Comércio Exterior

Cursos gratuitos de comércio exterior oferecem 250 vagas para mulheres e pessoas negras

Estão abertas as inscrições para a terceira turma dos cursos gratuitos de comércio exterior oferecidos pela plataforma EduComex, iniciativa desenvolvida em parceria entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de São Paulo, Campinas e Guarulhos (Sindasp).

A capacitação integra o Programa Raízes Comex e é direcionada prioritariamente a mulheres e pessoas negras que já possuem conhecimentos básicos na área de comércio exterior.

Inscrições seguem até junho

Nesta nova etapa, serão disponibilizados 250 acessos gratuitos à plataforma de ensino online. As inscrições começaram nesta terça-feira (26) e permanecem abertas até o dia 18 de junho de 2026. Caso haja vagas remanescentes, elas serão liberadas ao público em geral.

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a iniciativa fortalece a inclusão no setor.

“Um comércio exterior mais diverso e inclusivo também se torna mais competitivo e fortalecido”, destacou.

Plataforma oferece mais de 180 horas de conteúdo

A EduComex é uma plataforma de ensino a distância voltada à qualificação contínua de profissionais do setor. O ambiente virtual reúne mais de 180 horas de aulas gravadas, abordando desde conteúdos introdutórios até temas avançados ligados ao comércio internacional.

Os cursos são organizados em trilhas temáticas elaboradas por especialistas da área. Ao final da formação, os participantes recebem certificado de conclusão reconhecido pelo mercado.

Confira o cronograma da terceira turma

  • Inscrições: de 26 de maio a 18 de junho de 2026
  • Resultado dos selecionados: 26 de junho de 2026
  • Liberação dos acessos: 30 de junho de 2026
  • Período das aulas: de 1º de julho a 30 de setembro de 2026

Os estudantes ainda poderão renovar o acesso por mais três meses, conforme o desempenho obtido durante o curso.

Programa busca ampliar inclusão racial no setor

O Programa Raízes Comex foi criado pelo MDIC com foco na promoção da inclusão racial no comércio exterior brasileiro. A proposta busca ampliar oportunidades profissionais para pessoas negras por meio de capacitação, desenvolvimento profissional e aproximação com empresas do setor.

Conheça o Sindasp

O Sindasp é considerado a maior entidade representativa dos despachantes aduaneiros no Brasil, reunindo mais de 1.800 associados. Além da atuação institucional, o sindicato investe em capacitação profissional por meio da plataforma EduComex e participa de comitês nacionais e locais ligados à facilitação do comércio exterior.

Mais informações podem ser acessadas em: Programa Raízes Comex

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Mercado de trabalho

Mulheres no comércio exterior e logística: presença cresce, mas liderança ainda é desafio

Tradicionalmente dominados por homens, os setores de comércio exterior, logística e supply chain vêm registrando aumento gradual da participação feminina. Mesmo com avanços nos últimos anos, as mulheres ainda enfrentam desafios relacionados à ocupação de cargos estratégicos e à presença em áreas operacionais.

Participação feminina na logística e supply chain

Levantamentos internacionais indicam que a presença feminina no setor logístico tem crescido, especialmente em áreas administrativas, planejamento e gestão da cadeia de suprimentos.

Uma pesquisa global realizada pela consultoria Gartner aponta que as mulheres representam cerca de 40% da força de trabalho na área de supply chain, considerando funções como logística, planejamento, compras e distribuição.

Apesar desse avanço, a participação diminui conforme aumenta o nível hierárquico. Dados do mesmo estudo indicam que:

  • 31% dos cargos de direção em supply chain são ocupados por mulheres;
  • 26% das posições executivas ou de vice-presidência são ocupadas por profissionais do sexo feminino.

Esse cenário evidencia que o chamado “teto de vidro” ainda é um desafio para o crescimento profissional das mulheres no setor.

Mulheres ainda são minoria em áreas operacionais

Quando se analisam funções diretamente ligadas ao transporte, armazenagem e operações logísticas, a participação feminina ainda é menor.

Estudos do setor logístico indicam que cerca de 12% dos empregos em transporte e armazenagem são ocupados por mulheres em nível global, refletindo uma desigualdade histórica em atividades tradicionalmente associadas a trabalhos físicos ou ambientes predominantemente masculinos.

No entanto, a digitalização da logística, a automação e o crescimento do e-commerce vêm criando novas oportunidades em áreas mais tecnológicas e estratégicas, o que tende a ampliar a presença feminina no setor.

Crescimento da presença feminina no setor

Apesar dos desafios, a participação das mulheres na cadeia logística tem apresentado evolução ao longo das últimas décadas.

Levantamentos do setor apontam que aproximadamente 41% dos profissionais da cadeia de suprimentos no mundo são mulheres, um dos maiores níveis já registrados.

Esse crescimento também está ligado a políticas corporativas voltadas à diversidade e inclusão, além de programas de incentivo à liderança feminina dentro das empresas.

Mulheres no comércio exterior

No comércio exterior, a presença feminina costuma ser mais expressiva do que nas operações logísticas mais pesadas. Muitas funções do setor envolvem atividades como:

  • negociação internacional
  • gestão documental e aduaneira
  • análise de mercado
  • coordenação logística e comercial

Essas áreas exigem competências em gestão, comunicação, idiomas e estratégia, habilidades que têm ampliado a presença feminina nas equipes de comércio internacional.

Nos últimos anos, redes de networking e iniciativas voltadas à liderança feminina no comércio exterior também têm se fortalecido, contribuindo para ampliar oportunidades e visibilidade para profissionais mulheres.

Perspectivas para o futuro

Especialistas apontam que a expansão do comércio global, o crescimento do e-commerce e a transformação digital da logística devem ampliar ainda mais as oportunidades para mulheres.

Entre as tendências que favorecem esse avanço estão:

  • automação e digitalização das operações logísticas
  • crescimento da gestão estratégica da cadeia de suprimentos
  • políticas corporativas de diversidade e inclusão
  • incentivo à formação feminina em áreas estratégicas da economia

Apesar dos avanços, a igualdade plena de oportunidades no comércio exterior e na logística ainda depende de mudanças culturais, investimento em formação profissional e políticas corporativas voltadas à diversidade.

Tendência e valorização

Atento a essa realidade e ao potencial transformador da liderança feminina, o ReConecta News também tem buscado incentivar a presença e o protagonismo das mulheres nos setores de comércio exterior e logística. Por isso, existe o Encontro das Divas do Comex&Log, uma iniciativa voltada a promover conexões, troca de experiências e fortalecimento da rede de mulheres que atuam nessas áreas estratégicas da economia.

O evento nasceu com o objetivo de valorizar trajetórias profissionais, estimular o networking e ampliar o espaço para debate sobre os desafios e oportunidades para mulheres no setor. A próxima edição do encontro já tem data marcada e será realizada no dia 31 de março, em Itajaí (SC), reunindo profissionais, empresárias e lideranças para mais um momento de aprendizado, inspiração e conexão. O tema dessa edição será “Desenvolvimento de Carreira”.

SAIBA MAIS AQUI.

Fontes:

  • Gartner – Women in Supply Chain Survey
  • Supply Chain Brain – Women in Supply Chain Workforce Statistics
  • CEVA Logistics – estudos sobre diversidade no setor logístico
  • Organização Internacional do Trabalho (OIT) – dados sobre participação feminina em transporte e logística

Texto: Este conteúdo foi produzido com apoio de inteligência artificial e contou com curadoria e revisão da equipe do portal Reconecta News.

Imagem: ReConecta News

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Exportação

Programa Elas Exportam amplia vagas e inclui setor de serviços na 6ª edição

O Programa Elas Exportam chega à sexta edição com novidades. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos anunciaram nesta segunda-feira (2/3) a abertura do edital 2025, que marca a expansão da iniciativa e passa a incluir empresas do setor de serviços. As inscrições seguem abertas até 31 de março.

Criado para fortalecer a presença de mulheres no comércio exterior, o programa agora terá edições anuais e ofertará 120 vagas para empresas mentoradas.

Expansão para TI, audiovisual e games

A principal novidade desta edição é a inclusão de 30 vagas destinadas a negócios dos segmentos de Tecnologia da Informação (TI), audiovisual e games, refletindo o crescimento dos serviços digitais na pauta exportadora brasileira.

Segundo a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a ampliação acompanha a transformação do comércio global, em que áreas criativas e tecnológicas ganham protagonismo e ampliam oportunidades de internacionalização para empresas lideradas por mulheres.

Dados recentes mostram que, em 2025, as exportações brasileiras de serviços atingiram o recorde de US$ 51,8 bilhões, sendo 65% referentes a serviços entregues digitalmente. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico aponta ainda que os serviços representam cerca de 40% do valor agregado das exportações de manufaturados do Brasil.

A iniciativa também dialoga com ações como o painel interativo ComexVis Serviços, lançado pelo MDIC para dar transparência aos números do setor.

Como participar do Elas Exportam 2025

As inscrições estão abertas em duas frentes:

• Seleção de empresas mentoradas
• Banco de Mentoras

Podem se candidatar como mentoradas empreendedoras e líderes de empresas formalizadas e em operação no mercado nacional, que ainda não tenham experiência relevante em exportação, mas desejem se preparar para acessar o mercado internacional.

Para atuar como mentoras, é necessário ter experiência comprovada em comércio exterior, negócios internacionais ou internacionalização de empresas, além de vínculo profissional ativo com organização pública ou privada.

O Banco de Mentoras, regulamentado por edital publicado no Diário Oficial da União em fevereiro de 2025, continua válido. As integrantes atuais serão consultadas sobre a permanência no programa.

Capacitação e política pública

O Programa Elas Exportam integra a Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE) e o Programa Mulheres e Negócios Internacionais da ApexBrasil. A proposta é desenvolver competências técnicas e socioemocionais voltadas à internacionalização, por meio de mentorias individualizadas e capacitações especializadas.

A diretora de Negócios da ApexBrasil, Ana Repezza, destaca que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para ampliar a presença de empresas lideradas por mulheres no comércio exterior brasileiro.

O programa conta com apoio do Banco do Brasil e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, além de parcerias com o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) e a ICC Brasil, no âmbito da Estratégia Nacional de Propriedade Intelectual. A avaliação de impacto é conduzida pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Resultados e reconhecimento internacional

Desde a criação, o programa já contemplou 219 empresas mentoradas e envolveu 196 mentoras em todas as regiões do país. Em 2025, a iniciativa recebeu o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, concedido pela Organização Mundial do Comércio, na categoria Mulheres Empreendedoras.

Entre os casos de sucesso estão a Ôdecasa Bordados, que realizou sua primeira exportação para a Itália; a Wecare Skin, que passou a vender para a Suíça; e a Eri Candle, que estruturou uma linha voltada ao mercado internacional e institucional.

Com a ampliação para o setor de serviços e a consolidação como política pública, o Elas Exportam reforça a estratégia de diversificação da base exportadora e de promoção da equidade de gênero no comércio exterior.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Comércio Exterior

Protagonismo feminino no comércio exterior: programa da ApexBrasil vence prêmio internacional na África do Sul

Iniciativa “Mulheres e Negócios Internacionais” (MNI) é reconhecida como a melhor do mundo em inclusão e sustentabilidade de negócios pelo WTPO Awards 2024

O programa Mulheres e Negócios Internacionais (MNI), da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), conquistou mais um reconhecimento global ao vencer o WTPO Awards 2024 – na categoria “Melhor iniciativa que garante a inclusão e sustentabilidade de um negócio”. A premiação, promovida pelo International Trade Centre (ITC), foi entregue nesta terça-feira (22) em Joanesburgo, África do Sul, durante a primeira Reunião Ministerial Global de Pequenas e Médias Empresas.

A premiação destaca o impacto transformador do programa no fortalecimento da presença feminina no comércio exterior, tornando o Brasil referência em iniciativas de inclusão de gênero e empoderamento feminino no mercado internacional.

Mulheres liderando negócios globais

Idealizado por Ana Paula Repezza, diretora de Negócios da ApexBrasil, o MNI foi criado em 2023 com o propósito de inserir mais mulheres no ecossistema de exportações e promover a equidade de gênero no comércio exterior. “A aspiração de trazer mais mulheres para os negócios internacionais está se concretizando em ações efetivas, impactando centenas de empresárias e ecoando no trabalho de diferentes entidades e parceiros governamentais”, afirmou Repezza.

Com ações estruturadas e parcerias estratégicas, o MNI já transformou a trajetória de mais de 1.400 empresas lideradas por mulheres, com 63% dessas empresas sendo de micro e pequeno porte, segmento prioritário para o desenvolvimento inclusivo do Brasil.

Reconhecimento global e impacto local

Esse é o terceiro prêmio internacional que a iniciativa recebe. Em 2024, o programa também foi laureado com o Prêmio de Boas Práticas do Movimento Elas Lideram 2030, da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Além disso, o programa “Elas Exportam”, do MDIC – vinculado ao MNI – ganhou o Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio, da OMC, na Suíça.

Segundo Repezza, combate à desigualdade de gênero exige ações permanentes: “Incluir mulheres nos fluxos de comércio exterior gera riqueza, renda e impactos intergeracionais. Cada reconhecimento reforça nosso compromisso com uma economia mais inclusiva.”

MNI: inclusão de gênero como estratégia institucional

Desde sua criação, o MNI tornou-se ação transversal na ApexBrasil, influenciando todos os projetos da Agência com a aplicação de uma lente de gênero. O objetivo é ampliar as oportunidades para empreendedoras brasileiras nos mercados internacionais, com apoio estruturado em capacitação, inteligência de mercado e inserção em feiras e rodadas de negócio.

MPEs ganham protagonismo na exportação brasileira

O apoio às micro e pequenas empresas (MPEs) tem sido uma das prioridades da ApexBrasil. Em 2024, a Agência apoiou 20.596 empresas, sendo 54,2% de micro e pequeno porte – um aumento de mais de 50% em relação a 2023. O Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) capacitou 5.071 empresas este ano, 70% delas MPEs.

Dados da Secex/MDIC mostram que o número de pequenas empresas exportadoras cresceu 112,45% nos últimos 10 anos.Em 2024, foram 5.952 microempresas e MEIs e 5.480 pequenas empresas exportando ativamente.

No entanto, o desafio permanece: as MPEs respondem por menos de 1% do valor total exportado pelo Brasil (US$ 2,6 bilhões dos US$ 337 bilhões). Por isso, ações como o MNI são fundamentais para quebrar barreiras de entradaconectar empresárias a compradores internacionais e incentivar a internacionalização de negócios liderados por mulheres.

Próximos passos: interseccionalidade e redes globais

De acordo com Maira Cauchioli, especialista líder do programa MNI, o foco agora é expandir as ações para além da questão de gênero: “Vamos atuar na interseccionalidade com raça/etnia e fortalecer redes de relacionamento internacionais. Também vamos mapear mulheres atuantes no comércio exterior e conectá-las a compradores e investidores inclusivos.”

A ApexBrasil acredita que o comércio exterior pode ser uma ferramenta poderosa de transformação social, e que mulheres protagonistas nos negócios internacionais representam uma força crescente na economia brasileira.

Texto: REDAÇÃO / FONTE: APEX BRASIL

Imagem: DIVULGAÇÃO

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