Portos

A Cosco Shipping busca assegurar uma participação de até 30% em acordo portuário da CK Hutchison.

A Cosco Shipping, empresa estatal de navegação da China, busca garantir uma participação de pelo menos 20% a 30% no acordo portuário ligado à CK Hutchison, segundo informou a Reuters com base em um relatório do Financial Times.

O acordo envolve a venda de 43 terminais portuários localizados em 23 países por um valor de 22,8 bilhões de dólares, incluindo um terminal em cada extremidade do Canal do Panamá.

Inicialmente, houve negociações exclusivas com o consórcio liderado pela empresa de investimentos norte-americana BlackRock e a Mediterranean Shipping Company (MSC), do bilionário italiano Gianluigi Aponte. No entanto, o processo agora está aberto a novas ofertas.

Nesse contexto, Pequim está avançando para renegociar os termos de uma venda anteriormente elogiada pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Na época, Trump afirmou que o acordo permitiria que o Canal do Panamá voltasse ao controle dos EUA, retirando-o, segundo ele, das mãos da China.

Vale lembrar que a CMA CGM também demonstrou interesse em adquirir parte dos portos que a CK Hutchison está tentando vender, o que ocorreu após o fim das negociações exclusivas com o consórcio liderado pela BlackRock.

“Estamos presentes em 65 terminais ao redor do mundo, por isso estamos acompanhando essa operação de perto e, naturalmente, temos interesse em participar”, afirmou no final de julho o diretor financeiro da CMA CGM, Ramón Fernández.

Fonte: Portal Portuario

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Comércio

Vendas de caminhões usados em julho sobem 29,6%

Segmento soma 243,3 mil unidades no acumulado do ano, alta de 24,3%

As vendas de caminhões usados no Brasil totalizaram 42.907 unidades em julho, segundo dados da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto). O resultado representa crescimento de 15,2% em relação a junho e de 29,6% frente ao mesmo mês de 2024.

No acumulado de 2025, o segmento registra 243.343 unidades comercializadas, alta de 24,3% sobre o mesmo período do ano anterior.

Modelos mais vendidos

O modelo Volvo FH manteve a liderança no ranking dos pesados mais vendidos, com 2.883 unidades transferidas em julho. Em seguida, aparecem Ford Cargo (2.786) e Ford F-4000 (1.600).

A lista dos dez modelos mais vendidos no mês inclui:

  1. Volvo FH – 2.883 unidades (6,72%)
  2. Ford Cargo – 2.786 (6,49%)
  3. Ford F-4000 – 1.600 (3,73%)
  4. Mercedes-Benz Atego – 1.512 (3,52%)
  5. Mercedes-Benz Axor – 1.483 (3,46%)
  6. Mercedes-Benz 1113 – 1.395 (3,25%)
  7. Mercedes-Benz 1620 – 1.036 (2,41%)
  8. Volvo VM – 863 (2,01%)
  9. VW 24.280 – 862 (2,01%)
  10. Mercedes-Benz 710 – 840 (1,96%)

Desempenho do mercado de usados

O mercado total de veículos usados — incluindo automóveis, comerciais leves, pesados, motocicletas e outros — movimentou 1.711.074 unidades em julho, crescimento de 19,1% em relação a junho e de 16,6% sobre julho de 2024. Foi o melhor resultado para o mês desde o início da série histórica acompanhada pela Fenauto.

A média diária de vendas atingiu cerca de 74,4 mil unidades por dia útil, recorde para o setor. No acumulado de 2025, foram comercializadas 10.061.523 unidades, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Fonte: Modais Em Foco

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Evento

LOGÍSTICA INTERNACIONAL: Balneário Camboriú discute cadeias globais durante a Logistique 2025

Feira e congresso técnico acontecem de 12 a 14 de agosto no Expocentro BC, e estão entre os eventos mais importantes do setor no Brasil. Programação inclui painéis com especialistas como Thiago de Aragão (CSIS), o comentarista Caio Coppolla (CNN Brasil), o economista Felipe Salto (Warren Investimentos) e o fundador da StartSe, Junior Borneli; além de Ricardo Hirata (JLL)

O mercado logístico nacional se prepara para mais uma edição de um dos mais importantes eventos empresariais do Brasil. A edição 2025 da feira Logistique e do congresso Logistique Summit, que acontecem de 12 a 14 de agosto, em Balneário Camboriú (SC), tem números expressivos: serão mais de 150 expositores, com expectativa de 15 mil visitantes no Expocentro BC. A programação completa dos 3 dias de evento pode ser conferida no www.logistique.com.br.

Consolidada como uma das maiores feiras do setor no Brasil, a Logistique reúne os principais nomes da logística, transporte multimodal, intralogística e comércio exterior. Em 2025, a estrutura foi ampliada, e a programação inclui temas que vão além da operação logística, abordando questões como geopolítica, macroeconomia, inovação, sustentabilidade e alianças internacionais.

Segundo Leonardo Rinaldi, CEO da Logistique, o evento vai além da exposição de soluções. “Nosso objetivo é fomentar diálogos estratégicos e provocar reflexões sobre o protagonismo do Brasil em um cenário global em transformação. O país pode se posicionar como um player decisivo neste novo tabuleiro econômico”, destaca.

Programação técnica

A programação técnica do Logistique Summit, conferência paralela à feira durante os 3 dias de evento, inclui painéis, palestras e apresentações, com nomes de peso do cenário nacional e internacional. Estão confirmadas presenças como a do estrategista Thiago de Aragão (CSIS), do comentarista Caio Coppolla (CNN Brasil), do economista-chefe Felipe Salto (Warren Investimentos) e do fundador da StartSe, Junior Borneli; além de Ricardo Hirata (JLL). 

Eles vêm com a proposta de unir análises profundas com experiências práticas, apontando caminhos sustentáveis para o desenvolvimento do setor. Ricardo Hirata, curador do Fórum de Real Estate Logístico, falará da importância dos investimentos em estruturas de armazenagem, enquanto Thiago de Aragão traça uma radiografia do mercado globalizado e da geopolítica global. 

Já o economista-chefe da Warren, Felipe Salto, sobe ao palco do Summit para abordar de forma clara e técnica pontos centrais para o futuro econômico do país, como o equilíbrio das contas públicas, a trajetória da dívida, os impactos das decisões fiscais sobre o crescimento e a importância da responsabilidade fiscal como pilar para o desenvolvimento sustentável.

Balneário Camboriú como centro estratégico

A escolha de Balneário Camboriú como sede do evento tem reforçado o caráter estratégico da Logistique. A cidade oferece fácil acesso a rodovias federais, aos principais aeroportos de Santa Catarina e ao Porto de Itajaí — um dos maiores entroncamentos logísticos do país. Além disso, sua infraestrutura hoteleira e turística amplia o potencial de atração de público e negócios.

Com um novo layout setorizado, a Logistique 2024 vai facilitar a navegação dos visitantes e promover conexões mais assertivas entre empresas e profissionais. Os espaços temáticos incluirão setores como intralogística, transporte multimodal, tecnologia e automação, infraestrutura, soluções digitais (WMS, TMS e IA), além de logística verde.

Entre os expositores confirmados estão as gigantes Multilog, TOTVS, EGA Group, Trust Group, DSV Global, Bertolini S.A., e Cargo Sapiens. Também haverá participação de empresas internacionais, operadores logísticos, fabricantes de empilhadeiras, transportadoras e fornecedores de soluções digitais.

Segundo Karine Marmitt, diretora-executiva da feira, esta edição terá maior diversidade de soluções e inovações. “O crescimento da feira é planejado para ser qualitativo, com foco em representatividade e experiências inovadoras”, afirma. Promovido pela Zoom Feiras e Eventos, o evento reforça sua posição como vitrine estratégica para o setor logístico brasileiro, unindo negócios, conhecimento e projeção internacional. A programação completa dos 3 dias de evento pode ser conferida no www.logistique.com.br.

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Portos

Portonave conquista selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol

Reconhecimento máximo é concedido às organizações que demonstram transparência nas emissões de gases de efeito estufa

Com excelência, aonde for. Mais do que contêineres, a excelência do Terminal Portuário também está presente na responsabilidade com a transparência nos processos e as mudanças climáticas. Pelo segundo ano consecutivo, a Portonave, localizada em Navegantes, Santa Catarina, recebeu o selo Ouro no Programa Brasileiro GHG Protocol (PBGHG), realizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), devido à publicação do Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE) completo. O reconhecimento foi anunciado durante o Evento Anual do Programa Brasileiro GHG Protocol – Ciclo 2025, em São Paulo, nesta terça-feira (5).

Desde o ano passado, a empresa passou a aderir anualmente ao Registro Público de Emissões (RPE), plataforma que disponibiliza de forma transparente as emissões de GEE. Há 15 anos, realiza anualmente o inventário de emissões de GEE, elaborado com base na metodologia internacional do GHG Protocol, e divulga por meio dos relatórios de sustentabilidade anuais. O GHG Protocol é uma referência mundial na verificação e qualificação de organizações nas emissões de GEE. Confira na íntegra o Inventário de Emissões de GEE 2024 da Companhia

Para conquistar o selo Ouro do PBGHG, a Portonave divulgou informações sobre as fontes do Escopo 1 (emissões liberadas como resultado direto das operações), Escopo 2 (emissões indiretas provenientes da energia elétrica adquirida) e, de modo proativo e transparente, também as emissões do Escopo 3 (emissões indiretas de fontes sobre as quais não há controle direto) – opcional para o reconhecimento. Além disso, a empresa também foi auditada por um Organismo de Verificação (OV) de inventários de GEE acreditado pelo Inmetro. O inventário foi verificado com o nível máximo de confiança pelo OV.

A iniciativa, além de proporcionar transparência aos processos, incentiva a adoção de práticas sustentáveis. Para reduzir as emissões de GEE em suas operações, a Companhia realiza investimentos constantes em infraestrutura moderna e ecológica, com menor impacto na emissão de gases poluentes.

Infraestrutura sustentável
O foco da Portonave está na redução das emissões diretas (Escopo 1), assim como das emissões indiretas (Escopo 2) que, desde 2022, são 100% provenientes de fontes renováveis. Devido aos investimentos em equipamentos que emitem menos GEE, a Companhia registrou uma redução de 63% nas emissões totais entre 2015 e 2024 – cerca de 79.874,13 tCO₂e (toneladas de carbono equivalente) emissões evitadas.

O investimento mais significativo foi a eletrificação dos 18 Rubber Tyred Gantries (RTGs) – guindastes de movimentação de contêineres antes operados a diesel. Após, esses equipamentos apresentaram redução de 96,5% na emissão de gases poluentes.

Mais 14 RTGs eletrificados foram adquiridos e têm chegada prevista para o próximo ano, assim como 2 Ship-to-Shore (STS) Cranes, guindastes para movimentação de contêineres nos navios, que são 100% elétricos. Recentemente, a operação da primeira Reach Stacker elétrica, empilhadeira para movimentação de cargas, teve início – com zero emissões diretas de dióxido de carbono (CO₂), óxidos de nitrogênio (NOx) e de enxofre (SOx). Esses equipamentos fazem parte de um investimento de R$ 439 milhões da empresa.

Em 2024, a Companhia iniciou as operações da primeira Eco Reach Stacker da América Latina, com redução de 40% das emissões de GEE, e também do primeiro Terminal Tractor Elétrico do Sul do país, ambos para movimentação de contêineres. Esses equipamentos elétricos e ecológicos são testados para avaliar a viabilidade da substituição da frota de veículos.

Há cinco anos, a autoprodução de energia renovável passou a integrar as iniciativas para a descarbonização de sua matriz energética. No acumulado de 2020 a 2024, deixou de emitir 10,73 tCO₂e na atmosfera.

Neutralização das emissões indiretas até 2027
Outra prática da Portonave, alinhada aos seus compromissos com o desenvolvimento sustentável e com a pauta climática, é a compensação das emissões. De 2022 a 2024, foram adquiridos certificados de energia renovável (I-REC), que, somados, correspondem a 199.744 MWh (unidade de energia), com a compensação das emissões totais referentes à compra de energia elétrica (Escopo 2). Para os próximos anos, a Companhia já fechou contratos de compra de energia renovável certificada, o que assegura a compensação das emissões do escopo até 2027.

Desempenho por TEU movimentado
O Terminal Portuário possui um indicador próprio para avaliar seu desempenho em relação às emissões, o Indicador de Pegada de Carbono, que considera as toneladas de carbono equivalente (tCO₂e) por TEU (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentado. No ano passado, a empresa alcançou seu menor índice (0,003 tCO₂e/TEU), uma redução de 80% em relação a 2015 (0,016 tCO₂e/TEU).

Parcerias pelo futuro
A Portonave é membro da Aliança Brasileira para Descarbonização de Portos, iniciativa que surgiu de uma parceria entre o Porto de Itaqui e o Valencia Ports, com o objetivo de buscar soluções integradas por meio da colaboração de diversos atores nacionais e internacionais, como outros portos, empresas e sindicatos. Também no último ano, a Companhia iniciou um levantamento sobre os riscos das mudanças climáticas na infraestrutura portuária, que inclui a elaboração de um plano de ação, em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A publicação do estudo está prevista para este segundo semestre.

Sobre o Programa Brasileiro GHG Protocol
Realizado pelo Centro de Estudos em Sustentabilidade da Fundação Getulio Vargas (FGVces), o Programa Brasileiro GHG Protocol é responsável pela adaptação do método GHG Protocol ao contexto brasileiro e pelo desenvolvimento de ferramentas de cálculo para estimativas de emissões de gases do efeito estufa corporativas.

Seu principal objetivo é estimular a cultura corporativa de inventário de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) no Brasil, proporcionando aos participantes acesso a instrumentos e padrões de qualidade internacional para contabilização das emissões e publicação dos inventários no Registro Público de Emissões. O PBGHG também atua na capacitação de organizações-membro para elaboração de inventários organizacionais de GEE, oferecendo treinamentos sobre o método do GHG Protocol.

Sobre a qualificação dos inventários
Para promover o aprimoramento contínuo dos inventários de Gases de Efeito Estufa (GEE), o Programa Brasileiro GHG Protocol desenvolveu a seguinte política de qualificação:

🥇Selo Ouro: indica a publicação de um inventário completo e verificado por um Organismo de Verificação (OV) de inventários de GEE acreditado pelo Inmetro.

🥈Selo Prata: indica a publicação de um inventário de GEE completo, isto é, que inclui todas as fontes de emissão de Escopo 1 (diretas) e Escopo 2 (indiretas) aplicáveis à organização.

🥉Selo Bronze: indica a publicação de um inventário de GEE parcial, isto é, que não contabiliza todas as fontes de emissão de Escopo 1 (diretas) e Escopo 2 (indiretas) existentes na organização.

Sobre a Portonave 🚢
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, em 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e investe permanentemente em projetos que visam desenvolver a comunidade.

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Portos

Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu ampliará em 30% a capacidade de operação

Com um investimento de R$ 500 milhões, unidade movimentará até dois mil caminhões por dia

A Multilog lançou a pedra fundamental do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu. Com um investimento de R$ 500 milhões, a unidade ampliará em 30% a capacidade de operação, com previsão de movimentar até dois mil caminhões por dia e gerar cerca de 3 mil empregos diretos e indiretos.

De acordo com o presidente da Multilog, Djalma Vilela, embora a concessãopara administrar o Porto Seco de Foz do Iguaçu seja de 25 anos, podendo ser prorrogada por mais dez anos, a empresa está construindo um terminal preparado para atender a Tríplice Fronteira por um período mais longo. “Quando fizemos o plano, olhamos as demandas atuais e as futuras, inclusive o crescimento dos países vizinhos, nossos parceiros comerciais”, disse.

Segundo Vilela, na área de 550 mil m² será construído o Porto Seco tradicional. A expectativa é consolidar a região como o maior porto seco da América Latina e um dos maiores do mundo. Também está prevista a construção de um terminal de contêineres.

O NOVO PORTO SECO

As obras da nova unidade serão divididas em duas fases. Nesta primeira, serão investidos R$ 240 milhões na área de pátio destinada aos caminhões. De acordo com a empresa, a área de armazenagem e vistoria terá área coberta fechada, incluindo câmara fria, com docas exclusivas para o armazenamento de produtos que necessitam de temperaturas controladas.

A estrutura incluirá balanças de precisão, scanner e câmeras de vigilância para monitoramento interno e externo. Os acessos terão gates de entrada e saída para diferentes tipos de carga, incluindo veículos com dimensões excedentes. A identificação e pesagem de veículos será feita por sistemas automatizados. O projeto também prevê uma área de apoio para motoristas.

Fonte: Logística do Futuro

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Evento

Logistique 2025 traz um dos maiores nomes da geopolítica atual

Thiago de Aragão será destaque no Summit Logistique abordando a temática “O novo tabuleiro mundial: quem controla a cadeia, controla o poder”; a Logistique 2025 acontece de 12 a 14 de agosto

A Logistique 2025 confirma a presença de Thiago de Aragão, um dos principais especialistas em geopolítica do Brasil, como palestrante no primeiro dia do Logistique Summit, congresso técnico realizado em paralelo à feira. Mestre em Relações Internacionais pela Johns Hopkins University, nos Estados Unidos, Thiago vive atualmente em Washington e atua com análise de risco político, redes de influência e cenários internacionais. Ele será um dos destaques do Summit Logistique 2025.

O especialista defende que, em um mundo em constante transformação, compreender os impactos geopolíticos deixou de ser exclusividade de diplomatas e economistas e se tornou ferramenta essencial de planejamento estratégico para empresas. Antecipar riscos regulatórios e comerciais, entender realinhamentos globais e identificar mercados em mudança são hoje diferenciais competitivos. É sobre essa integração entre inteligência geopolítica e estratégia corporativa que o Thiago irá tratar em sua palestra.

“O acirramento da rivalidade entre Estados Unidos e China está redesenhando rotas, revisando dependências e acelerando a regionalização e a diversificação de fornecedores. É uma transformação estrutural que exige leitura geopolítica apurada e adaptação ágil do setor privado”, afirma Aragão.

Segundo ele, o comércio global ocupa o centro desse novo tabuleiro. “Tarifas, restrições tecnológicas e a reconfiguração de blocos e acordos moldam um cenário fragmentado, mas repleto de oportunidades para quem souber se posicionar com inteligência. A logística assume um papel estratégico, agregando resiliência, eficiência e vantagem competitiva às empresas”, avalia.

Para o especialista, o Brasil tem uma oportunidade única neste contexto: “Podemos nos tornar uma alternativa geopolítica na diversificação de cadeias produtivas, sobretudo em áreas como alimentos, energia, minerais críticos e produtos industriais. Mas isso só se concretiza com visão estratégica, investimentos corretos em infraestrutura e capacidade institucional de se posicionar com assertividade”.

Diretor de estratégia da Arko Advice, Thiago de Aragão é também pesquisador associado do Institut de Relations Internationales et Stratégiques (França), co-editor do Brazilian Politics Podcast e membro do conselho da Fight Cancer Global Organization. Com ampla experiência em consultoria para empresas, fundos de investimento e agências de risco, é reconhecido por suas análises sobre os cenários político e econômico do Brasil e da América Latina.

“A curadoria do Summit está cada vez mais apurada, e é uma grande honra receber o Thiago, um dos maiores nomes brasileiros em relações internacionais”, destaca Leonardo Rinaldi, diretor-geral da Logistique. Karine Marmitt, diretora executiva da feira, ressalta que o evento ganha ainda mais relevância num momento em que o comércio internacional enfrenta novos desafios.

“A presenta de Thiago de Aragão, que vem dos Estados Unidos trazer sua expertise para a edição deste ano da Logistique, só engrandece o evento”, afirma Karine. A expectativa de crescimento da edição de 2025 da Logistique é de 60% em relação à edição anterior, com mais de 200 expositores e 16 mil visitantes.

Logistique 2025 em BC: posição estratégica

Com localização estratégica no Expocentro Júlio Tedesco, ao lado do principal entroncamento rodoviário do Sul e próximo aos portos de Paranaguá, Itajaí, Navegantes, Itapoá e São Francisco do Sul, além de estar a menos de 200 km dos aeroportos de Florianópolis, Curitiba, Navegantes e Joinville, a Logistique se consolida como o maior evento de logística da região.

Balneário Camboriú também se destaca no cenário econômico. Em 2024, Santa Catarina teve a maior taxa de crescimento do País, com avanço de 5,7%, segundo o Banco Central, superando a média nacional de 3,8%. A projeção para o PIB estadual em 2025 é de 5,3%, a segunda maior da década. “Com crescimento expressivo, nova localização aprovada pelo mercado e impacto direto na competitividade das empresas, a Logistique 2025 promete ser um evento imperdível para o setor”, finaliza Rinaldi.

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Logística

Fractal indica como atender a ANTT em interoperabilidade no transporte

Com a digitalização da cadeia logística e o avanço da regulação do transporte rodoviário, a interoperabilidade entre sistemas de rastreamento e controle tornou-se um dos principais desafios para empresas do setor. A Fractal, focada em segurança tecnológica aplicada à logística, tem investido no desenvolvimento de soluções compatíveis com as diretrizes da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), no que diz respeito ao monitoramento e à rastreabilidade de cargas.

Segundo Francisco Mascaro, operations manager da Fractal, o transporte de cargas, especialmente aquelas sujeitas a controle sanitário, fiscal ou regulatório, exige que os dados gerados durante o percurso estejam integrados aos sistemas exigidos pela legislação vigente. “A interoperabilidade garante que diferentes tecnologias conversem entre si e que as informações sejam transmitidas em tempo real, o que é fundamental para cumprir exigências legais e aumentar a visibilidade logística”, afirma.

A Resolução ANTT nº 5.232/2016, que trata da rastreabilidade no transporte rodoviário de cargas, destaca a importância de sistemas confiáveis para fins de fiscalização, segurança e melhoria da infraestrutura logística. A Fractal oferece lacres eletrônicos, sensores integrados, plataformas de monitoramento e soluções personalizadas que se adaptam à estrutura tecnológica dos clientes e aos requisitos da ANTT.

Com foco na rastreabilidade, controle de violação e compliance, a empresa atua junto a transportadoras, embarcadores e operadores logísticos que precisam garantir a integridade da carga e atender aos padrões regulatórios.

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Portos

O TC2 cresce 41% em operações

A Terminal de Contêineres Dois (TC2) encerrou o primeiro semestre de 2025 com um crescimento de 41% no volume de operações, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

No total, foram movimentados 5.492 TEUs, impulsionados por um aumento nas exportações, maior frequência de serviços marítimos e mais operações por via terrestre.

Avanços em conectividade e novos serviços
Entre os destaques, a companhia marítima CMA CGM anunciou a frequência semanal do serviço Atlas, que conecta Mar del Plata ao porto de Santos (Brasil). Por sua vez, a Maersk continuará com operações regulares, consolidando a conectividade do Atlântico Sul.

A diversidade de serviços também foi ampliada com a operação de navios frigoríficos transportando carga a granel. Além disso, pela primeira vez em mais de 15 anos, a terminal operou dois navios de comércio exterior simultaneamente: o Artemis da CMA CGM (no cais 2) e o MV Prince of the Seas (no cais 3).

Melhorias em infraestrutura e eficiência
Em termos operacionais, a TC2 incorporou novos equipamentos e painéis elétricos para contêineres refrigerados, com o objetivo de alcançar 1.000 posições de conexão simultânea. Também foram realizadas obras de renovação da fiação elétrica, aumentando a eficiência e segurança no manuseio de cargas refrigeradas (reefer).

Compromisso com o desenvolvimento sustentável
Para Emilio Bustamante, referência da TC2, o desenvolvimento do porto exige uma visão integrada, baseada na colaboração público-privada, na inovação tecnológica e em uma gestão orientada ao crescimento sustentável.

“Junto com meu sócio Alberto Ovejero e toda a nossa equipe, seguimos apostando no fortalecimento do porto como um nó logístico chave que impulsione as exportações e o desenvolvimento regional”, afirmou.

Fonte: Todo Logistica News

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Portos

Dragagem reforça capacidade de atracação no Porto de São Sebastião

A dragagem de manutenção foi intensificada no Porto de São Sebastião, no Litoral Norte. Os serviços, que começaram há duas semanas, estão concentrados no berço 101. O trabalho é fundamental para a continuidade e eficiência das operações portuárias.

A intervenção vai remover 57 mil metros cúbicos (m3) de sedimentos acumulados na bacia de manobra e no berço de atracação, restabelecendo a profundidade operacional mínima de 10 metros.

A dragagem é realizada pela Companhia Docas de São Sebastião (CDSS), com autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O Porto é vinculado à Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).

Segundo o presidente da CDSS, Ernesto Sampaio, o início da obra representa um avanço estratégico. “Com a dragagem, ampliamos a segurança e a previsibilidade das operações, mantendo o Porto em plenas condições de atender à demanda com eficiência e responsabilidade ambiental”, afirmou.

Os sedimentos retirados serão depositados no Dique de Contenção, área interna ao Porto destinada exclusivamente para esse tipo de material. “Trata-se de uma solução sustentável, já que o local recebe apenas sedimentos de boa qualidade, sem contaminação, que podem ser reaproveitados de forma benéfica”, informa a Semil.

Outro diferencial da obra, diz a secretaria, é o monitoramento constante da fauna marinha. “Durante toda a dragagem, um profissional especializado, com apoio de drones, realiza o acompanhamento da área para detectar a presença de baleias e tartarugas. Caso algum animal se aproxime, os trabalhos são imediatamente suspensos até que o afastamento seguro seja confirmado”.

O Porto de São Sebastião possui um dos canais mais profundos do País, com até 42 metros, e é considerado estratégico para o escoamento de cargas do Litoral Norte. A dragagem de manutenção é necessária devido ao assoreamento natural causado por chuvas, ventos, correntes marítimas e movimentação de navios.

Fonte: A Tribuna

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