Internacional

Trump prorroga isenção de sanções ao petróleo russo em meio à alta dos combustíveis

A decisão do governo dos Estados Unidos de estender temporariamente a isenção de sanções sobre parte do petróleo russo reacendeu o debate sobre os impactos da crise energética global. A medida ocorre em um cenário de preços elevados dos combustíveis e instabilidade no mercado internacional.

Isenção é renovada por mais um mês

Apesar de declarações recentes indicarem o contrário, o Departamento do Tesouro norte-americano anunciou na sexta-feira a prorrogação da licença que permite a comercialização de determinados volumes de petróleo da Rússia. A nova autorização será válida até 16 de maio, substituindo a isenção anterior, que expirou em 11 de abril.

Dois dias antes, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, havia afirmado que a isenção de sanções ao petróleo russo não seria renovada, especialmente para cargas que permaneciam no mar.

Estratégia para conter preços do petróleo

Desde o início das tensões no Oriente Médio, em março, a administração Trump flexibilizou restrições à exportação de petróleo russo. A iniciativa busca conter a alta dos preços ao permitir que países importem milhões de barris que anteriormente estavam bloqueados por sanções dos EUA.

Durante coletiva na Casa Branca, Bessent explicou que o petróleo liberado se referia a cargas já embarcadas antes de 11 de março, quando as sanções começaram a ser suspensas. Segundo ele, esses volumes já teriam sido integralmente utilizados.

Estreito de Hormuz e impacto no mercado global

A renovação da medida ocorreu no mesmo dia em que o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Hormuz, rota estratégica responsável por uma parcela significativa do transporte global de petróleo. A liberação da via marítima gerou reação imediata no mercado, com queda nos preços do petróleo.

O presidente Donald Trump comemorou a situação, afirmando que a crise no estreito havia sido resolvida. No entanto, autoridades iranianas não confirmaram um acordo permanente. O chanceler Seyed Abbas Araghchi declarou apenas que a passagem permanecerá aberta durante o período de cessar-fogo.

Tensões persistem entre EUA e Irã

Apesar do alívio momentâneo, o cenário segue incerto. O cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã deve terminar na próxima semana, com novas negociações previstas. Ao mesmo tempo, divergências continuam em relação ao bloqueio militar americano a portos iranianos.

Araghchi alertou que o Irã poderá voltar a fechar o estreito caso as restrições não sejam suspensas, o que aumenta o risco de novas turbulências no mercado de energia.

Alta da gasolina pressiona economia

Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, os preços dos combustíveis nos Estados Unidos dispararam. O valor da gasolina subiu cerca de 25% entre fevereiro e março, registrando o maior aumento mensal já observado.

Mesmo com a liberação de grandes volumes de petróleo das reservas estratégicas globais, o preço do barril tipo Brent segue elevado, refletindo a persistente instabilidade no mercado de energia.

FONTE: NY Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eric Lee for The New York Times

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Internacional

Preço do petróleo sobe com tensão no Oriente Médio e ameaças do Irã ao Mar Vermelho

O preço do petróleo registrou alta nesta quarta-feira (15), em meio às incertezas geopolíticas no Oriente Médio e às ameaças do Irã de restringir rotas marítimas estratégicas, incluindo o Mar Vermelho.

Oscilação do petróleo reflete cenário de instabilidade

Após dias de forte volatilidade, o barril do tipo Brent, referência global, chegou a avançar mais de 2% pela manhã, sendo cotado próximo a US$ 97. Ao longo do dia, no entanto, perdeu força e passou a operar com alta mais moderada.

Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, também registrou valorização leve, mantendo-se acima dos US$ 91.

A recente oscilação ocorre após o mercado reagir à falta de acordo entre Estados Unidos e Irã, o que elevou momentaneamente os preços para acima de US$ 100 no início da semana.

Ameaças do Irã elevam tensão no mercado global

As declarações do governo iraniano voltaram a pressionar o mercado. Autoridades militares afirmaram que podem bloquear o fluxo de exportações e importações no golfo Pérsico, no mar de Omã e no Mar Vermelho.

Apesar do tom mais agressivo, o impacto direto nos preços ainda é limitado, indicando que investidores aguardam desdobramentos concretos antes de reagir de forma mais intensa.

Negociações diplomáticas podem conter alta

No campo político, há sinais de possível retomada do diálogo. O presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que o conflito pode estar próximo do fim e mencionou novas tentativas de negociação com o Irã.

Países mediadores e organismos internacionais também têm pressionado por uma solução diplomática. O secretário-geral da ONU, António Guterres, reforçou o apelo por negociações internacionais, destacando que não há saída militar para a crise.

Conflitos paralelos ampliam incerteza

Outros focos de tensão na região também influenciam o mercado. Israel e Líbano iniciaram conversas diretas após articulações diplomáticas, embora o grupo Hezbollah tenha rejeitado as negociações e intensificado ataques.

Além disso, o bloqueio imposto pelos EUA à passagem de navios com destino ao Irã pelo estreito de Hormuz — rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção global de petróleo e gás — continua sendo um fator crítico para o equilíbrio do mercado.

Impactos no transporte marítimo e energia global

O estreito de Hormuz, que antes da crise registrava intenso tráfego diário de navios, teve forte redução no fluxo desde o início do conflito. A restrição à circulação de petroleiros aumenta o risco de desabastecimento e pressiona os preços internacionais.

Analistas avaliam que a estratégia dos EUA também busca afetar economicamente o Irã e influenciar parceiros comerciais, como a China, a exercer pressão diplomática.

Mercados financeiros reagem de forma mista

Enquanto o setor de energia acompanha a volatilidade do petróleo, os mercados financeiros globais tiveram desempenho desigual.

Nos Estados Unidos, índices como Nasdaq e S&P 500 registraram alta, enquanto o Dow Jones apresentou leve queda. Já na Europa, predominou o movimento de baixa nas principais bolsas.

Na Ásia, o cenário foi misto, com altas em mercados como Japão e Coreia do Sul, e quedas moderadas em índices chineses.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Internacional

Estreito de Ormuz permanece aberto sob controle do Irã e com tráfego limitado

O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia, segue oficialmente aberto, mas com circulação restrita e sob supervisão direta do governo iraniano. A informação foi confirmada pelo vice-chanceler Saeed Khatibzadeh.

Navegação depende de autorização militar iraniana

Segundo autoridades do país, embarcações interessadas em cruzar o estreito precisam solicitar autorização prévia às forças militares do Irã. Apenas navios considerados não hostis recebem permissão para seguir viagem.

Na prática, o controle do Estreito de Ormuz permanece rígido, com forte monitoramento por parte de Teerã, mesmo após a sinalização de abertura da rota.

Fluxo de navios cai drasticamente

Apesar da liberação formal, o tráfego segue muito abaixo do normal. Atualmente, apenas cerca de 15 embarcações por dia conseguem atravessar a passagem marítima.

Antes do início do conflito, o volume diário era de aproximadamente 130 navios. A redução expressiva reflete as condições de segurança na região, incluindo riscos operacionais e a presença de possíveis ameaças, como minas marítimas.

Impacto direto no mercado de petróleo

O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% do transporte global de petróleo, conectando o Golfo ao Oceano Índico. Por isso, qualquer restrição na região afeta diretamente o mercado internacional de petróleo.

Desde o início das tensões, no fim de fevereiro, a diminuição no fluxo de cargas tem pressionado os preços globais da commodity. Mesmo após um cessar-fogo temporário de 14 dias com os Estados Unidos, o cenário ainda não voltou à normalidade.

A retomada parcial das operações já foi suficiente para provocar novas oscilações nos contratos internacionais de petróleo.

Comunidade internacional reage a restrições

O modelo de controle adotado pelo Irã gera preocupação entre países e organizações internacionais. A União Europeia defende a liberdade de navegação na rota e criticou possíveis limitações impostas ao tráfego marítimo.

A França também se posicionou contra qualquer tipo de cobrança ou restrição adicional, classificando como inaceitável a possibilidade de pedágios para a travessia.

Incertezas sobre normalização da rota

Especialistas avaliam que o sistema de autorizações pode enfrentar dificuldades logísticas, considerando o alto volume de navios que dependem do estreito.

Enquanto isso, o fluxo global de petróleo segue condicionado à estabilidade na região, mantendo o mercado em alerta diante de possíveis novos desdobramentos.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Informação

Petróleo Brent dispara e gás europeu sobe após ataques no Oriente Médio

A escalada de tensões no Oriente Médio provocou forte reação nos mercados nesta quinta-feira, impulsionando o petróleo Brent e os preços do gás natural na Europa. Ataques a instalações energéticas no Catar e no Irã aumentaram o temor de uma crise de oferta global de energia.

O movimento ocorre em meio à intensificação do conflito envolvendo Irã, Israel e aliados na região, elevando o risco de interrupções prolongadas no fornecimento.

Petróleo Brent chega a US$ 119 no pico do dia

Os contratos futuros do Brent — principal referência internacional — chegaram a ultrapassar US$ 119 por barril durante o pregão, antes de desacelerarem para cerca de US$ 114,66, ainda com alta expressiva próxima de 7%.

Já o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, apresentou leve queda, sendo negociado na faixa de US$ 96 por barril.

Além do petróleo, a gasolina também avançou, atingindo o maior patamar em quase quatro anos no mercado americano.

Preço do gás na Europa dispara mais de 20%

O impacto foi ainda mais intenso no mercado europeu. O contrato de gás no hub TTF, principal referência da região, registrou alta de cerca de 21%, refletindo a preocupação com o abastecimento.

Nos Estados Unidos, o gás natural também subiu, embora de forma mais moderada, acompanhando o movimento global de valorização dos combustíveis.

Ataques atingem infraestrutura estratégica no Catar

O governo do Catar confirmou que mísseis iranianos atingiram a região de Ras Laffan, considerada a maior instalação de exportação de gás natural liquefeito (GNL) do mundo.

Segundo autoridades locais, os danos foram significativos, mas não houve vítimas. Equipes de emergência atuaram no controle de incêndios, que posteriormente foram contidos.

O episódio foi classificado pelo país como uma grave violação de soberania, com potencial de desestabilizar toda a região.

Produção e exportações já vinham afetadas

O Catar, um dos maiores exportadores globais de GNL, já havia interrompido parte de sua produção no início do mês após ataques anteriores com drones.

O país responde por uma fatia relevante do comércio mundial de gás, o que amplia o impacto de qualquer interrupção no fornecimento.

Estreito de Ormuz agrava risco de desabastecimento

Outro fator crítico é o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial. A restrição ao tráfego de navios intensifica o risco de gargalos logísticos e pressiona ainda mais os preços.

Com a limitação no fluxo marítimo, produtores e compradores enfrentam dificuldades para manter o equilíbrio entre oferta e demanda.

Mercado teme escalada global do conflito

Especialistas alertam que o cenário pode se agravar caso os ataques se expandam para além do Golfo Pérsico e atinjam infraestruturas em outras regiões.

A preocupação central é a transição de um problema logístico para um verdadeiro choque de oferta de petróleo e gás, o que poderia levar a uma disparada ainda mais intensa nos preços.

Nesse contexto, o mercado passa a operar sob alta volatilidade, com investidores precificando cenários mais extremos e buscando garantir o abastecimento diante das incertezas.

FONTE: Times Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Informação

Alta dos combustíveis: 21 estados aderem a medidas para conter preços

Diante da recente alta dos combustíveis, 21 estados brasileiros, incluindo Mato Grosso do Sul, aderiram a um conjunto de medidas articuladas com o governo federal para conter a escalada de preços.

As ações foram aprovadas nesta quarta-feira (18) durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que reúne secretários estaduais de Fazenda e é coordenado pelo Ministério da Fazenda.

O pacote também tenta reduzir tensões no setor de transporte, especialmente diante da ameaça de greve dos caminhoneiros, motivada pelo possível aumento do diesel.

Combate a devedores e reforço na arrecadação

Uma das principais medidas aprovadas trata do enfrentamento aos chamados devedores contumazes de ICMS, especialmente no setor de combustíveis.

Os estados se comprometeram a enviar à Receita Federal informações sobre contribuintes com histórico recorrente de inadimplência. A proposta é criar uma base nacional integrada, em parceria com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

A iniciativa busca aumentar o controle sobre o mercado, elevar a arrecadação e coibir práticas irregulares que impactam a concorrência e os preços.

Monitoramento em tempo real dos combustíveis

Outra decisão relevante envolve o compartilhamento de dados fiscais com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). A partir do acordo, estados passarão a disponibilizar notas fiscais de combustíveis em tempo real, incluindo operações no varejo.

A medida deve fortalecer a fiscalização de preços de combustíveis e permitir atuação mais ágil contra aumentos considerados abusivos, sobretudo em um cenário de pressão internacional sobre o petróleo.

A adesão inicial inclui 21 unidades da federação, enquanto outros estados ainda avaliam participação.

ICMS sobre diesel ainda está em discussão

Um terceiro ponto do pacote prevê a possível retirada do ICMS sobre diesel importado até o fim de maio. A proposta inclui compensação de 50% das perdas por parte da União.

No entanto, a medida ainda depende da análise dos governadores, que solicitaram prazo para avaliação técnica. A expectativa é de avanço nas discussões até o fim do mês.

Atualmente, entre 25% e 30% do diesel consumido no Brasil é importado, o que torna os preços sensíveis às oscilações do mercado internacional.

Impacto fiscal e divisão de custos

A estimativa inicial aponta para uma renúncia fiscal de cerca de R$ 1,5 bilhão por mês por parte dos estados, com valor semelhante sendo compensado pelo governo federal.

A proposta prevê um modelo de divisão proporcional, no qual União e estados compartilham os impactos financeiros da medida.

Governo tenta evitar repasse ao consumidor

Segundo a equipe econômica, o objetivo das ações é minimizar os efeitos da crise internacional sobre os preços internos, evitando que o aumento seja repassado integralmente ao consumidor.

Além de medidas tributárias, o governo aposta no fortalecimento da fiscalização para garantir maior estabilidade no mercado e coibir abusos.

A estratégia segue a orientação de preservar o poder de compra da população diante da volatilidade global nos preços do petróleo.

FONTE: Campo Grande News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Campo Grande News

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Internacional

EUA suspendem sanções ao petróleo da Rússia pela primeira vez desde início da Guerra da Ucrânia

Os Estados Unidos anunciaram uma suspensão temporária de sanções ao petróleo da Rússia, permitindo a comercialização de cargas já transportadas por navios até 11 de abril. A decisão marca a primeira flexibilização das restrições impostas ao setor energético russo desde o início da Guerra da Ucrânia, em 2022.

A autorização foi divulgada pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos e ocorre em meio à forte volatilidade no mercado global de petróleo, agravada pelas tensões no Oriente Médio.

Licença permite venda de petróleo russo já em trânsito

De acordo com o comunicado oficial, a licença temporária autoriza a comercialização de petróleo bruto e derivados da Rússia que já estavam em transporte marítimo antes da decisão.

Segundo o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a medida é limitada e de curto prazo, tendo como objetivo evitar impactos mais severos no mercado internacional de energia.

Ele ressaltou que a autorização não deve gerar benefícios financeiros significativos ao governo russo, já que a regra se aplica apenas a cargas previamente embarcadas.

Sanções contra petróleo russo começaram em 2022

As restrições ao petróleo da Rússia começaram logo após a invasão da Ucrânia pelas forças de Rússia em fevereiro de 2022.

Inicialmente, empresas norte-americanas foram proibidas de comprar petróleo russo, embora o impacto direto fosse limitado, já que o volume negociado entre os dois países era pequeno.

O golpe mais relevante ocorreu no fim daquele ano, quando a União Europeia decidiu restringir a importação do produto, que representava cerca de 20% do consumo de petróleo do bloco.

Sanções adicionais atingiram grandes petroleiras russas

Posteriormente, os EUA ampliaram as restrições ao impor limites ao preço do petróleo russo vendido a outros mercados.

A pressão sobre Moscou aumentou ainda mais em outubro, quando o presidente Donald Trump determinou sanções contra negociações com duas das maiores empresas de energia da Rússia: a estatal Rosneft e a privada Lukoil.

Essas medidas impactaram diretamente as exportações de petróleo russo, que sofreram queda nos meses seguintes.

Índia e transportadoras também sentiram impacto das restrições

O receio de sanções secundárias passou a afetar companhias de transporte marítimo e países importadores.

Entre os mais impactados esteve a Índia, que se tornou um dos principais destinos do petróleo russo após o início da guerra, atrás apenas da China.

Recentemente, Washington suspendeu por 30 dias uma restrição que impedia o país asiático de comprar petróleo da Rússia, buscando evitar maior turbulência no mercado energético global.

EUA liberam petróleo de reservas estratégicas

A decisão de flexibilizar temporariamente as sanções ocorre logo após o anúncio de outra medida para conter a alta dos preços.

O Departamento de Energia dos Estados Unidos informou que o país liberará 172 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica, tentativa de aumentar a oferta global e reduzir a pressão sobre os preços.

Além disso, a Agência Internacional de Energia aprovou a liberação de 400 milhões de barris de petróleo de reservas internacionais, o maior movimento desse tipo na história da entidade.

Alta do petróleo continua com tensões no Oriente Médio

Mesmo com essas iniciativas, o mercado global de petróleo segue pressionado.

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, encerraram o dia acima de US$ 100 por barril, atingindo US$ 101,75, com alta de cerca de 10,6%.

Na semana, o preço chegou a atingir US$ 119,46, refletindo a escalada das tensões no Golfo Pérsico e os ataques a infraestruturas energéticas da região.

Estreito de Ormuz continua sendo ponto de tensão

A situação também é agravada pela instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás.

Navios petroleiros têm evitado a passagem pela região devido aos riscos de ataques.

O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou em entrevista à CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando embarcações na área, mas a medida pode ser adotada até o final do mês.

Apesar das tensões, ele avaliou que é pouco provável que o preço do petróleo atinja US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques atribuídos ao Irã.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Informação

Petróleo dispara 9% após Irã prometer manter Estreito de Ormuz fechado

Os preços do petróleo registraram forte alta nesta quinta-feira, impulsionados pelo agravamento das tensões no Oriente Médio e pela promessa do governo do Irã de manter fechado o estratégico Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

A escalada do conflito elevou o temor de interrupção no fluxo de petróleo da região, levando o mercado a reagir com uma valorização expressiva do barril no mercado internacional.

Brent supera US$ 100 e atinge maior nível em quase quatro anos

Os contratos futuros do petróleo Brent, referência global, encerraram o dia cotados a US$ 100,46 por barril, alta de US$ 8,48 (9,2%). Durante a sessão, o preço chegou a atingir US$ 101,60.

Já o West Texas Intermediate (WTI), principal referência nos Estados Unidos, fechou a US$ 95,70 por barril, com valorização de 9,7%.

Com esse desempenho, ambos os contratos alcançaram os níveis mais altos desde agosto de 2022, refletindo o aumento da incerteza no mercado global de petróleo.

Fechamento do Estreito de Ormuz preocupa mercado

Analistas apontam que o bloqueio do Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula grande parte do petróleo exportado do Oriente Médio, tem provocado forte desequilíbrio entre oferta e demanda.

Segundo Jim Burkhard, vice-presidente e chefe global de pesquisa de petróleo da S&P Global, o mercado enfrenta um cenário de forte instabilidade.

Na avaliação do especialista, a normalização do setor energético depende da reabertura da rota marítima e da retomada das atividades de produção e distribuição de petróleo na região — algo que não deve ocorrer rapidamente.

EUA avaliam escolta naval para navios petroleiros

O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou à emissora CNBC que a Marinha americana ainda não está escoltando navios pelo Estreito de Ormuz.

No entanto, ele indicou que a medida pode ser implementada até o final do mês caso as tensões persistam.

Apesar da escalada do conflito, Wright avaliou que é improvável que o preço do petróleo alcance US$ 200 por barril, mesmo com a continuidade dos ataques na região.

Ataques a navios e paralisação de portos aumentam tensão

Autoridades de segurança do Iraque informaram que dois navios-tanque foram atingidos por embarcações iranianas carregadas com explosivos em águas do país.

Após os ataques, os portos petrolíferos iraquianos suspenderam completamente suas operações, aumentando ainda mais a preocupação com a interrupção do abastecimento global de petróleo.

Além disso, o governo de Omã retirou todas as embarcações do terminal de exportação de petróleo em Mina Al Fahal, localizado próximo ao Estreito de Ormuz, como medida preventiva diante do risco de novos incidentes.

Mercado teme impacto no abastecimento global

A escalada das tensões na região reforça o receio de interrupções no transporte internacional de petróleo, já que o Estreito de Ormuz é responsável por uma parcela significativa do comércio global da commodity.

Caso o bloqueio se prolongue, especialistas avaliam que o mercado de energia poderá enfrentar novas pressões de preços, afetando combustíveis, transporte e custos de produção em diversos países.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Exportação

Estreito de Ormuz: bloqueio pode impactar exportações brasileiras e logística global

A escalada da guerra no Irã reacendeu preocupações no comércio internacional. O possível bloqueio do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, pode gerar impactos relevantes nas exportações brasileiras, especialmente para países do Golfo Pérsico.

Localizado entre o Golfo de Omã e o Golfo Pérsico, o corredor marítimo é fundamental para o fluxo global de mercadorias. O Irã afirma ter restringido a passagem de embarcações na região após o início dos ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel, o que aumentou a tensão no mercado de energia e logística.

Corredor vital para petróleo e comércio internacional

Dados da consultoria MTM Logix indicam que cerca de 20% de todo o petróleo mundial passa pelo Estreito de Ormuz. Além disso, a região concentra o transporte de aproximadamente 25% dos fertilizantes, 35% dos químicos e plásticos e cerca de 15% dos grãos comercializados globalmente, destinados principalmente aos países do Golfo.

Essa movimentação torna o estreito um ponto crítico para o comércio internacional. Qualquer restrição no tráfego pode provocar atrasos nas cadeias logísticas e aumento de custos no transporte marítimo.

Exportações brasileiras dependem da rota

Para o Brasil, os reflexos se concentram principalmente nos embarques destinados a Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque e Kuwait. Como esses países estão localizados no Golfo Pérsico, os navios que seguem para esses destinos precisam atravessar obrigatoriamente o Estreito de Ormuz.

Levantamento da consultoria Datamar mostra que, em 2024, cerca de 158,3 mil contêineres foram enviados do Brasil para esses mercados. A maior parte das cargas era composta por proteína animal, responsável por 67,9% do volume transportado — com destaque para a carne de frango.

Outros produtos relevantes incluíram madeira (13,4%) e papel (2,8%).

Impacto no setor de proteína animal

No total, os embarques destinados aos países do Golfo representaram 4,87% das exportações marítimas brasileiras. No entanto, para determinados segmentos, a dependência desse mercado é ainda maior.

No caso da proteína animal, os envios chegaram a 14,8% da pauta de exportação, enquanto a carne de frango alcançou participação de 23,4%.

Segundo Andrew Lorimer, diretor-executivo da Datamar, o volume de mercadorias transportadas por contêineres na rota é significativo.

Além do risco logístico, a instabilidade também afeta os custos do transporte. Empresas de navegação já começaram a aplicar taxas de risco de guerra, que podem variar entre US$ 2 mil e US$ 4 mil por contêiner, elevando o preço do frete e aumentando a incerteza no comércio exterior.

Redução no tráfego de navios

Com o avanço do conflito militar, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz registrou queda acentuada. Grandes companhias de transporte começaram a suspender operações na região.

A gigante chinesa Cosco anunciou a paralisação de serviços para países do Golfo, afetando rotas que atendem Bahrein, Iraque, Catar e Kuwait, além de algumas áreas dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita.

A empresa informou que apenas alguns portos fora da rota direta do estreito, como Jidá, no Mar Vermelho, e Khor Fakkan e Fujairah, no Golfo de Omã, continuarão operando normalmente.

Outras grandes companhias de navegação, como Maersk, CMA CGM e Hapag-Lloyd, também decidiram suspender temporariamente o tráfego na área devido aos riscos do conflito.

Seguradoras discutem plano para garantir transporte

O aumento do risco na região mobilizou o setor de seguros. As corretoras internacionais Marsh e Aon iniciaram negociações com o governo dos Estados Unidos para criar um plano de proteção para navios que atravessam o estreito.

O presidente norte-americano Donald Trump afirmou que a US International Development Finance Corporation (DFC) poderá oferecer seguros a preços reduzidos para garantir a continuidade do transporte marítimo no Golfo.

Aviação também sofre impacto do conflito

O setor aéreo também enfrenta reflexos da escalada militar. Desde o início dos confrontos, mais de 20 mil voos foram cancelados em hubs do Oriente Médio.

A companhia aérea Emirates prorrogou a suspensão das operações para Dubai por uma semana, enquanto a Qatar Airways anunciou paralisação de voos até sexta-feira.

Dos 36 mil voos programados na região desde o fim de fevereiro, mais da metade foi cancelada, afetando cerca de 4,4 milhões de assentos. Passageiros enfrentam dificuldades para encontrar rotas alternativas, muitas vezes mais longas e caras.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer/Foto de arquivo

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Economia

Haddad diz que conflito no Oriente Médio não deve afetar a economia brasileira no curto prazo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta segunda-feira (2) que os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã não devem provocar impactos imediatos na economia brasileira.

Apesar da avaliação inicial positiva, Haddad ressaltou que o cenário internacional exige cautela. Segundo ele, o desdobramento do conflito pode alterar o quadro atual, dependendo da intensidade e da duração da crise.

Escalada pode mudar cenário macroeconômico

Durante participação em evento na Universidade de São Paulo, onde ministrou aula magna na Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária, o ministro destacou que a escala do conflito será determinante para possíveis reflexos na macroeconomia.

“A economia brasileira vive um momento favorável de atração de investimentos. Mesmo que haja turbulência no curto prazo, não vemos impacto relevante nas variáveis macroeconômicas, a menos que haja uma escalada do conflito”, afirmou.

Haddad acrescentou que a equipe econômica acompanha o cenário externo “com cautela”, a fim de reagir rapidamente caso haja deterioração do ambiente global.

Estreito de Ormuz preocupa mercado de petróleo

Mais cedo, um comandante da Guarda Revolucionária do Irã declarou o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Segundo ele, embarcações que tentarem cruzar a região poderão ser atacadas.

O bloqueio da passagem acende alerta no mercado internacional de energia, já que o estreito é responsável por parte significativa do fluxo mundial da commodity. Uma eventual interrupção prolongada pode pressionar os preços do petróleo e gerar volatilidade nos mercados financeiros.

Até o momento, no entanto, o Ministério da Fazenda avalia que o Brasil segue em posição relativamente estável diante das incertezas externas.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Paulo Pinto/Agência Brasil

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