Transporte

Caminhão elétrico cruza o Brasil com 91 recargas e expõe desafios da mobilidade sustentável

A Aurora Lab concluiu, neste ano, uma expedição inédita: levar um caminhão elétrico de Porto Alegre a Fortaleza. A jornada, realizada em 100 dias e marcada por 91 recargas, buscou testar a viabilidade do transporte de carga pesado movido a eletricidade no Brasil e mapear os principais gargalos da infraestrutura nacional.

Para entender o projeto, o Mobilidade Estadão conversou com Gabi Vuolo, diretora executiva da empresa e idealizadora da iniciativa.

Como nasceu a expedição elétrica pelo Brasil

Segundo Gabi Vuolo, a proposta surgiu no fim do ano passado, quando o time discutia ações para a COP-30. A meta era usar as estradas como um “laboratório real” para avaliar os obstáculos da descarbonização do transporte rodoviário, ainda pouco explorada no setor de cargas.

A executiva explica que o objetivo era simples e ambicioso ao mesmo tempo: comprovar se um veículo totalmente elétrico conseguiria cruzar o País e, ao mesmo tempo, identificar os entraves vividos pelos caminhoneiros.

Infraestrutura limitada e barreiras antes da largada

A expedição encontrou três grandes dificuldades antes mesmo de iniciar o trajeto.

A primeira foi conseguir uma empresa disposta a alugar um caminhão elétrico para a rota completa. A segunda barreira foi ainda mais sensível: nenhuma seguradora aceitou cobrir a viagem, revelando o despreparo do mercado para esse segmento.

O terceiro ponto crítico envolveu a escassez de eletropostos, já que a maioria é pensada para carros de passeio e se torna ainda mais rara conforme se avança para o Norte e Nordeste. Para contornar o problema, a equipe desenvolveu um adaptador que permitiu carregar o veículo em diferentes tipos de sistemas, incluindo tomadas 220V trifásicas. Com autonomia de apenas 150 km por carga, cada parada exigiu planejamento minucioso.

De Sul ao Nordeste: onde o caminhão conseguiu recarregar

No total, foram registradas 91 recargas:

  • Sul: 9 recargas (7 em eletropostos)
  • Sudeste: 34 recargas (20 em eletropostos)
  • Nordeste: 48 recargas (apenas 7 em eletropostos)

A meta original era seguir até Brasília e finalizar o trajeto em Belém, mas a dificuldade crescente de encontrar pontos de recarga ao Norte levou a equipe a encerrar o percurso em Fortaleza, por segurança.

Repercussão na COP-30

Ao apresentar o caminhão na COP-30, Gabi se surpreendeu com o interesse do público. Segundo ela, as discussões giraram em três eixos principais:

  • necessidade de regulamentação para eletropostos e veículos
  • responsabilidade das empresas na transição energética
  • mudança cultural para ampliar a aceitação da mobilidade elétrica

Principais entraves para descarbonizar o transporte de cargas

Entre os desafios centrais, está a baixa autonomia dos veículos disponíveis hoje. “Nenhum caminhoneiro percorre apenas 150 km por dia”, afirma Gabi. Além disso, o tempo de recarga ainda é um fator limitante — em alguns pontos, foram necessárias oito horas para completar a bateria.

Com uma frota estimada em 2 milhões de caminhoneiros, segundo o Censo de 2019, a executiva considera que o avanço da mobilidade elétrica no transporte de carga ainda depende de tecnologias mais maduras e infraestrutura mais robusta.

Comparativo de custos: diesel x elétrico

A equipe também comparou o custo total da viagem com um caminhão movido a diesel. Um veículo com rendimento médio de 2,5 km/l teria consumido cerca de 2.423 litros, o que resultaria em um gasto aproximado de R$ 14.665.

No trajeto elétrico, foram gastos R$ 14.900 — porém, sem emitir 6,5 toneladas de CO₂ na atmosfera ao longo dos 6 mil quilômetros rodados. Para Gabi, a diferença mínima valida o potencial da eletrificação no transporte pesado.

