como rede móvel e satélite tradicional, funcionando como uma “terceira via” de conexão. Antenas especiais instaladas nas locomotivas se conectam a satélites em órbita baixa, permitindo que as informações circulem quase em tempo real, o que, no mundo da tecnologia, significa baixa latência, ou seja, um atraso mínimo no envio dos dados. Testes de campo mostraram estabilidade de sinal superior a 97%, permitindo a transmissão de dados operacionais, suporte técnico remoto e atualizações de software sem impactar a circulação dos trens.

O investimento amplia a segurança, permitindo atendimento ágil e eficiente às composições, em caso de ocorrências durante o percurso. O recurso já foi aplicado com sucesso em áreas de difícil acesso em São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás e Tocantins.

Para o diretor de Tecnologia da Rumo, Marco Andriola, a iniciativa reforça a vocação da empresa para inovar e liderar a implementação de novas tecnologias, garantindo mais eficiência operacional. “Essa solução não apenas garante a continuidade das nossas operações em qualquer cenário, como também abre caminho para um futuro com trens cada vez mais conectados, inteligentes e seguros”, afirma.

A instalação da Starlink começou em fevereiro deste ano e a meta é ter cerca de 400 locomotivas equipadas até o fim de setembro. O projeto coloca a Rumo na vanguarda da modernização da comunicação ferroviária, mostrando como tecnologias de ponta podem ser aplicadas de forma prática e segura para transformar o transporte sobre trilhos no Brasil e no mundo.

FONTE: Modais em Foco
IMAGEM: Reprodução/Rumo

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Comércio, Logística

Rota expressa China-Europa pelo Ártico conclui sua primeira viagem

Um navio de carga cheio de 4.890 contêineres padrão partiu do porto de Zhoushan, em Ningbo, leste da China, atravessou o Círculo Polar Ártico em 20 dias de viagem e chegou no dia 13 ao Porto de Felixstowe, maior porto de contêineres do Reino Unido, marcando com sucesso a abertura da primeira rota de navegação rápida de contêineres entre a China e a Europa através do Ártico no mundo.

A rota atravessa o canal de navegação noroeste do Ártico para chegar à Europa. Assim, o tempo de trânsito de ida desde o Porto de Zhoushan até o de Felixstowe pode diminuir 22 dias em comparação com as rotas tradicionais, diminuindo em cerca de 50% de emissão de carbono por ida.

FONTE: CMG
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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