Informação

CIOT: novas regras ampliam fiscalização do frete rodoviário no Brasil

As novas regras do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) já estão valendo em todo o país e ampliam a obrigatoriedade de registro das operações de transporte rodoviário de cargas remuneradas.

A atualização foi implementada pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) com o objetivo de reforçar o controle, a rastreabilidade e a fiscalização das operações de frete no setor logístico brasileiro.

Novo modelo amplia controle sobre operações de frete

Com as mudanças, praticamente todas as operações de transporte remunerado de cargas passam a exigir emissão do CIOT.

O código funciona como um registro eletrônico obrigatório, reunindo dados da operação, como:

  • Contratante do frete
  • Transportador responsável
  • Veículos utilizados
  • Origem e destino da carga
  • Valor do frete
  • Tipo de operação

Segundo a ANTT, a medida busca aumentar a transparência nas contratações e garantir maior controle sobre o pagamento do frete aos transportadores autônomos.

Sistema reforça fiscalização do Piso Mínimo de Frete

Entre as principais alterações está o endurecimento dos mecanismos de validação das informações registradas no sistema.

O novo modelo passa a realizar conferência automática do Piso Mínimo de Frete, nos casos em que a legislação se aplica.

A expectativa da agência é ampliar a fiscalização eletrônica e reduzir irregularidades nas operações do setor de transporte rodoviário.

Exceções previstas nas novas regras

Apesar da ampliação da obrigatoriedade, algumas operações continuam dispensadas da emissão do CIOT.

As exceções envolvem:

  • Veículos não emplacados
  • Transporte de cargas especiais

Nos demais casos, o registro eletrônico passa a ser requisito obrigatório para formalização das operações remuneradas.

ANTT cria portal com orientações para transportadores

Para auxiliar empresas e transportadores na adaptação às novas exigências, a ANTT lançou a área “CIOT para Todos” em seu portal oficial.

O espaço reúne documentos técnicos, perguntas frequentes, orientações operacionais e informações sobre:

  • Integração de sistemas
  • Emissão do código
  • Modalidades de transporte
  • Responsabilidades das partes envolvidas

A agência informou que a documentação técnica foi disponibilizada cerca de 30 dias antes da entrada oficial do sistema em produção.

Empresas e instituições já realizam testes de integração

As Instituições de Pagamento homologadas pela ANTT já estão autorizadas a operar o novo modelo do CIOT.

Além disso, empresas transportadoras iniciaram os testes de integração com a API disponibilizada pela autarquia federal para adequação às novas regras do sistema.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Transporte

BNDES lança linha de R$ 21,2 bilhões para renovação de caminhões e ônibus

O BNDES iniciou nesta sexta-feira (29) a operação do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus, nova linha de crédito voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados. A iniciativa prevê até R$ 21,2 bilhões em financiamentos para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários produzidos no país.

O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Programa busca modernizar transporte e reduzir custos logísticos

A proposta do governo federal é estimular a modernização do transporte rodoviário de cargas e passageiros, aumentando a eficiência logística e reduzindo custos operacionais.

Além disso, o programa pretende incentivar a renovação da frota com veículos mais modernos, menos poluentes e mais seguros, fortalecendo também a indústria automotiva nacional.

Do total previsto, R$ 14,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões terão recursos próprios do BNDES.

Linha inclui ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários

A nova etapa do Move Brasil ampliou os itens que poderão ser financiados. Além de caminhões, o programa agora contempla ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a ampliação busca estimular investimentos no setor de transporte e gerar impactos positivos em toda a cadeia automotiva, desde fabricantes até concessionárias e serviços de manutenção.

O programa também reservou R$ 2 bilhões especificamente para financiamento de ônibus e micro-ônibus. Outros R$ 2 bilhões serão destinados a transportadores autônomos e cooperados.

Quem pode solicitar o financiamento

O crédito poderá ser acessado por:

  • Transportadores autônomos de cargas
  • Cooperados pessoas físicas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

No caso de caminhões seminovos, a modalidade será restrita a transportadores autônomos e cooperados.

Para veículos novos, será exigida fabricação nacional, credenciamento no sistema do BNDES e adequação às normas ambientais do Proconve P-8.

Condições de prazo e juros

As condições variam conforme o perfil do solicitante. Para transportadores autônomos, o financiamento poderá ter prazo de até 120 meses, com carência de até 12 meses.

