Sustentabilidade

Silvio Costa Filho destaca protagonismo do Brasil na descarbonização e transição energética durante a COP30

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) participou, nesta segunda-feira (10), da abertura do Espaço do Desenvolvimento, promovido pelo Sistema Transporte — formado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), SEST SENAT e Instituto de Transporte e Logística (ITL) — em parceria com o MPor e o Ministério dos Transportes, na Green Zone da COP30, em Belém (PA). O evento reuniu autoridades, representantes do setor produtivo e organismos internacionais para discutir os desafios e oportunidades da transição energética e da descarbonização do transporte, com foco na integração entre políticas públicas, inovação logística e sustentabilidade.

Durante seu discurso, o ministro Silvio Costa Filho destacou o papel estratégico do Brasil na redução de emissões e na promoção de uma infraestrutura verde e eficiente. Ele enfatizou que a integração dos modais portuário e hidroviário à agenda climática global é essencial para o desenvolvimento sustentável do país. “O Brasil tem condições de liderar a transição energética do transporte mundial, unindo sustentabilidade, eficiência e geração de empregos verdes”, afirmou. O ministro adiantou que o MPor apresentará novas iniciativas de modernização e descarbonização ao longo da conferência, reforçando o alinhamento do governo federal com as metas climáticas internacionais.

Silvio Costa Filho também ressaltou a importância da presença do MPor na COP30 como demonstração do compromisso do governo com uma agenda integrada entre transporte, portos e meio ambiente. Segundo ele, o estande da CNT busca promover debates sobre combustíveis sustentáveis, como o SAF (Sustainable Aviation Fuel), uma das principais apostas do setor para reduzir as emissões na aviação. O ministro elogiou ainda a parceria institucional entre o governo federal e o Sistema Transporte, reconhecendo a contribuição da CNT para o desenvolvimento econômico do país. “A CNT é uma parceira fundamental da agenda de desenvolvimento do Brasil. Ninguém pode contar a história do nosso crescimento econômico sem mencionar o papel da Confederação Nacional do Transporte”, destacou.

O ministro dos Transportes, Renan Filho, também participou da cerimônia e enfatizou o simbolismo da Rota COP30, iniciativa que percorreu o trajeto até Belém por via rodoviária. A ação, segundo ele, é um marco para a descarbonização do transporte, demonstrando que é possível aliar eficiência logística, responsabilidade ambiental e cooperação público-privada.

O presidente da CNT, Vander Costa, destacou que o Brasil possui um legado consolidado na busca pela eficiência energética e pela redução das emissões no transporte. Ele relembrou programas históricos como o Proálcool, criado em 1975, e o Proconve, iniciado em 1986, reforçando que o país já dispõe de soluções eficazes que podem ser ampliadas. Para Costa, a renovação de frotas é essencial para acelerar a descarbonização no transporte de cargas e passageiros. “Não há necessidade de inventar a roda. O Brasil já tem soluções”, afirmou.

Instalado na Green Zone da COP30, o Espaço do Desenvolvimento é coordenado pelo Sistema Transporte, com apoio do MPor e do Ministério dos Transportes. O local funciona como ponto de encontro entre governo, setor privado e sociedade civil, promovendo painéis técnicos sobre mobilidade verde, inovação tecnológica e finanças sustentáveis. A programação inclui ainda parcerias com o Pacto Global da ONU e atividades que valorizam a cultura amazônica e a economia de baixo carbono.

A parceria entre o Ministério de Portos e Aeroportos, o Ministério dos Transportes e o Sistema Transporte reforça o compromisso do governo em acelerar soluções sustentáveis e consolidar o protagonismo do Brasil nas discussões internacionais sobre clima, logística e desenvolvimento econômico.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Sustentabilidade

COP30 em Belém discute financiamento climático, transição energética e adaptação às mudanças do clima

A partir desta segunda-feira (10), Belém assume o papel de capital mundial das discussões sobre mudanças climáticas. A cidade sedia a COP30, a 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), que segue até 21 de novembro.

Pela primeira vez, o evento acontece na Amazônia, bioma com a maior biodiversidade do planeta e essencial para o equilíbrio climático global. O desafio é recolocar o tema da crise climática no centro das prioridades internacionais.

Delegações de 194 países e da União Europeia participam das negociações. A expectativa é que Belém receba mais de 50 mil visitantes, entre diplomatas, cientistas, representantes de governos, movimentos sociais e organizações da sociedade civil.

Lula cobra ações práticas e financiamento para transição

Durante a Cúpula do Clima, também realizada em Belém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou que esta deve ser “a COP da verdade”. Ele reforçou a urgência de garantir financiamento internacional para acelerar a transição energética e reduzir a dependência dos combustíveis fósseis.

Segundo Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, a fala de Lula foi essencial para recolocar o debate sobre o fim dos combustíveis fósseis. “O presidente quer um roteiro concreto para essa transição — quais países começam, em quanto tempo e com quanto financiamento. Esse recado foi fundamental”, afirmou.

Dados da plataforma Climate Watch apontam que o uso de petróleo e carvão representa 75% das emissões globais de gases do efeito estufa, seguido pela agricultura (11,7%), processos industriais (4%) e desmatamento (2,7%).

Conjuntura global desafia avanços climáticos

Apesar dos alertas, o cenário internacional continua desafiador. Guerras, tensões políticas e o retorno de posturas negacionistas — como a saída temporária dos Estados Unidos do Acordo de Paris — atrasam o progresso.

Apenas 80 países atualizaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), compromissos criados há dez anos para reduzir emissões. Juntas, essas metas cobrem 64% das emissões globais. No entanto, grandes emissores como a Índia ainda não apresentaram novas metas.

Para Astrini, a falta de novas promessas representa “um dos pontos mais negativos da conferência”.

Adaptação, transição e balanço global: os eixos da COP30

Três grandes temas guiam as negociações da COP30: adaptação climática, transição justa e o Balanço Global do Acordo de Paris (GST).

A adaptação busca definir indicadores que ajudem países a se preparar para eventos climáticos extremos, como tempestades e secas prolongadas. Já a transição justa deve ganhar um programa oficial com diretrizes para proteger trabalhadores e comunidades afetados pela descarbonização da economia.

O Balanço Global, iniciado na COP28 em Dubai, tem o objetivo de medir o progresso e orientar ações concretas contra o aquecimento global.

Financiamento climático é o maior impasse

O financiamento climático continua sendo o ponto mais sensível das negociações. Segundo Astrini, os países ricos ainda não cumpriram as promessas de investir em soluções sustentáveis para as nações em desenvolvimento. “O dinheiro nunca apareceu, e isso gerou uma crise de confiança”, criticou.

Para tentar destravar o impasse, foi apresentado o plano “Mapa do Caminho de Baku a Belém”, que prevê US$ 1,3 trilhão por ano em investimentos climáticos.

O Brasil lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), com mais de US$ 5,5 bilhões prometidos para a preservação de florestas em 70 países. Ao menos 20% dos recursos devem ir para comunidades tradicionais e povos indígenas.

Sociedade civil marca presença histórica

Com forte mobilização, a sociedade civil promete protagonismo inédito na COP30. Além da Zona Azul, restrita a negociadores, a Zona Verde, no Parque da Cidade, será aberta ao público e reunirá projetos de tecnologia, inovação e sustentabilidade.

A conferência deve registrar a maior participação indígena da história, com mais de 3 mil representantes. Para Dinamam Tuxá, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), é essencial que os acordos sejam cumpridos e que os povos tradicionais participem “de igual para igual” nas decisões.

Na Cúpula dos Povos, marcada para quarta-feira (12) na UFPA, movimentos sociais, quilombolas e ribeirinhos de mais de 60 países discutirão uma transição climática justa. Uma barqueata no Rio Guamá e uma grande marcha no sábado (15) devem marcar os atos públicos.