FONTE: Mobilidade Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mobilidade Estadão

Ler Mais
Informação

Crise no volante: Brasil enfrenta escassez histórica de caminhoneiros e risco de colapso logístico 

O setor de transporte de cargas, responsável por manter o Brasil em movimento, acende um alerta vermelho. Só em Santa Catarina, aproximadamente 8 mil caminhões estão parados por falta de motoristas, número que representa um prejuízo mensal estimado em R$ 30 milhões para as transportadoras. O cenário — já considerado crítico — ameaça gerar um efeito dominó sobre toda a cadeia logística brasileira. O assunto é pauta dos principais veículos de comunicação do país.  

De acordo com o SBT Brasil, o Brasil depende das estradas para 65% de toda a circulação de cargas, e a escassez de motoristas já levanta a possibilidade de um colapso no abastecimento. Já dados da Secretaria Nacional de Trânsito confirmam um declínio acentuado da categoria: o número de pessoas habilitadas para conduzir caminhões caiu 62,89% na última década, e apenas 4% têm menos de 30 anos, evidenciando o envelhecimento e o desinteresse dos jovens pela profissão. 

Insegurança nas estradas afasta veteranos e desmotiva novos profissionais 

A instabilidade nas rodovias é o fator mais citado por quem evita — ou abandona — a profissão. Segundo Lorisvaldo Piuco, presidente do SETRANSC (Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas e Logística do Sul de Santa Catarina), os motoristas convivem diariamente com risco de roubo de cargas, acidentes provocados por má infraestrutura e a falta de pontos de apoio adequados. “A insegurança nas estradas é tão grande que os pais não querem que os filhos sigam a profissão”, afirma Piuco em entrevista ao portal ND+.  

Jovens preferem tecnologia ao transporte de cargas 

Mesmo com caminhões mais modernos e processos automatizados, o setor vem perdendo espaço para profissões ligadas à tecnologia. Piuco confirma a tendência: “Os jovens têm preferido áreas de TI e carreiras digitais”. 

Esse movimento é um problema grave para a renovação da mão de obra — e coincide com outro fator decisivo: o retorno financeiro abaixo do esperado, especialmente no segmento de carga fracionada. Para Piuco, a desvalorização impede que o transporte seja competitivo na atração de novos talentos. 

Valorização e qualificação surgem como única saída, mas o desafio é grande 

Para enfrentar o déficit de motoristas, empresas têm investido em programas de capacitação profissional e retenção de talentos, conforme reportado pelo SBT Brasil. No entanto, o gap continua elevado: 93% das transportadoras relatam dificuldade para contratar novos motoristas

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos68% dos caminhoneiros afirmam que o piso mínimo do frete raramente é respeitado, o que desmotiva os profissionais experientes e desencoraja novatos. 

No âmbito estadual, o tema vem sendo debatido dentro do Sistema Fetranscesc, que reúne sindicatos de 13 cidades catarinenses. Piuco argumenta que a solução passa pela valorização salarial. “A necessidade de motoristas é enorme. Só em Santa Catarina, entre 7 e 8 mil caminhões estão parados por falta de profissionais. É inadmissível chegar a 2025 com essa realidade. Temos uma missão árdua pela frente”, destaca. 

Uma década de queda acentuada na categoria 

Reforçando a gravidade da crise, uma reportagem do UOL revela que o Brasil perdeu 1,2 milhão de motoristas profissionais em 10 anos — uma redução de 22% no número de habilitados das categorias C e E. O estudo da consultoria Ilos aponta como principal causa o surgimento de novas formas de renda e a desvalorização crescente do setor. 

A escassez de caminhoneiros deixou de ser uma previsão e já é uma realidade que provoca prejuízos e ameaça toda a cadeia logística. Sem investimento em infraestrutura rodoviária, segurança, remuneração e formação profissional, o país corre o risco de ver sua engrenagem logística girar mais lentamente — ou parar. 

FONTES: ND ON LINE / UOL / SBT BRASIL 

TEXTO: REDAÇÃO 

IMAGEM: ILUSTRATIVA / FREEPIK 

Ler Mais
Logística

Câmara aprova acordo internacional sobre transporte de cargas TIR

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (9) o Projeto de Decreto Legislativo (PDL 655/25), que ratifica a Convenção Aduaneira sobre o Transporte Internacional de Mercadorias ao Abrigo das Cadernetas TIR. O texto, relatado pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP), será agora analisado pelo Senado.

O Brasil mantém acordos internacionais de transporte de cargas com diversos países e entidades, e, conforme a Constituição, esses instrumentos precisam do aval do Congresso Nacional para serem implementados.

O que é o sistema TIR

O TIR (Transportes Internacionais Rodoviários) é um sistema global de trânsito de mercadorias criado pela Organização das Nações Unidas em 1949 e atualizado em 1975. Implementado como uma parceria público-privada, o TIR facilita a circulação de cargas entre quase 80 países.

Benefícios e funcionamento das Cadernetas TIR

As Cadernetas TIR permitem que transportadores autorizados operem sob um regime aduaneiro simplificado. Esse sistema oferece benefícios como:

  • Circulação de veículos e contêineres com selos alfandegários específicos
  • Sistema de garantia internacional
  • Reconhecimento recíproco dos controles aduaneiros
  • Acesso controlado ao sistema TIR

Para usufruir dessas vantagens, é necessária a aprovação de veículos e contêineres, além do cumprimento de todas as normas internacionais do acordo.

FONTE: Agência Câmara de Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Ler Mais
Transporte

Transnordestina inicia operações comerciais após quase 20 anos de obras

Primeiros trens começam a circular em outubro

Após quase duas décadas de atrasos, disputas políticas e investimentos acima do previsto, a ferrovia Transnordestina dará início às suas operações comerciais neste mês de outubro. A circulação inicial será reduzida, mas representa um marco para um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Idealizada ainda no século XIX, no governo de Dom Pedro II, a Transnordestina teve suas obras iniciadas apenas em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão total está prevista para 2027.

Investimento bilionário e mudanças no traçado

O projeto original previa 1.728 km de trilhos, ligando o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Porém, após anos de entraves e revisões, o traçado atual terá 1.200 km, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém. O trecho até Suape foi descartado pela CSN, responsável pela execução e futura exploração da ferrovia.

O orçamento inicial, de R$ 4,5 bilhões, já ultrapassa R$ 15 bilhões. Mesmo com a redução no traçado, a obra segue sendo estratégica para o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e para o transporte de insumos industriais ao sertão nordestino.

Obras avançam com 75% de execução

Segundo a Transnordestina Logística, subsidiária da CSN, cerca de 600 km já estão prontos para operação, entre Paes Landim (PI) e Acopiara (CE). A empresa estima que 75% das obras foram concluídas, principalmente nas áreas de infraestrutura mais complexas, como pontes, viadutos e nivelamento do terreno.

Mais de 4 mil trabalhadores atuam atualmente na construção, enfrentando o solo rochoso do sertão cearense. A previsão é que até outubro seja contratada a execução dos últimos 100 km.

Expectativa do setor produtivo

Em cidades como Quixeramobim (CE), empresários aguardam com ansiedade a chegada da ferrovia. Um dos beneficiados será o setor agroindustrial local, que enfrenta dificuldades logísticas para armazenar e distribuir insumos. O terminal intermodal em construção promete reduzir gargalos, ampliar a previsibilidade e aumentar a capacidade de produção em até 50%.

O governo federal também liberou R$ 1 bilhão em linhas de crédito para empresas interessadas em investir em uma área de 360 hectares ao redor do terminal. A segunda fase, prevista para 2027, inclui estrutura alfandegária, o que deve transformar a região em um importante polo de importação e exportação.

Operação inicial e projeções de crescimento

Na fase de testes, chamada de comissionamento, os trens transportarão entre 10 mil e 15 mil toneladas de grãos, ligando São Miguel do Fidalgo (PI) a Iguatu (CE).

A expectativa é que até 2028 o volume transportado chegue a 4 milhões de toneladas, incluindo fertilizantes e minério. Para 2030, a meta é alcançar 20 milhões de toneladas.

O presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, afirma que não há risco de paralisações:

“Agora não tem mais volta. Os recursos estão garantidos e a obra será concluída até 2027, independentemente do cenário político”, declarou.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

Ler Mais
Informação

Rios amazônicos estão até quatro metros acima dos níveis registrados em 2024

Ministério monitora a região para aplicar medidas que garantam a navegabilidade. Nível dos rios e contrato de longo prazo para dragagem apontam para normalidade no transporte de cargas e passageiros

O nível das águas dos rios amazônicos este ano está até quatro metros superior aos números detectados no início de agosto do ano passado, quando a estiagem afetou a navegabilidade de grandes cargas na região. As informações constam de boletim interno de monitoramento da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN) do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), utilizado para adotar com antecedência, caso necessário, medidas que viabilizem o transporte fluvial.

No caso do rio Solimões, onde o MPor já realizou em 2024 um contrato de dragagem inédito por cinco anos, a lâmina d’água está 409 centímetros acima do registrado no mesmo dia do ano passado em São Paulo de Olivença e 363 em Tabatinga, cidades situadas no Oeste do Amazonas, e 445 centímetros em Coari, na parte central do estado.

“É uma região que depende muito das condições de navegabilidade para a chegada de alimentos, combustível e medicamentos e os níveis atuais indicam que não deverá haver transtornos no transporte de passageiros e de carga no estado, como ocorreu no ano passado”, avalia o secretário Nacional de Hidrovias, Dino Antunes. “Em todo caso, as medidas adotadas em 2024 já permitem uma solução mais permanente, em caso de estiagem severa, pois contratamos serviços de dragagem por cinco anos. Ou seja, a empresa contratada já está à disposição para usar seus equipamentos nos pontos adequados, caso haja necessidade”.

Já no rio Amazonas, também contemplado pelo contrato do MPor para dragagem por cinco anos, o ponto de monitoramento de Itacoatiara (na região leste do estado) indica 322 centímetros acima do registrado no mesmo dia do ano passado. Em Manaus (rio Negro), o nível está 339 centímetros acima do verificado em 2024. “O trecho entre Itacoatiara e Manaus é fundamental para o transporte de grandes cargas que abastecem a capital e a Zona Franca de Manaus, ou seja, tem forte impacto na economia do estado. Vamos continuar acompanhando de perto o desempenho do rio para adotar as medidas necessárias, caso surjam bancos de areia que prejudiquem a navegação”, disse o secretário. “A princípio, as condições atuais do rio não indicam problemas”.

No final do ano passado, o MPor investiu cerca de R$ 500 milhões para garantir a dragagem de manutenção do Solimões e do Amazonas por cinco anos, evitando atrasos decorrentes dos processos anuais de licitação para dragagem. Os trechos que tiveram o contrato assinado para realização de dragagem no rio Solimões são: Coari-Codajás, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença e Tabatinga a Benjamin Constant. No rio Amazonas, o contrato contempla o trecho de 200 quilômetros entre Manaus e Itacoatiara.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Ler Mais
Informação

ANTT abre Audiência Pública sobre o Selo ESG Cargas

A ANTT está recebendo contribuições para a minuta de Resolução que institui o Selo ESG Cargas, voltado ao transporte remunerado rodoviário de cargas.

O Selo ESG Cargas para Transporte Rodoviário Remunerado de Cargas tem como objetivo incentivar a conservação do meio ambiente e a proteção à biodiversidade, respeito à dignidade humana e a melhoria na qualidade da prestação da atividade econômica, prevista no art. 2º da Lei nº 11.442, de 5 de janeiro de 2007.

📅 Envio de contribuições até 9 de setembro de 2025
🔗 Saiba mais e participe:
www.gov.br/participamaisbrasil/ap-antt-005-2025
https://participantt.antt.gov.br/public/evento/visualizar

Ler Mais
Comércio Exterior, Inovação, Logística, Terminais de Cargas

AMA Terminais é lançada oficialmente em Itajaí com foco em cargas LCL e soluções logísticas personalizadas 

Itajaí (SC) – O setor logístico brasileiro ganhou um reforço de peso na noite de quinta-feira (03), com o lançamento oficial da AMA Terminais, uma empresa especializada no atendimento e manuseio de cargas LCL (Less than Container Load), que chega ao mercado com uma proposta inovadora: aliar alta tecnologia, atendimento personalizado e visão de futuro. 

O evento de inauguração, realizado no Giardino Del Porto, reuniu empresários, parceiros estratégicos e clientes no coração de um dos maiores polos logísticos do país. A AMA Terminais está localizada dentro do Terminal Barra do Rio, um terminal portuário alfandegado, o que potencializa ainda mais sua operação e reforça a escolha estratégica do local. “É uma nova empresa que chega ao mercado já grande, com muita tecnologia, com um atendimento dedicado e personalizado, entendendo cada necessidade do cliente, entendendo como o mercado funciona e respeitando a regionalidade. Estamos trazendo algo diferenciado ao mercado, com tecnologia e know-how, olhando para o futuro”, destacou Lucas Balioli, diretor da AMA Terminais. 

Focada no segmento LCL, a AMA Terminais nasce com um diferencial que a posiciona como referência desde o primeiro dia de operação. A empresa oferece soluções logísticas sob medida, adaptadas às demandas de clientes que buscam agilidade, eficiência e integração no transporte de cargas fracionadas. “Estamos oferecendo aos clientes um nível de visibilidade tecnológica que, posso afirmar com segurança, ainda não existe no mercado catarinense. Em muito pouco tempo, conseguimos colocar essa estrutura em operação. Só temos a agradecer aos parceiros — atuais e futuros — que caminham conosco nesse processo de crescimento de ponta a ponta”, complementou Balioli. “Reunimos nossa expertise em operação com um atendimento comercial próximo, em espaços modernos e bem preparados, para atender cada cliente de forma proativa e altamente personalizada.” 

Parceria estratégica 

A parceria com o Terminal Barra do Rio, que atua há 9 anos no mercado como terminal alfandegado multipropósito, foi essencial para consolidar o projeto da AMA. Com experiência em exportação e importação, o terminal oferece infraestrutura robusta e equipe qualificada para garantir um fluxo operacional ágil e seguro. “A operação LCL vem agregar as atividades do Terminal, com a qualificação e evolução do processo. Nossa expertise está na armazenagem, desova eficiente, guarda e distribuição da carga. Todo esse trabalho se soma ao processo da AMA”, explicou Eriosmar Batista, gerente institucional e regulatório do Terminal Barra do Rio. 

A sinergia entre as duas empresas promete impulsionar o desenvolvimento logístico da região de Itajaí, com ganhos concretos para o mercado. A AMA traz inovação, enquanto o Terminal investe fortemente em infraestrutura e processos aduaneiros mais modernos, como aquisição de scanner, expansão de gates e automação de sistemas. “Quando você faz uma parceria com um parceiro estratégico que complementa o que você já faz, as chances de dar certo são muito maiores. O grupo todo fica mais forte”, avaliou Carlos Weidlich, gerente de finanças e controladoria do Terminal Barra do Rio. “Estamos focados naquilo que é nossa vocação, prestando serviços com excelência. A AMA entra para trazer esse braço especializado na comunicação e operação de cargas LCL.” 

Com estrutura moderna, foco em logística inteligente e soluções orientadas por dados e tecnologia, a AMA Terminais inicia sua trajetória com ambição e clareza de propósito: ser referência nacional em cargas fracionadas e oferecer uma nova experiência logística para empresas de todos os portes. 

Ler Mais
Logística, Tecnologia

Tecnologia e interoperabilidade permitem nova abordagem na segurança logística

A adoção de tecnologias passivas e soluções de interoperabilidade tem ganhado espaço no setor logístico como estratégia para fortalecer a segurança no transporte de cargas. A Fractal, especializada em soluções de controle de violação e integridade logística, defende que o uso de lacres inteligentes com RFID e NFC, aliados à interoperabilidade de dados, amplia o controle sobre a cadeia de custódia sem depender de rastreadores ou fontes de energia.

Conforme informações do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (SINESP), o Brasil registrou mais de 7,2 mil casos de roubo de cargas em 2024 (APISUL, 2024). Esse cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias que atuem na prevenção de violações e na integridade das cargas.