Já empresas de transporte de cargas poderão financiar em até 60 meses, enquanto empresas de transporte de passageiros poderão chegar a 120 meses de prazo.

As taxas de juros previstas ficam próximas de 13% ao ano, conforme as condições de mercado.

O programa estabelece limite de até R$ 50 milhões por cliente e permite a utilização de fundos garantidores, conforme regras dos agentes financeiros participantes.

Renovação da frota deve reduzir emissões e acidentes

A iniciativa foi estruturada para enfrentar o envelhecimento da frota brasileira de veículos pesados. Com a substituição de modelos antigos, o governo espera reduzir consumo de combustível, gastos com manutenção e emissão de poluentes.

A expectativa também é melhorar a segurança nas estradas e elevar a produtividade do setor logístico.

O programa ainda prevê condições específicas para operações ligadas à desmontagem e reciclagem de veículos antigos.

Demanda por crédito impulsionou nova fase do programa

A criação do Move Brasil – Caminhões e Ônibus ocorre após a forte procura registrada pelo programa Mover, voltado ao financiamento de caminhões.

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o programa anterior movimentou mais de R$ 9,7 bilhões em financiamentos, somando mais de 8,4 mil operações e mais de 15 mil caminhões financiados.

Como solicitar o crédito do BNDES

Os interessados deverão procurar instituições financeiras credenciadas ao BNDES para realizar o pedido de financiamento.

A análise de crédito e a negociação das condições serão feitas diretamente pelos agentes financeiros.

O prazo para protocolar operações vai até 28 de agosto de 2026. Já a contratação deverá ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro de 2026.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Comunicação ANTT

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Transporte

CIOT obrigatório: novas regras da ANTT passam a valer e podem bloquear operações de frete

As novas regras da ANTT para emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) entraram em vigor no domingo, 24 de maio, trazendo impactos imediatos para transportadoras, embarcadores, operadores logísticos e caminhoneiros em todo o país.

Com as alterações, o CIOT passa a ser exigido em todas as operações de transporte rodoviário remunerado de cargas, independentemente da categoria do transportador. Sem a emissão regular do código, a operação poderá ser impedida de seguir viagem.

CIOT deve ser emitido antes do início do transporte

A principal novidade é a obrigatoriedade de emissão do código antes do início da viagem, com integração direta ao Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e).

Na prática, o sistema passa a realizar cruzamento automático de dados, ampliando o monitoramento eletrônico da agência reguladora e reforçando a fiscalização sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.

Operações com valores abaixo da tabela mínima poderão ser bloqueadas automaticamente. Sem um CIOT válido, o transporte não poderá ser liberado.

Base legal endurece controle sobre o frete rodoviário

As mudanças estão previstas na Medida Provisória nº 1.343/2026, nas Resoluções 6.077 e 6.078 da ANTT e na Portaria SUROC nº 6/2026.

As novas normas ampliam o alcance da fiscalização e fortalecem os mecanismos de controle sobre a política nacional do frete rodoviário de cargas.

Até então, o código era mais associado às operações envolvendo Transportadores Autônomos de Cargas (TACs) e cooperativas. Agora, o escopo foi ampliado para praticamente toda a cadeia de transporte remunerado.

Multas podem chegar a R$ 10 milhões

O novo modelo prevê penalidades rigorosas para descumprimento das exigências.

A ausência de emissão do CIOT ou a falta de vinculação ao MDF-e poderá resultar em multas de até R$ 10,5 mil por operação.

Em situações mais graves, especialmente quando houver indícios de contratação abaixo do piso mínimo, as autuações podem alcançar R$ 10 milhões por operação irregular, além de sanções administrativas agravadas em casos de reincidência.

Empresas terão de redobrar atenção com dados operacionais

Especialistas alertam que o preenchimento incorreto de informações pode gerar autuações mesmo quando não houver bloqueio imediato do sistema.

Dados inconsistentes de município, CEP, origem, destino ou coordenadas geográficas podem comprometer o cálculo correto do piso mínimo do frete e aumentar o risco de penalidades futuras.

As novas diretrizes também detalham regras específicas para modalidades como:

  • carga lotação;
  • carga fracionada;
  • operações com TAC agregado;
  • subcontratação e quarteirização do transporte.

