Transporte

Carga aérea cresce impulsionada pela inteligência artificial e demanda por chips

A carga aérea internacional atravessa uma nova fase de expansão, agora liderada pela crescente demanda por chips, semicondutores e equipamentos destinados à infraestrutura de inteligência artificial (IA). Em junho, o setor registrou alta de 7% na movimentação global em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo levantamento da consultoria Xeneta.

O avanço representa uma mudança no perfil das mercadorias transportadas por via aérea. Após um período em que o e-commerce foi o principal responsável pelo crescimento do segmento, os componentes tecnológicos de alto valor agregado passaram a ocupar posição de destaque na demanda por espaço nas aeronaves.

Semicondutores lideram expansão da carga aérea

O crescimento acelerado da indústria de semicondutores é apontado pela Xeneta como o principal fator por trás da força do mercado de carga aérea em 2026.

De acordo com a consultoria, as vendas globais de chips avançaram 106% em abril na comparação anual, o maior crescimento já registrado pela World Semiconductor Trade Statistics desde o início da série histórica, em 1986.

Esse cenário fortaleceu a rota transpacífica como o principal corredor mundial de transporte aéreo de cargas, mesmo diante da desaceleração do comércio entre China e Estados Unidos provocada pelas tarifas comerciais.

Embora os embarques ligados à inteligência artificial representem menos de 10% do volume total transportado, eles concentram grande parte da expansão registrada pelo setor neste ano.

Economias asiáticas refletem boom da IA

O aumento da demanda por tecnologia já impacta diretamente os principais produtores de chips.

Em Taiwan, maior fabricante mundial de semicondutores avançados, a economia cresceu 15% no primeiro trimestre de 2026, o melhor resultado em quase cinco décadas, impulsionado pelas exportações voltadas ao mercado de IA.

Na Coreia do Sul, as duas maiores fabricantes de semicondutores passaram a representar mais da metade do valor de mercado da bolsa de Seul após registrarem forte valorização ao longo do ano.

Fretes seguem elevados, mas ritmo desacelera

As tarifas spot globais — utilizadas em contratos de curta duração — atingiram média de US$ 3,40 por quilo em junho, resultado 38% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Apesar da alta, os preços começaram a mostrar sinais de estabilização. Em maio, o crescimento havia alcançado 41%, indicando que a pressão sobre os fretes internacionais começa a perder intensidade.

Entre os fatores que contribuíram para esse movimento estão a redução das tensões no Oriente Médio, a retomada da capacidade operacional nos principais hubs do Golfo e a queda no preço do combustível de aviação.

E-commerce perde protagonismo no transporte aéreo

Enquanto a inteligência artificial fortalece sua participação no mercado, o comércio eletrônico passa a perder espaço como principal impulsionador da carga aérea.

Segundo a Xeneta, as exportações chinesas de produtos de baixo valor e mercadorias ligadas ao e-commerce recuaram 7% em maio, marcando o sexto mês consecutivo de queda.

A mudança representa uma inversão em relação ao período pós-pandemia, quando as plataformas de vendas online sustentaram boa parte da ocupação das aeronaves cargueiras e contribuíram para manter os fretes em níveis elevados entre 2023 e 2025.

Mercado aposta em contratos mais curtos

Outra tendência observada em 2026 é a preferência por contratos de menor duração.

No segundo trimestre, 58% dos novos acordos firmados no transporte aéreo internacional tiveram validade inferior a três meses. Um ano antes, esse percentual era de apenas 22%.

Além disso, o mercado spot já responde por aproximadamente 49% de toda a carga tarifável transportada globalmente.

O comportamento reflete a dificuldade de empresas e operadores logísticos em prever o mercado diante das incertezas provocadas por fatores geopolíticos, mudanças tarifárias e oscilações na demanda por tecnologia.

Rotas ligadas à IA mantêm preços elevados

Mesmo com sinais de acomodação no mercado, as rotas diretamente relacionadas à cadeia da inteligência artificial continuam registrando tarifas elevadas.

No fim de junho, os fretes entre o Nordeste Asiático e a América do Norte estavam 41% acima dos níveis registrados no fim de fevereiro. Já os embarques do Sudeste Asiático para o mercado norte-americano acumulavam aumento de 42% no mesmo período.

Em contrapartida, o aumento da oferta de voos de passageiros durante o verão no Hemisfério Norte ampliou a capacidade disponível nos porões das aeronaves e reduziu cerca de 25% as tarifas entre Europa e América do Norte em comparação com o inverno boreal.

Demanda cresce acima da capacidade disponível

Enquanto a demanda mundial por carga aérea avançou 7% em junho, a capacidade global aumentou apenas 3%, impulsionada principalmente pela retomada de voos anteriormente suspensos durante a crise no Oriente Médio.

Com isso, o fator de ocupação das aeronaves subiu três pontos percentuais, alcançando 62%.

No acumulado do primeiro semestre, a demanda global registra crescimento de 4%, desempenho superior às expectativas do mercado no início de 2026, quando predominava a previsão de desaceleração econômica e menor dinamismo do comércio internacional.

Agora, a principal expectativa do setor é entender por quanto tempo a expansão impulsionada pela inteligência artificial, pelos semicondutores e pela crescente demanda tecnológica continuará sustentando o mercado mundial de carga aérea.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

Ler Mais
Internacional

China amplia carga aérea internacional com 92 novas rotas no primeiro semestre

A China reforçou sua presença no mercado global de carga aérea ao inaugurar 92 novas rotas internacionais durante o primeiro semestre deste ano. A expansão acrescentou mais de 210 voos semanais de ida e volta à malha logística do país, segundo dados divulgados pela Federação Chinesa de Logística e Compras.

O avanço faz parte da estratégia chinesa de fortalecer sua infraestrutura de transporte de cargas e atender ao crescimento da demanda do comércio internacional.

Europa e Ásia concentram maior número de novas operações

Das novas rotas implantadas, 41 ligam a China a países da Ásia, enquanto outras 38 têm como destino a Europa. A expansão também contemplou 11 ligações com a América do Norte, além da abertura de uma rota para a América do Sul e outra para a África.

A ampliação da malha aérea fortalece a conectividade entre os principais mercados consumidores e amplia a capacidade de movimentação de mercadorias em escala global.

Comércio eletrônico impulsiona transporte de cargas

Entre os principais produtos transportados nas novas rotas estão mercadorias relacionadas ao comércio eletrônico transfronteiriço, além de manufaturados de alto padrão, produtos de elevado valor agregado, componentes eletrônicos e autopeças.

O crescimento desse perfil de carga acompanha a expansão das exportações chinesas e a necessidade de entregas mais rápidas para diferentes mercados internacionais.

Rede internacional segue em expansão

De acordo com a Federação Chinesa de Logística e Compras, a estrutura da rede internacional de carga aérea da China continua em ritmo acelerado de crescimento ao longo de 2026.

As companhias especializadas em transporte aéreo de cargas têm intensificado as operações nos principais corredores entre a Ásia e a Europa e ampliado, gradualmente, os serviços em rotas transoceânicas e de longa distância, fortalecendo a posição do país na logística global.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

Ler Mais
Aeroportos

Centro-Oeste supera 5,1 milhões de passageiros e alcança maior movimentação aérea desde 2018

A aviação no Centro-Oeste manteve o ritmo de crescimento em 2026 e registrou o melhor desempenho dos últimos oito anos. Entre janeiro e maio, os aeroportos da região movimentaram 5,1 milhões de passageiros, resultado 5,3% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4,84 milhões de embarques e desembarques.

O volume representa o maior fluxo de viajantes desde 2018 e reforça a recuperação do setor aéreo após os impactos provocados pela pandemia.

Mercado doméstico impulsiona crescimento da aviação

Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base no painel de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que o avanço foi puxado principalmente pelos voos nacionais.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o mercado doméstico respondeu por 4,92 milhões de passageiros, crescimento de 5,6% na comparação anual. Já os voos internacionais transportaram 178,1 mil passageiros, mantendo um desempenho elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, período em que o setor ainda enfrentava os reflexos da crise sanitária.

Alta dos custos não freia demanda por viagens

O resultado ganha destaque em um cenário de aumento das despesas operacionais das companhias aéreas. Mesmo com a elevação do preço do querosene de aviação (QAV) e outros custos do setor, a procura pelo transporte aéreo segue em expansão.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho demonstra a relevância da aviação para a mobilidade da população, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento dos negócios na região.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade e fortalecimento da aviação regional têm contribuído para ampliar o acesso ao transporte aéreo e estimular a economia do Centro-Oeste.

Brasília lidera movimentação entre os aeroportos

Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal segue como peça-chave na integração entre todas as regiões brasileiras, além de fortalecer as ligações internacionais.

Na sequência aparece o Aeroporto de Goiânia, que recebeu 1,48 milhão de passageiros, impulsionado pelo crescimento econômico de Goiás, especialmente nas atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo corporativo.

Já o Aeroporto de Campo Grande ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando sua importância como porta de entrada para o Pantanal e para uma das principais regiões produtoras do país.

Recuperação confirma fortalecimento da aviação regional

Os números mostram uma recuperação consistente da aviação no Centro-Oeste. Em 2021, durante o período mais crítico da pandemia, os aeroportos da região registraram apenas 2,39 milhões de passageiros entre janeiro e maio.

Cinco anos depois, o movimento mais que dobrou, refletindo a retomada da confiança dos viajantes, o crescimento da demanda por voos e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária.

O desempenho de 2026 reforça o papel estratégico do Centro-Oeste na aviação brasileira, impulsionado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição de Brasília como principal hub de conexões aéreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto de Brasília

Ler Mais
Transporte

Latam Cargo acelera entregas e atinge 90% de cargas em até 48h no Brasil

A Latam Cargo registrou avanço significativo na eficiência logística no Brasil e passou a entregar 90% das cargas em até 48 horas entre março e maio deste ano. O desempenho supera os 82% registrados no mesmo período do ano anterior e reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado nacional.

Eficiência logística cresce com investimentos em infraestrutura e automação

O resultado é atribuído a um conjunto de ações que inclui investimentos em infraestrutura logística, automação de processos e ampliação da malha aérea. No período analisado, o volume de cargas entregues dentro do prazo subiu mais de 10%, enquanto o total transportado avançou 11% na comparação anual.

Entre os destaques operacionais estão os segmentos de cargas gerais, com alta de 10%, e eletroeletrônicos, que cresceram 28%, impulsionados pela maior demanda e pela ampliação da capacidade operacional.

Expansão da malha aérea impulsiona desempenho da carga aérea

A melhora no desempenho também está ligada à expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da Latam. A medida ampliou a disponibilidade de espaço nos porões das aeronaves para o transporte de cargas, fortalecendo a integração logística entre regiões do país.

A estratégia busca reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade da operação de transporte aéreo de cargas, especialmente em setores como indústria, varejo e e-commerce.

Regiões Norte e Nordeste lideram avanço operacional

Os maiores ganhos foram registrados nas rotas que conectam o Norte e Nordeste ao restante do Brasil. Nessas regiões, a participação de entregas em até 48 horas subiu de 80% para cerca de 90% no período.

Além disso, os envios dentro do prazo cresceram 18%, enquanto o volume transportado aumentou 14%. O destaque ficou novamente com os eletroeletrônicos, que avançaram 47%, e as cargas gerais, com alta de 19%.

Investimentos reforçam capacidade logística em Guarulhos e Manaus

Para sustentar o crescimento, a companhia ampliou sua estrutura logística, com foco no Terminal de Cargas de Guarulhos (TECA GRU). A área dedicada ao comércio eletrônico foi expandida, elevando em 47% a capacidade do segmento.

Outro avanço foi o reforço da rota Guarulhos–Manaus, que passou de 10 para até 12 frequências semanais, adicionando cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também implantou um sistema automatizado de triagem com capacidade para processar até 72 mil pacotes por dia e ampliou em 2,9 mil m² a estrutura do terminal.

Mercado e expansão internacional da Latam Cargo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam Cargo manteve liderança no mercado doméstico de transporte de cargas em porões de aeronaves de passageiros, com 39,2% de participação em abril de 2026.

No cenário internacional, a companhia conecta o Brasil a mais de 15 países, com uma rede superior a 70 destinos. Entre as rotas recentes estão conexões como Miami–São José dos Campos, Brasília–Miami e Amsterdã–Curitiba, ampliando as opções para importadores e exportadores.

Expansão da frota e novos profissionais reforçam operação

A Latam também avança em sua estratégia de crescimento com a preparação para operação dos jatos Embraer E195-E2, voltados à aviação regional. Em abril, mais de 50 pilotos e copilotos foram contratados e já passam por treinamento.

Em maio, a companhia abriu um banco de talentos para copilotos interessados em atuar na nova aeronave, antecipando a demanda por profissionais para sustentar a expansão da operação.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Latam

Ler Mais
Transporte

Carga aérea doméstica cresce em maio, mas setor registra queda no acumulado de 12 meses

O transporte de carga aérea doméstica no Brasil apresentou leve avanço em maio de 2026. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram movimentados 40,69 milhões de quilos entre cargas e correspondências, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o setor transportou 40,46 milhões de quilos.

Embora o resultado demonstre estabilidade e mantenha o mercado em um patamar elevado para o período, ele não foi suficiente para reverter a desaceleração observada no desempenho anual.

Acumulado de 12 meses aponta retração de 4,3%

Entre junho de 2025 e maio de 2026, o transporte aéreo de cargas somou 461,03 milhões de quilos, representando uma redução de 4,3% em comparação com os 481,83 milhões de quilos registrados nos 12 meses anteriores.

Apesar desse recuo recente, a série histórica mostra evolução consistente do setor. O volume transportado em maio deste ano supera os cerca de 39,6 milhões de quilos registrados em maio de 2012 e os 36,4 milhões de quilos movimentados em maio de 2005, evidenciando o crescimento estrutural da atividade ao longo das últimas décadas.

Gol amplia liderança no mercado de carga aérea

Entre as companhias aéreas, a Gol Linhas Aéreas consolidou a liderança no segmento de carga aérea doméstica, impulsionada por um crescimento anual de 21,2% e pelo aumento de sua participação no mercado.

A Latam Airlines permaneceu na segunda colocação, registrando uma leve expansão no volume transportado, enquanto a Azul Linhas Aéreas apresentou retração próxima de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Operadores cargueiros apresentam desempenhos distintos

No segmento das empresas especializadas em cargas, a ABSA Cargo Airline, integrante do grupo Latam, manteve a posição de principal operadora cargueira do país, mesmo após uma redução de 5,6% no volume movimentado em maio.

Entre os demais operadores, a Modern Logistics registrou crescimento de 54%, enquanto a Braspress Air Cargo apresentou a maior expansão percentual do mês, favorecida por uma base de comparação menor.

Já a Sideral Linhas Aéreas teve o desempenho mais negativo, com retração superior a 60% no comparativo anual.

Participação das empresas no acumulado de 12 meses

No período de junho de 2025 a maio de 2026, a Gol liderou o mercado com 38,3% de participação, acompanhada de crescimento de 19,6%.

Na sequência aparecem:

  • Latam Airlines – 22,8% de participação e alta de 7,9%;
  • Azul Linhas Aéreas – 23,3% do mercado, porém com queda de 16,5%;
  • ABSA Cargo Airline – 7,3% de participação e retração de 14,9%.

No mesmo intervalo, Sideral, Modern Logistics e Total Linhas Aéreas também registraram redução no volume transportado, enquanto a Braspress Air Cargo manteve forte ritmo de crescimento, ainda sobre uma participação relativamente pequena no mercado.

Ranking da carga aérea doméstica em maio de 2026

  1. Gol Linhas Aéreas – 16,78 milhões de kg;
  2. Latam Airlines – 9,00 milhões de kg;
  3. Azul Linhas Aéreas – 8,88 milhões de kg;
  4. ABSA Cargo Airline – 3,13 milhões de kg;
  5. Sideral Linhas Aéreas – 909,9 mil kg;
  6. Total Linhas Aéreas – 791,1 mil kg;
  7. Modern Logistics – 603,1 mil kg;
  8. Braspress Air Cargo – 566,4 mil kg.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

Ler Mais
Aeroportos

Terremotos na Venezuela fecham Aeroporto Internacional Simón Bolívar e provocam cancelamento de voos

Dois fortes terremotos na Venezuela, registrados na tarde de quarta-feira (24), provocaram a suspensão das atividades no Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal porta de entrada aérea para Caracas. Os tremores, com magnitudes de 7,5 e 7,2, ocorreram em intervalo inferior a um minuto e causaram danos à estrutura do terminal.

Entre os prejuízos registrados está o desabamento de parte do teto do aeroporto, localizado em Maiquetía. Vídeos gravados por passageiros mostram o momento em que a estrutura cede, levantando uma grande nuvem de poeira e provocando correria dentro do terminal. Até o momento, não há confirmação de feridos.

Autoridades suspendem voos após danos estruturais

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou o fechamento do aeroporto devido aos impactos causados pelos abalos sísmicos. Com a paralisação das operações, todas as chegadas e partidas foram interrompidas, resultando em cancelamentos e desvios de voos que tinham Caracas como destino ou origem.

O Aeroporto Internacional Simón Bolívar recebe aproximadamente quatro milhões de passageiros por ano e é considerado o principal hub aéreo do país.

Epicentro foi registrado próximo à capital venezuelana

Segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto mais intenso teve epicentro na região de El Guayabo, a cerca de 168 quilômetros de Caracas, com profundidade estimada em 13 quilômetros.

O órgão alertou para a possibilidade de danos significativos e de elevado número de vítimas nas áreas mais afetadas pelo fenômeno.

Tremores foram sentidos em países vizinhos e no Norte do Brasil

Os abalos sísmicos ultrapassaram as fronteiras venezuelanas e foram percebidos em diversas localidades da América do Sul. No Brasil, moradores dos estados do Amazonas, Pará, Amapá e Roraima relataram sentir os tremores.

O Ministério das Relações Exteriores informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

Em Caracas, moradores deixaram edifícios às pressas durante os tremores. Também foram relatadas rachaduras em construções da capital, aumentando a preocupação com possíveis danos estruturais.

Avianca cancela voos e oferece alternativas aos passageiros

O fechamento do aeroporto impactou diretamente a operação das companhias aéreas que atendem a Venezuela. A Avianca anunciou o cancelamento dos voos AV122, previsto para 24 de junho, além dos voos AV123, AV142 e AV143, programados para 25 de junho, na rota Bogotá–Caracas–Bogotá.

Segundo a companhia, a medida foi adotada para preservar a segurança dos passageiros, tripulações e equipes operacionais diante da situação enfrentada no terminal.

Para clientes com viagens marcadas entre os dias 24 de junho e 1º de julho, a empresa disponibilizou opções de reagendamento sem cobrança de multa, alteração da viagem para voos com origem ou destino em Cúcuta, na Colômbia, além de reembolso integral dos trechos não utilizados.

Setor aéreo acompanha evolução da situação

A Avianca informou que seguirá monitorando as condições operacionais na Venezuela e orientou os passageiros a consultarem os canais oficiais da empresa para acompanhar possíveis alterações em seus voos.

O fechamento do principal aeroporto venezuelano evidencia os impactos que eventos naturais de grande intensidade podem provocar sobre a infraestrutura de transporte, afetando não apenas a mobilidade dentro do país, mas também a conectividade aérea em toda a região.

FONTE: Panrotas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Panrotas

Ler Mais
Aeroportos

Aviação brasileira bate recorde e movimenta 54,9 milhões de passageiros em 2026

A aviação brasileira registrou um desempenho histórico nos cinco primeiros meses de 2026. Entre janeiro e maio, cerca de 54,9 milhões de passageiros passaram pelos aeroportos do país em voos nacionais e internacionais, resultado que representa crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e estabelece um novo recorde para o setor.

Os dados também apontam um marco para o mês de maio, quando a movimentação aérea alcançou 10,5 milhões de embarques e desembarques. O volume é 2,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2025 e configura o melhor resultado para maio desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

Voos domésticos e internacionais mantêm trajetória de crescimento

O avanço foi observado tanto no mercado interno quanto nas operações internacionais. Em maio, os voos domésticos transportaram 8,3 milhões de passageiros, crescimento de 2% na comparação anual.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, a movimentação nacional atingiu 42 milhões de viajantes, número 5,5% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Já o segmento de voos internacionais apresentou expansão ainda mais expressiva. Somente em maio, 2,2 milhões de passageiros utilizaram rotas para o exterior, avanço de 4,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e maio, o tráfego internacional somou 12,8 milhões de passageiros, alta de 10,3%. Os números representam os maiores volumes já registrados para o setor em ambos os períodos analisados.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os resultados refletem o fortalecimento da conectividade aérea e seus impactos positivos sobre diferentes áreas da economia.

Região Sul lidera crescimento percentual no país

O aumento da demanda por transporte aéreo foi verificado em todas as regiões brasileiras. Em maio, o Sudeste concentrou o maior fluxo de passageiros, com 5,23 milhões de embarques e desembarques.

Na sequência aparecem Nordeste, com 1,58 milhão de passageiros, Sul com 1,14 milhão, Centro-Oeste com 1,04 milhão e Norte com 467,5 mil viajantes.

Em termos percentuais, a região Sul apresentou o melhor desempenho mensal, registrando crescimento de 5,84% frente a maio de 2025. O Sudeste ficou em segundo lugar, com avanço de 2,43%, seguido pelo Nordeste, com alta de 1,87%.

No acumulado do ano, o Sudeste permanece na liderança, somando 26,26 milhões de passageiros movimentados. O Nordeste aparece em seguida, com 9,02 milhões, seguido por Sul (5,88 milhões), Centro-Oeste (5,1 milhões) e Norte (2,3 milhões).

Mais uma vez, o Sul liderou o ranking de crescimento percentual entre janeiro e maio, com expansão de 10,3%. Nordeste (+9,4%), Centro-Oeste (+5,3%), Sudeste (+4,8%) e Norte (+1,5%) completam a lista.

Aeroportos mais movimentados do Brasil

O Aeroporto Internacional de Guarulhos manteve a posição de principal terminal aéreo do país, com 9,44 milhões de passageiros transportados entre janeiro e maio.

Na sequência aparecem o Aeroporto de Congonhas, com 4,95 milhões de passageiros, o Aeroporto Internacional do Galeão, com 4,04 milhões, o Aeroporto Internacional de Brasília, com 3,39 milhões, e o Aeroporto Internacional de Confins, que registrou 2,55 milhões de passageiros.

Outros terminais com forte movimentação no período foram os aeroportos de Campinas, Recife, Salvador, Porto Alegre, Santos Dumont, Fortaleza, Florianópolis, São José dos Pinhais, Belém e Goiânia, reforçando o crescimento da malha aérea brasileira e da demanda por transporte aéreo em diferentes regiões do país.

Setor aéreo impulsiona turismo e economia

O novo recorde da aviação nacional demonstra o fortalecimento da mobilidade aérea e o aumento da demanda por viagens. Além de ampliar a conectividade entre cidades e países, o crescimento do setor beneficia diretamente o turismo, o comércio, os serviços e diversos segmentos da economia, consolidando a aviação como um dos motores do desenvolvimento brasileiro.

FONTE: Minsitério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Aeroportos

Região Sul bate recorde na movimentação de passageiros e registra melhor quadrimestre da década

A movimentação de passageiros nos aeroportos da Região Sul alcançou um marco histórico nos primeiros quatro meses de 2026. Dados divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos mostram que os terminais da região receberam 4,7 milhões de viajantes entre embarques nacionais e internacionais, volume 10,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O resultado representa o melhor desempenho para um primeiro quadrimestre nos últimos dez anos e reforça o avanço da aviação civil brasileira, impulsionado pela recuperação da demanda e pela ampliação da conectividade aérea.

Voos domésticos lideram crescimento do setor

A maior parte da movimentação foi registrada nos voos nacionais. Entre janeiro e abril, os embarques domésticos somaram 4,25 milhões de passageiros, crescimento de 9,8% em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

Já o mercado internacional também apresentou desempenho positivo. Os embarques internacionais chegaram a 474,4 mil passageiros, avanço de 11,4% na comparação anual.

Os números refletem o fortalecimento da malha aérea da Região Sul, considerada estratégica tanto para o turismo quanto para o desenvolvimento de atividades empresariais e comerciais.

Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba lideram movimentação

Entre os aeroportos com maior fluxo de passageiros no período, o destaque ficou para o terminal de Florianópolis, que ultrapassou a marca de 1,05 milhão de viajantes.

Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional de Porto Alegre, com 1,2 milhão de passageiros considerando operações domésticas e internacionais, além dos aeroportos de Curitiba, com 953,6 mil passageiros, Foz do Iguaçu, com 450,9 mil, e Navegantes, que registrou movimentação de 376,4 mil pessoas.

O desempenho desses terminais reforça a importância da infraestrutura aeroportuária da região para a circulação de turistas e viajantes corporativos.

Setor supera níveis pré-pandemia

Além de registrar crescimento em relação a 2025, o volume de passageiros observado no primeiro quadrimestre deste ano também supera os índices verificados antes da pandemia de Covid-19.

O resultado demonstra a consolidação da recuperação do setor e o aumento da procura pelo transporte aéreo, impulsionado pela retomada econômica, pela expansão de rotas e pelo fortalecimento da atividade turística.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números evidenciam a relevância dos investimentos realizados para modernizar e ampliar a capacidade operacional dos aeroportos brasileiros.

Mercado internacional reforça importância da Região Sul

Com quase meio milhão de passageiros embarcando para destinos fora do país, a Região Sul amplia sua participação no mercado internacional e fortalece sua posição como importante porta de entrada e saída de turistas e executivos.

Os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba concentram boa parte desse movimento, contribuindo para a integração da região com mercados estrangeiros e para o crescimento do fluxo de visitantes internacionais.

A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é de que a trajetória positiva seja mantida ao longo de 2026, impulsionando ainda mais a aviação comercial, o turismo e os negócios na região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Logística

Brasil e Argentina Estreitam Laços em Missão Oficial de Logística e Transportes

O setor de infraestrutura de transportes na América do Sul ganha um novo capítulo de cooperação bilateral. Entre os dias 17 e 18 de junho, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, lidera uma comitiva brasileira em Buenos Aires, na Argentina. O objetivo central da agenda oficial é impulsionar a integração regional, otimizar a conectividade e debater soluções conjuntas para a logística sul-americana.

A comitiva nacional conta com integrantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e de outros braços do Governo Federal, que cumprem agendas com lideranças políticas e empresariais do país vizinho.

Foco na Aviação Civil e Infraestrutura Portuária

A programação na capital argentina abrange rodadas de conversas estratégicas voltadas para o transporte aéreo e a eficiência portuária. O ministro e sua equipe têm encontros marcados com agências reguladoras locais, gestores de aeroportos e representantes de companhias aéreas para discutir a ampliação de rotas e o fortalecimento do turismo e do comércio.

Além disso, o cronograma inclui uma visita técnica às instalações do Porto de Buenos Aires, visando a troca de experiências em gestão e modernização de terminais.

O Futuro das Hidrovias e a Sustentabilidade

Um dos pontos altos da viagem é o fórum Diálogos Hidroviáveis Internacional. O painel colocará em pauta o potencial da navegação fluvial no continente, concentrando esforços nos desafios e oportunidades da Hidrovia Paraguai–Paraná.

Organizado por entidades dos segmentos portuário e aquaviário, o encontro debaterá tópicos cruciais para o futuro do setor, tais como:

  • Iniciativas de transição energética na frota naval;
  • Práticas de sustentabilidade e preservação ambiental;
  • Garantia de segurança jurídica para atração de novos investimentos;
  • Linhas de financiamento para o desenvolvimento de embarcações de menor impacto ecológico.

Resumo da Agenda

  • Evento: Visita oficial do Ministério de Portos e Aeroportos à Argentina
  • Período: 17 e 18 de junho de 2026
  • Cidade: Buenos Aires, Argentina

FONTE: Ministério de Portos e Aeropo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mpor

Ler Mais
Aeroportos

Companhias aéreas enfrentam alta nos custos e devem ter queda de 50% na lucratividade em 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado impactos significativos na aviação mundial. Segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os gastos adicionais com combustível devem elevar em cerca de US$ 100 bilhões os custos das companhias aéreas neste ano, reduzindo drasticamente a rentabilidade do setor.

A expectativa é que o lucro líquido global das empresas aéreas caia de aproximadamente US$ 45 bilhões registrados em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026. Com isso, a margem líquida da indústria deve recuar de 4,2% para 2%.

As estimativas foram apresentadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.

Demanda por viagens continua em crescimento

Apesar do cenário de custos elevados, a entidade não classifica a situação atual como uma crise para a aviação comercial. Isso porque a demanda global por voos segue avançando, embora em ritmo inferior ao projetado antes do agravamento do conflito.

De acordo com a IATA, o segmento de passageiros deve registrar crescimento de 2,1%, enquanto o transporte de cargas aéreas tem previsão de expansão de 0,7%.

Walsh destacou que o período mais crítico para o setor ocorreu entre março e abril. Dados consolidados mostram que a demanda global por transporte aéreo, medida em quilômetros pagos por passageiro, apresentou queda de 3,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, ao excluir os mercados do Oriente Médio, o desempenho global teria apresentado crescimento de 1,2%, evidenciando que os impactos da guerra estão concentrados principalmente na região.

Passageiros mantêm planos de viagem apesar das tarifas mais altas

O executivo afirmou que o aumento do preço do combustível tem levado as empresas a reajustarem as tarifas aéreas. Ainda assim, os consumidores continuam demonstrando disposição para viajar.

Pesquisas realizadas pela entidade indicam que 86% dos passageiros consideram natural que os preços das passagens acompanhem a valorização do petróleo. Além disso, quase metade dos entrevistados pretende gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% afirmam que manterão o mesmo orçamento.

Segundo Walsh, esse comportamento sustenta a expectativa de uma temporada de verão forte no Hemisfério Norte. A principal dúvida, no entanto, é por quanto tempo viajantes e empresas conseguirão absorver os custos crescentes da conectividade aérea.

IATA critica falhas na cadeia de suprimentos da indústria

Durante o evento, o diretor-geral da IATA também direcionou críticas à cadeia de suprimentos aeroespacial, apontando atrasos recorrentes na entrega de aeronaves e motores.

Segundo ele, a carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves, enquanto a idade média da frota mundial atingiu o recorde de 15,2 anos. Além disso, mais de 5 mil aeronaves modernas e mais eficientes em consumo de combustível deixaram de ser entregues conforme o planejado.

Na avaliação da entidade, esses problemas geraram perdas superiores a US$ 11 bilhões para as companhias aéreas somente em 2025, devido ao aumento dos custos de leasing, manutenção e menor eficiência operacional.

Fabricantes de motores são alvo de críticas

Walsh afirmou que o setor perdeu a paciência com os fabricantes de motores e cobrou maior comprometimento com qualidade e prazos de entrega.

O executivo argumentou que, enquanto as empresas aéreas enfrentam atrasos e problemas técnicos, os fabricantes vêm registrando crescimento expressivo de lucros. Para ele, a indústria precisa voltar a priorizar a confiabilidade dos equipamentos e atender às necessidades dos clientes.

Segurança aérea segue como referência mundial

Apesar dos desafios econômicos e operacionais, a segurança continua sendo um dos pontos fortes da aviação global.

Dados apresentados pela IATA mostram que quase 5 bilhões de passageiros viajaram em cerca de 39 milhões de voos durante o último ano. Nesse período, foram registrados 51 acidentes, dos quais oito tiveram consequências fatais.

Segundo Walsh, a evolução contínua da segurança depende da adoção de padrões globais, regulamentações consistentes e compartilhamento de dados entre autoridades e empresas do setor.

Para a entidade, a aplicação uniforme das melhores práticas internacionais permanece essencial para reduzir riscos e fortalecer ainda mais a segurança do transporte aéreo mundial.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lindsey Wasson

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook