Portos

Tarifaço de Trump pode afetar exportações via Porto de Itajaí e reduzir embarques para os EUA

A estimativa inicial do porto é de uma redução superior a 30% nos embarques com destino aos EUA

O anúncio do novo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou preocupações entre exportadores de Santa Catarina. A medida, com previsão de entrar em vigor a partir de 1º de agosto, impõe uma tarifa de até 50% sobre produtos importados do Brasil, o que classifica o país com a maior taxa até o momento. Nesse sentido, a medida internacional pode afetar as operações logísticas do Porto de Itajaí.

Conforme nota enviada ao NSC Total nesta semana pela Superintendência do Porto de Itajaí, ainda não há registro de embarques embargados ou cancelamentos diretos motivados pela nova tarifa. Porém, o eventual aumento deve atingir setores estratégicos, como móveis, madeira serrada, molduras e compensados, produtos com forte presença na região, com o mercado norte-americano como destino tradicional.

A estimativa inicial do porto é de uma redução superior a 30% nos embarques com destino aos EUA nos próximos meses. Para minimizar o impacto, empresas já avaliam alternativas, como o redirecionamento de cargas para outros destinos, incluindo países da Europa, Oriente Médio e América do Sul.

No entanto, o cenário ainda é acompanhado de perto, tendo em vista que o Brasil não chegou a firmar um novo acordo com os Estados Unidos. Países como Reino Unido, Vietnã e China já fecharam acordos e conseguiram aplicar estratégias para amenizar ou suspender as tarifas.

“O Porto de Itajaí reforça que o Brasil tratará a questão no campo diplomático e comercial, e que o governo federal deve intensificar políticas de incentivo à exportação e à diversificação de mercados, fortalecendo a posição brasileira no comércio exterior”, destaca a Superintendência do Porto de Itajaí.

Confira a nota na íntegra

O Porto de Itajaí informa que, até o momento, não há registro de embarques embargados ou cancelamentos diretos em decorrência das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras. No entanto, a elevação tarifária de 50% sobre os produtos do Brasil — a mais alta entre os países afetados — tende a impactar setores relevantes da pauta exportadora de Santa Catarina, como móveis, madeira serrada, molduras e compensados, com forte presença nos estados de SC e PR.

A estimativa inicial é de redução superior a 30% nas exportações destinadas ao mercado norte-americano, ainda que os efeitos práticos estejam em fase de avaliação pelas empresas e entidades do setor.

Exportadores já vêm adotando ajustes estratégicos, como o redirecionamento de cargas para mercados alternativos, incluindo Europa, Oriente Médio e América do Sul, preservando sua competitividade internacional.

O Porto de Itajaí reforça que o Brasil tratará a questão no campo diplomático e comercial, e que o governo federal deve intensificar políticas de incentivo à exportação e à diversificação de mercados, fortalecendo a posição brasileira no comércio exterior.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Portos

Maersk tem pedido liminar negado na Justiça após questionar leilão do Tecon Santos 10

A primeira instância da Justiça Federal indeferiu o pedido da Maersk Brasil para retroceder o processo do megaterminal de contêineres Tecon Santos 10, no Porto de Santos (SP), que atualmente tramita no TCU (Tribunal de Contas da União). Segundo o juiz Paulo Cezar Neves Júnior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, a questão concorrencial do leilão – proposto para ocorrer em duas fases – foi previamente analisada pela ANTAQ (Agência Nacional de Transportes Aquaviários). Para o magistrado, não há necessidade de nova audiência pública, uma vez que duas já foram realizadas.

A empresa contestou as regras do leilão aprovado pelo órgão regulador e solicitou que a Justiça Federal suspendesse liminarmente a determinação da ANTAQ que estruturou o modelo da licitação em duas etapas. Na decisão sobre a liminar, o juiz lembrou que, em 2022, foi realizada uma consulta pública sobre o tema, ocasião em que a discussão sobre a questão concorrencial do leilão foi tratada. 

De acordo com o magistrado, o tema também foi analisado e debatido por meio de um GT (Grupo de Trabalho) da ANTAQ, criado para estudar e elaborar um parecer sobre os aspectos concorrenciais do projeto. “Os achados do GT, materializados no Parecer Técnico nº 1 (Anexo 7 – SEI 2609560), dão dimensão da intensidade com que a questão concorrencial relativa ao mercado relevante do projeto foi debatida”, destacou.

O juiz também lembrou que, em janeiro deste ano, o poder concedente “informou acerca da revisão dos estudos do arrendamento do Tecon Santos 10 e de sua aptidão para nova audiência pública, assim como solicitou expressamente que fosse realizada nova análise concorrencial”, conforme consta na decisão.

A resposta do Judiciário ao pedido de liminar da Maersk, publicada nesta terça-feira (21), já era esperada pelos interessados no certame do Tecon Santos 10. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, vem reafirmando publicamente que respeita o entendimento da ANTAQ e aguarda decisão técnica do TCU sobre o tema.

Até o momento, não há qualquer análise apresentada pelos técnicos do tribunal de contas no processo que avalia os atuais estudos apresentados pelo governo para a licitação do terminal de contêiner.

O governo federal e a agência reguladora se tornaram alvo de críticas por vedarem na primeira fase do certame – conforme proposto no projeto – a participação de grandes empresas que já operam terminais de contêineres no Porto de Santos. O TCU realizará no dia 31 de julho, das 13h30 às 18h, um painel de referência sobre a concessão do terminal de contêineres.

Fonte: Agência Infra

Ler Mais
Logística, Tecnologia

Mega operação logística da BYD! Desembarca mais de 2 mil veículos em tempo recorde no Brasil

A cidade de Itajaí, em Santa Catarina, foi palco de um feito inédito para o setor: a desova e movimentação de mais de dois mil veículos da BYD, a gigante chinesa que vem transformando o mercado automotivo global e brasileiro.

A complexidade da carga em contêineres e a agilidade necessária para o processo foram superadas por uma empresa local, consolidando a região como um polo estratégico para a distribuição de carros no país.

A gigante logística em ação: dois mil veículos da BYD desembarcam em Itajaí

operação logística que movimentou mais de dois mil veículos da BYD em Itajaí é um testemunho da capacidade e infraestrutura do setor no Sul do Brasil.

O processo, liderado pela Tecadi, uma das principais operadoras logísticas da região, começou com a chegada de mais de 665 contêineres no Porto de Itajaí, todos vindo diretamente da China. A dimensão da carga em contêineres já indicava a grandiosidade do desafio.

Desde o final de junho, quando a carga aportou, a operação não parou. Funcionando 24 horas por dia, a equipe da Tecadi orquestrou um verdadeiro balé de veículos e equipamentos.

O processo incluiu o transporte rodoviário dos contêineres do porto até o centro logístico da empresa em Itajaí, o descarregamento minucioso de cada veículo de dentro dos contêineres usando empilhadeiras especializadas e, por fim, o armazenamento seguro antes da distribuição para todo o território nacional.

Essa agilidade é crucial para que os veículos da BYD cheguem rapidamente às concessionárias e, consequentemente, aos consumidores brasileiros.

Rafael Dagnoni, co-fundador da Tecadi, destacou a importância do feito: “Esta operação marca um novo marco para a empresa, reforçando a confiança de grandes marcas globais na nossa infraestrutura e demonstrando nossa capacidade de executar operações complexas com agilidade, tecnologia e alinhamento com princípios de sustentabilidade e inovação.”

Essa confiança da BYD em um operador brasileiro sublinha a importância estratégica de Itajaí na cadeia de suprimentos da montadora.

Carga em contêineres: o desafio e a eficiência na desova dos veículos BYD

A movimentação de veículos automotores em carga em contêineres é um processo logístico que exige expertise e equipamentos específicos.

Diferente do transporte em navios roll-on/roll-off (que permite aos veículos rodarem para dentro e para fora do navio), o método em contêineres, embora mais complexo na desova, oferece vantagens em termos de segurança e proteção da carga contra intempéries e avarias durante o transporte marítimo.