Mary Anne Amorim, cofundadora e CCO da Fractal, explica que “a proposta da tecnologia passiva é garantir a integridade da carga sem depender de dispositivos ativos, como rastreadores com bateria. O lacre eletrônico é de uso único, sem fonte de energia, e utiliza RFID para longas distâncias e NFC para curta distância, garantindo a leitura e validação em qualquer ponto da operação”.

Ainda segundo Amorim, uma das principais características do lacre passivo é não exigir logística reversa. “Como é de uso único, o lacre não precisa ser recolhido ao final da operação, o que reduz custos operacionais e simplifica o processo. Essa solução foi desenvolvida justamente para oferecer ao mercado uma alternativa mais acessível, sem abrir mão da eficácia no controle de violações”.

Além do controle físico da integridade, afirma Amorim, “a interoperabilidade permite que os dados dos lacres sejam integrados a sistemas de gestão, ERPs e plataformas de rastreamento já utilizados pelos operadores logísticos. Essa integração proporciona visibilidade sobre eventos como abertura não autorizada, rompimento ou desvio de rota. Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Brasil registrou mais de 6 mil casos de roubo de cargas em 2023, conforme informações do SINESP (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública)”.

A expectativa é que a expansão dessas tecnologias contribua para a redução de perdas e fortalecimento da segurança logística em diferentes setores.

TEXTO: DIVULGAÇÃO FRACTAL

IMAGEM: DIVULGAÇÃO 

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Industria, Negócios, Notícias, Pessoas, Portos

O ESPECIALISTA: FRANCINE MACEDO

Morro dos Cavalos: A urgência da segurança e a proteção indispensável do seguro 

A recente tragédia envolvendo um caminhão tanque no Morro dos Cavalos, em Palhoça, Santa Catarina, nos lembra de forma dolorosa dos riscos inerentes ao transporte de cargas perigosas e da fragilidade da vida. As imagens impactantes e as notícias sobre o ocorrido nos deixam em alerta sobre a importância da prevenção e da preparação para imprevistos. 

Em momentos como este, além da profunda tristeza pelas perdas e da urgência em apurar as causas do acidente, emerge com clareza a relevância crucial do seguro. 

Por que o seguro é tão importante, especialmente para transportadoras e motoristas de carga? 

Proteção Financeira: Um acidente dessa magnitude pode gerar custos altíssimos, incluindo danos ao veículo, à carga, ao meio ambiente, além de possíveis indenizações a terceiros. Sem um seguro adequado, a empresa ou o motorista podem enfrentar a falência. 

Cobertura Abrangente: Apólices de seguro para transporte de cargas podem oferecer coberturas diversas, como danos materiais, responsabilidade civil (danos a terceiros), lucros cessantes (paralisação das atividades). 

Tranquilidade e Segurança: Saber que se tem um seguro contratado traz mais tranquilidade para o dia a dia do trabalho, permitindo que o foco esteja na condução segura e eficiente. 

Responsabilidade Social e Ambiental: Em casos de vazamento de cargas perigosas, o seguro pode cobrir os custos de limpeza e remediação ambiental, demonstrando a responsabilidade da empresa com a sociedade e o meio ambiente. 

A tragédia no Morro dos Cavalos serve como um alerta para: 

A necessidade de fiscalização rigorosa: É fundamental garantir que as normas de segurança para o transporte de cargas perigosas sejam cumpridas à risca. 

A importância da manutenção preventiva: Veículos em bom estado de conservação diminuem significativamente o risco de acidentes. 

A conscientização dos motoristas: Treinamento adequado e respeito às leis de trânsito são essenciais. 

A obrigatoriedade de um seguro completo: Para transportadoras e motoristas autônomos, o seguro não é um custo, mas sim um investimento na segurança do seu negócio e na proteção de todos. 

Que este triste episódio nos motive a refletir sobre a importância da segurança viária e da proteção que um seguro bem estruturado pode oferecer. Em um setor tão vital para a economia como o transporte de cargas, a prevenção e a preparação para o inesperado são mais do que necessárias – são essenciais. 

Compartilhe esta informação e ajude a conscientizar sobre a importância do seguro no transporte de cargas! 

Francine Macedo tem 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua. 

 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook