Greve

Greve dos caminhoneiros: paralisação é confirmada em Itajaí e deve impactar portos de Santa Catarina

A mobilização dos caminhoneiros ganhou força no litoral catarinense e já tem data para começar. Em Itajaí e cidades portuárias da região, a paralisação foi confirmada por lideranças da categoria e deve impactar diretamente a logística dos portos.

Paralisação começa em Itajaí nesta quinta-feira

De acordo com o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), Vanderlei de Oliveira, a paralisação está confirmada para quinta-feira (19), com início previsto ao meio-dia. O primeiro ponto de concentração será o posto Dalçóquio, em Itajaí, e a mobilização deve se espalhar para outros pontos estratégicos ao longo do dia.

A expectativa é de adesão significativa, especialmente entre caminhoneiros autônomos que atuam diretamente no transporte de cargas para os portos da região.

Região portuária no centro da mobilização

A paralisação envolve profissionais que atendem o complexo portuário de Itajaí, Navegantes, Itapoá e Imbituba — uma das principais rotas logísticas do Sul do Brasil.

Segundo informações do jornal Diarinho, a adesão ao movimento foi definida em reunião realizada no próprio posto Dalçóquio, com a participação de cerca de 200 motoristas. A assembleia foi realizada na terça-feira (17) por iniciativa da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga e do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac). Na região, estima-se que haja aproximadamente 3 mil caminhoneiros autônomos. A expectativa inicial é de adesão entre 60% e 70%.

Ainda conforme o Diarinho, os trabalhadores também destacam dificuldades operacionais no Porto de Itajaí, como:

  • longas filas para carga e descarga;
  • falta de estrutura para parada;
  • condições precárias durante o tempo de espera das operações.

Diesel alto e frete defasado são os principais gatilhos

Segundo Vanderlei de Oliveira, o “gatilho” do movimento está diretamente ligado ao combustível, além da falta de atualização dos valores de frete por parte da ANTT, o que pressiona ainda mais a renda dos motoristas.

Dados citados pelo Diarinho apontam que o diesel chegou a uma média de R$ 6,80, após alta de quase 12% em poucos dias, agravando o cenário para os autônomos.

A categoria também reivindica:

  • cumprimento da tabela mínima de frete;
  • reajustes compatíveis com os custos operacionais;
  • melhores condições de trabalho nos portos.

Efeito pode atingir toda a cadeia logística

Com a forte dependência do transporte rodoviário para escoamento de cargas, a paralisação pode gerar impactos relevantes na operação dos portos catarinenses.

A interrupção no fluxo de caminhões tende a afetar:

  • exportações e importações;
  • abastecimento de indústrias;
  • prazos logísticos em toda a região Sul.

Por se tratar de cidades com forte atividade portuária, como Itajaí e Navegantes, o impacto pode ser sentido rapidamente.

Cenário nacional ainda está em definição

Em nível nacional, a greve ainda depende de alinhamento entre entidades e sindicatos. Lideranças de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul já sinalizaram apoio à paralisação, especialmente após reunião no Porto de Santos.

Há indicativos de que o movimento pode ganhar escala nacional, mas a adesão ainda não é total. Novas reuniões estão em andamento para unificar as pautas e definir os próximos passos.

O governo federal acompanha a situação e tenta avançar em medidas para conter a mobilização, principalmente diante do risco de desabastecimento.

O que esperar

Com a paralisação confirmada em Itajaí e região portuária de Santa Catarina, o foco agora está na adesão da categoria e na possibilidade de ampliação do movimento.

Caso haja alinhamento nacional, a greve pode ultrapassar o cenário regional e se transformar em uma nova paralisação de grande impacto no país.

Fontes: Diarinho; Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac); ANTC; lideranças do setor.

Texto: Conteúdo produzido com suporte de inteligência artificial e curadoria editorial da equipe ReConecta News.

Imagem: Divulgação ANTC

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Exportação

Exportações do agronegócio brasileiro atingem US$ 12,05 bilhões em fevereiro e batem recorde histórico

O agronegócio brasileiro registrou exportações de US$ 12,05 bilhões em fevereiro de 2026, marcando o melhor desempenho para o mês desde o início da série histórica. O valor representa 45,8% do total das exportações do país no período, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Crescimento impulsionado por volume de exportações

Em comparação a fevereiro de 2025, o setor teve avanço de 7,4% em receita, resultado impulsionado principalmente pelo aumento do volume exportado, que cresceu 9%. Apesar desse crescimento, o preço médio internacional das commodities agropecuárias apresentou queda de 1,5%, alinhado à tendência de índices globais de alimentos, como os do Banco Mundial e da FAO.

No mesmo período, as importações de produtos do agro somaram US$ 1,5 bilhão, queda de 9,1%, elevando o superávit da balança comercial do agronegócio para US$ 10,5 bilhões.

China e Ásia lideram destinos das exportações

A China se manteve como principal destino das exportações do agro brasileiro, com US$ 3,6 bilhões, equivalente a 30,5% do total. Em seguida, aparecem a União Europeia (US$ 1,8 bilhão, 15,2%) e os Estados Unidos (US$ 802,9 milhões, 7%).

Outros mercados asiáticos tiveram forte crescimento:

  • Vietnã: US$ 372,6 milhões (+22,9%)
  • Índia: US$ 357,3 milhões (+171,1%)

Também registraram aumento nas compras países como Turquia, Egito, México, Tailândia, Reino Unido, Filipinas, Rússia, Taiwan, Omã e Gâmbia, reforçando a diversificação do mercado externo para o agronegócio brasileiro.

Principais produtos exportados

Entre os setores que mais contribuíram para o resultado estão:

  • Complexo soja: US$ 3,78 bilhões (+16,4%), 31,4% do total
  • Proteínas animais: US$ 2,7 bilhões (+22,5%), 22,5% do total
  • Produtos florestais: US$ 1,27 bilhão (-1%), 10,5% do total
  • Café: US$ 1,12 bilhão (-0,2%), 9,3% do total
  • Complexo sucroalcooleiro: US$ 861,35 milhões (-4,2%), 7,1% do total

Além desses produtos tradicionais, itens com alto potencial de diversificação também apresentaram recordes:

  • Óleo essencial de laranja: US$ 47,8 milhões (+28,8%)
  • DDG de milho: US$ 36,2 milhões (+164,2%)
  • Farinhas de carne, extratos e miudezas: US$ 20,1 milhões (+10,5%)
  • Manteiga, gordura e óleo de cacau: US$ 17,2 milhões (+25,9%)
  • Óleo de milho: US$ 15,9 milhões (+49,5%)

Ministério destaca trabalho de ampliação de mercados

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o resultado reflete a combinação entre aumento da produção e políticas de acesso a mercados internacionais. “O Brasil caminha para safras recordes e produção crescente de proteínas animais, fortalecendo a presença do agro brasileiro no mercado global”, afirmou.

O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, Luís Rua, acrescentou que a diversificação de mercados é fruto de uma agenda contínua de negociações. “Foram nove novas aberturas de mercado em fevereiro e 544 desde 2023, ampliando oportunidades de comércio e consolidando a posição do Brasil como fornecedor confiável”, destacou.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: MAPA

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Importação

China Reduz Importação de Soja no Início do Ano; Queda Atinge 7,8% por Questões do Brasil

As importações de soja pela China registraram queda nos dois primeiros meses de 2026, refletindo atrasos na chegada de embarques dos Estados Unidos e na colheita do Brasil, além de lentidão no desembaraço aduaneiro, indicam especialistas do setor agrícola.

Importações diminuem, mas superam expectativas

Segundo dados da alfândega chinesa, o volume de soja importada em janeiro e fevereiro caiu 7,8%, somando 12,55 milhões de toneladas. Apesar da redução, o número ficou acima das previsões de analistas, que estimavam cerca de 11,1 milhões de toneladas.

Rosa Wang, analista da consultoria JCI em Xangai, destacou que as chegadas no bimestre superaram em cerca de 1 milhão de toneladas o esperado. Para março, a previsão é de 6,4 milhões de toneladas, quase o dobro do mesmo período do ano passado, quando foram importadas 3,5 milhões de toneladas.