Para a BYD, que vem expandindo rapidamente sua presença no mercado brasileiro, essa operação logística eficiente é vital.

Ela garante que os dois mil veículos da BYD desembarquem em perfeitas condições e estejam prontos para a distribuição. Melissa Toresin, supervisora de importação e exportação da BYD Auto do Brasil, elogiou o sucesso e a agilidade da movimentação dos veículos, ressaltando a “excelência operacional” da empresa parceira.

Essa colaboração é fundamental para o cumprimento dos prazos e para a satisfação da demanda crescente pelos carros eletrificados da marca.

Itajaí: o polo logístico que atrai gigantes como a BYD

A escolha de Itajaí para essa monumental operação logística não foi por acaso. A cidade e seu porto consolidaram-se como um dos principais hubs logísticos do Brasil, especialmente para o Sul e Sudeste do país.

Com operadoras logísticas proeminentes, infraestrutura robusta e uma localização estratégica, Itajaí oferece as condições ideais para movimentações de grande volume e alta complexidade.

A Tecadi, com mais de 18 anos de experiência e uma estrutura moderna que inclui mais de 300.000 m² de área de armazenagem e uma frota de mais de 460 veículos, demonstra a capacidade local para atender às necessidades de empresas do porte da BYD.

A capacidade de operar 24 horas por dia, sete dias por semana, entre os portos, é um diferencial que garante a fluidez necessária para a operação logística de volumes tão expressivos.

O sucesso na desova dos dois mil veículos da BYD é um testemunho da crescente importância de Itajaí no cenário logístico nacional, reforçando seu papel como porta de entrada para a chegada de veículos, especialmente os elétricos e híbridos que desenham o futuro da mobilidade no Brasil.

Fonte: Click Petróleo e Gás

Ler Mais
Comércio, Portos

Tarifa retém em portos ou em alto-mar 30 mil t de carne destinadas aos EUA, diz Abiec

Segundo presidente da entidade, De acordo com Perosa, sobretaxa de 50% torna inviável exportação de carne bovina aos EUA

A indústria exportadora de carne bovina estima que cerca de 30 mil toneladas de mercadoria com destino aos Estados Unidos estão paradas em alto-mar após o anúncio do governo norte-americano de imposição de tarifa adicional de 50% sobre produtos importados brasileiros.

“Temos cerca de 30 mil toneladas de carne bovina produzidas que estão nos portos ou em alto-mar. A nossa preocupação é como será o desdobramento a partir de 1º de agosto”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, a jornalistas após reunião do setor agropecuário no âmbito do comitê interministerial do governo que discute a reação do Executivo ao tarifaço dos EUA.

“É um volume em torno de US$ 150 milhões a US$ 160 milhões que já estão produzidos e a caminho dos Estados Unidos. É uma preocupação adicional ao produtor de carne bovina”, apontou.

Fonte: Canal Rural

Ler Mais
Comércio, Logística

Movimentação de Cargas no Porto de São Francisco, no Brasil, Sobe para 8,8 Milhões de Toneladas no 1º Semestre de 2025

Movimentação de cargas no Porto de São Francisco no primeiro semestre do ano manteve a tendência de crescimento observada desde 2023. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal no norte de Santa Catarina 8,8 milhões de toneladas.

As exportações representaram 54% (4,7 milhões de toneladas), impulsionadas pelo embarque de grãos, que totalizaram 4,4 milhões de toneladas — sendo 3,4 milhões de toneladas de soja e 1 milhão de toneladas de milho.

As importações somaram 4,1 milhões de toneladas (46%), com destaque para 2,3 milhões de toneladas de produtos siderúrgicos vindos da China e 1,5 milhão de toneladas de fertilizantes provenientes do Oriente Médio, principalmente Egito, Omã e Irã.

No mesmo período do ano passado, o porto movimentou 8,7 milhões de toneladas.

“O Porto de São Francisco continua exercendo um papel fundamental como um dos principais corredores logísticos do sul do Brasil. O crescimento dos últimos anos exige uma gestão alinhada aos interesses dos operadores que utilizam o porto para desenvolver seus negócios de importação e exportação”, afirmou o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias (Spaf), Beto Martins.

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o crescimento é resultado de uma gestão técnica aliada ao desempenho eficiente dos operadores portuários e demais trabalhadores do terminal.

“Nos últimos dois anos, alcançamos os maiores volumes de carga da história do Porto: 16,8 milhões de toneladas em 2023 e 17 milhões de toneladas em 2024. Pensávamos que havíamos chegado ao limite, mas esse aumento no primeiro semestre mostra que todos os investimentos em infraestrutura feitos nos últimos meses estão contribuindo para esse crescimento contínuo”, disse Vieira.

Ele destacou que, nos últimos dois anos, melhorias estruturais aumentaram a competitividade do porto. “Além da abertura de uma nova via de acesso, investimos R$200 milhões em infraestrutura portuária, incluindo um novo parque tecnológico e modernização de equipamentos.”

Nos próximos meses, serão investidos mais R$324 milhões no aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga, R$18 milhões na restauração do Berço 201 e R$12,5 milhões na quarta faixa da BR-280 que leva ao porto.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Portos, Sustentabilidade

Super Terminais e Governo do Amazonas anunciam primeira usina de gás natural para operações portuárias

O Super Terminais e o Governo do Estado do Amazonas assinaram, no último dia 02, o contrato para a construção da primeira usina de Gás Natural voltada a operações portuárias no Norte do Brasil. O investimento de R$ 30 milhões foi anunciado em coletiva de imprensa no píer da empresa em Manaus (AM) e consolida uma parceria estratégica com o governo estadual para impulsionar operações portuárias sustentáveis em larga escala.

“Este projeto começou há dois anos com uma parceria nossa com a Cigás e o Governo do Estado, com quem sempre colaboramos em todas as iniciativas. A gente quer que este pioneirismo traga exemplos para todos os portos, que todos possam abraçar essa ideia de utilizar energias renováveis. O Super Terminais quer estar sempre à frente, trazendo novidades”, afirma Marcello di Gregorio, diretor do Super Terminais.

A usina será instalada na área da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), reforçando o compromisso do governo do Amazonas em manter a sustentabilidade como prioridade na pauta de desenvolvimento econômico e ambiental.

Além de viabilizar o fornecimento direto de gás natural para o porto, serão implantadas tubulações subterrâneas que ligarão a usina às instalações portuárias. Esse sistema garantirá o abastecimento contínuo dos equipamentos, como os três Konecranes – os primeiros guindastes elétricos do mundo – que operam no Super Terminais. O novo modelo irá substituir o transporte rodoviário de diesel, reduzindo também o tráfego de caminhões e o impacto logístico na região.

Com essa iniciativa, o Super Terminais vai deixar de emitir cerca de 17.000 toneladas de CO2 por ano somente em suas operações, contribuindo de forma significativa para a diminuição dos gases de efeito estufa.

O ganho ambiental não se limita à eliminação do diesel nos guindastes: a redução de emissões também se estende à logística de abastecimento, evitando o transporte do combustível por caminhões e diminuindo ainda mais a pegada de carbono.

“Tudo o que temos avançado na questão do gás natural tem sido muito positivo nos últimos anos. O gás natural, apesar de ser um combustível de origem fóssil, é a fonte mais segura nesse processo de transição energética, poluindo menos que o diesel, gasolina e outros derivados. O estado do Amazonas hoje está em outro patamar com relação ao gás natural”, afirmou o governador do Amazonas, Wilson Lima.

De acordo com ele, o projeto da usina a gás natural no porto Super Terminais é mais um passo na construção de um modelo de desenvolvimento que combina inovação, responsabilidade ambiental e geração de emprego e renda.

Fonte: Datamar News

Ler Mais
Investimento, Portos

Portonave investe na preservação da restinga em Navegantes

O novo plano de recuperação, aprovado pelos órgãos ambientais municipais e estaduais, é um investimento de R$ 504 mil. Cerca de 6,5 mil mudas nativas serão produzidas e plantadas 🌱

A Portonave inicia um Plano de Recuperação de Área de Preservação Permanente Degradada (PRAD) da restinga das praias de Navegantes. Neste novo projeto, serão recuperados quatro trechos prioritários. A área total a ser restaurada é de 38.400 m². Foram considerados os pontos mais vulneráveis no bairro Meia Praia, onde em alguns pontos a restinga apresenta baixa densidade de vegetação arbustiva e herbácea, com maior exposição das dunas, presença de espécies exóticas invasoras e alto impacto das atividades humanas, como o descarte de resíduos.

As áreas a serem recuperadas foram indicadas pelo IAN, consistindo em aproximadamente 1.400 m², próximo ao ribeirão das Pedras; 20.000 m² entre as entradas 52 e 58 da praia; 11.600 m² entre os acessos 39 e 41; e 5.400 m² entre as entradas 34 e 36.

Além do plantio de 6,5 mil mudas nativas, o PRAD também prevê o controle de espécies exóticas invasoras – plantas que não são naturais da restinga – e que impedem o desenvolvimento das plantas nativas, além de reduzir a diversidade biológica do ecossistema. Nas áreas que serão recuperadas, as espécies exóticas invasoras já foram identificadas – 27 exemplares – e demarcadas para remoção por equipe técnica capacitada.

As áreas em recuperação serão protegidas com a instalação de cercas de contenção. O plano também contempla atividades de prevenção e controle do acesso de animais domésticos, adoção de medidas para conservação e atração de animais nativos dispersores de sementes, bem como a manutenção e monitoramento das áreas recuperadas por um período de 3 anos.

A preservação da restinga é de extrema importância devido ao papel que esse ecossistema tem na proteção da praia, principalmente pela fixação das dunas, que impedem o avanço do mar. Além disso, a vegetação também é essencial para a manutenção e equilíbrio da biodiversidade, uma vez que serve de abrigo de diversas espécies da fauna. Esse já é o segundo investimento que o Terminal Portuário realiza com o objetivo de restaurar o ecossistema costeiro em pontos em que se encontra degradado.

Etapas
A proposta do projeto teve início em 2022, com o envio das ações a serem executadas ao Instituto do Meio Ambiente (IMA). Em 2024, o órgão estadual aprovou a execução da compensação no formato proposto. A partir da aprovação iniciou-se o processo de contratação da empresa executora do PRAD, a Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental. O trabalho teve início em fevereiro, com a elaboração do plano e alinhamento junto ao Instituto Ambiental de Navegantes (IAN).

Como explica a responsável técnica do PRAD, professora e mestre em Oceanografia, Débora Lugli-Bernardes, o trabalho nos pontos determinados consiste em restaurar a cobertura vegetal da restinga. As mudas necessárias para o replantio são de espécies típicas desse ecossistema, e não há produtores dessa vegetação na região. “Desde abril, estamos coletando sementes e estolões (planta específica da restinga) nas dunas da orla da praia de Navegantes e em praias vizinhas, e desenvolvendo, com todo cuidado e técnica, as mudas que serão replantadas”, complementa. Segundo a prof.ª Débora, o objetivo é recuperar os processos ecológicos das áreas, monitorar a regeneração por meio de indicadores ambientais e avaliar a efetividade das ações de recuperação.

Neste mês, serão instaladas placas, com informações técnicas e legais do processo, nas passarelas e acessos das quatro áreas a serem recuperadas. Na sequência, serão iniciadas as demais atividades previstas para o projeto, como a remoção da vegetação exótica, plantio das espécies nativas e a instalação das cercas de proteção. O acompanhamento e a manutenção desse novo PRAD serão realizados por 3 anos pela Acquaplan. Quando concluído, o monitoramento da área seguirá sendo realizado pelos órgãos ambientais competentes.

