Agronegócio

ApexBrasil inaugura escritório em Mato Grosso para ampliar exportações do agronegócio

Mato Grosso, líder nacional em exportações do agronegócio, ganhou nesta segunda-feira (24/11) um escritório da ApexBrasil em Cuiabá. A nova unidade marca a ampliação da atuação da Agência no Centro-Oeste e reforça o suporte às empresas e produtores interessados em acessar novos mercados internacionais. A abertura integrou uma agenda de eventos realizada em parceria com o MAPA, reunindo autoridades federais, empresários, adidos agrícolas e representantes de entidades setoriais.

Durante a cerimônia, foram detalhados novos investimentos, ações de inteligência comercial e programas de qualificação que visam aumentar a presença dos produtos mato-grossenses no exterior.

Protagonismo internacional e presença ampliada

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que o Brasil volta a ter papel de destaque global, o que impulsiona as iniciativas de promoção comercial. Segundo ele, a Agência expandiu o número de representações no exterior e agora avança também na interiorização dentro do país.

Viana frisou que é impossível fortalecer o agronegócio brasileiro sem olhar para Mato Grosso, responsável por cerca de um terço do saldo positivo da balança comercial do país. Ele ressaltou que o novo escritório começa a operar de imediato e, a partir de janeiro, iniciará a implementação de programas voltados ao setor exportador.

Cooperação diplomática e abertura de mercados

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que a atuação conjunta entre o governo federal e a ApexBrasil já está gerando resultados concretos. Segundo ele, a integração entre a Apex, o MAPA, o MDIC e o Itamaraty contribuiu para a abertura de 500 novos mercados para produtos da agropecuária brasileira.

Fávaro lembrou que Mato Grosso não se destaca apenas em soja, milho e algodão, mas também em novos segmentos como DDG, etanol de milho e gergelim, que vêm ganhando força nas exportações. Atualmente, 61 estabelecimentos brasileiros estão habilitados a vender gergelim para a China — 31 deles no estado.

Reuniões estratégicas com adidos agrícolas

Um dos pontos altos do evento foram as reuniões que aproximaram 54 adidos agrícolas brasileiros de cerca de 200 representantes do setor produtivo estadual. O encontro, realizado em Cuiabá, proporcionou diálogo direto sobre abertura de mercados e superação de barreiras comerciais.

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do MAPA, reforçou que a iniciativa busca tornar o Brasil cada vez mais conectado e competitivo no comércio exterior.

Investimentos em promoção internacional

A ApexBrasil firmou convênios com três entidades do agronegócio: ABRAPA, UNEM e IBRAFE, totalizando mais de R$ 42 milhões em investimentos. Os recursos serão direcionados a ações de promoção internacional, inteligência de mercado e ampliação da presença do algodão, do etanol de milho, dos feijões e dos pulses em mercados estratégicos.

O presidente executivo da UNEM, Guilherme Nolasco, destacou que a parceria com a Agência vem permitindo a expansão internacional do setor de etanol de milho, fortalecendo sua presença em diferentes países e em mais de 40 embaixadas brasileiras.

Programas de qualificação para empresas

Dois programas foram anunciados para apoiar o desenvolvimento exportador no estado. O Qualifica Exportação, executado pela própria ApexBrasil, oferecerá consultoria especializada para empresas em estágio mais avançado. Já o PEIEX, em parceria com o Sebrae-MT, capacitará gratuitamente micro e pequenas empresas que iniciam sua jornada exportadora.

No total, 150 empresas mato-grossenses receberão apoio, com investimento superior a R$ 2,5 milhões.

Perspectivas para as exportações de Mato Grosso

Um estudo divulgado pela ApexBrasil, intitulado Oportunidades de Exportação e Investimentos – Mato Grosso, destaca que o estado registrou US$ 27,6 bilhões em exportações em 2024, mantendo-se como principal exportador do Centro-Oeste e ocupando a oitava posição nacional. A China segue como o maior destino, com 32,7% das vendas externas.

O levantamento aponta 1.235 oportunidades tradicionais de exportação distribuídas em 21 setores e envolvendo 32 produtos. Entre elas, carne bovina, soja, milho, farelos, algodão e óleos vegetais, com forte demanda em países como China, Chile, Egito, Emirados Árabes, Vietnã e Portugal.

