Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercado para carne moída no México e soja em grãos nas Filipinas

O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias que garantem a abertura de mercado para produtos agropecuários no México e nas Filipinas. A medida fortalece o agronegócio brasileiro e amplia as oportunidades de exportação para dois importantes parceiros comerciais.

México libera importação de carne moída brasileira

A autorização para exportação de carne moída ao México representa um avanço estratégico na relação bilateral. O produto, com maior nível de processamento, será destinado principalmente ao varejo e à indústria alimentícia mexicana.

Em 2025, o México importou mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para carnes, itens florestais e produtos do complexo soja. A nova habilitação tende a impulsionar ainda mais a presença do Brasil no mercado mexicano, agregando valor às exportações.

Filipinas ampliam compras de soja em grãos

Já nas Filipinas, a liberação para a compra de soja em grãos amplia o escoamento de um dos principais itens da pauta agrícola nacional. A medida reforça a estratégia de expansão do Brasil no mercado do Sudeste Asiático, região considerada estratégica para o crescimento das exportações.

No último ano, o país asiático adquiriu mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil, demonstrando potencial para ampliação dos negócios bilaterais.

539 novas aberturas desde 2023

Com os novos anúncios, o Brasil alcança a marca de 539 novas aberturas de mercado desde o início de 2023, resultado de ações voltadas à ampliação do acesso internacional para produtos do campo.

O avanço é atribuído ao trabalho conjunto do Ministério das Relações Exteriores e do Ministério da Agricultura e Pecuária, responsáveis pelas tratativas diplomáticas e sanitárias que viabilizaram as negociações.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

México pode afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras com novas tarifas, alerta CNI

Impacto direto nas vendas do Brasil ao México
A decisão do México de elevar tarifas de importação pode atingir US$ 1,7 bilhão em exportações da indústria brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto tarifário foi aprovado pelo Congresso mexicano e aguarda a sanção da presidente Claudia Sheinbaum. Além do Brasil, a medida também mira a China e outros nove países.

Setores industriais sob pressão
O texto aprovado prevê aumentos tarifários sobre 983 produtos distribuídos em 19 setores industriais. O Brasil aparece como o quinto país mais afetado, com 232 produtos da indústria de transformação sujeitos às novas taxas. Em 2024, esses itens representaram 14,7% das exportações brasileiras para o México, somando os US$ 1,7 bilhão agora ameaçados.

Em estudo divulgado nesta segunda-feira, a CNI alerta que o reajuste “pode elevar custos de produção e prejudicar os fluxos de comércio exterior e investimentos entre os dois países”.

Acordos atuais não evitam prejuízos
De acordo com a confederação, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não neutralizam os efeitos da medida. Em agosto, os dois governos firmaram um plano de trabalho para atualizar esses instrumentos, mas as negociações continuam em andamento — e sem garantia de conclusão antes da entrada das novas tarifas.

CNI pede articulação urgente
Para a entidade, é essencial que Brasília e Cidade do México reforcem o diálogo bilateral e acelerem a negociação de um novo acordo comercial, capaz de reduzir o risco de perdas para a indústria dos dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPOR

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Economia

OCDE melhora previsões globais e minimiza impacto dos aranceles dos EUA

A OCDE elevou suas projeções e passou a enxergar um impacto menor do que o previsto da política de aranceles dos Estados Unidos sob o governo Donald Trump. No relatório de Perspectivas divulgado nesta terça-feira, a entidade revisou para cima estimativas apresentadas em setembro, indicando que as grandes economias avançadas estão mais preparadas para enfrentar a volatilidade comercial norte-americana.

O novo diagnóstico combina fatores como políticas macroeconômicas mais expansivas, melhores condições financeiras impulsionadas pelo avanço tecnológico e um aumento significativo nos investimentos em inteligência artificial. Segundo o documento, esses elementos ajudam a absorver parte da incerteza causada pelas tarifas aplicadas por Washington.

Estados Unidos puxam as revisões positivas
A maior correção ocorre justamente nas previsões para a economia americana. A OCDE calcula agora que o PIB dos EUA crescerá 2% em 2025, dois décimos acima do estimado anteriormente. Para 2026, a expectativa também sobe para 1,7%, e para 2027, para 1,9%. Mesmo sob a oscilação dos aranceles, o relatório destaca que os Estados Unidos mantêm um ritmo de expansão superior ao de outras economias avançadas.

Espanha se destaca na zona do euro
A entidade também elevou as perspectivas para a zona do euro. O crescimento deve alcançar 1,3% em 2025 e 1,2% em 2026, leves avanços em relação ao cenário anterior. O principal impulso vem da Espanha, novamente apontada como a economia mais dinâmica do bloco.

Para o país, a projeção é de 2,9% em 2025, 2,2% em 2026 e 1,8% em 2027, colocando a Espanha como a locomotiva da região — atrás apenas da Turquia entre as grandes economias desenvolvidas.

Ásia e emergentes também avançam
O Japão registra ajustes favoráveis, com previsão de 1,3% de crescimento este ano e 0,9% em 2026. Entre os mercados emergentes, a OCDE melhora as expectativas para Arábia Saudita, Índia, Indonésia e Brasil, cuja economia deve avançar 2,4% em 2025, 1,7% em 2026 e 2,2% em 2027.

A China segue em trajetória estável, com estimativas de 5% em 2025, 4,4% em 2026 e 4,3% em 2027, sustentada por menor exposição às tensões tarifárias com os EUA.

México é o mais afetado pelos aranceles
O cenário é menos positivo para o México, fortemente dependente das exportações destinadas ao mercado americano. A entidade reduz suas previsões e projeta 0,7% de crescimento em 2025 e 1,2% em 2026, ambos abaixo dos números divulgados em setembro.

Volatilidade tarifária preocupa
O relatório lembra que o nível efetivo dos aranceles dos EUA tem mostrado forte volatilidade. Entre janeiro e abril, a taxa saltou de 2% para quase 18%, recuou para cerca de 14% no meio do ano e se manteve nesse patamar em novembro, em parte devido à redução das tarifas sobre produtos chineses. A OCDE observa que os impactos das últimas altas ainda não aparecem totalmente nos indicadores econômicos americanos.

Crescimento global moderado, porém estável
No conjunto, a economia mundial deve crescer 3,2% em 2025, 2,9% em 2026 e 3,1% em 2027 — números moderados, mas considerados sólidos diante das atuais tensões comerciais e da transição tecnológica.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Economia

México avalia aumentar tarifas de importação e Brasil pode ser um dos mais afetados

Brasil entre os principais impactados pelo novo pacote tarifário

A proposta do governo mexicano de elevar tarifas de importação sobre 983 produtos de 19 setores deve atingir de forma significativa as exportações brasileiras. Segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI) enviado ao governo brasileiro, 232 produtos do Brasil podem ser afetados, representando US$ 1,7 bilhão em vendas ao México em 2024 — cerca de 14,7% do total exportado no ano.

O impacto preocupa porque 67,6% do valor atingido corresponde a bens intermediários, essenciais para a indústria mexicana. A elevação das tarifas sobre esses insumos deve aumentar os custos de produção no México e reduzir a competitividade de exportadores brasileiros dos setores de veículos automotores, químicos, metalurgia, borracha e plásticos.

Brasil aparece como o quinto país mais afetado

De acordo com o levantamento, o Brasil deverá ser o quinto país mais impactado pelo pacote tarifário. A lista é liderada por:

  • China – US$ 34,2 bilhões
  • Coreia do Sul – US$ 5,8 bilhões
  • Índia – US$ 3,1 bilhões
  • Tailândia – US$ 1,8 bilhão
  • Brasil – US$ 1,7 bilhão

Na sequência aparecem Indonésia e Taiwan. Todos esses países compartilham a condição de não possuir preferências tarifárias capazes de protegê-los do aumento.

Já economias com acordos de livre comércio com o México — como Estados Unidos, União Europeia, Japão, Canadá e Vietnã — ficam isentas do tarifaço.

Política industrial mexicana guia a proposta

O aumento das tarifas faz parte da nova política industrial da presidente Claudia Sheinbaum, o Programa de Protección para las Industrias Estratégicas. A medida, ainda em debate no Congresso mexicano, pode atingir US$ 52 bilhões em importações.

A proposta prevê elevar a tarifa média dos atuais 16,1% para 33,8%, podendo chegar a 50% em alguns códigos tarifários. Segundo a Secretaria de Economia do México, o plano respeita os limites previstos pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e não altera condições de acordos já vigentes. Na prática, porém, o encarecimento das importações deve atingir diretamente setores brasileiros que abastecem o mercado mexicano.

Relação comercial Brasil–México amplia riscos para a indústria

O estudo da CNI alerta para a fragilidade dos instrumentos comerciais entre os dois países. O principal acordo em vigor, o ACE 55, voltado ao setor automotivo, concede livre comércio apenas para veículos e alguns componentes, como itens de borracha, plásticos e máquinas e equipamentos.

Embora o ACE 55 ofereça 100% de preferência tarifária para quase 60% do valor potencialmente afetado — cerca de US$ 1 bilhão — sua abrangência é limitada e insuficiente para proteger outros segmentos da indústria brasileira.

Negociações para modernizar acordos avançam

A discussão sobre o novo pacote tarifário ocorre no momento em que Brasil e México negociam a atualização de seus instrumentos comerciais. Em agosto, a presidente Sheinbaum e o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin firmaram um plano de trabalho para modernizar os acordos existentes e concluir um novo pacto até 2026.

Fonte: Com informações da CNI e órgãos oficiais do México.
Texto: Redação

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Exportação

Exportações de Implementos Rodoviários ao México podem atingir US$ 10,6 milhões em 2026

As exportações brasileiras de implementos rodoviários podem chegar a US$ 10,6 milhões nos próximos 12 meses, segundo projeção da indústria após a participação na Expotransporte, realizada entre 12 e 14 de novembro, em Guadalajara. Durante o evento, empresas do setor negociaram cerca de US$ 5,4 milhões, envolvendo 24 fabricantes nacionais.

Programa MoveBrazil impulsiona negócios internacionais

A presença brasileira na feira integrou o MoveBrazil, iniciativa que incentiva as vendas externas e é conduzida pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir) em parceria com a ApexBrasil. O programa busca ampliar a presença do país em mercados internacionais, diversificando destinos e fortalecendo a competitividade da indústria.

Perspectivas de vendas futuras

Para a Anfir, o México é considerado um destino prioritário, por unir alta demanda na América do Norte e relevância crescente para os implementos rodoviários brasileiros. A entidade estima que o relacionamento comercial construído na feira pode gerar até US$ 16 milhões em negócios futuros, reforçando a posição estratégica do Brasil na região.

Indústria nacional presente na Expotransporte

Empresas como Cardoso, ComLink, Facchini, Grimaldi, Librelato, Marksell e Rossetti marcaram presença no evento, representando parcela expressiva da capacidade produtiva do segmento. A participação conjunta integra ações de internacionalização coordenadas pela Anfir, voltadas ao aumento do fluxo comercial e ao fortalecimento da cadeia produtiva.

FONTE: Tecnologística
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Aeroportos

Aquisição da Motiva no Brasil: grupo mexicano compra operação de 17 aeroportos

O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, anunciou a compra da operação da Motiva (antiga CCR) no Brasil. O acordo, comunicado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, envolve 17 aeroportos distribuídos em nove estados brasileiros, incluindo os terminais de Confins (MG) e São Luís (MA). A transação, avaliada em R$ 5 bilhões, também contempla ativos em outros países da América Latina.

Reconhecido pela ampla experiência em gestão aeroportuária, o grupo mexicano já administra nove aeroportos no México e outros sete em diferentes países latino-americanos.

Ministro destaca confiança no mercado brasileiro
Ao comentar a negociação, Silvio Costa Filho afirmou que a entrada de um operador internacional reforça os laços comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de lazer e negócios. Para ele, a compra representa “a maior transação aeroportuária em curso no mundo” e demonstra a confiança no crescimento da aviação brasileira.

O ministro lembrou ainda que a pasta trabalha para ampliar novas concessões e que o setor vive o maior ciclo de investimentos da história recente. Nos últimos dois anos e meio do governo Lula, cerca de 30 milhões de passageiros foram incorporados ao transporte aéreo nacional, impulsionados pela expansão econômica e pelo turismo no país.

Brasil e México podem se tornar hubs estratégicos
Durante o anúncio, o ministro ressaltou o potencial de aumento no número de voos entre os dois países. Pela localização geográfica — o Brasil ao sul e o México ao norte da América Latina — ambos podem funcionar como hubs aeroportuários, conectando Estados Unidos, América do Sul e outros destinos internacionais.

Setor aeroportuário ganha novo dinamismo
A chegada de um novo operador estrangeiro traz mais diversidade ao setor no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição evidencia a atratividade do mercado de transporte aéreo, valorizando ativos nacionais e abrindo espaço para novos negócios em outros aeroportos.

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 1.375 voos entre Brasil e México, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros também cresceu: 253 mil viajantes, aumento de 15,4%.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroporto Confins/Divulgação

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Comércio Exterior

México aplica tarifas de até 210% sobre açúcar importado para proteger mercado interno

O governo do México anunciou a adoção de tarifas de importação que variam entre 156% e 210% sobre o açúcar estrangeiro. A iniciativa tem como objetivo proteger o setor açucareiro nacional, preservar empregos e garantir estabilidade às famílias que dependem da produção local, segundo o Ministério da Agricultura.

Detalhes das novas alíquotas

De acordo com o comunicado oficial, o açúcar de beterraba e os xaropes importados passarão a pagar 156% de tarifa, enquanto o açúcar líquido refinado e o açúcar invertido terão taxa de 210,44%.

Setor produtivo apoia decisão

A União Nacional de Produtores de Cana elogiou a medida, afirmando que as altas tarifas praticamente eliminam as importações que poderiam desestabilizar o mercado interno. Segundo a entidade, a decisão cria um ambiente mais previsível e sustentável para o setor açucareiro mexicano.

Modernização e novas políticas

Além da taxação, o governo anunciou um programa de modernização do setor, com foco em aumentar a produtividade, melhorar a rentabilidade e ampliar o uso da cana-de-açúcar na produção de alimentos e biocombustíveis.

Outras tarifas sobre produtos importados

O México também comunicou a aplicação de tarifas de até 50% sobre mais de 1.400 produtos, abrangendo itens como automóveis, cosméticos e eletrônicos provenientes da China e de outros países da Ásia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Daniel Becerril

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Sem Categoria

México impõe tarifas de até 210% sobre importações de açúcar para proteger a indústria nacional

O México impôs tarifas de até 210% sobre as importações de açúcar provenientes de países com os quais não possui acordos comerciais, segundo publicação no diário oficial do governo. A medida, que entra em vigor nesta terça-feira, inclui tarifas de 156% e 210% sobre açúcar de cana, açúcar líquido refinado, açúcar de beterraba e xaropes. O governo afirmou que a ação busca evitar “distorções” no comércio internacional e proteger a indústria nacional da queda nos preços.

Anteriormente, o governo aplicava tarifas de cerca de US$ 0,36 por quilo em algumas importações de açúcar. Em nota publicada no X (antigo Twitter), o Ministério da Agricultura informou que a atualização das tarifas foi feita “diante da queda dos preços internacionais e do excesso de oferta, e em conformidade com os compromissos internacionais do país”, com o objetivo de proteger empregos e fortalecer a produção interna.

A estratégia para o açúcar faz parte do “Plano México”, programa da presidente Claudia Sheinbaum que visa estimular o crescimento econômico por meio do fortalecimento da produção local. As novas tarifas se aplicam a países sem acordos comerciais com o México, incluindo o Brasil, um dos principais exportadores de açúcar para o país.

A medida ocorre enquanto o México se encontra nas etapas finais de negociações comerciais com os Estados Unidos, antes da revisão do acordo de livre comércio EUA-México-Canadá (USMCA), prevista para o próximo ano. A economia mexicana, afetada pela incerteza e pelas tarifas intermitentes dos EUA sobre aço, automóveis e outros produtos não cobertos pelo USMCA, apresentou leve contração no terceiro trimestre, levantando preocupações sobre uma possível recessão.

No fim do mês passado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou a suspensão de tarifas adicionais sobre produtos mexicanos, o que gerou esperança de um acordo mais amplo com Sheinbaum. Enquanto isso, um plano separado da presidente mexicana para impor altas tarifas sobre importações chinesas foi adiado pelo menos até dezembro, devido à oposição do setor privado e de membros do partido governista, o que paralisou o debate no Congresso. Fabricantes mexicanos afirmam que as tarifas propostas aumentariam significativamente os custos de produção, já que muitas indústrias dependem de maquinário, componentes e matérias-primas chinesas.

FONTE: Index Box
IMAGEM: Reprodução/Index Box

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Economia

Banco Mundial eleva previsão de crescimento da América Latina para 2026, mas alerta para desafios estruturais

Região segue com o ritmo mais lento de expansão global.

O Banco Mundial revisou para cima sua projeção de crescimento econômico da América Latina e do Caribe para 2026. Apesar da leve melhora nas estimativas, a região continua sendo a de menor expansão no mundo, impactada por fatores como inflação persistente, altos níveis de endividamento e incertezas ligadas às políticas tarifárias dos Estados Unidos.

Segundo o novo relatório, a economia latino-americana deve crescer 2,5% em 2026, acima da previsão anterior de 2,4%, divulgada em junho. Para 2025, a expectativa de avanço permanece em 2,3%, representando uma leve recuperação frente aos 2,2% registrados em 2024.

Projeções para Brasil e México se mantêm estáveis

O Banco Mundial manteve sua projeção de crescimento para o Brasil em 2,4% em 2025, com desaceleração prevista para 2,2% em 2026. Já o México deve registrar expansão de 0,5% este ano, acima da estimativa anterior de 0,2%, acelerando para 1,4% no próximo ano.

De acordo com Susana Cordeiro Guerra, vice-presidente do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe, os governos da região têm conseguido preservar a estabilidade econômica, mesmo diante de sucessivos choques. “Agora é o momento de avançar em reformas que melhorem o ambiente de negócios, ampliem os investimentos em infraestrutura e mobilizem o capital privado”, afirmou.

Argentina e Bolívia enfrentam cenários distintos

A Argentina continua sendo uma das economias com maior ritmo de crescimento entre as grandes da região. No entanto, o Banco Mundial reduziu sua projeção para 2025, de 5,5% para 4,6%, e prevê desaceleração para 4% em 2026.

Já a Bolívia deve enfrentar retração neste e no próximo ano, o que representa um desafio adicional para o governo que será eleito no segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 19 de outubro.

Entraves estruturais limitam o desenvolvimento

O relatório do Banco Mundial aponta que, embora os preços devam se manter estáveis, as metas de inflação tornaram-se mais difíceis de alcançar e a queda das taxas de juros ocorre de forma lenta. Além disso, as incertezas sobre o comércio global, especialmente diante das tarifas impostas pelos Estados Unidos, têm inibido investimentos em diversos setores.

Outros fatores históricos também continuam limitando o crescimento: infraestrutura precária, sistemas educacionais deficientes e um ambiente de negócios que favorece empresas já consolidadas. “As empresas querem contratar, mas não encontram trabalhadores qualificados”, explicou William Maloney, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina e o Caribe. “O problema está tanto na formação escolar quanto no sistema de capacitação profissional.”

Fonte: Reuters / Infomoney
TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: PORTO DE ITAJAÍ

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Comércio Exterior

México propõe aumento de tarifas sobre importações com foco nos produtos chineses

O governo mexicano apresentou uma proposta para aumentar as tarifas sobre produtos de diversos países e proteger setores estratégicos de sua indústria, com taxas de até 50% e o foco em produtos chineses.

O Ministério da Economia divulgou o projeto de lei apresentado ao Congresso na quarta-feira, que visa países com os quais o México não possui acordos comerciais e surge em meio à pressão comercial dos Estados Unidos.

A China reagiu rapidamente nesta quinta-feira (11), chamando a proposta de “coerção”.

Pequim “se opõe de modo veemente a qualquer coerção de terceiros para impor restrições à China sob diferentes pretextos, o que prejudica os direitos e interesses legítimos da China”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian, em uma coletiva de imprensa.

“Protegeremos os nossos interesses com determinação, de acordo com as circunstâncias atuais”, enfatizou Lin.

“A China atribui grande importância ao desenvolvimento das relações entre China e México e espera que o México avance na mesma direção com a China”, acrescentou.

Segundo a proposta, veículos leves teriam uma tarifa de 50%, em comparação com a faixa atual de 15% a 20%.

A China, que o governo diz ser o maior exportador para o México sem um acordo comercial, seria severamente afetada, especialmente no setor automotivo, cujas vendas para o país cresceram quase 10% em 2024.

– Impacto em outros setores –

Segundo dados do setor, as empresas chinesas passaram de praticamente nenhuma exportação de carros há uma década para representar 30% do mercado de veículos leves no ano passado.

Além do gigante asiático, o projeto de lei propõe tarifas sobre produtos da Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia e Turquia, que também não possuem acordo comercial com o México.

Outros setores afetados seriam o têxtil e o de vestuário, cujas taxas poderiam chegar a 50%, o que poderia afetar as principais marcas chinesas que vendem online.

Os impostos sobre o setor siderúrgico aumentarão da faixa atual de 0% a 50% para entre 20% e 50%, de acordo com o projeto de lei.

Se a proposta for aprovada pelo Legislativo, terá impacto “em 52 bilhões de dólares (R$ 281 bilhões) em importações” e cobrirá “8,6% do total das importações nacionais”, explicou o Ministério da Economia no documento.

– Pressões dos EUA –

A iniciativa ocorre após a presidente Claudia Sheinbaum receber o secretário de Estado americano, Marco Rubio, em visita oficial há uma semana, com quem discutiu segurança, combate ao tráfico de drogas e comércio.

Em meio às exigências do presidente americano, Donald Trump, para que seus parceiros comerciais aumentassem as tarifas sobre a China, a presidente mexicana já havia anunciado novas tarifas sobre países com os quais não possui acordos comerciais.

O aumento das tarifas busca “proteger a indústria nacional em setores estratégicos, substituir importações da Ásia por produção nacional” e “melhorar a balança comercial do México”, detalha o projeto divulgado pela pasta de Economia.

Segundo a iniciativa, 325 mil empregos em risco em indústrias estratégicas também serão protegidos, e espera-se que outros milhares sejam criados com o aumento da produção nacional.

O Ministério da Economia também afirmou que essas tarifas estão dentro do máximo estabelecido pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e que os produtos foram selecionados com o objetivo de evitar gerar pressões inflacionárias.

Gigantes do setor automotivo, como as empresas americanas General Motors e Ford, a alemã Volkswagen e as japonesas Nissan, Honda e Toyota, estão estabelecidas no México.

O governo de esquerda de Sheinbaum tem ampla maioria no Congresso bicameral para aprovar a proposta.

Fonte: Istoé Dinheiro

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