Aeroportos

Aeroportos do Brasil ganham destaque entre os mais movimentados da América Latina

O avanço da aviação brasileira e os investimentos em infraestrutura colocaram o Brasil em posição de destaque no setor aeroportuário da América Latina. De acordo com levantamento divulgado pelo Conselho Internacional de Aeroportos da América Latina e Caribe (ACI-LAC), três terminais brasileiros figuram entre os dez mais movimentados da região em 2025: Guarulhos, Congonhas e Galeão.

Guarulhos lidera ranking latino-americano

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, apareceu na liderança do ranking regional após registrar mais de 23,1 milhões de passageiros ao longo de 2025. O número representa crescimento de 8,3% em comparação com o ano anterior.

Com o resultado, o terminal paulista superou importantes centros aéreos do continente, como o Aeroporto El Dorado, em Bogotá, e o Aeroporto Internacional da Cidade do México.

Congonhas e Galeão também aparecem entre os maiores

Além de Guarulhos, o levantamento inclui o Aeroporto de Congonhas, na capital paulista, que ficou na sétima colocação com movimentação próxima de 11,9 milhões de passageiros.

Já o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão), no Rio de Janeiro, encerrou o ranking na décima posição, com cerca de 8,7 milhões de viajantes transportados. O terminal carioca também apresentou um dos maiores avanços do período, com crescimento de 23,6% no fluxo de passageiros entre 2024 e 2025.

Investimentos impulsionam modernização aeroportuária

O crescimento da movimentação aérea acompanha o aumento dos investimentos no setor. Em 2024, os aportes públicos em infraestrutura aeroportuária chegaram a R$ 549,5 milhões, enquanto os investimentos privados alcançaram R$ 3,38 bilhões.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos fortalecem a conectividade, melhoram os serviços aos passageiros e ampliam a segurança operacional nos aeroportos brasileiros.

Guarulhos receberá R$ 1,4 bilhão em melhorias

Considerado o maior terminal aéreo da América Latina, Guarulhos terá novos investimentos de R$ 1,4 bilhão anunciados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O pacote inclui 21 projetos voltados à ampliação de terminais, integração tecnológica e modernização de áreas operacionais, como pátios e taxiways.

A renovação do contrato de concessão, homologada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em outubro de 2024, também permitiu a retomada de obras estruturantes e a extensão da concessão até 2033.

Congonhas e Galeão passam por transformação

O Aeroporto de Congonhas também vive um amplo processo de modernização. O projeto prevê investimentos estimados em R$ 2,4 bilhões, com foco em sustentabilidade, eficiência operacional e adequação aos padrões internacionais.

Após a conclusão das obras, a capacidade anual do terminal deverá aumentar de 22 milhões para quase 30 milhões de passageiros.

No Rio de Janeiro, o Galeão também deve receber novos aportes após o leilão de venda assistida realizado em março. O terminal foi adquirido pela espanhola Aena por R$ 2,9 bilhões, em um modelo que busca garantir a continuidade dos investimentos e a sustentabilidade da concessão até 2039.

Transporte aéreo mantém ritmo de crescimento no Brasil

O desempenho dos aeroportos acompanha a expansão da demanda por transporte aéreo no país. Somente no primeiro trimestre deste ano, mais de 34 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos e internacionais no Brasil, alta de 9,52% em relação ao mesmo período do ano passado.

A movimentação internacional teve crescimento ainda mais expressivo, com mais de 8,3 milhões de passageiros embarcando ou desembarcando em voos para o exterior — avanço de 13,2%.

Já o mercado doméstico registrou aumento de 8,35%, totalizando mais de 25,7 milhões de passageiros transportados nos três primeiros meses do ano.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima/MPor

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Informação

Agenda ConectAR impulsiona debate sobre futuro da aviação civil no Brasil

A construção do novo planejamento estratégico da Agência Nacional de Aviação Civil para o período de 2027 a 2030 começou a ser debatida nesta semana durante o evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”. O encontro reuniu representantes do governo, órgãos de controle e instituições financeiras para discutir os rumos da aviação civil brasileira.

Entre os participantes esteve Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, que destacou a importância da Agenda ConectAR como eixo central para a modernização do setor.

Agenda ConectAR prevê medidas para fortalecer a aviação

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reúne 38 iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da aviação brasileira. O programa inclui ações para redução de custos operacionais, ampliação da conectividade aérea, incentivo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica no setor.

De acordo com o secretário, os próximos anos exigirão maior competitividade e um ambiente economicamente mais sustentável para as empresas aéreas.

“O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou.

Governo quer ampliar diálogo com a sociedade

Durante o painel, o secretário também ressaltou a necessidade de aproximar o setor da população. A proposta é ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil, reduzindo a judicialização e qualificando o debate público sobre os desafios enfrentados pelas companhias e operadores aeroportuários.

Outro ponto abordado foi a adaptação da Anac às políticas públicas definidas pelo Governo Federal, mantendo ao mesmo tempo sua autonomia técnica e administrativa.

Como exemplo, Longo mencionou o programa AmpliAR, voltado ao estímulo de investimentos privados em aeroportos regionais, além das discussões sobre flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.

BNDES destaca desafios no financiamento da aviação regional

Representando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de mecanismos de financiamento mais adequados à realidade do segmento.

Segundo ele, embora o banco já financie aeronaves fabricadas no Brasil, ainda existem dificuldades para apoiar a compra de aviões menores e usados, bastante comuns em operações regionais.

Henriques também destacou que temas como descarbonização da aviação e eletrificação já fazem parte do planejamento estratégico da instituição.

“A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora”, declarou.

TCU reforça importância da estabilidade regulatória

O auditor do Tribunal de Contas da União, Carlos Modena, afirmou que a credibilidade institucional da Anac é um dos principais ativos da aviação civil no país.

Para ele, a manutenção de um ambiente regulatório estável será decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo e garantir o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Aeroportos

Aeroporto Salgado Filho supera movimento pré-enchente e registra alta de passageiros em 2026

Dois anos após a enchente histórica que paralisou as operações por quase cinco meses em 2024, o Aeroporto Internacional Salgado Filho já apresenta resultados acima do período anterior ao desastre.

Entre janeiro e março de 2026, o terminal aéreo contabilizou 1,8 milhão de passageiros, número superior aos 1,6 milhão registrados no mesmo intervalo de 2024. O desempenho reforça a retomada das operações e o fortalecimento da malha aérea no Rio Grande do Sul.

Movimento internacional cresce mais de 6%

O avanço também foi percebido nos voos internacionais. No primeiro trimestre deste ano, passaram pelo aeroporto 101.587 passageiros em rotas internacionais, contra 95.745 no mesmo período de 2024. O crescimento foi de 6,1%.

O resultado demonstra que o terminal recuperou sua capacidade operacional e ampliou a conectividade da capital gaúcha após o maior desastre ambiental já enfrentado por um aeroporto brasileiro.

Investimentos superam R$ 560 milhões

A reconstrução do aeroporto contou com um pacote de investimentos superior a R$ 560 milhões. Desse montante, R$ 426 milhões foram destinados pelo Governo Federal por meio de medida cautelar vinculada ao contrato de concessão com a Fraport Brasil.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a recuperação representa um exemplo de resposta rápida diante de uma situação extrema.

“O Salgado Filho retorna mais moderno, resiliente e preparado para atender à demanda futura”, afirmou o ministro.

Obras incluíram recuperação da pista e modernização estrutural

Um dos trabalhos mais complexos foi a recuperação da pista de pousos e decolagens, que possui 3,2 mil metros de extensão. A estrutura ficou submersa por aproximadamente 23 dias e precisou passar por uma ampla intervenção técnica.

As obras envolveram limpeza completa, inspeções nas placas de concreto, fresagem, retirada de resíduos e recomposição do pavimento em cerca de 1.400 metros da pista. Sistemas elétricos e de sinalização luminosa também foram restaurados ou substituídos.

Além da pista, o aeroporto recebeu novos equipamentos operacionais, incluindo esteiras de bagagem, aparelhos de raio X, escadas rolantes e elevadores. Melhorias no sistema de drenagem aeroportuária e no escoamento de águas pluviais também fizeram parte do projeto.

Recuperação mobilizou mais de 2 mil trabalhadores

De acordo com o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, todas as etapas seguiram rigorosos padrões técnicos e de segurança operacional.

O processo de reconstrução mobilizou mais de duas mil pessoas em regime de trabalho contínuo, 24 horas por dia, permitindo que o aeródromo fosse recuperado em cerca de três meses.

Números da reconstrução do Salgado Filho

  • 32 mil m² do terminal de passageiros passaram por recuperação;
  • Mais de 300 mil metros de cabos de TI foram substituídos;
  • Cerca de 20 mil metros de cabos elétricos foram renovados;
  • 10 subestações de energia e 20 grupos geradores recuperados;
  • Quase 100 mil toneladas de asfalto utilizadas;
  • 55 mil m² de concreto aplicados nas obras.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Mpor/Vosmar Rosa

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Aeroportos

Aena vence leilão do Aeroporto do Galeão com oferta de R$ 2,9 bilhões

A espanhola Aena conquistou a concessão do Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ao apresentar um lance de R$ 2,9 bilhões em leilão realizado nesta segunda-feira (30), na B3, em São Paulo.

O valor superou com folga o lance mínimo, estipulado em R$ 932 milhões, e consolidou a empresa como nova controladora do terminal.

Disputa acirrada entre operadoras globais

O leilão contou com uma disputa intensa entre três concorrentes. A Aena saiu vencedora ao superar a proposta da Zurich Airport, que ofertou R$ 2,8 bilhões, e do consórcio Rio de Janeiro Aeroporto, com R$ 1,88 bilhão.

A etapa final ocorreu em formato de viva-voz, elevando significativamente os valores apresentados inicialmente.

Novo contrato e pagamento à União

Além do aporte inicial, a concessionária vencedora deverá repassar à União uma taxa anual de 20% do faturamento bruto da concessão até 2039. Com isso, a Aena assume 100% do controle do Galeão.

O modelo de concessão foi estruturado para garantir maior equilíbrio financeiro e alinhamento com contratos mais recentes do setor aeroportuário.

Acordo evitou devolução da concessão

O leilão é resultado de um acordo aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que viabilizou a reestruturação do contrato.

O operador anterior havia manifestado intenção de devolver o aeroporto em 2022, após prejuízos causados pela queda no fluxo de passageiros durante a pandemia de covid-19.

Entre as mudanças, ficou definida a saída total da Infraero, que detinha 49% da participação, enquanto o restante era controlado pela Vinci Airports e pela Changi Airports International.

Meta é ampliar movimento de passageiros

O governo federal projeta crescimento expressivo no movimento de passageiros do Galeão nos próximos anos. A expectativa é elevar o fluxo de cerca de 18 milhões para 30 milhões de passageiros anuais em até três anos.

O terminal já apresenta recuperação desde a redistribuição de voos do Aeroporto Santos Dumont, medida adotada a partir de 2023. Em 2025, o Galeão registrou 17,8 milhões de passageiros, o maior volume recente.

Quem é a Aena, nova operadora do Galeão

A Aena é considerada a maior operadora aeroportuária do mundo, com gestão de 80 aeroportos e dois heliportos em cinco países.

No Brasil, a empresa administra 17 aeroportos em nove estados, incluindo o movimentado Aeroporto de Congonhas, e responde por cerca de 20% da malha aérea nacional.

Globalmente, os terminais sob gestão da companhia movimentaram mais de 450 milhões de passageiros em 2025, sendo 321,6 milhões na Espanha e 45 milhões no Brasil.

A empresa iniciou operações no país em 2020, com aeroportos no Nordeste, e ampliou sua presença em 2023 ao assumir novos terminais em estados como São Paulo, Minas Gerais e Pará.

Além de Brasil e Espanha, a companhia também atua no Reino Unido, México e Jamaica, reforçando sua posição no mercado internacional de infraestrutura aeroportuária.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Modais em Foco

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Aeroportos

Governo Federal e Aena anunciam R$ 9,2 bilhões para modernizar aeroportos no Brasil

O Governo Federal e a Aena Brasil anunciaram, nesta quarta-feira (11), um pacote de R$ 9,2 bilhões em investimentos em aeroportos voltado à modernização da infraestrutura aeroportuária nacional. O anúncio foi feito em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, e do presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, entre outras autoridades.

O plano contempla aeroportos localizados em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Pará e Minas Gerais e reforça a estratégia de ampliação da capacidade operacional e melhoria dos serviços em terminais considerados estratégicos para a aviação civil.

Bloco de 11 aeroportos concentra R$ 5,7 bilhões

O eixo central do anúncio é o bloco de 11 aeroportos concedido à Aena na mais recente rodada de concessões, que receberá R$ 5,7 bilhões em aportes. Desse montante, R$ 4,7 bilhões serão financiados pelo BNDES, cerca de R$ 1 bilhão virá do Grupo Santander, e o valor restante será investido ao longo do contrato de concessão.

A proposta busca enfrentar gargalos históricos da aviação brasileira, com foco tanto na saturação do Aeroporto de Congonhas quanto na ampliação da conectividade aérea em regiões fora dos grandes centros.

Aviação regional ganha protagonismo

O ministro Silvio Costa Filho afirmou que o país vive o maior ciclo de investimentos em aviação regional já registrado. Segundo ele, além das melhorias em aeroportos centrais, a prioridade do governo é levar desenvolvimento ao interior e ampliar a integração entre regiões.

Para o ministro, os novos investimentos fortalecem a interiorização da aviação, conectando cidades médias e regiões estratégicas aos principais polos econômicos do país.

BNDES destaca novo ciclo de expansão da infraestrutura

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, ressaltou o papel do banco público como indutor do crescimento da infraestrutura aeroportuária. Ele destacou que as novas modalidades de financiamento têm ampliado a capacidade de execução dos projetos, com impacto direto na geração de empregos e na atração de investimentos privados.

Mercadante também atribuiu os resultados positivos ao ambiente institucional e à condução econômica do governo federal, que tem garantido previsibilidade e confiança ao mercado.

Entenda o valor total dos aportes

O montante de R$ 9,2 bilhões anunciado pela Aena engloba tanto os investimentos em obras e ampliações (Capex) quanto os custos operacionais obrigatórios (Opex) ao longo do contrato. Além dos recursos destinados ao novo bloco de aeroportos, a concessionária também aplica R$ 3,1 bilhões nos terminais que já administra no Nordeste.

Com isso, a Aena consolida uma carteira de investimentos compatível com sua relevância no setor, já que responde por cerca de 20% do tráfego aéreo nacional.

Congonhas lidera pacote de obras

O maior investimento individual do programa será realizado no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que receberá R$ 2,6 bilhões. O projeto prevê a ampliação do terminal de passageiros para 135 mil metros quadrados, aumento do número de pontes de embarque de 12 para 19, expansão dos pátios operacionais e reforço da área comercial. A conclusão das obras está prevista para junho de 2028.

Aeroportos regionais ampliam capacidade até 2026

Também serão beneficiados, com obras previstas para conclusão em 2026, os aeroportos de Uberlândia, Uberaba e Montes Claros (MG); Campo Grande, Ponta Porã e Corumbá (MS); e Santarém, Marabá, Carajás e Altamira (PA).

Com os investimentos em andamento, esse conjunto de terminais deverá elevar sua capacidade anual de 29 milhões para mais de 40 milhões de passageiros, fortalecendo a malha aérea regional.

Aena reforça compromisso com o Brasil

O diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus, classificou o anúncio como um marco para a aviação civil. Segundo ele, trata-se da maior operação de financiamento já realizada para infraestrutura aeroportuária no país.

Para o executivo, os investimentos demonstram a confiança da companhia no crescimento do Brasil e no papel dos aeroportos como vetores de integração nacional e conexão com o mercado internacional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Aeroportos

Galeão vai a leilão por quase R$ 1 bilhão e mira retomada como principal aeroporto do Rio

O Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, terceiro maior do Brasil em volume de passageiros, será leiloado no dia 30 de março. O certame terá lance mínimo de R$ 932 milhões e integra o plano do Governo Federal para ampliar investimentos e modernizar a infraestrutura aeroportuária do país.

Segundo informações oficiais, ao menos seis empresas já sinalizaram interesse na concessão, vista pelo mercado como estratégica para reposicionar o terminal no cenário nacional e internacional.

Leilão do Galeão busca modernização e eficiência

Com foco em atrair investidores, o governo promoveu um roadshow para apresentar os ativos do aeroporto e os detalhes do novo modelo de concessão. A iniciativa foi coordenada pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em conjunto com a Secretaria do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Também está prevista uma audiência pública de esclarecimentos no dia 26 de fevereiro, etapa essencial para sanar dúvidas técnicas, regulatórias e jurídicas das empresas interessadas na disputa pelo leilão do Galeão.

Fim do modelo atual de gestão

Atualmente, a administração do aeroporto é compartilhada entre um consórcio formado por investidores da Singapura e da França, que detém 51% da operação, e a Infraero, com 49%. Com a nova concessão, esse formato será encerrado.

A vencedora do leilão assumirá 100% da gestão do aeroporto, o que é apontado como um dos principais atrativos do projeto. A mudança garante maior autonomia decisória e liberdade para execução de investimentos em infraestrutura, serviços e ampliação de rotas.

Fluxo de passageiros volta a crescer

Após anos de retração, o movimento de passageiros no Galeão voltou a apresentar crescimento. Em 2025, o terminal registrou a passagem de 17,5 milhões de usuários, número considerado positivo pelo setor.

A projeção é que o aeroporto supere a marca de 20 milhões de passageiros nos próximos anos, especialmente com a expansão de destinos e melhorias operacionais previstas no novo contrato.

Contrato vai até 2039 e prevê receita variável

A concessão terá vigência até 2039 e estabelece, além do valor pago no leilão, uma contribuição variável anual de 20% sobre a receita bruta da operação.

Apesar do cenário de recuperação, especialistas do setor avaliam que o sucesso do projeto dependerá diretamente da capacidade técnica e financeira da concessionária vencedora. Uma gestão experiente será determinante para evitar gargalos operacionais e consolidar o Galeão como o principal hub aéreo do Rio de Janeiro.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/RIOGaleão

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Aeroportos

Mega-aeroporto na Etiópia promete ser o maior da África e reforçar conexões globais

A Etiópia deu início, em janeiro, à construção de um empreendimento que pode redefinir o mapa da aviação africana. Localizado a cerca de 40 quilômetros de Adis Abeba, o Aeroporto Internacional de Bishoftu (BIA) foi projetado para se tornar o maior aeroporto da África, com investimentos estimados em US$ 12,5 bilhões — o equivalente a mais de R$ 65 bilhões.

As obras serão executadas em etapas, com previsão de entrega da primeira fase em 2030. O projeto busca consolidar o país como um importante hub aéreo entre a África, a Ásia e o Oriente Médio, além de fortalecer a conectividade regional no próprio continente.

Capacidade inicial para 60 milhões de passageiros

Na fase inicial, o novo terminal contará com duas pistas e um edifício de 660 mil metros quadrados, dimensionado para receber até 60 milhões de passageiros por ano. As etapas seguintes preveem a ampliação para quatro pistas, estacionamento para 270 aeronaves e capacidade total de 110 milhões de passageiros anuais.

Durante a cerimônia de lançamento das obras, em 10 de janeiro, o primeiro-ministro Abiy Ahmed Ali destacou a dimensão do empreendimento. Segundo ele, o aeroporto será o maior projeto de infraestrutura aeroportuária já realizado na África, superando em mais de quatro vezes a capacidade do atual principal aeroporto etíope, que deve atingir seu limite operacional nos próximos dois a três anos.

Arquitetura assinada por Zaha Hadid Architects

O desenho do Aeroporto Internacional de Bishoftu é assinado pelo renomado escritório Zaha Hadid Architects, com sede em Londres. A empresa acumula mais de 950 projetos em 44 países e é responsável por obras emblemáticas, como o Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing e a Casa de Ópera de Guangzhou, na China.

De acordo com os arquitetos, o aeroporto foi concebido para atender majoritariamente passageiros em trânsito, funcionando como principal base da Ethiopian Airlines, maior e uma das mais antigas companhias aéreas do continente. A empresa, controlada pelo governo etíope, opera atualmente voos para cerca de 150 destinos em cinco continentes.

Hub internacional com foco em passageiros em conexão

A expectativa é que até 80% dos usuários do novo aeroporto sejam passageiros em conexão internacional, que não precisarão deixar o terminal. Para atender esse público, o projeto inclui um hotel com 350 quartos, além de áreas voltadas à gastronomia, entretenimento e serviços.

Essa configuração reforça o papel do Bishoftu como um dos principais centros de conexão aérea da África, voltado ao fluxo global de passageiros.

Sustentabilidade e integração urbana no projeto

O plano paisagístico prevê o uso de plantas nativas resistentes à seca, com reaproveitamento de árvores replantadas. O projeto também contempla a integração de parques públicos destinados à população local, além de jardins e pátios externos para os viajantes.

No interior, o terminal será estruturado em um eixo central único, com ventilação natural, facilitando a circulação de passageiros entre o edifício principal e os píeres de embarque. O conceito é inspirado no Vale do Rift, formação geológica que atravessa a Etiópia e outros países da região.

Energia limpa e ligação ferroviária de alta velocidade

A infraestrutura inclui sistemas de captação e reaproveitamento de água da chuva, coletada das pistas, pátios e coberturas. A geração de energia contará com painéis fotovoltaicos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Segundo o escritório responsável pelo projeto, o aeroporto será conectado ao centro de Adis Abeba e ao atual Aeroporto de Bole por meio de uma linha ferroviária de alta velocidade, ampliando a integração entre os dois polos aeroportuários do país.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/X-Universe

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Aeroportos

Aeroportos regionais do Sudeste terão R$ 310 milhões para modernização e segurança operacional

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou investimentos de R$ 310,1 milhões para a modernização e o reforço da segurança operacional dos aeroportos regionais do Sudeste no ciclo 2026-2027. Os recursos integram a carteira pública de investimentos da pasta e têm como objetivo ampliar a eficiência da aviação regional, considerada estratégica para a integração entre capitais, polos produtivos e cidades do interior.

A região Sudeste concentra grande parte do fluxo aéreo nacional, com papel central no transporte de passageiros, cargas e no suporte à atividade econômica. Diante desse cenário, os aportes buscam enfrentar gargalos históricos, adequar a infraestrutura aeroportuária ao crescimento da demanda e permitir a diversificação das operações aéreas.

Aviação regional como vetor de desenvolvimento

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos seguem uma estratégia de desenvolvimento equilibrado. Para ele, fortalecer os aeroportos regionais do Sudeste é essencial para aproximar o interior dos grandes centros urbanos, estimular novos negócios e ampliar oportunidades econômicas.

“A aviação regional é fundamental para garantir crescimento com integração e competitividade, especialmente em uma região que concentra grande parte da atividade econômica do país”, destacou o ministro.

Estudos e projetos estruturam futuras obras

Parte dos recursos, cerca de R$ 13 milhões, será destinada à elaboração de estudos e projetos básicos nos aeroportos de Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, além de Salinas, Varginha e Patos de Minas, em Minas Gerais. Essa fase é considerada essencial para garantir intervenções mais eficientes, alinhadas às características operacionais de cada terminal e com maior agilidade na execução das obras.

Estações meteorológicas ampliam segurança dos voos

Outro eixo relevante do programa é a instalação de estações meteorológicas, com investimento de R$ 33,6 milhões. Os equipamentos serão implantados nos aeroportos de Pará de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Ubaporanga (MG), além de Americana e Piracicaba (SP) e Paraty (RJ).

A ampliação da cobertura meteorológica contribui diretamente para a regularidade dos voos, o planejamento aéreo e a tomada de decisões operacionais, especialmente em uma região com alta densidade de tráfego.

Obras e novo aeroporto ampliam capacidade regional

A carteira de investimentos também prevê obras de infraestrutura aeroportuária em Varginha (MG) e no eixo Rio Claro–Piracicaba (SP), onde está prevista a implantação de um novo aeroporto. A iniciativa deve ampliar a capacidade regional e criar condições para novos fluxos de passageiros e cargas.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou o caráter técnico das ações. Segundo ele, o foco está em planejamento, infraestrutura e dados, pilares que aumentam a segurança operacional e a eficiência da malha aérea regional, especialmente em um ambiente operacional complexo como o Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Investimentos em aeroportos do Nordeste somam R$ 424,2 milhões em novo pacote federal

O Nordeste será contemplado com R$ 424,2 milhões em investimentos em aeroportos, dentro da nova carteira pública de empreendimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para o ciclo 2026/2027. O montante integra um pacote nacional estimado em quase R$ 1,8 bilhão, voltado ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional e à ampliação da conectividade aérea.

Estudos, projetos e obras em aeroportos regionais

Os recursos destinados à região serão aplicados em diferentes frentes. Estão previstos estudos e projetos básicos para os aeroportos de Feira de Santana (BA), para o novo aeroporto de Conde (BA) e para o terminal de Iguatu (CE).

Também será realizada a instalação de estações meteorológicas nos aeroportos de Patos (PB), Sobral (CE), Balsas (MA) e Gurupi (TO), medida essencial para reforçar a segurança operacional e a regularidade dos voos.

Além disso, já há verbas destinadas para obras e melhorias de infraestrutura nos aeroportos de Barra do Corda (MA), Bacabal (MA), Santa Inês (MA), Picos (PI) e Ilhéus (BA).

Planejamento para crescimento e desenvolvimento regional

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o objetivo é preparar os aeroportos regionais para acompanhar o crescimento da demanda e impulsionar o desenvolvimento local. “Estamos estruturando uma carteira consistente, com foco em segurança, eficiência e no fortalecimento das cidades atendidas pelos aeroportos”, afirmou.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou que o investimento antecipado em estudos e projetos garante mais agilidade e qualidade na execução das obras. Segundo ele, a adoção de tecnologias modernas reduz riscos e melhora os resultados das intervenções.

Metodologia BIM amplia eficiência das obras

A nova carteira pública de investimentos prevê 34 empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por 16 estados brasileiros. Um dos diferenciais do programa é a aplicação da Metodologia BIM (Building Information Modelling) em cerca de 65% dos projetos, alinhada à Estratégia BIM BR e à Lei nº 14.133/2021, que rege as contratações públicas.

A metodologia BIM utiliza modelos digitais inteligentes que integram informações como custos, prazos, materiais e manutenção, permitindo maior precisão no planejamento e na execução das obras. Essa abordagem contribui para a redução de erros, aumento da eficiência e melhor gestão dos empreendimentos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Aviação regional como vetor de desenvolvimento

Com os novos investimentos, o Nordeste reforça sua posição estratégica na aviação regional, ampliando a conectividade, estimulando o desenvolvimento econômico e fortalecendo a integração entre cidades de médio e pequeno porte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Santos Cunha Filho

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Aeroportos

Aeroporto do Recife recebe R$ 60 milhões para obras do terminal intermodal

O Aeroporto Internacional do Recife está recebendo um investimento de R$ 60 milhões para a construção do terminal intermodal, projeto considerado estratégico para a mobilidade urbana e para a integração do aeroporto com a cidade. A obra faz parte de um pacote mais amplo de intervenções que totalizam cerca de R$ 640 milhões, voltadas à ampliação da capacidade operacional, à melhoria da experiência dos passageiros e ao fortalecimento da economia regional.

Investimentos ampliam infraestrutura e conectividade

Durante visita técnica realizada nesta quinta-feira (15), o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, ressaltou que os recursos estão distribuídos em diferentes frentes, como infraestrutura aeroportuária, mobilidade e qualificação urbana. O terminal intermodal, que terá aproximadamente 20 mil metros quadrados de área construída, é uma das principais iniciativas desse conjunto de obras.

Segundo o ministro, os investimentos contribuem diretamente para a modernização do equipamento e para a geração de empregos. “Esse pacote transforma o Aeroporto do Recife em um terminal cada vez mais moderno e conectado à cidade, impulsionando o turismo, os negócios e a economia da Região Metropolitana”, afirmou.

Cronograma e integração com a cidade

O diretor-geral da Aena Brasil, concessionária responsável pela administração do aeroporto, Joaquín Rodríguez, destacou o avanço do cronograma do projeto. A empresa que executará a obra deve ser contratada em março, permitindo maior agilidade na execução dos trabalhos.

Rodríguez enfatizou que o terminal intermodal foi planejado com foco no longo prazo, priorizando a acessibilidade, a integração urbana e a valorização do entorno. O projeto também prevê cuidados especiais com o patrimônio histórico da área, respeitando os critérios de preservação exigidos.

Mobilidade urbana e experiência do passageiro

O novo terminal intermodal reunirá, em um único espaço, o acesso a ônibus urbanos, táxis, transporte por aplicativo e veículos particulares, organizando o fluxo de passageiros no embarque e desembarque. A proposta inclui ainda a integração com ciclovias e melhorias no entorno, incentivando a mobilidade ativa e facilitando o deslocamento até o aeroporto.

Recife se consolida como polo logístico do Nordeste

Para o prefeito do Recife, João Campos, o empreendimento representa um avanço estrutural para a capital pernambucana. Ele destacou que o aeroporto já movimenta quase 10 milhões de passageiros por ano, consolidando-se como um dos principais terminais do país fora do eixo Sudeste.

“O terminal intermodal qualifica a experiência de quem chega à cidade, organiza o sistema de transporte e reforça o Recife como capital logística do Nordeste”, afirmou.

Preservação histórica e desenvolvimento regional

Além das melhorias operacionais, o conjunto de obras contempla ações de preservação do patrimônio histórico e cultural, já que a área possui tombamento federal e estadual. Estão previstas a recuperação de painéis artísticos, o restauro da Praça Ministro Salgado Filho e a implantação de uma ciclovia no entorno, em parceria com a prefeitura.

Com esses investimentos, o Aeroporto do Recife reforça seu papel estratégico na conectividade aérea do Nordeste, na atração de novos negócios e na consolidação do terminal como vetor de desenvolvimento urbano, logístico e turístico de Pernambuco.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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