Exportação

Exportação de DDGS cresce e Sinop envia 45 mil toneladas para a Turquia

Um carregamento de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis) saiu de Sinop, no médio-norte de Mato Grosso, com destino ao mercado da Turquia. A operação foi conduzida pela Inpasa e reforça uma rota comercial considerada estratégica, que já acumulou cerca de 600 mil toneladas exportadas para o país desde 2023.

Atualmente, a Turquia ocupa a posição de segundo maior comprador global do insumo produzido pela companhia, ficando atrás apenas do Vietnã.

Corredor logístico do Arco Norte ganha protagonismo

O transporte da carga utilizou o Arco Norte, alternativa logística que vem ganhando espaço no escoamento da produção do Centro-Oeste. O trajeto começou por rodovia até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA). Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi embarcado no navio Ionic para a viagem internacional.

Esse modelo logístico reduz a dependência dos portos das regiões Sul e Sudeste, ampliando a eficiência no transporte de grandes volumes.

Demanda externa impulsiona embarques

A exportação ocorre em meio ao avanço da procura internacional por coprodutos do milho, especialmente na nutrição animal. Recentemente, a empresa também realizou o envio de 62 mil toneladas do produto para a China, indicando uma tendência de crescimento nas vendas externas.

Qualidade do DDGS amplia mercado

O DDGS é um concentrado proteico obtido durante a produção de etanol de milho e tem conquistado espaço em mercados exigentes. O produto exportado apresenta, no mínimo, 32% de proteína bruta, além de não conter antibióticos e passar por rigoroso controle de micotoxinas.

Essas características permitem sua utilização em diferentes cadeias produtivas, como avicultura, suinocultura, aquicultura e também na bovinocultura de corte e leite.

Estratégia fortalece competitividade

Segundo a empresa, a operação evidencia a capacidade de atuação em múltiplas rotas logísticas e reforça a confiabilidade no atendimento ao mercado externo. A combinação entre qualidade do produto, regularidade nas entregas e flexibilidade logística tem sido determinante para ampliar a presença internacional.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Inpasa

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Exportação

Maçã de SC ganha exportação direta pelos portos catarinenses e reduz custos logísticos

A exportação de maçã em Santa Catarina passou a contar com um novo modelo que elimina etapas burocráticas e melhora a competitividade do setor. Agora, a fruta produzida no estado pode ser embarcada diretamente pelos portos catarinenses, sem a necessidade de deslocamento para outras regiões.

Certificação sanitária passa a ser feita no estado

A principal mudança está na realização da certificação fitossanitária, que agora ocorre nos próprios polos produtores, como São Joaquim e Fraiburgo, com auditor do Ministério da Agricultura e Pecuária.

Antes, os produtores precisavam enviar a carga até Vacaria ou aguardar liberação no Porto de Itajaí, o que elevava os custos com transporte e armazenagem.

Logística mais eficiente e fruta mais fresca

Com a certificação realizada na origem, a maçã segue diretamente para embarque em portos mais próximos, como o Porto de Imbituba. A mudança encurta o tempo de deslocamento e melhora a eficiência da logística de exportação.

Por se tratar de um produto perecível, o ganho de tempo é decisivo. Segundo o governo estadual, o novo modelo pode ampliar em até 15 dias a vida útil da fruta, aumentando sua qualidade no mercado internacional.

Produção forte e expectativa de exportação

Em São Joaquim, um dos principais polos da produção de maçã, cerca de 530 toneladas já foram certificadas localmente nesta safra. A previsão é que Santa Catarina exporte aproximadamente 20 mil toneladas no ciclo 2025/2026.

O estado responde por mais da metade da produção nacional, superando 1 milhão de toneladas anuais. Para a safra atual, a estimativa inclui mais de 265 mil toneladas da variedade gala e cerca de 234 mil toneladas de fuji.

Demanda antiga do setor

A liberação da certificação dentro do próprio estado era uma reivindicação histórica dos produtores. A medida foi articulada junto ao Ministério da Agricultura e deve ter impacto mais significativo nesta safra, marcada por maior volume de produção.

A certificação é uma exigência dos países importadores e garante que a carga esteja livre de pragas. O processo conta com apoio da Cidasc, responsável pelo monitoramento sanitário nos pomares.

Exportação ajuda a equilibrar preços

O aumento das exportações de maçã é estratégico, especialmente em anos de safra elevada. Além de facilitar o escoamento da produção, a venda ao mercado externo contribui para sustentar os preços no mercado interno.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Departamento Regional de São Joaquim/Cidasc

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Agricultura

Soja dispara em Chicago com greve na Argentina e alta do farelo acima de 4%

Após uma semana de oscilações limitadas, os preços da soja em Chicago voltaram a subir com força na última sexta-feira (10). Por volta das 13h30 (horário de Brasília), os principais contratos registravam valorização entre 6,25 e 10,25 pontos. O vencimento de maio era negociado a US$ 11,75 por bushel, enquanto o julho atingia US$ 11,90.

O principal motor dessa alta foi o avanço expressivo do farelo de soja, que acumulava ganhos superiores a 4% no dia. A valorização do derivado impulsionou diretamente o mercado do grão.

Greve na Argentina reduz oferta e favorece EUA

A paralisação de caminhoneiros na Argentina tem provocado impacto direto na oferta global. Com dificuldades logísticas, o país — um dos maiores exportadores mundiais — reduz sua presença no mercado, abrindo espaço para a demanda pelo produto dos Estados Unidos.

Esse cenário fortalece as cotações na Bolsa de Chicago (CBOT) e melhora as margens das indústrias processadoras norte-americanas. No mercado de farelo, o contrato de maio era cotado a US$ 331,80 por tonelada curta, enquanto o de julho marcava US$ 328,10.

Fundamentos e clima nos EUA entram no radar

Diante de incertezas no cenário geopolítico, os agentes de mercado voltam a priorizar os fundamentos. O início da safra dos Estados Unidos passa a ser um fator central, com atenção redobrada para o clima no Meio-Oeste, o ritmo do plantio e o comportamento da demanda internacional.

Outro elemento que contribui para a sustentação dos preços é a queda do dólar frente ao real, que recuava 0,7% na tarde desta sexta-feira, sendo cotado a R$ 5,03.

Protestos travam logística na Argentina

A greve dos caminhoneiros autônomos na Argentina começou no meio da semana e já provoca bloqueios em regiões estratégicas como Buenos Aires, Córdoba e Santa Fé — áreas-chave para o escoamento da produção agrícola.

Os trabalhadores reivindicam reajustes nas tarifas de transporte de grãos, pressionados pela disparada dos custos. Segundo relatos, o diesel teve aumento significativo, comprometendo a rentabilidade da atividade.

“Em janeiro, nossa tarifa caiu 10% e o diesel subiu quase 18%. Não há como sustentar os custos”, afirmou o caminhoneiro Mariano Gorosito.

A categoria pede um reajuste entre 25% e 30% nas tarifas, alegando que o combustível já representa cerca de 60% do custo das viagens. Além disso, os prazos longos para pagamento agravam a situação financeira dos transportadores.

Risco para exportações e entrada de divisas

Sem acordo até o momento, a paralisação ameaça comprometer a logística da colheita e o abastecimento dos portos argentinos. O impasse ocorre em um período crucial para o país, que depende das exportações agrícolas para a entrada de divisas.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Clarin

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Logística

Mercado de fertilizantes exige cautela, alerta Mapa diante de instabilidade global

O mercado de fertilizantes segue sob atenção do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), que acompanha os desdobramentos do cenário internacional em 2026. Tensões geopolíticas no Oriente Médio, somadas à suspensão temporária das exportações de nitrato de amônio pela Rússia, têm provocado forte volatilidade nos preços e intensificado a disputa global por insumos agrícolas.

Como grande importador, o Brasil sente diretamente os impactos dessas oscilações, tanto nos custos quanto na disponibilidade de produtos essenciais para a produção rural.

Cadeia de suprimentos é acompanhada de perto

Diante desse contexto, o Mapa reforça o monitoramento da cadeia de suprimentos de fertilizantes e mantém diálogo com representantes do setor produtivo. O objetivo é avaliar alternativas logísticas e garantir o abastecimento nacional, minimizando riscos para a próxima safra.

A estratégia busca preservar a estabilidade do setor agrícola e evitar desabastecimento em momentos críticos.

Produtores devem evitar compras em alta especulativa

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, orienta produtores rurais a adotarem postura cautelosa. Segundo ele, o cenário internacional tem favorecido movimentos especulativos, elevando artificialmente os preços dos fertilizantes.

A recomendação é evitar aquisições em momentos de pico e aguardar maior estabilidade do mercado. “A melhor forma de enfrentar a especulação é não comprar quando os preços estão inflados”, destaca.

Acordo com a Turquia amplia alternativas logísticas

Como resposta às incertezas no Estreito de Ormuz, o Brasil firmou um acordo com a Turquia para viabilizar novas rotas comerciais. A infraestrutura portuária turca passa a ser uma alternativa estratégica para o envio de exportações agropecuárias ao Oriente Médio e à Ásia Central, sem a necessidade de transitar pelo Golfo Pérsico.

A medida contribui para reduzir riscos logísticos e ampliar a segurança nas operações internacionais.

Planejamento da safra reduz pressão imediata

De acordo com o Mapa, a safra de inverno já está praticamente concluída, o que diminui a demanda imediata por fertilizantes. A próxima fase de maior consumo deve ocorrer apenas a partir de setembro, durante o plantio da safra de verão.

Esse intervalo oferece aos produtores tempo para planejamento e tomada de decisão mais estratégica, evitando compras precipitadas em um cenário de incertezas.

Tecnologia e manejo ajudam a otimizar insumos

Além das alternativas comerciais, o setor agrícola conta com soluções tecnológicas e práticas de manejo que permitem otimizar o uso de nutrientes nas lavouras, reduzindo a dependência imediata de fertilizantes.

O Mapa afirma que continuará acompanhando o mercado global e poderá adotar novas medidas para garantir a competitividade e a segurança da agricultura brasileira.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Crise do diesel eleva inflação dos alimentos e pressiona custos no Brasil

A recente crise do diesel no Brasil tem provocado efeitos diretos na inflação dos alimentos, ao encarecer tanto a produção agrícola quanto o transporte de mercadorias. O aumento nos preços do combustível afeta toda a cadeia, desde o campo até a chegada dos produtos ao consumidor final.

O cenário foi agravado pela instabilidade no mercado internacional de petróleo, impulsionada por conflitos no Oriente Médio. Atualmente, cerca de 20% do diesel consumido no país é importado, o que amplia a vulnerabilidade do abastecimento interno.

Diferença de preços desestimula importações

Outro fator que contribui para o problema é a defasagem entre os preços praticados pelas refinarias nacionais e os valores do mercado internacional. Essa diferença reduz o interesse de distribuidoras em importar o combustível, afetando a distribuição de diesel no país.

Especialistas apontam que a insegurança em relação à política de preços dificulta a atuação de importadores, o que pode comprometer o abastecimento, especialmente em períodos de maior demanda.

Safra no Sul intensifica demanda por combustível

No Sul do Brasil, a situação se torna ainda mais sensível devido ao período de colheita de culturas como arroz, soja e milho. A região depende parcialmente de diesel importado, o que aumenta a pressão durante a safra.

Com o aumento dos custos, produtores enfrentam um dilema: repassar os reajustes ao consumidor ou reduzir suas margens de lucro, impactando a rentabilidade do setor.

Efeito cascata atinge preços e consumidores

O impacto da alta do diesel vai além do campo. Como o transporte rodoviário é predominante no Brasil, o encarecimento do combustível eleva o custo do frete e influencia diretamente o preço final dos alimentos.

Além disso, estados com forte produção agrícola, como o Rio Grande do Sul, têm papel estratégico no abastecimento nacional. Problemas logísticos nessas regiões tendem a se refletir em todo o país, ampliando os efeitos da alta nos preços dos alimentos.

Duração da crise será decisiva para economia

A intensidade dos impactos dependerá da duração da instabilidade no abastecimento. Caso a normalização ocorra no curto prazo, os efeitos podem ser limitados. Por outro lado, uma crise prolongada pode gerar pressões inflacionárias mais amplas e atingir diversos setores da economia.

Educação financeira e análise econômica em destaque

O tema foi debatido no programa Resenha do Dinheiro, que aborda semanalmente os principais movimentos econômicos de forma acessível. A atração conta com apoio da B3 e da BlackRock e reúne especialistas para discutir educação financeira e tendências do mercado.

Com linguagem simples, o programa busca aproximar o público de assuntos como inflação, investimentos e cenário econômico, mantendo o equilíbrio entre análise técnica e conversa informal.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Importação

China Reduz Importação de Soja no Início do Ano; Queda Atinge 7,8% por Questões do Brasil

As importações de soja pela China registraram queda nos dois primeiros meses de 2026, refletindo atrasos na chegada de embarques dos Estados Unidos e na colheita do Brasil, além de lentidão no desembaraço aduaneiro, indicam especialistas do setor agrícola.

Importações diminuem, mas superam expectativas

Segundo dados da alfândega chinesa, o volume de soja importada em janeiro e fevereiro caiu 7,8%, somando 12,55 milhões de toneladas. Apesar da redução, o número ficou acima das previsões de analistas, que estimavam cerca de 11,1 milhões de toneladas.

Rosa Wang, analista da consultoria JCI em Xangai, destacou que as chegadas no bimestre superaram em cerca de 1 milhão de toneladas o esperado. Para março, a previsão é de 6,4 milhões de toneladas, quase o dobro do mesmo período do ano passado, quando foram importadas 3,5 milhões de toneladas.

Fatores que impactaram as importações

Liu Jinlu, pesquisador agrícola da Guoyuan Futures, explicou que a maior parte dos carregamentos dos EUA chegou apenas no final de fevereiro, limitando o efeito sobre os números do início do ano. Além disso, a colheita mais lenta do Brasil e a logística atrasada impediram a chegada imediata aos portos chineses. Problemas no desembaraço aduaneiro também restringiram as importações.

Segundo Liu, a expectativa é de que, com a ampla oferta da soja sul-americana, os volumes importados pela China se recuperem nos próximos meses.

Relações comerciais EUA-China e perspectivas futuras

As tensões comerciais anteriores retardaram a compra da soja de outono dos EUA, que só começou efetivamente no final de outubro após reuniões bilaterais para fortalecer relações. Desde então, a China adquiriu cerca de 12 milhões de toneladas do produto americano, sinalizando abertura antes de uma cúpula importante entre os países.

O presidente dos EUA, Donald Trump, mencionou que a China avaliava comprar mais 8 milhões de toneladas, mas especialistas permanecem cautelosos, considerando que os preços mais altos tornam as compras menos vantajosas.

Colheita da soja no Brasil

No Brasil, os agricultores haviam colhido 51% da safra 2025/26 até a última quinta-feira, segundo a consultoria AgRural, um aumento de 12 pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda abaixo dos 61% registrados no mesmo período do ano passado.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dan Koeck/Archivo

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Logística

Hub da Louis Dreyfus em Rondonópolis integra fertilizantes e algodão e reforça logística em MT

A Louis Dreyfus Company (LDC) colocou em operação um novo hub logístico em Rondonópolis (MT), unificando as atividades de insumos agrícolas e algodão no mesmo complexo. A estrutura está instalada no terminal rodoferroviário do município e foi desenhada para otimizar o fluxo de cargas, reduzir custos e ampliar a eficiência operacional no estado.

O projeto permite que o produtor rural entregue o algodão em pluma e retorne com fertilizantes, inclusive por meio de operações de barter — modelo de troca de produtos bastante utilizado no agronegócio. A expectativa é diminuir a pegada de carbono por tonelada transportada, além de racionalizar a logística regional.

Estrutura amplia capacidade de armazenagem e mistura

O novo ativo conta com uma misturadora de fertilizantes com capacidade estática superior a 100 mil toneladas. Já o armazém dedicado ao algodão comporta mais de 20 mil toneladas da fibra.

A operação é automatizada e equipada com elevadores, tombadores e esteiras, eliminando o uso de pás carregadeiras no recebimento das cargas. A companhia destaca que a escolha de Rondonópolis se deve ao papel estratégico do município como principal polo logístico de Mato Grosso.

O estado concentra cerca de 70% da área plantada de algodão no Brasil e responde por 22% do consumo nacional de fertilizantes, consolidando-se como referência tanto na produção da fibra quanto na demanda por insumos.

Sincronização entre oferta e demanda no campo

De acordo com Bruno Andrade, diretor comercial de insumos da LDC para a região North Latam, o hub garante maior alinhamento entre fornecimento e necessidade do produtor.

Segundo ele, a nova estrutura assegura a disponibilidade de fertilizantes no momento exato da demanda no campo, ajustando a cadeia de suprimentos ao ritmo da produção agrícola.

Andrade acrescenta que o investimento fortalece o posicionamento da empresa como parceira estratégica de fornecedores e produtores, além de ampliar sua atuação no mercado brasileiro de fertilizantes por meio da expansão geográfica e da oferta de produtos com mistura própria.

Integração fortalece competitividade do algodão brasileiro

Para Dawid Wajs, diretor da plataforma de algodão da LDC, a integração entre originação, armazenagem e logística acompanha o crescimento da produção nacional e contribui para elevar a competitividade da fibra no exterior.

A companhia é reconhecida como uma das líderes globais na comercialização de algodão e aposta na sinergia entre as operações para impulsionar a presença do produto brasileiro no mercado internacional.

O presidente da LDC Brasil, Michel Roy, afirmou que o hub está alinhado à estratégia de longo prazo da empresa, iniciada há 175 anos, com foco no fortalecimento da capacidade de comercialização e na integração com as áreas de logística e fertilizantes.

Durante a inauguração, o prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira, ressaltou o potencial logístico do município para atrair novos investimentos e destacou a vocação da cidade como centro estratégico do agronegócio.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Louis Dreyfus Company/Divulgação

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Logística

Filas de caminhões em Miritituba chegam a 30 km e expõem gargalo logístico no Arco Norte

O porto de Miritituba, em Itaituba (PA), enfrenta um novo colapso logístico. Filas de caminhões carregados com soja e milho já chegam a cerca de 30 quilômetros, dificultando o descarregamento nos terminais portuários e pressionando o frete em plena safra de Mato Grosso.

Arco Norte sofre com gargalos no escoamento de grãos

Em janeiro, Mato Grosso exportou 487,63 mil toneladas de soja para 11 países, sendo que 34% do volume escoou pelos portos do Arco Norte. Em 2025, das 32,06 milhões de toneladas exportadas pelo estado, 49% passaram pelo mesmo corredor logístico.

Paulo Roberto Almeida Ferreira, coordenador técnico da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), aponta que o problema não está na operação do porto, mas sim na logística terrestre. Segundo ele, cerca de 2,5 mil caminhões chegam diariamente ao porto para descarregar grãos, mas a infraestrutura rodoviária da BR-163 não consegue suportar a demanda.

“Qualquer contratempo na estrada, como acidentes ou trechos ruins, gera filas quilométricas que podem ultrapassar 30 quilômetros por dia”, afirma Ferreira.

Expedição técnica avalia situação in loco

No dia 21 de fevereiro, a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) iniciou o Estradeiro da BR-163 — Do Campo ao Porto, uma expedição técnica que percorre os principais trechos da rodovia até os portos de Miritituba e Santarém (PA). A comitiva inclui cerca de 20 presidentes de sindicatos rurais e foi acompanhada pelo Canal Rural Mato Grosso.

Nesta segunda-feira (23), o grupo percorreu os 30 km do KM 30 até o porto e constatou o tamanho do gargalo. “É um movimento intenso, mas insuficiente para atender à demanda. Só Mato Grosso enviou 17 milhões de toneladas para cá no ano passado, e o caos logístico é evidente”, disse Vilmondes Tomain, presidente da Famato.

Mais de 30 horas de espera nas filas

O dirigente enfatizou que, apesar da qualidade do transbordo no porto, o acesso terrestre limita a operação. “Alguns caminhões estão há mais de 30 horas na fila. É inadmissível em um país com nosso potencial econômico”, afirmou.

Tomain anunciou que a situação será levada a governantes estaduais e a deputados federais e estaduais, cobrando compromisso com os trabalhadores e produtores rurais que geram riqueza para o país.

Objetivo do Estradeiro

O Estradeiro da BR-163 visa mapear os pontos críticos da rodovia no eixo norte, como trechos sem pavimentação, buracos, atoleiros e desbarrancamentos, além de avaliar a manutenção das vias. As informações obtidas devem subsidiar propostas de melhoria em infraestrutura e segurança viária, fortalecendo o escoamento da produção de grãos do estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Lucas Nunes

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Agronegócio

Piso mínimo do frete eleva custos e prejudica competitividade do agronegócio, alerta Aprosoja-MT

A Aprosoja-MT, Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso, voltou a chamar atenção para os impactos da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas sobre o agronegócio. Segundo a entidade, a metodologia adotada pela ANTT gera distorções que aumentam os custos logísticos, sobretudo em estados como Mato Grosso, ao desconsiderar a livre concorrência e a realidade do escoamento de grãos.

O modelo, criado em 2018 como resposta à paralisação dos caminhoneiros, é criticado por não ter sido atualizado. Para a Aprosoja-MT, o tabelamento interfere na liberdade de mercado, eleva custos e agrava gargalos históricos, como a limitação de infraestrutura para armazenagem.

Gargalos de armazenagem pressionam custos

O presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, destaca que a escassez de armazéns é um problema estrutural do setor.

“Hoje, no Mato Grosso, maior estado produtor do país, conseguimos armazenar menos da metade da produção, e menos da metade desse armazenamento está na mão dos produtores”, explica.

Sem espaço suficiente, a safra precisa ser escoada rapidamente, concentrando a demanda por transporte no pico da colheita. Com o piso mínimo, isso eleva ainda mais os preços do frete, impactando diretamente o custo final do produtor.

Distúrbios no frete de retorno

Outra crítica refere-se ao fim da lógica do frete de retorno. Antes do tabelamento, caminhões voltavam das regiões portuárias trazendo insumos e fertilizantes a preços mais baixos, equilibrando os custos. O piso mínimo eliminou essa flexibilidade.

“O próprio CADE reconheceu que o frete mínimo gera efeitos semelhantes aos de formação de cartel, afetando todo o mercado. O aumento de custo não é absorvido pelo governo, mas pelo produtor, que não consegue repassá-lo no preço do seu produto”, afirma Beber.

Impactos para caminhoneiros autônomos

A Aprosoja-MT também aponta falhas técnicas na metodologia da ANTT. O cálculo considera caminhões novos, enquanto a frota brasileira tem idade média acima de 15 anos. Além disso, priorizar eixos e distância em vez da tonelagem prejudica veículos menores.

“Caminhoneiros com caminhões de sete ou quatro eixos acabam perdendo competitividade”, explica o presidente da associação.

Revisão da ANTT e decisão do STF

A ANTT informou que revisará a metodologia, mas não incorporará contribuições de estudos técnicos na atualização prevista para este mês, coincidente com o início da colheita. Para a Aprosoja-MT, a demora agrava os prejuízos.

“A produção brasileira mais uma vez será lesada pela ineficiência e morosidade do Estado”, critica Beber.

O impasse aguarda uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a constitucionalidade do piso mínimo. A entidade alerta que a manutenção do modelo atual pode reduzir a competitividade do país frente a concorrentes estrangeiros.

“Se o Brasil não ajustar o modelo, nossos concorrentes vão abocanhar mais mercado, exportar mais e gerar divisas que poderiam ficar aqui”, conclui o dirigente.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

“Brasil deve se tornar a maior potência agrícola do mundo entre 2035 e 2040”, afirma ex-presidente da Farsul

Após oito anos no comando da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Sistema Farsul), o médico-veterinário e produtor rural Gedeão Silveira Pereira encerra seu mandato deixando a presidência da entidade para Domingos Velho Lopes. A partir de 2026, ele assume o cargo de primeiro vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), onde já atuava como segundo vice e diretor de Relações Internacionais.

Em entrevista ao Correio do Povo, Gedeão revisita os principais desafios enfrentados pelo agronegócio gaúcho e nacional durante sua gestão, analisa entraves estruturais e jurídicos ao desenvolvimento do setor e projeta um cenário de forte crescimento para a agricultura brasileira nas próximas décadas.

Pandemia, clima extremo e impacto na economia gaúcha

Entre os momentos mais desafiadores da gestão, Gedeão destaca a pandemia de Covid-19 e as sucessivas crises climáticas. Segundo ele, apesar das dificuldades, o agronegócio brasileiro demonstrou resiliência e eficiência ao garantir o abastecimento interno, diferentemente do que ocorreu em países desenvolvidos.

No Rio Grande do Sul, os eventos climáticos extremos provocaram perdas significativas na produção agrícola, com impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. A redução estimada foi de cerca de 0,5%, o equivalente a até 50 milhões de toneladas de grãos que deixaram de ser colhidas, afetando a circulação de renda e o crescimento econômico.

Agricultura como motor da economia e transformação tecnológica

Gedeão reforça que a agricultura é o principal motor da economia gaúcha e brasileira. Ele chama atenção para a evolução do setor, que deixou de ser apenas produtor de alimentos para também se consolidar como gerador de energia renovável, com destaque para etanol e biodiesel.

Segundo o dirigente, o Brasil passou a receber tecnologias agrícolas de ponta simultaneamente aos Estados Unidos e à Europa, o que exige mão de obra altamente qualificada. Nesse contexto, ele aponta o treinamento e a educação profissional como o principal legado de sua gestão.

Qualificação profissional como legado permanente

O ex-presidente da Farsul destaca o papel do Senar na capacitação de trabalhadores rurais e produtores. Para ele, a qualificação permite ascensão social, aumento de renda e melhor aproveitamento das tecnologias disponíveis no campo.

Como marco desse trabalho, Gedeão anuncia a inauguração, prevista para abril, da maior escola de tecnologia agrícola do Brasil, no município de Hulha Negra (RS), voltada à formação de operadores de máquinas e tecnologias de alta complexidade.

Frustrações: infraestrutura precária e falta de investimentos

Entre as principais frustrações do período, Gedeão cita a estagnação da infraestrutura no Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de logística e transporte. Ele aponta a precariedade das rodovias, a desativação de ferrovias e as condições das estradas vicinais como gargalos históricos que limitam o crescimento do agro.

Para o dirigente, o baixo nível de investimento público obriga o país a avançar em concessões e privatizações. Sem melhorias logísticas, o Brasil pode enfrentar sérios problemas para sustentar o crescimento da produção agrícola projetado para os próximos anos.

Insegurança jurídica como principal entrave ao agro

Ao ser questionado sobre os maiores opositores do agronegócio, Gedeão é direto: a insegurança jurídica. Ele afirma que a instabilidade regulatória, as disputas sobre o direito de propriedade, as incertezas ambientais e decisões judiciais imprevisíveis desestimulam investimentos no campo.

Temas como o marco temporal indígena, a burocracia ambiental e as restrições ao uso da propriedade rural são citados como fatores que aumentam o risco para produtores e investidores, afetando o ritmo de desenvolvimento do setor.

Brasil rumo à liderança global na produção de alimentos e proteínas

Apesar dos desafios, Gedeão demonstra otimismo com o futuro. Para ele, o Brasil já é um dos maiores produtores globais de alimentos e proteínas e deve consolidar essa posição entre 2035 e 2040, tornando-se a maior agricultura do mundo.

Ele ressalta o avanço da agricultura tropical, o papel da Embrapa, a produção de múltiplas safras por ano e o crescimento da demanda mundial por proteínas animais. O país já lidera ou ocupa posições de destaque na produção de soja, milho, carne bovina, frango e suínos.

Mudança de percepção da sociedade sobre o agro

Gedeão avalia que a imagem do agronegócio junto à sociedade urbana evoluiu significativamente nas últimas décadas, em grande parte graças ao trabalho da imprensa. Termos pejorativos deram lugar ao reconhecimento da eficiência, sustentabilidade e importância estratégica do setor para a economia nacional.

Hoje, segundo ele, o agro é compreendido como essencial não apenas para garantir alimentos e energia, mas também para sustentar o superávit da balança comercial brasileira.

Novo desafio na CNA e foco na defesa do produtor

Na CNA, Gedeão afirma que sua atuação estará concentrada na defesa do produtor rural, na ampliação da capacitação profissional em nível nacional e na incorporação de novas tecnologias, como a inteligência artificial, ao agronegócio.

Ele destaca o papel da entidade como uma das estruturas mais robustas de representação do setor produtivo no país, atuando desde os sindicatos rurais até a articulação institucional em Brasília e no cenário internacional.

FONTE: CORREIO DO POVO

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: CAMILA CUNHA / REPRODUÇÃO CORREIO DO POVO

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