“Clima não é assunto só de ambientalista. Ele está no preço do café, na conta de luz e no prato de comida”, resume Márcio Astrini.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Sustentabilidade

Gás Verde conclui importação e instalação de plantas de Biometano e CO₂ no Porto do Rio de Janeiro

A Gás Verde S.A., empresa do Grupo Urca Energia, finalizou, na última quinta-feira (23), a importação e instalação de duas plantas industriais de alta tecnologia voltadas à produção de biometano e síntese de CO₂. O processo foi conduzido pela Alfândega da Receita Federal no Porto do Rio de Janeiro (ALF/RJO) e consolida a companhia como uma das principais referências em energia renovável e economia circular no país.

As importações começaram em fevereiro de 2025 e foram concluídas em outubro do mesmo ano, envolvendo um complexo processo logístico com embarques fracionados — cinco para a planta de CO₂ e seis para a planta de Adsorção por Variação de Pressão a Vácuo (VPSA), utilizada na purificação do biometano.

Todos os equipamentos foram inspecionados e liberados pela Receita Federal após análise técnica de peritos credenciados, confirmando a conformidade com o regime de Ex-tarifário, que concede redução tributária para bens de capital sem produção equivalente nacional.

Biometano: combustível-chave na agenda ESG

O projeto representa um avanço expressivo no cumprimento dos compromissos ESG (ambientais, sociais e de governança) da empresa. O biometano, combustível renovável obtido pela purificação do biogás proveniente de resíduos orgânicos, pode reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em comparação ao gás natural fóssil.

De acordo com informações do site gasverde.com.br, o biometano produzido pela Gás Verde substitui o gás natural em aplicações industriais, veiculares e energéticas, contribuindo para a neutralidade de carbono e a valorização de resíduos urbanos e agroindustriais.

A tecnologia VPSA garante maior eficiência energética e seletividade na separação de metano e dióxido de carbono, reduzindo desperdícios e otimizando o processo de purificação. Já a nova planta de síntese de CO₂ amplia a capacidade de captura, purificação e comercialização do gás, fortalecendo o conceito de indústria de baixo carbono na operação da empresa.

Inovação, transparência e governança sustentável

Com a implantação das novas unidades, a Gás Verde adota um modelo de infraestrutura inteligente e rastreável, alinhado às metas de descarbonização do Brasil até 2050 e aos critérios de financiamento sustentável.

A iniciativa também contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente os ODS 7 (Energia Acessível e Limpa), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima).

Todos os processos de importação foram realizados com transparência e conformidade fiscal, supervisionados pela Receita Federal e documentados eletronicamente via e-CAC, reforçando o compromisso da empresa com a governança regulatória.

Um passo decisivo para a transição energética nacional

A conclusão do projeto representa um marco para a transição energética no Brasil, integrando gestão de resíduos, energia limpa e inovação tecnológica. A partir das novas plantas, a expectativa é de aumento significativo na produção de biometano, com capacidade para abastecer frotas de transporte pesado e indústrias de médio porte na região Sudeste, além de gerar créditos de carbono certificados.

“O biometano é a ponte entre o Brasil do lixo e o Brasil do hidrogênio verde. Cada metro cúbico purificado representa menos emissões, mais eficiência e mais competitividade sustentável”, destacou um especialista do setor.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Economia

Brasil e Indonésia fortalecem parceria econômica e avançam em acordo de preferências tarifárias.

Cooperação Brasil–Indonésia ganha novo impulso em fórum empresarial

O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, representou o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin no Fórum Empresarial Brasil–Indonésia, realizado nesta quinta-feira (23) em Jacarta. O evento integrou a missão presidencial brasileira ao Sudeste Asiático, liderada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que destacou o papel do Brasil como potência econômica e líder na transição energética global.


Brasil oferece ambiente seguro e previsível para investidores

Durante o Painel Ministerial, Márcio Elias ressaltou o momento favorável da economia brasileira, marcado por estabilidade, previsibilidade e segurança jurídica, fatores que consolidam o país como destino estratégico para investimentos estrangeiros.

“Investir no Brasil hoje é uma decisão segura e estratégica. O governo do presidente Lula vem implementando reformas estruturantes e políticas industriais que criam uma base sólida para o desenvolvimento sustentável”, afirmou o secretário-executivo.


