Comércio Exterior

Tarifaço do México sobre produtos brasileiros deve travar acordos comerciais bilaterais

O tarifaço do México aprovado pelo Congresso do país, com vigência prevista para 1º de janeiro de 2026, tende a esfriar as negociações para a atualização dos acordos comerciais entre Brasil e México. A avaliação é de técnicos da equipe econômica brasileira que acompanham as tratativas, ouvidos pelo PlatôBR.

A medida eleva o custo de produtos brasileiros no mercado mexicano e cria um ambiente menos favorável ao avanço das conversas diplomáticas e comerciais entre os dois países.

Cronograma inicial previa assinatura em 2026

A expectativa inicial do vice-presidente Geraldo Alckmin, que também comanda o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), era concluir a assinatura dos novos tratados em julho de 2026. O calendário havia sido definido após reuniões com a presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante visita oficial realizada em agosto do ano passado.

Com a nova política tarifária, no entanto, o ritmo das negociações deve ser revisto.

Pressão dos Estados Unidos influencia decisão mexicana

De acordo com integrantes do governo brasileiro, o esfriamento das conversas ocorre em meio à pressão exercida pelo governo Donald Trump, que acusa o México de funcionar como rota de entrada de produtos chineses nos Estados Unidos.

O movimento ganha ainda mais peso diante da proximidade das negociações entre México, Canadá e Estados Unidos para a renovação do Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC). Nesse cenário, técnicos do MDIC avaliam que o governo mexicano pode adotar postura mais cautelosa e postergar avanços com o Brasil.

Impactos diretos para o comércio Brasil–México

Atualmente, as relações comerciais entre os dois países são regidas por dois Acordos de Complementação Econômica (ACE). O ACE-55 trata do setor automotivo, enquanto o ACE-53 prevê redução ou eliminação de tarifas de importação para cerca de 800 linhas tarifárias de produtos não automotivos.

Em 2024, a corrente de comércio Brasil–México somou US$ 13,6 bilhões. Levantamentos preliminares da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que o tarifaço mexicano pode atingir aproximadamente US$ 1,7 bilhão das exportações brasileiras realizadas no período.

Setores atingidos e alcance da sobretaxação

Além do Brasil, a nova política tarifária do México também afeta países como China, África do Sul, Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Vietnã, entre outros. As tarifas incidirão sobre 1.463 classificações tarifárias, distribuídas em 17 setores, incluindo automotivo, têxtil, vestuário, siderurgia, plásticos, eletrodomésticos, móveis e calçados.

Desse total, 316 classificações atualmente não sofrem tributação, o que amplia o impacto da medida sobre o comércio internacional, especialmente em relação a produtos de origem chinesa.

FONTE: Plato BR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior

Confac aprova Plano de Trabalho 2026–2028 e avança em modernização do comércio exterior

A 13ª Reunião do Comitê Nacional de Facilitação do Comércio (Confac), realizada nesta quinta-feira (11/12) em Brasília, marcou o encerramento do ciclo anual com a aprovação de um conjunto de medidas estratégicas. Entre os destaques estão uma Portaria Conjunta entre MDIC e Ministério da Fazenda, avanços em cooperação internacional e o Plano de Trabalho 2026–2028, que reforça a governança e a modernização do comércio exterior brasileiro.

Durante o encontro, representantes do governo ressaltaram o forte engajamento dos órgãos anuentes no Portal Único de Comércio Exterior, que registrou um recorde de 1.114 Declarações Únicas de Importação (DUIMP) em apenas um dia. No acumulado do ano, o volume de DUIMPs aumentou mais de 25 vezes com o avanço do Novo Processo de Importação.

Plano de Trabalho foca eficiência, transparência e integração logística

O novo Plano de Trabalho foi estruturado em sete eixos estratégicos, alinhados aos princípios de eficiência, transparência e participação social. Entre as prioridades estão:

  • Consolidação do Programa Portal Único de Comércio Exterior
  • Ampliação do uso de gerenciamento de riscos
  • Fortalecimento da integração logística
  • Expansão da transparência nos processos de comércio exterior

O Comitê também aprovou o Relatório de Atividades de 2025, que reúne as principais entregas, regulações e resultados obtidos ao longo do ano pelos subcolegiados.

Nova portaria unifica regras para importações via DUIMP

Outro ponto central da reunião foi a aprovação da Portaria Conjunta MDIC/MF, construída com contribuições de órgãos como Mapa, Anvisa, DFPC e Ibama.

A norma definirá diretrizes gerais para o controle administrativo das importações pela DUIMP, incluindo processos de conferência, gerenciamento de riscos, canal único, inspeção física, relatórios de verificação e liberação antecipada de mercadorias.

A iniciativa busca dar mais coerência ao arcabouço normativo, reduzir sobreposições de competências e aprimorar procedimentos compartilhados entre as instituições envolvidas na liberação das importações.

Cooperação internacional inclui apoio a Angola

A reunião também apresentou uma nova ação de cooperação internacional entre o governo brasileiro e a OMC, voltada a apoiar Angola na implementação de boas práticas de integração entre órgãos de fronteira. O plano prevê o envio de uma delegação técnica brasileira para troca de experiências e transferência de metodologias.

Também foi discutida a possibilidade de ampliar a cooperação para outros países lusófonos e nações das Américas.

Avanços e transição da secretaria-executiva

Para a secretária do MDIC, Tatiana Prazeres, o encontro reforça a consolidação dos resultados de 2025 e abre caminho para mais eficiência no comércio exterior. Ela destacou o avanço na coerência regulatória e reafirmou o compromisso com um ambiente de negócios mais simples, competitivo e alinhado a padrões internacionais.

A reunião contou ainda com a presença do Subsecretário de Administração Aduaneira, Fabiano Coelho, e marcou a transição da secretaria-executiva do Confac, antes sob responsabilidade da SECEX/MDIC, para a Receita Federal, que assume o papel ao longo de 2026.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio Silva/MDIC

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Agricultura

Brasil retoma investigação antidumping sobre leite em pó da Argentina e do Uruguai

Governo reabre investigação antidumping

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) decidiu reabrir a investigação antidumping sobre as importações de leite em pó da Argentina e do Uruguai. O processo havia sido suspenso em agosto após questionamentos técnicos, mas foi retomado oficialmente nesta terça-feira, durante reunião em Brasília com lideranças do setor e parlamentares, anunciada pelo vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin.

A previsão é de que a apuração siga até junho de 2026. Contudo, há expectativa de que medidas provisórias sejam adotadas antes da conclusão, caso seja confirmado o impacto negativo das importações sobre o mercado brasileiro.

Pressão no campo e alerta sobre crise na produção

Para o deputado federal Heitor Schuch (PSB), presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, o aumento das importações e a queda no preço pago ao produtor têm agravado a crise na cadeia do leite. Segundo ele, famílias que dependem da atividade enfrentam endividamento crescente e, em muitos casos, abandonam a produção.

“Os agricultores não têm mais tempo para esperar. A retomada da investigação é positiva, mas precisamos de medidas antidumping que restabeleçam a concorrência justa no mercado”, reforçou.

Setor lácteo vê avanço e cobra ações efetivas

A decisão do governo também foi comemorada por representantes da indústria. Para Darlan Paharini, secretário-executivo do Sindilat, a reabertura da investigação representa um avanço importante na busca por maior equilíbrio no mercado brasileiro, pressionado pelo excesso de produtos importados.

“É um sinal claro de que o governo está atento e busca soluções para a crise que afeta produtores e indústrias nacionais”, afirmou.

Reivindicações do setor para conter oferta externa

O setor lácteo defende um pacote emergencial que ajude a reduzir a entrada de leite importado. Entre as propostas estão:

  • Compras governamentais para equilibrar a oferta;
  • Incentivos a indústrias que utilizem leite nacional em seus processos;
  • Aplicação de uma sobretaxa emergencial por 36 meses sobre leite em pó e queijo muçarela provenientes da Argentina e do Uruguai.

As lideranças afirmam que essas medidas seriam essenciais para recuperar a competitividade e evitar novas perdas na produção interna.

Com informações de agências e representantes do setor.
Texto: Redação

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Comércio Exterior

Estados ganham protagonismo em plano nacional de investimentos e comércio exterior

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta segunda-feira (24/11) com secretários estaduais de Desenvolvimento no Palácio do Planalto para alinhar estratégias de atração de investimentos estrangeiros e de fortalecimento do comércio exterior nos estados. As reuniões ocorreram pela manhã, e os encaminhamentos foram apresentados ainda na tarde de segunda-feira.

O encontro avançou na integração dos estados a duas ferramentas do governo federal desenvolvidas pelo MDIC: a Janela Única de Investimentos, prevista para entrar em operação em fevereiro de 2026, e o Monitor de Investimentos, plataforma já ativa que organiza e divulga projetos de infraestrutura para facilitar a chegada de capital privado.

Estados apresentam avanços na Cultura Exportadora
Durante a reunião, também foram apresentados os Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados por sete estados: Pará, Pernambuco, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Amapá e Espírito Santo. Os documentos fazem parte da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e têm como meta ampliar a participação de empresas — especialmente micro, pequenas e médias — no comércio internacional.

Esses planos reforçam o objetivo de interiorizar e diversificar as exportações, estimulando novos setores e ampliando o número de produtos enviados ao exterior.

Projetos estaduais avançam com linha de financiamento do BID
Os secretários também apresentaram o andamento dos projetos iniciados por meio da linha de financiamento de R$ 11 bilhões lançada pelo BID no início deste ano. Os recursos são voltados para áreas como Infraestrutura Logística, Inovação, Desenvolvimento Regional Sustentável, Comércio Exterior e Investimentos produtivos.

A devolutiva dá continuidade às discussões iniciadas em março, quando foi anunciada a Linha de Crédito Condicional para Projetos de Investimento (CCLIP), que está sendo operacionalizada pelo MDIC por meio da Camex. A proposta prioriza iniciativas capazes de elevar a produtividade, ampliar a competitividade e considerar as realidades regionais.

Indicadores mostram avanço do comércio exterior e do IED
Dados recentes do Banco Central reforçam o cenário positivo. O Investimento Estrangeiro Direto (IED) alcançou US$ 71,1 bilhões em 2024, alta de 13,8% sobre 2023. Em 2025, apenas de janeiro a setembro, o fluxo já chega a US$ 63,3 bilhões.

As exportações brasileiras também mantêm trajetória de crescimento, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. De janeiro a outubro de 2025, o país exportou US$ 289,7 bilhões, superando em 2% o recorde do mesmo período de 2024.

Ferramentas estratégicas apresentadas aos estados

Monitor de Investimentos
A plataforma, que continuará ampliando seu alcance, reúne informações detalhadas sobre projetos de infraestrutura e tem foco na atração de investimentos privados. A partir da assinatura de nova portaria, a ferramenta também destacará projetos dos estados e do Distrito Federal, reduzindo assimetrias de informação entre o setor público e o mercado.

Janela Única de Investimentos
Com solicitação formal ao BID para ampliar a cooperação técnica, a plataforma será um portal centralizado para gestão e agilização de processos relacionados a investimentos no país. Reunirá documentos, dados padronizados e informações estratégicas, simplificando etapas e dando mais transparência às operações.

PNCE — Política Nacional da Cultura Exportadora
Criada em 2023, a política articula órgãos públicos e privados para difundir a cultura exportadora e ampliar a base de empresas aptas a exportar, com forte foco em pequenas e médias empresas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias da Indústria

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Comércio Exterior

Corrente de comércio do Brasil alcança US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro

A corrente de comércio brasileira atingiu US$ 12,1 bilhões na terceira semana de novembro de 2025, segundo dados da Secex/MDIC. No período, a balança comercial registrou superávit de US$ 1,8 bilhão, resultado de US$ 7 bilhões em exportações e US$ 5,1 bilhões em importações.

No acumulado de novembro, o país soma US$ 21,2 bilhões em vendas externas e US$ 17,2 bilhões em compras do exterior, gerando saldo positivo de US$ 4,1 bilhões. A corrente de comércio mensal já chega a US$ 38,4 bilhões.

Desempenho no ano ultrapassa US$ 565 bilhões
De janeiro até a terceira semana de novembro, as exportações totalizam US$ 311 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 254,5 bilhões. O superávit acumulado é de US$ 56,5 bilhões, e a corrente de comércio anual soma US$ 565,5 bilhões.

Comparando as médias diárias de exportações até a terceira semana de novembro de 2025 (US$ 1,5 bi) com o mesmo período de 2024, houve alta de 3,5%. Nas importações, a média diária cresceu 10,4%, passando de US$ 1,1 bilhão para US$ 1,2 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio no mês chegou a US$ 2,7 bilhões, enquanto o saldo positivo médio ficou em US$ 290,75 milhões. Em relação a novembro de 2024, houve crescimento de 6,5%.

Exportações por setor: agropecuária em destaque
No acumulado até a terceira semana do mês, o desempenho setorial das exportações mostra crescimento significativo na Agropecuária, com avanço de US$ 77,41 milhões (32,8%). Os produtos da Indústria de Transformação registraram alta de US$ 31,21 milhões (3,8%), enquanto a Indústria Extrativa recuou US$ 57,38 milhões (14,4%).

Importações por setor: indústria de transformação puxa a alta
Nas importações, houve aumento de US$ 117,85 milhões (11,6%) na Indústria de Transformação, reforçando a demanda por bens intermediários e insumos industriais. Já a Agropecuária teve queda de US$ 0,74 milhão (3,3%), e a Indústria Extrativa recuou US$ 1,76 milhão (2,8%).

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tecnologística

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Sustentabilidade

Plataforma Recircula Brasil Passa a Rastrear a Cadeia do Alumínio, Anunciam ABDI e MDIC

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), ligada ao MDIC, firmou, durante a COP 30 em Belém (PA), um Acordo de Cooperação e um Protocolo de Intenções com a Associação Brasileira de Alumínio (Abal). O objetivo é incluir a cadeia do alumínio reciclável no escopo da Plataforma Recircula Brasil, que já iniciou a fase de testes para esse material.

Desenvolvida em 2024, a plataforma permite a rastreabilidade completa de resíduos recicláveis, indo além da simples verificação de conteúdo. Ela mapeia o uso, a transformação e o retorno dos materiais ao ciclo produtivo, garantindo transparência, responsabilidade socioambiental e confiabilidade dos dados ao longo de toda a cadeia. A implantação começou pelo setor de plásticos, validado por notas fiscais eletrônicas e auditoria pública.

Relevância internacional e economia circular

Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, a ampliação reforça o compromisso do Brasil com a economia circular e fortalece a competitividade internacional. Ele destacou que a rastreabilidade oferecida pela plataforma facilita negociações com grandes compradores e amplia o acesso a mercados exigentes, alinhando a iniciativa às metas da Nova Indústria Brasil (NIB).

Certificação: resultados e expansão

Em um ano e meio de operação, a Recircula Brasil já rastreou e certificou 50 mil toneladas de plástico reciclado, conectando mais de 300 fornecedores e 1.500 clientes de segmentos como alimentos, bebidas, construção civil e eletroeletrônicos. A plataforma identificou e auditou 4 mil operadores, entre cooperativas e catadores, e evitou a emissão de 495 mil toneladas de CO₂ equivalente.

Com a inclusão do alumínio, a ABDI projeta a certificação de 300 mil toneladas de material reciclado somente em 2026. A expansão prevista deve contemplar também setores como vidro, papel, têxteis e outros materiais.

Governança e verificação independente

A plataforma passará a operar com interoperabilidade nacional e centralização de dados pela ABDI, reforçando a soberania digital e a governança pública. Até 2025, o Recircula Brasil será oficializado pelo MMA como o principal mecanismo de verificação e rastreabilidade de metas regulatórias ligadas à economia circular e ao clima.

O sistema utiliza um verificador independente — a Central de Custódia — responsável por validar resultados, checar notas fiscais, evitar duplicidade de informações e garantir a origem e a qualidade dos resíduos certificados.

Benefícios para a indústria

A ampliação da plataforma oferece vantagens como:

  • comprovação oficial de conteúdo reciclado em produtos;
  • atendimento a exigências regulatórias e compromissos voluntários;
  • redução de riscos ambientais e fiscais;
  • maior acesso a mercados internacionais;
  • transparência operacional e possibilidade de incentivos fiscais e tarifários.

Para conhecer melhor a plataforma, clique aqui

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio Exterior

MDIC lança novo eixo do Raízes Comex para ampliar empregabilidade e inclusão racial

No Mês da Consciência Negra, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) lançou um novo eixo do Programa Raízes Comex, reforçando o compromisso com a inclusão racial e a empregabilidade nas cadeias do comércio exterior. A ação, coordenada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), busca aproximar empresas e profissionais negros qualificados pelo programa.

Edital seleciona Empresas Embaixadoras
O extrato do edital para escolha das Empresas Embaixadoras do Raízes Comex foi publicado nesta segunda-feira (17/11). O objetivo é atrair organizações comprometidas com diversidade racial e com a criação de oportunidades de trabalho no setor.
As empresas selecionadas serão reconhecidas por suas boas práticas de inclusão e estimuladas a contratar profissionais formados pelas capacitações do programa.

Inclusão e desenvolvimento caminham juntos
Para o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o novo eixo consolida uma fase importante na construção de uma economia mais justa e dinâmica.
Segundo ele, o comércio exterior é um “vetor estratégico de neoindustrialização e geração de empregos qualificados”, e o Raízes Comex integra “inclusão social e desenvolvimento econômico”.

Reconhecimento às empresas engajadas
Empresas que comprovarem a contratação de egressos do programa receberão o título honorífico de Empresa Embaixadora, além de destaque na comunicação institucional e acesso gratuito a treinamento em letramento racial.
A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou que o programa, inicialmente pioneiro, se consolida como política pública capaz de gerar impacto real no setor. Para ela, reconhecer as empresas que contratam egressos amplia o engajamento com a causa da diversidade no comércio exterior.

Quem pode participar do edital
Podem aderir empresas de todos os portes, desde que constituídas no Brasil, atuantes no comércio exterior e em situação regular nas áreas fiscal, trabalhista e jurídica.
As inscrições são feitas por formulário eletrônico e envio do Termo de Adesão no site do MDIC. Após a confirmação da contratação, as empresas recebem o selo de Embaixadoras do Raízes Comex.

Capacitações já ofertadas pelo programa
Desde 2024, o Raízes Comex disponibilizou mais de 1.100 vagas em cursos de qualificação, em parceria com entidades como ONG Vocação, Instituto Aliança Procomex, Senac e Sindasp. Entre as formações oferecidas estão:
Formação em Comércio Exterior (90h online): voltada a jovens negros de 17 a 29 anos, abordando importação, exportação e logística;
Qualificação em Assistente de Serviços de Comércio Exterior (160h presencial): oferecida pelo Senac em dez municípios, focada em operações de transporte, armazenagem e liberação aduaneira;
Capacitação contínua em Comércio Exterior: mantida pelo Sindasp, com acesso à plataforma EduComex.

Tatiana Prazeres reforçou que o lançamento aprofunda o compromisso do MDIC em construir um comércio exterior mais diverso, inclusivo e socialmente comprometido.

Sobre o Programa Raízes Comex
Criado em novembro de 2024, o programa busca estimular a inclusão racial no comércio exterior e ampliar a presença de empresas lideradas por pessoas negras no setor. Também promove a formação de profissionais negros para atuar em diferentes etapas das operações de exportação e importação.
Um estudo da Secex, que embasou o programa, revelou a sub-representação de trabalhadores pretos e pardos em empresas exportadoras e importadoras, especialmente em cargos de liderança.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Governo amplia acesso ao crédito do Plano Brasil Soberano e inclui mais empresas exportadoras e fornecedoras

O Ministério da Fazenda (MF) e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) anunciaram mudanças na regulamentação do Plano Brasil Soberano, criado pela Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025. As alterações ampliam o acesso das empresas às linhas de crédito emergenciais e reforçam o apoio à cadeia exportadora nacional.

Critério de exportação reduzido e inclusão de fornecedores

A nova Portaria Conjunta MF/MDIC diminui de 5% para 1% o percentual mínimo de faturamento vinculado às exportações exigido para que empresas afetadas pelas tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tenham prioridade no programa.

Além disso, o texto inclui fornecedores de exportadores impactados, desde que possuam ao menos 1% do faturamento proveniente de vendas para empresas com 5% ou mais da receita ligada às exportações afetadas. Segundo o governo, o ajuste não gera impacto orçamentário adicional, pois apenas redefine critérios de acesso, sem aumentar despesas.

Apoio ampliado a pequenas e médias empresas

Com a atualização, o Governo Federal fortalece a rede de proteção e liquidez da cadeia exportadora, permitindo que micro, pequenas e médias empresas de setores indiretamente atingidos também possam acessar os instrumentos de apoio financeiro. O objetivo é preservar a capacidade produtiva, os empregos e a competitividade internacional da indústria brasileira.

Linhas de financiamento e garantias

As ações do Plano Brasil Soberano envolvem linhas de financiamento lastreadas pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e garantias do PEAC-FGI Solidário, voltadas principalmente para pequenos e médios negócios.

Para que as novas condições entrem em vigor, será necessária a aprovação do Conselho Monetário Nacional (CMN), que definirá as condições financeiras das operações com recursos do FGE. Também está em andamento a atualização dos sistemas e bases de dados responsáveis pela execução das medidas.

Fortalecimento da indústria nacional

Instituído para mitigar os impactos das tarifas dos EUA sobre as exportações brasileiras, o Plano Brasil Soberano busca assegurar crédito, liquidez e competitividade às empresas afetadas, além de fortalecer a indústria nacional diante de restrições comerciais externas.

FONTE: Ministério da Fazenda
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Piauí e Roraima vão implementar planos de promoção da cultura exportadora em 2026

O Comitê Nacional para a Promoção da Cultura Exportadora (CNPCE), vinculado à Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), realizou sua 4ª Reunião Ordinária. O encontro reforçou o compromisso do governo federal com a diversificação das exportações brasileiras e a interiorização das oportunidades de comércio exterior.

Durante a reunião, foi definido que Piauí e Roraima terão seus Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados no primeiro semestre de 2026, com apoio técnico e financeiro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Oficinas e apoio às empresas locais

Os planos incluirão oficinas virtuais e presenciais voltadas à identificação das prioridades de cada estado. Segundo a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, o objetivo é fortalecer a cultura exportadora e levar ferramentas de apoio às empresas com potencial de acesso ao mercado internacional.

“Fortalecer a cultura exportadora é dar visibilidade ao potencial local e abrir caminhos para que mais empresas brasileiras alcancem o mercado global”, destacou Prazeres.

A diretora de Promoção às Exportações e Facilitação do Comércio do MDIC, Janaína Batista, ressaltou que a parceria entre o governo federal e os estados tem gerado resultados concretos.

“Cada plano estadual representa um passo importante na construção de uma rede de exportadores mais diversa. A PNCE é sobre dar ferramentas, confiança e visibilidade para que empresas de todos os tamanhos e regiões possam chegar mais longe”, afirmou.

Novos integrantes fortalecem a governança

A reunião marcou ainda a adesão da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos (FNP) ao comitê. A entrada da entidade amplia a presença da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) nos municípios, aproximando as prefeituras das ações de fomento ao comércio exterior e fortalecendo o ecossistema exportador.

O CNPCE é composto por representantes do MDIC, MAPA, MDA, MRE, ApexBrasil, Sebrae, BNDES, Banco do Brasil, Correios, Embratur, CNI, CNC, CNS, CNA, FNP, além dos estados e do Distrito Federal. O grupo é responsável por acompanhar a execução da PNCE, propor melhorias e articular ações entre órgãos públicos e o setor privado.

Expansão regional e resultados positivos

O encontro também apresentou o Relatório de Implementação da PNCE 2025 (versão preliminar), o monitoramento do Plano de Trabalho 2024/2025, além do novo plano 2025/2026 e atualizações sobre os programas Elas Exportam e Raízes Comex.

Atualmente, todos os estados brasileiros participam da PNCE. Sete deles — Pará, Pernambuco, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, Espírito Santo e Amapá — já concluíram seus planos estaduais, desenvolvidos de forma colaborativa entre governos locais, parceiros regionais e o MDIC.

Em 2024, esses estados reuniram 2.171 empresas exportadoras, representando 7,5% do total nacional e movimentando US$ 68,8 bilhões, o equivalente a 20,4% das exportações brasileiras.

De janeiro a outubro de 2025, as exportações desses estados cresceram 4,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando US$ 61,2 bilhões e respondendo por 21,1% das vendas externas do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Internacional

Acordo entre Brasil e China alivia crise de chips e reduz risco de paralisação na indústria automotiva

A parceria entre o Brasil e a China começou a surtir efeito no setor automotivo. O abastecimento de chips – essenciais na produção de veículos – começa a ser retomado após negociações conduzidas pelo governo brasileiro junto às autoridades chinesas, reduzindo o risco de paralisação nas montadoras.

Segundo a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), embora o risco de falta de componentes ainda exista, o cenário já apresenta melhora significativa. “Na sexta-feira, as fabricantes começaram a ser avisadas pelos fornecedores de que a autorização para importação de chips está sendo gradualmente retomada. Isso diminui o risco de interrupção nas linhas de produção”, afirmou Igor Calvet, presidente da entidade.

Liberação de importações e licenças especiais

Calvet explicou que dois fatores foram decisivos para aliviar a crise. O primeiro foi a liberação, pela China, da exportação de semicondutores para empresas com operação simultânea no Brasil e em território chinês. O segundo foi a criação de uma licença especial para companhias brasileiras, garantindo acesso direto aos componentes.

“A situação melhorou, mas ainda não está completamente normalizada. Se não houver novas interrupções, a indústria automobilística brasileira deve seguir operando normalmente”, completou o presidente da Anfavea.

Diplomacia evita desabastecimento no setor automotivo

A flexibilização ocorreu após tratativas diplomáticas lideradas pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, que solicitou à Embaixada da China no Brasil prioridade no fornecimento dos semicondutores.

O movimento também abriu caminho para o fim do embargo às importações de chips da empresa Nexperia, cuja suspensão ameaçava desabastecer fornecedores de autopeças e comprometer toda a cadeia produtiva nacional.

Crise global dos semicondutores e disputa entre potências

A escassez global de semicondutores é consequência direta da disputa comercial entre China e Estados Unidos, que envolve o controle sobre a produção de chips e minerais críticos. A crise se agravou após a intervenção do governo holandês em uma empresa chinesa com operações na Holanda, responsável por 40% do mercado mundial de chips para carros flex. Em resposta, a China suspendeu exportações vindas de sua principal fábrica.

A disputa faz parte da corrida global pelos minerais estratégicos, essenciais na fabricação de semicondutores e tecnologias limpas. Hoje, a China domina cerca de 70% da mineração mundial de terras raras, mais de 90% do refino e quase 100% da produção de ímãs permanentes, segundo dados da Agência Internacional de Energia (IEA). Esse domínio confere ao país forte influência sobre cadeias produtivas globais, afetando diretamente setores como o automotivo.

Com a recente aproximação diplomática, o Brasil ganha fôlego para manter sua produção de veículos, enquanto acompanha de perto os desdobramentos dessa guerra tecnológica internacional.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcelo Camargo/Agência Brasil

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