Aeroportos

Região Sul bate recorde na movimentação de passageiros e registra melhor quadrimestre da década

A movimentação de passageiros nos aeroportos da Região Sul alcançou um marco histórico nos primeiros quatro meses de 2026. Dados divulgados pelo Ministério de Portos e Aeroportos mostram que os terminais da região receberam 4,7 milhões de viajantes entre embarques nacionais e internacionais, volume 10,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

O resultado representa o melhor desempenho para um primeiro quadrimestre nos últimos dez anos e reforça o avanço da aviação civil brasileira, impulsionado pela recuperação da demanda e pela ampliação da conectividade aérea.

Voos domésticos lideram crescimento do setor

A maior parte da movimentação foi registrada nos voos nacionais. Entre janeiro e abril, os embarques domésticos somaram 4,25 milhões de passageiros, crescimento de 9,8% em comparação ao mesmo intervalo de 2025.

Já o mercado internacional também apresentou desempenho positivo. Os embarques internacionais chegaram a 474,4 mil passageiros, avanço de 11,4% na comparação anual.

Os números refletem o fortalecimento da malha aérea da Região Sul, considerada estratégica tanto para o turismo quanto para o desenvolvimento de atividades empresariais e comerciais.

Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba lideram movimentação

Entre os aeroportos com maior fluxo de passageiros no período, o destaque ficou para o terminal de Florianópolis, que ultrapassou a marca de 1,05 milhão de viajantes.

Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional de Porto Alegre, com 1,2 milhão de passageiros considerando operações domésticas e internacionais, além dos aeroportos de Curitiba, com 953,6 mil passageiros, Foz do Iguaçu, com 450,9 mil, e Navegantes, que registrou movimentação de 376,4 mil pessoas.

O desempenho desses terminais reforça a importância da infraestrutura aeroportuária da região para a circulação de turistas e viajantes corporativos.

Setor supera níveis pré-pandemia

Além de registrar crescimento em relação a 2025, o volume de passageiros observado no primeiro quadrimestre deste ano também supera os índices verificados antes da pandemia de Covid-19.

O resultado demonstra a consolidação da recuperação do setor e o aumento da procura pelo transporte aéreo, impulsionado pela retomada econômica, pela expansão de rotas e pelo fortalecimento da atividade turística.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os números evidenciam a relevância dos investimentos realizados para modernizar e ampliar a capacidade operacional dos aeroportos brasileiros.

Mercado internacional reforça importância da Região Sul

Com quase meio milhão de passageiros embarcando para destinos fora do país, a Região Sul amplia sua participação no mercado internacional e fortalece sua posição como importante porta de entrada e saída de turistas e executivos.

Os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre e Curitiba concentram boa parte desse movimento, contribuindo para a integração da região com mercados estrangeiros e para o crescimento do fluxo de visitantes internacionais.

A expectativa do Ministério de Portos e Aeroportos é de que a trajetória positiva seja mantida ao longo de 2026, impulsionando ainda mais a aviação comercial, o turismo e os negócios na região.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Logística

Brasil e Argentina Estreitam Laços em Missão Oficial de Logística e Transportes

O setor de infraestrutura de transportes na América do Sul ganha um novo capítulo de cooperação bilateral. Entre os dias 17 e 18 de junho, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, lidera uma comitiva brasileira em Buenos Aires, na Argentina. O objetivo central da agenda oficial é impulsionar a integração regional, otimizar a conectividade e debater soluções conjuntas para a logística sul-americana.

A comitiva nacional conta com integrantes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) e de outros braços do Governo Federal, que cumprem agendas com lideranças políticas e empresariais do país vizinho.

Foco na Aviação Civil e Infraestrutura Portuária

A programação na capital argentina abrange rodadas de conversas estratégicas voltadas para o transporte aéreo e a eficiência portuária. O ministro e sua equipe têm encontros marcados com agências reguladoras locais, gestores de aeroportos e representantes de companhias aéreas para discutir a ampliação de rotas e o fortalecimento do turismo e do comércio.