Setor acelera adequação diante do novo cenário regulatório

Com o prazo curto para adaptação, empresas de logística e transporte intensificaram ajustes em sistemas internos e processos operacionais para evitar interrupções nas atividades.

A expectativa de entidades do setor é de aumento nos investimentos em compliance regulatório, integração tecnológica e governança operacional.

Especialistas avaliam que o avanço da fiscalização eletrônica representa uma transformação estrutural no ambiente regulatório do transporte rodoviário, com maior rastreabilidade das operações e uso crescente de automação.

Segurança jurídica ainda preocupa empresas

Apesar do endurecimento regulatório, o setor ainda acompanha com atenção a discussão jurídica em torno do piso mínimo do frete, que aguarda julgamento definitivo no Supremo Tribunal Federal.

Enquanto isso, empresas precisam se adequar imediatamente para evitar bloqueios operacionais e prejuízos financeiros.

A preocupação é maior entre transportadoras com alto volume diário de operações, que dependem da emissão rápida de documentos fiscais para manter o fluxo logístico.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Setcesp

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Transporte

Déficit de motoristas preocupa transportadoras e ameaça logística no Brasil

A crescente falta de motoristas profissionais já provoca impactos diretos no setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil. Com caminhões parados, dificuldade para preencher vagas e aumento da pressão operacional, transportadoras começam a enfrentar obstáculos para expandir suas atividades em um mercado cada vez mais dependente da logística.

Responsável por aproximadamente 65% da movimentação de cargas no país, o transporte rodoviário vive um cenário considerado estrutural por entidades do setor.

Escassez de caminhoneiros pressiona operações

Levantamento divulgado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2025 mostra que a categoria está envelhecendo rapidamente. A idade média dos caminhoneiros brasileiros chegou a 45,3 anos.

Os dados revelam ainda que:

  • Apenas 9,5% dos motoristas têm menos de 30 anos;
  • 12,9% já ultrapassaram os 60 anos;
  • A maior parcela da categoria está entre 40 e 49 anos, faixa que representa 32,6% dos profissionais.

Ao mesmo tempo, o setor enfrenta um déficit estimado em cerca de 120 mil motoristas. Pesquisa da NTC&Logística aponta que 88% das transportadoras relatam dificuldades para contratar profissionais e motoristas agregados.

Frota cresce enquanto número de motoristas diminui

O problema se agrava diante do crescimento acelerado da frota nacional. Dados da Senatran, compilados pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos), indicam que o Brasil perdeu aproximadamente 1,2 milhão de condutores habilitados para caminhões na última década — uma retração próxima de 22%.

No mesmo período, a frota de caminhões aumentou cerca de 50%, saltando de 5,3 milhões para 8 milhões de veículos.

O desequilíbrio entre oferta de profissionais e crescimento da demanda já afeta operações logísticas em diferentes regiões do país. Empresas relatam dificuldades para manter escalas completas, ampliar rotas e assumir novos contratos, especialmente em viagens de longa distância.

Jovens demonstram menor interesse pela profissão

A baixa adesão das novas gerações à carreira também contribui para a crise no setor. Pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres aponta que 70% dos entrevistados associam o afastamento dos jovens ao preconceito em relação à profissão.

Outros fatores citados incluem:

  • Baixa remuneração (58%);
  • Condições de trabalho consideradas desfavoráveis (51%);
  • Longas jornadas;
  • Insegurança nas estradas;
  • Longos períodos longe da família.

Especialistas apontam que esse cenário entra em conflito com as prioridades da Geração Z, que busca maior equilíbrio entre vida pessoal e carreira.

Segundo Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp), ainda existe uma percepção ultrapassada sobre o setor de transporte rodoviário.

De acordo com ele, muitas operações já utilizam recursos como telemetria, rastreamento em tempo real, conectividade embarcada e sistemas digitais de gestão logística. O desafio, porém, é tornar essa modernização mais atrativa para os jovens profissionais.

Tecnologia mudou o perfil do motorista profissional

A digitalização do transporte rodoviário também transformou as exigências do mercado. Hoje, motoristas operam caminhões equipados com sensores, softwares de monitoramento, aplicativos logísticos e plataformas inteligentes de roteirização.

Em operações ligadas ao e-commerce e cargas de maior valor agregado, o profissional passou a desempenhar funções próximas às de um operador de sistemas tecnológicos embarcados.

Essa evolução aumentou a necessidade de capacitação técnica justamente em um momento de escassez de mão de obra qualificada.

Além disso, os custos para ingresso na profissão continuam elevados. A obtenção das categorias C, D e E exige:

  • Cursos específicos;
  • Exames médicos;
  • Testes toxicológicos;
  • Investimento financeiro para formação.

Representantes do setor afirmam que a renovação da categoria dependerá não apenas da formação profissional, mas também de melhorias estruturais nas rodovias, segurança, infraestrutura de apoio e redução das jornadas excessivas.

Falta de motoristas é desafio mundial

A crise de mão de obra no transporte rodoviário não se limita ao Brasil. Segundo a International Road Transport Union (IRU), o déficit global de caminhoneiros já ultrapassa 3,6 milhões de profissionais.

O levantamento mostra ainda que:

  • Apenas 6,5% dos motoristas têm menos de 25 anos;
  • Quase um terço possui mais de 55 anos;
  • Mulheres representam menos de 7% dos profissionais do setor nos países monitorados pela entidade.

O cenário reforça a preocupação das empresas de logística em relação à renovação da categoria. Sem a entrada de novos profissionais, o setor pode enfrentar aumento da frota ociosa e dificuldades para atender ao crescimento da demanda nos próximos anos.

FONTE: Agência Transporte
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Transporte

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Logística

Roubo de cargas em São Paulo registra queda de 31% e reduz pressão sobre logística

O número de ocorrências de roubo de cargas em São Paulo apresentou forte queda em março de 2026. Dados do Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp), com base em informações da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, apontam redução de 31,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Ao todo, foram contabilizados 206 casos no período, contra 302 registros em março de 2025.

Queda acompanha tendência dos últimos anos

A retração reforça o movimento de redução observado recentemente no estado. Segundo o levantamento “Panorama do Roubo de Cargas 2025”, produzido pelo Setcesp com dados do sistema SP Carga, São Paulo encerrou 2025 com 3.470 ocorrências, resultado 26,3% menor do que em 2024, quando foram registrados 4.711 casos.

Em 2023, o número de crimes havia ultrapassado a marca de 6 mil ocorrências, demonstrando uma diminuição gradual nos índices de criminalidade ligados ao transporte rodoviário de cargas.

Custos logísticos seguem pressionados

Apesar da melhora nos indicadores, empresas do setor afirmam que o roubo de cargas continua sendo um dos principais desafios para a logística brasileira.

Os impactos financeiros envolvem aumento dos gastos com seguros, rastreamento, gerenciamento de risco e contratação de escoltas. Esses custos acabam refletindo diretamente no valor do frete rodoviário e, consequentemente, no preço final dos produtos ao consumidor.

O presidente do Setcesp, Marcelo Rodrigues, avalia que os números demonstram avanço no enfrentamento ao crime, mas ressalta que o cenário ainda preocupa o setor.

Segundo ele, a integração entre empresas e forças de segurança vem produzindo resultados positivos, embora o volume de ocorrências permaneça elevado e continue afetando toda a cadeia econômica.

Criminalidade impacta operações logísticas

Transportadoras e embarcadores consideram o roubo de cargas um dos principais obstáculos para a eficiência da cadeia logística no país.

As maiores concentrações de ocorrências costumam acontecer em regiões metropolitanas e corredores estratégicos de circulação de mercadorias. Entre os segmentos mais afetados estão varejo, alimentos, medicamentos e eletroeletrônicos.

Nos últimos anos, o avanço da criminalidade levou empresas a adotarem novas estratégias operacionais, incluindo mudanças de rotas, restrição de horários para circulação e ampliação dos investimentos em tecnologia de monitoramento e inteligência logística.

Integração entre setor e autoridades é vista como essencial

Representantes do setor avaliam que a continuidade da queda nos índices dependerá da manutenção das operações integradas entre forças de segurança pública, transportadoras e seguradoras.

O compartilhamento de informações e o fortalecimento das ações de inteligência são apontados como medidas fundamentais para reduzir os impactos do crime sobre a logística rodoviária e aumentar a segurança no transporte de mercadorias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Frete rodoviário entra em nova disputa e caminhoneiros ameaçam paralisação nacional

O setor de transporte rodoviário de cargas volta a viver um clima de tensão no Brasil. O dia 24 de maio é apontado como decisivo para a relação entre caminhoneiros, governo federal e empresas do setor, em meio ao debate sobre o cumprimento do piso mínimo do frete.

