Logística

Ações de logística reversa garantem prêmio à Condor

Projeto de logística reversa da empresa catarinense foi reconhecido no 31º Prêmio Expressão de Ecologia

Após atingir a marca de 57% da matéria prima de plástico de origem reciclada, a Condor implementou tecnologias de reaproveitamento de embalagens e realizou a compensação de 22% do total de embalagens no mercado por meio de parcerias com cooperativas e o uso de plataformas como a Eureciclo.

Tais ações renderam à indústria de São Bento do Sul o reconhecimento no 31º Prêmio Expressão de Ecologia, na categoria “Práticas de Economia Circular”.

“Este prêmio é um reflexo do trabalho incansável da Condor em promover a sustentabilidade e a responsabilidade social”, destaca o CEO da empresa, Alexandre Wiggers. Entre as fontes de material reciclado utilizado pela empresa estão as garrafas PET. Em 2023, o equivalente a 39 milhões dessas garrafas ganharam uma segunda utilização como vassouras produzidas pela Condor.

Soluções Sustentáveis e Impacto Positivo

A Condor tem se destacado por suas práticas inovadoras, que não só atendem às expectativas do mercado e às exigências regulatórias, mas também promovem um impacto ambiental positivo. A utilização de lâmpadas de alta eficiência nas unidades industriais e a redução de consumo de água e plásticos são algumas das iniciativas que visam melhorar o desempenho ambiental da empresa, sem comprometer sua competitividade no mercado.

Prêmio Expressão de Ecologia

A premiação contou com a participação de 151 projetos inscritos nos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A Condor receberá o Troféu Onda Verde na cerimônia que acontecerá no dia 30 de agosto de 2025, no Jurerê Beach Village, em Florianópolis (SC). Durante o evento, será lançado o anuário Revista Líderes de Expressão, com os resumos dos projetos vencedores, ampliando ainda mais a visibilidade das boas práticas ambientais reconhecidas.

Conheça os projetos vencedores do 31º Prêmio Expressão de Ecologia: 
editoraexpressao.com/ecologia/vencedores-por-edicao/

Com informações da Editora Expressão.
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Comércio Exterior, Portos

Movimentação de contêineres cai em junho, mas portos de SC fecham semestre com alta de 12,5%

Total de cargas movimentadas chega a 1,4 milhão de TEUs, o que equivale a 18,9% do total no país; dados de junho, no entanto, mostram queda de 6,5%

No primeiro semestre de 2025, a movimentação de contêineres pelos portos de Santa Catarina cresceu 12,5% em comparação com igual período do ano passado. Foram movimentados 1,38 milhão de TEUs (unidades equivalentes a um contêiner de 20 pés) de janeiro a junho nos terminais catarinenses, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). O montante equivale a 18,9% do total da movimentação de cargas conteinerizadas no país.

Considerando apenas as operações de junho, no entanto, a movimentação de contêineres recuou 6,5% frente a junho de 2024, e atingiu 216,7 mil TEUs. “Os números sinalizam a antecipação de embarques por compradores dos Estados Unidos, que nos meses anteriores ampliaram seus estoques diante da incerteza sobre as tarifas”, avalia o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt.

Dados da Antaq reforçam essa percepção. Produtos relevantes na pauta exportadora de SC mostram queda no mês de junho. Madeira serrada de espessura superior a 6mm registrou declínio de 36% no volume, enquanto madeira contraplacada ou compensada caiu 8%. O volume de carnes e miudezas comestíveis caiu 28,3%.

Bittencourt explica que as exportações do setor de madeira e derivados são impulsionadas pelo mercado de construção de residências nos Estados Unidos, que está em desaceleração ao menos desde maio. “A redução em junho também reflete, em parte, a antecipação de estoques”, avalia.

Portos
No acumulado do ano até junho, Itapoá teve incremento de 30,6% no número de contêineres movimentados, para 741,35 mil TEUs, ocupando a 3ª posição na movimentação. Portonave apresentou recuo de 20,7% (484,3 mil TEUs), enquanto o porto de Itajaí segue ampliando a operação e atingiu 103,9 mil contêineres movimentados no primeiro semestre. Esse desempenho levou o complexo portuário de Itajaí, que contempla os dados dos portos de Itajaí, Navegantes e Barra do Rio, à 4ª posição no país, com 588,3 mil TEUs. A movimentação de cargas conteinerizadas pelo Porto de Imbituba avançou 4,6%, para 52,24 mil TEUs.

Fonte: FIESC

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Comércio Exterior, Logística

Movimentação de cargas cresce 7% nos primeiros sete meses de 2025

O Porto de São Francisco do Sul fechou os sete primeiros meses de 2025 com um crescimento de 7% na movimentação de cargas, em comparação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a julho, passaram pelo terminal 10,5 milhões de toneladas, frente às 9,8 milhões registradas em 2024.

No acumulado de 2025, as exportações pelo Porto somaram 5,8 milhões de toneladas, o que representa 55% do total movimentado no período. Os principais destaques foram a soja, com 4 milhões de toneladas, e o milho, com 1,3 milhão.

As importações, por sua vez, totalizaram 4,7 milhões de toneladas – equivalente a 45% das cargas. Os principais produtos importados foram materiais siderúrgicos, com 2,8 milhões de toneladas, e fertilizantes, com 1,6 milhão de toneladas. Somente em julho, o Porto movimentou 1,7 milhão de toneladas, um salto de 46% em relação ao mesmo mês de 2024, quando foram registrados 1,1 milhão de toneladas. 

Nesse período, os embarques de grãos (soja e milho) somaram 974 mil toneladas, enquanto os desembarques de produtos siderúrgicos e fertilizantes alcançaram, respectivamente, 634 mil e 190 mil toneladas.

“São Francisco do Sul segue se destacando como importante corredor logístico para o comércio exterior catarinense e brasileiro. Os números positivos refletem todo o trabalho que é feito pela gestão e colaboradores, para manter o Porto em constante crescimento”, avalia o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Beto Martins.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, o caráter multipropósito de São Francisco do Sul é um dos principais fatores para o aumento sustentável no volume de cargas. 

Fonte: Porto de São Francisco do Sul

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Informação

Digitalizam manifesto desconsolidado marítimo

A Agência de Arrecadação e Controle Aduaneiro (ARCA) determinou que, a partir do quinto dia útil após a publicação da Resolução Geral 5744/2025, a apresentação do manifesto desconsolidado de importação por via marítima será obrigatoriamente digital.

A medida se aplica aos Agentes de Transporte Aduaneiro (ATA) que atuam como desconsolidadores, os quais deverão registrar a documentação por meio dos aplicativos web “Gestão de Manifesto Marítimo” e “Ratificação de Autoria de Manifesto Marítimo”. Após o preenchimento e a ratificação do trâmite, o Sistema Informático MALVINA (SIM) enviará automaticamente as informações ao serviço aduaneiro correspondente.

O prazo para registrar e ratificar o manifesto será de cinco dias corridos a partir da chegada do navio. O serviço aduaneiro terá três horas para aprovar ou rejeitar a apresentação; caso não haja resposta nesse período, a aprovação será automática. A notificação do resultado será feita por meio do Sistema de Comunicação e Notificação Eletrônica (SICNEA). Em caso de rejeição, o ATA deverá apresentar uma nova solicitação com a documentação corrigida.

Segundo a ARCA, a mudança visa reduzir os tempos operacionais no porto, eliminar o uso de papel e aumentar a rastreabilidade das informações, facilitando o comércio e proporcionando maior segurança na cadeia logística internacional. Isso permitirá que importadores, operadores portuários e depósitos alfandegários planejem com mais antecedência a liberação e o transporte das mercadorias, reduzindo custos de armazenamento e evitando congestionamentos.

Os ATA deverão manter a documentação como depositários fiéis e apresentá-la em um prazo máximo de três dias úteis, caso seja exigido pela autoridade. A resolução revoga a RG 4.915 e incorpora mecanismos de autenticação de alta segurança, consolidando um passo importante rumo à digitalização aduaneira na Argentina.

Fonte: Todo Logistica News

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Inovação, Sustentabilidade

Inovação e sustentabilidade: tendências para o setor logístico

Segundo dados da Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base), 124 bilhões de reais é a projeção de investimentos que o setor privado deve realizar em transporte e logística entre 2022 e 2026. Muito além dos aportes para desenvolver ferrovias, rodovias e portos, uma grande tendência é a principal aposta para 2024: a inovação.

Nesse cenário, a democratização do acesso ao transporte por cabotagem é uma das inovações que o setor logístico poderá perceber em breve. Isso porque, atualmente, aqueles que utilizam o transporte por cabotagem são, principalmente, grandes empresas. Mas imagine ter o serviço na palma da mão, seja para cargas cheias ou fracionadas, de uma forma tão simples como comprar uma passagem aérea. Esse será um dos focos do setor de agora em diante: levar o transporte por cabotagem também para pequenas e médias indústrias, empresas e comerciantes, ampliando a competitividade e alcance de mercado para esses clientes. Simplicidade, segurança, economia e sustentabilidade são os pilares da iniciativa.

Há outros campos para inovar dentro do setor, como a digitalização de documentos, uso de Machine Learning para precificação, automatização para aplicações em tempo real e uso da Inteligência Artificial para substituir tarefas operacionais. Com isso, além de maior competitividade, o setor também ganha maior produtividade e multiplica exponencialmente sua capacidade de operação.

Transformação tecnológica

Ainda em meio às iniciativas de inovação, visibilidade em tempo real é assunto obrigatório. Dentre as possibilidades em desenvolvimento, uma das tecnologias utilizada é o uso de sensores nos contêineres, que além de indicarem a posição em tempo real, emitem alertas em caso de violação do contêiner. Já a rastreabilidade em tempo real permite indicar se as cargas chegarão dentro do horário previsto ou se estão atrasadas e qual a nova agenda de entrega.

Outro projeto, já implantado no setor, é um sistema baseado em Machine Learning, para previsibilidade da queda de carga, como foco em minimizar a ocorrência de “no-show” no transporte. Com base em diversas análises, o sistema prevê, com alguns dias de antecedência, qual a probabilidade de cargas não chegarem aos portos, proporcionando tempo para que o time comercial possa conseguir outras cargas, maximizando a ocupação dos navios.

Também baseado em Machine Learning e já em operação, a startup I4Sea desenvolveu uma plataforma de “inteligência climática”, com foco na tomada de decisão quanto às condições climáticas, que podem impactar condições operacionais de terminais portuários e trajetos navegáveis. A plataforma produz insights para prever com antecedência se, por exemplo, um navio deve ou não acelerar sua viagem a fim de evitar problemas nos portos e garantir mais eficiência com relação a queima de combustível, diminuindo as emissões e gerando um impacto econômico significativo.

Além da inovação

Além dos investimentos em inovação, 2024 ainda trará o fomento à agenda ESG, com as empresas cada vez mais comprometidas com a questão ambiental. Nesse cenário, a cabotagem ganha força, já que o transporte multimodal por cabotagem contribui para a redução das emissões de carbono. Para se ter uma ideia, o modal pode reduzir as emissões de CO2 em até 80% a depender do trecho, de acordo com dados do Relatório de Sustentabilidade da Log-In.

Com o mesmo objetivo, os combustíveis renováveis também são uma aposta. O Brasil, por exemplo, já começou a trabalhar com um combustível pioneiro que usa 24% de óleo reciclado, uma alternativa de curto prazo enquanto não há uma migração para combustíveis 100% verdes, como o metanol verde ou amônia – essa última, ainda a alguns anos de distância.

Em se tratando da agenda ESG, a diversidade e a inclusão também seguem com destaque nas empresas do setor logístico. Antes um mercado predominantemente masculino, agora há cada vez mais mulheres, tanto a bordo, quanto nos cargos de gestão.

Superando os desafios

Embora os investimentos em inovação e a expansão da agenda ESG sejam a principal aposta para o crescimento neste ano, o setor ainda esbarra em alguns desafios, principalmente do ponto de vista de infraestrutura.

Com a BR do Mar, programa de estímulo ao transporte por cabotagem sancionado pelo Governo Federal, estima-se que haverá um importante aumento na frota empregada na cabotagem, assim como novos players e consequente aumento na demanda pelo serviço. Com isso, é fundamental que haja uma melhora na infraestrutura portuária, com melhoria dos acessos, maior produtividade e profundidade dos portos, de forma a suportar esse aumento da demanda e o crescente tamanho dos navios.

Um ponto extremamente importante na agenda para 2024 é a formação de marítimos brasileiros. Com o crescente número de empregados na cabotagem, associado ao aumento sensível do mercado de óleo e gás e das embarcações de offshore, já é sentida a falta de mão de obra especializada, demandando maior capacidade de formação e especialização de tripulantes pela Marinha. Do contrário, haverá um forte impeditivo para o crescimento no número de embarcações de bandeira brasileira, com o estrangulamento do setor nos próximos anos.

Finalmente, as mudanças climáticas trouxeram impactos importantes ao setor, com o agravamento da seca dos rios da região Norte do Brasil: o Amazonas e seus afluentes. Embora sejam sazonais, essas variações dos níveis dos rios vêm se agravando ao longo dos anos. Em 2023, entre setembro e novembro, os níveis do Amazonas e seus afluentes ficaram tão baixos que obrigaram a suspensão do tráfego de navios na região, prejudicando diretamente a chegada de produtos de primeira necessidade às populações de Manaus e adjacências, assim como impediram o escoamento da produção da Zona Franca de Manaus. Essa é uma questão grave que demanda atenção imediata, tanto em relação a buscar alternativas para que o transporte não seja suspenso, como executar iniciativas de dragagem, de sinalização e de segurança na navegação, a fim de melhorar a navegabilidade fluvial.

Diante desse panorama, a logística nacional enfrenta uma encruzilhada que exige abordagens inovadoras e estratégias resilientes. Se, por um lado, a inovação e a agenda ESG apontam para um futuro promissor, por outro, as adversidades climáticas e as demandas de infraestrutura destacam a necessidade urgente de investimentos em soluções. Superando esses obstáculos com novas tecnologias e maior eficiência operacional, o setor de transporte e logística seguirá próspero em um cenário cada vez mais dinâmico.

Fonte: Modais em Foco

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Comércio Exterior

As compras no exterior aumentaram 300% desde o novo limite de US$ 3.000

Marcelo García, da Galeón Logistics Solutions, explicou à Cadena 3 que, com o novo limite de dólares por envio, os argentinos estão optando por importar produtos mais baratos

Marcelo García, especialista em comércio exterior e sócio da Galeón Logistics Solutions, destacou em entrevista à Cadena 3 uma mudança significativa nas compras do exterior por parte dos argentinos. Desde dezembro de 2024, o limite de compra por envio aumentou para 3.000 dólares, o que facilitou o processo de importação.

García comentou que “há uma situação negativa de defasagem cambial, o que faz com que os produtos no mercado local fiquem mais caros do que os que podem ser adquiridos no exterior”.

O aumento no uso de serviços de courier tem sido notável. Segundo García, o crescimento no volume de envios é estimado em 300% em comparação com o ano anterior. “Em junho deste ano, foram importados pouco mais de 70 milhões de dólares, com quase 400.000 envios e um preço médio próximo de 200 dólares”, detalhou.

Aproximadamente 70% das compras realizadas correspondem a celulares, computadores e tablets. “A única explicação é que sai mais barato comprar e trazer de fora do que adquirir localmente”, afirmou García.

Os limites estabelecidos permitem até 3.000 dólares por envio e até 50 quilos por volume. Além disso, os usuários podem realizar até cinco envios por ano por pessoa, sendo que alguns deles contam com envio gratuito. Para facilitar o processo, os clientes compram em plataformas que têm operadores logísticos associados, como FedEx ou DHL.

García detalhou que o volume de envios aumentou, com uma média no aeroporto de Ezeiza que passou de 400 para quase 900 toneladas mensais. “No aeroporto de Córdoba também há um crescimento exponencial”, acrescentou.

Quanto aos impostos, os compradores devem considerar que há uma franquia de até 400 dólares isenta de tarifas de importação. O que excede esse valor enfrenta uma carga tributária que pode chegar a até 35%.

A simplificação dos trâmites e a possibilidade de comprar produtos mais baratos do que no mercado local têm levado cada vez mais argentinos a optarem por compras internacionais.

Entrevista do programa Informados al regreso.

Fonte: Cadena 3

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Logística

Decreto de SC para logística reversa deve fortalecer mercado de recicláveis

Expectativa do governo do estado é incentivar economia circular; emissões de gases pela produção de resíduos em aterros e de transportes são as que mais crescem em SC

O secretário-adjunto do Meio Ambiente e Economia Verde, Guilherme Dallacosta, destacou em reunião na Federação das Indústrias de SC (FIESC) que o decreto estadual que regulamenta a logística reversa de embalagens pós-consumo tem como objetivo alinhar normas federais e de outros estados em uma política para SC.

Além disso, afirmou que a nova legislação estabelece um prazo de 1 ano para que os atores envolvidos façam o cadastro no sistema do IMA e também estabelece que o cumprimento das normas e uma eventual compensação ambiental ocorram dentro do estado, de maneira a fortalecer a economia circular e o mercado de recicláveis em Santa Catarina.

Dallacosta explicou que o estado apresentou crescimento nas emissões de gases do efeito estufa nos últimos anos. A produção de resíduos em aterros sanitários liderou o crescimento das emissões, diante do crescimento populacional e da atividade turística. Isso reforça a necessidade de um sistema eficiente de logística reversa, para que materiais que poderiam ser reciclados acabem em aterros. Estimativas do governo estadual apontam que o potencial de crescimento do material recuperado é de 50% em 2 anos.

As emissões avançaram também nas atividades de transporte, com aumento da frota e de transporte de cargas, explicou Dellacosta. “O setor de transportes teve o incremento minimizado por adoção de biocombustíveis verdes, renovação e otimização de frotas e motores mais eficientes”, afirmou.

O consultor Fabricio Soler lembrou que a gestão de resíduos tem responsabilidade compartilhada, incluindo o setor público e o consumidor, além de indústria, comércio, importação e distribuição. Entre os principais desafios para a logística reversa, na visão dele, estão os custos, a necessidade de assegurar uma concorrência justa entre o material reciclado e o virgem e a fraca governança, entre outros. “A isonomia entre todos os atores responsáveis é um dos principais desafios. Hoje, muitos pegam carona nas iniciativas executadas e não fazem sua parte como co-responsáveis”, sinalizou.

Na visão de Jéssica Doumit, diretora do Instituto Giro, SC tem grande potencial de geração de renda para coletores e cooperativas, com a entrada da nova regulamentação estadual em vigor. Ela destacou que hoje existem 17 operadores ativos em SC, mas que a organização tem mapeados 70. O grande número de inativos se justifica pela falta de demanda e de documentação suficiente, segundo ela. “Precisamos de investimentos na cadeia para fazer projetos estruturantes para expandir o número de operadores em SC, e consequentemente, a renda gerada e o volume de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros”, salientou.

O presidente do Comitê de Logística Reversa da FIESC, Albano Schmidt, destacou a necessidade de incentivos ao uso de material reciclado no processo produtivo das empresas. Isso porque o custo do material reciclado supera o da matéria-prima virgem. “Sem apoio, não teremos uma adesão maior ao uso de insumos reciclados porque o custo não é competitivo”, afirmou.

O presidente da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Federação, José Lourival Magri comentou sobre os vetos presidenciais à nova lei do licenciamento ambiental, aprovada na Câmara dos Deputados e detalhou a MP que trata do licenciamento especial, para atividades estratégicas. A reunião conjunta ocorreu nesta terça-feira (12) na sede da FIESC, com transmissão pelo Youtube

Fontes:
Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC
Gerência de Comunicação Institucional e Relações Públicas

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Logística

Suape começa dragagem para viabilizar novo terminal de contêineres

O porto de Suape (PE) iniciará na próxima semana, a partir de 21 de agosto, a dragagem para ampliar o canal interno do porto, informou o diretor-presidente do Complexo Industrial Portuário de Suape, Armando Bisneto. O projeto prevê aprofundamento para 16,2 metros. As obras são estimadas na casa dos R$ 200 milhões, cujos custos são dividos entre os governos federal e de Pernambuco. 

Durante sua participação no painel “Investir para Crescer”, realizado no Seminário Esfera Infra no último sábado (9), em Recife (PE), Bisneto afirmou que a dragagem do canal interno “vai viabilizar não só o futuro processo de expansão de Suape, como também a operação do novo terminal de contêineres da APM Terminals”, subsidiária da Maersk, uma das maiores operadoras de navios de contêineres do mundo.

A APM Terminals adquiriu parte do Estaleiro Atlântico Sul e está fazendo investimentos estimados na casa de R$ 1,6 bilhão para criar um novo terminal de contêineres no porto pernambucano com capacidade para movimentação de 400 mil TEUs (unidades de contêineres).

Segundo o presidente da autoridade portuária, além dos contêineres, o porto quer seguir investimentos em outros setores, como granéis líquidos, minério (o que segundo ele depende de investimentos na Ferrovia Transnordestina) e até mesmo granéis vegetais da região do Matopiba.

“A gente já tem estudos de que a atração de grãos no Matopiba, que é aquela região de cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, ela é viável em Suape até pelo ramal rodoviário”, explicou o diretor, lembrando que a velocidade de operação de recepção dos caminhões é um atrativo para o porto.   

Ampliação
Também presente ao painel, Daniel Belisário, diretor comercial da JBS Terminals, lembrou números de crescimento do setor de contêineres no país citados pelo ministro Silvio Costa Filho de mais de 18% no ano passado e disse que isso torna mais que necessária a ampliação dos investimentos nesse tipo de infraestrutura.

“Isso é impossível de se sustentar sem investimentos em infraestrutura portuária no Brasil”, afirmou o diretor da companhia que passou a operar o terminal do porto de Itajaí (SC) e é apontada como uma das interessadas na disputa do Tecon10, que será o maior terminal portuário de contêineres do país, em Santos (SP).

O diretor-presidente da APS (Autoridade Portuária de Santos), Anderson Pomini, lembrou em sua participação no encontro que o porto de Santos (SP), além do Tecon10, tem um plano de investimentos de R$ 20 bilhões para os próximos 20 anos.

“O momento é único para a infraestrutura brasileira. Em três a quatro anos todas as obras serão entregues”, disse Pomini, citando entre elas o túnel ligando as cidades de Santos e Guarujá.

Fonte: Agência Infra

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Evento, Logística

Encontro dos Amigos do Comex & Log promete encerrar a Logistique 2025 com música, chope e muito networking

No dia 14 de agosto, a partir das 19h, o estande da SC Portos será ponto de encontro para quem quer fechar a Logistique 2025 com chave de ouro. O Encontro dos Amigos do Comex & Log é um momento descontraído, com chope gelado, música ao vivo com DJ Padial e, claro, muito networking entre profissionais e empresas do setor de logística, comércio exterior e transporte.

A ação é uma parceria entre SC Portos, RêConecta News, Logistique, com apoio da Balbúrdia Cervejaria e ComexOperacionais. Realizada no último dia da feira, cria o clima perfeito para celebrar conexões e novas oportunidades de negócios formadas ao longo do evento.

Sobre a SC Portos

Expositora da Logistique 2025, a SC Portos é resultado da união entre duas grandes forças do setor: a SOIN, de São Francisco do Sul, e a SIMETRIA, de Imbituba. Criada em 2021, a empresa atua no fortalecimento das operações portuárias no Complexo Portuário de Itajaí, oferecendo soluções logísticas inovadoras, seguras e eficientes para cargas de diferentes tipos e tamanhos.

Com mais de 20 anos de expertise, infraestrutura estratégica e equipamentos de ponta, a SC Portos se destaca pelo atendimento personalizado, pela agilidade nas operações e pelo compromisso com a sustentabilidade. Em 2024, a empresa movimentou cerca de 50% de toda a carga geral (breakbulk) do Complexo Portuário de Itajaí, consolidando-se como referência no setor.

Sobre a Logistique 2025

Reconhecida como um dos maiores eventos nacionais do setor, a Logistique é um ponto de encontro estratégico para líderes e tomadores de decisão da logística, transporte multimodal, intralogística e comércio internacional. Mais do que uma feira, o evento é o principal hub de negócios, conhecimento e inovação do setor no Sul do Brasil.
Com experiências imersivas, tecnologias de ponta e soluções que geram valor para toda a cadeia, a Logistique é indispensável para quem quer estar à frente das transformações do mercado. Em sua 6ª edição, a LOGISTIQUE 2025 acontece de 12 a 14 de agosto de 2025, no Expocentro Balneário Camboriú. 

Serviço

ENCONTRO DOS AMIGOS DO COMEX&LOG
📅 Data: 14 de agosto de 2025
🕕 Horário: a partir das 19h
📍 Local: Estande da SC Portos – Logistique 2025

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Portos

APM Terminals Pecém consolida o Ceará como hub estratégico

O terminal registra movimentação histórica de 389.024 TEUs; crescimento de 38,75% no primeiro semestre

A APM Terminals Pecém, no Ceará, registrou um desempenho histórico no período de janeiro a julho de 2025, consolidando o terminal como um dos principais hubs logísticos do país. Nesse período foram movimentados 389.024 TEUs (unidades equivalentes a contêineres de 20 pés), um crescimento de 38,75% em comparação aos 280.368 TEUs registrados no mesmo período de 2024.

A marca de 389 mil TEUs alcançada nesses sete meses reflete um desempenho excepcional e já sinaliza para um resultado anual muito superior ao recorde de 500 mil TEUs de 2024.

Além de fortalecer a posição do Ceará no cenário portuário nacional, o resultado reforça o papel estratégico do terminal na cadeia produtiva local, especialmente no momento em que a indústria cearense lidera o crescimento no Brasil, com alta de 39% no primeiro trimestre de 2025, segundo dados Pesquisa Industrial Mensal (PIM) do IBGE.

“Este marco não apenas demonstra o potencial da APM Terminals Pecém, como também reflete nossa estratégia contínua de investimentos em infraestrutura, ampliação de capacidade e adoção de novas tecnologias. Esses pilares são essenciais para atender à crescente demanda e fortalecer a logística da região Nordeste, conectando o Brasil ao mundo, pela nova rota marítima direta para a Ásia”, afirma Daniel Rose, diretor-presidente da APM Terminals Suape e Pecém. 

No mesmo período, a movimentação geral do Porto do Pecém também apresentou crescimento significativo: foram 11,3 milhões toneladas movimentadas de janeiro a julho, uma alta de 7% na comparação com 2024.

“O contêiner foi uma das estrelas do período e deve seguir crescendo acima de dois dígitos, impulsionado pelo e-commerce, pela safra de frutas e pela cabotagem, especialmente para atender à demanda da Black Friday e do Natal. Nosso serviço para a Ásia está ganhando força. Enquanto isso, avançamos no desenvolvimento de novos negócios como algodão, carne, minerais e granito, além de projetos estratégicos para a ZPE Ceará”, ressalta André Magalhães, diretor comercial do Complexo do Pecém.

Fonte: Modais em Foco

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