Compensação ambiental
O PRAD atual é uma medida de compensação ambiental pela obra de adequação do cais da Portonave, iniciada em 2024. Cerca de R$ 504 mil serão destinados para a iniciativa pela empresa. Em 2016, como medida compensatória pelas obras de ampliação do pátio, a companhia desenvolveu o projeto “Nossa Praia” que, na época, além da recuperação da vegetação nativa, também revitalizou a orla da Praia de Navegantes com a construção de deques e passarelas ao longo de 10 km. Esse primeiro PRAD previa a manutenção e monitoramento da área por cinco anos. Concluído esse período, a área recuperada voltou a ser de responsabilidade dos órgãos ambientais competentes.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

Para saber mais sobre o PRAD, assista ao vídeo:

Ler Mais
Portos, Tecnologia

Mais de 700 carrões de luxo da BMW desembarcam no Porto de Itajaí

Modelos que chegaram custam até R$ 1,2 milhão; veja o vídeo

O navio Florida Highway atracou no porto de Itajaí na manhã de domingo para o desembarque de 777 veículos de luxo da montadora BMW. Chegaram ao porto pelo menos oito modelos da fabricante alemã, com preços de mercado que variam entre R$ 230 mil, o mais barato, e R$ 1,2 milhão, o mais caro. O destino das “máquinas” é o pátio da BMW, às margens da BR 101, em Araquari. A operação de transferência para lá levará em torno de três dias, enquanto o desembarque dos carros durou seis horas.

Desembarcaram os modelos BMW i7 xDrive60 M Sport 2024, BMW M3 Competition 2025, BMW M2 Coupé, BMW 420i Cabrio M Sport, BMW X2 xDrive20i M Sport 2025, Mini JCW Conversível (Cabrio), Mini JCW Hatch 3 portas e Mini Cooper S 2.0 Turbo.

Com bandeira do Panamá, a embarcação é do tipo roll-on roll-off, estrutura que permite a descarga dos automóveis por meio de rampas, facilitando a movimentação direta da carga. Esse tipo de operação mobiliza serviços logísticos especializados, que geram arrecadação de Imposto Sobre Serviços (ISS) para o município.

Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos Gama, a operação reforça o posicionamento do terminal como estratégico para cargas de alto valor agregado, além de contribuir com a arrecadação municipal. “Esse tipo de carga exige logística especializada, controle técnico e agilidade — características que consolidam nosso terminal como um polo estratégico para o comércio exterior. Além disso, movimentações como essa geram emprego, fortalecem a arrecadação municipal e contribuem diretamente para o desenvolvimento social da cidade, com reflexos em áreas como cultura, esporte e educação. Itajaí está retomando seu protagonismo com eficiência e competitividade”, comentou.

Carga diferenciada

No mês passado, o porto também recebeu veículos da BMW, com o desembarque de 588 carros. No final de maio, o maior navio porta-carros do mundo, o BYD Shenzhen, chegou ao Porto de Itajaí e descarregou sete mil veículos elétricos e híbridos da montadora chinesa. A operação de desembarque foi histórica para o Brasil, sendo considerada a maior movimentação de veículos já feita numa única escala no país.

TABELA DO LUXO SOBRE RODAS

BMW i7 xDrive60 M Sport 2024: a partir de R$ 1.282.950

BMW M3 Competition 2025: a partir de R$ 892.950

BMW M2 Coupé: a partir de R$ 672.950

BMW 420i Cabrio M Sport: a partir de R$ 479.950

BMW X2 xDrive20i M Sport 2025: a partir de R$ 407.950

Mini JCW Conversível (Cabrio): a partir de R$ 349.990

Mini JCW Hatch 3 portas: a partir de R$ 319.990

Mini Cooper S 2.0 Turbo: a partir de R$ 230.000

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Portos

Oficializada expansão de área para uso da JBS Terminais no Porto de Itajaí

Governo federal assinou aditivo contratual que abrange áreas públicas do porto

O governo federal oficializou a expansão da área no Porto de Itajaí para movimentação de contêineres pela JBS Terminais. O termo aditivo do contrato de arrendamento transitório foi assinado em 27 de junho, com publicação no Diário Oficial da União na sexta-feira passada. A mudança abre caminho para o modelo da futura concessão do porto, com um único operador, de acordo com a proposta do Ministério dos Portos e Aeroportos.

