Internacional

Irã ataca navios no Estreito de Ormuz e base dos EUA na Jordânia

O conflito entre Irã e Estados Unidos voltou a ganhar força nesta quarta-feira (9), com uma nova sequência de ataques envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz e uma instalação utilizada por tropas americanas na Jordânia.

Teerã afirmou ter atacado dez navios nas proximidades da estratégica passagem marítima, em uma ação apresentada como retaliação após os Estados Unidos destruírem cinco petroleiros iranianos. A ofensiva representa, segundo o relato, uma das maiores ondas de ataques contra embarcações entre os dois países desde o início da guerra, há seis meses.

A escalada já provocou reflexos no mercado de petróleo. O Brent, principal referência internacional, superou os US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho. Nos Estados Unidos, o preço médio do diesel também atingiu um recorde, passando de US$ 5,94 por galão.

Mísseis iranianos atingem região de base americana na Jordânia

Além dos ataques no Golfo, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) declarou ter lançado mísseis balísticos contra uma base utilizada por militares americanos próxima a Al Azraq, no leste da Jordânia.

Segundo o Irã, a ofensiva provocou danos significativos. O governo jordaniano, entretanto, informou que seus sistemas de defesa aérea interceptaram 18 dos 20 mísseis lançados.

Os outros dois projéteis teriam caído em áreas sem população. Não foram registradas vítimas, segundo as autoridades jordanianas.

Um funcionário americano também afirmou que o ataque não alcançou seus objetivos e que todos os militares dos Estados Unidos na região foram contabilizados.

Imagens feitas durante a noite na região de Ash-Shajarah, no norte da Jordânia, e verificadas pela Reuters mostraram clarões no céu durante a ofensiva.

EUA dizem ter afundado cinco petroleiros iranianos

Washington afirmou ter destruído cinco petroleiros iranianos durante a noite. O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) divulgou imagens nas quais embarcações aparecem em chamas antes de afundarem.

De acordo com o governo americano, a operação foi uma resposta a dois ataques com mísseis balísticos atribuídos à Guarda Revolucionária iraniana contra um navio de guerra dos EUA nos dois dias anteriores. Os Estados Unidos afirmaram que nenhum militar americano ficou ferido.

A Casa Branca também anunciou uma mudança na política de resposta a ataques contra seus navios de guerra. A nova orientação prevê ataques contra petroleiros iranianos sempre que disparos forem considerados uma ameaça às embarcações militares americanas.

“O Irã continua tentando atingir navios da Marinha dos EUA e, para cada vez que fizer isso ou tentar fazer isso, eles perderão petroleiros”, declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio.

Irã amplia área considerada proibida em Ormuz

A Guarda Revolucionária afirmou ter disparado contra dois navios americanos e oito petroleiros que tentavam atravessar uma área do Estreito de Ormuz considerada proibida por Teerã.

O governo iraniano também declarou que passou a utilizar mísseis mais modernos e potentes contra embarcações americanas e que ampliou a área de restrição ao redor do estreito.

A movimentação preocupa o setor de transporte marítimo e energia, já que Ormuz é uma das principais rotas de petróleo do planeta.

Antes da guerra, aproximadamente um quinto do petróleo mundial passava pela região.

Navios mercantes são atingidos no Golfo

A agência britânica de segurança marítima UKMTO informou ter recebido relatos sobre vários navios comerciais atingidos por disparos no norte do Golfo e no Golfo de Omã.

Segundo os relatos, algumas embarcações ficaram impossibilitadas de navegar. Até o momento, a agência não conseguiu confirmar se houve mortes ou danos ambientais provocados pelos ataques.

Uma embarcação também foi avistada inclinada perto de Port Rashid, nos Emirados Árabes Unidos. A posição do navio pode indicar que ele sofreu entrada de água após ser atingido por um projétil.

O Irã ainda teria ameaçado petroleiros atracados em portos do Kuwait e do Bahrein, conforme declaração divulgada pela imprensa estatal.

Uma fonte de segurança marítima informou ainda que um navio-tanque de gás natural liquefeito foi danificado no porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos.

Trânsito de petróleo pelo Estreito de Ormuz despenca

O Irã praticamente interrompeu o tráfego pelo Estreito de Ormuz desde o início da guerra.

Em resposta, os Estados Unidos estabeleceram um bloqueio aos portos iranianos e afirmam ter conseguido conduzir diversos petroleiros pela passagem estratégica.

Monitoramentos independentes, porém, apontam dificuldades crescentes para determinar quanto petróleo continua deixando a região.

Dados preliminares indicaram que apenas seis embarcações com os transponders ligados atravessaram o estreito nas 24 horas anteriores.

A redução do fluxo aumenta a preocupação com o abastecimento global e ajuda a explicar a alta recente das cotações do petróleo.

Ataques também atingem a Arábia Saudita

A crise se agravou ainda mais com a intensificação dos confrontos entre a Arábia Saudita e os Houthis, grupo alinhado ao Irã que controla grande parte das regiões povoadas do Iêmen.

Na terça-feira (8), os Houthis lançaram ataques contra quatro cidades sauditas. As ofensivas provocaram grandes incêndios em instalações ligadas ao setor de petróleo, que chegaram a ser registrados por imagens de satélite.

As autoridades da Arábia Saudita informaram que 73 pessoas ficaram feridas.

No dia seguinte, o governo saudita chegou a emitir um alerta sobre uma possível ameaça contra Khamis Mushait, uma das cidades atingidas anteriormente. O aviso foi posteriormente suspenso, sem que as autoridades divulgassem detalhes adicionais.

Conflito no Iêmen amplia riscos para o mercado de energia

Os combates no Iêmen também se intensificaram nos últimos dias. Um governo apoiado pela Arábia Saudita, instalado no sul do país, iniciou uma ofensiva em várias frentes contra territórios controlados pelos Houthis.

O grupo ligado ao Irã afirma que os ataques aéreos sauditas provocaram um número elevado de mortes.

Os Houthis também ampliaram a interrupção do tráfego marítimo na região, atingindo a ligação entre o Golfo e a entrada do Mar Vermelho.

Com ataques simultâneos envolvendo o Estreito de Ormuz, o Golfo de Omã e a região do Mar Vermelho, o conflito passa a representar um risco ainda maior para as rotas internacionais de petróleo, gás e comércio marítimo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS

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Internacional

Irã negocia corredor temporário no Estreito de Ormuz, mas mantém passagem fechada até o fim da guerra

Irã e Omã avançam nas negociações para criar um corredor temporário de navegação no Estreito de Ormuz, incluindo uma operação conjunta para retirada de minas. Apesar das tratativas, Teerã afirmou nesta quarta-feira (26) que a passagem estratégica para o comércio mundial de petróleo continuará fechada enquanto os Estados Unidos não encerrarem a guerra.

Irã e Omã discutem nova rota de navegação

Os dois países buscam estabelecer regras para o tráfego marítimo em Ormuz, área que permanece amplamente bloqueada pelo Irã e se tornou um dos principais focos do conflito no Oriente Médio.

Em reunião realizada na terça-feira, em Mascate, os ministros das Relações Exteriores de Irã e Omã discutiram a criação do chamado “corredor temporário”, além de medidas para remover minas e garantir condições de segurança para a navegação.

O chanceler omani, Badr al Busaidi, afirmou na rede social X que espera anunciar em breve a nova rota e os procedimentos necessários para a retomada de uma navegação segura.

As negociações também devem tratar de uma solução permanente, incluindo a futura administração do estreito e a criação de mecanismos para oferecer serviços de navegação e segurança.

O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, disse que as conversas com representantes de Omã e do Paquistão reforçaram a busca por soluções regionais. Segundo ele, a proposta de um novo corredor, a retirada conjunta de minas e a definição sobre a gestão futura de Ormuz fazem parte desse esforço.

Teerã condiciona reabertura de Ormuz ao fim da guerra

Apesar do avanço diplomático, o governo iraniano deixou claro que a abertura completa do Estreito de Ormuz depende do encerramento do conflito.

O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que os Estados Unidos precisam cumprir os compromissos que, segundo Teerã, foram violados antes de qualquer iniciativa para reabrir a passagem.

O governo iraniano condiciona a reabertura ao fim da guerra em todas as frentes, à suspensão do bloqueio e a uma solução para a situação no Iêmen, onde atuam os rebeldes houthis, aliados do Irã.

Gharibabadi também declarou que a resposta de Teerã às novas sanções dos Estados Unidos será direcionada contra interesses econômicos americanos.

Trump afirma que minas foram retiradas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em sua plataforma Truth Social que a Marinha americana informou ter retirado ou destruído todas as minas existentes nas águas internacionais do Estreito de Ormuz.

Trump também advertiu que qualquer embarcação que instale novas minas na região será destruída.

Na segunda-feira, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, declarou que Washington pretende cortar os recursos econômicos do Irã por meio de novas medidas de pressão.

As sanções mais recentes são chamadas de sanções secundárias e não atingem diretamente apenas o governo iraniano. Elas também pressionam parceiros comerciais de Teerã em áreas como ouro, tecnologia, ativos digitais, aviação e transporte marítimo.

Petróleo recua apesar da tensão em Ormuz

O cenário de incerteza também afeta o mercado de energia. No Irã, décadas de sanções internacionais e os impactos do conflito provocaram longas filas em postos de gasolina de Teerã na terça-feira.

Mesmo diante de informações desencontradas sobre a situação do estreito, o preço do petróleo caiu cerca de 2% nos mercados internacionais nesta quarta-feira. O petróleo Brent, principal referência global, chegou a ser negociado abaixo de US$ 90 por barril.

A reação dos mercados sinaliza uma expectativa de possível redução das restrições à circulação marítima em Ormuz.

Estreito de Ormuz é peça-chave para o mercado global

A guerra teve início em 28 de fevereiro, após ataques de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã. Em resposta, Teerã lançou ataques contra países aliados de Washington na região e bloqueou o Estreito de Ormuz.

Os Estados Unidos, por sua vez, mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

Antes do conflito, cerca de 20% do petróleo e do gás exportados mundialmente passavam pelo estreito. Atualmente, o fluxo na região está reduzido a níveis mínimos, transformando Ormuz em um dos principais pontos de pressão sobre o mercado internacional de petróleo.

O conflito provocou forte valorização da commodity e aumentou a pressão política sobre Donald Trump nos Estados Unidos, especialmente com a aproximação das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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Internacional

Estreito de Ormuz amplia tensão entre EUA e Irã e aumenta incertezas sobre negociações

As perspectivas de retomada do diálogo entre Estados Unidos e Irã voltaram a ficar indefinidas após um navio ser atingido nas proximidades do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas para o comércio mundial de energia. O episódio elevou as preocupações do mercado e contribuiu para a recuperação dos preços do petróleo, que reagiram após a forte queda registrada na sessão anterior.

De acordo com a agência britânica de segurança marítima UKMTO, uma embarcação foi atingida por um projétil de origem ainda desconhecida próximo à costa de Omã. O incidente ocorreu em meio às dúvidas sobre uma possível solução diplomática para o conflito envolvendo Washington e Teerã.

Irã nega negociações anunciadas por Trump

Na segunda-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que conversas com o governo iraniano estariam em andamento e classificou o momento como uma “última oportunidade” para que Teerã aceite um acordo.

O governo iraniano, no entanto, voltou a negar qualquer negociação direta com Washington. Segundo autoridades do país, os únicos contatos em andamento relacionados ao Estreito de Ormuz ocorrem com Omã, sem previsão de reuniões de alto nível com representantes norte-americanos.

Trump também declarou que as tratativas estariam sendo incentivadas por países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Catar, além do próprio Irã.

Petróleo reage após queda acentuada

As incertezas geopolíticas refletiram imediatamente no mercado internacional de energia. Após encerrar a sessão anterior com perdas de aproximadamente 7%, o contrato futuro do Brent voltou a subir quase 3%, com investidores revisando o otimismo sobre uma solução diplomática rápida.

Analistas do banco ING consideraram que a forte desvalorização registrada anteriormente foi precipitada, destacando que o cenário continua cercado por riscos e elevada imprevisibilidade.

Estreito de Ormuz segue com tráfego reduzido

O conflito também continua afetando a movimentação no Estreito de Ormuz, passagem por onde normalmente circula cerca de um quinto das exportações globais de petróleo e gás natural liquefeito.

Enquanto o Irã mantém restrições à navegação na região e os Estados Unidos preservam medidas de bloqueio relacionadas ao país, o fluxo de embarcações permanece abaixo do normal.

Dados da empresa Kpler indicam que apenas três petroleiros e três navios graneleiros cruzaram o estreito na segunda-feira. Em períodos de estabilidade, mais de 100 embarcações utilizam diariamente essa rota estratégica.

Segundo fontes do setor marítimo ouvidas pela Reuters, o navio atingido era um graneleiro. Após o ataque, a tripulação abandonou a embarcação, e um dos tripulantes foi dado como desaparecido.

Irã diz não querer ampliar o conflito

Apesar da escalada da tensão, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país não pretende expandir o confronto militar.

Segundo ele, o objetivo do governo é proteger suas fronteiras, sem buscar uma ampliação da guerra na região.

Ainda assim, especialistas avaliam que Teerã continua utilizando sua posição estratégica no Golfo Pérsico como forma de aumentar a pressão sobre os adversários e elevar os custos econômicos do conflito.

Mediação internacional tenta reaproximar os dois países

Nos bastidores, seguem os esforços diplomáticos para restabelecer o diálogo entre Washington e Teerã.

Autoridades do Paquistão, que participam das tentativas de mediação, afirmaram que mantêm contato com ambos os governos na tentativa de criar condições mínimas para uma nova rodada de negociações.

O objetivo, segundo fontes ligadas às conversas, é convencer os dois lados a retomarem o diálogo antes que novos episódios de violência agravem ainda mais a crise.

Impasse sobre Ormuz continua no centro da disputa

O controle do Estreito de Ormuz permanece como um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Os Estados Unidos sustentam que um memorando firmado anteriormente previa a reabertura plena da rota marítima. Já o governo iraniano afirma que o documento preserva sua autoridade sobre a gestão do tráfego na região.

Enquanto não há consenso, permanecem as dúvidas sobre o futuro das negociações, mantendo elevados os riscos para o comércio internacional de energia e para a estabilidade no Oriente Médio.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Informação

Petróleo dispara com tensões no Oriente Médio e preços se aproximam de US$ 110 por barril

O mercado de petróleo registrou forte valorização nesta semana, com o preço das cargas físicas negociadas no Oriente Médio, Europa e África alcançando os maiores níveis em cerca de dois meses. Em algumas negociações, as cotações ficaram próximas de US$ 110 por barril, refletindo a preocupação global com possíveis interrupções no fornecimento.

O avanço dos preços ocorre em meio ao agravamento dos conflitos envolvendo Irã, Ucrânia e a crescente instabilidade nas principais rotas marítimas de exportação. Diante desse cenário, compradores intensificaram a busca por carregamentos imediatos para garantir o abastecimento.

Brent supera US$ 105 e fortalece referências internacionais

O Brent Datado, principal referência para a precificação de mais de 60% das cargas físicas de petróleo comercializadas no mundo, atingiu US$ 105,70 por barril na quinta-feira, segundo dados da LSEG. O valor representa o maior patamar desde o fim de maio e marca a primeira vez, desde o início de junho, que o indicador supera a barreira dos US$ 100.

Com esse movimento, o petróleo Forties, produzido no Mar do Norte e negociado com base no Brent, alcançou US$ 108,77 por barril nesta sexta-feira.

Ataques no Mar Vermelho pressionam oferta global

A escalada da tensão no Oriente Médio ganhou força após ataques promovidos pelos houthis do Iêmen contra petroleiros que cruzavam o Mar Vermelho. Os incidentes obrigaram parte das cargas sauditas a adotar rotas alternativas contornando o continente africano, elevando custos logísticos e aumentando o tempo de transporte.

O cenário foi agravado pelo fracasso das negociações entre Estados Unidos e Irã, além das dificuldades nas exportações que passam pelo Estreito de Ormuz, uma das rotas estratégicas para o comércio mundial de petróleo.

Segundo o analista Tamas Varga, da PVM, as preocupações com a oferta voltaram a dominar o mercado internacional.

Produção do Cazaquistão também sofre impacto

Além dos problemas no Oriente Médio, o Cazaquistão informou redução significativa na produção após supostos ataques de drones ucranianos provocarem o fechamento do principal terminal de exportação do petróleo CPC Blend, localizado no Mar Negro.

De acordo com fontes do setor, a produção do país caiu aproximadamente pela metade, passando para cerca de 406 mil barris por dia, ampliando a preocupação dos investidores com a disponibilidade da commodity.

Petróleo do Oriente Médio registra forte recuperação

Os preços de referência do petróleo do Oriente Médio também apresentaram forte valorização.

O prêmio à vista do Dubai sobre os contratos de swap dobrou e atingiu US$ 12,74 por barril, enquanto o prêmio do petróleo de Omã subiu para US$ 12,62 por barril. Ambos alcançaram os maiores níveis desde o final de maio.

Já o Murban, principal petróleo exportado por Abu Dhabi, avançou para US$ 19,04 por barril, impulsionado pela escassez de petróleo leve e ácido e pelas restrições logísticas provocadas pelos ataques a embarcações no Mar Negro.

O contrato mais próximo do petróleo Dubai também se valorizou e encerrou o dia cotado a US$ 99,66 por barril.

Refinarias asiáticas aceleram compras e mudam rotas

O aumento dos riscos nas rotas marítimas levou diversas empresas a reorganizarem suas operações. A Saudi Aramco passou a oferecer cargas adicionais para embarque no porto egípcio de Sidi Kerir, no Mediterrâneo, como alternativa às rotas tradicionais.

Refinarias da Ásia intensificaram a busca por cargas embarcadas nesse terminal, mesmo com o aumento do tempo de viagem em aproximadamente um mês devido ao desvio pelo sul da África.

Entre os movimentos do mercado, a sul-coreana SK Energy contratou um superpetroleiro para transportar 2 milhões de barris de petróleo entre o Egito e a Coreia do Sul, evidenciando a corrida por abastecimento diante das incertezas no cenário internacional.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Internacional

EUA retomam sanções ao petróleo iraniano após ataques a navios no Estreito de Ormuz

Os Estados Unidos voltaram a impor restrições às transações envolvendo o petróleo iraniano, elevando a tensão entre Washington e Teerã poucas semanas após a assinatura de um acordo que previa o fim das hostilidades e a flexibilização das sanções econômicas.

A decisão ocorre em meio a novos incidentes no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo, onde embarcações comerciais foram alvo de ataques nos últimos dias.

Ataques a navios aumentam tensão na região

Segundo a agência britânica de segurança marítima UKMTO, três embarcações foram atingidas em um intervalo de 24 horas durante a travessia pelo Estreito de Ormuz.

O Qatar e a Arábia Saudita atribuíram dois dos ataques ao Irã. Entre os navios atingidos estão o petroleiro saudita Wedyan e o navio transportador de gás natural liquefeito Al-Rakayyat, de bandeira catariana.

A Arábia Saudita classificou os episódios como uma ameaça à segurança da navegação internacional e ao abastecimento global de energia.

Além desses casos, a UKMTO informou que um petroleiro foi atingido por um projétil de origem desconhecida e outro navio sofreu um ataque com drone. Não houve registro de vítimas nem de danos ambientais relacionados a esses incidentes.

Tesouro dos EUA revoga flexibilização das sanções

Em resposta ao aumento das tensões, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a proibição de novas transações envolvendo hidrocarbonetos provenientes do Irã a partir de terça-feira.

A medida representa a retomada das sanções que haviam sido suspensas após o protocolo firmado em 17 de junho entre os dois países.

O entendimento previa o encerramento do conflito iniciado em 28 de fevereiro, a reabertura do Estreito de Ormuz para a navegação internacional e a suspensão das restrições norte-americanas sobre as exportações de petróleo iraniano.

Acordo de cessar-fogo enfrenta novos desafios

Mesmo após a assinatura do protocolo, episódios de instabilidade continuaram sendo registrados na região.

No fim de junho, os Estados Unidos acusaram o Irã de atacar duas embarcações comerciais. Na sequência, realizaram bombardeios contra alvos iranianos, antes de ambas as partes concordarem novamente com a interrupção das hostilidades.

Apesar do cessar-fogo, Teerã mantém a posição de que a navegação no Estreito de Ormuz não retornará às condições anteriores ao conflito. O governo iraniano também advertiu que poderá reagir contra embarcações que desrespeitem as rotas autorizadas ao longo de seu litoral.

Cerimônias em homenagem a Ali Khamenei ocorrem em meio à crise

O aumento das tensões coincide com as cerimônias fúnebres realizadas pelo governo iraniano em homenagem ao líder Ali Khamenei, morto no primeiro dia dos ataques atribuídos à ofensiva conjunta de Israel e Estados Unidos.

As homenagens, iniciadas no último sábado, têm duração prevista de seis dias. O corpo foi levado ao Iraque para procissões religiosas nas cidades sagradas de Najaf e Kerbala, importantes centros de peregrinação para os muçulmanos xiitas.

Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha a evolução da crise, diante dos riscos para a estabilidade regional e para o mercado global de petróleo.

FONTE: RTP Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Internacional

Irã acusa EUA de violar acordo após retomada de sanções sobre petróleo

O governo do Irã afirmou que os Estados Unidos descumpriram um acordo firmado entre os dois países ao restabelecer sanções relacionadas às exportações de petróleo iraniano. Segundo o Ministério das Relações Exteriores iraniano, a medida contraria o memorando firmado em Islamabad, criado para viabilizar o encerramento das hostilidades entre as partes.

Em nota oficial, Teerã declarou que Washington será responsabilizado pelas consequências da decisão e ressaltou que adotará todas as ações consideradas necessárias para proteger seus interesses e sua segurança nacional.

EUA revogam licença para venda de petróleo iraniano

A decisão norte-americana foi confirmada por uma autoridade dos Estados Unidos, que informou a revogação da licença geral que autorizava temporariamente a comercialização de petróleo do Irã.

De acordo com o representante, a medida foi motivada pelos recentes episódios registrados no Estreito de Ormuz, classificados por Washington como “totalmente inaceitáveis”. O governo americano também alertou que as ações terão consequências, embora as negociações diplomáticas para um acordo definitivo entre os dois países permaneçam em andamento.

Suspensão das sanções havia sido anunciada em junho

Em junho deste ano, Estados Unidos e Irã chegaram a um entendimento que previa a suspensão temporária das sanções sobre as exportações de petróleo iraniano.

A autorização, válida entre 21 de junho e 21 de agosto, permitia que o país comercializasse e entregasse petróleo para praticamente todos os mercados internacionais, incluindo compradores norte-americanos, sem sofrer penalidades durante esse período.

Com a revogação antecipada da licença, o cenário volta a gerar incertezas para o mercado internacional de energia.

Ataques a petroleiros elevaram tensão na região

A retomada das sanções ocorreu após relatos de ataques contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

Segundo relatório divulgado pela agência UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), vinculada à Marinha britânica, três petroleiros informaram ter sido atingidos por projéteis de origem ainda desconhecida nos últimos dias.

Até o momento, o governo iraniano não comentou oficialmente os incidentes, e nenhuma organização assumiu a responsabilidade pelos ataques.

Mercado reage com alta no preço do petróleo

Após o anúncio da revogação da licença pelos Estados Unidos, os preços internacionais do petróleo registraram alta superior a 3%, refletindo as preocupações dos investidores com uma possível escalada das tensões no Oriente Médio e impactos sobre o abastecimento global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Ilustração

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Internacional

Estreito de Ormuz enfrenta novo desafio: cracas e resíduos atrasam retomada do transporte de petróleo

Após meses de paralisação no Estreito de Ormuz, um problema pouco visível passou a preocupar armadores e operadores marítimos: o acúmulo de bioincrustação nos cascos dos navios. Cracas, mexilhões, algas e outros organismos marinhos aderiram às embarcações que permaneceram ancoradas por longos períodos no Golfo Pérsico, criando uma nova barreira para a retomada do fluxo global de petróleo.

Especialistas do setor afirmam que a permanência dos navios em águas quentes por vários meses favoreceu a proliferação desses organismos. Antes de voltar a navegar, as embarcações precisarão passar por um processo de limpeza especializado para remover todo o material acumulado.

Limpeza dos cascos exige equipes especializadas

A remoção da chamada incrustação biológica é realizada por mergulhadores profissionais conhecidos como “limpadores de casco”. O trabalho envolve o uso de raspadores, equipamentos de alta pressão e ferramentas elétricas para retirar os organismos sem comprometer os revestimentos protetores das embarcações.

A tarefa é ainda mais complexa devido às dimensões dos superpetroleiros. Muitos deles ultrapassam 300 metros de comprimento, exigindo equipes de cinco ou seis mergulhadores trabalhando durante várias horas para concluir a limpeza de um único navio.

Com aproximadamente 600 embarcações aguardando autorização para atravessar a região, a demanda pelos serviços disparou, elevando significativamente os custos das operações.

Bioincrustação aumenta consumo de combustível e reduz eficiência

Além do aspecto visual, a presença de cracas e outros organismos marinhos impacta diretamente o desempenho das embarcações. A superfície irregular criada pela bioincrustação aumenta o atrito com a água, elevando o consumo de combustível e reduzindo a eficiência operacional dos navios.

Como o combustível representa uma das maiores despesas do transporte marítimo, qualquer perda de desempenho pode gerar custos expressivos, especialmente em rotas de longa distância entre o Oriente Médio e mercados asiáticos.

Em situações mais graves, o acúmulo de organismos pode afetar hélices, sistemas de refrigeração e válvulas de admissão, comprometendo a operação dos navios.

Normas ambientais exigem remoção antes da chegada aos portos

As regras internacionais de navegação determinam que as embarcações removam a bioincrustação antes de atracar em diversos portos. O objetivo é evitar a disseminação de espécies invasoras, que podem causar impactos ambientais significativos em ecossistemas marinhos de outras regiões.

Além das exigências regulatórias, seguradoras marítimas também impõem cláusulas específicas relacionadas à manutenção dos cascos, exigindo que os navios permaneçam em condições adequadas de operação e eficiência.

Retomada do mercado de petróleo ainda enfrenta vários entraves

Mesmo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz, especialistas avaliam que a normalização do transporte marítimo não ocorrerá de forma imediata. A limpeza das embarcações é apenas uma das etapas necessárias antes que os petroleiros retomem suas rotas comerciais.

Outros desafios incluem inspeções de segurança, operações de desminagem, novas exigências regulatórias impostas pelo Irã e a necessidade de aprovação por parte de seguradoras e financiadores.

Diante desse cenário, a recuperação plena do fluxo internacional de petróleo deve ocorrer de forma gradual. E, curiosamente, um dos primeiros obstáculos a serem vencidos não está relacionado à geopolítica, mas ao acúmulo de pequenos organismos marinhos nos cascos dos navios.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Transporte

Estreito de Ormuz pode levar até 50 dias para retomar tráfego normal após acordo entre EUA e Irã

A reabertura do Estreito de Ormuz após o acordo preliminar entre Estados Unidos e Irã não significa uma retomada imediata da navegação comercial. Especialistas em segurança marítima alertam que a verificação e remoção de possíveis minas navais na região podem atrasar por várias semanas o retorno das operações em níveis considerados normais.

Segundo avaliações de fontes ligadas ao setor naval e de segurança internacional, o processo de inspeção, realizado por navios varredores de minas e drones submarinos especializados, pode durar entre 40 e 50 dias. Até que haja garantias concretas de segurança, seguradoras, armadores e empresas petrolíferas tendem a manter cautela em relação ao tráfego pela rota.

Possível presença de minas preocupa setor marítimo

A principal preocupação das companhias de navegação é a existência de minas navais ao longo da via marítima, considerada uma das mais estratégicas do planeta para o transporte de energia.

Antes do conflito, cerca de 20% da oferta mundial diária de petróleo e gás natural liquefeito passava pelo estreito. Qualquer atraso na normalização do corredor pode manter retidos milhões de barris de petróleo e prolongar os impactos sobre o mercado energético global.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da redução dos estoques de petróleo nas principais economias mundiais, que se aproximam dos menores níveis registrados desde 2003, segundo análises recentes do setor energético.

Empresas exigem garantias antes de retomar operações

Embora embarcações tenham conseguido cruzar a região nas últimas semanas com apoio indireto de autoridades dos dois países, empresas do setor afirmam que o risco continua elevado.

Jakob Larsen, diretor de segurança da associação internacional de transporte marítimo Bimco, afirmou que ainda não existem condições para uma retomada plena da navegação comercial.

De acordo com ele, a ameaça representada pelas minas exige a definição de corredores comprovadamente seguros antes que os navios voltem a operar normalmente.

A preocupação também envolve os altos valores em risco. Um superpetroleiro carregado pode representar cerca de US$ 300 milhões entre embarcação e carga, o que leva seguradoras e operadores a exigirem elevados níveis de segurança antes da travessia.

Informações sobre minas permanecem incertas

Até o momento, não há confirmação oficial sobre a quantidade de minas que teriam sido posicionadas na região.

Durante o conflito, o Irã ameaçou utilizar minas marítimas para restringir o acesso ao estreito, mas não confirmou publicamente a instalação dos artefatos. Já os Estados Unidos afirmam que embarcações iranianas envolvidas em operações de minagem foram alvo de ataques militares.

No início de junho, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou ao Senado que extensas áreas de Ormuz haviam sido minadas. Dias depois, a Marinha da Alemanha informou ter recebido relatórios dos Estados Unidos e do Reino Unido apontando a localização de minas em quatro pontos próximos ao estreito, embora sem confirmação independente.

Tráfego marítimo segue abaixo dos níveis anteriores ao conflito

Apesar dos avanços diplomáticos, a movimentação de navios continua bastante reduzida.

Dados do setor mostram que, nas últimas semanas, entre 12 e 15 embarcações cruzaram diariamente o estreito. Antes da guerra, esse volume variava entre 120 e 140 navios por dia.

A diferença demonstra que boa parte das empresas ainda aguarda condições mais seguras antes de retomar suas rotas regulares.

Operação internacional de limpeza pode durar meses

Diversos países já mobilizaram recursos para uma eventual operação de desminagem. Reino Unido, França e Alemanha enviaram navios de guerra e embarcações especializadas para o Oriente Médio, com o objetivo de apoiar possíveis ações de remoção de explosivos.

Especialistas em segurança marítima avaliam que a tarefa poderá ser complexa. Corey Ranslem, diretor da Dryad Global, afirma que, mesmo após ataques contra estruturas militares iranianas, estimativas indicam que o país poderia manter até mil minas navais disponíveis.

Segundo ele, a identificação de um campo minado pode exigir semanas ou até meses de trabalho até que a área seja considerada totalmente segura para a navegação comercial.

OMI destaca importância da reabertura

Para a Organização Marítima Internacional (OMI), o acordo entre Estados Unidos e Irã representa um avanço importante para restabelecer a segurança em uma das rotas marítimas mais relevantes do mundo.

O secretário-geral da entidade, Arsenio Domínguez, destacou que a reabertura do corredor é um passo positivo para a proteção de tripulações e embarcações. No entanto, ressaltou que a normalização completa dependerá da implementação de todas as medidas necessárias para garantir a segurança da navegação.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Internacional

Estreito de Ormuz registra saída de petroleiros com 6 milhões de barris de petróleo

Três superpetroleiros deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio com destino aos mercados asiáticos. As embarcações estavam paradas no Golfo há mais de dois meses devido ao aumento das tensões militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler apontam que outro navio petroleiro também entrou na região utilizando a rota de navegação determinada pelas autoridades iranianas.

Guerra no Irã reduz tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, provocou forte impacto na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e energia.

Antes da escalada militar, a região registrava entre 125 e 140 travessias diárias. Atualmente, o movimento caiu drasticamente, com média de apenas 10 embarcações transitando por dia, segundo análise baseada em dados de rastreamento marítimo.

Além da redução no tráfego, cerca de 20 mil marítimos permanecem retidos em centenas de navios dentro do Golfo.

Navios seguem para China e Coreia do Sul

Entre os petroleiros que deixaram o estreito está o VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregando 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait desde março. O navio segue para Ulsan, na Coreia do Sul, onde está localizada a refinaria da SK Energy.

Outros dois superpetroleiros chineses também cruzaram a região:

  • O VLCC Yuan Gui Yang transporta 2 milhões de barris de petróleo iraquiano Basrah e deve chegar ao porto de Shuidong, na província chinesa de Guangdong, em junho;
  • Já o VLCC Ocean Lily leva cargas de petróleo do Catar e do Iraque para o porto de Quanzhou, na província de Fujian.

Na semana passada, outro petroleiro chinês, o Yuan Hua Hu, também deixou o Estreito de Ormuz carregando petróleo iraquiano rumo ao leste da China.

Riscos à navegação continuam elevados

Autoridades marítimas internacionais seguem alertando para o alto risco operacional na região. O Centro Conjunto de Informação Marítima, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, informou que embarcações sofreram abordagens agressivas e ações consideradas hostis por unidades iranianas nos últimos dias.

Entidades do setor de transporte marítimo emitiram novos protocolos de segurança para navios que pretendem atravessar o estreito. Entre os principais riscos citados estão:

  • ataques militares;
  • uso de drones;
  • presença de minas marítimas;
  • congestionamentos inesperados;
  • redução da supervisão militar nas rotas.

Segundo as associações marítimas, centenas de navios ainda aguardam autorização ou condições mais seguras para cruzar a região, o que pode gerar novos problemas de navegação quando o fluxo começar a ser normalizado.

Petroleiro entra na região com transponder desligado

Os sistemas de rastreamento também identificaram a entrada do petroleiro Grand Lady, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz com o transponder desligado — equipamento usado para transmitir localização e informações da embarcação.

O navio, que estava vazio, aparece ancorado próximo a Dubai, aumentando a preocupação sobre a segurança e o monitoramento do tráfego marítimo na área.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Informação

Petroleiras lucram quase US$ 3 mil por segundo em meio à crise global de energia

Mesmo diante da crise global de energia e do avanço da inflação, as maiores companhias do setor petrolífero seguem ampliando seus ganhos. Levantamento da organização Oxfam aponta que seis gigantes — Chevron, Shell, BP, ConocoPhillips, ExxonMobil e TotalEnergies — devem registrar, juntas, cerca de US$ 2.967 por segundo em lucros ao longo de 2026.

Na prática, isso representa aproximadamente US$ 94 bilhões no ano, um volume expressivo em um cenário em que consumidores enfrentam combustíveis mais caros, aumento nas tarifas de energia e maior pressão sobre o orçamento doméstico.

Crescimento acelerado dos ganhos

De acordo com a análise, os lucros dessas empresas cresceram significativamente em relação ao ano anterior. O avanço é estimado em quase US$ 37 milhões por dia a mais em comparação com 2025.

O resultado evidencia um contraste marcante: enquanto famílias ajustam despesas básicas, o setor petrolífero mantém trajetória de expansão financeira.

Instabilidade global impulsiona resultados

A tensão geopolítica no Oriente Médio e a volatilidade no mercado internacional de petróleo estão entre os principais fatores que explicam o aumento dos lucros.

Com a alta no preço do barril, as companhias ampliam suas margens e fortalecem o desempenho financeiro. Por outro lado, os impactos recaem sobre consumidores e empresas, que enfrentam custos mais elevados e pressão inflacionária crescente.

Oxfam aponta aumento da desigualdade

A Oxfam critica o cenário, destacando o contraste entre os lucros elevados e as dificuldades enfrentadas por milhões de pessoas. Para a entidade, a situação reforça o avanço da desigualdade econômica e levanta questionamentos sobre políticas de incentivo ao setor de combustíveis fósseis.

A organização também chama atenção para o fato de que diversos governos continuam concedendo subsídios à indústria, mesmo diante da necessidade de acelerar a transição energética e enfrentar a crise climática.

Debate envolve economia e meio ambiente

O desempenho financeiro das petroleiras reacende discussões sobre o papel dessas empresas no cenário global. De um lado, elas permanecem essenciais para garantir o abastecimento energético. De outro, enfrentam críticas por manter modelos que contribuem para o aumento das emissões e dificultam mudanças estruturais no setor.

Especialistas apontam que o desafio está em conciliar segurança energética com responsabilidade ambiental, sem transferir integralmente os custos para o consumidor final.

Um tema que vai além do petróleo

O debate sobre o setor petrolífero ultrapassa a esfera econômica e passa a envolver questões como justiça social, política energética e o futuro climático do planeta.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Petrobras

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