Agronegócio

Plano Nacional de Logística 2050 reforça urgência do agronegócio por infraestrutura no Brasil

Com a produção agrícola batendo recordes, o agronegócio brasileiro pressiona por melhorias em infraestrutura e transporte. O desafio vai além da porteira: garantir escoamento rápido e eficiente até os portos é essencial para manter a competitividade. Em Cuiabá, especialistas, autoridades e representantes do setor se reuniram nesta segunda-feira (29) para discutir o Plano Nacional de Logística 2050 e lançar um painel sobre a realidade do Centro-Oeste, região que concentra quase metade da produção agropecuária do país.

Protagonismo do agro no Centro-Oeste

O Mato Grosso liderou exportações de soja, milho, algodão e carne bovina em 2024. Já Goiás consolidou-se como o segundo maior produtor nacional de soja, com destaque também para milho e proteína animal. Mato Grosso do Sul, por sua vez, fortaleceu sua presença na indústria de celulose, especialmente no polo de Três Lagoas.

O crescimento da produção exige rodovias e ferrovias integradas, lembrou Pedro Sales, presidente da Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra). Ele defendeu maior participação do governo federal em investimentos estratégicos.

Estradas e trilhos: gargalo do escoamento

De acordo com o Plano, 80% das exportações agrícolas dependem de rotas como BR-163, BR-364, BR-158 e da Malha Norte Ferroviária. Só pelo Porto de Santos, em 2024, passaram mais de 27 milhões de toneladas de grãos vindos do Centro-Oeste.

Cleiton Gauer, superintendente do Imea, destacou que no Mato Grosso a produção agrícola sempre avançou antes da infraestrutura, forçando a abertura de estradas e a chegada de ferrovias e hidrovias. Já um levantamento da CNT mostrou que 31% das rodovias mato-grossenses estavam em estado ruim ou péssimo em 2024; em Goiás, o índice chegou a 68%.

Nos trilhos, a lentidão preocupa: a Malha Norte transportou mais de 40 milhões de toneladas no ano passado, mas com velocidade média de apenas 22 km/h, muito abaixo de padrões internacionais. Projetos como a Fico, a Ferrovia Estadual de Mato Grosso e a Bioceânica aparecem como alternativas para reduzir o frete e diversificar rotas.

Licenciamento ambiental trava obras

A burocracia ambiental foi outro ponto de debate. Pedro Sales, da Goinfra, criticou a demora em processos de licenciamento federal, que chegam a levar décadas. Para Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja-MT, o excesso de normas — mais de 105 mil atualmente — prejudica a segurança jurídica e atrasa investimentos.

O secretário de Infraestrutura de Mato Grosso, Marcelo Oliveira, reforçou que o “gargalo ambiental eleva o custo Brasil”. Já Lilian de Alencar Pinto Campos, da INFRA S.A., defendeu que as novas regras de licenciamento conciliem preservação ambiental e avanço logístico.

Perspectivas até 2050

Apesar das dificuldades, o Plano Nacional de Logística projeta investimentos em corredores estratégicos, ferrovias, duplicações de rodovias e a rota Bioceânica. Para Lilian Campos, os próximos quatro anos já devem entregar avanços que facilitarão o escoamento de cargas e passageiros na região.

Para o presidente da Fenatc, Paulo Lustosa, se o país superar os gargalos logísticos, terá um futuro promissor no comércio internacional.
“Se resolvermos o problema da logística, o Brasil é imbatível no mundo”, afirmou.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGENS: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Construção pesada vê alta de preço e escassez de mão de obra em meio a boom de concessões

O setor de construção pesada deverá viver momentos delicados nos próximos anos diante do volume de concessões de obras públicas previstas por governos federais, estaduais e municipais.

O bom momento do mercado de infraestrutura combina o aumento no investimento privado em áreas como logística (rodovias, portos, ferrovias) e saneamento e o amadurecimento dos instrumentos de concessões e PPPs (parcerias público-privadas), atraindo novos financiadores brasileiros e empresas estrangeiras.

Os investimentos em infraestrutura em 2024 já bateram o pico que havia sido registrado em 2014. Em 2024, a Abdib (Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base) calcula R$ 259,3 bilhões em investimentos, R$ 197,1 bilhões deles via capital privado. Dez anos antes, foram R$ 239,7 bilhões em valores atualizados pela inflação.

As notícias são boas, mas a preocupação entre agentes do mercado –advogados, consultores, construtores e fundos– é se haverá quem execute essas obras todas. Para alguns, leilões recentes sem lances ou com pouca concorrência já apontam para as dificuldades do setor em estruturar boas propostas e conseguir todas as garantias.

A construção pesada, diz Miguel Noronha, da Abdib, é o que tangibiliza os investimentos em infraestrutura. Coordenador do comitê de construção pesada da entidade, ele calcula que já estejam contratados R$ 120 bilhões apenas para rodovias. Até 2029, a estimativa é que somente o setor privado invista cerca de R$ 370 bilhões em infraestrutura.

“Obviamente isso vem com uma demanda enorme por construção pesada. Todavia, quando a gente olha o setor, o quadro ainda é de reestruturação”, afirma.

O marco para o encolhimento desse mercado foi a operação Lava Jato, que desarticulou esquema de corrupção na Petrobras. À época, grandes empreiteiras lideravam os consórcios e encabeçavam as concorrências.

Passada a operação, companhias deixaram o mercado. Quem ficou enxugou estrutura, vendeu ativos, criou mecanismos de governança e controle e concentrou esforços no “core business”. Elas já não têm, entretanto, fôlego para liderar as concorrências, que precisam ser contratadas por quem venceu.

O cenário começa a mudar, mas os passos são lentos. Odebrecht e Andrade Gutierrez voltaram a crescer e chegaram a ensaiar participação no leilão do túnel Santos-Guarujá, mas desistiram de apresentar proposta pois não conseguiram viabilizar financiamento e as garantias pedidas pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A reorganização desse mercado nos últimos anos também deixou um rastro de dificuldades com financiamento, diz o advogado Daniel Gabrilli de Godoy, sócio do Orizzo Marques Advogados, abrindo caminho para outros tipos de empresas à frente dos leilões, notadamente os fundos de investimentos e gestores, que passaram a aparecer com mais força nos leilões. “A própria construtora entra com o fundo na concorrência, ou o fundo entra e faz gerenciamento do projeto [terceirizando a obra]. Não há insegurança nenhuma nisso.”

Para Godoy, é baixo o risco de sobrecarga do mercado porque cada projeto tem muitas fases, passagens pelos tribunais de contas. “Raramente a gente consegue ter tanto progresso em uma tacada só.”

Gustavo Gusmão, sócio da EY-Parthenon para governo e infraestrutura, diz que tem havido uma preocupação dos governos para que não haja sobrecarga do mercado com excesso de projetos. Isso tem sido alinhado com os financiadores, como Caixa Econômica Federal, BNDES, e Banco Mundial, que têm buscado um escalonamento nas licitações. “É um problema bom para o mercado”, afirma.

Na avaliação dele, por mais que o patamar atual de juros (a Selic segue em 15% ao ano) ainda seja um problema, a percepção no mercado é a de que o Brasil está estável o suficiente para que as empresas assumam certo risco financeiro.

O que pode acontecer no decorrer do próximo ano e dos seguintes é os preços das obras aumentarem, puxados pela concorrência maior e por salários mais altos para a mão de obra. O bom momento deverá atrair novos grupos. “É um aquecimento do mercado. Aumentam os preços e há uma mobilização, atraindo outros grupos”, diz Frederico Ribeiro, sócio na consultoria Radar PPP.

Além dos fundos de investimentos chegando com o dinheiro, há expectativa de que mais grupos estrangeiros se interessem pela execução das obras.

A chegada de empresas estrangeiras também não vem acontecendo como se previa há alguns anos. Companhias chinesas participaram e ganharam a concorrência de obras importantes como a ponte Salvador-Itaparica, mas diferenças no estilo de trabalho teriam afastado os asiáticos do mercado brasileiro. Ainda assim, entre as maiores da construção pesada segundo ranking da revista O Empreiteiro, está a Acciona, que é espanhola.

A Acciona está à frente da obra da linha 6-laranja do metrô paulistano e recentemente venceu um dos lotes da PPP de tratamento de esgoto no Espírito Santo.

Na avaliação de Miguel Noronha, da Abdbi, a construção pesada está em vias de entrar em um momento desafiador em três eixos: falta de pessoal, dificuldades financeiras (com capital de giro e garantias) e maquinário, com destaque para os dois primeiros. “Acho que a partir de 2027, quando começam a entrar os cronogramas de obras de uma série de concessões rodoviárias, começam as obras industriais, aí vamos ter dificuldades.”

A consequência, para ele, será o encarecimento dos projetos e a necessidade de os governos assumirem riscos maiores, seja na recalibragem das garantias, seja no acesso a empresas menores. “Elas estão sendo alçadas a um crescimento grande e isso gera risco. O setor não está tendo muito tempo.”

Para o advogado Mário Saddi, da área de Direito Público e Administrativo do Dias Carneiro, os governos terão de melhorar a modelagem dos projetos para que eles tenham menos riscos, mais segurança jurídica e que a taxa de retorno seja muito bem desenhada.

Um projeto em vias de ser lançado que pode acabar com dificuldades de execução, na avaliação dele, é a PPP do novo centro administrativo do Governo de São Paulo, que ficará localizado no Campos Elíseos, na região central da capital paulista. “Parece um projeto emblemático, mas com seus graus de particularidade e complexidade inerentes ali, que pode levar à baixa participação privada”, afirma. “Eu não me surpreenderia se a gente tivesse concorrência tendendo a zero.”

FONTE: Folha de São Paulo
IMAGEM: Depositphotos

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Transporte

Transnordestina inicia operações comerciais após quase 20 anos de obras

Primeiros trens começam a circular em outubro

Após quase duas décadas de atrasos, disputas políticas e investimentos acima do previsto, a ferrovia Transnordestina dará início às suas operações comerciais neste mês de outubro. A circulação inicial será reduzida, mas representa um marco para um dos maiores projetos de infraestrutura do Brasil.

Idealizada ainda no século XIX, no governo de Dom Pedro II, a Transnordestina teve suas obras iniciadas apenas em 2006, durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A conclusão total está prevista para 2027.

Investimento bilionário e mudanças no traçado

O projeto original previa 1.728 km de trilhos, ligando o Piauí aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Porém, após anos de entraves e revisões, o traçado atual terá 1.200 km, conectando Eliseu Martins (PI) ao Porto de Pecém. O trecho até Suape foi descartado pela CSN, responsável pela execução e futura exploração da ferrovia.

O orçamento inicial, de R$ 4,5 bilhões, já ultrapassa R$ 15 bilhões. Mesmo com a redução no traçado, a obra segue sendo estratégica para o escoamento da produção agrícola da região do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e para o transporte de insumos industriais ao sertão nordestino.

Obras avançam com 75% de execução

Segundo a Transnordestina Logística, subsidiária da CSN, cerca de 600 km já estão prontos para operação, entre Paes Landim (PI) e Acopiara (CE). A empresa estima que 75% das obras foram concluídas, principalmente nas áreas de infraestrutura mais complexas, como pontes, viadutos e nivelamento do terreno.

Mais de 4 mil trabalhadores atuam atualmente na construção, enfrentando o solo rochoso do sertão cearense. A previsão é que até outubro seja contratada a execução dos últimos 100 km.

Expectativa do setor produtivo

Em cidades como Quixeramobim (CE), empresários aguardam com ansiedade a chegada da ferrovia. Um dos beneficiados será o setor agroindustrial local, que enfrenta dificuldades logísticas para armazenar e distribuir insumos. O terminal intermodal em construção promete reduzir gargalos, ampliar a previsibilidade e aumentar a capacidade de produção em até 50%.

O governo federal também liberou R$ 1 bilhão em linhas de crédito para empresas interessadas em investir em uma área de 360 hectares ao redor do terminal. A segunda fase, prevista para 2027, inclui estrutura alfandegária, o que deve transformar a região em um importante polo de importação e exportação.

Operação inicial e projeções de crescimento

Na fase de testes, chamada de comissionamento, os trens transportarão entre 10 mil e 15 mil toneladas de grãos, ligando São Miguel do Fidalgo (PI) a Iguatu (CE).

A expectativa é que até 2028 o volume transportado chegue a 4 milhões de toneladas, incluindo fertilizantes e minério. Para 2030, a meta é alcançar 20 milhões de toneladas.

O presidente da Transnordestina Logística, Tufi Daher, afirma que não há risco de paralisações:

“Agora não tem mais volta. Os recursos estão garantidos e a obra será concluída até 2027, independentemente do cenário político”, declarou.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor Econômico

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Aeroportos

Governo Federal avança na reestruturação do Galeão para fortalecer a infraestrutura aeroportuária nacional

Repactuação define futuro da concessão do Galeão e prepara leilão no próximo ano

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, participou nesta quinta-feira (25/9), no Rio de Janeiro, da cerimônia de assinatura do termo de autocomposição que formaliza a repactuação do contrato de concessão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim.

Durante o evento, o ministro afirmou que o Galeão é um ativo do povo brasileiro e parte da história do Rio e do país. Ele lembrou que, desde 2023, houve uma construção coletiva com a prefeitura, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Tribunal de Contas da União (TCU) e a concessionária para viabilizar a reestruturação do aeroporto.

“Hoje celebramos a retomada de um planejamento estratégico que consolida o Galeão como hub internacional da América do Sul. Saímos de pouco menos de 5 milhões de passageiros em 2023 para mais de 18 milhões neste ano, e a projeção é alcançar 30 milhões nos próximos três anos. Essa reestruturação fortalece o turismo, a logística e a geração de emprego e renda, reafirmando o papel do Galeão como um ativo estratégico para o Brasil”, destacou.

O acordo prevê leilão de venda assistida da concessionária, em março de 2026, com lance mínimo de R$ 932 milhões e contribuição variável de 20% sobre o faturamento bruto até 2039. Também inclui a saída da Infraero, que detém 49% das ações, até março de 2026; a exclusão da obrigação de construção de uma terceira pista; e a criação de mecanismo de compensação em caso de restrições no Santos Dumont.

Para o presidente da concessionária Riogaleão, Alexandre Monteiro, o contrato é resultado de um esforço técnico e transparente. “Ele alinha o Galeão aos modelos mais modernos de concessão no país, garante a continuidade da gestão e reforça o papel do aeroporto como porta de entrada internacional do Brasil e motor da economia carioca”, disse.

Na avaliação do secretário-executivo do Ministério de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o acordo reforça a segurança jurídica para investidores. “É uma sinalização clara de que o Brasil é um lugar seguro para investir, gerar empregos e impulsionar o desenvolvimento econômico e social”, apontou.

O diretor-presidente substituto da Anac, Rui Chagas Mesquita, destacou que o processo foi construído ao longo de quase três anos. “É uma modelagem excepcional, adaptada ao caso concreto, que reafirma o compromisso com eficiência, sustentabilidade financeira e interesse público”, afirmou.

Presente na cerimônia, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ressaltou a importância da decisão política que garantiu a continuidade do terminal. “O Galeão representa muito mais do que um aeroporto: é a principal porta de entrada do Rio e motor da economia fluminense”, afirmou.

Os indicadores recentes confirmam o avanço nas operações aéreas do terminal. Entre janeiro e agosto de 2025, o Galeão movimentou 66,8 mil toneladas de cargas, alta de 54% em relação ao mesmo período de 2023, consolidando o terminal como o quarto do país em volume de carga aérea.

O crescimento também foi observado na movimentação de passageiros. De janeiro a agosto deste ano, mais de 11,2 milhões de viajantes passaram pelo terminal fluminense, alta de quase 25% na comparação com igual período do ano passado.

Visita técnica

Durante visita ao Rio de Janeiro, Costa Filho também esteve presente no aeroporto Santos Dumont, onde realizou uma visita técnica ao terminal para avaliar as condições operacionais das obras que estão sendo realizadas. Na oportunidade, o ministro reforçou a importância da integração entre os dois aeroportos para o fortalecimento da aviação civil brasileira, sobretudo para o avanço do turismo no país.

Fontes:
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Informação

Setor produtivo realiza reunião no Sebrae-SC

Infraestrutura de transportes, tarifaço, desafios trabalhistas e combate à pirataria foram destaques no encontro do COFEM, realizado nesta segunda, dia 15

Os investimentos em infraestrutura de transportes, os impactos do tarifaço para a indústria, desafios na área trabalhista e o combate à pirataria foram destaques na reunião do Conselho das Federações Empresariais de SC (COFEM), realizada nesta segunda-feira, dia 15, no Sebrae-SC, em Florianópolis.

Jair Schmidt, presidente do Conselho Estadual de Combate à Pirataria (CECOP-SC), demonstrou os impactos do comércio ilegal no Brasil, que somou R$ 468 bilhões em 2024. Entre os setores mais afetados estão: vestuário, bebidas alcoólicas, combustíveis, materiais esportivos, higiene pessoal e perfumaria e cosméticos. O CECOP é vinculado à Secretaria de Indústria e Comércio (SICOS) e coordena ações de combate ao comércio ilegal, sonegação fiscal e delitos.  

Em relação à infraestrutura, representantes do COFEM destacaram a importância de garantir aportes anuais mínimos para a manutenção das estradas estaduais e federais, além do orçamento anual para atender as necessidades do estado. Dados apresentados pela Fetrancesc mostram que SC tem 6 milhões de veículos e 250 mil caminhões (5ª maior frota do país).

Quanto ao tarifaço, no encontro foram destacadas as ações que a FIESC tem realizado para minimizar os impactos, com o lançamento do Destarifaço — programa que oferece apoio, consultoria e qualificação a exportadores e seus trabalhadores. Os setores de base florestal, madeira e móveis estão entre os mais afetados.

O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.

Fonte: FIESC

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Tecnologia

Pontos de recarga de veículos elétricos no Brasil crescem 14%

A rede total de infraestrutura de recarga do país já tem 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento

Um levantamento mostra que o Brasil tinha 16.880 pontos públicos e semipúblicos de carregamento de veículos elétricos em agosto. Na comparação com o levantamento anterior, de fevereiro (14.827), houve um crescimento de 14% na rede total de infraestrutura de recarga do país.

Pelo menos 1.499 municípios brasileiros contam com eletropostos, crescimento de 10% na disponibilidade de infraestrutura na comparação com fevereiro de 2025. A atual infraestrutura aponta para uma relação de 18 veículos plug-in por eletroposto.

Os dados são da Tupi Mobilidade, em parceria com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Dos 16.880 eletropostos existentes até agosto, 77% (13.025) oferecem carga lenta (AC), enquanto 23% (3.855) são carregadores rápidos (DC). Esse serviço cresceu 59% em seis meses.

O Norte foi a região que teve a maior evolução porcentual (31%) de pontos, mas o crescimento da infraestrutura tem se distribuído de maneira desigual pelo território nacional, revelando diferentes estágios de maturidade, de acordo com o levantamento.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Tecnologia

Parada Programada para Atualização Tecnológica – 07/09/2025

Atualização é essencial para garantir a continuidade e a qualidade da prestação dos serviços pelo Serpro.

No dia 07 de setembro de 2025, entre 1h00 e 3h00, será realizada uma parada programada para atualização da infraestrutura tecnológica do mainframe. Durante esse período, ocorrerá a migração de serviços para um novo equipamento, com maior capacidade e desempenho.

Essa atualização é essencial para garantir a continuidade e a qualidade da prestação dos serviços pelo Serpro, alinhando o ambiente tecnológico às demandas atuais e futuras.

Durante a janela de manutenção, alguns sistemas ficarão temporariamente indisponíveis, como o e-CAC, por exemplo.

Agradecemos a compreensão de todos e reforçamos nosso compromisso com a inovação e a melhoria contínua dos serviços.

Fonte: Receita Federal

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Portos

Vast Infraestrutura inicia construção do parque de tancagem do Terminal de Líquidos do Açu’

A Vast Infraestrutura iniciou a construção do parque de tancagem do Terminal de Líquidos do Açu (TLA), no Porto do Açu, em São João da Barra, no norte do estado do Rio de Janeiro. Na primeira fase do projeto, o investimento será de cerca de R$ 250 milhões para viabilizar um parque de tancagem de aproximadamente 40 mil m³ de armazenamento. A previsão é que as operações de tancagem no Terminal tenham início no último trimestre de 2026, como parte da estratégia de ampliação das linhas de negócios da Vast, empresa líder no mercado brasileiro de transbordo de petróleo.

Com localização estratégica no Porto do Açu, o TLA poderá movimentar e armazenar produtos derivados de petróleo, como combustíveis marítimos (Very Low Sulphur Fuel Oil – VLSFO e Marine Gas Oils – MGO), lubrificantes, combustíveis claros, além de químicos e biocombustíveis.

“A primeira fase do Terminal prevê a movimentação de combustíveis claros, óleo básico e biocombustíveis. Entendemos que combustíveis marítimos são nossa vocação, devido ao grande número de embarcações que acessam o Porto regularmente. Estamos preparados também para trabalhar com os combustíveis do futuro, como SAF e e-methanol, em sinergia com os projetos de transição energética que estão em desenvolvimento no complexo. O TLA é uma plataforma estratégica para atender às demandas atuais e futuras do setor”, explica Victor Snabaitis Bomfim, CEO da Vast Infraestrutura.

Além da tancagem, o projeto prevê a construção de tubulação de carga e descarga e de plataformas de carregamento de caminhões-tanque para o escoamento terrestre de combustíveis, óleos básicos e demais líquidos. O plano diretor do terminal considera a ampliação da tancagem para até 300 mil m³.

A empresa já assinou dois contratos para utilização do TLA e de seu parque de tancagem, um com a Vibra e outro com a efen. O acordo com a Vibra garante, pelos próximos 20 anos, a utilização do Terminal como infraestrutura logística de importação, armazenagem e movimentação de óleos básicos para abastecimento de sua fábrica de lubrificantes em Duque de Caxias (RJ). Já o contrato com a efen inclui a prestação de serviços de recebimento, estocagem e expedição de óleo diesel marítimo (MGO).

Desde outubro de 2024, a Vast é a operadora do TLA, e vem realizando a movimentação de MGO por meio de operações de transbordo (ship-to-ship e ship-to-barge) para a efen. O terminal hoje já conta com dois berços operacionais para recebimento de navios MR e barcaças.

Ao final das obras, as operações de movimentação de líquidos serão feitas com a utilização dos tanques de armazenamento.

Fonte: Datamar News

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Informação, Portos

Com investimentos de R$ 1 bilhão, leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá será dia 22/10

Anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, que marcou também para o mesmo dia o leilão de 3 terminais portuários.

Com investimentos de R$1 bilhão, o leilão do canal de acesso ao Porto de Paranaguá (PR) será realizado no dia 22 de outubro, na sede da B3, em São Paulo. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (22) pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho. Também no dia 22/10, na Bolsa de Valores B3, serão leiloados três terminais portuários: no Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS) e Maceió (AL).

“Este será o primeiro leilão de canal de acesso de um porto público no Brasil, que vai ampliar a capacidade das operações e a movimentação portuária”, afirmou o ministro, lembrando que Paranaguá é o segundo maior porto do Brasil e da América Latina, depois do Porto de Santos.

O processo de licitação já foi aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e encaminhado no início de junho à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Os critérios previstos para o leilão de Paranaguá servirão de modelo para outros leilões de canal de acesso a serem realizados ainda neste ano, como o do Porto de Santos (SP), Porto de Itajaí (SC), Porto da Bahia e Rio Grande (RS). O processo do Porto de Itajaí está sendo encaminhado ao TCU.

“Essa previsibilidade é importante para o setor produtivo e gestão adequada das profundidades do canal de acesso coloca Paranaguá em outro patamar em relação ao comércio internacional”, afirmou o secretário Nacional de Portos do MPor, Alex Ávila.

Hoje, o Porto recebe 2.600 navios por ano, com destaque para granéis sólidos, como soja e proteína animal. A concessão trará ainda maior eficiência à operação portuária, possibilitando a ampliação do número de navios no porto. Com o leilão, o calado do canal será ampliando de 13,5 metros para 15,5 metros de profundidade, elevando a capacidade do porto para receber navios de maior porte e ampliando a movimentação de cargas.

O secretário explicou que cada centímetro a mais na profundidade do canal de acesso corresponde a um aumento de 60 toneladas de carga no porão do navio.
A concessão vai impulsionar também o desenvolvimento da região, uma vez que a ampliação de movimentação de carga no porto tem reflexos positivos na economia dos municípios próximos e na geração de emprego e renda nas cidades vizinhas e no Estado.

Terminais Portuários

Também no dia 22, na Bolsa de Valores B3, serão leiloados três terminais portuários: RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro (RJ); POA26, do Porto de Porto Alegre (RS); e o TMP Maceió, no Porto de Maceió (AL).

O RDJ07, no Porto do Rio de Janeiro, receberá R$ 99,4 milhões em estrutura especializada em movimentação de petróleo (carga offshore). A concessão também tem prazo de 25 anos.
Já para o POA26, localizado na Poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), estão previstos R$ 21,1 milhões pelo arrendamento da área, destinada à movimentação e armazenagem de granel sólido, com prazo de 10 anos de concessão.

E o TMP Maceió, por sua vez, é destinado ao embarque e desembarque de passageiros que transitam pelo Porto de Maceió, contribuindo para o conforto e a segurança dos turistas. Além do terminal, está prevista a construção de estacionamento adjacente. O investimento será de R$ 3,7 milhões, com prazo de 25 anos de concessão.


Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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Comércio Exterior, Informação, Portos

Túnel Santos-Guarujá recebe licença ambiental prévia e avança para leilão de concessão

Licença concedida pela Companhia Ambiental de São Paulo autoriza prosseguimento do projeto, aguardado há mais de 100 anos

O projeto do túnel Santos-Guarujá, uma das obras de infraestrutura mais aguardadas do país, avançou mais uma etapa com a concessão da Licença Ambiental Prévia pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb). A autorização é requisito fundamental para a realização do leilão de concessão, previsto para 2025, e assegura aos investidores a viabilidade ambiental e jurídica da obra, estimada em R$ 6,8 bilhões.

A licença confirma que o projeto atende às exigências ambientais, permitindo que avance para a próxima etapa. Apenas com essa autorização é possível iniciar as obras, que prometem transformar a mobilidade entre Santos e Guarujá e gerar ganhos para a logística e a economia da Baixada Santista.

“O túnel Santos-Guarujá é uma das obras mais importantes do Brasil e vai integrar de forma definitiva as duas cidades, melhorando a mobilidade, reduzindo o tempo de travessia e fortalecendo a economia da região”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

Coordenada pelo Governo Federal, por meio do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a intervenção integra o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal) e prevê a ligação seca entre as duas cidades, separadas pelo estuário do Porto de Santos. O túnel terá 1,5 km de extensão, dos quais 870 metros serão imersos, com três faixas de rolamento por sentido, sendo uma exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos para pedestres e ciclistas.

O MPor tem atuado na articulação com órgãos ambientais e governos estadual e municipal para o andamento do projeto, além de apresentar a obra a investidores nacionais e internacionais. Em abril, o ministro Silvio Costa Filho esteve na Europa para conhecer projetos de referência e divulgar a iniciativa em agendas na Dinamarca, Holanda e Portugal.

O projeto, considerado a maior obra do Novo PAC, deve atrair grande interesse de investidores pela relevância logística e econômica que representa para o sistema portuário brasileiro e para a integração urbana da região.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

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