A atualização do contrato encerra o processo de requerimento da JBS para o adensamento de toda a área do porto organizado de Itajaí, permitindo as operações da empresa também em áreas públicas do terminal. O contrato transitório já previa o uso de áreas públicas quando 80% da capacidade dos berços arrendados (1 e 2) fosse atingida no terminal de contêineres.

Com a expansão, a empresa poderá operar na área B (berços 3 e 4) do cais público e usar o Recinto Alfandegado Contíguo (RAC), área pública do porto do outro lado da avenida portuária.

O adensamento das áreas para a JBS Terminais foi autorizado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e prevê investimento imediato de R$ 23 milhões pela JBS para adequações.

A ampliação abrange área de 61.340,33 m², dos quais 13.340,33 m² são da área B do cais público, mais 48 mil m² que incluem trechos de área primária (31 mil m²) e retroárea (17 mil m²).

No total, o contrato da empresa agora soma 141.286,75 m² e vai ampliar a capacidade operacional de movimentação de contêineres.

Conforme o projeto da empresa, o uso da área pública aumentará o armazenamento em 2100 TEUs (unidade de contêiners de 20 pés), com o porto passando a armazenar no total 10.047 TEUs. A projeção é também alavancar a movimentação de contêineres, com a meta indo de 44.100 para 49.335 TEUs por mês.

As novas áreas integradas ao contrato da JBS passarão por melhorias na infraestrutura, como pavimentação, nova rede elétrica, atualização do sistema de vigilância e reforço da infraestrutura dos berços de atracação.

Porto recebe nova carga de carros da BMW

O navio Florida Highway atracou no Porto de Itajaí na manhã de domingo para o desembarque de 777 veículos de luxo da montadora BMW. Segundo o superintendente do porto, João Paulo Tavares Bastos Gama, a operação reforça o posicionamento do porto como terminal estratégico para cargas de alto valor agregado, além de ajudar na arrecadação municipal.

“Esse tipo de carga exige logística especializada, controle técnico e agilidade — características que consolidam nosso terminal como um polo estratégico para o comércio exterior”, comentou. No mês passado, o porto também registrou movimentação de veículos da BMW, com um carregamento de 588 carros.

Fonte: Diarinho

Ler Mais
Portos

Novo porto privado de Santa Catarina está perto de entrar em operação

Terminal está em fase de testes

O novo porto de Santa Catarina está em fase de testes, com início das operações no segundo semestre. O Terminal de Granéis de Santa Catarina (TGSC) passa por testes de equipamentos e logo começa a testagem com movimentação de cargas. A execução das obras do terminal de uso privado alcança 97%, em instalações no Morro Bela Vista, em São Francisco do Sul.

Na terça-feira, no evento de aniversário de 70 anos do Porto de São Francisco do Sul, o TGSC assinou a participação no Programa de Monitoramento Ambiental Integrado, com participação do porto público, Tesc e Porto Itapoá. Até então, cada porto tinha o próprio programa ambiental. Com o novo programa, a atuação será de cooperação mútua, em investimento de R$ 17 milhões.

A estrutura do novo terminal fica próxima do Porto de São Francisco do Sul, na baía da Babitonga. O investimento no empreendimento privado fica em torno de R$ 520 milhões. O porto vai atuar na exportação de grãos, com expectativa de movimentação de 6 milhões de toneladas por ano, no momento de plena operação. O píer terá 255 metros de comprimento, com dois berços de atracação.

O terminal conta com 980 metros de correias transportadoras com capacidade para até 2 mil toneladas por hora, além de dolfins de atracação e amarração, carregadores de navio e edificações de apoio. A capacidade de armazenamento na retroárea será de 135 mil toneladas de granéis, com armazém horizontal e seis silos verticais.

Fonte: NSC Total

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook