Informação

Anuário do Vinho 2026: Brasil tinha 965 vinícolas registradas em 2025

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou o Anuário do Vinho 2026, levantamento que reúne dados sobre a cadeia produtiva do vinho no Brasil ao longo de 2025.

A publicação apresenta informações sobre vinícolas e produtos registrados, produção, geração de empregos e desempenho do comércio exterior de vinhos.

O material foi organizado como fonte de consulta para produtores, pesquisadores, órgãos públicos e outros interessados em acompanhar a evolução do setor vitivinícola brasileiro.

Brasil tinha 965 vinícolas registradas em 2025

De acordo com os dados do anuário, o Brasil encerrou 2025 com 965 vinícolas registradas no Mapa, distribuídas por 327 municípios.

O Rio Grande do Sul concentrava a maior parcela dos estabelecimentos, com 600 vinícolas. Na sequência apareciam Santa Catarina, com 102, e São Paulo, com 86.

A concentração dos estabelecimentos reforça a importância da Região Sul para a produção e o desenvolvimento da vitivinicultura brasileira.

Mais de 16 mil vinhos estavam registrados no país

Os números do Sistema Integrado de Produtos e Estabelecimentos Agropecuários (Sipeagro) indicavam a existência de 16.258 vinhos registrados no Brasil em 2025.

Mais uma vez, o Rio Grande do Sul liderava o ranking estadual, com 10.855 registros.

Santa Catarina aparecia em segundo lugar, com 1.898 produtos registrados, enquanto São Paulo contabilizava 1.413.

Os dados mostram a dimensão do mercado formal de produtos vitivinícolas acompanhados pelo Ministério da Agricultura.

Produção de vinho superou 300 milhões de litros

O anuário também traz indicadores sobre a produção nacional.

Em 2025, a produção declarada de vinho no país ultrapassou a marca de 300 milhões de litros.

A cadeia produtiva também foi responsável por 7.361 empregos diretos no período, evidenciando o impacto econômico da atividade no mercado de trabalho.

Brasil exportou 7,35 milhões de litros de vinho

No comércio internacional, os dados mostram uma diferença significativa entre exportações e importações.

As exportações brasileiras de vinho alcançaram 7,35 milhões de litros em 2025.

No mesmo período, o país importou 165,66 milhões de litros, volume consideravelmente superior ao destinado ao mercado externo.

Os números fazem parte do conjunto de indicadores utilizados pelo Mapa para acompanhar o desempenho da cadeia vitivinícola brasileira no comércio internacional.

Anuário do Vinho passa a integrar publicações do Mapa

A edição de 2026 é a primeira publicação específica do Mapa dedicada à cadeia produtiva do vinho.

O novo anuário passa a fazer parte de uma série de publicações do Ministério voltadas ao acompanhamento de diferentes segmentos da indústria de bebidas.

Entre os setores que já contam com levantamentos específicos estão cerveja, cachaça e bebidas não alcoólicas.

A iniciativa amplia a disponibilidade de dados oficiais sobre o setor vitivinícola e oferece uma base de consulta para empresas, pesquisadores, instituições públicas e demais interessados no mercado de vinhos no Brasil.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

Exportações de aves e mel: Brasil avança para retomar vendas à União Europeia

O Brasil deu mais um passo para retomar as exportações de carne de aves e mel para a União Europeia. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que terminou, na manhã da última sexta-feira (4/9), a auditoria realizada por autoridades sanitárias europeias nas cadeias produtivas dos dois segmentos.

Segundo o governo brasileiro, os técnicos da União Europeia consideraram satisfatórios os controles sanitários e os procedimentos oficiais adotados pelo país. A avaliação positiva representa um avanço no processo que poderá levar o Brasil de volta à lista de fornecedores autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco europeu.

Auditoria avaliou sistema de defesa agropecuária

A missão das autoridades europeias começou em 24 de agosto e incluiu visitas a estabelecimentos produtores e órgãos oficiais.

Durante a auditoria, equipes técnicas brasileiras apresentaram os mecanismos de controle e fiscalização utilizados no país. Os procedimentos permitiram aos representantes europeus verificar diretamente a estrutura e o funcionamento do sistema brasileiro de defesa agropecuária.

Ao final da avaliação, os controles relacionados às cadeias de aves e mel foram considerados adequados pelas autoridades sanitárias europeias.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou o resultado e afirmou que agora o processo depende principalmente das etapas burocráticas para a efetiva reinclusão do Brasil na relação de fornecedores autorizados.

Brasil aguarda conclusão do processo burocrático

Apesar da avaliação positiva, a retomada das vendas ainda depende da conclusão dos procedimentos administrativos da União Europeia.

O governo brasileiro avalia que a análise representa uma etapa importante para a recuperação do acesso ao mercado europeu, um dos destinos relevantes para os produtos agropecuários nacionais.

Desde a decisão tomada pela União Europeia em 12 de maio de 2026, o Brasil intensificou as negociações políticas e técnicas com representantes do bloco.

Nesse período, o país adotou medidas para atender aos requisitos exigidos pelas autoridades europeias e encaminhou documentos e informações referentes às cadeias produtivas destinadas à exportação.

Negociações envolvem outras cadeias agropecuárias

Embora a auditoria concluída nesta sexta-feira tenha concentrado atenção em carne de aves e mel, as tratativas entre Brasil e União Europeia também abrangem outros segmentos do agronegócio.

Entre as cadeias acompanhadas no processo estão pescados, carne bovina e ovos, além das próprias aves e do mel.

O objetivo do governo brasileiro é avançar no atendimento às exigências sanitárias europeias e ampliar novamente o acesso dos produtos nacionais ao mercado do bloco.

Avaliação reforça controle sanitário brasileiro

Para o Mapa, o resultado da auditoria demonstra a capacidade do país de manter padrões de segurança alimentar e qualidade sanitária.

O sistema oficial de defesa agropecuária é responsável pelo controle dos produtos destinados tanto ao mercado interno quanto aos compradores internacionais.

Atualmente, o Brasil exporta produtos agropecuários para mais de 150 países, o que torna a manutenção dos padrões sanitários uma questão estratégica para o comércio exterior.

Próximos passos para a retomada das exportações

Com a conclusão da auditoria, o Ministério da Agricultura continuará acompanhando as próximas etapas junto às autoridades europeias.

O governo também mantém contato com os setores produtivos envolvidos para monitorar o processo de reinclusão do Brasil na lista de países habilitados a exportar aves e mel para a União Europeia.

A expectativa é que, após o cumprimento das etapas burocráticas restantes, o país possa recuperar oficialmente o acesso ao mercado europeu para esses produtos.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério da Agricultura e Pecuária

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Exportação

China amplia mercado para polpas e frutas congeladas brasileiras com nova autorização de exportação

A China abriu um novo caminho para ampliar as importações de produtos brasileiros ao liberar os procedimentos necessários para a exportação de polpas e frutas congeladas produzidas no Brasil. Com a medida, empresas do setor já podem iniciar o processo de habilitação para comercializar esses alimentos no mercado chinês.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Administração-Geral das Alfândegas da China (GACC) passou a disponibilizar em seu sistema o modelo oficial do certificado sanitário que acompanhará as exportações brasileiras. A inclusão do documento representa um passo essencial para que os embarques sejam autorizados.

Cadastro no sistema chinês é obrigatório para exportadores

Com a publicação do certificado, os estabelecimentos interessados já podem solicitar o registro no China Import Food Enterprise Registration (Cifer), plataforma obrigatória para empresas que desejam acessar o mercado chinês.

O cadastro deve ser realizado diretamente pelo exportador, que é responsável por apresentar toda a documentação exigida pelas autoridades da China. Após a análise e aprovação do pedido, a empresa recebe um número de registro, requisito indispensável para embarcar os produtos ao país asiático.

Produtos autorizados incluem açaí, manga e maracujá

A autorização contempla polpas e frutas congeladas obtidas de espécies já reconhecidas pelas autoridades chinesas como alimentos aptos para consumo humano.

Entre as frutas liberadas estão:

  • Açaí
  • Manga
  • Goiaba
  • Abacaxi
  • Maracujá

Outras espécies já aprovadas pela legislação chinesa também poderão ser exportadas. Já as frutas que ainda não possuem esse reconhecimento continuam sujeitas aos procedimentos específicos previstos para novos alimentos.

Certificado sanitário será exigido nos embarques

Além do registro no sistema Cifer, todas as exportações deverão ser acompanhadas pelo certificado sanitário oficial acordado entre Brasil e China.

O Ministério da Agricultura orienta que os exportadores consultem previamente todas as exigências sanitárias, técnicas e aduaneiras definidas pelas autoridades chinesas antes de iniciar o processo de habilitação.

Depois da aprovação do cadastro pela GACC e da emissão do certificado sanitário pela autoridade brasileira competente, as empresas estarão aptas a realizar as exportações conforme as normas vigentes entre os dois países.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gabriel Pitome / CeasaRS / Especial / CP

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Importação

Importação de morangos bate recorde no Brasil e preocupa produtores nacionais

As importações de morangos atingiram um novo recorde no Brasil em 2025. O país comprou 42,1 mil toneladas da fruta no mercado internacional, maior volume registrado na série recente, aumentando a concorrência com a indústria nacional de derivados e acendendo um alerta entre os produtores brasileiros.

Os dados fazem parte do Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Brasil gastou US$ 44,7 milhões com compras externas

De acordo com o levantamento, elaborado com base nas estatísticas do Agrostat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), o Brasil desembolsou US$ 44,7 milhões na aquisição de morangos em 2025. O preço médio pago foi de US$ 1.062 por tonelada.

A maior parte das importações foi composta por morango congelado, responsável por aproximadamente 42 mil toneladas. Já as compras de morango preparado ou conservado totalizaram 97,8 toneladas, enquanto a importação da fruta fresca foi praticamente irrelevante, somando apenas 38 quilos durante todo o ano.

Crescimento das importações acelerou nos últimos anos

O estudo mostra que o avanço das compras externas ganhou força a partir de 2023. Entre 2016 e 2022, o volume importado variou entre 4,3 mil e 8,5 mil toneladas por ano.

Em 2023, as importações saltaram para 18,5 mil toneladas. No ano seguinte, chegaram a 34 mil toneladas e, em 2025, alcançaram o recorde histórico de 42,1 mil toneladas.

O crescimento expressivo evidencia uma mudança no mercado brasileiro de morangos, especialmente no segmento destinado ao processamento industrial.

Egito lidera exportações para o mercado brasileiro

O Egito consolidou-se como o principal fornecedor de morangos ao Brasil, respondendo por 83,4% do volume importado e por 80,3% do valor total das compras realizadas em 2025.

Na sequência aparecem a China, com participação de 12,4% do volume e 13,3% do valor negociado. Outros 12 países também exportaram morangos para o mercado brasileiro, porém em quantidades significativamente menores.

O avanço egípcio chama a atenção. Em 2018, o país africano havia enviado apenas 45,6 toneladas da fruta ao Brasil, representando somente 0,9% das importações daquele ano. Na época, China, Argentina e Chile concentravam boa parte das vendas ao mercado brasileiro.

Setor produtivo teme aumento da concorrência

Na avaliação dos técnicos do Deral, a forte entrada de morangos importados, principalmente do Egito, tem aumentado a pressão sobre os produtores nacionais.

Segundo o boletim, os preços praticados pelos produtos importados competem diretamente com os derivados de morango fabricados no Brasil, reduzindo a rentabilidade da cadeia produtiva e dificultando novos investimentos no setor.

A entidade destaca que esse cenário gera preocupação quanto à competitividade da produção nacional e ao futuro da atividade, diante do avanço contínuo das importações.

FONTE: Agrolink
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Brasil adota novas regras para exportação de carnes à União Europeia

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) iniciou a implementação de novos procedimentos de inspeção para a produção de carnes e derivados destinados à União Europeia (UE). A medida busca adequar o sistema brasileiro às exigências do bloco europeu e preservar o acesso dos produtos nacionais ao mercado internacional.

As novas orientações foram divulgadas pelo Globo Rural, que informou ter obtido um documento enviado pelo governo federal aos auditores fiscais federais agropecuários.

Objetivo é evitar restrições às exportações brasileiras

A iniciativa faz parte da estratégia do governo para impedir que a União Europeia suspenda, a partir de setembro, a importação de determinados produtos de origem animal provenientes do Brasil.

Entre os itens que podem ser afetados pelas restrições estão carne bovina, carne de frango, ovos e animais vivos, segmentos de grande relevância para o agronegócio brasileiro e para a pauta de exportações do país.

Mudança atende exigências sanitárias da União Europeia

As exigências europeias estão relacionadas às normas que regulamentam o uso de determinadas substâncias antimicrobianas em animais destinados à produção de alimentos.

Anunciadas pela União Europeia em maio, as novas regras estabelecem critérios mais rigorosos para a entrada de produtos de origem animal no bloco, exigindo que os países exportadores comprovem conformidade com os padrões sanitários adotados pelos europeus.

Com a adoção dos novos procedimentos de inspeção, o Brasil busca manter a habilitação de seus estabelecimentos exportadores e assegurar a continuidade das vendas para um dos principais mercados consumidores de proteínas do mundo.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Brasil endurece regras para exportação de carne à União Europeia e exige novos controles sanitários

O Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) anunciou novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A medida atende às normas adotadas pelo bloco europeu sobre o uso de antimicrobianos na produção pecuária e altera os critérios para emissão dos certificados sanitários internacionais.

As determinações estão previstas no Ofício-Circular nº 24/2026/CGCOA/DIPOA/SDA/MAPA, encaminhado aos serviços oficiais de inspeção e aos estabelecimentos habilitados para exportação. A partir de 3 de setembro de 2026, somente poderão ser certificados os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia.

Exportadores terão de comprovar rastreabilidade e conformidade

Com as novas regras, frigoríficos e demais empresas exportadoras deverão manter sistemas de controle auditáveis que comprovem a elegibilidade de animais, matérias-primas e insumos utilizados na produção.

Entre as exigências estão registros de rastreabilidade, documentação que ateste a conformidade dos produtos, mecanismos para separar lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para bloquear cargas que deixarem de atender aos critérios estabelecidos. A fiscalização oficial ficará responsável por verificar a implantação e a eficiência desses controles durante as auditorias.

As mudanças têm como base o Regulamento Delegado (UE) 2023/905 e o Regulamento de Execução (UE) 2022/1255, que impedem a entrada no mercado europeu de animais e produtos oriundos de sistemas que utilizem antimicrobianos para promoção de crescimento ou medicamentos considerados críticos para a medicina humana.

Impacto varia entre os setores da produção animal

As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, aquicultura e outros produtos de origem animal, mas os efeitos deverão ser diferentes em cada cadeia produtiva.

Nos setores de aves, ovos e aquicultura, o MAPA passa a exigir programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de alimentação animal utilizados nos lotes destinados à União Europeia. Também será necessária a comprovação de que esses fornecedores estejam devidamente registrados junto ao ministério.

Nas integrações avícolas, boletins sanitários e registros dos programas de alimentação passam a integrar a documentação sujeita à fiscalização oficial.

Já na bovinocultura, a adaptação tende a ser mais desafiadora devido ao longo ciclo de produção. A certificação exigirá documentação que demonstre que o animal permaneceu em conformidade com as normas europeias durante toda a sua vida produtiva, reforçando a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade desde a cria até o abate.

Fiscalização passa a avaliar programas de autocontrole

Outra mudança importante é a ampliação das responsabilidades das empresas exportadoras. A fiscalização deixará de concentrar sua análise apenas na etapa final de processamento e passará a avaliar os programas de autocontrole adotados pelos estabelecimentos.

O Serviço Oficial deverá verificar se esses procedimentos são suficientes para assegurar a manutenção da elegibilidade sanitária dos produtos destinados ao mercado europeu, analisando sua adequação, implementação e efetividade.

O documento também informa que os mesmos critérios servirão de base para as exportações ao Reino Unido enquanto permanecerem em vigor requisitos equivalentes relacionados ao uso de antimicrobianos, embora não existam novas restrições sanitárias impostas pelas autoridades britânicas neste momento.

Adequação acompanha mudanças na legislação europeia

As novas orientações fazem parte do processo de adequação do Brasil às recentes mudanças regulatórias promovidas pela União Europeia. Em maio, o bloco atualizou a relação de países autorizados a oferecer garantias sobre o controle de antimicrobianos na produção animal e estabeleceu prazo até setembro para adaptação dos sistemas de certificação.

Antes disso, o governo brasileiro já havia publicado a Portaria SDA nº 1.617/2026, proibindo o uso de antimicrobianos como aditivos melhoradores de desempenho animal. A medida integra o alinhamento da legislação nacional às normas internacionais voltadas ao combate da resistência antimicrobiana.

Segundo o MAPA, a emissão dos certificados sanitários internacionais, a partir de 3 de setembro de 2026, dependerá da comprovação de que os produtos atendem integralmente às exigências previstas pela legislação europeia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: IA

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Notícias

Operação Locusta combate esquema de exportação ilegal de lagostas com prejuízo estimado em R$ 300 milhões

A Receita Federal participa nesta sexta-feira (26) da Operação Locusta, ação integrada que tem como objetivo desarticular um suposto esquema de exportação ilegal de lagostas. A investigação aponta que a fraude pode ter movimentado mais de R$ 300 milhões nos últimos cinco anos.

A operação reúne equipes da Polícia Federal (PF), Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Ministério Público Federal (MPF), com foco no combate a irregularidades sanitárias, ambientais e comerciais relacionadas ao mercado do crustáceo.

Investigação aponta uso irregular de autorização para exportação

De acordo com as apurações, uma empresa estaria realizando a exportação de lagostas vivas sem possuir autorização para essa atividade. Para viabilizar as remessas ao exterior, o grupo teria utilizado o selo de outra empresa habilitada pelas autoridades competentes.

Os investigadores também apuram indícios de conluio entre as empresas, situação que pode caracterizar interposição fraudulenta na exportação, prática considerada irregular pela legislação brasileira.

Além disso, há suspeitas de que parte das lagostas comercializadas tenha sido adquirida de pescadores não autorizados ou capturada com equipamentos proibidos pelas normas ambientais.

Pesca da lagosta é altamente regulamentada

A pesca de lagosta representa uma das principais atividades econômicas e artesanais do Nordeste brasileiro, com destaque para o estado do Ceará, maior produtor nacional da espécie.

Por se tratar de um recurso pesqueiro sujeito a controle ambiental, toda a cadeia produtiva é regulamentada para garantir a preservação dos estoques naturais e o cumprimento das exigências legais.

No caso da exportação de lagosta viva, o processo exige rígidos protocolos sanitários e logísticos. O transporte é realizado por via aérea, utilizando embalagens especiais com controle de temperatura e umidade para assegurar a qualidade do produto até o destino, especialmente em mercados da Ásia e da América do Norte.

Em diversos países importadores, somente empresas previamente autorizadas pelos órgãos sanitários podem comercializar esse tipo de produto.

Mandados são cumpridos no Ceará e em Pernambuco

A Operação Locusta cumpre seis mandados de busca e apreensão nos estados do Ceará e Pernambuco, expedidos pela 16ª Vara da Justiça Federal no Ceará.

Participam da ação:

  • 8 auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal;
  • 24 policiais federais;
  • 4 servidores do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa);
  • 4 servidores do Ibama.

Receita reforça combate às fraudes no comércio exterior

Segundo a Receita Federal, a operação integra as ações permanentes de fiscalização voltadas ao combate de fraudes no comércio exterior e à proteção dos protocolos sanitários e ambientais exigidos nas exportações brasileiras.

O órgão também destacou a importância da atuação conjunta entre instituições de controle e investigação para preservar a legalidade das operações internacionais e garantir maior segurança nas atividades de exportação.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Receita Federal

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Internacional

Argentina passa a aceitar Certificado Veterinário Internacional digital para entrada de cães e gatos

Brasileiros que viajam com cães e gatos para a Argentina já podem utilizar o Certificado Veterinário Internacional (CVI) com assinatura eletrônica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sem a necessidade de validação presencial. A medida entrou em vigor nesta terça-feira (16) e vale para todos os postos de fronteira e aeroportos do país vizinho.

Com a mudança, os tutores não precisam mais obter o carimbo físico e a assinatura manual do Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), tornando o processo mais rápido e prático.

Documento digital passa a ser aceito em todo o território argentino

Na prática, o viajante poderá solicitar o CVI online, baixar o documento emitido eletronicamente e apresentá-lo diretamente às autoridades argentinas durante a entrada no país.

A nova regra elimina a obrigatoriedade de comparecer a uma unidade do Vigiagro para validar o certificado, reduzindo etapas burocráticas para quem pretende viajar com animais de estimação.

Reconhecimento mantém exigências sanitárias

A aceitação do documento digital foi comunicada pelo Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa), da Argentina, após tratativas entre os órgãos sanitários dos dois países.

Segundo o governo brasileiro, a assinatura eletrônica permite a verificação da autenticidade e da validade do certificado, garantindo a manutenção dos controles exigidos para o trânsito internacional de pets.

De acordo com o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, a iniciativa simplifica significativamente a organização das viagens para passageiros que transportam seus animais de companhia.

Apesar da versão digital ser oficialmente reconhecida, a recomendação é que os responsáveis levem uma cópia impressa do documento para apresentação durante o embarque e na chegada ao destino.

Como solicitar o Certificado Veterinário Internacional

O pedido do Certificado Veterinário Internacional para cães e gatos deve ser feito pelo portal gov.br, por meio do serviço específico destinado a viagens internacionais com animais de estimação.

Para obter o documento, é necessário apresentar:

  • Carteira de vacinação atualizada;
  • Comprovante da vacina antirrábica;
  • Laudo veterinário com avaliação das condições de saúde do animal;
  • Informação sobre a data da última vermifugação.

O tratamento contra parasitas deve ter sido realizado em até 15 dias antes da viagem.

Após o envio da documentação e análise dos dados, o certificado é emitido em até 48 horas e disponibilizado na área do usuário dentro da plataforma gov.br.

Regras sanitárias continuam em vigor

Embora o processo de emissão tenha sido simplificado, as demais exigências sanitárias estabelecidas pela Argentina para o ingresso de cães e gatos permanecem válidas.

Informações adicionais sobre documentação, prazos e acompanhamento das solicitações podem ser consultadas nos canais oficiais do governo federal. Questionamentos também podem ser encaminhados pela plataforma Fala.BR.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: MAPA

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Agronegócio

Abertura de mercados amplia exportações do agronegócio brasileiro para 13 parceiros comerciais

O governo brasileiro concluiu uma série de negociações sanitárias e fitossanitárias que abrem caminho para a exportação de novos produtos do agronegócio brasileiro a 13 mercados internacionais. As autorizações envolvem países da América Latina, África e Eurásia, ampliando as oportunidades comerciais para diferentes segmentos da produção nacional.

Os novos acordos contemplam Argentina, Bolívia, El Salvador, Equador, Etiópia, Guiana, Honduras, Nicarágua, Nigéria, Paraguai, República Dominicana, Venezuela e os países que integram a União Econômica Euroasiática.

Produtos autorizados abrangem genética animal, sementes e alimentos

Entre os produtos que receberam autorização para exportação estão o sêmen de pacu-caranha destinado à Argentina, couro bovino salgado para a Bolívia e material genético bovino para El Salvador.

Também foram liberadas vendas de milho pipoca para Equador e República Dominicana, sementes de coco para a Guiana, mudas de cana-de-açúcar e material genético bovino para Honduras, além de sementes de pimenta habanero para a Nicarágua.

O Paraguai passará a receber sementes de mamona, enquanto a Venezuela autorizou a importação de sementes de maracujá produzidas no Brasil.

Mercado africano amplia oportunidades para produtos brasileiros

Na África, a Etiópia aprovou a entrada de farinhas e gorduras de pescado, produtos derivados de ruminantes e outros ingredientes utilizados na alimentação animal, além de hemoderivados destinados ao setor.

Já a Nigéria abriu seu mercado para a importação de ovos férteis, ampliando as oportunidades para a cadeia produtiva avícola brasileira.

União Econômica Euroasiática libera importação de castanha de caju

Outro destaque das negociações foi a abertura do mercado da União Econômica Euroasiática para a castanha de caju brasileira.

O bloco econômico reúne Rússia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Armênia e representa um importante destino para os produtos agropecuários nacionais. Somente no último ano, os países membros importaram mais de US$ 1,4 bilhão em mercadorias do setor, com destaque para soja, carnes e café.

Agronegócio acumula 639 novas aberturas de mercado desde 2023

Com as novas autorizações, o Brasil alcança a marca de 639 aberturas de mercado em 97 destinos internacionais desde o início de 2023.

O resultado reforça a estratégia de diversificação das exportações e ampliação da presença do agronegócio brasileiro em diferentes regiões do mundo, reduzindo barreiras comerciais e fortalecendo a competitividade dos produtos nacionais.

As conquistas são resultado da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), responsáveis pelas negociações técnicas e diplomáticas que viabilizaram os novos acessos comerciais.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MAPA

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Agronegócio

Brasil e Guatemala ampliam cooperação agropecuária com novo acordo bilateral

Brasil e Guatemala deram um novo passo para fortalecer suas relações no setor agropecuário. Os governos dos dois países assinaram, na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) que amplia a cooperação em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento do agronegócio, da inovação tecnológica e da produção sustentável.

A assinatura do acordo coincide com a celebração de 50 anos de cooperação bilateral e estabelece uma agenda mais ampla de atuação conjunta entre os ministérios da agricultura das duas nações.

Parceria abrange pesquisa, bioinsumos e agricultura sustentável

O documento prevê ações de cooperação em diversos segmentos da atividade agropecuária, incluindo pesquisa agrícola, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos e desenvolvimento de tecnologias voltadas ao aumento da produtividade.

Também estão previstas iniciativas para capacitação técnica, atração de investimentos e facilitação do comércio agropecuário entre os dois países.

A assinatura ocorreu durante missão oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) à América Central, liderada pelo secretário-executivo Cleber Soares.

Relação comercial avança com habilitação de frigoríficos brasileiros

O novo acordo também reforça entendimentos construídos nos últimos meses entre Brasil e Guatemala.

Entre os avanços recentes está a habilitação de seis frigoríficos brasileiros de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco, resultado de negociações realizadas após visita oficial da ministra da Agricultura da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil.

A medida amplia as oportunidades para empresas brasileiras e fortalece o intercâmbio comercial entre os dois países.

Intercâmbio tecnológico está entre as prioridades

Durante os encontros bilaterais, representantes dos governos identificaram novas oportunidades de cooperação técnica, especialmente em áreas ligadas à agricultura resiliente às mudanças climáticas, manejo sustentável dos solos, monitoramento agroclimático e uso de tecnologias para elevar a eficiência da produção agrícola.

O memorando estabelece ainda mecanismos permanentes de coordenação, incluindo grupos de trabalho conjuntos, intercâmbio de especialistas, missões técnicas e desenvolvimento de projetos voltados ao fortalecimento do setor agropecuário.

Guatemala busca apoio brasileiro em genética animal

Outro tema de destaque nas negociações foi o interesse da Guatemala em ampliar a cooperação com o Brasil em programas de melhoramento genético de bovinos e pescado.

O governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira em inovação agropecuária e manifestou interesse em ampliar a transferência de tecnologia para fortalecer seu rebanho e aumentar a competitividade da pecuária local.

A expertise brasileira em genética animal e produtividade rural foi apontada como referência internacional durante as discussões.

Comércio e sanidade também entram na pauta

As delegações também discutiram medidas para ampliar o fluxo de comércio entre os dois países, incluindo avanços em processos sanitários relacionados a produtos de origem animal e mecanismos para facilitar novas oportunidades de negócios.

O fortalecimento das relações comerciais é visto como um dos pilares da parceria, especialmente diante do crescimento da demanda por alimentos e da busca por maior integração entre os mercados da América Latina e da América Central.

Cooperação regional ganha reforço com participação do IICA

A agenda oficial incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), onde foram debatidas iniciativas de alcance regional.

Entre os temas abordados estiveram bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional dos sistemas agrícolas da região.

As discussões ampliaram as perspectivas de cooperação entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de projetos voltados à inovação, sustentabilidade e segurança alimentar.

Com o novo acordo, os dois países reforçam a intenção de aprofundar a integração técnica e comercial, criando oportunidades para o crescimento do setor agropecuário e para a expansão dos negócios agrícolas no continente.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: IICA

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