Além disso, o cronograma inclui uma visita técnica às instalações do Porto de Buenos Aires, visando a troca de experiências em gestão e modernização de terminais.

O Futuro das Hidrovias e a Sustentabilidade

Um dos pontos altos da viagem é o fórum Diálogos Hidroviáveis Internacional. O painel colocará em pauta o potencial da navegação fluvial no continente, concentrando esforços nos desafios e oportunidades da Hidrovia Paraguai–Paraná.

Organizado por entidades dos segmentos portuário e aquaviário, o encontro debaterá tópicos cruciais para o futuro do setor, tais como:

  • Iniciativas de transição energética na frota naval;
  • Práticas de sustentabilidade e preservação ambiental;
  • Garantia de segurança jurídica para atração de novos investimentos;
  • Linhas de financiamento para o desenvolvimento de embarcações de menor impacto ecológico.

Resumo da Agenda

  • Evento: Visita oficial do Ministério de Portos e Aeroportos à Argentina
  • Período: 17 e 18 de junho de 2026
  • Cidade: Buenos Aires, Argentina

FONTE: Ministério de Portos e Aeropo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Mpor

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Aeroportos

Companhias aéreas enfrentam alta nos custos e devem ter queda de 50% na lucratividade em 2026

O aumento das tensões no Oriente Médio tem provocado impactos significativos na aviação mundial. Segundo projeções da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), os gastos adicionais com combustível devem elevar em cerca de US$ 100 bilhões os custos das companhias aéreas neste ano, reduzindo drasticamente a rentabilidade do setor.

A expectativa é que o lucro líquido global das empresas aéreas caia de aproximadamente US$ 45 bilhões registrados em 2025 para cerca de US$ 23 bilhões em 2026. Com isso, a margem líquida da indústria deve recuar de 4,2% para 2%.

As estimativas foram apresentadas por Willie Walsh, diretor-geral da IATA, durante a 82ª Assembleia Geral Anual da entidade, realizada no Rio de Janeiro.

Demanda por viagens continua em crescimento

Apesar do cenário de custos elevados, a entidade não classifica a situação atual como uma crise para a aviação comercial. Isso porque a demanda global por voos segue avançando, embora em ritmo inferior ao projetado antes do agravamento do conflito.

De acordo com a IATA, o segmento de passageiros deve registrar crescimento de 2,1%, enquanto o transporte de cargas aéreas tem previsão de expansão de 0,7%.

Walsh destacou que o período mais crítico para o setor ocorreu entre março e abril. Dados consolidados mostram que a demanda global por transporte aéreo, medida em quilômetros pagos por passageiro, apresentou queda de 3,4% em abril na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

Entretanto, ao excluir os mercados do Oriente Médio, o desempenho global teria apresentado crescimento de 1,2%, evidenciando que os impactos da guerra estão concentrados principalmente na região.

Passageiros mantêm planos de viagem apesar das tarifas mais altas

O executivo afirmou que o aumento do preço do combustível tem levado as empresas a reajustarem as tarifas aéreas. Ainda assim, os consumidores continuam demonstrando disposição para viajar.

Pesquisas realizadas pela entidade indicam que 86% dos passageiros consideram natural que os preços das passagens acompanhem a valorização do petróleo. Além disso, quase metade dos entrevistados pretende gastar mais com viagens em 2026 do que no ano anterior, enquanto 43% afirmam que manterão o mesmo orçamento.

Segundo Walsh, esse comportamento sustenta a expectativa de uma temporada de verão forte no Hemisfério Norte. A principal dúvida, no entanto, é por quanto tempo viajantes e empresas conseguirão absorver os custos crescentes da conectividade aérea.

IATA critica falhas na cadeia de suprimentos da indústria

Durante o evento, o diretor-geral da IATA também direcionou críticas à cadeia de suprimentos aeroespacial, apontando atrasos recorrentes na entrega de aeronaves e motores.

