Internacional

Safra dos EUA: USDA confirma recorde de soja e eleva previsão de milho em 17,5 milhões de toneladas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) confirmou uma produção recorde de soja e apresentou uma estimativa de milho superior às expectativas do mercado para a safra 2026/27. Os números divulgados em outubro indicam uma colheita de 124,1 milhões de toneladas de soja e 407,3 milhões de toneladas de milho, cenário que aumentou a pressão sobre os preços dos grãos na Bolsa de Chicago (CBOT).

O principal destaque foi o milho, cuja produção estimada ficou quase 17,5 milhões de toneladas acima da projeção apresentada em agosto pelo Pro Farmer Crop Tour. A revisão reforça a percepção de ampla oferta norte-americana e amplia as preocupações dos investidores sobre o equilíbrio entre produção e demanda global.

Na soja, por outro lado, o resultado ficou próximo da estimativa de 124,4 milhões de toneladas feita pelo Pro Farmer após as avaliações de campo realizadas em agosto.

Milho dos EUA surpreende e pressiona cotações em Chicago

A revisão da produção norte-americana provocou uma reação expressiva no mercado futuro. Segundo Eduardo Vanin, estrategista sênior de agricultura da Marex e analista da Agrinvest Commodities, o milho negociado em Chicago acumulou uma desvalorização de aproximadamente 70 centavos em relação ao pico registrado em setembro, equivalente a uma queda de 12%.

No mesmo intervalo, a soja recuou cerca de 4%, evidenciando uma pressão mais intensa sobre o cereal.

A diferença entre as estimativas do USDA e do Pro Farmer ajuda a explicar a mudança na percepção do mercado. No fim de agosto, o levantamento de campo apontava para uma safra de milho de 389,8 milhões de toneladas. A projeção oficial mais recente, de 407,3 milhões, indica que as lavouras apresentaram uma capacidade de recuperação superior à sugerida pelas avaliações realizadas durante o verão norte-americano.

Condições das lavouras explicam parte da diferença

As inspeções realizadas em agosto identificaram uma safra heterogênea, marcada por problemas climáticos em diferentes regiões produtoras dos Estados Unidos.

Em Ohio e Indiana, havia áreas afetadas pelo excesso de chuva. Já em Dakota do Sul, a falta de umidade comprometia o desenvolvimento das lavouras. Também foram observadas diferenças entre estágios de maturação, ocorrência de doenças e condições de produtividade entre estados.

Com o avanço da colheita norte-americana, os resultados começaram a demonstrar que parte das plantações conseguiu compensar os problemas identificados anteriormente.

Isso não significa, porém, que todos os riscos tenham desaparecido. O ritmo dos trabalhos ainda apresenta atrasos em estados importantes para a produção de milho, enquanto relatos de campo continuam apontando consequências das condições climáticas adversas no Corn Belt.

Também foram registradas situações incomuns, como milho germinando em lavouras de Nebraska, além da possibilidade de abandono de determinadas áreas.

Soja mantém projeção próxima das avaliações de agosto

Para a soja, a divulgação do USDA trouxe menos surpresas. A estimativa oficial de 124,1 milhões de toneladas ficou apenas 300 mil toneladas abaixo da projeção do Pro Farmer, uma diferença inferior a 1%.

A proximidade dos números indica que o potencial de produção da safra norte-americana de soja já estava relativamente bem identificado pelo mercado antes da atualização de outubro.

Apesar disso, as lavouras também enfrentaram dificuldades ao longo do ciclo, incluindo problemas localizados de umidade, doenças e diferenças no desenvolvimento das plantas. A disponibilidade de água no solo ajudou a sustentar parte das áreas durante a fase final de crescimento, embora o clima continuasse sendo um fator determinante.

Assim como no milho, a colheita da oleaginosa também apresenta atrasos.

Para Vitor Lima, analista de mercado da Pátria Agronegócios, a safra ainda pode trazer surpresas até sua conclusão. Segundo ele, a produtividade projetada continua elevada, mas a combinação de seca no início do ciclo e excesso de umidade durante a colheita pode comprometer a qualidade dos grãos.

Esse cenário também pode favorecer a formação de prêmios para a soja brasileira, caso problemas de qualidade na produção norte-americana aumentem a procura por fornecedores alternativos.

Exportações dos EUA entram no centro das atenções

Com a dimensão da produção mais bem definida, o mercado passa a observar com maior atenção a capacidade de absorção da oferta norte-americana.

As vendas externas são fundamentais para determinar se o volume adicional de milho encontrará compradores suficientes sem provocar novas quedas nas cotações.

Segundo os dados semanais divulgados pelo USDA, as vendas líquidas de milho dos Estados Unidos somaram 1,122 milhão de toneladas na semana encerrada em 8 de outubro. O resultado representou crescimento de 46% em relação à semana anterior e de 42% na comparação com a média das quatro semanas precedentes.

Apesar do avanço, o ritmo das exportações ainda desperta questionamentos. A projeção oficial para os embarques de milho foi revisada para cima, mas a competitividade dos fornecedores sul-americanos representa um obstáculo para ampliar as vendas norte-americanas.

De acordo com Vanin, os preços do milho dos Estados Unidos estão praticamente equiparados aos do Brasil, da Argentina e da Ucrânia. Nesse contexto, a China precisaria encontrar condições comerciais mais vantajosas para aumentar significativamente suas compras do produto norte-americano.

Além disso, a redução de tarifas anunciada após as conversas entre Donald Trump e Xi Jinping não foi acompanhada por mudanças nas cotas comerciais mencionadas na análise. Isso limita as expectativas de uma expansão expressiva da demanda chinesa.

Brasil e América do Sul ganham relevância na disputa comercial

A competitividade dos grãos sul-americanos é outro fator importante para as perspectivas do mercado. Segundo a análise de Vanin, o programa de exportação de milho dos Estados Unidos estava cerca de 10 milhões de toneladas atrás do registrado no mesmo período do ano anterior.

O desempenho das vendas também depende da distribuição geográfica dos embarques. No ciclo anterior, dos 14 milhões de toneladas de crescimento das exportações norte-americanas, aproximadamente 12 milhões passaram pelos portos do Pacífico, região estratégica para o atendimento de compradores asiáticos.

Nesse mercado, o milho brasileiro também apresentou competitividade nas negociações recentes, ampliando a disputa por clientes internacionais.

A combinação entre uma oferta norte-americana maior e a disponibilidade de grãos da América do Sul tende a intensificar a concorrência entre exportadores, com reflexos sobre os preços internacionais e as margens dos produtores.

China volta a aparecer nas negociações de soja

Os dados de vendas também apontaram movimentações relevantes no mercado de soja. Após o período coberto pelo relatório semanal, exportadores privados norte-americanos informaram ao USDA a venda de 558 mil toneladas da oleaginosa para a China e outras 236 mil toneladas para destinos ainda não identificados.

Os negócios foram destinados à entrega na safra 2026/27 e foram anunciados na sexta-feira, dia 16, conforme o relato original.

As vendas reforçam a importância da demanda chinesa para a formação dos preços da soja, embora seja necessário acompanhar a continuidade dos negócios e o ritmo efetivo dos embarques para avaliar o impacto sobre o mercado.

Plantio brasileiro será determinante para os preços dos grãos

A entrada de uma grande safra norte-americana no mercado coincide com o início do plantio de mais um ciclo de produção no Brasil. Essa sobreposição coloca a oferta global e a disputa pelos compradores internacionais no centro das atenções dos investidores.

Com a produção dos Estados Unidos mais próxima de uma definição, o avanço da safra brasileira 2026/27 deve ganhar peso na formação das cotações da Bolsa de Chicago e dos preços internos.

O desenvolvimento das lavouras brasileiras, as condições climáticas e o potencial produtivo serão acompanhados de perto por produtores, exportadores e operadores do mercado.

Embora a colheita norte-americana esteja avançando e revele uma produção elevada, o risco climático continua presente. A próxima etapa da temporada já começou, e qualquer mudança nas condições de cultivo pode alterar as perspectivas de oferta e a trajetória dos preços de milho e soja.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agricultura

20 municípios que mais produzem soja no Brasil: veja os líderes da safra

O Brasil deve colher 180,5 milhões de toneladas de soja na safra 2025/26, segundo o balanço mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa uma alta de 5,3% em relação à temporada anterior e reforça a força da produção de soja no país.

Soja mantém trajetória de crescimento no Brasil

A expectativa de uma nova produção recorde evidencia a capacidade de reação dos produtores brasileiros diante dos desafios do campo. Mesmo com os riscos relacionados ao clima, o setor continua ampliando os investimentos na principal commodity agrícola do país.

A soja brasileira está presente em praticamente todas as regiões nacionais. Atualmente, o cultivo do grão alcança 2.640 municípios, distribuídos de Norte a Sul, mostrando a ampla presença da oleaginosa no território.

Municípios que lideram a produção de soja

Os dados do levantamento Produção Agrícola Municipal (PAM), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a produção está concentrada em algumas das principais áreas agrícolas do país.

De acordo com o relatório, os 20 municípios que mais produzem soja no Brasil respondem, juntos, por aproximadamente 14% de toda a produção nacional.

O ranking evidencia a importância dessas localidades para o mercado de grãos, para o agronegócio brasileiro e para o abastecimento da cadeia ligada à soja.

Produção nacional segue em alta

Com a perspectiva de 180,5 milhões de toneladas na safra 2025/26, o Brasil mantém sua posição de destaque no cenário mundial da produção de soja. O resultado também reforça o peso da cultura na economia agrícola e nas exportações do país.

A expansão da área cultivada, aliada ao desempenho das lavouras, mantém a soja entre os principais motores do agronegócio brasileiro.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Agronegócio

Mercado de soja mantém ritmo forte com demanda aquecida e dólar favorável às exportações

O mercado de soja continua registrando forte movimentação no Brasil, sustentado pelo aumento da demanda internacional e pela maior participação das indústrias nacionais nas compras da oleaginosa. Mesmo com o ritmo acelerado das negociações, a ampla oferta global segue limitando ganhos mais expressivos nas cotações.

Segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a competitividade da soja brasileira ganhou impulso nas últimas semanas com a valorização do dólar frente ao real. O movimento torna o produto nacional mais atrativo para compradores estrangeiros e favorece o desempenho das exportações.

Apesar desse ambiente positivo, o elevado volume disponível no mercado internacional continua exercendo pressão sobre os preços da commodity.

Oferta global recorde reduz espaço para altas

As perspectivas para a produção mundial reforçam o cenário de abundância. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima sua estimativa para a safra global de soja 2025/26.

A nova projeção aponta produção de 429,2 milhões de toneladas, um volume recorde e cerca de 0,4% superior ao previsto anteriormente. Caso a estimativa se confirme, o resultado também ficará levemente acima da temporada passada.

O aumento da oferta mundial tende a equilibrar o mercado, mesmo diante da demanda consistente observada entre os principais países consumidores.

Brasil deve seguir como maior produtor mundial

A liderança global na produção de soja deve permanecer com o Brasil. De acordo com o USDA, a colheita brasileira poderá atingir 180 milhões de toneladas na safra 2025/26.

O número está alinhado às projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima uma produção de 180,25 milhões de toneladas.

Na Argentina, outro importante player do mercado internacional, a previsão foi elevada para 50 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de 4,2% em relação à estimativa divulgada no mês anterior, embora ainda permaneça 2,2% abaixo do registrado na safra passada.

Exportações brasileiras devem alcançar 115 milhões de toneladas

Além de liderar a produção, o Brasil deve manter sua posição como principal exportador mundial da oleaginosa.

As projeções do USDA indicam que os embarques brasileiros poderão alcançar 115 milhões de toneladas no ciclo comercial compreendido entre outubro de 2025 e setembro de 2026.

O desempenho reforça a relevância do país no abastecimento global de commodities agrícolas, especialmente em um contexto de demanda firme por parte dos grandes mercados consumidores.

Demanda continua sustentando o setor

Mesmo com a expectativa de uma safra global recorde, a combinação entre câmbio favorável, forte demanda internacional e participação ativa da indústria nacional mantém o mercado brasileiro de soja aquecido.

O cenário aponta para a continuidade de bons volumes de comercialização, consolidando a importância da soja na balança comercial brasileira e no agronegócio nacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Logística

Frete de grãos em Mato Grosso sobe com escassez de caminhões

O preço do frete de grãos em Mato Grosso registrou alta nas principais rotas do estado, com reajustes que já ultrapassam 3%. De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o aumento está diretamente ligado à redução da oferta de caminhões, já que parte da frota migrou para outras regiões do país em busca de melhores margens.

Principais rotas apresentam aumento acima de 3%

Levantamento semanal indica que o trajeto entre Diamantino e Rondonópolis alcançou média de R$ 155 por tonelada, representando avanço de 3,20%. Já a rota de Querência até Uberlândia (MG) teve alta de 3,28%, com o custo chegando a R$ 333,70 por tonelada.

Mesmo com equilíbrio na oferta de carga, o encarecimento foi puxado essencialmente por fatores logísticos, e não pelo volume de produção.

Custos seguem elevados mesmo após colheita

Tradicionalmente, o fim da colheita da soja tende a reduzir os preços do transporte. No entanto, na safra 2025/26, o cenário tem sido diferente. Segundo o Imea, os valores atuais permanecem acima dos registrados no ano passado, refletindo principalmente o impacto do preço do diesel nos custos operacionais.

Logística pesa na competitividade do agronegócio

A forte dependência da malha rodoviária faz do transporte um dos itens mais relevantes na estrutura de custos do agronegócio em Mato Grosso. O aumento do frete reduz a competitividade do estado frente a regiões com melhor infraestrutura logística ou maior proximidade dos portos.

Além disso, o encarecimento impacta diretamente a rentabilidade do produtor rural, dificultando o equilíbrio financeiro das propriedades.

Eficiência no escoamento é decisiva

Especialistas apontam que a logística agrícola é um fator determinante para a sustentabilidade do setor. A eficiência no transporte e escoamento da produção influencia diretamente os resultados econômicos e a posição do estado no mercado nacional de grãos.

Os dados fazem parte do projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), desenvolvido pelo Imea em parceria com o Senar Mato Grosso, com o objetivo de apoiar decisões estratégicas no campo.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Falta de armazenagem em Mato Grosso eleva custos e pressiona produtores rurais

A falta de armazenagem em Mato Grosso se consolidou como um dos principais entraves para o avanço do agronegócio no estado e no país. Com safras cada vez maiores, a estrutura disponível não acompanha o ritmo de crescimento da produção, impactando diretamente a rentabilidade dos produtores.

Atualmente, a capacidade de estocagem no estado atende apenas cerca de metade do volume colhido, cenário que eleva custos operacionais, dificulta a logística e coloca em risco a eficiência do sistema produtivo.

Produção recorde amplia pressão sobre o sistema

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a capacidade estática de armazenagem gira em torno de 53,4 milhões de toneladas. No entanto, esse volume já não é suficiente diante do avanço das safras.

A produção de soja em Mato Grosso na temporada 2025/26 deve ultrapassar 51 milhões de toneladas, enquanto a produção de milho já superou 55 milhões de toneladas no último ciclo. Esse descompasso obriga o escoamento acelerado da safra, muitas vezes de forma improvisada.

Falta de armazéns encarece frete e reduz ganhos

Sem espaço adequado para estocar a produção, agricultores são forçados a vender rapidamente, o que reduz o poder de negociação e aumenta os custos logísticos. O impacto mais imediato é o aumento do frete agrícola, pressionado pela alta demanda em períodos de colheita.

Lideranças do setor destacam que o investimento em armazenagem é essencial para valorizar a produção e fortalecer a economia local, gerando empregos e renda. Ainda assim, apontam a ausência de políticas públicas mais robustas como um dos principais obstáculos.

Juros altos travam novos investimentos no campo

Apesar da necessidade urgente de ampliar a capacidade, produtores enfrentam dificuldades para investir. Linhas de crédito com juros elevados e pouca oferta de incentivos dificultam a construção de novos armazéns.

Na prática, a limitação de espaço compromete o ritmo da colheita. Em propriedades rurais, é comum que a produção ultrapasse a capacidade de estocagem, gerando atrasos e aumentando a dependência de transporte imediato.

Produtores relatam que projetos de expansão estão sendo adiados, à espera de condições mais favoráveis, como a redução da taxa de juros e maior acesso a financiamento.

Produtores recorrem a recursos próprios para expandir capacidade

Diante do cenário desafiador, parte dos agricultores tem optado por investir gradualmente com capital próprio. A estratégia reduz o risco de endividamento, mas exige planejamento de longo prazo e, muitas vezes, cortes em outras áreas da propriedade.

Mesmo com avanços individuais, especialistas alertam que a ausência de uma política estruturada para armazenagem agrícola no Brasil mantém o setor vulnerável, especialmente em momentos de instabilidade econômica global.

Risco de endividamento preocupa produtores

Outro ponto de atenção é o custo do crédito rural. Com taxas elevadas, o financiamento pode comprometer a saúde financeira das propriedades, levando produtores ao endividamento.

A avaliação no campo é de que, sem mudanças estruturais — como incentivos fiscais, linhas de crédito acessíveis e políticas públicas eficazes —, o problema da infraestrutura agrícola no Brasil tende a persistir, limitando o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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