Avanço nas negociações entre Mercosul e Indonésia

Elias Rosa também anunciou avanços significativos nas negociações de um acordo de preferências tarifárias entre o Mercosul e a Indonésia, que deve ser debatido nas próximas semanas.

“Brasil e Indonésia compartilham sinergia e complementariedade econômica. Estamos próximos de um marco histórico que ampliará o comércio, gerará empregos e fortalecerá as cadeias produtivas regionais”, destacou.


Sustentabilidade e indústria verde no centro da cooperação

As políticas brasileiras de transição energética e descarbonização, como o RenovaBio e o Programa Mover, foram apresentadas como exemplos de inovação sustentável e indústria verde.

“O futuro da manufatura será definido pela sustentabilidade. Brasil e Indonésia podem liderar juntos essa transformação rumo a uma economia de baixo carbono”, completou o secretário.


Encontros com líderes empresariais e novos investimentos

Encerrando o dia, Márcio Elias reuniu-se com mais de 15 CEOs de grandes conglomerados indonésios para discutir oportunidades de negócios e investimentos bilaterais. O diálogo reforçou o crescente interesse da Indonésia em energia, infraestrutura, agronegócio e indústria verde, consolidando a missão presidencial como marco no fortalecimento das relações econômicas entre os países.


Contexto da visita e da parceria estratégica

A viagem do presidente Lula à Indonésia é a primeira de um chefe de Estado brasileiro desde 2008, quando foi criada a Parceria Estratégica Brasil–Indonésia. O encontro dá continuidade à visita de Prabowo Subianto ao Brasil, em julho de 2025, após sua participação na Cúpula do BRICS no Rio de Janeiro.

Na ocasião, os países reafirmaram o compromisso de ampliar a cooperação bilateral em comércio agrícola, bioenergia, segurança alimentar e sustentabilidade. Em 2023, o Plano de Ação Revitalizado da Parceria Estratégica (2023–2026) foi firmado pelo chanceler Mauro Vieira e o governo indonésio, com metas para fortalecer áreas como defesa, investimentos, turismo e meio ambiente.


Relações comerciais em ascensão

A Indonésia é o principal parceiro comercial do Brasil no Sudeste Asiático.
Em 2024, o intercâmbio comercial entre os dois países atingiu US$ 6,3 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 2,6 bilhões. As exportações do Brasil foram lideradas por farelo de soja (US$ 1,66 bilhão) e açúcares (US$ 1,65 bilhão), cada um representando 37% da pauta.

O Brasil busca ampliar o acesso de produtos agropecuários ao mercado indonésio e aprofundar a cooperação em bioenergia e biocombustíveis, áreas de alta convergência tecnológica entre as duas economias.


Brasil e ASEAN: integração regional estratégica

A missão presidencial também inclui uma visita à Malásia, de 25 a 28 de outubro, para a 47ª Cúpula da ASEAN (Associação das Nações do Sudeste Asiático), em Kuala Lumpur.

A ASEAN é o quinto maior parceiro comercial do Brasil, responsável por 20% do superávit da balança comercial brasileira. O comércio entre o Brasil e o bloco saltou de US$ 3 bilhões em 2002 para US$ 37 bilhões em 2024, um crescimento de 12 vezes em pouco mais de duas décadas.

FONTE: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC)
TEXTO: Redação

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Portos

Portos brasileiros adotam incentivos para reduzir emissões de carbono

Estudo da ANTAQ aponta avanços em descarbonização e uso de hidrogênio verde nos portos

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou o Eixo 3 do estudo “Diagnóstico de Descarbonização, Infraestrutura e Aplicações do Hidrogênio nos Portos”. O levantamento analisou iniciativas de cinco portos brasileiros voltadas à redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE), transição energética e aplicação do hidrogênio verde.

Os portos selecionados foram: Itaqui (MA), Pecém (CE), Paranaguá (PR), Santos (SP) e Açu (RJ). Todos se destacaram pelo bom desempenho no Índice de Desempenho Ambiental (IDA), pelos projetos em andamento de energia renovável e pelas experiências em descarbonização portuária.

Importância estratégica para o Brasil

Segundo o diretor da ANTAQ, Caio Farias, a descarbonização dos portos é fundamental para manter a competitividade do país no comércio internacional e atender às metas climáticas globais. Ele ressaltou a necessidade de políticas públicas, incentivos econômicos e parcerias internacionais para consolidar a infraestrutura sustentável.

“O alinhamento do Brasil às melhores práticas globais exige investimentos contínuos, capacitação técnica e cooperação internacional para garantir uma transição energética eficiente e duradoura”, destacou Farias.

Incentivos aos navios de baixo carbono

Todos os portos avaliados já oferecem benefícios a navios com menor pegada de carbono, como descontos tarifários e prioridade de atracação. Além disso, avançam na criação de Planos de Descarbonização. O Porto do Açu já possui um documento consolidado, enquanto os demais estão em fase de elaboração.

Entre as principais medidas em andamento estão:

  • instalação de painéis solares;
  • contratação de energia renovável certificada;
  • substituição de equipamentos a combustão por elétricos;
  • modernização da rede elétrica;
  • desenvolvimento de parcerias para uso de combustíveis de baixo carbono.

Inventário de emissões

Três portos – Santos, Itaqui e Açu – já possuem inventários completos de emissões de GEE. O destaque vai para o Porto do Açu, que incluiu o Escopo 3, abrangendo atividades como dragagem e transporte logístico, responsáveis pelo maior volume de emissões.

Recomendações do estudo

O relatório recomenda a criação de um Plano Nacional de Hidrogênio Verde e a implementação de incentivos fiscais para acelerar a adoção de combustíveis limpos. Também aponta a importância de parcerias público-privadas para estruturar corredores verdes de exportação e fomentar investimentos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

Entre as propostas, está a criação de corredores de transporte ecológicos, capazes de reduzir emissões da navegação global e melhorar a qualidade do ar em comunidades costeiras.

Cooperação internacional

O estudo faz parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre a ANTAQ e a Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ). O projeto está dividido em três eixos:

  • Eixo 1 (2021): revisão da experiência internacional em descarbonização portuária;
  • Eixo 2 (2024): diagnóstico do setor em conjunto com o Ministério de Portos e Aeroportos;
  • Eixo 3 (2025): análise de casos práticos em portos brasileiros.

Com isso, a ANTAQ busca consolidar diretrizes e boas práticas para a descarbonização dos portos brasileiros, tornando-os mais sustentáveis e alinhados às exigências internacionais.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Comércio Exterior, Economia, Informação, Investimento, Negócios, Notícias

Lula assina plano de ação com o Vietnã até 2030

Acordo envolve transição energética, agricultura e investimentos

Na segunda etapa da viagem à Ásia, o presidente Lula assinou, nesta sexta-feira (28), no Vietnã, um Plano de Ação para Implementação da Parceria Estratégica, que vai valer de 2025 a 2030 e envolver diversas áreas. Agricultura, tecnologia e transição energética, por exemplo.

O fluxo de comércio e investimentos também será foco do acordo. É que a relação comercial entre Brasil e Vietnã vem de produtos como soja – fornecemos cerca de 70% da soja importada por eles, além de carne de frango e algodão.

O presidente Lula afirmou que pretende iniciar negociações para acordos do Vietnã com o Mercosul a partir do segundo semestre, quando o Brasil assume a presidência temporária do bloco. Lula aproveitou também para fazer um convite para que o país participe da reunião do Brics, que ocorre em julho no Rio de Janeiro, e da COP 30, em novembro em Belém.

Lula falou também sobre exportação de produtos com valor agregado, como aeronaves. Na primeira etapa da viagem, ainda no Japão, o governo brasileiro anunciou a compra de 20 aviões da Embraer pela All Nippon Airways.

Antes da reunião com o presidente vietnamita Luong Cuong, Lula colocou flores no Monumento aos Heróis e Mártires, visitou o Mausoléu do Presidente Ho Chi Minh, onde também depositou coroa de flores e teve uma Cerimônia de Boas-Vindas.

Neste sábado (29), um fórum econômico com a participação de mais de cem empresários vai encerrar a viagem de Lula à Ásia. Ele retorna ao Brasil em seguida.