Fatores que impactaram as importações

Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures, explicou que a maior parte dos carregamentos dos EUA chegou apenas no final de fevereiro, limitando o efeito sobre os números do início do ano. Além disso, a colheita mais lenta do Brasil e a logística atrasada impediram a chegada imediata aos portos chineses. Problemas no desembaraço aduaneiro também restringiram as importações.

Segundo Liu, a expectativa é de que, com a ampla oferta da soja sul-americana, os volumes importados pela China se recuperem nos próximos meses.

Relações comerciais EUA-China e perspectivas futuras

As tensões comerciais anteriores retardaram a compra da soja de outono dos EUA, que só começou efetivamente no final de outubro após reuniões bilaterais para fortalecer relações. Desde então, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas do produto americano, sinalizando abertura antes de uma cúpula importante entre os países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que a China avaliava comprar mais 8 milhões de toneladas, mas especialistas permanecem cautelosos, considerando que os preços mais altos tornam as compras menos vantajosas.

Colheita da soja no Brasil

No Brasil, os agricultores haviam colhido 51% da safra 2025/26 até a última quinta-feira, segundo a consultoria AgRural, um aumento de 12 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda abaixo dos 61% registrados no mesmo período do ano passado.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck/Archivo

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Comércio Internacional

Guerra no Oriente Médio eleva preço de fertilizantes e ameaça custo de alimentos no Brasil

O conflito no Irã e no Oriente Médio começa a refletir diretamente no setor agrícola brasileiro. Além da alta do petróleo, a guerra tem pressionado os preços de fertilizantes, especialmente os nitrogenados, usados em culturas como milho e soja. A redução da oferta global pode, no longo prazo, elevar também o custo de carnes, ovos e outros alimentos que dependem desses insumos.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o Oriente Médio responde por cerca de 30% dos fertilizantes comercializados mundialmente. Com o Estreito de Ormuz parcialmente bloqueado, o frete se encarece e aumenta o custo de chegada dos insumos, enquanto atrasos nos embarques elevam a volatilidade de preços e dificultam o planejamento agrícola. Dados do Rabobank indicam que 45% das exportações globais de ureia passam direta ou indiretamente por rotas ligadas ao Golfo Pérsico.

Dependência do Brasil e tipos de fertilizantes

O Brasil importa cerca de 85,7% dos fertilizantes usados na agricultura nacional, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Em 2025, o país comprou 43,32 milhões de toneladas de fertilizantes, enquanto a produção interna foi de 7,22 milhões de toneladas. Os insumos mais utilizados são nitrogenados, fosfatados, potássicos e NPK (composto dos três nutrientes).

Do volume importado de fertilizantes nitrogenados, 15,8% vieram do Oriente Médio, enquanto China, Rússia e Nigéria responderam por 70,4%, segundo estudo do Insper Agro Global baseado em dados do Trade Data Monitor (2026). A ureia, em especial, já registra aumento de 33% no preço (incluindo custo e frete) desde o início do conflito, devido à elevação do preço do gás natural, matéria-prima fundamental.

Impactos na safra brasileira

Para o pesquisador Alberto Pfeifer, do Insper Agro Global, os efeitos ainda são limitados às safras futuras. “As plantações em andamento já utilizam estoques de fertilizantes disponíveis. O impacto maior deve aparecer na próxima safra de verão, que começa em agosto, dependendo da evolução do conflito”, afirmou. Nas culturas de milho e soja, os fertilizantes representam cerca de 40% do custo total da safra.

Fertilizantes fosfatados também registram aumento de cerca de 8% nos preços, influenciados pelo custo do gás natural. Bruno Lucchi, diretor técnico da CNA, reforça que o nitrogênio em estoque sustenta as safras atuais, e parte dos produtores já garantiu insumos para a próxima safra, com prazo até junho.

Repercussões internacionais e ajustes de mercado

Enquanto o Brasil observa a situação, outros países como Estados Unidos, Índia e nações europeias compram nitrogenados, já que o plantio de milho ocorre mais cedo nessas regiões. Segundo Lucchi, o aumento do custo dos fertilizantes pode reduzir áreas plantadas e afetar a dinâmica de preços internacionais de milho e soja.

Mauro Osaki, pesquisador do Cepea/USP, alerta que produtores que não compraram fertilizantes antecipadamente enfrentarão valores mais altos. Culturas como trigo e cevada podem sofrer redução de área ou perda de padrão tecnológico, devido à dificuldade de financiamento e rentabilidade negativa histórica.

Perspectivas e impacto nos alimentos

Embora seja possível redirecionar compras de fertilizantes para outros mercados, o desafio é garantir volume, preço competitivo, frete e entrega no tempo certo. Marcos Pelozato, advogado especializado em agronegócio, aponta que o cenário mais provável é o aumento de custos, disputa por carga e atrasos logísticos.

“O risco maior não é falta de alimentos no curto prazo, e sim preços mais altos. Quando o país importa 85% do que usa em fertilizantes, qualquer crise em rotas estratégicas pressiona a inflação de alimentos no Brasil”, explica Pelozato.

Hortaliças, legumes e parte do hortifruti devem sentir os efeitos primeiro, seguidos por grãos como milho, soja e trigo. Caso o conflito se prolongue, carnes, ovos e leite podem ser impactados indiretamente, já que dependem de milho e soja para a alimentação animal.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Moraes/Reuters

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Agricultura

Sudeste de Mato Grosso registra maior atraso na soja e no milho

A região Sudeste de Mato Grosso é atualmente a que apresenta maior defasagem nos trabalhos agrícolas relacionados à colheita de soja e ao plantio de milho na safra 2025/26. Apesar do avanço das operações na última semana, o ritmo ainda está abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior.

A melhora nas condições climáticas, com uma janela maior de tempo seco, permitiu que produtores intensificassem as atividades nas lavouras. No entanto, a diminuição das chuvas não foi suficiente para eliminar o atraso acumulado nos últimos meses.

Plantio de milho avança, mas segue abaixo do ciclo anterior

As atividades de semeadura do milho tiveram avanço significativo no estado. O percentual de área plantada passou de 57,34% para 83,23% em apenas uma semana.

Mesmo com esse salto, os números ainda ficam abaixo do desempenho observado na safra anterior. No mesmo período do ciclo 2024/25, cerca de 90,92% da área já estava cultivada, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Colheita de soja também apresenta atraso

No caso da soja, a colheita na região Sudeste avançou de 53,63% para 76,17% da área cultivada. Apesar do progresso, o ritmo permanece inferior ao registrado na temporada passada, quando os trabalhos já alcançavam 85,82%.

Além do Sudeste, outras regiões do estado também apresentam atraso na retirada do grão das lavouras:

  • Região Nordeste: 74,76% da área colhida
  • Região Centro-Sul: 87,50% da área colhida

Panorama geral da safra em Mato Grosso

Considerando todo o estado, Mato Grosso havia colhido 89,15% da área de soja até o dia 6 de março. O avanço semanal foi de 10,81 pontos percentuais, mas ainda existe um atraso de 2,69 pontos percentuais em relação à safra passada.

Mesmo assim, o desempenho atual permanece acima da média das últimas cinco safras, que é de 81,99% para o mesmo período.

Já no milho, o estado registra 93,68% da área cultivada, após um avanço semanal de 11,75 pontos percentuais. No ciclo 2024/25, esse índice era de 96,44% no mesmo intervalo. A média histórica de cinco anos para a semeadura é de 95,39%.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Exportações de Mato Grosso: Egito assume vice-liderança e movimenta US$ 1,3 bilhão

O Egito passou a ocupar posição de destaque nas exportações de Mato Grosso, consolidando-se como o segundo principal destino dos produtos do estado. Em apenas dois anos, o país africano saiu da 22ª colocação no ranking comercial para a vice-liderança, ficando atrás apenas da China.

Dados do sistema Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, indicam que o volume financeiro exportado para o mercado egípcio saltou de US$ 329,1 milhões em 2023 para US$ 1,34 bilhão em 2025 — um crescimento expressivo em 24 meses.

Milho impulsiona avanço egípcio

A escalada começou a ganhar força em 2024, quando o Egito já figurava na 6ª posição entre os destinos das vendas externas mato-grossenses, somando US$ 1,07 bilhão em aquisições.

O principal motor desse avanço foi o milho, que registrou crescimento acelerado: passou de US$ 180,6 milhões em 2023 para mais de US$ 1 bilhão em 2025. A expansão reforça a importância do cereal na pauta do agronegócio de Mato Grosso.

Além do grão, houve diversificação com a entrada da soja e a consolidação do setor têxtil. O algodão atingiu US$ 110,1 milhões em vendas, ampliando a presença estadual no fornecimento de fibras ao mercado internacional. As carnes bovinas congeladas também mantiveram estabilidade, garantindo faturamento anual superior a US$ 100 milhões.

Egito supera parceiros tradicionais

Com o novo cenário, o Egito ultrapassou mercados historicamente relevantes, como Tailândia e Vietnã.

Se em 2023 o país africano importava 16 tipos de produtos de Mato Grosso, atualmente o fluxo financeiro está concentrado em 11 itens considerados estratégicos, principalmente voltados à segurança alimentar e ao fornecimento de fibras.

Diversificação fortalece balança comercial

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, o avanço representa mais do que um crescimento pontual nas vendas externas. A mudança amplia oportunidades de novos acordos e reduz a dependência de poucos mercados compradores.

O secretário César Miranda avalia que a ascensão egípcia demonstra a competitividade da produção estadual e sua capacidade de abastecer mercados estruturais, especialmente aqueles com alta demanda por grãos e proteínas.

Segundo ele, a consolidação do milho como carro-chefe das exportações, aliada ao avanço do algodão e à manutenção da carne bovina na pauta, indica potencial de ampliação do mix exportador. A estratégia inclui investimentos em infraestrutura logística, previsibilidade nos embarques e abertura de novos mercados para produtos de maior valor agregado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Exportações do agronegócio: São Paulo lidera ranking nacional em janeiro

As exportações do agronegócio colocaram São Paulo na primeira posição entre os estados brasileiros em janeiro de 2026. O desempenho garantiu ao estado um superávit de US$ 1,31 bilhão, resultado de US$ 1,84 bilhão em embarques externos frente a US$ 530 milhões em importações.

Com isso, o estado respondeu por 17,1% de todos os embarques do agro brasileiro, superando Mato Grosso (16,7%) e Minas Gerais (11,5%) no ranking nacional.

Peso do agro na balança comercial paulista

Mesmo com território menor que o de outros grandes produtores rurais, o setor agropecuário teve papel estratégico na economia paulista. Em janeiro, o agronegócio paulista representou 40,9% de todas as exportações do estado.

Já as importações do setor corresponderam a 8% do total estadual, reforçando a relevância do campo na composição da balança comercial de São Paulo.

Complexo sucroalcooleiro lidera embarques

O complexo sucroalcooleiro foi o principal destaque da pauta exportadora, respondendo por 25,3% do total embarcado, o equivalente a US$ 465,3 milhões. O açúcar concentrou praticamente todo esse valor.

Na sequência aparecem:

  • Produtos florestais: 18,8% (US$ 346,9 milhões), com forte participação da celulose;
  • Carnes: 16,6% (US$ 305,8 milhões), impulsionadas pela carne bovina;
  • Sucos: 8,9%, majoritariamente suco de laranja;
  • Café: 7,2%, com predominância do café verde.

Juntos, esses cinco segmentos concentraram 76,8% das vendas externas do agro paulista.

O complexo soja respondeu por 2,7% das exportações em janeiro, com expectativa de avanço nos próximos meses, à medida que a colheita ganha ritmo.

Desempenho em relação ao ano anterior

Na comparação com janeiro de 2025, houve crescimento nas exportações de produtos florestais, carnes e complexo soja. Por outro lado, os segmentos sucroalcooleiro, de café e de sucos apresentaram retração, refletindo variações de preços internacionais e volumes embarcados.

Principais destinos das exportações

A China manteve-se como o principal mercado comprador, absorvendo 21,9% das exportações do agro paulista. Em seguida aparecem a União Europeia, com 18,1%, e os Estados Unidos, com 8,1%.

Os dados foram elaborados pelo Instituto de Economia Agrícola, órgão vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: CNN International

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Logística

Filas de caminhões em Miritituba chegam a 30 km e expõem gargalo logístico no Arco Norte

O porto de Miritituba, em Itaituba (PA), enfrenta um novo colapso logístico. Filas de caminhões carregados com soja e milho já chegam a cerca de 30 quilômetros, dificultando o descarregamento nos terminais portuários e pressionando o frete em plena safra de Mato Grosso.

Arco Norte sofre com gargalos no escoamento de grãos

Em janeiro, Mato Grosso exportou 487,63 mil toneladas de soja para 11 países, sendo que 34% do volume escoou pelos portos do Arco Norte. Em 2025, das 32,06 milhões de toneladas exportadas pelo estado, 49% passaram pelo mesmo corredor logístico.

Paulo Roberto Almeida Ferreira, coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), aponta que o problema não está na operação do porto, mas sim na logística terrestre. Segundo ele, cerca de 2,5 mil caminhões chegam diariamente ao porto para descarregar grãos, mas a infraestrutura rodoviária da BR-163 não consegue suportar a demanda.

“Qualquer contratempo na estrada, como acidentes ou trechos ruins, gera filas quilométricas que podem ultrapassar 30 quilômetros por dia”, afirma Ferreira.

Expedição técnica avalia situação in loco

No dia 21 de fevereiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) iniciou o Estradeiro da BR-163 — Do Campo ao Porto, uma expedição técnica que percorre os principais trechos da rodovia até os portos de Miritituba e Santarém (PA). A comitiva inclui cerca de 20 presidentes de sindicatos rurais e foi acompanhada pelo Canal Rural Mato Grosso.

Nesta segunda-feira (23), o grupo percorreu os 30 km do KM 30 até o porto e constatou o tamanho do gargalo. “É um movimento intenso, mas insuficiente para atender à demanda. Só Mato Grosso enviou 17 milhões de toneladas para cá no ano passado, e o caos logístico é evidente”, disse Vilmondes Tomain, presidente da Famato.

Mais de 30 horas de espera nas filas

O dirigente enfatizou que, apesar da qualidade do transbordo no porto, o acesso terrestre limita a operação. “Alguns caminhões estão há mais de 30 horas na fila. É inadmissível em um país com nosso potencial econômico”, afirmou.

Tomain anunciou que a situação será levada a governantes estaduais e a deputados federais e estaduais, cobrando compromisso com os trabalhadores e produtores rurais que geram riqueza para o país.

Objetivo do Estradeiro

O Estradeiro da BR-163 visa mapear os pontos críticos da rodovia no eixo norte, como trechos sem pavimentação, buracos, atoleiros e desbarrancamentos, além de avaliar a manutenção das vias. As informações obtidas devem subsidiar propostas de melhoria em infraestrutura e segurança viária, fortalecendo o escoamento da produção de grãos do estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Nunes

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Agronegócio

Forbes Agro100 2025 revela o poder bilionário do agronegócio brasileiro

A lista Forbes Agro100 2025 trouxe à tona a força econômica do agronegócio no Brasil, destacando as empresas e cooperativas mais influentes do setor. Juntas, as organizações presentes no ranking registraram um faturamento de R$ 1,9 trilhão, consolidando o agro como um dos pilares da economia nacional.

Diversidade de segmentos e liderança em produção

O ranking reúne corporações de diferentes áreas do agro, como produção agrícola, proteína animal, insumos, logística, exportação e cooperativismo. Entre os produtos mais representativos estão soja, milho, carne bovina, frango, açúcar e café, com destaque na produção e comercialização internacional.

Integração em toda a cadeia produtiva

Além do faturamento, a Forbes analisou toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio e criação de animais até a chegada dos alimentos ao consumidor. Essa abordagem evidencia o alto grau de integração do setor, conectando a produção primária à indústria de processamento, armazenagem, transporte e exportação. O modelo integrado é apontado como responsável pelo impressionante volume financeiro do setor.

As 10 maiores empresas do Agro100 2025

  1. JBS – R$ 416,95 bilhões | Proteína animal
  2. Marfrig Global Foods – R$ 144,15 bilhões | Proteína animal
  3. Cargill Alimentos – R$ 109,19 bilhões | Alimentos e bebidas
  4. Ambev – R$ 89,45 bilhões | Alimentos e bebidas
  5. Bunge Alimentos – R$ 69,82 bilhões | Alimentos e bebidas
  6. Raízen Energia – R$ 66,91 bilhões | Agroenergia
  7. Copersucar – R$ 62,35 bilhões | Comércio e tradings
  8. BRF – R$ 61,38 bilhões | Proteína animal
  9. Cofco Brasil – R$ 53,33 bilhões | Comércio e tradings
  10. Suzano – R$ 47,40 bilhões | Celulose, madeira e papel

Impacto econômico e social do setor

O faturamento bilionário das empresas listadas reforça o peso do agronegócio no PIB brasileiro, além de destacar seu papel estratégico na geração de empregos, na arrecadação tributária e na manutenção de uma balança comercial positiva.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Envato

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Portos

Portos da região Norte lideram crescimento no Brasil em 2025 e fortalecem o Arco Norte

Os portos da região Norte foram os que mais cresceram no país em 2025, consolidando a importância estratégica do Arco Norte para o escoamento da produção nacional. Dados do Painel Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que a movimentação na região avançou 10,33% em relação a 2024, totalizando 163,3 milhões de toneladas.

O desempenho supera com folga a média nacional, que ficou em 6,1%, e reforça a mudança no eixo logístico brasileiro, historicamente concentrado no Sul e Sudeste.

Arco Norte ganha protagonismo logístico

O crescimento confirma o papel do Arco Norte como alternativa eficiente para o escoamento da produção, especialmente do agronegócio. A rota reduz distâncias até mercados internacionais, diminui custos operacionais e contribui para aliviar gargalos em portos tradicionais.

A soja liderou a movimentação nos terminais nortistas, com 48,6 milhões de toneladas embarcadas — alta de 19,24% no ano. O volume corresponde a quase 30% de toda a carga processada na região.

O milho também apresentou expansão, somando 34,4 milhões de toneladas (+6,26%). Juntos, os dois grãos representaram 50,8% da movimentação total.

Além dos grãos, a bauxita foi destaque entre os minérios, com 24,8 milhões de toneladas transportadas.

Economia regional aquecida

O avanço não se restringiu às exportações de commodities. A movimentação de contêineres cresceu 15,28%, alcançando 12,1 milhões de toneladas. Como esse tipo de transporte envolve produtos de maior valor agregado — como eletroeletrônicos, bens de consumo e insumos industriais — o dado sinaliza dinamismo da economia regional.

Outro indicador relevante foi o aumento de 15,49% na movimentação de petróleo e derivados, que atingiu 13 milhões de toneladas. O crescimento reflete maior atividade industrial e demanda por combustíveis para transporte e produção.

Portos públicos e privados ampliam operações

Entre os complexos portuários, o Porto de Santarém registrou alta de 13,24%, movimentando 18,5 milhões de toneladas. Já o Porto de Vila do Conde cresceu 5,71%, alcançando 21,3 milhões de toneladas.

Na iniciativa privada, o Terminal Graneleiro Hermasa se destacou nacionalmente ao ampliar suas operações em 29,9%, totalizando 12,2 milhões de toneladas.

O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que o resultado reflete a consolidação de um ambiente favorável a investimentos e a integração entre poder público e setor privado.

Nova fronteira de eficiência

Para o governo federal, o desempenho superior a 10% demonstra que o Norte deixou de ser apenas rota alternativa e passou a ocupar posição estratégica na logística nacional. A combinação de infraestrutura modernizada, investimentos privados e expansão do agronegócio fortalece a integração da região amazônica às cadeias globais de comércio.

Com a consolidação do Arco Norte, o Brasil amplia sua competitividade internacional e reduz custos logísticos, impulsionando exportações e promovendo desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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