Segundo ele, a carteira global de pedidos ultrapassa 18 mil aeronaves, enquanto a idade média da frota mundial atingiu o recorde de 15,2 anos. Além disso, mais de 5 mil aeronaves modernas e mais eficientes em consumo de combustível deixaram de ser entregues conforme o planejado.

Na avaliação da entidade, esses problemas geraram perdas superiores a US$ 11 bilhões para as companhias aéreas somente em 2025, devido ao aumento dos custos de leasing, manutenção e menor eficiência operacional.

Fabricantes de motores são alvo de críticas

Walsh afirmou que o setor perdeu a paciência com os fabricantes de motores e cobrou maior comprometimento com qualidade e prazos de entrega.

O executivo argumentou que, enquanto as empresas aéreas enfrentam atrasos e problemas técnicos, os fabricantes vêm registrando crescimento expressivo de lucros. Para ele, a indústria precisa voltar a priorizar a confiabilidade dos equipamentos e atender às necessidades dos clientes.

Segurança aérea segue como referência mundial

Apesar dos desafios econômicos e operacionais, a segurança continua sendo um dos pontos fortes da aviação global.

Dados apresentados pela IATA mostram que quase 5 bilhões de passageiros viajaram em cerca de 39 milhões de voos durante o último ano. Nesse período, foram registrados 51 acidentes, dos quais oito tiveram consequências fatais.

Segundo Walsh, a evolução contínua da segurança depende da adoção de padrões globais, regulamentações consistentes e compartilhamento de dados entre autoridades e empresas do setor.

Para a entidade, a aplicação uniforme das melhores práticas internacionais permanece essencial para reduzir riscos e fortalecer ainda mais a segurança do transporte aéreo mundial.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lindsey Wasson

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Informação

Power banks em voos: companhias aéreas adotam novas regras para transporte de baterias portáteis

Passageiros que pretendem viajar com power banks precisam redobrar a atenção às novas regras de segurança adotadas pelas companhias aéreas. As medidas seguem orientações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e estabelecem limites para o transporte de carregadores portáteis em aeronaves.

As mudanças envolvem restrições de capacidade, forma de armazenamento durante o voo e proibição de uso em determinadas situações, com foco na prevenção de incidentes relacionados às baterias de lítio.

Limite de capacidade dos power banks

Pelas novas determinações, cada passageiro poderá embarcar com até dois carregadores portáteis de no máximo 100 Wh, capacidade equivalente a cerca de 27 mil mAh.

Já os aparelhos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh só poderão ser transportados mediante autorização prévia da companhia aérea, normalmente solicitada no momento do check-in.

Equipamentos que ultrapassem 160 Wh continuam proibidos em voos comerciais.

Onde os aparelhos devem ser transportados

As novas regras também alteram a forma de acomodação dos dispositivos dentro da aeronave.

Os power banks deverão permanecer obrigatoriamente em mochilas, bolsas ou itens pessoais posicionados sob o assento ou nos bolsões das poltronas. O armazenamento no compartimento superior da cabine, junto às malas de mão, não será permitido.

Outra orientação importante é que os carregadores portáteis não devem ser conectados às entradas USB da aeronave durante o voo.

Além disso, segue proibido o envio desses equipamentos na bagagem despachada.

Medidas buscam evitar riscos de incêndio

As restrições foram implementadas com base em recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci), após registros de incidentes envolvendo superaquecimento e princípios de incêndio causados por baterias de lítio em aeronaves.

O objetivo das novas exigências é ampliar a segurança operacional e reduzir riscos durante os voos.

Plataforma ajuda passageiros a verificar limites

Os viajantes podem consultar informações detalhadas sobre as regras no portal Tem Regra, que reúne orientações sobre o transporte de eletrônicos em aeronaves.