FONTE: Agencia Brasil
Lula assina plano de ação com o Vietnã até 2030 | Radioagência Nacional

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Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Logística, Navegação, Negócios

Acertando as contas: O momento decisivo para as ambições de emissões zero do setor marítimo

Hoje, mais de 80% das mercadorias trocadas no mundo são transportadas por navios, mas essa indústria também é responsável por até 3% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE), já que depende fortemente dos combustíveis fósseis.

Nos últimos anos, houve um intenso debate sobre o uso de combustíveis alternativos para a navegação, e várias ações positivas têm sido tomadas para viabilizar essa mudança. Embarcações que utilizam uma variedade de combustíveis alternativos de baixa emissão, como bio e e-metanol, bio e e-metano, biodiesel e amônia, estão em desenvolvimento, e algumas já estão em operação.

Vários países têm demonstrado visão de futuro e estão apoiando de forma sólida a agenda de descarbonização marítima. Singapura, por exemplo, tem desempenhado um papel de liderança ao promover uma abordagem neutra quanto ao tipo de combustível.

Como maior centro de abastecimento de combustíveis do mundo, Singapura está desenvolvendo cadeias de valor para amônia, hidrogênio e metanol, com o objetivo de apoiar o transporte marítimo internacional.

A Autoridade Marítima e Portuária de Singapura (MPA) também está fomentando a colaboração global para descarbonização e eficiência, estabelecendo seis Corredores de Navegação Verdes e Digitais (GDSCs).

Fechando a lacuna entre os tipos de combustível

Idealmente, a indústria marítima poderia identificar “o melhor” desses combustíveis alternativos. No entanto, nenhum deles possui a escalabilidade necessária para impulsionar toda a frota mercante global por si só.

Esses combustíveis têm origens diferentes, e existem gargalos significativos na cadeia de produção. Para que a oferta desses combustíveis cresça, é necessário um aumento imediato na demanda, estimulando essa oferta que ainda está em seus estágios iniciais.

É fundamental que sejam criadas regulamentações globais pela Organização Marítima Internacional (IMO), estabelecendo padrões para combustíveis verdes, prazos para a eliminação dos combustíveis fósseis e medidas eficazes de médio prazo para reduzir a grande diferença de custos entre os combustíveis fósseis e os verdes.

Em 2025, a IMO planeja alcançar acordos sobre esses temas. Os resultados dessas decisões terão um grande impacto na indústria, na capacidade de nossos clientes de financiar a descarbonização e no ritmo da transição energética.

Fonte: The Business Times
Acertando as contas: é hora de chegar às ambições líquidas zero do transporte marítimo – The Business Times

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Informação, Internacional, Investimento, Notícias

Na Finlândia é descoberta mina que pode fornecer energia por 20 milhões de anos

Uma descoberta geológica na Finlândia pode transformar o setor de energia mundial.

Pesquisadores anunciaram no início do mês a localização de uma enorme reserva de tório, um elemento químico considerado uma alternativa mais segura e eficiente ao urânio na geração de energia nuclear.

A quantidade do mineral encontrada é tão significativa que poderia abastecer o mundo por cerca de 20 milhões de anos, segundo o Eco News, a versão em inglês do site espanhol ECOticias, também conhecido como El Periódico Verde, especializado em meio ambiente.

O que é o tório e por que ele é importante?

O tório é um elemento químico radioativo que pode ser utilizado como combustível em reatores nucleares. Diferentemente do urânio, ele é mais abundante na natureza e oferece menos risco de acidentes nucleares. Reatores de tório produzem menos resíduos radioativos e não geram plutônio, reduzindo os riscos de proliferação nuclear.

Os cientistas vêm estudando o potencial do tório há décadas, mas o alto custo e a infraestrutura necessária para sua utilização ainda são desafios. No entanto, a descoberta na Finlândia pode impulsionar investimentos e acelerar a transição para essa nova tecnologia, segundo especialistas.

Onde a mina foi encontrada?

A jazida foi identificada na região de Peräpohja, no norte da Finlândia, por uma equipe de geólogos que realizava estudos na área. A quantidade exata de tório presente na mina ainda está sendo avaliada, mas as primeiras estimativas apontam para uma reserva sem precedentes na história da mineração desse elemento.

A localização estratégica da mina também favorece sua exploração. A Finlândia tem infraestrutura avançada para mineração e tecnologias de ponta que podem facilitar a extração e o processamento do material.

Impacto na transição energética

A descoberta pode ter um impacto profundo na transição global para fontes de energia mais limpas. Com a crescente pressão para reduzir a emissão de gases de efeito estufa e a dependência de combustíveis fósseis, o tório surge como uma alternativa promissora.

Se a exploração da reserva for viabilizada, pode haver uma mudança significativa no setor de energia nuclear, impulsionando pesquisas para reatores de físseis baseados nesse elemento. Isso também pode reduzir a dependência de países ocidentais em relação ao urânio, cuja cadeia de suprimentos é controlada por poucos produtores no mundo.

Alto investimento

Apesar do grande potencial da descoberta, ainda existem desafios significativos para que o tório se torne uma realidade comercial. Atualmente, a maioria dos reatores nucleares do mundo é projetada para usar urânio, o que significa que seria necessário um alto investimento na adaptação da infraestrutura.

Além disso, ainda há regulações rigorosas para o uso do tório como combustível nuclear, o que pode retardar sua adoção em larga escala. Mas o avanço da pesquisa finlandesa e a busca por alternativas energéticas sustentáveis pode significar um passo crucial para a revolução do setor nuclear nos próximos anos.

Fonte: R7
Finlândia descobre mina que pode fornecer energia por 20 milhões de anos – Noticias R7

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Importação, Informação, Sustentabilidade, Tecnologia

Lula sanciona Programa de Aceleração da Transição Energética

Iniciativa permite utilizar créditos de pessoas jurídicas como instrumento de financiamento para transição energética

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou na última quarta-feira (22) o projeto de lei (PL) que institui o Programa de Aceleração da Transição Energética (Paten).

O Paten viabiliza o acesso a crédito para empresas que possuem valores a receber da União, como precatórios e créditos tributários, para financiar projetos ligados à transição energética.

O programa será composto por créditos que devem ser aprovados pela Receita Federal. Com a iniciativa, fica reduzida a zero a alíquota do Imposto sobre Importação (II), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Pis/Pasep e Cofins.

A isenção será válida para a importação ou aquisição no mercado interno de insumos, de bens, partes, peças e produtos intermediários para a fabricação de caminhões, ônibus, tratores e escavadeiras movidos a Gás Natural Liquefeito (GNL) ou Gás Natural Veicular (GNV), durante o período de dez anos.

O programa valerá para projetos de desenvolvimento de tecnologia e de produção de combustíveis que reduzam a emissão de gases do efeito estufa, como etanol, bioquerosene de aviação, biodiesel e outros.

Três trechos foram vetados do projeto.

Segundo a decisão, não havia ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro, de que poderia impossibilitar a diminuição de investimentos em projetos de eficiência energética e para assegurar a destinação de recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima apenas a investimentos que estejam alinhados à Política Nacional sobre Mudança do Clima e às metas brasileiras de redução de emissão de gases de efeito estufa.

Os objetivos do Paten incluem:

  1. Desenvolvimento de tecnologias e a produção de combustíveis de baixa emissão; expansão e modernização da geração e transmissão de energia renovável;
  2. Substituição de fontes energéticas de alta emissão por fontes limpas;
  3. Desenvolvimento de projetos de recuperação e valorização energética de resíduos; capacitação técnica e pesquisa em energia renovável;
  4. Desenvolvimento da produção e distribuição de gás natural e fertilizantes nitrogenados; descarbonização da matriz de transporte.

Paten

O programa também contemplará ações de expansão e modernização de geração e transmissão de energia solar, eólica, nuclear, de biomassa, de gás natural, de biogás e biometano, além de outras ações de transição energética.

As empresas que aderirem ao programa poderão receber recursos do Fundo de Garantia para o Desenvolvimento Sustentável, chamado de Fundo Verde. O fundo será administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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