Comércio Exterior

Brasil amplia compras de combustíveis dos EUA em agosto, com perda de fôlego do diesel russo

Importadores brasileiros estão buscando oportunidades de preços para testar outros mercados

Uma aproximação entre os preços negociados no mercado internacional para combustíveis dos Estados Unidos e da Rússia levou o Brasil a ampliar as compras de derivados das refinarias estadunidenses em agosto

  • Ao todo, os EUA foram responsáveis por 30,5% de todas as importações de combustíveis do Brasil no período entre 1º de julho e 14 de agosto de 2025, segundo o relatório de abastecimento da ANP. 
  • Já a Rússia foi responsável por 21%, enquanto os países do Golfo Pérsico – Arábia Saudita, Omã e Catar – responderam por 12,6%. Veja a integra em pdf.
  • Os ganhos do produto americano no mercado brasileiro ocorreram sobretudo no diesel, que hoje é o combustível mais importado pelo Brasil. A tendência já vinha ocorrendo em julho e se intensificou este mês. 

Apesar de o diesel russo ter ganhado destaque no Brasil desde 2022, com as sanções na Europa pela invasão à Ucrânia, recentemente importadores brasileiros estão buscando oportunidades de preços para testar outros mercados

Nos últimos meses, houve um aumento da importância relativa dos EUA no abastecimento brasileiro, causada pela redução no preço do diesel estadunidense, enquanto o produto russo manteve cotações estáveis. 

  • Em agosto, até a semana passada, a diferença entre o preço médio do diesel russo e estadunidense negociado pelo Brasil no mercado internacional estava em US$ 0,02, segundo a ANP. 
  • A ANP ressalta que as estimativas consideram os valores de aquisição em dólar no local de embarque da mercadoria informados nos processos de desembaraço. Assim, não inclui fretes e seguros, além de tarifas aduaneiras, impostos, nem considera valores que não foram utilizados em importações efetivas. 

mercado está se reorganizando, em meio às estratégias comerciais adotadas pelos EUA sob o governo de Donald Trump, que visam dar vantagens aos produtores americanos, e ao avanço das negociações sobre a guerra na Ucrânia

  • Nos últimos dias, Trump teve reuniões com o presidente da Rússia, Vladimir Putin,  da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, além de líderes europeus, para discutir o fim do conflito. 
  • “A probabilidade de os EUA imporem sanções mais fortes à Rússia está diminuindo, com o mercado esperando que o comércio de petróleo russo se recupere como resultado das negociações de paz”, afirma o chefe de análise de petróleo da Rystad Energy,  Mukesh Sahdev. 
  • O cenário, inclusive, tem reflexos no preço do barril de petróleo: na terça (19/8) o Brent para outubro recuou 1,22% (US$ 0,81), a US$ 65,79 o barril

Enquanto isso, as respostas ao tarifaço. Governo e indústria brasileira defenderam, nesta segunda (18/8), que Brasil e Estados Unidos — dois maiores exportadores globais de etanol — se unam para abrir novos mercados, aproveitando, inclusive, oportunidades no setor de aviação.

  • É uma resposta oficial do Brasil à investigação aberta pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) contra supostas “práticas desleais” que prejudicam exportações norte-americanas.
  • Em paralelo, os EUA aceitaram a consulta na Organização Mundial do Comércio (OMC) feita no início de agosto pelo Brasil , mas consideraram que algumas das ações citadas pelo Brasil são “questões de segurança nacional, não suscetíveis de revisão ou de resolução por meio de solução de controvérsias na OMC”.

Usina de etanol de trigo. A primeira fábrica do tipo do Brasil deve ser inaugurada este mês em Santiago (RS), pela CB Bioenergia. Serão processadas 100 toneladas de trigo por dia e a expectativa é gerar até 12 milhões de litros de etanol hidratado por ano. 

Agências sob nova direção. O plenário do Senado aprovou, na terça-feira (19/8), as indicações de Artur Watt e Pietro Mendes para a ANP e de  Willamy Frota e Gentil Nogueira de Sá para a Aneel

  • A aprovação ocorreu depois das sabatinas na Comissão de Infraestrutura, mais cedo. 

Cessão de servidores. A ANP prorrogou o prazo da consulta interna sobre a mudança das regras para cessão de servidores. A proposta em discussão restringe a possibilidade apenas para a ocupação de cargos de maior nível hierárquico.