A data marca o fim do prazo definido entre a União e a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para a implantação do chamado “travamento do CIOT”, mecanismo que impedirá o registro de operações realizadas abaixo do valor mínimo estabelecido para o frete.

Travamento do CIOT muda regras do frete

A medida foi prevista na Resolução nº 6.078/2026 e ganhou reforço após a publicação da Medida Provisória nº 1.343/2026, conhecida no setor como “MP do Frete”. O texto amplia a fiscalização sobre o cumprimento do piso e endurece as penalidades para empresas reincidentes.

O CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte) é um registro eletrônico obrigatório nas operações de frete rodoviário. Com o novo sistema, plataformas homologadas pela ANTT não poderão validar viagens contratadas abaixo do piso mínimo. Sem o código ativo, o transporte não poderá ser concluído oficialmente.

Para entidades que representam os caminhoneiros autônomos, a mudança é considerada um avanço histórico por tornar o piso mínimo mais efetivo e reduzir práticas de concorrência desleal no setor.

Caminhoneiros intensificam pressão em Brasília

Com a aproximação do prazo, lideranças da categoria ampliaram a mobilização na capital federal. Associações planejam manifestações para pressionar deputados e senadores pela continuidade da tramitação da MP, que ainda depende da instalação de uma comissão mista no Congresso.

Em publicação nas redes sociais, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, convocou caminhoneiros de todo o país para acompanhar as discussões em Brasília e defender a manutenção do travamento do CIOT.

Segundo representantes da categoria, a medida atende uma reivindicação antiga dos transportadores desde a criação da política de piso mínimo após a greve nacional de 2018.

Entidades como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) e o Sindicato dos Transportadores Rodoviários de Santos (Sindicam) também defendem o mecanismo. As lideranças afirmam que a iniciativa é essencial para garantir renda mínima aos profissionais autônomos diante da alta nos custos operacionais, especialmente com combustíveis, manutenção e despesas logísticas.

O presidente da Abrava, Wallace Landim, conhecido como Chorão, chegou a cobrar publicamente do presidente da Câmara, Hugo Motta, a indicação urgente de um relator para a medida provisória. O temor é que o texto perca validade antes da votação no Congresso.

Empresários criticam medida e alertam para custos

Enquanto caminhoneiros defendem regras mais rígidas, representantes da indústria, agronegócio e empresas de logística demonstram forte resistência à proposta.

Entidades empresariais alegam que a MP aumenta a insegurança jurídica, eleva os custos do frete rodoviário e pode gerar impactos operacionais para transportadoras e embarcadores.

Um dos pontos mais questionados são as multas previstas para empresas reincidentes no descumprimento do piso mínimo, que podem variar entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões. O setor também questiona a constitucionalidade das novas regras e pede a suspensão das penalidades previstas para entrar em vigor ainda neste mês.

Nos bastidores políticos, parlamentares admitem que o tema se transformou em mais um foco de tensão entre o governo federal e o setor produtivo. Apesar disso, o Executivo sinaliza apoio à manutenção das medidas. O ministro dos Transportes, George Santoro, já se posicionou favoravelmente às mudanças e rebateu críticas feitas por entidades empresariais.

Possibilidade de greve volta a preocupar

O aumento da pressão por parte das lideranças dos caminhoneiros recolocou no radar o risco de uma nova paralisação nacional.

Representantes da Abrava e do Sindicam afirmam que, caso a MP perca validade ou o travamento do CIOT seja suspenso, a categoria poderá organizar movimentos de paralisação em diferentes regiões do país.

A ameaça revive o cenário da greve dos caminhoneiros de 2018, que durou 11 dias e provocou desabastecimento, interrupções na produção industrial e impactos econômicos em diversos segmentos. Embora o contexto atual seja diferente, o avanço das mobilizações vem sendo acompanhado de perto pelo governo devido à sensibilidade do tema entre os transportadores autônomos.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images | BNDES

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Logística

Frete rodoviário acumula alta de quase 17% em 12 meses no Brasil

O frete rodoviário de cargas voltou a registrar aumento no Brasil em abril, impulsionado pela forte movimentação da safra agrícola, maior demanda por caminhões nas rotas de exportação e elevação dos custos operacionais das transportadoras.

Segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP), calculado pela Frete.com, o valor médio nacional do frete atingiu R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado, avanço de 6,93% em relação a março e de 16,8% na comparação com abril do ano passado.

Safra agrícola pressiona logística nacional

O crescimento das operações ligadas ao escoamento de grãos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o setor de transporte rodoviário. A alta demanda por caminhões em corredores agrícolas e portuários reduziu a oferta de veículos em diversas regiões do país.

Além disso, as transportadoras seguem enfrentando aumento de despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota, cenário que contribui diretamente para o encarecimento do frete.

As tensões internacionais também seguem impactando os custos logísticos, principalmente devido aos reflexos sobre o petróleo, a navegação global e as cadeias de suprimentos.

Sudeste lidera maior custo médio de frete

De acordo com o levantamento, o Sudeste apresentou o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. A região concentra grande parte da atividade industrial brasileira e os acessos aos principais portos do país, especialmente o Porto de Santos.

Na sequência aparecem as regiões Sul e Nordeste, com médias de R$ 0,417 e R$ 0,368, respectivamente. Já o Centro-Oeste e o Norte registraram os menores valores do período.

O comportamento do mercado reforça a pressão logística nas rotas utilizadas para transporte de soja, milho, farelo e fertilizantes.

Transporte de commodities segue aquecido

Segundo Charles Monteux, CRO da Frete.com, o avanço da safra agrícola continua influenciando diretamente a formação dos preços no setor.

De acordo com ele, a movimentação intensa da produção rural mantém elevada a disputa por capacidade logística, principalmente em trajetos de longa distância e corredores estratégicos de exportação.

Caminhões baú registram maior valor médio

Entre os implementos monitorados pelo indicador, os caminhões do tipo baú apresentaram o maior valor médio de frete em abril, alcançando R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

As operações voltadas ao transporte de commodities agrícolas seguem entre as mais aquecidas do mercado. O levantamento mostra que os fretes realizados por graneleiros e caçambas acumulam altas de 12,5% e 16,3%, respectivamente, no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Frete rodoviário avança e atinge R$ 7,99 por km em março, impulsionado pelo diesel

O frete rodoviário registrou novo aumento em março e alcançou média de R$ 7,99 por quilômetro rodado no Brasil. O valor representa uma alta de 3,36% em relação a fevereiro, quando o custo médio era de R$ 7,73 por km. Os dados são do Índice de Frete Rodoviário (IFR), que aponta a influência direta da elevação dos combustíveis e da demanda aquecida no transporte de cargas.

O principal fator por trás da alta foi o preço do diesel, impactado pelo cenário internacional do petróleo. Em março, o diesel S-10 subiu 13,60%, chegando a R$ 7,10 por litro, enquanto o S-500 teve aumento de 12,34%, alcançando R$ 7,01. Esse avanço elevou significativamente os custos operacionais do transporte rodoviário.

Safra recorde intensifica demanda por transporte

Outro elemento relevante para a elevação do frete foi o aumento no escoamento da produção agrícola. A previsão para a safra de grãos 2025/26 indica um volume de 353,4 milhões de toneladas, o que representa crescimento de 0,3% e um novo recorde.

Esse cenário mantém elevada a procura por logística de transporte, especialmente nas principais rotas agrícolas, pressionando ainda mais os preços do frete no Brasil.

Mudanças regulatórias impactam o setor

Além dos fatores econômicos, alterações na regulação também contribuíram para o aumento dos custos. Em março, houve ampliação da obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) para todas as operações, além de maior fiscalização do piso mínimo do frete.

Essas medidas tendem a influenciar diretamente a formação de preços no setor, adicionando novas variáveis ao cálculo do frete rodoviário nacional.

Tendência é de novos aumentos no curto prazo

De acordo com especialistas do setor, o cenário atual combina fatores estruturais e conjunturais. A pressão externa sobre os combustíveis, somada à demanda interna aquecida, sustenta a trajetória de alta.

A expectativa é de que o custo do frete continue elevado no curto prazo, impulsionado pelo equilíbrio entre oferta limitada e forte demanda por transporte de mercadorias.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Logística

Frete de grãos em Mato Grosso sobe com escassez de caminhões

O preço do frete de grãos em Mato Grosso registrou alta nas principais rotas do estado, com reajustes que já ultrapassam 3%. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento está diretamente ligado à redução da oferta de caminhões, já que parte da frota migrou para outras regiões do país em busca de melhores margens.

