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Dólar sobe e fecha a R$ 5,99 após tarifa de 104% dos EUA à China; bolsa cai

Brasil sofre mais por ter mercado com relação forte com a China, que deve sofrer aperto tarifário dos EUA

 O dólar disparou na sessão desta terça-feira (8), com a aversão ao risco, enquanto investidores retiravam dinheiro em busca de ativos mais seguros. O Brasil sofreu mais, por sua proximidade com a China, que deve ser fortemente impactada pelas tarifas de Donald Trump.

Ao fim do pregão, a moeda norte-americana registrava alta de 1,49%, cotada a R$ 5,9985, maior valor de fechamento desde 21 de janeiro deste ano, quando encerrou a R$ 6,0313. A divisa chegou a bater R$ 6 na máxima.

Já oIbovespa fechou em queda de 1,32%, a 123.931,89 pontos. Nas ações, Vale e Petrobras figuram entre as maiores pressões negativas em meio ao declínio dos preços do minério de ferro e do petróleo no exterior.

Os Estados Unidos confirmaram, na tarde desta terça-feira (8), que aplicará uma nova tarifa contra a China.

A medida ocorre após o gigante asiático não cumprir o pedido do presidente donald Trump de voltar atrás com as taxas retaliatórias de 34% anunciadas na semana passada.

Nos EUA, o índice S&P 500 fechou abaixo da marca de 5.000 pontos pela primeira vez em quase um ano, depois da sessão volátil desta terça-feira e de uma forte valorização dos papeis pela manhã, com esperanças de investidores se esvaindo em relação a quaisquer adiamentos ou concessões iminentes dos Estados Unidos em relação às tarifas.

O Nasdaq recuou 2,15%, aos 15.267,91 pontos; o S&P 500 caiu 1,57%, aos 4.982,77 pontos; e o Dow Jones perdeu 0,84%, aos 37.645,59 pontos.

Bolsas da Europa e Ásia se recuperam

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça, recuperando-se parcialmente dos tombos que sofreram no pregão anterior em meio a preocupações com os efeitos do tarifaço do governo Trump, embora as tensões comerciais persistam.

O índice japonês Nikkei subiu 6,03% em Tóquio, a 33.012,58 pontos, seu melhor desempenho diário desde 6 de agosto do ano passado. Já o Hang Seng avançou 1,51% em Hong Kong, a 20.127,69 pontos, revertendo apenas uma fração da drástica queda de cerca de 13% que sofreu ontem.

Na Europa, as bolsas também fecharam em alta, após acumularem perdas nos quatro pregões anteriores. O índice pan-europeu STOXX 600 fechou em alta de 2,72%, a 486,91 pontos, depois de cair mais de 12% nas últimas quatro sessões.

Contexto internacional

A política comercial dos EUA continua sendo no foco dos mercados desde que o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou na semana passada a imposição de tarifa de 10% sobre as importações ao Brasil, que entrou em vigor no sábado, e taxas mais altas para alguns parceiros, que serão implementadas na quarta.

Por três sessões consecutivas, os investidores demonstravam enorme aversão ao risco, uma vez que temem que as medidas comerciais possam desencadear uma guerra comercial ampla, o que poderia provocar a aceleração da inflação global e uma recessão econômica em diversos países.

Mas nesta terça-feira, os agentes financeiros demonstravam um certo alívio, já que notícias recentes mostraram que alguns países estão preparados para negociar as tarifas com os EUA, evitando novas escaladas nas tensões comerciais.

O destaque era o Japão, sobre quem Trump afirmou na segunda que está enviando uma equipe para discutir as relações comerciais. O país asiático ainda anunciou nesta terça que seu ministro da Economia, Ryosei Akazawa, liderará as negociações pelo lado japonês.

Na Europa, ministros da União Europeia concordaram na véspera em priorizar as negociações dos EUA, mesmo que a Comissão Europeia tenha anunciado no mesmo dia planos para retaliar as medidas implementadas pela maior economia do mundo.

“Embora a UE permaneça aberta a negociações — e prefira fortemente — não vamos esperar indefinidamente”, disse o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, acrescentando que o bloco avançaria com contramedidas.

A divisa norte-americana ainda recuava ante pares do real, como o peso mexicano, o rand sul-africano e o peso chileno.

