Inovação, Tecnologia

Bolha de IA pode ser maior do que a de empresas de internet na década de 1990

Economista-chefe da Apollo, Torsten Slok, afirma que as 10 principais ações do S&P 500 estão mais supervalorizadas hoje do que no boom da década de 1990. UBS e Citi também advertem para formação de bolha acionária

Os alertas mais recentes de analistas e investidores do mercado financeiro sobre uma possível bolha de supervalorização de ações no S&P 500 têm chamado atenção, com paralelos cada vez mais evidentes à crise das empresas pontocom de duas décadas atrás.

As discussões sobre a formação de uma bolha não são novidade em Wall Street. Começaram a ganhar fôlego desde que a estreia do ChatGPT, no fim de 2022, desencadeou uma corrida pelo desenvolvimento de ferramentas de inteligência artificial (IA), com repercussão no mercado de ações.

Torsten Slok, economista-chefe da Apollo Global Management – empresa global de gestão de ativos -, advertiu esta semana em nota a clientes que os 10 principais nomes do índice de referência, a maioria empresas de tecnologia, estão sendo negociados a uma relação preço/lucro futura de 12 meses, em contraposição a 25 meses da média do S&P 500.

“A diferença entre a bolha de TI da década de 1990 e a bolha de IA de hoje é que as 10 maiores empresas do S&P 500 hoje estão mais supervalorizadas do que na década de 1990”, escreveu Slok.

Mesas de pesquisa de grandes bancos, como Goldman Sachs e Bank of America, têm dado sinais mais sutis de que a IA pode impulsionar a produtividade e os lucros, com impacto no mercado de ações nos próximos anos.

Os lucros das empresas do S&P 500 devem crescer 8% este ano, um desempenho considerado mediano para um ano longe da média. O que chama a atenção é o quanto desse crescimento depende do setor de tecnologia. Espera-se que as empresas do Vale do Silício aumentem seus lucros em 21% — o maior crescimento de todos os setores. Em contrapartida, os lucros do varejo devem avançar apenas 2,5%.

No setor de tecnologia, a expectativa é que as empresas de semicondutores — um dos setores com maior exposição global no mercado de ações — impulsionem os lucros este ano, com uma alta projetada de 49%.

Esse entusiasmo é um sinal de que Wall Street está apostando que a demanda por casos de uso de IA superará a turbulência tarifária ou as oscilações do mercado de trabalho.

O desempenho das ações das Big Techs em 2025 reforça essa percepção. As Sete Magníficas — Apple, Amazon, Alphabet, Meta, Microsoft, Tesla e Nvidia — valem juntas cerca de US$ 14 trilhões em valor atualizado de mercado.

Esse grupo representa aproximadamente 31% do valor de mercado total do S&P 500. Em comparação, no auge da bolha pontocom, em 2000, as maiores empresas representavam cerca de 22% do índice.

Risco sistêmico

Essa concentração levanta preocupações sobre risco sistêmico e vulnerabilidade do índice a quedas abruptas. Em abril, em meio ao impacto causado pelo tarifaço do presidente americano Donald Trump, essas sete empresas perderam US$ 800 bilhões em valor de mercado num único dia.

Na semana passada, estrategistas do UBS advertiram clientes que o mercado tem todos os ingredientes para uma bolha acionária. O risco seria menor, no entanto, se o Federal Reserve (Fed) – o banco central dos EUA – mantiver uma estratégia mais conservadora de política monetária, mantendo juros mais elevados por mais tempo.

De acordo com o banco, assim que o Fed retomar os cortes de juros, as condições para uma bolha devem estar presentes. “Aumentamos a probabilidade de um cenário de bolha para 25% no fim de 2026 e reconhecemos o risco de que isso seja muito baixo”, escreveram os estrategistas.

No início do mês, o Citi disse acreditar que as ações continuariam a ter um desempenho superior, graças à formação de uma bolha de IA nas ações.

“Nosso palpite é que uma possível bolha em ações relacionadas à IA pode atingir o pico apenas cerca de meio ano antes do pico do investimento em dólares americanos”, escreveram analistas, referindo-se aos gastos de capital relacionados à IA.

Gigantes de tecnologia como Amazon, Google, Microsoft e Meta estão aumentando de forma robusta os investimentos em IA. Os gastos combinados das Big Techs devem ultrapassar US$ 320 bilhões em 2025.

Alguns investidores estão preocupados com o prazo para que essas apostas proporcionem retorno sobre o investimento – uma possível demora pode acelerar o risco sistêmico e a vulnerabilidade do S&P 500.

Fonte: NeoFeed

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Inovação, Negócios, Tecnologia

Uber investe US$ 300 milhões para criar frota de robotáxis e terá carros autônomos em 2026

Empresa planeja lançar táxis autônomos nos EUA já em 2026 e comprará 20 mil veículos elétricos do modelo Lucid Gravity

O aplicativo de transporte Uber anunciou que investirá cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,67 bilhão, na cotação atual) na compra de ações da fabricante americana de carros elétricos Lucid Motors, com o objetivo de criar sua própria frota de robotáxis.

O setor de táxis autônomos tem despertado o interesse de vários investidores, como a Waymo — empresa controlada pelo Google — que, até o momento, lidera esse mercado nos Estados Unidos.

No final de junho, a Tesla estreou seu primeiro serviço de táxis autônomos em Austin, no Texas, operando em uma área restrita e com uma frota ainda pequena.

A Uber, por outro lado, firmou uma parceria com a Waymo e já disponibiliza um serviço de veículos autônomos em Atlanta, na Geórgia, e também em Austin.

Contudo, o acordo anunciado nesta quinta-feira representa um avanço importante: a Uber adquiriu cerca de 3% do capital da Lucid Motors, com base na cotação atual das ações.

O anúncio provocou uma alta de quase 30% nas ações da Lucid em Wall Street, por volta das 11h40, no horário de Brasília.

Como parte do acordo, a Uber se comprometeu a adquirir pelo menos 20 mil carros autônomos, baseados no SUV Lucid Gravity, ao longo dos seis anos seguintes ao início da produção, previsto para o segundo semestre de 2026.

Os veículos serão projetados especialmente para a Uber, em colaboração com a Nuro, startup especializada em softwares de direção autônoma.

De acordo com comunicado divulgado nesta quinta-feira, a Uber também fará um investimento na Nuro e pretende lançar seus novos veículos autônomos em uma “grande cidade dos Estados Unidos” até o final do próximo ano.

A Lucid e a Nuro já estão testando o protótipo do robotáxi em um circuito fechado na cidade de Las Vegas.

Fonte: G1

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Comércio Exterior, Tecnologia

Tecnologia, Big Data e o Futuro do Comércio Internacional: entrevista com a especialista Mariana Tomelin

Com mais de 15 anos de atuação no comércio exterior, Mariana Pires Tomelin é referência quando o assunto é internacionalização de empresas. À frente da Exon Trade Business Intelligence, ela lidera projetos que integram inteligência comercial, análise de dados e tecnologia de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para ampliar o desempenho de empresas brasileiras em mercados globais. Com domínio de seis idiomas e uma abordagem estratégica, Mariana atua em negociações multiculturais e apoia indústrias a se posicionarem de forma sólida e competitiva fora do Brasil.

Nesta entrevista, a especialista compartilha sua visão sobre as transformações tecnológicas no comércio internacional, os desafios enfrentados por empresas iniciantes na exportação e os caminhos para a inovação no setor. Confira:

Como a tecnologia tem transformado o comércio internacional?

MARIANA – A transformação digital trouxe automação de processos aduaneiros, rastreabilidade logística em tempo real e plataformas de integração entre fornecedores, compradores e agentes logísticos. Hoje, é possível exportar com mais segurança, velocidade e inteligência.

Qual o papel do Big Data no comércio exterior?

MARIANA – O Big Data possibilita decisões baseadas em dados concretos: desde a identificação de mercados potenciais até a análise de concorrência, preços praticados e comportamento de consumo global. Com ferramentas avançadas, é possível traçar estratégias muito mais eficazes.

Quais tecnologias emergentes você considera aliadas das empresas que querem se posicionar globalmente?

MARIANA – Inteligência Artificial, blockchain, automação aduaneira, plataformas de e-commerce B2B e ERPs integrados são essenciais. Essas ferramentas otimizam custos, aumentam a segurança jurídica e ampliam o alcance comercial das empresas.

Qual a importância do comércio internacional para as empresas atualmente?

MARIANA – O comércio internacional é uma alavanca estratégica para o crescimento das empresas. Ele permite acesso a novos mercados, maior escala de produção, diversificação de receitas e redução de dependência do mercado interno. Para muitas empresas, internacionalizar-se deixou de ser uma opção e se tornou uma necessidade.

Como a exportação contribui para a solidez e longevidade das empresas?

MARIANA – Exportar é uma forma de gerar receita em moeda forte, diluir riscos e aumentar a competitividade. Além disso, empresas exportadoras tendem a investir mais em inovação, qualidade e eficiência, o que as torna mais resilientes em momentos de crise.

Por que diversificar mercados é uma estratégia tão relevante no comércio exterior?

MARIANA – A diversificação reduz a exposição a riscos geopolíticos, variações cambiais e mudanças regulatórias. Atuar em diferentes regiões permite equilibrar sazonalidades e adaptar produtos a múltiplos perfis de consumo.

Por que é fundamental que a empresa se posicione estrategicamente no mercado internacional?

MARIANA – O posicionamento define como a marca será percebida globalmente. Uma empresa bem posicionada comunica seus diferenciais, valores e capacidade produtiva de forma coerente e confiável, o que impacta diretamente na atração de clientes e parceiros comerciais.

Como consultorias especializadas podem acelerar o processo de internacionalização?

MARIANA – Consultorias estratégicas conhecem os atalhos legais, logísticos e comerciais para cada país. Elas ajudam a evitar erros caros, planejar com eficiência, reduzir custos tributários e abrir portas por meio de uma rede de contatos qualificada.

O quanto é importante entender a legislação internacional e os trâmites burocráticos?

MARIANA – O desconhecimento legal é um dos principais fatores que inviabilizam ou tornam uma operação internacional deficitária. Conhecer as normas, tanto do país de origem quanto de destino, garante segurança jurídica, redução de riscos e maior agilidade no processo.

Quais são os principais erros cometidos por empresas iniciantes no comércio exterior?

MARIANA – Entre os erros mais comuns estão: subestimar os custos logísticos, não adequar o produto ao mercado-alvo, negligenciar barreiras não-tarifárias, não buscar apoio técnico e trabalhar sem contratos bem elaborados.

Que papel o planejamento estratégico desempenha no sucesso da exportação?

MARIANA – O planejamento permite antecipar riscos, organizar processos, preparar equipes e construir metas realistas. Sem planejamento, a exportação pode virar um esforço isolado e insustentável.

Como as micro e pequenas empresas podem começar a exportar com segurança?

MARIANA – Elas devem buscar capacitação, participar de programas de incentivo à exportação, estudar o mercado-alvo e começar com operações-piloto. Hoje, há muitas plataformas e órgãos de apoio à disposição.

A atuação internacional exige adaptação dos produtos ou serviços?

MARIANA – Em muitos casos, sim. Pode ser necessária a adaptação de embalagem, rótulos, certificações técnicas e até mesmo do posicionamento da marca. Essa adaptação demonstra respeito ao mercado local e aumenta a aceitação do produto.

Como lidar com as exigências documentais do comércio exterior?

MARIANA – É essencial montar um checklist robusto e manter uma comunicação fluida entre os departamentos envolvidos. Ter apoio de um despachante aduaneiro e sistemas integrados de gestão documental é um grande diferencial.

O que mudou no comércio exterior nos últimos 5 anos?

MARIANA – Houve avanços expressivos na digitalização dos processos, maior exigência de sustentabilidade, aumento da volatilidade geopolítica e uma crescente demanda por rastreabilidade e transparência.

Quais habilidades você considera essenciais para um profissional da área?

MARIANA – Visão estratégica, capacidade de negociação, conhecimento técnico em legislação e logística, domínio de idiomas, familiaridade com tecnologia e sensibilidade cultural são indispensáveis.

Como você enxerga o papel do Brasil no comércio exterior nos próximos anos?

MARIANA – O Brasil tem potencial para ser protagonista, especialmente com alimentos, minérios, energia limpa e biotecnologia. Para isso, é preciso investir em infraestrutura, acordos comerciais e redução da burocracia.

Que conselhos você daria para quem deseja construir carreira em comércio exterior?

MARIANA – Busque conhecimento prático, aprenda com erros, esteja sempre atualizado e desenvolva uma mentalidade global. O profissional dessa área precisa ser curioso, resiliente e conectado com as mudanças do mundo.

Há espaço para inovação no comércio exterior?

MARIANA – Muito. Desde soluções logísticas inteligentes até plataformas de matchmaking internacional, passando por fintechs de câmbio e crédito. O setor ainda tem muito a evoluir com apoio de tecnologia.

Qual mensagem você deixa para as empresas brasileiras que ainda não exportam?

MARIANA – A internacionalização pode parecer desafiadora, mas é perfeitamente viável com planejamento, orientação e coragem. O Brasil tem produtos e talentos de altíssimo nível; com a preparação adequada é possível diversificar mercados e trazer inúmeros benefícios para a empresa e para a sociedade.

Sobre a especialista:

Mariana Pires Tomelin é especialista em Comércio Exterior e fundadora da Exon Trade Business Intelligence. Com atuação estratégica em projetos de internacionalização, Mariana tem como missão tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador. Seu trabalho une experiência técnica, visão de futuro e fluência cultural, transformando dados e desafios em estratégias de expansão global para empresas brasileiras.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: FREEPIK / DIVULGAÇÃO

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Exportação, Internacional

China restringe exportação de tecnologia de baterias para carros elétricos

Governo chinês exige licença para exportar tecnologia de materiais catódicos usados em baterias de elétricos

A China anunciou, nesta terça-feira (15), uma nova rodada de restrições à exportação de tecnologias estratégicas ligadas à produção de baterias para veículos elétricos. Entre os itens agora incluídos na lista de controle do Ministério do Comércio estão as tecnologias de preparo de materiais catódicos como o fosfato de ferro e lítio (LFP) e o fosfato de ferro manganês-lítio (LMFP), amplamente utilizados em baterias de íon-lítio.

Com a atualização, qualquer exportação dessas tecnologias passa a requerer uma licença específica do governo chinês. A justificativa oficial é equilibrar desenvolvimento e segurança, impedindo que métodos considerados sensíveis sejam transferidos sem controle para o exterior.

“A tecnologia de preparação de materiais catódicos está sendo cada vez mais aplicada em áreas sensíveis. Incluir essas tecnologias na categoria de exportação restrita ajudará a promover o uso seguro e sustentável”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio.

Galeria: CATL – Salão de Munique 2023

A medida afeta diretamente empresas envolvidas na cadeia de suprimentos global de baterias, incluindo fabricantes de células, sistemas de armazenamento e montadoras. Embora a exportação não esteja completamente proibida, a exigência de autorização prévia pode dificultar o acesso a essas tecnologias por empresas estrangeiras.

Além dos materiais catódicos, a revisão do catálogo chinês também ampliou o controle sobre processos metalúrgicos não ferrosos, como a extração de lítio de salmouras e espodumena, preparação de carbonato e hidróxido de lítio, além da produção de metais como lítio metálico e gálio.

A nova restrição ocorre em meio ao protagonismo da China no mercado global de baterias. Empresas como CATL e BYD lideram a produção de células LFP, que vêm ganhando espaço não apenas no mercado chinês, mas também em modelos de entrada na Europa e nos Estados Unidos.

Originalmente menos valorizadas em mercados ocidentais devido à menor densidade energética em comparação com as células NMC (níquel-manganês-cobalto), as baterias LFP evoluíram significativamente nos últimos anos. Novas gerações oferecem recargas mais rápidas e maior durabilidade, tornando-se atraentes para veículos acessíveis e para uso em frotas e serviços de mobilidade.

Mesmo quando produzidas fora da China, muitas células LFP ainda dependem de tecnologias e insumos desenvolvidos por empresas chinesas, especialmente nos estágios de preparo de cátodos e seus precursores.

Impacto global e tensões geopolíticas

A inclusão das tecnologias de baterias no catálogo restritivo também tem implicações geopolíticas. Os Estados Unidos e a União Europeia já demonstraram preocupação com a alta dependência de insumos críticos e tecnologias industriais provenientes da China. A medida reforça o movimento chinês de proteger setores estratégicos diante de disputas comerciais e tecnológicas. 

Vale lembrar que a China já havia imposto controles rigorosos à exportação de elementos de terras raras e, mesmo após suspender proibições absolutas, manteve dificuldades práticas no processo de concessão de licenças, com casos de autorizações revogadas por motivos formais.

A mudança indica que Pequim está disposta a usar seu domínio na cadeia de suprimentos de baterias como ferramenta estratégica. Para o setor automotivo global, especialmente fabricantes de veículos elétricos e seus fornecedores, o recado é claro: depender da China em etapas críticas da tecnologia pode se tornará cada vez mais arriscado.

Fonte: Inside EVs

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Portos, Tecnologia

Nova função de aplicativo facilita o envio de informações para melhorias urbanas no Porto de Santos

População pode registrar problemas de zeladoria urbana dentro do complexo portuário e acompanhar a resolução diretamente no app.

A Autoridade Portuária de Santos (APS), no litoral de São Paulo, lançou uma nova funcionalidade no aplicativo Porto de Santos. A ferramenta conta com a área Zeladoria Cidadã, onde permite à população registrar e enviar informações sobre problemas urbanos no complexo portuário. O app busca fomentar a participação social e melhorar a infraestrutura local.

A nova funcionalidade já está disponível e permite que qualquer pessoa registre, envie fotos e abra um chamado junto à APS para solicitar reparos como buracos no asfalto, problemas de iluminação, acúmulo de lixo e vazamento de água nas vias do porto.

O aplicativo é gratuito e está disponível na Play Store e na Apple Store. Segundo a autoridade portuária, o desenvolvimento do programa foi realizado por meio da Fábrica de Softwares, uma parceria entre as empresas Paipe e MSB, contratadas para fornecer soluções tecnológicas sob demanda da Gerência de Desenvolvimento de Sistemas.

Os contratos somam cerca de R$ 6 milhões, valor que se refere ao atendimento de diversas necessidades de desenvolvimento da empresa. No entanto, o valor específico para o aplicativo não foi informado.

Como funciona

Para utilizar o serviço, é necessário baixar o aplicativo Porto de Santos, acessar a aba “Fale com o Porto” e, na sequência, “Acessar Zeladoria”. Após realizar o cadastro, o usuário pode registrar a solicitação, informando dados, o local exato e, se houver, anexar imagens para detalhar a situação.

A solicitação será analisada e, se aprovada, encaminhada ao órgão competente para atendimento. O sistema permite o acompanhamento e a resolução das demandas.

De acordo com a APS, o objetivo é beneficiar tanto os usuários quanto as equipes responsáveis pela zeladoria. A funcionalidade não será integrada a outras plataformas públicas, sendo conectada exclusivamente aos sistemas internos de gestão do Porto de Santos.

Investimentos em inovação

Além do aplicativo, a APS divulgou um portfólio de inovações para enfrentar desafios operacionais e consolidar sua liderança no cenário logístico internacional. Entre os projetos em andamento, constam uma rede 5G privativa, o VTMIS e o futuro Gêmeo Digital. Veja abaixo detalhes dos projetos:

Rede 5G

Um convênio de cooperação técnica e financeira firmado entre APS e Fundação Parque Tecnológico Itaipu (Itaipu Parquetec) prevê o investimento de cerca de R$ 31 milhões ao longo de três anos para ampliar a conectividade do Porto Organizado. A primeira fase, que aguarda a liberação da Anatel para instalação das antenas, contemplará o complexo da presidência da empresa, o Parque Valongo e a Ponte de Inspeção Naval.

VTMIS

A APS ainda lançará o edital para instalação do Sistema de Gerenciamento de Informações do Tráfego de Embarcações (Vessel Traffic Management Information System, VTMIS). A solução atuará como um centro de inteligência de dados, fornecendo às autoridades portuárias e à Marinha informações integradas sobre posicionamento de embarcações, condições climáticas, rotas de navegação e potenciais riscos.

Gêmeo Digital

Um grande simulador do Porto de Santos. Este é o conceito do Gêmeo Digital, outra parceria com o Itaipu Parquetec, que funcionará como uma réplica virtual do complexo portuário, espelhando informações sobre o tráfego de embarcações, movimento de cargas, uso dos berços, trânsito nas vias perimetrais, consumo de recursos hídricos, energéticos e outras variáveis.

Fonte: G1

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Tecnologia

Brasil dá partida em projeto que fortalece autonomia tecnológica na produção de ímãs de terras raras

Evento reuniu 28 empresas e marca o início de uma iniciativa nacional com investimento de R$ 73 milhões para consolidar a cadeia produtiva de ímãs permanentes

O Brasil deu um passo decisivo rumo à independência tecnológica em um setor estratégico da indústria. No dia 14 de julho, foi realizado o evento de lançamento oficial do projeto MagBras – Da Mina ao Ímã, reunindo representantes de 28 empresas envolvidas na iniciativa. Com investimento total de R$ 73 milhões, o projeto visa à consolidação de uma cadeia produtiva nacional de ímãs permanentes à base de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta e setores como energia limpa, mobilidade elétrica e defesa.

Liderado pelo Centro de Inovação e Tecnologia (CIT SENAI) de Minas Gerais, o MagBras conta com a participação de instituições científicas, fundações de apoio e grandes empresas nacionais e multinacionais. A coordenação geral é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O projeto foi aprovado no edital do Programa Mover, operado pelo SENAI Nacional e pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

Um dos grandes diferenciais do projeto é o LabFabITR – o primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério sul, adquirido pelo CIT SENAI em dezembro de 2023. Instalada anteriormente pela Codemge, a unidade em Lagoa Santa agora está integrada às estruturas do CIT nas áreas de química, metalurgia, processamento mineral, ligas especiais e meio ambiente.

O evento foi conduzido por Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Laser de Santa Catarina. Ele destacou a urgência e o potencial transformador do projeto. “A produção nacional de ímãs de terras raras é um marco para a indústria brasileira. É essencial para acelerar a transição energética, reduzir a dependência externa e reforçar nossa soberania tecnológica”.

O superintendente de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, enfatizou o caráter pioneiro da iniciativa. “Estamos diante de um momento ímpar. Este projeto nasceu da necessidade real do país, mesmo antes de uma aliança formalizada. Seu sucesso só foi possível graças ao comprometimento de diversos atores — empresas, institutos e universidades — que acreditaram em um propósito comum”.

Representando a Fundep, Ana Eliza Braga, coordenadora de Programas, reforçou a confiança no impacto do projeto. “Acreditamos que o MagBras tem potencial para reposicionar o Brasil na indústria global. É um projeto ambicioso, com forte base técnica e institucional, capaz de ampliar a maturidade tecnológica nacional e consolidar a integração entre academia e setor produtivo”.

Para a diretora técnica do IPT, Sandra Lúcia de Moraes, a iniciativa é motivo de orgulho nacional: “Desde o início, acompanho o projeto com entusiasmo. É um esforço grandioso, que une o nosso capital natural ao nosso capital intelectual. A transformação de conhecimento em tecnologia genuinamente brasileira é um passo essencial para o desenvolvimento sustentável do país”.

O pró-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jacques Mick, também celebrou a parceria. “É uma honra para a UFSC integrar essa aliança. A conexão entre universidade e indústria é fundamental para gerar soluções reais e promover o avanço científico com impacto social”.

O gerente executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI-SC, Maurício Cappra Pauletti, destacou o simbolismo do momento. “Estamos comemorando uma conquista construída com muito esforço coletivo. A união entre academia e indústria está dando origem a uma nova cadeia tecnológica no Brasil. Temos plena capacidade — técnica, intelectual e financeira — para tornar essa visão realidade”.

Encerrando as falas institucionais, o representante do Conselho Executivo FIEMG SENAI-MG, Ailton Ricaldoni, compartilhou sua trajetória e entusiasmo. “A tecnologia sempre esteve no meu DNA. Acompanhei o desenvolvimento industrial do Brasil ao longo das últimas décadas e sei o quanto esse projeto é necessário. Quando há boas ideias, nunca falta apoio — especialmente quando reunimos mentes brilhantes. O MagBras é o primeiro passo para que o Brasil deixe de exportar matéria-prima e passe a fornecer produtos de alto valor agregado”.

Aliança nacional para inovação industrial – Durante o evento, o coordenador do CIT SENAI ITR, André Pimenta, destacou a importância do momento: “Este é um encontro estratégico que alinha metas, cronogramas e responsabilidades entre empresas e instituições de ciência e tecnologia. Esse alinhamento inicial é essencial para garantir sinergia entre os atores e assegurar que todos os elos da cadeia — da mineração à produção final de ímãs — atuem de forma integrada”.

Segundo ele, Minas Gerais assume papel de protagonismo com a estrutura do CIT SENAI e os institutos de inovação em Processamento Mineral e Terras Raras. “O MagBras representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento econômico e tecnológico. Diante de um cenário geopolítico desafiador, este projeto é uma resposta direta à necessidade de fortalecer nossa autonomia industrial”.

Da Mina ao Ímã 

O Projeto MagBras, iniciativa estratégica do Programa Mover, em chamada do SENAI Departamento Nacional e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), é sustentado por uma robusta aliança industrial formada por 38 empresas, startups, centros de inovação, instituições de pesquisa e universidades e fundações de apoio que atuam em diversos elos da cadeia produtiva.

São elas: Aclara, Appia, ArcelorMittal, Bemisa, Borborema Recursos Estratégicos, Eion Mobilidade Sustentável, Greylogix, Integra Laser, Iveco, Lean 4.0, Meteoric, BBX do Brasil, Moderna 3D, MOSAIC, Nanum Nanotecnologia, Resouro, SCHULZ, ST George, Steinert, Stellantis, Strokmatic, Taboca, Tupy, Vale, Viridis, Viridion, Walbert, WEG e ZEN, além de 6 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) – Institutos SENAI de Inovação em Laser, Manufatura, Processamento Mineral e Materiais Avançados, CETEM, UFSC, IPT – e de 3 Fundações – Apoio à Inovação Tecnológica (FIPT), Apoio à Ciência, Cultura e Projetos Acadêmicos (FACC) e Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (FEESC).

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Tecnologia

Inteligência Artificial e Big Data ganham papel estratégico no comércio exterior, aponta especialista

A digitalização dos processos e o uso inteligente de dados vêm redesenhando o cenário global do comércio exterior. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA) e Big Data não são mais apenas tendências — tornaram-se ferramentas essenciais para empresas que desejam competir de forma eficiente, inovadora e sustentável no mercado internacional.

Quem afirma isso é a especialista em Comércio Exterior Mariana Pires Tomelin, com mais de 15 anos de experiência em internacionalização de indústrias e soluções voltadas à inserção em mercados globais. “A Inteligência Artificial permite processar uma quantidade imensa de dados em poucos segundos, identificar comportamentos de mercado, antecipar cenários econômicos e adaptar estratégias comerciais com precisão”, explica Mariana.

Segundo ela, ferramentas baseadas em algoritmos já são capazes de sugerir os melhores destinos para exportações, calcular custos logísticos de forma dinâmica e prever barreiras regulatórias que poderiam comprometer uma operação internacional.

O uso do Big Data, por sua vez, amplia o alcance estratégico das empresas. “Ao cruzar informações de múltiplas fontes, é possível descobrir novos nichos, ajustar preços de forma competitiva e monitorar, em tempo real, as movimentações dos concorrentes”, destaca. Essa visão macro fortalece o planejamento e reduz a incerteza nas decisões comerciais.

No entanto, Mariana faz um alerta: “Para extrair valor real dessas tecnologias, é fundamental que o conhecimento técnico em comércio exterior caminhe junto com a habilidade de lidar com sistemas e plataformas digitais”. Para ela, a qualificação da equipe se torna tão importante quanto a própria tecnologia.

À frente da consultoria Exon Trade Business Intelligence, Mariana lidera projetos que unem tecnologia de ponta e expertise técnica para transformar dados em decisões estratégicas. Seu trabalho está voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, com foco em inteligência comercial, compliance aduaneiro e estruturação tributária orientada por dados.

Multilíngue — com fluência em seis idiomas —, ela também se destaca pela atuação em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais. Reconhecida por sua mentalidade visionária, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional.

Para ela, o recado é claro: “Adotar soluções baseadas em IA e Big Data não é mais uma vantagem competitiva — é uma exigência do mercado atual. Empresas que desejam crescer, inovar e se manter relevantes no cenário internacional devem enxergar essas tecnologias como aliadas estratégicas para aumentar sua inteligência comercial e acelerar sua inserção global com segurança e assertividade.”

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Comércio Exterior, Tecnologia

Como a tecnologia está redefinindo o comércio exterior: da digitalização aduaneira à inteligência artificial

A transformação digital no comércio exterior já não é mais apenas uma vantagem competitiva — é um requisito para sobreviver e prosperar no mercado internacional. Tecnologias como Big Data, inteligência artificial, blockchain e automação estão remodelando processos, otimizando custos e ampliando as possibilidades de atuação global para empresas de todos os portes. Entender como essas ferramentas impactam o setor é essencial para quem deseja manter relevância em um cenário cada vez mais dinâmico e tecnológico.

Para aprofundar essa discussão, o ReConecta News conversou com Mariana Pires Tomelin, especialista em Comércio Exterior com mais de 15 anos de experiência, atuando de forma estratégica na internacionalização de indústrias e no desenvolvimento de soluções para inserção em mercados globais altamente competitivos. À frente da Exon Trade Business Intelligence, lidera projetos de consultoria que unem expertise técnica com tecnologias de ponta, como Inteligência Artificial e Big Data, para transformar dados em decisões estratégicas e impulsionar a performance internacional de seus clientes.

Seu trabalho é voltado à estruturação de operações internacionais eficientes, sustentáveis e personalizadas, integrando análises de mercado, compliance aduaneiro, estruturação tributária e inteligência comercial orientada por dados. Com domínio de seis idiomas — inglês, espanhol, mandarim, italiano, francês e português —, Mariana atua com fluidez em negociações multiculturais e ambientes corporativos globais.

Reconhecida por sua mentalidade visionária e por antecipar tendências, Mariana é referência na aplicação de business intelligence internacional, transformando desafios logísticos e comerciais em oportunidades reais de crescimento. Sua missão é clara: tornar o comércio exterior mais acessível, inteligente e inovador para empresas brasileiras que desejam conquistar o mundo.

De que forma a tecnologia tem transformado a operação das empresas no comércio exterior?

Mariana – A tecnologia tem revolucionado o comércio exterior ao automatizar processos, reduzir erros operacionais e aumentar a eficiência logística e aduaneira. Sistemas de gestão integrada (ERP), plataformas de despacho digital, inteligência artificial para classificação fiscal, rastreamento via IoT e digitalização de documentos permitem que uma exportação ou importação que antes levava semanas, hoje seja conduzida com mais agilidade e segurança. O tempo que antes era consumido por trâmites manuais é agora redirecionado para estratégias de expansão e relacionamento comercial.

Como o uso de Big Data pode influenciar a tomada de decisão no comércio internacional?

Mariana – O Big Data é um divisor de águas. Através dele, é possível mapear o comportamento de compra global, identificar tendências emergentes, analisar volumes, preços praticados por concorrentes, rotas logísticas mais econômicas e padrões alfandegários por país. As empresas que conseguem transformar dados em inteligência competitiva têm uma vantagem enorme: negociam melhor, alocam recursos de forma mais estratégica e entram em mercados com maior taxa de sucesso. A tecnologia de dados virou um verdadeiro radar comercial.

De que maneira a inteligência artificial pode apoiar a competitividade de empresas exportadoras?

Mariana – A inteligência artificial atua desde a previsão de demanda até a otimização fiscal e logística. Algoritmos podem recomendar mercados com maior probabilidade de sucesso para um produto específico, simular cenários com base em variações cambiais e sugerir ajustes na precificação para manter margens de lucro em mercados voláteis. Além disso, chatbots multilíngues, motores de recomendação e análise automatizada de contratos internacionais são aplicações reais que trazem ganho de escala e excelência operacional.

Como a digitalização dos processos aduaneiros tem impactado o setor de comércio exterior?

Mariana – A digitalização trouxe um ganho incalculável de tempo e transparência. Plataformas como o Portal Único do Comércio Exterior, junto a certificados digitais, blockchain para rastreabilidade de origem e sistemas de compliance automatizado, permitem operações mais fluidas e menos sujeitas a penalidades. A burocracia, embora ainda presente, se tornou mais previsível e menos onerosa com a digitalização, permitindo que até empresas de menor porte ingressem com mais confiança no mercado global.

Quais tecnologias emergentes devem moldar o futuro do comércio internacional nos próximos anos?

Mariana – Tecnologias como blockchain para autenticação de documentos, gêmeos digitais para simulação logística, inteligência artificial para análise preditiva de mercado, e realidade aumentada para apresentações de produtos à distância estão no radar do comércio internacional. Além disso, plataformas de integração global que conectam fornecedores, distribuidores, agentes de carga e aduanas em tempo real tendem a formar uma nova arquitetura digital do comércio mundial, tornando o setor mais colaborativo, rastreável e escalável. O futuro do comércio exterior será tecnológico ou simplesmente não será competitivo.

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Imposto de importação para carros elétricos e híbridos muda em julho; entenda

Nova alíquota de imposto de importação passou valer desde o início do mês

Híbridos, híbridos plug-in e elétricos importados podem ficar mais caros no Brasil. Isso se deve ao fato do aumento dos impostos de importação para esses veículos, num movimento do governo para tentar acelerar a produção nacional de veículos eletrificados. A mudança na alíquota passou a valer desde ontem, 1º de julho.  

Até o momento, Toyota, BMW, Caoa Chery e Fiat (essas duas últimas com híbridos-leves, os MHEV) são as únicas marcas que investem na produção de híbridos nacionais, enquanto a BYD anunciou recentemente a produção do 1º elétrico brasileiro, o Dolphin Mini (isso deve acontecer dentro das próximas semanas). As demais, principalmente chinesas, importam seus modelos eletrificados.  

Histórico de impostos

As novas alíquotas de impostos passam a ser de 25% para modelos 100% elétricos, 28% para híbridos plug-in e 30% para híbridos convencionais (HEV). Isso significa aumentos de 7%, 8% e 5%, respectivamente, frente as taxas válidas desde julho de 2024.  

Para efeito de comparação, em janeiro de 2024 as porcentagens de impostos eram de 10% para os carros totalmente elétricos, 12% para os híbridos plug-in e 15% para os híbridos convencionais.

Os próximos aumentos estão programados para julho de 2026, quando as três categorias de veículos eletrificados pagarão os mesmos 35% de impostos de importação, sem diferença entre híbridos, plug-in e elétricos.  

O que muda no mercado de carros elétricos e híbridos?  

As fabricantes que importam esses modelos eletrificados podem repassar esses novos impostos para o consumidor, ou não. Caso a primeira opção seja a escolhida, os preços poderão subir proporcionalmente ao aumento das taxas.  

Exemplos práticos: um BYD Song Plus, híbrido plug-in vindo da China por R$ 239.990 com 20% de impostos, pode passar dos R$ 255.000 com as novas taxas (28%). No caso de um 100% elétrico, como o GWM Ora 03 Skin de R$ 169 mil, a etiqueta pode subir mais de R$ 10 mil por conta dos novos impostos (de 18 para 25%).  

No caso dos híbridos convencionais, que tiveram a alíquota aumentada de 25% para 30%, temos o exemplo do Hyundai Kona HEV na versão Ultimate: dos R$ 215.990, ele pode passar a custar mais de R$ 223,5 mil, caso todo o aumento seja repassado ao consumidor.  

Porém, mais uma vez, vale lembrar: a marca pode optar por segurar os aumentos de impostos para ela, sem repassar novos preços mais altos ao consumidor. Em alguns casos, pode acontecer a boa e velha jogada de manter os preços num primeiro momento, e depois aplicar aumentos discretos, até que as novas alíquotas sejam totalmente transferidas ao público.  

Fonte: MotorShow

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Exportação, Internacional, Tecnologia

Estados Unidos relaxam restrições à exportação de tecnologia para a China

As últimas notícias sobre os Estados Unidos e a China. Os Estados Unidos reverteram as restrições ao software de design de chips e às exportações de etano para a China na quarta-feira, sinalizando um alívio provisório das tensões comerciais entre as duas potências.

Grandes desenvolvedores como Synopsys, Cadence e Siemens estão agora restabelecendo o acesso para clientes chineses depois de receber autorização das autoridades dos EUA. A medida segue esforços diplomáticos renovados que viram Pequim concordar em revisar sua política de exportação de terras raras.

“Os Estados Unidos escalaram para diminuir a escalada. Eles colocaram restrições em muitos outros itens para fazer com que os chineses recuassem nas terras raras”, disse uma fonte familiarizada com as discussões dentro do governo dos Estados Unidos.

“À medida que os Estados Unidos e a China continuam a manter este acordo-quadro, veremos muitas dessas restrições desaparecerem. Voltando ao status quo, onde estávamos em fevereiro/março”, disse a fonte, que não quis ser identificada.

Fonte: MSN

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