Alívio fiscal. A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), afirmou que a volta da cobrança de PIS/Cofins sobre combustíveis trouxe R$ 31 bilhões aos cofres públicos e contribuiu para reduzir a pressão dos benefícios fiscais sobre o orçamento.

  • “De alguma forma, equilibra alguns outros subsídios que demos”, declarou Tebet, durante audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado para debater benefícios fiscais. 

Sonda chega à Foz do Amazonas. A sonda contratada pela Petrobras para o simulado na Bacia da Foz do Amazonas chegou ao bloco FZA-M-59, a 175 km da costa do Amapá. A unidade NS-42, da Foresea, fará o simulado exigido pelo Ibama antes da liberação da licença para a perfuração de um poço exploratório em águas profundas na concessão.

Novas embarcações. A Transpetro vai abrir os envelopes da licitação dos oito gaseiros para sua frota no próximo dia 22 de setembro, informou o presidente da empresa, Sergio Bacci.

  • O executivo informou que está negociando com a Petrobras a inclusão de mais nove embarcações no Plano Estratégico 2026-2030 da holding

Leilão de baterias. O diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, disse que há frustração de expectativas com a ausência de “sinalização” sobre leilão de baterias. Ele indicou a possibilidade de a tecnologia entrar nos próprios leilões de transmissão.

  • Nesta terça, aliás, a agência autorizou a abertura de consulta pública sobre o edital do leilão de transmissão 1/2026, marcado para 27 de março.  

Tarifa social. A Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee) vê como um risco a possibilidade de a MP 1300/2025 ser fatiada e aprovada no Congresso apenas com a ampliação da tarifa social, sem discutir os subsídios do setor elétrico. A MP vence em 19 de setembro e a comissão mista que analisará o texto sequer foi instalada. 

Renovação da Enel SP. A procuradoria da Aneel está avaliando se o processo de renovação contratual de Enel SP só poderá avançar para a votação após a conclusão do relatório sobre eventuais falhas e transgressões da concessionária, em processo paralelo.

  • A agência também recomendou a renovação do contrato de concessão da Enel Rio até 2056. O processo foi aprovado na terça (19/8). 

Mais recursos para renováveis. O financiamento para geração de energia renovável no Brasil cresceu 6,5% em 2024, na comparação com o ano anterior, segundo a consultoria Clean Energy Latin America (Cela). O volume chegou a R$ 32,5 bilhões no ano passado.

  • Enquanto os recursos para eólicas de grande porte caíram quase 30%, os financiamentos para energia solar cresceram 30%, puxados pelo mercado de capitais. 

Data centers. A política de incentivo à instalação de data centers no país — batizada de Redata — pode ser incorporada ao texto em tramitação na Câmara que regulamenta o uso da inteligência artificial no Brasil. 

  • A sinalização do relator Aguinaldo Ribeiro (PP/PB) ocorreu durante reunião da Comissão Especial sobre inteligência artificial, que discute o PL 2338/23, já aprovado pelo Senado. 
  • Para o setor, a ideia é ruim: em entrevista à agência eixos, o presidente da Brasscom, Affonso Nina, defende urgência na publicação do Redata, o que pode não ocorrer se for incluída na regulação da IA.

Opinião: O avanço do programa Resposta da Demanda não apenas fortalece o sistema elétrico como um todo, mas também estimula o surgimento de novos modelos de negócio, tecnologias e ecossistemas capazes de posicionar o Brasil na vanguarda da inovação energética, escreve Pedro Bittencourto CEO da GreenAnt.

Fundo para preservação de florestas. Impulsionados por Colômbia e Brasil, os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) devem assinar, na sexta (22/8), uma declaração conjunta de apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, da sigla em inglês), que será lançado durante a COP30.

  • O fundo será um mecanismo de financiamento destinado a preservar esses biomas florestais, presentes em cerca de 70 países, e que são cruciais para a regulação do regime de chuvas e captura de carbono na atmosfera.

Fonte: Eixos

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Comércio Exterior

Brasil assina memorando de cooperação com China e Rússia em meio a tarifaço

Iniciativas buscam diversificar parcerias em um contexto de tensões comerciais globais

Foi publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira (11), dois memorandos de cooperação do Brasil com a China e a Rússia, que permitem avanços em áreas estratégicas de finanças e economia.

Os documentos foram assinados em 3 de julho de 2025, no Rio de Janeiro, mas publicados em meio às tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos a determinados produtos brasileiros.

A iniciativa com os chineses permite que os países “estabeleçam sinergias estratégicas entre as estratégias brasileiras de desenvolvimento, como a NIB (Nova Indústria Brasil), o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o Plano de Transformação Ecológica e o Programa Rotas da Integração Sul-Americana e a Iniciativa Cinturão e Rota, para impulsionar a atualização e o melhoramento da qualidade da cooperação entre os dois países”.

Além disso, o memorando destaca o compromisso de “expandir e aprofundar a cooperação programática” e reforça o papel da COSBAN (Comissão Brasileiro-Chinesa de Alto Nível), com foco em “ações concretas para propiciar a criação de um mecanismo internacional voltado à proteção e preservação das florestas tropicais”.

Já o memorando com os russos estabelece um “Diálogo Econômico e Financeiro bilateral regular” para promover cooperação em áreas como “políticas macroeconômicas, desafios econômicos, cooperação tributária, financiamento de infraestrutura e fortalecimento da cooperação multilateral no âmbito dos BRICS e do G20”.

O texto ressalta que as partes atuarão com base nos princípios de “igualdade, benefício mútuo, confiança mútua firme, abertura, inovação, justiça, equidade e respeito à soberania”.

Os documentos foram assinados pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e seus homólogos Anton Siluanov, da Rússia, e o representante do Ministério das Finanças da China. As iniciativas buscam diversificar parcerias em um contexto de tensões comerciais globais.

Fonte: CNN Brasil

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Mercado Internacional

Rússia e Índia falam em “parceria estratégica” após aumento de tarifas de Trump

Rússia e Índia enfatizaram seu compromisso com uma “parceria estratégica” em conversas bilaterais de segurança em Moscou nesta quinta-feira, um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas mais altas sobre as importações da Índia por causa de suas compras de petróleo russo.

De acordo com a agência de notícias Interfax, o assessor de segurança nacional da Índia, Ajit Doval, disse que Nova Délhi espera por uma visita do presidente Vladimir Putin até o final do ano.

Na reunião de Doval com Sergei Shoigu, secretário do Conselho de Segurança da Rússia, ambos os lados enfatizaram a importância das relações entre os países.

A imposição de Trump de uma tarifa adicional de 25% sobre os produtos da Índia, que entrará em vigor em 28 de agosto, sinaliza a mais séria queda nas relações EUA-Índia desde o retorno dele ao cargo em janeiro, ameaçando interromper o acesso da Índia ao seu maior mercado de exportação.

“Estamos comprometidos com uma cooperação ainda mais ativa para formar uma nova, mais justa e sustentável ordem mundial, garantir a supremacia do direito internacional e combater conjuntamente os desafios e ameaças modernos”, disse Shoigu a Doval em comentários televisionados.

Segundo a Interfax, Doval afirmou: “Estabelecemos agora relações muito boas, que valorizamos muito, uma parceria estratégica entre nossos países”.

Índia e China se tornaram os principais compradores de petróleo russo desde que Moscou lançou sua invasão em grande escala na Ucrânia em fevereiro de 2022, precipitando os esforços ocidentais para sufocar a economia russa.

Trump ameaçou tomar medidas contra os países que compram petróleo russo antes de anunciar a nova tarifa sobre os produtos indianos, que elevou o imposto total para 50%.

Na terça-feira, o Kremlin acusou os Estados Unidos de exercerem pressão comercial ilegal sobre Nova Délhi, dizendo que a Índia tem o direito de negociar com quem quiser.

As refinarias estatais da Índia interromperam as compras de petróleo russo à medida que os descontos diminuíram e Trump alertou os países a não comprarem o petróleo de Moscou, disseram fontes do setor. As refinarias privadas Reliance Industries e Nayara são os principais clientes de petróleo da Rússia na Índia, segundo dados comerciais.

Uma autoridade indiana familiarizada com o assunto disse que Doval discutiria as compras de petróleo russo pela Índia durante sua visita a Moscou. Ele também deve discutir a colaboração em defesa da Índia com a Rússia, segundo a autoridade.

A Índia assinou um acordo de US$5,5 bilhões com a Rússia em 2018 para cinco sistemas de mísseis terra-ar de longo alcance S-400 Triumf, que Nova Délhi diz precisar para combater uma ameaça da China.

Mas as entregas dos sistemas foram atrasadas várias vezes. Espera-se que Moscou entregue unidades dos dois últimos sistemas S-400 à Índia em 2026 e 2027.

Fonte: Reuters

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Comércio Exterior

Ameaça de Trump por comércio com a Rússia vira novo foco do Itamaraty

Diplomacia brasileira intensifica articulações com o setor privado e autoridades dos EUA para tentar barrar punições por importações russas

As ameaças recorrentes do presidente Donald Trump de impor sanções secundárias a países que mantêm relações comerciais com a Rússia tornaram-se o novo centro de atenção do Itamaraty.

Com a escalada do protecionismo americano, a diplomacia brasileira já articula movimentos para tentar blindar a economia de mais uma ofensiva tarifária — desta vez, voltada contra nações que importam petróleo, gás, fertilizantes e outros produtos russos.

O alerta soou com mais força após Trump reduzir, nesta semana, o prazo de 50 dias dado ao presidente Vladimir Putin para negociar seriamente o fim da guerra na Ucrânia.

Na quinta-feira (31), o republicano voltou a ameaçar retaliar economicamente países que seguem comprando produtos estratégicos da Rússia e citou nominalmente a Índia, prometendo uma penalidade extra por sua aliança comercial e militar com Moscou.

No Congresso, o Senado americano discute um projeto que pode dobrar as tarifas sobre bens vindos de parceiros do Kremlin. O objetivo dos Estados Unidos é isolar economicamente Putin e forçar negociações diplomáticas pelo fim do conflito.

Se essas medidas forem adiante, o Brasil será um dos alvos prováveis. O país aumentou significativamente suas importações russas nos últimos anos, com destaque para o óleo diesel e fertilizantes — dois insumos vitais para o funcionamento da economia e do agronegócio.

Dados do Ministério da Indústria e Comércio mostram que, em 2024, o Brasil importou US$ 6,2 bilhões em combustíveis da Rússia — alta de 18,6% em relação a 2023. As compras de fertilizantes também cresceram: somaram US$ 3,7 bilhões, um aumento de 4,4%.

A maior preocupação de Brasília é com os fertilizantes, já que não há fornecedores alternativos capazes de atender, em curto prazo, às demandas do setor agrícola brasileiro, um dos mais produtivos do mundo.

Ainda há dúvidas sobre o alcance e a viabilidade das ameaças americanas, especialmente porque alguns desses países têm importância estratégica para Washington, como a Turquia – outra grande compradora de gás e petróleo russos.

Os EUA já deram sinais de que não imporiam esse tipo de retaliação à União Europeia, que continua sendo uma grande consumidora de gás da Rússia. Mas há incertezas em relação aos demais países.

Mesmo assim, existe apreensão em Brasília. Interlocutores do governo ouvidos pela CNN temem que o Brasil volte a ser alvo de punições por motivos políticos, como aconteceu no caso do tarifaço de 50%.

Para evitar um novo revés, o Itamaraty tem se movido intensamente.

Diplomatas e empresários brasileiros intensificaram contatos com interlocutores em Washington, reforçando os riscos de instabilidade global caso as ameaças avancem.

Nas reuniões, um argumento usado é que, sem fertilizantes, o Brasil — terceiro maior produtor de alimentos do planeta — pode ver sua produção cair e os preços mundiais dispararem. Uma inflação alimentar global não interessaria nem aos EUA nem a Trump.

O tema, inclusive, já vinha sendo mencionado em algumas conversas sobre o tarifaço, com a diplomacia brasileira aproveitando as brechas possíveis para alertar sobre os impactos colaterais de novas sanções.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional, Mercado Internacional

União Europeia adota novo pacote de sanções contra a Rússia

Medidas tem foco no petróleo russo e pretendem intensificar pressão econômica

União Europeia adotou nesta sexta-feira, 18, um novo pacote de sanções contra a Rússia, com medidas como a redução no preço máximo do petróleo russo que pode ser exportado, informaram fontes oficiais.

“A UE acaba de aprovar um dos pacotes de sanções mais duros contra a Rússia”, comemorou a ministra das Relações Exteriores da UE, Kaja Kallas.

Segundo Kallas, “toda sanção enfraquece a capacidade da Rússia de travar uma guerra. A mensagem é clara: a Europa não recuará em seu apoio à Ucrânia”.

Este pacote de sanções encontrou até agora oposição da Eslováquia, cada vez mais próxima de Putin, e com temor dos efeitos internos de tais medidas, embora o país tenha recebido garantias da UE.

O novo conjunto de medidas determina uma redução no preço máximo do petróleo russo exportado para países terceiros ao redor do mundo, para 15% abaixo do valor de mercado.

Esse teto é uma iniciativa do G-7 que visa limitar a quantidade de dinheiro que a Rússia ganha com a exportação de petróleo.

Com o novo pacote de medidas restritivas, a UE adicionou cerca de 70 embarcações à lista de sanções por pertencerem à chamada “frota fantasma”, usada pela Rússia para contornar restrições adotadas anteriormente.

Assim, o número de embarcações incluídas na lista de sanções passa a ser de 419.

Essa “frota fantasma”, geralmente composta por embarcações obsoletas e não registradas, opera principalmente no Mar Báltico e com tripulações inexperientes.

O pacote de medidas acordado na sexta-feira também inclui sanções contra uma refinaria de petróleo de propriedade russa na Índia e dois bancos chineses.

Essas sanções foram acordadas pelos representantes permanentes dos países da UE em Bruxelas e devem ser adotadas formalmente em nível ministerial nesta sexta-feira.

Fonte: Estadão

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Comércio Exterior, Internacional, Mercado Internacional

Trump ameaça impor tarifa de 100% contra Rússia se não houver cessar-fogo

Presidente dos Estados Unidos deu prazo de 50 dias para interrupção na guerra da Ucrânia

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (14) que os EUA vão impor tarifas “muito severas” à Rússia se não houver acordo para interromper a guerra na Ucrânia em 50 dias.

Ele chamou as taxas de “tarifas secundárias” e disse que seriam de um valor próximo a 100%. “Tarifas em torno de 100%, você as chamaria de tarifas secundárias. Você sabe o que isso significa”, destacou.

Um funcionário da Casa Branca esclareceu à CNN que, quando o presidente se referiu a “tarifas secundárias”, ele quis dizer tarifas de 100% sobre a Rússia e sanções secundárias sobre outros países que compram petróleo russo.

Após a ameça sobre as tarifas, Trump comentou que o comércio é “ótimo para resolver guerras”.

As declarações aconteceram ao lado do secretário-geral da Otan, a aliança militar ocidental, Mark Rutte, no Salão Oval da Casa Branca.

O presidente americano também disse aos repórteres que está decepcionado com o presidente russo, Vladimir Putin, ressaltando que sentiu que tinha um acordo sobre a guerra “cerca de quatro vezes”.

“Eu pensei que deveríamos ter fechado um acordo há muito tempo, mas ele continua se repetindo”, acrescentou Trump.

“Tenho ouvido muita conversa, muita conversa, e então mísseis atingem Kiev e matam 60 pessoas. Isso tem que parar”, argumentou.

Trump minimiza necessidade de aprovação do Congresso

Ainda durante a coletiva ao lado de Rutte, Trump minimizou a necessidade de o Senado aprovar um novo pacote de sanções à Rússia.

Mesmo assim, ressaltou que o projeto é “muito bom” e mencionou que o discutiria com o líder da maioria no Senado dos EUA, John Thune, ainda nesta segunda-feira.

O texto permitiria ao presidente estabelecer uma tarifa de até 500% para países que importam petróleo, gás e urânio da Rússia.

Trump pontuou que uma taxa de 500% “perde o sentido depois de um tempo” e que a tarifa de 100% “serviria à mesma função”.

“Eles estão fazendo um bom trabalho na Câmara, e acho que na Câmara e no Senado. E, como vocês sabem, eles estão coordenados e podem fazer isso rapidamente. Eles disseram que farão isso tão rapidamente quanto eu precisar”, observou.

Ele disse que os legisladores estavam trabalhando para lhe dar “controle total” sobre as possíveis sanções, “mas não tenho certeza se precisamos disso”.

“É certamente bom que eles estejam fazendo isso”, argumentou, acrescentando que acreditava que a medida seria aprovada “com muita facilidade”.

Envio de armas dos EUA

Trump afirmou ainda que enviará armas de ponta à Otan para apoiar a Ucrânia. Ele não deu muitos detalhes sobre este ponto, mas comentou que baterias de mísseis do sistema Patriot serão enviadas nos próximos dias.

O líder dos EUA pontuou que os integrantes da aliança militar vão cobrir os custos dessas armas, e não os cidadãos americanos.

Mark Rutte, por sua vez, destacou que o armamento disponibilizado pelos Estados Unidos será mais abrangente do que apenas o sistema Patriot.

Fonte: CNN Brasil

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Internacional

URGENTE: Rússia fala em expandir o Brics após ofensiva de Trump contra o Brasil

Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impor tarifas de 50% sobre os produtos do Brasil, a Rússia sugeriu expandir o Brics, grupo geopolítico que inclui, além de Brasil e Rússia, países como a China. A manifestação do governo russo aconteceu nesta quinta-feira (10/7).

Trump x Brics
No início de 2025, Trump já havia feito ameaças contra os Brics.
Na ocasião, o presidente norte-americano ameaçou aplicar taxas de 100% aos países membros do bloco que não se curvassem aos “interesses comerciais dos EUA”.
Há alguns anos, os países membros dos Brics discutem a criação de uma moeda comum para negociações, como uma alternativa ao dólar no comércio internacional.
De acordo com o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Ryabkov, o aumento do grupo pode acontecer por meio de países parceiros — aqueles que, na prática, possuem menor poder de decisão em relação aos membros plenos do bloco.

“Estamos confiantes de que os países incluídos no primeiro círculo de [membros] parceiros trarão seus próprios elementos especiais de valor agregado à cooperação do Brics”, afirmou Ryabkov. “Tenho certeza de que outros os seguirão no futuro”.


A categoria de membros parceiros foi criada na cúpula dos Brics em Kazan, realizada na Rússia em 2024, e se tornou realidade no início deste ano. Sob a presidência do Brasil, o bloco anunciou a entrada de Nigéria, Belarus, Bolívia, Cazaquistão, Cuba, Malásia, Tailândia, Uganda, Uzbequistão e Vietnã sob tal condição.

De acordo com os últimos dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), os países do Brics, juntos, representam atualmente 40% da economia mundial. O número supera a participação, por exemplo, do G7. O grupo, composto pela economias mais desenvolvidas do mundo, soma 28%

Antes de anunciar a tarifa de 50% sobre exportações do Brasil para os EUA, Trump chegou a fazer ameaças contra o Brics, por meio de sua guerra tarifária.

Na ocasião, o presidente norte-americano disse que os países do bloco, ou nações que se aproximassem do que chamou de políticas antiamericanas, poderiam ser alvos de taxas econômicas na casa dos 10%. Ele prometeu que a medida poderia ser anunciada “em breve”.

Fonte: Metrópoles

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Rússia espera que Brasil ocupe lacunas de mercado em complemento à China após saída de empresas ocidentais

As empresas brasileiras podem preencher algumas das lacunas nos mercados russos deixadas pela saída de empresas ocidentais e apenas parcialmente ocupadas pelas companhias chinesas, disse nesta quarta-feira o vice-ministro da Economia da Rússia, Vladimir Ilyichev.

A saída abrupta de dezenas de empresas ocidentais da Rússia devido ao conflito na Ucrânia levou à fuga de capitais e à desaceleração econômica. Moscou agora se concentra na produção local e na cooperação com os chamados países “amigos” que não impuseram sanções, particularmente os membros do Brics: Brasil, Índia, China e África do Sul.

Qualquer empresa ocidental que tente retornar para a Rússia enfrenta barreiras, e alguns setores, como o de telecomunicações, parecem estar totalmente fora dos limites.

Empresas locais preencheram alguns nichos deixados pelas companhias ocidentais, enquanto outros setores, particularmente a indústria automobilística, agora são dominados pelos chineses.

Ilyichev, falando no painel Brasil-Rússia no fórum econômico russo em São Petersburgo, sugeriu que empresas brasileiras poderiam estabelecer operações na Rússia para fornecer produtos de engenharia e bens relacionados às indústrias de consumo.

“Acreditamos que as empresas brasileiras podem ocupar alguns dos nichos que ficaram vagos em nosso mercado, após a saída de empresas ocidentais, e que ainda não foram totalmente preenchidos por nossos colegas chineses”, disse Ilyichev.

O comércio bilateral de bens como fertilizantes, derivados de petróleo, alimentos e metais entre a Rússia e o Brasil atingiu o recorde de US$12,4 bilhões em 2024, embora as exportações brasileiras estejam bem abaixo das russas.

Ilyichev disse estar esperançoso com uma cooperação mais ampla, inclusive em termos de energia nuclear.

Em um painel separado, o presidente-executivo da Rostelecom, Mikhail Oseevskiy, disse: “(Empresas) europeias, empresas americanas, desenvolvedores de software e hardware não devem ser autorizados a entrar. A estrada deve ser fechada. Eles saíram, batendo a porta, abandonando tudo: não há confiança.”

Os comentários ecoaram os do presidente-executivo do conglomerado industrial Rostec, uma peça crucial da indústria de defesa da Rússia.

“Os vários parceiros ocidentais que tínhamos antes de 2022 falharam conosco”, disse o chefe da Rostec, Sergei Chemezov, em uma entrevista na semana passada à Razvedchik, uma revista publicada pelo SVR, o serviço de inteligência estrangeira da Rússia.

Fonte: Investing

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Petróleo russo sofre sanções de Biden; governo americano alega que medida seria para enfraquecer financiamento da guerra

O governo Biden adotou como alvo, nesta sexta-feira (10), o setor energético da Rússia, incluindo sua indústria petrolífera, com algumas de suas sanções mais severas até o momento. O objetivo é cortar o financiamento para a guerra de Moscou contra a Ucrânia.

As mudanças radicais, tomadas pouco mais de uma semana antes do presidente Joe Biden deixar o cargo, ocorrem no momento em que o presidente eleito Donald Trump diz que está se preparando para se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin. Elas também têm o potencial de enfraquecer os investidores no mercados de energia.

Altos funcionários da administração dos EUA disseram que querem deixar Kiev – e a nova administração Trump – com uma posição favorável para potenciais negociações.

Esses funcionários expressaram esperança de que a próxima administração manteria e aplicaria as sanções, apesar do ceticismo anterior de alguns funcionários de Trump sobre a eficácia de tais medidas.

As novas sanções contra “a maior e mais importante fonte de receita do Kremlin” atingiram centenas de alvos, incluindo duas das maiores empresas petrolíferas da Rússia: a Public Joint Stock Company Gazprom Neft e a Surgutneftegas.

As sanções também têm como alvo quase 200 navios transportadores de petróleo, muitos dos quais são acusados ​​de fazer parte da chamada “frota sombra” que trabalha para fugir das sanções, bem como comerciantes de petróleo e autoridades de energia. Eles também miram a produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia.

“Esperamos que nossas ações custem à Rússia mais de bilhões de dólares por mês”, disse um alto funcionário do governo.

As sanções, introduzidas em coordenação com o Reino Unido, são parte da abordagem mais ampla da administração para reforçar Kiev. A administração Biden anunciou na última quinta-feira (9) sua parcela final de ajuda militar para a Ucrânia, avaliada em cerca de US$ 500 milhões.

O Pentágono disse na sexta-feira que haverá “pouco menos de US$ 4 bilhões” em financiamento da Presidential Drawdown Authority que será transferido para a administração Trump para financiar ajuda à Ucrânia.

“Essas sanções, somadas às ações que tomamos nas últimas semanas, ajudam a colocar a Ucrânia em uma posição na qual eles têm a capacidade de trabalhar com o novo governo para tentar encontrar uma paz justa”, disse um segundo alto funcionário do governo.

Na quinta-feira, Trump reiterou seu desejo de acabar com a guerra na Ucrânia: “O presidente Putin quer se reunir — ele disse isso até publicamente — e temos que acabar com essa guerra. Isso é uma bagunça sangrenta”, ele o presidente americano.

O primeiro alto funcionário da administração reconheceu que “cabe inteiramente” à equipe de Trump “determinar se, quando e em que termos poderão levantar quaisquer sanções que tenhamos implementado”.

Além disso, a força das sanções dependerá em grande parte da sua aplicação, com um responsável refletindo que “temos de fazer corresponder cada evasão a uma contramedida, e isso exigirá vontade política”.

“A Rússia fará todos os esforços para contornar essas sanções. É inevitável”, disse o oficial.

“Mas a evasão não é sem custos. A Rússia tem tido uma necessidade constante de se adaptar e reorientar suas cadeias de suprimentos. Isso cria ineficiência. Cria incerteza. Cria complexidade. Então nossas sanções são como quilos de areia nas engrenagens da máquina de guerra da Rússia”, disseram.

As medidas de hoje não têm sanções secundárias contra países específicos, afirmaram autoridades. China e Índia foram os principais importadores de petróleo russo durante a guerra na Ucrânia.

As autoridades argumentaram que esperaram até os últimos dias do governo para impor as sanções, em parte por causa do estado do mercado global de petróleo e do potencial impacto na economia dos EUA.

A invasão da Ucrânia pela Rússia no início de 2022 gerou temores de grandes interrupções no fornecimento de um dos principais produtores do mundo.

Os preços do petróleo atingiram US$ 130 o barril em março de 2022, contribuindo para a crise inflacionária na economia dos EUA e levando os preços da gasolina a máximas históricas.

“Durante grande parte desta guerra, os suprimentos globais estavam escassos e corriam o risco de não atender à demanda”, explicou o primeiro alto funcionário do governo, observando que isso provavelmente aumentaria as receitas para a Rússia “enquanto aumentaria os preços nas bombas de gasolina para as famílias nos Estados Unidos e em todo o mundo”.

Agora, disse o funcionário, tanto os mercados de petróleo quanto a economia dos EUA “estão em uma posição fundamentalmente melhor”.

Os Estados Unidos estão produzindo mais petróleo do que qualquer nação na história mundial, forçando a OPEP a reduzir o fornecimento. Os preços do petróleo têm sido relativamente contidos, em parte por causa da produção recorde dos EUA.

Ainda assim, os preços do petróleo subiram acentuadamente na manhã de sexta-feira, mesmo antes do anúncio oficial das sanções, com alguns traders culpando os rumores de sanções.

O petróleo bruto dos EUA saltou 4% para quase US$ 77 o barril. O petróleo bruto Brent, referência mundial, avançou 3,7% para cerca de US$ 80 o barril.

Fonte: CNN
Biden impõe sanções ao petróleo russo para enfraquecer financiamento de guerra

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Portugal denuncia a presença de navio-espião russo em sua zona marítima

A Marinha de Portugal afirmou neste final de semana que detectou a presença de um navio-espião da Rússia em suas águas, movimentação que ocorre em meio a um aumento das atividades marítimas russas na costa portuguesa, disse o almirante Henrique Gouveia e Melo, chefe do Estado-Maior da Armada.

O militar também destacou que a intensidade do tráfego de embarcações russas nas águas portuguesas tem sido cada vez maior, com navios cruzando de norte a sul e vice-versa. Em declarações transmitidas pela CNN Portugal, Gouveia e Melo relatou que, em um curto período de tempo, pelo menos três navios de guerra russos, além de navios de apoio logístico e de pesquisa científica, passaram pela zona marítima que pertence a Portugal. Entre esses, destacou-se um navio especializado em atividades de espionagem, sobretudo eletrônica, cuja missão principal é a captação de emissões rádio e do espectro eletromagnético.

“Há um trânsito nas nossas águas de navios da federação russa, um trânsito cada vez mais intenso, de Norte para Sul e de Sul para Norte”, disse Gouveia e Melo.

Segundo a Marinha, durante as últimas duas semanas, foram mobilizados oito navios portugueses para acompanhar as movimentações russas, e o sistema de radar e controle de tráfego costeiro também foi utilizado para garantir a segurança da zona marítima portuguesa. De acordo com a Marinha, esse tipo de vigilância é essencial para defender os espaços marítimos sob soberania nacional.

Gouveia e Melo ressaltou que a presença do navio de espionagem não passou despercebida por Portugal e que a resposta da Marinha tem sido acompanhar, controlar e manter uma presença constante para garantir a segurança das águas portuguesas.

“Nossa resposta a isso é segui-los, controlá-los, mantê-los sob pressão constante com a nossa presença também constante”, afirmou o almirante.

Fonte: Gazeta do Povo
Portugal detectou navio-espião da Rússia em sua zona marítima

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