Principais rotas apresentam aumento acima de 3%

Levantamento semanal indica que o trajeto entre Diamantino e Rondonópolis alcançou média de R$ 155 por tonelada, representando avanço de 3,20%. Já a rota de Querência até Uberlândia (MG) teve alta de 3,28%, com o custo chegando a R$ 333,70 por tonelada.

Mesmo com equilíbrio na oferta de carga, o encarecimento foi puxado essencialmente por fatores logísticos, e não pelo volume de produção.

Custos seguem elevados mesmo após colheita

Tradicionalmente, o fim da colheita da soja tende a reduzir os preços do transporte. No entanto, na safra 2025/26, o cenário tem sido diferente. Segundo o Imea, os valores atuais permanecem acima dos registrados no ano passado, refletindo principalmente o impacto do preço do diesel nos custos operacionais.

Logística pesa na competitividade do agronegócio

A forte dependência da malha rodoviária faz do transporte um dos itens mais relevantes na estrutura de custos do agronegócio em Mato Grosso. O aumento do frete reduz a competitividade do estado frente a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.

Além disso, o encarecimento impacta diretamente a rentabilidade do produtor rural, dificultando o equilíbrio financeiro das propriedades.

Eficiência no escoamento é decisiva

Especialistas apontam que a logística agrícola é um fator determinante para a sustentabilidade do setor. A eficiência no transporte e escoamento da produção influencia diretamente os resultados econômicos e a posição do estado no mercado nacional de grãos.

Os dados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Imea em parceria com o Senar Mato Grosso, com o objetivo de apoiar decisões estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Crise logística no Brasil eleva custos e desafia competitividade da economia

A crise logística no Brasil segue como um dos principais entraves ao crescimento econômico. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, o país ainda enfrenta dificuldades para distribuir sua produção internamente, reflexo da forte dependência do transporte rodoviário.

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e alta no preço do petróleo, essa dependência expõe fragilidades estruturais que encarecem produtos e reduzem a competitividade nacional.

Custos logísticos superam padrões internacionais

Dados do estudo “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras” indicam que os custos logísticos atingiram R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do PIB.

Em comparação, países desenvolvidos registram índices entre 8% e 12%, evidenciando o atraso da infraestrutura logística brasileira e seus impactos diretos sobre a economia.

Agronegócio sente impacto direto nos preços

Setores como o agronegócio brasileiro são fortemente afetados. A produção de soja, concentrada no interior do país, depende de longos trajetos rodoviários até os portos, muitas vezes realizados por caminhões movidos a diesel.

Com o aumento dos custos de frete e combustível, o preço final da soja brasileira sobe, reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade no mercado internacional.

Estradas precárias agravam o problema

Além dos custos elevados, a qualidade das rodovias também contribui para o problema. Estradas em más condições aumentam o consumo de combustível, elevam o tempo de transporte e ampliam perdas de carga.

Eventos climáticos extremos agravam ainda mais a situação. Um exemplo recente foram as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que interromperam o fluxo logístico terrestre e evidenciaram a vulnerabilidade do sistema.

Diversificação de modais é caminho estratégico

Especialistas apontam que a solução passa pela diversificação dos modais de transporte, com maior investimento em ferrovias e hidrovias. O Brasil possui amplo potencial para expandir essas alternativas, especialmente devido à sua extensa malha de rios navegáveis.

Embora essas iniciativas exijam planejamento de longo prazo, podem reduzir custos, gerar empregos e aumentar a eficiência logística.

Inovação e planejamento são essenciais

A modernização da logística no Brasil depende de uma mudança estrutural, que inclua inovação, investimentos e políticas públicas voltadas à integração de diferentes modais.

Reduzir a dependência das rodovias não apenas diminui custos, mas também protege a economia de oscilações externas, como crises energéticas e conflitos internacionais.

Transformação logística é prioridade para o país

Mais do que um desafio pontual, a crise logística exige uma estratégia nacional que priorize eficiência, sustentabilidade e competitividade.

Com recursos e potencial disponíveis, o Brasil tem condições de avançar — desde que transforme essa agenda em prioridade e invista em soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico de forma consistente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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