Agronegócio

Hidrovia do Tapajós: falta de dragagem pode causar prejuízo de até R$ 850 milhões

A falta de dragagem de manutenção na hidrovia do Tapajós pode provocar perdas de até R$ 850 milhões para a cadeia produtiva, segundo estimativas de entidades ligadas ao setor. O alerta foi encaminhado nesta sexta-feira (28) ao Ministério da Agricultura e Pecuária, acompanhado de um pedido para que o governo federal tome medidas para preservar a navegabilidade do rio.

O documento é liderado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e reúne diferentes representantes do setor produtivo. As entidades consideram a realização da dragagem uma medida urgente diante do risco de queda acentuada no nível dos rios durante a safra 2026/2027.

A preocupação está relacionada aos possíveis efeitos de uma restrição à navegação. Caso as embarcações tenham sua capacidade reduzida ou deixem de operar em determinados trechos, parte das cargas poderá ser transferida para as rodovias, aumentando os custos logísticos, a pressão sobre a cadeia produtiva e as emissões de carbono.

O que está em jogo no Tapajós

A dragagem consiste na retirada de sedimentos acumulados no leito do rio para manter condições adequadas de navegação. O serviço interfere diretamente no calado das embarcações, ou seja, na profundidade que fica submersa.

Com a diminuição do nível da água, a distância entre o fundo do rio e o casco das embarcações também fica menor. Isso pode obrigar os operadores a reduzir a quantidade de carga transportada ou até interromper a navegação em trechos onde a profundidade se torne insuficiente.

O governo federal chegou a contratar uma intervenção de manutenção, mas o serviço acabou suspenso após manifestações contrárias de povos indígenas com territórios próximos ao Rio Tapajós.

Dragagem foi suspensa após protestos

Em janeiro de 2026, uma empresa foi contratada para executar a dragagem de manutenção na hidrovia. No mês seguinte, porém, o governo federal suspendeu a operação diante da resistência das comunidades indígenas da região.

A possibilidade de uma seca extrema associada ao El Niño fez o assunto voltar à pauta. Uma nova intervenção emergencial chegou a ser autorizada, mas posteriormente foi desautorizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, o Ministério de Portos e Aeroportos monitora diariamente o nível do Rio Tapajós e as condições de navegação. Até o momento, a profundidade ainda não chegou a uma situação considerada crítica.

O setor produtivo, entretanto, cobra uma alternativa preventiva para o caso de uma estiagem mais severa comprometer a navegabilidade.

Transporte de grãos pode ser afetado

De acordo com a FPA, uma eventual redução ou interrupção da capacidade de transporte pela hidrovia poderá acrescentar entre R$ 150 e R$ 250 por tonelada aos custos logísticos.

As entidades também estimam que até 5 milhões de toneladas de grãos possam ter o escoamento prejudicado. A transferência dessas cargas para caminhões poderia gerar ainda cerca de 55 mil toneladas adicionais de emissões de carbono.

A hidrovia do Tapajós é considerada um dos principais corredores do Arco Norte, rota utilizada para transportar a produção agrícola do Centro-Oeste até portos das regiões Norte e Nordeste.

A importância da via cresceu nos últimos anos. Em 2025, foram movimentadas 16,8 milhões de toneladas de cargas pelo Rio Tapajós, alta de 14,3% em comparação com 2024, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Soja e milho dominam as cargas

O agronegócio é o principal usuário da hidrovia. Aproximadamente 88% das cargas transportadas pelo Tapajós são compostas por soja e milho.

Somente nos dois primeiros meses de 2026, o volume movimentado dos dois produtos chegou a 2,04 milhões de toneladas, reforçando o papel estratégico do rio para o escoamento da produção agrícola brasileira.

Setor alerta para risco de nova seca

A possibilidade de uma nova queda expressiva no nível dos rios é a principal preocupação das entidades. O documento encaminhado ao governo cita a possibilidade de ocorrência de um El Niño de forte intensidade, fenômeno que pode provocar redução das chuvas na região Norte.

O setor produtivo lembra os efeitos registrados durante o El Niño de 2023 e 2024, quando a estiagem reduziu o nível do Tapajós e dificultou o transporte de cargas pela hidrovia.

Diante desse cenário, a avaliação das entidades é de que uma intervenção preventiva poderia evitar problemas maiores durante o período de seca.

Dragagem poderia ser custeada pelo setor privado

As entidades defendem ainda que a manutenção da hidrovia seja realizada sem utilização de recursos públicos.

O documento menciona um acordo de cooperação entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior (Abani), que permite a participação da iniciativa privada na execução de serviços de dragagem de manutenção.

Segundo o setor produtivo, esse modelo possibilitaria realizar a intervenção sem gerar despesas para o governo federal. A solicitação é para que a alternativa seja viabilizada antes do período de estiagem mais intenso.

Pedido também envolve outras hidrovias

A preocupação das entidades não está restrita ao Tapajós. O documento também chama atenção para a necessidade de manutenção contínua de hidrovias estratégicas, citando como exemplo o Rio Madeira.

A intenção é reduzir a vulnerabilidade da matriz logística brasileira diante de períodos de seca e garantir alternativas para o transporte de grandes volumes de commodities.

O novo pedido foi apresentado aproximadamente dois meses depois de a FPA encaminhar outra solicitação ao governo federal para assegurar as condições de navegação no Tapajós. De acordo com a frente parlamentar, as medidas solicitadas anteriormente ainda não haviam sido executadas.

Agora, as entidades esperam que o Ministério da Agricultura e Pecuária intensifique a articulação com a Casa Civil e demais órgãos envolvidos para viabilizar os serviços de manutenção nos pontos considerados críticos antes do período mais severo de estiagem.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: José Cruz/Agência Brasil

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Importação

Importação de ureia pelo Brasil cai 25% entre janeiro e agosto, aponta StoneX

As importações brasileiras de ureia recuaram 25% entre janeiro e agosto de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo levantamento da StoneX. As compras de nitrato de amônio também diminuíram, com queda de 33% no acumulado do ano.

O desempenho ocorre em meio às turbulências provocadas pelo conflito no Oriente Médio, que afetaram diretamente o mercado global de fertilizantes nitrogenados. A região reúne importantes produtores de ureia, o que aumentou a sensibilidade dos preços diante das incertezas sobre a oferta.

Preços da ureia chegaram a subir quase 70%

Desde o início do conflito, no fim de fevereiro, as cotações da ureia chegaram a acumular alta próxima de 70%. A disparada deteriorou as relações de troca para os produtores rurais e levou o indicador a alguns dos níveis menos favoráveis dos últimos anos.

Com a interrupção das negociações, entretanto, os preços do insumo retornaram para patamares semelhantes aos registrados antes do início da guerra. Para a StoneX, esse movimento reduziu o risco de produtores brasileiros enfrentarem dificuldades para absorver os custos dos fertilizantes nitrogenados.

Compras brasileiras ainda estão atrasadas

Apesar da melhora na relação entre os preços dos produtos agrícolas e dos fertilizantes, o ritmo de aquisição permanece abaixo do observado em anos anteriores.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o Brasil precisará acelerar as compras para recompor os estoques e alcançar novamente os volumes de nitrogenados importados no ano passado.

O cenário coloca o mercado brasileiro diante de um desafio adicional: equilibrar a necessidade de abastecimento com a possibilidade de novas oscilações nas cotações internacionais.

Demanda por ureia deve ganhar força com o milho

Com a aproximação do plantio da soja, o mercado de fertilizantes tende a direcionar gradualmente sua atenção para a safrinha de milho de 2027. A cultura exige volumes elevados de adubação nitrogenada, o que deve aumentar a procura por ureia.

No momento, os preços e as relações de troca são considerados favoráveis aos compradores. No entanto, a recuperação da demanda brasileira pode mudar esse cenário.

Caso as compras nacionais ganhem ritmo, existe a possibilidade de valorização da ureia no mercado internacional, especialmente se o aumento da demanda ocorrer em um ambiente de oferta mais restrita.

FONTE: Brasil Agro
TEXTO: Redação
IMAGEM: Canva/ Creative Commoms

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Agronegócio

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam da liderança global dos Estados Unidos

As exportações do agronegócio brasileiro avançam rapidamente no comércio internacional e já estão próximas de superar as vendas externas dos Estados Unidos. Enquanto o mercado norte-americano apresenta crescimento mais moderado nos últimos anos, o Brasil mantém uma trajetória de expansão no setor.

Em cinco anos, a receita brasileira com exportações agropecuárias cresceu 68%, chegando a US$ 169 bilhões. No mesmo período, os Estados Unidos registraram US$ 171 bilhões, com alta de apenas 14%. A diferença, portanto, caiu para cerca de US$ 2 bilhões.

Brasil amplia participação no mercado internacional

O avanço brasileiro ocorre em meio a dificuldades enfrentadas pelo setor agrícola dos Estados Unidos. Entre os principais fatores estão limitações de área produtiva, redução do rebanho e mudanças na dinâmica do comércio exterior.

Nos EUA, a área destinada ao plantio permanece praticamente estagnada, enquanto o rebanho bovino atingiu o menor nível em cerca de sete décadas. A menor disponibilidade de animais reduziu a capacidade de oferta interna e contribuiu para o aumento das importações de carne bovina brasileira.

Política comercial afeta vendas dos Estados Unidos

As medidas protecionistas adotadas durante o governo de Donald Trump também pressionaram as relações comerciais americanas com parceiros estratégicos.

Um dos reflexos aparece nas vendas para a China, que recuaram 49% em cinco anos. Também houve perda de espaço nas relações comerciais dentro do USMCA, acordo que reúne Estados Unidos, Canadá e México.

Enquanto isso, o Brasil aproveitou oportunidades abertas no comércio global para ampliar seus embarques e diversificar os destinos das exportações brasileiras.

Brasil ganha força em soja, milho e carnes

A disputa pela liderança no mercado de grãos também mudou de configuração. Nos Estados Unidos, a soja deixou de ser o principal produto em receita de exportação e foi ultrapassada pelo milho.

Esse movimento ajudou a consolidar a posição brasileira como líder mundial em oleaginosas e ampliou a relevância do país no comércio internacional de proteína animal.

Exportações brasileiras avançam na América do Norte

A expansão do agronegócio brasileiro não se limita aos mercados tradicionais. Os produtos nacionais ganharam espaço em diferentes continentes, com crescimento também na América do Norte.

Nos últimos cinco anos, as vendas brasileiras para a região aumentaram 11%. Parte desse avanço está relacionada à demanda dos Estados Unidos por proteína animal, especialmente diante das limitações da produção doméstica.

Com a combinação de aumento da produção, diversificação de mercados e maior presença internacional, o agronegócio brasileiro se aproxima de um novo marco: ultrapassar os Estados Unidos em valor de exportações agropecuárias.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de São Paulo

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Agricultura

Preços do milho sobem em Chicago com piora das lavouras nos EUA

Os preços do milho ganharam força na Bolsa de Chicago (CBOT) nesta terça-feira (25), com os contratos futuros registrando altas próximas de 2%. O movimento foi impulsionado principalmente pela deterioração das condições das lavouras nos Estados Unidos e pela revisão para baixo das expectativas para a produção norte-americana.

Segundo a Agrinvest, o milho futuro em Chicago alcançou a maior cotação dos últimos três anos, sustentado pela perspectiva de uma oferta menor nos EUA.

“As condições das lavouras continuam a piorar, com o milho e a soja agora abaixo da média dos últimos cinco anos”, afirmou Cole Raisbeck, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors, em declaração repercutida pelo site Successful Farming.

Milho em Chicago acumula alta de mais de 12% em agosto

O movimento de valorização ganhou intensidade após a redução das estimativas para a safra de milho dos Estados Unidos. Bruce Blythe, analista do Farm Futures, destaca que o contrato com vencimento em dezembro já acumula alta superior a 12% em relação às mínimas registradas em agosto.

A revisão das expectativas ocorreu principalmente após a visita técnica do Pro Farmer às áreas produtoras norte-americanas na semana passada. O levantamento contribuiu para aumentar as preocupações do mercado com o potencial da colheita de outono nos EUA.

Na CBOT, o contrato para setembro de 2026 fechou a US$ 5,00 por bushel, avanço de 9 pontos. O vencimento dezembro/26 terminou em US$ 5,23, com alta de 8 pontos.

Já o março/27 foi negociado a US$ 5,38, ganho de 8,25 pontos, enquanto o maio/27 encerrou a US$ 5,45, também com valorização de 8,25 pontos.

Na comparação com o fechamento da segunda-feira (24), os ganhos foram de:

  • Setembro/26: alta de 1,83%;
  • Dezembro/26: valorização de 1,55%;
  • Março/27: avanço de 1,56%;
  • Maio/27: alta de 1,54%.

B3 não acompanha avanço de Chicago

No mercado brasileiro, os futuros do milho na B3 tiveram comportamento diferente. A maior parte dos contratos encerrou o pregão com pequenas quedas, mesmo diante da recuperação dos preços em Chicago.

De acordo com a Agrinvest, a alta observada na CBOT não foi reproduzida na mesma proporção pela bolsa brasileira.

A consultoria avalia que o mercado doméstico continua encontrando sustentação no atraso da colheita em algumas regiões e na piora das condições das lavouras norte-americanas. Ao mesmo tempo, os preços da B3 permanecem em níveis historicamente elevados, o que reduz o espaço para uma valorização mais expressiva.

Na B3, os contratos terminaram o dia nos seguintes níveis:

  • Setembro/26: R$ 71,69, queda de 0,26%;
  • Janeiro/27: R$ 81,13, recuo de 0,27%;
  • Março/27: R$ 82,43, baixa de 0,08%;
  • Maio/27: R$ 80,79, alta de 0,37%.

Mercado físico do milho tem poucos negócios

No mercado físico de milho, as cotações permaneceram praticamente estáveis nesta terça-feira. O ritmo de comercialização também foi considerado fraco, com poucos negócios registrados.

Levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas apontou alta apenas em Sorriso (MT), enquanto a única queda identificada ocorreu no Porto de Santos (SP).

O cenário mantém o preço do milho no Brasil em movimento lateral, enquanto os agentes acompanham a evolução da colheita doméstica e, principalmente, os impactos das condições das lavouras dos Estados Unidos sobre a oferta global.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Exportação

Exportação de milho do Brasil perde competitividade e embarques desaceleram em agosto

As exportações de milho do Brasil começaram a perder força após um desempenho positivo no primeiro semestre. Segundo análise do Itaú BBA divulgada nesta terça-feira (18), os embarques cresceram 5,8% entre fevereiro e julho, na comparação anual. Em julho, porém, o movimento mudou de direção, com queda de 20% nas vendas externas ante o mesmo mês de 2025.

Embarques de milho devem recuar em agosto

Os dados mais recentes de line up indicam que a desaceleração pode se intensificar neste mês. A estimativa do Itaú BBA é de que o país embarque 5,2 milhões de toneladas de milho em agosto, volume 35% menor que os 8,1 milhões de toneladas exportados em agosto do ano passado.

Para os analistas do banco, o cenário está relacionado principalmente à perda de competitividade do produto brasileiro no mercado internacional de milho.

Milho brasileiro fica mais caro que o de concorrentes

O preço do milho brasileiro está acima das cotações praticadas por importantes concorrentes, como Estados Unidos, Argentina e Ucrânia. Essa diferença pode dificultar a colocação do cereal nacional no exterior e abrir espaço para outros fornecedores.

O Itaú BBA avalia que a situação aumenta o risco de o Brasil perder participação no mercado global de exportação de milho.

Projeção para 2027 pode ser revisada

Apesar da desaceleração dos embarques, o Itaú BBA mantém, por enquanto, a estimativa de 40 milhões de toneladas de milho exportadas pelo Brasil no ciclo de fevereiro de 2026 a janeiro de 2027.

A projeção, entretanto, poderá ser reduzida caso os números de agosto confirmem um desempenho significativamente inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Mercado internacional acompanha Estados Unidos e Mar Negro

No cenário externo, as atenções estão voltadas para a perspectiva de uma safra de milho maior nos Estados Unidos e seus possíveis efeitos sobre os preços internacionais.

Ao mesmo tempo, o mercado segue monitorando os riscos geopolíticos na região do Mar Negro e o comportamento da demanda global, fatores que podem influenciar as cotações e a competitividade dos principais países exportadores.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Wenderson Araújo/CNA

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Comércio Internacional

China impulsiona vendas de soja dos EUA, mas compras devem ficar dentro de acordo

As vendas de soja dos Estados Unidos para a safra 2026/27 continuam em ritmo elevado, com forte participação da China. Os dados foram divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no relatório semanal de exportações referente à semana encerrada em 6 de agosto de 2026.

O milho também apresentou desempenho firme no período, enquanto as vendas de trigo perderam força. De modo geral, os números ficaram próximos ou abaixo das expectativas do mercado.

Segundo Karen Braun, analista-chefe de mercado da Zaner Ag Hedge, as vendas semanais de soja da nova safra vêm apresentando um ritmo mais expressivo do que os compromissos de milho nas últimas semanas.

China concentra compras de soja dos EUA

As vendas de soja da safra 2026/27 somaram 1,759 milhão de toneladas, dentro da faixa projetada pelo mercado, de 1,5 milhão a 1,9 milhão de toneladas.

A China respondeu por 1,446 milhão de toneladas, consolidando-se novamente como o principal destino da oleaginosa norte-americana.

O USDA também anunciou, nesta quinta-feira, uma nova venda de 125 mil toneladas. Foi o terceiro anúncio da semana, elevando o total divulgado no período para 505 mil toneladas.

Para a safra 2025/26, os Estados Unidos registraram vendas de 75,1 mil toneladas de soja. O resultado também ficou dentro das estimativas, que variavam de um cancelamento de 200 mil toneladas a vendas de 300 mil toneladas. A China voltou a aparecer entre os principais compradores.

Compras chinesas devem seguir acordo de 25 milhões de toneladas

O aumento da presença chinesa no mercado de soja dos EUA ganhou destaque nas últimas semanas. Analistas, porém, avaliam que o ritmo atual ainda está alinhado ao compromisso firmado entre os dois países para a aquisição de 25 milhões de toneladas.

Para Pedro Vasconcelos, analista de mercado da Pátria Agronegócios, o volume comprado até agora indica que a China está avançando para cumprir o acordo, mas ainda não demonstra um ritmo suficiente para apontar para compras de 30 milhões a 35 milhões de toneladas.

A avaliação é que, caso os chineses não acelerem significativamente as compras nos próximos meses, o país deverá ficar próximo da meta estabelecida.

Ainda assim, Vasconcelos não descarta a possibilidade de a China adquirir um volume superior ao acordado. No cenário atual, entretanto, o ritmo observado indica principalmente o cumprimento do compromisso.

Mercado pode abrir espaço para a soja brasileira

Ginaldo Sousa, diretor-geral do Grupo Labhoro, também destaca a influência das compras chinesas sobre o mercado internacional de soja.

Segundo ele, os chineses devem continuar recorrendo à produção norte-americana entre o fim de outubro e dezembro, período em que os prêmios nos Estados Unidos tendem a ser mais competitivos.

A partir de janeiro, com a entrada da safra de soja do Brasil, a dinâmica pode mudar. Sousa aponta que os prêmios para março apresentam alta entre 5 e 10 centavos, mas ainda sem comportamento considerado excepcional em comparação com anos anteriores.

Nesse cenário, o mercado pode oferecer novas oportunidades aos produtores brasileiros, especialmente durante a transição entre as safras dos dois principais fornecedores globais.

Vendas de milho também apresentam bom desempenho

O mercado de milho dos Estados Unidos registrou números firmes tanto para a safra atual quanto para os compromissos futuros.

As vendas da safra 2025/26 alcançaram 410,7 mil toneladas, superando as projeções do mercado, que variavam entre um cancelamento de 100 mil toneladas e vendas de 400 mil toneladas. A Espanha foi o principal destino do cereal.

Já os negócios referentes à safra 2026/27 de milho somaram 924,5 mil toneladas. O volume ficou dentro das expectativas, estimadas entre 800 mil e 1,4 milhão de toneladas.

O México liderou as compras do cereal norte-americano no período.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Fertilizantes: guerra no Oriente Médio e crise no agro reduzem demanda para a safra 2026/27

A combinação entre os impactos da guerra no Oriente Médio e as dificuldades enfrentadas pelo agronegócio brasileiro começa a refletir diretamente no mercado de fertilizantes. A indústria estima uma queda de pelo menos 10% nas entregas de insumos destinadas à safra 2026/27, cenário influenciado pelo aumento dos custos, incertezas logísticas e menor capacidade de investimento dos produtores rurais.

Além da alta nos preços provocada pelo conflito, fatores como o endividamento dos agricultores, o crédito rural mais caro e a redução da rentabilidade das principais culturas têm levado muitos produtores a adiar a compra de adubos.

Compras seguem abaixo do ritmo registrado no ano passado

O atraso nas negociações já é percebido nas principais culturas do país. Para a próxima safra de soja, cujo plantio começa em setembro em algumas regiões, cerca de 80% da demanda por fertilizantes foi negociada até o momento. No mesmo período do ciclo anterior, esse percentual era de 85%.

No caso do milho segunda safra, o ritmo também desacelerou. As compras alcançam aproximadamente 30%, abaixo dos 35% registrados no mesmo período do ano passado.

Apesar do cenário desafiador, representantes do setor observam uma recuperação nas negociações nas últimas semanas, impulsionada pela valorização da soja, que melhorou a relação de troca entre o grão e os fertilizantes. Esse movimento trouxe maior dinamismo ao mercado, embora as incertezas permaneçam.

Mercado deve recuar após ano recorde

Depois de atingir um recorde de 49 milhões de toneladas de fertilizantes entregues em 2025, o setor projeta retração em 2026. As estimativas variam entre uma redução de 5 milhões e 10 milhões de toneladas, com maior impacto sobre os produtos à base de nitrogênio e fósforo.

Parte dessa retração está ligada ao aumento dos custos dos insumos. Segundo executivos da indústria, atualmente o produtor precisa desembolsar o equivalente a duas ou até quatro sacas de soja a mais para adquirir fertilizantes, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Guerra eleva preços das matérias-primas

Desde o início do conflito no Oriente Médio, os preços dos fertilizantes vêm sendo pressionados pelas incertezas envolvendo as principais rotas marítimas da região.

Os produtos fosfatados e nitrogenados sofreram sucessivos reajustes, impulsionados principalmente pela forte valorização do enxofre, matéria-prima essencial para a fabricação de fertilizantes e também utilizada pela indústria de baterias.

Levantamento da consultoria StoneX aponta que o preço da tonelada de enxofre mais do que dobrou ao longo do ano. O MAP (fosfato monoamônico) também registrou alta expressiva, enquanto a ureia acumula semanas consecutivas de valorização.

O aumento no custo do enxofre levou empresas do setor a rever temporariamente parte das operações industriais no Brasil, sem previsão para normalização, já que a retomada depende da estabilização do mercado internacional da matéria-prima.

Indústria enfrenta concorrência por insumos

Além da oferta limitada, fabricantes de fertilizantes enfrentam uma nova disputa pelo enxofre com a indústria global de baterias, segmento que tem ampliado a demanda pelo produto e consegue absorver preços mais elevados.

Essa concorrência aumenta a pressão sobre os custos de produção e amplia os desafios para manter a competitividade do mercado de fertilizantes.

Estoques permanecem menores, mas abastecimento segue controlado

Os estoques de fertilizantes no Brasil estão cerca de 14% abaixo do nível registrado no mesmo período de 2025. Apesar da redução, representantes do setor avaliam que o volume disponível ainda é suficiente para atender entre dois meses e meio e três meses de consumo, patamar considerado adequado diante da expectativa de retração da demanda.

Logística preocupa importadores

Além da escalada dos preços, o conflito internacional também afeta a logística de abastecimento. O ciclo entre a importação das matérias-primas e a entrega dos fertilizantes ao mercado brasileiro pode levar aproximadamente três meses, incluindo embarque, transporte marítimo, desembaraço aduaneiro e distribuição.

Empresas recomendam que os produtores antecipem o planejamento das compras para evitar possíveis atrasos decorrentes de gargalos logísticos e congestionamentos portuários.

Mesmo com parte da matéria-prima vindo de regiões próximas ao conflito, grandes fabricantes afirmam que têm buscado diversificar fornecedores em países como Canadá, Estados Unidos, China, Marrocos, Egito e Catar para reduzir riscos no abastecimento.

Importações atrasadas acendem alerta

A consultoria StoneX também observa atraso nas importações brasileiras de fertilizantes, o que pode exigir aceleração das compras nos próximos meses para recompor os estoques antes do início da safra.

Outro fator de preocupação é a possibilidade de interrupções em importantes corredores marítimos, como a região do Estreito de Bab el-Mandeb, rota estratégica para exportações de países produtores de fertilizantes, incluindo a Arábia Saudita.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Portos

Porto de Santos avalia transferência de cargas em alto-mar para ampliar exportações de grãos

A Autoridade Portuária de Santos (APS) e o Porto de Ningbo-Zhoushan, na China, iniciaram uma cooperação técnica para avaliar a implantação de operações de transferência de cargas em alto-mar entre navios, modelo conhecido como ship-to-ship (STS). A proposta busca aumentar a eficiência das exportações brasileiras de soja e milho, principais commodities enviadas ao mercado chinês.

O acordo prevê a criação de um grupo de trabalho formado por especialistas dos dois portos. A primeira reunião técnica está programada para ocorrer na China dentro de aproximadamente 45 dias, marcando o início dos estudos sobre a viabilidade da operação. Atualmente, nenhum dos dois complexos portuários utiliza esse sistema para movimentação de grãos.

Objetivo é permitir embarques em navios de maior porte

O projeto pretende possibilitar que navios do tipo capesize, com capacidade entre 150 mil e 180 mil toneladas, sejam carregados em alto-mar por meio da transferência da carga transportada inicialmente por embarcações menores que operam no cais santista.

Hoje, os maiores navios graneleiros que atracam no Porto de Santos transportam cerca de 80 mil toneladas. Com a adoção do novo modelo, seria possível ampliar significativamente o volume embarcado sem depender exclusivamente da infraestrutura disponível nos berços de atracação.

Segundo o diretor de Operações da APS, Edilberto Ferreira Beto Mendes, a iniciativa busca aumentar a competitividade logística e reduzir custos.

“Eles buscam alternativas para receber cargas de navios com maior volume. Obviamente, isso aumenta a eficiência da operação e reduz emissão de carbono e o custo do frete marítimo”, afirmou em entrevista ao jornal A Tribuna.

Modelo pode acelerar operações e reduzir custos logísticos

De acordo com a APS, o transbordo offshore permitirá que embarcações menores retornem mais rapidamente aos terminais para novos carregamentos, tornando o fluxo operacional mais ágil e eficiente.

A parceria também atende à necessidade do Porto de Ningbo-Zhoushan, considerado o maior porto do mundo em movimentação de cargas, com mais de 1,4 bilhão de toneladas movimentadas por ano.

Em comparação, o Porto de Santos registrou movimentação de 186,4 milhões de toneladas no último ano, volume equivalente a cerca de 13,3% do complexo portuário chinês.

Estratégia amplia competitividade do Porto de Santos

Segundo Beto Mendes, Santos foi escolhido para a cooperação devido à sua relevância no comércio exterior brasileiro e por concentrar grande parte das exportações de grãos destinadas à China.

O diretor ressalta que o acordo não representa um projeto pronto, mas sim uma etapa de desenvolvimento conjunto para definir o modelo operacional, as tecnologias necessárias e os procedimentos de segurança para a operação de transbordo navio a navio.

A delegação brasileira que participará das discussões na China será composta pelo superintendente de Operações do Porto de Santos, além de especialistas das áreas operacional e ambiental da Autoridade Portuária.

Estudos incluem aspectos ambientais e viabilidade técnica

Apesar do potencial da iniciativa, ainda não existe um cronograma para a implantação da tecnologia. Nesta fase, os trabalhos estarão concentrados na análise da viabilidade técnica, dos impactos ambientais, dos requisitos operacionais e das normas necessárias para execução das operações.

Para a APS, a adoção desse sistema poderá permitir que o Porto de Santos receba embarcações com até 21 metros de calado, ampliando significativamente sua capacidade logística e reduzindo a dependência de futuros projetos de aprofundamento do canal de navegação.

Expectativa é acompanhar o crescimento das exportações brasileiras

A proposta integra o planejamento estratégico da Autoridade Portuária para preparar o complexo santista para o aumento da movimentação de cargas nos próximos anos, especialmente do agronegócio.

A expectativa é que o Porto de Santos alcance aproximadamente 300 milhões de toneladas movimentadas na próxima década, cenário que exigirá investimentos em infraestrutura, inovação e eficiência logística.

Operações ship-to-ship já são utilizadas em outros países

As operações ship-to-ship (STS) já fazem parte da logística portuária em diversos mercados internacionais. O modelo é empregado para movimentação de petróleo, derivados, gases liquefeitos e granéis sólidos, como minério de ferro, carvão e, em alguns casos, grãos.

Entre os países que utilizam esse tipo de operação estão Indonésia, Índia, Austrália e Estados Unidos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luiz Damasceno/APS/Divulgação

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Exportação

Brasil pode perder posição para a Argentina nas exportações de milho, aponta consultoria

O Brasil poderá deixar de ocupar o posto de segundo maior exportador de milho do mundo na safra 2025/26. A projeção é da consultoria Hedgepoint Global Markets, que aponta a Argentina como favorita para assumir a vice-liderança do ranking internacional, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a análise, a mudança é influenciada pelas dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros para atender o mercado do Irã, um dos maiores compradores do cereal. Ao mesmo tempo, a Argentina ganhou competitividade após registrar uma safra robusta, ampliando sua capacidade de oferta ao mercado externo.

Argentina deve superar o Brasil nos embarques

A Hedgepoint estima que o Brasil exporte cerca de 43 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. Já a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a Argentina deverá embarcar aproximadamente 45 milhões de toneladas no mesmo período.

Caso o cenário se confirme, o país vizinho assumirá a segunda colocação entre os maiores exportadores globais do grão.

Apesar da possível perda de posição no ranking, a expectativa é de crescimento nas vendas externas brasileiras em relação ao ciclo anterior, quando o país exportou 41,1 milhões de toneladas.

Irã continua sendo mercado estratégico

De acordo com a consultoria, o Irã permanece como o principal destino do milho brasileiro. Em 2025, o país importou cerca de 9 milhões de toneladas do cereal produzido no Brasil.

Entretanto, o ritmo das compras diminuiu neste ano. Nos primeiros meses de 2026, as importações iranianas somaram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa redução nas aquisições é um dos fatores que afetam o desempenho das exportações brasileiras.

Demanda interna por milho segue em alta

Enquanto o mercado externo enfrenta desafios, o consumo doméstico continua avançando.

A Hedgepoint prevê que a demanda de milho para produção de etanol aumente em 5,5 milhões de toneladas, alcançando 28,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Já o setor de ração animal deverá consumir 61,2 milhões de toneladas, um crescimento estimado em 200 mil toneladas na comparação com o ciclo anterior.

Produção brasileira deve permanecer estável

Para a próxima temporada, a consultoria projeta uma safra de milho de 140,3 milhões de toneladas no Brasil.

O volume representa uma leve redução em relação às 140,5 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior, indicando um cenário de estabilidade na produção nacional, mesmo diante das mudanças previstas no mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Parana

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Comércio Exterior

Irã lidera compras de produtos brasileiros no Oriente Médio em meio à tensão no Golfo

O Irã assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações brasileiras no Oriente Médio, superando tradicionais parceiros comerciais como Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita. O avanço das vendas ocorre justamente em um momento de aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã, que elevam as incertezas sobre a navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio marítimo mundial.

Exportações para o Irã crescem 140% em junho

Dados do comércio exterior mostram que as exportações do Brasil para o Irã saltaram de US$ 129,9 milhões, em junho de 2025, para US$ 311,6 milhões em junho deste ano, uma alta de 140%.

No acumulado do primeiro semestre, as vendas também avançaram. O volume exportado passou de US$ 1,15 bilhão para US$ 1,33 bilhão na comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre os principais produtos embarcados estão soja, farelo de soja, milho em grão e carne de frango, itens essenciais para a alimentação humana e animal.

Irã supera tradicionais parceiros da região

Com mais de 90 milhões de habitantes, o Irã já figura há anos entre os mercados relevantes para o agronegócio brasileiro. No entanto, historicamente, os maiores compradores da região eram os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita.

Em 2026, os iranianos ocuparam a primeira posição entre os países do Golfo em abril e voltaram a liderar as compras em junho, consolidando um crescimento expressivo nas importações de produtos brasileiros.

Conflito no Golfo aumenta preocupação dos exportadores

Apesar do bom desempenho comercial, a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã gera preocupação entre exportadores brasileiros.

Os recentes ataques militares na região e as ameaças ao tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz levantam dúvidas sobre a logística das próximas exportações, especialmente das cargas que deverão ser embarcadas nos próximos meses.

Entre as principais preocupações do setor estão possíveis alterações nas rotas marítimas, aumento dos custos de frete e seguro, além da definição de quais portos permanecerão operando com segurança.

Exportações de milho entram em período decisivo

Segundo Jean Carlos Budziak, responsável pela área de inteligência de mercado da Associação Nacional de Exportadores de Cereais (Anec), o aumento das tensões coincide com o início da temporada de embarques da segunda safra de milho brasileira.

Mesmo diante das incertezas, o especialista acredita que a demanda por alimentos deverá ser mantida.

Na avaliação dele, produtos ligados à segurança alimentar costumam sofrer menos impacto em períodos de conflito, já que continuam sendo essenciais para abastecer a população e a produção pecuária.

Farelo de soja impulsiona vendas brasileiras

Entre os produtos exportados, o destaque foi o farelo de soja, cujas vendas ao Irã cresceram cerca de cinco vezes na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026.

O produto é utilizado principalmente na alimentação de bovinos e aves. Segundo especialistas, o aumento da demanda pode estar relacionado à necessidade de reduzir etapas de processamento em um cenário de guerra, tornando o farelo uma alternativa mais prática do que grãos como soja e milho.

Demanda por alimentos deve continuar

Embora o cenário geopolítico permaneça incerto, exportadores brasileiros avaliam que a necessidade de abastecimento dos países do Oriente Médio continuará sustentando as compras de alimentos.

A expectativa do setor é que, mesmo com possíveis impactos logísticos provocados pelo conflito, a demanda por produtos agrícolas brasileiros permaneça elevada nos próximos meses.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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