A plataforma também oferece uma calculadora que converte a capacidade dos aparelhos de mAh para Wh, permitindo que o passageiro verifique se o equipamento está dentro dos limites autorizados para embarque.

Veja o que muda no transporte de power banks

  • Cada passageiro poderá levar até dois aparelhos de até 100 Wh;
  • Equipamentos entre 100 Wh e 160 Wh exigem autorização da companhia aérea;
  • Power banks acima de 160 Wh estão proibidos;
  • Os dispositivos devem permanecer em bolsas ou mochilas durante o voo;
  • Não podem ser armazenados no compartimento superior da cabine;
  • O transporte em bagagem despachada continua vetado;
  • O uso conectado às entradas USB da aeronave não é permitido.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Aeroportos do Brasil ganham destaque entre os mais movimentados da América Latina

O avanço da aviação brasileira e os investimentos em infraestrutura colocaram o Brasil em posição de destaque no setor aeroportuário da América Latina. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), três terminais brasileiros figuram entre os dez mais movimentados da região em 2025: Guarulhos, Congonhas e Galeão.

Guarulhos lidera ranking latino-americano

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, apareceu na liderança do ranking regional após registrar mais de 23,1 milhões de passageiros ao longo de 2025. O número representa crescimento de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Com o resultado, o terminal paulista superou importantes centros aéreos do continente, como o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Congonhas e Galeão também aparecem entre os maiores

Além de Guarulhos, o levantamento inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou na sétima colocação com movimentação próxima de 11,9 milhões de passageiros.

Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, encerrou o ranking na décima posição, com cerca de 8,7 milhões de viajantes transportados. O terminal carioca também apresentou um dos maiores avanços do período, com crescimento de 23,6% no fluxo de passageiros entre 2024 e 2025.

Investimentos impulsionam modernização aeroportuária

O crescimento da movimentação aérea acompanha o aumento dos investimentos no setor. Em 2024, os aportes públicos em infraestrutura aeroportuária chegaram a R$ 549,5 milhões, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 3,38 bilhões.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos fortalecem a conectividade, melhoram os serviços aos passageiros e ampliam a segurança operacional nos aeroportos brasileiros.

Guarulhos receberá R$ 1,4 bilhão em melhorias

Considerado o maior terminal aéreo da América Latina, Guarulhos terá novos investimentos de R$ 1,4 bilhão anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O pacote inclui 21 projetos voltados à ampliação de terminais, integração tecnológica e modernização de áreas operacionais, como pátios e taxiways.

A renovação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024, também permitiu a retomada de obras estruturantes e a extensão da concessão até 2033.

Congonhas e Galeão passam por transformação

O Aeroporto de Congonhas também vive um amplo processo de modernização. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões, com foco em sustentabilidade, eficiência operacional e adequação aos padrões internacionais.

Após a conclusão das obras, a capacidade anual do terminal deverá aumentar de 22 milhões para quase 30 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro, o Galeão também deve receber novos aportes após o leilão de venda assistida realizado em março. O terminal foi adquirido pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, em um modelo que busca garantir a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade da concessão até 2039.

Transporte aéreo mantém ritmo de crescimento no Brasil

O desempenho dos aeroportos acompanha a expansão da demanda por transporte aéreo no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, mais de 34 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil, alta de 9,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

A movimentação internacional teve crescimento ainda mais expressivo, com mais de 8,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando em voos para o exterior — avanço de 13,2%.

Já o mercado doméstico registrou aumento de 8,35%, totalizando mais de 25,7 milhões de passageiros transportados nos três primeiros meses do ano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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Informação

Agenda ConectAR impulsiona debate sobre futuro da aviação civil no Brasil

A construção do novo planejamento estratégico da Agência Nacional de Aviação Civil para o período de 2027 a 2030 começou a ser debatida nesta semana durante o evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”. O encontro reuniu representantes do governo, órgãos de controle e instituições financeiras para discutir os rumos da aviação civil brasileira.

Entre os participantes esteve Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, que destacou a importância da Agenda ConectAR como eixo central para a modernização do setor.

Agenda ConectAR prevê medidas para fortalecer a aviação

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reúne 38 iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da aviação brasileira. O programa inclui ações para redução de custos operacionais, ampliação da conectividade aérea, incentivo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica no setor.

De acordo com o secretário, os próximos anos exigirão maior competitividade e um ambiente economicamente mais sustentável para as empresas aéreas.

“O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou.

Governo quer ampliar diálogo com a sociedade

Durante o painel, o secretário também ressaltou a necessidade de aproximar o setor da população. A proposta é ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil, reduzindo a judicialização e qualificando o debate público sobre os desafios enfrentados pelas companhias e operadores aeroportuários.

Outro ponto abordado foi a adaptação da Anac às políticas públicas definidas pelo Governo Federal, mantendo ao mesmo tempo sua autonomia técnica e administrativa.

Como exemplo, Longo mencionou o programa AmpliAR, voltado ao estímulo de investimentos privados em aeroportos regionais, além das discussões sobre flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.

BNDES destaca desafios no financiamento da aviação regional

Representando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de mecanismos de financiamento mais adequados à realidade do segmento.

Segundo ele, embora o banco já financie aeronaves fabricadas no Brasil, ainda existem dificuldades para apoiar a compra de aviões menores e usados, bastante comuns em operações regionais.

Henriques também destacou que temas como descarbonização da aviação e eletrificação já fazem parte do planejamento estratégico da instituição.

“A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora”, declarou.

TCU reforça importância da estabilidade regulatória

O auditor do Tribunal de Contas da União, Carlos Modena, afirmou que a credibilidade institucional da Anac é um dos principais ativos da aviação civil no país.

Para ele, a manutenção de um ambiente regulatório estável será decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo e garantir o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Aeroportos

Floripa Airport Cargo registra crescimento recorde no 1º trimestre de 2026

O Floripa Airport Cargo iniciou 2026 com resultados históricos na movimentação de cargas, consolidando sua posição como um dos principais polos de logística aérea no Brasil. O terminal encerrou o primeiro trimestre com desempenho recorde, refletindo a expansão registrada ao longo de 2025.

Crescimento expressivo nas rotas internacionais

Um dos principais destaques do período foi o avanço nas operações com a Europa. A rota Florianópolis–Frankfurt, operada pela Latam Cargo, apresentou aumento de 18% no volume transportado. A conexão conta com duas frequências semanais e fortalece o fluxo entre Santa Catarina e o mercado europeu.

Além disso, o terminal opera atualmente seis voos cargueiros por semana, incluindo ligações com Miami e a Alemanha. Rotas de passageiros para destinos como Panamá e Lisboa também contribuem para o transporte de cargas, ampliando a capacidade logística.

Resultado acompanha desempenho histórico de 2025

O bom desempenho em 2026 segue a tendência observada no ano anterior. Em 2025, o aeroporto registrou o maior crescimento do país na importação de cargas, com alta de 10% em relação a 2024. O resultado foi baseado em dados públicos divulgados por concessionárias aeroportuárias e pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Investimentos e eficiência operacional explicam avanço

De acordo com a concessionária responsável pelo aeroporto, o crescimento está diretamente ligado a investimentos contínuos em infraestrutura aeroportuária, ampliação de rotas e ganhos em eficiência operacional. O foco em cargas de alto valor agregado, integradas a cadeias globais de suprimentos, também contribui para o avanço do terminal.

Destaque nacional no setor de cargas

Com a combinação de novos serviços, localização estratégica e forte atividade econômica regional, o Floripa Airport Cargo se consolida como um importante hub logístico, ampliando sua relevância no cenário da aviação de cargas brasileira.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Logística

Ministério de Portos e Aeroportos: transição de comando mantém foco em investimentos e logística

O Ministério de Portos e Aeroportos inicia uma nova fase após a saída do ministro Silvio Costa Filho, que deixou o cargo após dois anos e meio de gestão. O período foi marcado por forte expansão da infraestrutura logística no Brasil, com investimentos estratégicos e recordes nos setores portuário e aeroportuário.

Entre 2023 e 2026, a pasta priorizou a atração de recursos para modernização dos modais, impulsionando a movimentação de cargas e o transporte de passageiros. No setor aéreo, melhorias estruturais acompanharam o crescimento da demanda, que se aproximou de 130 milhões de viajantes.

Inclusão e qualidade nos serviços ganharam espaço

A gestão também incorporou iniciativas voltadas à inclusão no transporte aéreo e à humanização dos serviços. Entre os destaques, está a implantação de salas multissensoriais para passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a capacitação de equipes para atendimento mais acessível.

Campanhas de enfrentamento à violência de gênero, como “Assédio Não Decola”, ampliaram a conscientização nos terminais. Houve ainda incentivo à formação profissional, com bolsas para cursos técnicos na área de aviação, além de ações voltadas ao transporte seguro de animais.

Conectividade e recordes reforçam papel estratégico

A ampliação da conectividade aérea no Brasil e a interiorização dos investimentos foram marcas da gestão. A modernização do Aeroporto de Congonhas consolidou o terminal como um dos principais hubs regionais.

No setor portuário, os resultados também foram expressivos. Em 2025, o país atingiu 1,34 bilhão de toneladas movimentadas, impulsionado principalmente pela exportação de commodities como soja, petróleo e carne bovina. O desempenho contribuiu para sucessivos superávits na balança comercial.

Indústria naval e concessões avançaram

O fortalecimento da indústria naval brasileira ocorreu com apoio do Fundo da Marinha Mercante, que financiou projetos bilionários. Paralelamente, o ministério avançou na agenda de concessões, com leilões que atraíram investimentos privados para portos e aeroportos.

Tomé Franca assume com foco em continuidade e inovação

A partir desta quarta-feira (1º), o comando da pasta passa para Tomé Franca, que assume com a missão de manter o ritmo de investimentos e ampliar a eficiência logística do país.

Com experiência técnica e participação direta em programas estratégicos, o novo ministro defende a continuidade das políticas públicas e o fortalecimento do diálogo com o mercado.

Planejamento prevê leilões e expansão da infraestrutura

Para 2026, o planejamento inclui novos leilões e projetos estruturantes. No setor aéreo, estão previstas concessões de terminais e expansão da aviação regional no Brasil. Já na área portuária, a meta é ampliar investimentos em complexos estratégicos como Santos e Paranaguá.

Entre as principais obras, destaca-se o túnel Santos-Guarujá, considerado um dos maiores projetos de infraestrutura em andamento no país.

Integração multimodal é prioridade

A nova gestão pretende avançar na integração entre modais de transporte, conectando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A proposta é reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do Brasil no comércio internacional.

Além disso, o fortalecimento das hidrovias e obras de dragagem fazem parte da estratégia para ampliar o escoamento da produção nacional de forma mais eficiente e sustentável.

Novo ciclo mantém foco em crescimento e competitividade

A transição no Ministério de Portos e Aeroportos ocorre em um cenário de expansão da logística brasileira. A expectativa é que a continuidade dos investimentos e a adoção de soluções inovadoras consolidem o país como um importante hub logístico na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroportos

Aena vence leilão do Aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

A espanhola Aena conquistou a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao apresentar um lance de R$ 2,9 bilhões em leilão realizado nesta segunda-feira (30), na B3, em São Paulo.

O valor superou com folga o lance mínimo, estipulado em R$ 932 milhões, e consolidou a empresa como nova controladora do terminal.

Disputa acirrada entre operadoras globais

O leilão contou com uma disputa intensa entre três concorrentes. A Aena saiu vencedora ao superar a proposta da Zurich Airport, que ofertou R$ 2,8 bilhões, e do consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, com R$ 1,88 bilhão.