Por outro lado, o otimismo nos mercados contava com uma dose de cautela, à medida que Trump também escalou as tensões com a China na segunda-feira, ameaçando a segunda maior economia do mundo com tarifas adicionais caso Pequim não abandone as medidas retaliatórias contra as taxas dos EUA.

Cenário no Brasil

Na cena doméstica, dados do Banco Central mostraram mais cedo que a dívida bruta do Brasil registrou alta em fevereiro, quando o setor público consolidado brasileiro apresentou déficit primário bem menor do que o esperado.

FONTE: CNN Brasil
Dólar sobe e fecha a R$ 5,99 após tarifa de 104% dos EUA à China; bolsa cai | CNN Brasil

 

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Brado vai investir R$ 200 milhões no terminal de Sumaré (SP), favorecendo as importações para as indústrias da região

Até 2030, a Brado vai investir R$ 260 milhões nos terminais de Sumaré (SP) e Rondonópolis (MT), com a maior parte do valor (R$ 200 milhões) destinada à unidade do interior paulista. Os investimentos fazem parte do projeto Carrossel e serão concentrados no aumento da capacidade estática do terminal, bem como na infraestrutura logística, contribuindo diretamente para a eficiência de descarga dos caminhões em Sumaré.

Hoje a unidade de Sumaré é capacitada para receber 150 caminhões/dia, a expectativa é que esse número salte para 400 caminhões/dia nos próximos anos.

“As melhorias vão abrir um novo mercado com grande potencial: a importação de insumos para as indústrias da região, no fluxo Santos – Sumaré”, afirma Luciano Johnsson, CEO da Brado. “Será o principal investimento da Brado nos próximos 5 anos”, completa.

Nova logística para o desenvolvimento regional

Composta por 90 munícipios, entre eles Sumaré, a Região Administrativa de Campinas é a maior contribuinte para a riqueza industrial do Brasil, conforme estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), baseado na Pesquisa Industrial Anual (PIA) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2021, a RA de Campinas respondeu por 11,8% do Valor de Transformação Industrial (VTI) do país, que atingiu a soma de R$ 2,2 trilhões.

A importação entre Santos e Sumaré será realizada na rota de retorno das operações de exportação do maior porto da América Latina, tornando-se uma alternativa multimodal para agilizar o fluxo de contêineres. “O terminal da Brado em Sumaré é um entroncamento ferroviário, conectando não apenas as regiões Centro-Oeste e Norte aos portos de Santos e Itaguaí (RJ), mas também os portos entre si e o agro à indústria”, diz Johnsson.

Cerca de 50% dos investimentos serão aplicados novos pórticos equipados com tecnologia de automação para Sumaré e Rondonópolis. Os chamados RTGs ou RMGs são guindastes usados para movimentar e empilhar contêineres, reduzindo o tempo da operação e otimizando o espaço no pátio, porque são capazes de empilhar mais contêineres numa mesma coluna.

A compra equipamentos foi oficializada em novembro de 2024 com a empresa chinesa Jiangsu Rainbow Industrial Equipment (RIC), fornecedora da marca GENMA-KALMAR. A previsão é que três deles sejam instalados e entrem em operação no início de 2026, dois no terminal do interior paulista e um no de Mato Grosso.

“Estamos entusiasmados com a parceria estabelecida com a Jiangsu Rainbow para a primeira operação automatizada de RTG em ferrovias na América Latina. Esse acordo representa um passo significativo na modernização e eficiência dos nossos terminais, transformando a experiencia da operação e estabelecendo um novo padrão de excelência no setor”, diz Michelle Braga, gerente executiva de Suprimentos da Brado.

Representante da Rainbow no Brasil, a GV Logística fará a manutenção dos equipamentos. “Forneceremos suporte abrangente por meio de nossos técnicos especializados em guindastes GENMA-KALMAR, garantindo o sucesso deste projeto de guindaste de pórtico automatizado para a Brado e seus clientes.” O negócio contou ainda com a consultoria da empresa JC Platero, que forneceu orientação técnica e estratégica durante o processo.

O restante do investimento em Sumaré será aplicado em obras de construção de escritório, armazéns e ampliação de áreas de pátio e habilitação do terminal para operar como Recinto Especial para Despacho Aduaneiro de Exportação (Redex). Em Rondonópolis, está prevista a ampliação do pátio. Em ambos os terminais haverá implementação de sistemas e ferramentas de tecnologia para suportar o crescimento das operações.

FONTE: DataMar News
Brado vai investir R$ 200 milhões no terminal de Sumaré (SP), favorecendo as importações para as indústrias da região – DatamarNews

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Governo Trump anuncia 10% de taxas sobre produtos brasileiros

Anúncio feito na tarde desta quarta-feira (2), no que presidente chamou de “Dia da Libertação”, traz impactos para o mercado global

O presidente Donald Trump anunciou na tarde desta quarta-feira (2) um “tarifaço” global. A série de impostos de importação fazem parte do que ele chamou de “Dia da Libertação” e têm gerado reações nos mercados ao redor do mundo. Para o Brasil, as tarifas anunciadas foram de 10%, mesmo valor praticado pelo nosso país no mercado norte-americano, segundo Trump.

De modo geral, outros países têm visto o “tarifaço” como uma medida destrutiva para a economia global, e pretendem retaliar. No Brasil, o sentimento entre exportadores e o governo é de apreensão. Na terça (1º), o Senado aprovou um projeto como resposta às tarifas americanas. O projeto também foi aprovado na Câmara nesta quarta-feira.

As tarifas recíprocas são para países que cobram taxa de importação de produtos norte-americanos. O nome de “Dia da Libertação” se dá porque o presidente afirma que o conjunto de taxas “libertará os EUA de produtos estrangeiros”.

Segundo Trump, os Estados Unidos sofrem tratamento injusto de outros países, que vendem para o país e cobram taxas de produtos americanos em seus mercados para impedir a competição com produtos nacionais.

Trump acredita que com essa medida vai atrair para os Estados Unidos investimentos produtivos e empregos que migraram para outros países nas últimas décadas.

Tarifaço anunciado

O primeiro anúncio foi da aplicação de 25% de tarifas em todos os automóveis importados. A medida, que tem como foco a Europa e países asiáticos, passará a valer já nesta quinta-feira (3).

Trump citou ainda produtos da União Europeia, Austrália, China, Japão e outros parceiros comerciais, sem mencionar o Brasil. A importação da carne australiana foi alvo de críticas por parte do presidente.

— As tarifas serão de pelo menos metade do que eles estão cobrando da gente — apontou Donald Trump.

Em seguida, Trump revelou uma tabela com uma lista de países, que mostrava o valor das taxas aplicadas pelos países contra os EUA e o quanto os Estados Unidos pretendem aplicar de tarifa para os produtos dos referidos países.

Confira os cinco primeiros da lista:

  • China: 67% e 34%
  • União Europeia: 39% e 20%
  • Vietnã: 90% e 46%
  • Taiwan: 64% e 32%
  • Japão: 46% e 24%

No caso do Brasil, o presidente americano destacou que as tarifas cobradas atualmente dos EUA são de 10%. Assim, os Estados Unidos irão aplicar tarifas similares, também de 10%, para os produtos brasileiros.

Câmara aprova urgência em lei contra tarifaço de Trump

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou na terça-feira (1º) um projeto que cria a Lei da Reciprocidade Econômica. A medida é uma resposta ao tarifaço do presidente americano Donald Trump e propõe mecanismos e autoriza o governo a retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos brasileiros.

O texto prevê que o governo federal poderá agir para combater decisões unilaterais estrangeiras que:

  • violem e prejudiquem acordos comerciais do Brasil;
  • ameacem ou apliquem sobretaxas; ou
  • decretem critérios ambientais para produtos brasileiros, mais rígidos do que os aplicados para os mesmos produtos nos países importadores.

A proposta tem apoio do governo e da bancada do agronegócio. Além de responder às sobretaxas anunciadas recentemente por Trump em relação a produtos de fora, a medida também mira em ações da União Europeia contra a agropecuária brasileira — incluindo a resistência em assinar o acordo com o Mercosul — por suposta falta de compromisso ambiental.

A Câmara dos Deputados aprovou caráter de urgência para análise da proposta, que pode ser votada ainda nesta quarta (2). Se aprovada, a proposta segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Atualmente, o Brasil não adota tarifas específicas contra países. As regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) preveem o princípio da “nação mais favorecida” entre seus membros — ou seja, a proibição de favorecer ou penalizar um colega de OMC com tarifas.

Em discursos recentes, porém, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem defendendo que o Brasil adote a reciprocidade em casos de taxação.

FONTE: NSC Total
Governo Trump anuncia 10% de taxas sobre produtos brasileiros – NSC Total

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Porto de Paranaguá terá R$ 1,4 bi de investimentos para escoamento da safra

Primeiro leilão do ano contará com três unidades destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho

O Ministério de Portos e Aeroportos prevê que o leilão do Porto de Paranaguá deve somar R$ 1,38 bilhão em investimentos. As unidades serão destinadas à movimentação e armazenagem de granéis sólidos vegetais, como soja e milho.

Previsto para 30 de abril, será o primeiro leilão de arrendamentos portuários do ano. Além dos terminais PAR14, PAR15 e PAR25, o governo federal irá leiloar o terminal RDJ11 no Rio de Janeiro e o POA26, em Porto Alegre.

A estimativa é que os investimentos dobrem a capacidade do escoamento da safra agrícola pelo porto paranaense, abrindo oportunidades para exportação de mais 20 milhões de toneladas por ano.

O Ministério de Portos e Aeroportos quer realizar neste ano o leilão de pelo menos 20 unidades portuárias, em quatro regiões do país. O governo planeja outros 40 leilões até o final de 2026.

FONTE: CNN Brasil
Porto de Paranaguá terá R$ 1,4 bi de investimentos para escoamento da safra | CNN Brasil

 

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Déficit nas contas externas do Brasil sobe para US$ 8,8 bilhões

O resultado é quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2024

As contas externas do Brasil apresentaram um déficit de US$ 8,8 bilhões em fevereiro de 2025, quase o dobro do registrado no mesmo mês de 2024, quando o saldo negativo foi de US$ 3,9 bilhões.

Os dados, divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central (BC), refletem a diferença entre as exportações e importações de bens, serviços contratados e despesas de brasileiros no exterior, além do envio de lucros para o exterior.

O superávit da balança comercial – que registra as exportações menos as importações – diminuiu US$ 5,4 bilhões em relação ao ano passado. O déficit em serviços manteve-se estável, enquanto o déficit em renda primária apresentou uma redução de US$ 526 milhões.

No acumulado dos últimos 12 meses, o déficit em transações correntes atingiu US$ 70,2 bilhões, o equivalente a 3,28% do PIB, mostrando um aumento em relação aos US$ 65,3 bilhões (3,03% do PIB) registrados em janeiro. Em comparação com fevereiro de 2024, o déficit foi de US$ 23,9 bilhões (1,07% do PIB).

Em fevereiro de 2025, a balança comercial de bens registrou um déficit de US$ 979 milhões, em contraste com o superávit de US$ 4,4 bilhões observado no mesmo mês de 2024. As exportações de bens somaram US$ 23,2 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 24,1 bilhões, impulsionadas pela compra de uma plataforma de petróleo de US$ 2,7 bilhões. As exportações tiveram uma queda de 1,8%, enquanto as importações aumentaram 25,7%.

Quanto aos investimentos diretos no Brasil (IDP), o país recebeu US$ 9,3 bilhões em fevereiro de 2025, representando um crescimento de 75% em relação aos US$ 5,3 bilhões registrados no mesmo mês de 2024. No acumulado de 12 meses, o valor de IDP chegou a US$ 72,5 bilhões (3,38% do PIB), superando os US$ 68,5 bilhões (3,18% do PIB) de janeiro.

As reservas internacionais também tiveram um aumento, somando US$ 332,5 bilhões em fevereiro de 2025, um crescimento de US$ 4,2 bilhões em relação ao mês anterior. Esse aumento foi impulsionado por variações de preços, desembolsos de organismos internacionais e receitas de juros.

FONTE: Meon
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ZPE de Uberaba deve superar R$ 5 bilhões em investimentos

Projeto deve transformar cidade em um dos maiores hubs de data centers do País

Inaugurada no ano passado, a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Uberaba, no Triângulo Mineiro, deve superar R$ 5 bilhões em investimentos no curto a médio prazo. O projeto busca se transformar em um dos maiores hubs de data centers do País, atraindo empresas a partir de isenções tributárias e interiorizando o setor de tecnologia, que hoje se encontra próximo às capitais.

A zona de exportação, única do segmento na região Sudeste, já conta com dez empresas em negociações avançadas para se instalarem no local. Até meados de junho, as marcas devem ser aprovadas pelo governo federal para o início das obras na ZPE, previstas para o segundo semestre, conforme aponta o secretário de desenvolvimento econômico, turismo e inovação de Uberaba, Celso Neto.

Segundo ele, a iniciativa é um grande avanço para a cidade e o setor em questão, especializado em tecnologia, deve levar maior competitividade para a região, já que data centers possuem uma relevante demanda no Brasil e no mundo. “Nos conectamos com diversos investidores e através de uma pesquisa de mercado identificamos oportunidades no mercado de data center. Os grandes negócios que estamos conversando são desse setor”, destaca.

O foco no momento, segundo ele, é conquistar uma autorização do Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação (CZPE) para a regulamentação de data centers no projeto. Para que isso aconteça, o executivo municipal trabalha junto ao governo federal para viabilizar a inserção e com isso liderar o desenvolvimento de levar grandes empresas de tecnologia para o interior brasileiro.

Zona de exportação estimula economia local e soluciona gargalos do setor de tecnologia

A vantagem da estrutura em Uberaba mira nos principais gargalos do setor tecnológico: ampla disponibilidade de área para servidores e maquinário, fornecimento de energia em parceria com a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), além de benefícios tributários.

Fora da ZPE de Uberaba, Celso Neto destaca que elevadas cargas tributárias podem chegar a inviabilizar operações, e por isso, empresas que se instalarem no local contarão com isenção de imposto de importação, imposto de exportação, PIS, Cofins e ICMS, além da liberdade cambial. “A empresa poderá investir em contratos dolarizados, sem necessidade de nacionalizar e com benefícios por 20 anos”, ressalta.

Dentre os pré-requisitos para compor o projeto, estão a vocação majoritária para a exportação. A empresa também deverá demonstrar o potencial na geração de empregos, além do impacto positivo na cadeia produtiva local. A aprovação é realizada pelo governo federal junto ao conselho de ZPEs.

Para o secretário, os investimentos de alto valor agregado em Uberaba atendem ao plano de desenvolvimento da cidade, que já projeta como serão as arrecadações a partir do novo modelo da Reforma Tributária. “Procuramos por empresas que investem bastante, que geram muitos empregos e possuem elevada média salarial. Tudo isso projetando uma cidade com um maior poder de consumo, para atender ao mercado a longo prazo”, finaliza.

FONTE: Diário do Comercio
ZPE de Uberaba deve superar R$ 5 bilhões em investimentos

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Porto de Maceió receberá mais de R$ 150 milhões em investimentos até 2027

O Porto de Maceió anunciou um pacote de investimentos que serão operacionalizados até 2027.

Entre as ações estão a construção de uma nova sede, além de obras nas áreas de infraestrutura, segurança e logística portuária. O projeto deve receber mais de R$ 150 milhões em investimentos, entre recursos próprios e investimentos privados.

Em entrevista ao Movimento Econômico, o administrador do Porto de Maceió, Diogo Holanda, detalhou os projetos que devem posicionar o terminal portuário de Maceió entre um dos mais modernos da região, garantindo mais competitividade e capacidade operacional, tanto para operações de carga quanto para receber turistas que chegam à cidade nos cruzeiros.

Segundo Holanda, serão investidos R$ 30 milhões de recursos próprios para realizar a construção da nova sede administrativa do Porto, além de reformas no setor operacional, aquisição de 35 defensers, melhorias na segurança das instalações portuárias (ISPS Code), além de aquisição de nova balança.

“A nova sede terá 1.000 m² e tem uma perspectiva de estar flutuando. Ele foi desenvolvido pela arquiteta Humberta Farias e nossa previsão é que demore de 12 a 18 meses para ficar pronto. Todas as obras deixarão o Porto de Maceió muito mais competitivo, garantindo segurança interna e operacional, além de oferecer uma nova sede muito mais agregadora do ponto de vista administrativo”, disse Diogo Holanda.

Além dos recursos próprios, outros R$ 125 milhões em investimentos privados são previstos para realizar outras obras. Um deles é a requalificação da orla do Porto, que é executada pela Prefeitura de Maceió. Os recursos também garantirão obras de pavimentação interna, aquisição de guindastes, de Ship Loader, que é um equipamento utilizado para transportar de forma contínua materiais sólidos a granel, além de outras obras de recuperação.

“O Porto está investindo em modernização com o objetivo de impulsionar ainda mais o desenvolvimento de Alagoas e do Brasil e acredito que todos os investimentos realizados vão impactar de forma direta o setor”, afirmou Diogo Holanda.

Atividades turísticas e comerciais crescem no Porto

Nos últimos anos, o Porto de Maceió tem apresentado aumento nos números de movimentação, seja de passageiros ou de produtos comercializados. Entre 2021 e 2024 houve um crescimento de 25% na movimentação de cargas e no primeiro bimestre de 2025 o crescimento já chega a 22%. Açúcar, melaço de cana, minério de cobre e fertilizantes são alguns dos principais produtos exportados pelo terminal, colocando Alagoas na rota de exportação de gigantes da economia mundial, como China, Estados Unidos e países da Europa.

O turismo também tem papel importante na movimentação do Porto, com crescente aumento de turistas que desembarcam em Maceió. Na temporada 2022/2023, Maceió recebeu uma média de 75 mil turistas que desembarcaram na cidade durante as paradas das embarcações. Naquela temporada, oito navios fizeram 21 paradas, movimentando cerca de R$ 45,4 milhões na economia.

Já a temporada 2023/2024 teve um total de 10 embarcações, que fizeram 28 paradas em Maceió. A movimentação financeira saltou para R$ 80 milhões.

A atual temporada se encerra no mês de abril e receberá 14 cruzeiros que farão 33 paradas, movimentando valores perto dos R$ 100 milhões.

“Os números demonstram que estamos trabalhando para garantir que o Porto de Maceió seja mais ágil e competitivo, além é claro da importância para o turismo, com os cruzeiros que atracam em nossos terminais e de toda a movimentação cargueira, que contribui para a economia do nosso estado, conectando Alagoas com o mundo”, disse Diogo Holanda.

Porto alagoano deve se emancipar do RN ainda este ano

Outra novidade aguardada pela administração do terminal portuário alagoano é a votação no Senado do projeto de Lei que cria a Companhia Docas de Alagoas. O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados e garante autonomia administrativo e financeira da Companhia de Docas do Rio Grande do Norte, pondo fim um impasse que dura décadas.

Segundo texto do projeto aprovado na Câmara dos Deputados, a nova companhia de personalidade jurídica de direito privado e sob a forma de sociedade anônima continua vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Todos os ativos e passivos relacionados à administração do porto organizado de Maceió, incluídos o acervo técnico, o acervo bibliográfico e o acervo documental, serão transferidos à nova companhia.

Segundo o governo, o próprio Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que fosse resolvida a questão de autonomia financeira do porto de Maceió dentro da Codern.

“Nossa expectativa é que o texto seja votado no Senado nos próximos meses e ponha fim a essa celeuma que perdura desde a década de 90. Desde que assumimos a gestão do Porto essa foi uma de nossas prioridades”, afirmou Holanda.

Fonte: Movimento Econômico
Porto de Maceió receberá mais de R$ 150 milhões em investimentos até 2027

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Olsen tem alta de 163% no faturamento em cinco anos

Com R$ 85 milhões de investimentos, empresa planeja inaugurar uma nova sede neste ano

A fabricante de equipamentos odontológicos, médicos, veterinários e periféricos Olsen, sediada em Palhoça, publicou seu balanço relativo a 2024, quando registrou faturamento de R$ 157 milhões. O resultado indica que a companhia registrou crescimento de 163% no período de 2019-2024.

Segundo a empresa, entre as causas para a evolução estão:

  • Implementação de controle sobre todo o processo, desde a fabricação dos equipamentos até o contato com o cliente final;
  • Aprimoramento dos equipamentos, que ganharam conceito e valor através de inovações e exclusividades no mercado.

“A verdade é que levamos a nossa marca para o conceito premium e o mercado está absorvendo muito bem este posicionamento”, resume o fundador e presidente da empresa, Cesar Olsen.

Nova sede

A companhia projeta para 2025 a conclusão da obra da nova sede, também no distrito industrial de Palhoça. Com 34 mil metros quadrados, o investimento na estrutura está previsto em R$ 85 milhões, com capital próprio. A nova fábrica permitirá um avanço na produção, que poderá alcançar 1.500 conjuntos/mês dentro de um prazo de consolidação até 2028.

Sobre a Olsen

Instalada em Palhoça, município da Grande Florianópolis, a Olsen tem 46 anos de atuação no segmento de fabricação de equipamentos para profissionais de saúde. A empresa gera atualmente 365 empregos diretos e fabrica mais de 6.000 conjuntos por ano. A Olsen, além de fabricação, tem estrutura própria de comercialização, com uma rede de 25 filiais e 12 superlojas, que atende todo o território nacional.

FONTE: FIESC
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Grupo liderado por BlackRock comprará portos no Canal do Panamá, alvo de Trump

Um grupo de investimentos liderado pela BlackRock, uma gestora americana de ativos, concordou em comprar dois portos no Panamá que são de propriedade de uma empresa de Hong Kong e que se tornaram alvo de tensões entre o Panamá e o governo Trump.

A BlackRock comprará os portos, que ficam em cada extremidade do Canal do Panamá, e mais de 40 outros do conglomerado de Hong Kong CK Hutchison por cerca de US$ 19 bilhões (R$ 112 bilhões).

As conversas entre o consórcio liderado pela BlackRock e executivos da CK Hutchinson, de propriedade da família Li, uma das mais ricas da Ásia, começaram há algumas semanas, de acordo com uma pessoa familiarizada com as discussões.

Navio cruza o Canal do Panamá, alvo de críticas por Donald Trump, que quer retomar empreendimento Foto: Federico Rios/NYT

A família Li acreditava estar sob pressão política para sair do negócio de portos, particularmente de suas participações no Canal do Panamá, disse a pessoa. O presidente Trump tem sugerido, sem evidências, que os chineses estão influenciando a operação do canal por meio dos portos de propriedade da CK Hutchison.

O Canal do Panamá fornece um atalho crucial, conectando os oceanos Pacífico e Atlântico, para navios viajando entre a Ásia e os Estados Unidos. Os navios não precisam parar nos portos do Panamá para atravessar o canal.

Trump disse frequentemente que quer que os Estados Unidos retomem o controle da hidrovia, que cedeu ao Panamá em 2000.

A CK Hutchison opera os Portos de Balboa e Cristóbal desde 1997, quando o Panamá concedeu à empresa uma concessão de 25 anos. A concessão foi renovada por mais 25 anos em 2021.

Nos últimos dias, executivos da BlackRock, incluindo Laurence D. Fink, seu executivo-chefe, e um membro do conselho, Adebayo Ogunlesi, informaram Trump, o Secretário do Tesouro Scott Bessent, o Secretário de Estado Marco Rubio e outros sobre os detelhes do negócio, de acordo com duas pessoas envolvidas no acordo. O governo apoiou o acordo, acrescentaram.

A família Li também buscou especificamente um comprador americano, disse uma das pessoas informadas sobre as discussões. Houve três outras propostas para o negócio, disse outra pessoa familiarizada com o negócio.

Frank Sixt, codiretor administrativo da CK Hutchison, disse em um comunicado que o acordo era “puramente comercial por natureza e totalmente independente de notícias políticas recentes sobre os portos do Panamá”.

Este é o maior acordo de infraestrutura da BlackRock já feito. A operação está sendo feita por meio de um fundo administrado pela Global Infrastructure Partners, uma empresa de infraestrutura que ela comprou no ano passado, e com a Terminal Investment Limited, que opera portos atendidos pela maior empresa de transporte marítimo do mundo, a Mediterranean Shipping.

“Esses portos de classe mundial facilitam o crescimento global”, disse Fink em uma declaração sobre o acordo.

O acordo se soma ao portfólio de portos da Terminal Investment Limited na Europa e América Latina e, além de operar portos no Canal do Panamá, os compradores estavam particularmente interessados ??nos portos da CK Hutchison na Ásia.

A CK Hutchison faz parte do conglomerado fundado por Li Ka-shing, que foi o homem mais rico de Hong Kong em um ponto. Li se aposentou em 2018 e entregou o controle ao seu filho Victor Li. Os portos são apenas uma parte do conglomerado mais amplo que inclui redes de varejo, redes de telecomunicações e empresas de energia.

Trump também criticou as taxas que o Canal do Panamá cobra das empresas de navegação cada vez que elas passam por lá. As taxas aumentaram nos últimos anos, mas a agência panamenha que administra o canal disse que secas, investimentos em melhorias e a grande demanda estão entre os motivos dos aumentos.

A concessão de portos outorgada à CK Hutchinson em 2021 recentemente foi alvo de uma contestação legal no Panamá, que alegou que a concessão era inconstitucional. Norman Castro, um dos dois advogados que apresentaram a contestação, disse em um e-mail que a equipe jurídica estava agindo em caráter pessoal.

FONTE: Estadão
Grupo liderado por BlackRock comprará portos no Canal do Panamá, alvo de Trump – Estadão

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FIESC propõe grupo de trabalho para situação de crise nos portos

Em reunião nesta quarta-feira (26), Ministério de Portos e Aeroportos acatou sugestão da Federação, em conjunto com FIEP, CNI e outras entidades

A Federação das Indústrias de SC (FIESC), em parceria com a Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), propuseram ao Ministério de Portos e Aeroportos a criação de um grupo de trabalho para encontrar soluções para as situações adversas que afetam a operação dos portos brasileiros.

A iniciativa foi bem recebida pela secretária de Portos do ministério, Mariana Pescatori, em reunião nesta quarta-feira (26) em Brasília. O próximo passo é a criação de uma sala de situação formalizada para acompanhamento contínuo dos problemas e propostas de solução com a presença de todos os atores envolvidos: exportadores e importadores, armadores, agentes de cargas, terminais portuários, retroárea, embarcadores, autoridades portuárias, poder executivo estadual e federal, Antaq e órgãos anuentes.

No encontro, o setor industrial e entidades como a Associação Nacional dos Transportadores de Cargas e a Associação Brasileira da Indústria da Madeira, expuseram os prejuízos do setor produtivo com a crise dos portos. “A FIESC apresentou a agenda da infraestrutura, que traz um capítulo listando as principais dificuldades enfrentadas por exportadores, importadores e transportadores, resultado de reuniões e consultas a indústrias em 2024”, explicou o presidente da Câmara de Transporte e Logística da FIESC, Egídio Martorano.

A ideia do grupo de trabalho é encontrar soluções de curto prazo para minimizar os impactos de situações adversas que os terminais portuários brasileiros vêm enfrentando. Eventos climáticos, impacto de mudança de rotas gerando atrasos e cancelamento de viagens, acidentes e outros eventos isolados impactaram fortemente as operações, trazendo prejuízos financeiros e perda de competitividade.

Entre as prioridades a serem equacionadas está a questão da previsibilidade dos armadores na questão das escalas, já que omissões de escala e cancelamento de viagens têm gerado custos e atrasos e também cobranças indevidas às empresas.

A FIESC também defende o fortalecimento da Antaq, com uma gestão mais eficiente e processos mais simples para o atendimento dos usuários, tanto para orientações quanto também como canal de encaminhamento de conflitos. Isso significa garantir o quadro adequado de pessoal, com o devido conhecimento técnico, e intensificar o uso de tecnologia da informação.

Contudo, o grupo de trabalho vai tratar especificamente de questões adversas pontuais. “Temos uma agenda bastante ampla nas questões estruturais, como a necessidade de investimentos em ampliação e melhorias nos portos e acessos, além da dragagem. Este grupo de trabalho, no entanto, tem foco principal em encontrar soluções de curto prazo para essa questão da grande dificuldade na movimentação de contêineres nos portos de Santa Catarina e do Brasil”, informou.

FONTE: FIESC
FIESC propõe grupo de trabalho para situação de crise nos portos | FIESC

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