FONTE: Apex Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Apex Brasil

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Portos

Leilões portuários do MPor avançam lentamente e projetos relevantes ficam para 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) previa realizar 21 leilões portuários ao longo de 2025, com investimentos estimados em R$ 8,5 bilhões. Porém, apenas oito certames foram concluídos até agora, e não há novas datas definidas para as próximas rodadas. Projetos estratégicos, antes planejados para este ano, devem ser adiados para 2026.

Investimentos já contratados ultrapassam R$ 2,6 bilhões
Os leilões concluídos — que envolvem terminais em Paranaguá (PR), Rio de Janeiro (RJ), Santana (AP) e Maceió (AL) — somam R$ 2,65 bilhões em investimentos previstos. O pacote inclui ainda a primeira concessão de um canal de acesso, no Porto de Paranaguá. Esses projetos se juntam aos oito leilões de 2024, que agregam mais R$ 3,7 bilhões, puxados pelo grande terminal de minério no Porto de Itaguaí (RJ).

Túnel Santos–Guarujá e outras obras estruturantes
Entre os projetos de maior visibilidade está o túnel Santos–Guarujá, estimado em R$ 6 bilhões e leiloado em setembro após uma década de estudos. A parceria entre o governo federal e o Estado de São Paulo permitiu que o certame ocorresse dentro do prazo.

Complexidade e mudanças internas atrasam cronogramas
Segundo o MPor, fatores como análises do TCU e da ANTAQ, além da saída de técnicos experientes da pasta, têm dificultado o avanço dos projetos. A concentração de decisões dentro do próprio ministério também é apontada por fontes do setor como um dos motivos para a lentidão.

O Porto de Paranaguá é citado como exceção: por contar com autonomia para conduzir estudos e leilões, conseguiu avançar com os principais projetos previstos.

MPor atribui atrasos à alta complexidade dos processos
Em nota, o ministério reforçou que os leilões exigem etapas “técnicas, jurídicas e de governança”, o que pode alterar prazos. O órgão informou que os certames realizados já somam R$ 10,2 bilhões em investimentos atualizados.

Projeção de R$ 6 bilhões em leilões ainda pendentes
Projetos importantes seguem à espera de aval para ir ao mercado, incluindo os terminais STS33 (Santos–SP), MUC04 (Fortaleza–CE) e VDC29 (Vila do Conde–PA). Juntos, eles representam mais de R$ 6 bilhões em investimentos.

O destaque é o Tecon 10, que seria o maior terminal de contêineres da América Latina. Inicialmente previsto com investimentos de R$ 3,5 bilhões — hoje atualizados para cerca de R$ 5 bilhões — o projeto enfrenta forte disputa e risco de judicialização.

TCU adia análise do Tecon 10 e cenário fica incerto
A proposta de leilão chegou ao TCU na semana passada, mas um pedido de vista empurrou a discussão para a última sessão do ano, em 8 de dezembro. A tendência, segundo os votos iniciais, é que a corte aprove um modelo mais restritivo, que impede a participação de empresas ligadas a armadores na primeira fase do certame. Se esse formato prevalecer, membros do governo avaliam que o projeto pode ficar “nebuloso”.

O impasse afeta também o terminal SSB01, no Porto de São Sebastião (SP), que dependia do avanço do Tecon 10 para seguir adiante.

Planos para 2026 incluem 21 novos projetos
Com cancelamentos e adiamentos, o MPor estima que 2026 deverá reunir 21 projetos — 17 arrendamentos e quatro concessões — totalizando R$ 5,9 bilhões em investimentos.

Um exemplo recente de mudança é o cancelamento do leilão do STS08, em Santos. A decisão partiu do Palácio do Planalto, que optou por ampliar a área do STS08A, sob gestão da Petrobras, em vez de realizar o arrendamento.

Canais e hidrovias enfrentam obstáculos políticos e ambientais
Após a concessão do canal de Paranaguá, o governo espera avançar com projetos semelhantes em Itajaí (SC) e Santos (SP), que ainda dependem de análise e conclusão de estudos.

Já as hidrovias enfrentam desafios adicionais. A concessão do Rio Paraguai é a mais adiantada, mas passou por revisões relacionadas a questões ambientais e à gestão binacional com o Paraguai. No caso do Rio Madeira, resistências políticas das bancadas regionais têm travado o envio do projeto ao TCU.

FONTE: Agência Infra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Paranaguá

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Comércio Exterior

Estados ganham protagonismo em plano nacional de investimentos e comércio exterior

O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, reuniu-se nesta segunda-feira (24/11) com secretários estaduais de Desenvolvimento no Palácio do Planalto para alinhar estratégias de atração de investimentos estrangeiros e de fortalecimento do comércio exterior nos estados. As reuniões ocorreram pela manhã, e os encaminhamentos foram apresentados ainda na tarde de segunda-feira.

O encontro avançou na integração dos estados a duas ferramentas do governo federal desenvolvidas pelo MDIC: a Janela Única de Investimentos, prevista para entrar em operação em fevereiro de 2026, e o Monitor de Investimentos, plataforma já ativa que organiza e divulga projetos de infraestrutura para facilitar a chegada de capital privado.

Estados apresentam avanços na Cultura Exportadora
Durante a reunião, também foram apresentados os Planos Estaduais de Promoção da Cultura Exportadora elaborados por sete estados: Pará, Pernambuco, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Amapá e Espírito Santo. Os documentos fazem parte da Política Nacional da Cultura Exportadora (PNCE) e têm como meta ampliar a participação de empresas — especialmente micro, pequenas e médias — no comércio internacional.

Esses planos reforçam o objetivo de interiorizar e diversificar as exportações, estimulando novos setores e ampliando o número de produtos enviados ao exterior.

Projetos estaduais avançam com linha de financiamento do BID
Os secretários também apresentaram o andamento dos projetos iniciados por meio da linha de financiamento de R$ 11 bilhões lançada pelo BID no início deste ano. Os recursos são voltados para áreas como Infraestrutura Logística, Inovação, Desenvolvimento Regional Sustentável, Comércio Exterior e Investimentos produtivos.

A devolutiva dá continuidade às discussões iniciadas em março, quando foi anunciada a Linha de Crédito Condicional para Projetos de Investimento (CCLIP), que está sendo operacionalizada pelo MDIC por meio da Camex. A proposta prioriza iniciativas capazes de elevar a produtividade, ampliar a competitividade e considerar as realidades regionais.

Indicadores mostram avanço do comércio exterior e do IED
Dados recentes do Banco Central reforçam o cenário positivo. O Investimento Estrangeiro Direto (IED) alcançou US$ 71,1 bilhões em 2024, alta de 13,8% sobre 2023. Em 2025, apenas de janeiro a setembro, o fluxo já chega a US$ 63,3 bilhões.

As exportações brasileiras também mantêm trajetória de crescimento, mesmo diante do tarifaço imposto pelos Estados Unidos. De janeiro a outubro de 2025, o país exportou US$ 289,7 bilhões, superando em 2% o recorde do mesmo período de 2024.

Ferramentas estratégicas apresentadas aos estados

Monitor de Investimentos
A plataforma, que continuará ampliando seu alcance, reúne informações detalhadas sobre projetos de infraestrutura e tem foco na atração de investimentos privados. A partir da assinatura de nova portaria, a ferramenta também destacará projetos dos estados e do Distrito Federal, reduzindo assimetrias de informação entre o setor público e o mercado.

Janela Única de Investimentos
Com solicitação formal ao BID para ampliar a cooperação técnica, a plataforma será um portal centralizado para gestão e agilização de processos relacionados a investimentos no país. Reunirá documentos, dados padronizados e informações estratégicas, simplificando etapas e dando mais transparência às operações.

PNCE — Política Nacional da Cultura Exportadora
Criada em 2023, a política articula órgãos públicos e privados para difundir a cultura exportadora e ampliar a base de empresas aptas a exportar, com forte foco em pequenas e médias empresas.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência de Notícias da Indústria

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Logística

Estatais chinesas ampliam presença em infraestrutura e logística no Brasil

A rede de infraestrutura construída por estatais chinesas no Brasil cresce em ritmo acelerado, fortalecendo o papel do país asiático em setores estratégicos como agronegócio, logística portuária, energia e transporte ferroviário.

No comércio de grãos, a influência da China já é expressiva. Embora as exportações brasileiras sejam tradicionalmente intermediadas por grandes traders como Cargill, Bunge e Louis Dreyfus, a Cofco, estatal chinesa, tornou-se a segunda maior trader de grãos do mundo, atrás apenas da Cargill. Em 2024, a empresa foi responsável por transportar 6,65 milhões de toneladas da soja brasileira destinada ao mercado chinês — cerca de 9% dos embarques do ano.

Além da soja, a Cofco lidera a exportação de milho, açúcar e outros produtos agrícolas, somando 17 milhões de toneladas enviadas a dezenas de países em 2023.

Cofco amplia operações no Porto de Santos

A expansão da estatal inclui investimentos robustos em infraestrutura portuária. Depois de operar dois terminais no Porto de Santos, a Cofco inaugurou parcialmente, em março, o TEC (Terminal Exportador Cofco), conhecido tecnicamente como STS11. A operação plena está prevista para 2025.

Com o novo terminal, a capacidade da empresa no porto deve saltar de 4,5 milhões para 14 milhões de toneladas por ano, tornando o STS11 o maior terminal da Cofco fora da China. Parte desse volume será transferida de instalações terceirizadas, reduzindo custos logísticos.

A estratégia de verticalização inclui ainda a compra de 23 locomotivas e 979 vagões, numa operação de R$ 1,2 bilhão. Os trens, operados pela Rumo, devem transportar 4 milhões de toneladas de grãos e açúcar até Santos a partir de 2026.

Os investimentos recentes da China na infraestrutura brasileira

Fonte: Alvarez & Marsal

Portos e contêineres: atuação da China Merchants

A presença chinesa no sistema portuário brasileiro vai além dos granéis. No segmento de contêineres, 11% de toda movimentação nacional passa pelo TCP (Terminal de Contêineres de Paranaguá), controlado desde 2018 pela estatal China Merchants Port Holdings (CMPorts), maior operadora de contêineres da China e terceira maior do Brasil, com 1,6 milhão de TEUs por ano.

A empresa formalizou recentemente um acordo para investir R$ 1,5 bilhão na ampliação do terminal, ampliando sua competitividade no país.

CMPorts também avança no setor de petróleo

Outro movimento estratégico é a entrada da CMPorts no Porto do Açu (RJ) — empreendimento originalmente idealizado por Eike Batista, hoje desenvolvido pela Prumo Logística, do fundo americano EIG. Em fevereiro de 2025, a estatal chinesa assinou acordo para adquirir 70% do terminal de petróleo, responsável por 30% das exportações brasileiras da commodity. A operação ainda depende de aprovação regulatória.

Se confirmada, a CMPorts passará a gerir a logística de 21% das exportações de petróleo do Brasil, reforçando seu papel no escoamento de commodities energéticas.

China investe também em transporte de passageiros

Um dos investimentos mais simbólicos da China no Brasil envolve o transporte de pessoas. O Trem Intercidades São Paulo–Campinas, leiloado em 2024, será desenvolvido por um consórcio formado pelo Grupo Comporte (60%) e pela estatal chinesa CRRC (40%), maior fabricante de trens do mundo.

O projeto deve consumir R$ 14 bilhões, sendo R$ 2 bilhões de responsabilidade da CRRC. A inauguração está prevista para 2031.

A empresa também venceu a licitação para fabricar 44 novos trens do Metrô de São Paulo, num contrato de R$ 3,1 bilhões, utilizando a fábrica que assumiu em Araraquara (SP).

Ecossistema chinês conecta energia, logística e tecnologia

Os investimentos chineses no Brasil seguem uma lógica integrada: um ecossistema no qual diferentes estatais se complementam. No setor elétrico, a State Grid controla a CPFL, responsável por 15% da distribuição no país, enquanto a China Three Gorges (CTG) detém 3,5% da geração nacional. Ambas utilizam painéis solares chineses, que dominam 80% da produção global.

No petróleo, parte do óleo que chega ao Porto do Açu vem de petroleiras como CNOOC, CNPC e Sinopec, todas estatais chinesas que atuam no Brasil.

A estratégia reproduz um modelo já buscado por grandes conglomerados, mas em escala monumental, consolidando a China como uma força central na infraestrutura brasileira.

FONTE: InvestNews
TEXTO: Redação
IMAGENS: Wirestock/John Lamb/Getty Images

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Portos

Investimento de R$ 1,6 bi da DP World vai ampliar operações no Porto de Santos

O Porto de Santos, considerado o maior complexo portuário do hemisfério sul, receberá R$ 1,6 bilhão em investimentos para aumentar sua capacidade de movimentação de cargas. O anúncio foi feito pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, durante missão oficial em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

A nova etapa de investimentos foi confirmada após reunião entre o ministro e representantes da DP World, operadora de um dos principais terminais portuários privados multipropósito do Brasil. O valor anunciado se soma aos R$ 450 milhões já previstos, elevando a meta de capacidade do terminal para 2,1 milhão de TEUs até 2028, com destaque para a ampliação de 190 metros de cais.

Objetivo é modernizar e aumentar eficiência

Após o encontro, Silvio Costa Filho ressaltou que os investimentos fortalecem a evolução do setor portuário brasileiro. Segundo ele, os aportes ampliam a eficiência do Porto de Santos e demonstram a confiança dos investidores internacionais no país. Durante a missão, o ministro também visitou o Porto de Jebel Ali, referência global em logística e inovação.

Segunda fase inclui novo píer e expansão da retroárea

A segunda fase do projeto, aprovada recentemente, contempla a construção de um novo píer de atracação, a expansão da retroárea com uma laje sobre estacas, além de melhorias no gate de acesso, nas áreas de inspeção, na infraestrutura para cargas refrigeradas e em outros espaços operacionais.

O programa completo prevê ainda a aquisição de 4 portêineres, 15 RTGs e 40 ITVs, equipamentos usados para otimizar operações internas e aumentar a velocidade de movimentação de contêineres. Todos seguem padrões modernos de eficiência energética e sustentabilidade, alinhados à estratégia global da DP World de reduzir emissões.

Com a expansão, o terminal estará apto a receber navios da classe New Panamax, com até 150 mil TPB e 366 metros de comprimento, operando simultaneamente.

Ampliação do cais será concluída em agosto de 2025

Com a obra, o cais ganhará 190 metros lineares, passando de 1.100 para 1.290 metros. A ampliação beneficiará especialmente as áreas de exportação de celulose e de movimentação de contêineres. A entrega está prevista para agosto do próximo ano.

Em agosto deste ano, durante visita técnica ao terminal, o ministro participou do lançamento da pedra fundamental da expansão e acompanhou o início das obras, conversando com trabalhadores e equipes responsáveis pela execução.

Ministro busca referências internacionais

Durante a missão, Costa Filho conheceu de perto a infraestrutura da DP World em Jebel Ali, observando modelos de gestão, tecnologia e produtividade aplicados no complexo. Ele destacou o sistema Boxbay, que multiplica a capacidade de movimentação de cargas com mais segurança e eficiência.

“É um dos portos mais avançados do mundo, e ver essas tecnologias de perto ajuda a entender como o Brasil pode ampliar sua capacidade logística e atrair novos investimentos”, afirmou o ministro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Assessoria de comunicação da DP World

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Logística

Ministro Silvio Costa Filho reforça parcerias em logística integrada durante agenda nos Emirados Árabes

Em seu segundo dia de compromissos oficiais em Dubai, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, reuniu-se nesta quarta-feira com o secretário de Infraestrutura e Transportes dos Emirados Árabes Unidos, xeique Mohammed Al Mansouri. O encontro faz parte da missão brasileira voltada ao fortalecimento da logística integrada, à ampliação da conectividade aérea e à diversificação de rotas entre os dois países, além de buscar novos investimentos para projetos de portos, aeroportos e hidrovias.

O ministro destacou que a conversa reforçou o interesse mútuo em avançar em áreas como descarbonização, inovação e modernização portuária.
“Foi uma reunião muito produtiva. Essa troca é essencial para aproximar o Brasil de tecnologias avançadas e ampliar a atração de investimentos, fortalecendo nosso trabalho para modernizar portos e corredores logísticos”, afirmou Costa Filho.

Foco em tecnologia, sustentabilidade e inovação

A agenda inclui reuniões com representantes públicos e privados dos Emirados para ampliar a cooperação técnica e aprofundar parcerias tecnológicas. A pauta também aborda temas ligados à sustentabilidade, como a descarbonização do transporte marítimo e a expansão dos biocombustíveis.

Na terça-feira (18), o ministro visitou a Dubai Airshow — uma das maiores feiras aeroespaciais do mundo, com mais de 1.500 expositores e cerca de 148 mil participantes — reforçando o diálogo sobre tendências da aviação global.

Parcerias para fortalecer a aviação brasileira

Ainda esta manhã, Costa Filho se encontrou com o CEO da Dnata, Steve Allen. A empresa, que opera em vários aeroportos brasileiros, discutiu novas possibilidades de cooperação.
“A Dnata tem um papel institucional importante no país e simboliza a confiança crescente do mercado internacional na aviação brasileira. Por determinação do presidente Lula, queremos ampliar nossa agenda internacional, que é fundamental para o desenvolvimento do Brasil”, destacou o ministro.

Expansão da malha aérea e novos voos para o Nordeste

Em busca de ampliar a presença de voos internacionais no Brasil, o ministro também se reuniu com Tim Clark, presidente da Emirates Airlines. A companhia estuda aumentar, nos próximos anos, o número de operações no país, com atenção especial ao Nordeste.

“Tivemos uma reunião muito produtiva e estou confiante de que teremos novas operações da Emirates no Brasil. Trabalho intensamente para viabilizar um voo direto de Dubai para o Nordeste”, afirmou Costa Filho.

Com frota de cerca de 260 aeronaves da Airbus e Boeing, a Emirates opera em 148 destinos ao redor do mundo. No Brasil, mantém voos regulares para os aeroportos de São Paulo/Guarulhos e Rio de Janeiro/Galeão, além de parcerias de codeshare com Azul, Gol e Latam.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Ministério de Portos e Aeroportos

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Tecnologia

Renault e Geely ampliam investimentos no Paraná impulsionadas pelo programa Mover

O programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) voltou a estimular o setor automotivo e resultou em um novo ciclo de investimentos no Paraná. Renault e Geely anunciaram uma parceria de R$ 3,8 bilhões para desenvolver tecnologias de baixa emissão, plataformas eletrificadas e futuros modelos produzidos no país.

A assinatura do acordo no Complexo Ayrton Senna consolida a cooperação tecnológica entre as montadoras. Com o avanço da parceria, a Geely Auto passa a deter 26,4% de participação na Renault do Brasil, ampliando sua presença estratégica no mercado nacional.

Mover impulsiona inovação e competitividade

Durante a cerimônia, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, destacou que o investimento reforça os pilares da Nova Indústria Brasil (NIB) e cria um ambiente favorável para inovação e sustentabilidade. Segundo ele, o Mover oferece previsibilidade e incentiva empresas a liderarem a transição para uma economia mais verde.

Alckmin lembrou que o programa prevê R$ 19,3 bilhões para o período de 2024 a 2028, apoiando planejamento empresarial, modernização fabril e avanço tecnológico. Para o ministro, a transição energética coloca o Brasil em posição privilegiada para liderar iniciativas de economia de baixo carbono.

Novos modelos e expansão da produção nacional

A colaboração entre Renault e Geely resultará em dois novos modelos da marca chinesa e na renovação de um veículo Renault, todos previstos para o segundo semestre de 2026. Já em 2027, está programada uma nova plataforma com foco em eletrificação automotiva, que originará outro modelo da montadora francesa.

Com isso, o Complexo Ayrton Senna passará a produzir veículos das duas marcas, ampliando a integração do Brasil às cadeias globais de valor e fortalecendo a competitividade da indústria nacional.

Setor automotivo celebra previsibilidade

Ariel Montenegro, presidente e diretor-geral da Renault Geely do Brasil, destacou que a parceria é inédita e de longo prazo, com foco em desenvolvimento econômico e soluções inovadoras de mobilidade.

Já Igor Calvet, presidente da Anfavea, ressaltou que o setor reconhece o impacto positivo da previsibilidade trazida pelas recentes políticas públicas. Para ele, os avanços anunciados são reflexo direto das diretrizes do Programa Mover, que sucedeu o antigo Rota 2030.

Lançado no fim de 2023, o Mover estimula a descarbonização da frota e concede créditos tributários a empresas que investem em pesquisa, eficiência energética e produção nacional. Atualmente, 231 companhias estão habilitadas, e o programa já motivou anúncios que somam R$ 190 bilhões em investimentos privados até 2033.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/ VPR

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Aeroportos

Aquisição da Motiva no Brasil: grupo mexicano compra operação de 17 aeroportos

O Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR), por meio da subsidiária Aeropuerto de Cancún, anunciou a compra da operação da Motiva (antiga CCR) no Brasil. O acordo, comunicado ao ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, envolve 17 aeroportos distribuídos em nove estados brasileiros, incluindo os terminais de Confins (MG) e São Luís (MA). A transação, avaliada em R$ 5 bilhões, também contempla ativos em outros países da América Latina.

Reconhecido pela ampla experiência em gestão aeroportuária, o grupo mexicano já administra nove aeroportos no México e outros sete em diferentes países latino-americanos.

Ministro destaca confiança no mercado brasileiro
Ao comentar a negociação, Silvio Costa Filho afirmou que a entrada de um operador internacional reforça os laços comerciais entre Brasil e México e fortalece o turismo de lazer e negócios. Para ele, a compra representa “a maior transação aeroportuária em curso no mundo” e demonstra a confiança no crescimento da aviação brasileira.

O ministro lembrou ainda que a pasta trabalha para ampliar novas concessões e que o setor vive o maior ciclo de investimentos da história recente. Nos últimos dois anos e meio do governo Lula, cerca de 30 milhões de passageiros foram incorporados ao transporte aéreo nacional, impulsionados pela expansão econômica e pelo turismo no país.

Brasil e México podem se tornar hubs estratégicos
Durante o anúncio, o ministro ressaltou o potencial de aumento no número de voos entre os dois países. Pela localização geográfica — o Brasil ao sul e o México ao norte da América Latina — ambos podem funcionar como hubs aeroportuários, conectando Estados Unidos, América do Sul e outros destinos internacionais.

Setor aeroportuário ganha novo dinamismo
A chegada de um novo operador estrangeiro traz mais diversidade ao setor no Brasil. Segundo o ministro, a aquisição evidencia a atratividade do mercado de transporte aéreo, valorizando ativos nacionais e abrindo espaço para novos negócios em outros aeroportos.

Entre janeiro e setembro deste ano, foram registrados 1.375 voos entre Brasil e México, alta de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior. O fluxo de passageiros também cresceu: 253 mil viajantes, aumento de 15,4%.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aeroporto Confins/Divulgação

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Economia

Bolsa encerra sequência recorde de altas; dólar avança com cenário externo

Após 15 pregões consecutivos de valorização, o Ibovespa encerrou o dia em leve queda de 0,07%, aos 157.633 pontos. O recuo, embora modesto, colocou fim a uma sequência histórica de ganhos iniciada em 21 de outubro, período em que o principal índice da Bolsa de Valores acumulou alta de 9,48%.

Mesmo com a interrupção da série positiva, o desempenho em 2025 continua expressivo, com valorização acumulada de 31,15%. O pregão desta quarta-feira foi marcado pela volatilidade: o índice chegou a superar os 158 mil pontos na abertura, mas recuou até 0,74% no início da tarde, antes de ensaiar recuperação parcial nas horas finais.

Ações da Petrobras pesam no índice
A principal pressão sobre o Ibovespa veio das ações da Petrobras, impactadas pela queda no preço internacional do petróleo. Os papéis ordinários (PETR3) recuaram 2,99%, enquanto os preferenciais (PETR4) caíram 2,56%, puxando o índice para baixo.

A instabilidade no setor de energia refletiu o movimento global de correção dos preços do barril, após semanas de alta influenciada por tensões geopolíticas e cortes de produção.

Dólar sobe e reverte movimento de baixa
No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,29, alta de 0,37% (R$ 0,019). A moeda americana chegou a recuar para R$ 5,26 pela manhã, mas retomou força ao longo do dia, acompanhando a desvalorização de moedas de países emergentes diante do fortalecimento do dólar no exterior.

Apesar do avanço, a divisa ainda acumula queda de 1,64% em novembro e retração de 14,34% no ano. Na véspera, havia fechado em R$ 5,27, o menor nível desde junho de 2024.

Perspectivas de curto prazo
Analistas destacam que, mesmo após a leve correção, o mercado segue otimista com o desempenho da bolsa brasileira, sustentado por expectativas positivas sobre juros, fluxo estrangeiro e melhora no ambiente fiscal. Já o câmbio deve continuar refletindo a combinação entre fatores externos e percepção de risco local.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/B3

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Economia, Internacional

Café da Manhã com Câmaras de Comércio reforça parcerias internacionais e oportunidades de negócios no Paraná

O Sistema Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Sistema Fiep), por meio do Centro Internacional de Negócios (CIN-PR), realizou o evento “Café da Manhã com as Câmaras de Comércio do Paraná”, iniciativa voltada ao fortalecimento das relações bilaterais e à criação de novas oportunidades de negócios e investimentos para o estado.

O encontro reuniu representantes de diversas Câmaras de Comércio, instituições e órgãos públicos, consolidando o Paraná como um polo de cooperação internacional e inovação empresarial. Entre os participantes, estiveram a Associação Comercial do Paraná (ACP), o Corpo Consular do Paraná, os Correios, o Sebrae, o IRIP e a Prefeitura de Curitiba.

Networking e cooperação internacional em foco

O evento foi marcado por um ambiente de diálogo e networking, com a integração de lideranças empresariais e diplomáticas. As discussões reforçaram o papel estratégico das Câmaras de Comércio na promoção do comércio exterior, na atração de investimentos estrangeiros e no fortalecimento das relações econômicas globais — pilares centrais do programa Paraná4Business.

Durante a abertura, o gerente de Relações Internacionais da Fiep, Higor de Menezes, apresentou o trabalho do Sistema Fiep ao lado de Juliana Penhaki, Rafael Asinelli, Caroline Nascimento e Fernanda Wolf, dos Conselhos Temáticos e Setoriais. O grupo destacou iniciativas voltadas ao desenvolvimento industrial paranaense e à internacionalização das empresas locais.

Câmaras de Comércio apresentam projetos e estratégias para 2026

Na sequência, os representantes das Câmaras de Comércio apresentaram planos e projetos para 2026, com foco em cooperação econômica, inovação e internacionalização de empresas. Participaram do encontro as câmaras de Alemanha, Estados Unidos (AMCHAM), Argentina, China, Finlândia, França, Índia, Itália, Japão, Luxemburgo, Portugal e Romênia-Moldávia.

As propostas destacaram a importância de ações conjuntas para ampliar o intercâmbio comercial e criar novas rotas de investimento entre o Paraná e os principais mercados mundiais.

Paraná se consolida como estado globalmente competitivo

O Café da Manhã com as Câmaras de Comércio reafirmou o compromisso do Sistema Fiep em aproximar o setor produtivo paranaense das redes internacionais de negócios, consolidando o estado como um ambiente aberto, inovador e competitivo no cenário global.

Diante dos resultados positivos, o Sistema Fiep anunciou que o evento terá novas edições, com o objetivo de ampliar o diálogo bilateral e fomentar parcerias estratégicas para o desenvolvimento econômico sustentável.

A instituição agradeceu a presença dos representantes das câmaras e dos parceiros institucionais, reforçando que a iniciativa representa um marco para o futuro das relações internacionais e do crescimento industrial no Paraná.

FONTE: FIEPR
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIEPR

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