A etapa final ocorreu em formato de viva-voz, elevando significativamente os valores apresentados inicialmente.

Novo contrato e pagamento à União

Além do aporte inicial, a concessionária vencedora deverá repassar à União uma taxa anual de 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. Com isso, a Aena assume 100% do controle do Galeão.

O modelo de concessão foi estruturado para garantir maior equilíbrio financeiro e alinhamento com contratos mais recentes do setor aeroportuário.

Acordo evitou devolução da concessão

O leilão é resultado de um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que viabilizou a reestruturação do contrato.

O operador anterior havia manifestado intenção de devolver o aeroporto em 2022, após prejuízos causados pela queda no fluxo de passageiros durante a pandemia de covid-19.

Entre as mudanças, ficou definida a saída total da Infraero, que detinha 49% da participação, enquanto o restante era controlado pela Vinci Airports e pela Changi Airports International.

Meta é ampliar movimento de passageiros

O governo federal projeta crescimento expressivo no movimento de passageiros do Galeão nos próximos anos. A expectativa é elevar o fluxo de cerca de 18 milhões para 30 milhões de passageiros anuais em até três anos.

O terminal já apresenta recuperação desde a redistribuição de voos do Aeroporto Santos Dumont, medida adotada a partir de 2023. Em 2025, o Galeão registrou 17,8 milhões de passageiros, o maior volume recente.

Quem é a Aena, nova operadora do Galeão

A Aena é considerada a maior operadora aeroportuária do mundo, com gestão de 80 aeroportos e dois heliportos em cinco países.

No Brasil, a empresa administra 17 aeroportos em nove estados, incluindo o movimentado Aeroporto de Congonhas, e responde por cerca de 20% da malha aérea nacional.

Globalmente, os terminais sob gestão da companhia movimentaram mais de 450 milhões de passageiros em 2025, sendo 321,6 milhões na Espanha e 45 milhões no Brasil.

A empresa iniciou operações no país em 2020, com aeroportos no Nordeste, e ampliou sua presença em 2023 ao assumir novos terminais em estados como São Paulo, Minas Gerais e Pará.

Além de Brasil e Espanha, a companhia também atua no Reino Unido, México e Jamaica, reforçando sua posição no mercado internacional de infraestrutura aeroportuária.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Greve

Greve na Lufthansa provoca cancelamentos de voos em 12 de fevereiro de 2026

A Lufthansa informou que enfrentará uma greve em toda a sua operação nesta quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026, após anúncio conjunto dos sindicatos Vereinigung Cockpit (VC), que representa os pilotos, e UFO, entidade que reúne os comissários de bordo. A paralisação foi comunicada com curto prazo e deve afetar significativamente a malha aérea da companhia.

Companhia prevê cancelamentos em toda a malha aérea

Segundo a empresa, a expectativa é de cancelamentos em larga escala ao longo de toda a rede de rotas da Lufthansa, impactando voos domésticos e internacionais. A companhia alerta que o movimento grevista pode gerar atrasos, remarcações e interrupções no serviço ao longo do dia.

Voos de outras empresas do grupo não serão afetados

A Lufthansa esclareceu que a greve não atinge voos operados por outras companhias do grupo. Permanecem fora da paralisação as operações da Austrian Airlines, Brussels Airlines, Eurowings, SWISS, Air Dolomiti, Discover Airlines, Edelweiss e Lufthansa City Airlines.

Passageiros serão notificados sobre alterações

Os passageiros impactados por cancelamentos ou mudanças de horários serão informados diretamente pela companhia, desde que os dados de contato estejam atualizados na reserva. A Lufthansa reforça a importância de manter telefone e e-mail corretos no sistema.

Orientação é verificar o status do voo antes do embarque

A empresa recomenda que todos os viajantes consultem o status do voo antes de se deslocarem ao aeroporto, a fim de evitar transtornos adicionais durante o período da greve.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Investing

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