Indústria

Gecex aprova medidas de defesa comercial para fortalecer a indústria brasileira

A 233ª Reunião Ordinária do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), realizada nesta quarta-feira (28/1), avançou em um conjunto de medidas de defesa comercial e de realinhamento tarifário com foco no aumento da competitividade da indústria nacional.

As decisões envolvem ações no setor siderúrgico, ajustes em tarifas de importação e mudanças nas regras para bens de capital e de tecnologia, alinhadas às normas internacionais e à estratégia industrial do país.

Antidumping e aumento de tarifas no setor do aço

Entre as principais deliberações, o Gecex aprovou a aplicação de direito antidumping definitivo sobre as importações de aços pré-pintados originários da China e da Índia. A medida terá validade de cinco anos e busca conter práticas consideradas desleais de comércio.

Ainda no segmento siderúrgico, o colegiado autorizou a elevação temporária das tarifas de importação para mais nove NCMs do aço, pelo período de 12 meses. Com a decisão, a alíquota desses produtos passa a ser de 25%, reforçando a proteção à produção brasileira.

Redução de impostos para insumos estratégicos

Paralelamente às ações de defesa comercial, o Gecex também aprovou a redução do Imposto de Importação para diversos produtos considerados estratégicos. Entre eles estão um medicamento utilizado no tratamento da depressão e insumos essenciais para as indústrias química, têxtil e agropecuária.

Nesses casos, a alíquota foi fixada em 0%, com o objetivo de reduzir custos produtivos e ampliar o acesso a itens fundamentais para diferentes cadeias econômicas.

Realinhamento tarifário de bens de capital e tecnologia

Outro ponto relevante da reunião foi a aprovação do realinhamento das alíquotas do Imposto de Importação para bens de capital (BK) e bens de informática e telecomunicações (BIT). A medida segue tendências internacionais, respeita as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e busca fortalecer setores considerados estratégicos.

O ajuste é direcionado principalmente a produtos que possuem fabricação nacional, estimulando a produção interna e aumentando a resiliência das cadeias produtivas.

Regime de ex-tarifário continua para itens sem produção nacional

Para produtos que não são fabricados no Brasil, permanece a possibilidade de enquadramento no regime de ex-tarifário, mecanismo que permite a redução ou manutenção em zero das alíquotas de importação.

No caso das NCMs que atualmente possuem alíquota zerada, mas não estão enquadradas nesse regime, a nova regra passará a valer a partir de 1º de março. O prazo foi estabelecido para que os importadores possam solicitar o enquadramento no regime especial.

Os pedidos terão reconhecimento provisório do ex-tarifário e, ao final do processo — que costuma durar cerca de 120 dias — será definida a permanência ou não do benefício.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Sem Categoria

Acordos comerciais impulsionam mercados, mas competências produtivas sustentam o desenvolvimento

O comércio internacional passa por uma transformação estrutural, marcada por maior incerteza, avanço de barreiras comerciais e fragmentação das regras globais. Estudos sobre ciclos econômicos de longo prazo indicam que a rivalidade entre Estados Unidos e China tende a inaugurar um período prolongado de restrições ao comércio, e não a encerrá-lo, a exemplo do que ocorreu no fim do século XIX, quando tarifas elevadas se espalharam a partir das grandes potências.

Acordos ganham valor em um cenário de fragmentação

Nesse contexto, acordos comerciais construídos ao longo do tempo e sustentados por instituições sólidas passam a ter relevância estratégica para a indústria. Caso sejam concluídos os trâmites para sua entrada em vigor, o acordo Mercosul–União Europeia pode oferecer um ambiente mais previsível e seguro, com oportunidades distintas para diferentes perfis de exportadores.

Ainda assim, o caminho para o desenvolvimento econômico não está na simples ampliação dos volumes exportados. O avanço consistente depende da sofisticação produtiva e da capacidade de capturar valor ao longo das cadeias industriais.

Duas rotas possíveis para a inserção internacional

Uma das rotas naturais abertas pelo acordo é a das cadeias de valor baseadas em commodities, essenciais para a indústria, mas estruturalmente limitadas como motor de desenvolvimento. A outra, mais estreita e exigente, envolve a captura de valor industrial por meio da hipersegmentação de mercados, especialmente diante da demanda europeia por bens manufaturados e semimanufaturados mais sofisticados.

Para acessar essa via, escala e custo deixam de ser suficientes. As empresas precisam incorporar engenharia, padronização, certificações, rastreabilidade, sustentabilidade verificável e diferenciação de produto, atributos que dependem de investimentos produtivos, decisões estratégicas e coordenação ao longo das cadeias.

Globalização criou a base, mas o potencial segue subutilizado

Apesar de a globalização ter revolucionado a logística internacional, com avanços no transporte aéreo, sistemas de frio e coordenação digital, esse potencial segue amplamente subexplorado. Hoje, tornou-se viável atender mercados europeus exigentes em poucos dias, inclusive com produções especializadas e perecíveis, algo impensável no passado.

Esse cenário abre espaço para capturar mais valor e dinamizar setores de tecnologia madura, por meio de estratégias voltadas a nichos altamente exigentes, fortalecendo o desenvolvimento regional e promovendo melhor distribuição de renda ao longo das cadeias produtivas.

Competências não surgem automaticamente com o acordo

A construção dessas competências, no entanto, não é automática nem resulta apenas do acesso preferencial ao mercado europeu. Ela exige coordenação estratégica, intencionalidade clara e atuação conjunta de empresas, associações setoriais e políticas públicas, com foco explícito em aumentar o valor por unidade exportada.

Elementos como inovação aplicada, engenharia de precisão, design, padronização sanitária e governança de cadeia são fruto de escolhas deliberadas e investimentos persistentes. Sem esse esforço, o acordo tende apenas a reforçar padrões já existentes de especialização; com ele, pode se tornar um instrumento real de transformação produtiva.

Experiências internacionais mostram o caminho

A Dinamarca se tornou referência na produção de alimentos funcionais ao integrar pesquisa nutricional, design de produto e políticas públicas voltadas à inovação e à sustentabilidade. A articulação entre universidades, indústrias e distribuidores permitiu a criação de produtos com alto valor agregado, baseados em confiança científica e identidade de marca.

A Áustria seguiu trajetória semelhante ao transformar sua vocação florestal em vantagem competitiva global. Investimentos em engenharia da madeira, certificações ambientais e design converteram recursos naturais em soluções construtivas e mobiliário de alto padrão, com forte valor agregado.

Modelos comparáveis podem ser observados na produção de lácteos na Nova Zelândia, que migrou de um enfoque puramente volumétrico para produtos diferenciados e ingredientes premium.

Oportunidades e desafios para o Brasil

No Brasil, já existem sinais positivos em iniciativas como cafés especiais no Paraná, cacau no sul da Bahia, além de potencial claro em frutas frescas, vinhos, queijos e móveis. O desafio central não é apenas explorar vantagens comparativas naturais, mas evitar ficar prisioneiro delas.

Em um comércio global mais fragmentado, o acordo com a União Europeia pode funcionar como catalisador para a construção deliberada de competências produtivas voltadas a mercados nichados e exigentes. A oportunidade só será plenamente aproveitada se o país desenvolver cadeias de valor capazes de transformar recursos naturais em bens sofisticados, com maior valor agregado e melhor distribuição de renda. Sem esse salto qualitativo, o Brasil pode até exportar mais, mas seguirá se desenvolvendo pouco.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Acordo Mercosul-União Europeia prevê desoneração imediata para 76% das exportações brasileiras


O Acordo Comercial entre Mercosul e União Europeia, assinado no Paraguai, estabelece a eliminação de tarifas para mais de 90% das exportações brasileiras destinadas ao bloco europeu e para 76% das importações de produtos da UE ao longo de um período de até 16 anos. Apesar do alcance amplo, o ritmo de redução tarifária será distinto entre exportações e importações, conforme aponta estudo da LCA Consultoria Econômica.

Segundo a análise, mais de 76% das exportações do Brasil para a União Europeia passarão a ter tarifa zero de forma imediata. Já no fluxo inverso, a liberalização será mais gradual: mais da metade das desonerações das importações ocorrerá apenas entre o 11º e o 16º ano de vigência do acordo.

Prazo maior protege a indústria nacional
De acordo com Verônica Cardoso, diretora da LCA e coautora do estudo ao lado da economista Morgana Tolentino, o cronograma mais longo para o desgravo das tarifas de importação foi um ponto central das negociações. A medida reconhece a diferença de competitividade entre a indústria europeia e a sul-americana, oferecendo tempo para adaptação do setor produtivo brasileiro.

A estratégia busca permitir que a indústria nacional avance em modernização e produtividade antes de enfrentar uma concorrência mais intensa. Ao mesmo tempo, o acordo contempla reduções imediatas para itens considerados estratégicos ao investimento, como partes, peças e acessórios das indústrias automotiva e aeroespacial, que poderão entrar no país a custos menores.

Impactos mistos para o setor industrial
Embora a importação mais barata de máquinas e equipamentos possa estimular o investimento produtivo, a consultoria alerta para possíveis efeitos colaterais. A redução de custos desses insumos também pode aumentar a pressão competitiva sobre segmentos da indústria local, especialmente os de bens de capital e bens de investimento.

Agro e energia concentram desonerações
O levantamento da LCA mostra ainda que mais da metade das desonerações incidirá sobre produtos de agropecuária e alimentos e de minerais e energia. Para a consultoria, esse desenho tende a reforçar uma pauta exportadora já concentrada em produtos primários.

A análise das trocas comerciais de 2025 confirma essa tendência. Os cinco principais produtos exportados pelo Brasil para a União Europeia — óleos brutos de petróleo, café, bagaço e resíduos de soja, minério de cobre e soja — responderam por 50,95% do valor total exportado ao bloco no período.

Importações mais diversificadas e de maior valor agregado
Em contraste, a pauta de importações brasileiras oriundas da União Europeia apresenta maior diversificação e é composta, majoritariamente, por produtos industrializados de alto valor agregado, como medicamentos, automóveis e outros bens manufaturados.

Segundo as economistas, essa configuração tende a consolidar o Brasil como exportador de commodities e importador de manufaturados, mantendo um saldo comercial estruturalmente negativo com o bloco europeu, dependente de boas safras e de preços internacionais favoráveis para se tornar superavitário.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Comércio

Acordo Mercosul-União Europeia pode elevar PIB do Brasil em 1,5%, aponta Banco Mundial

O acordo entre Mercosul e União Europeia tem potencial para aumentar o Produto Interno Bruto (PIB do Brasil) em 1,5% até 2035, segundo estudo do Banco Mundial que está em fase final de elaboração. Além de impulsionar a atividade econômica e o comércio exterior, o tratado tende a fortalecer a competitividade das empresas brasileiras, especialmente no setor industrial.

O acordo foi assinado no sábado (17), mas ainda depende da aprovação do Parlamento Europeu e dos legislativos dos países do Mercosul para entrar em vigor.

Impacto no PIB pode chegar a R$ 400 bilhões

Para mensurar os efeitos do tratado, os autores utilizaram projeções do Ministério da Fazenda que ainda não consideram o acordo. Nesse cenário-base, o PIB brasileiro passaria de R$ 12,7 trilhões em 2025 para R$ 25,2 trilhões em 2035. Com a implementação do acordo, o PIB poderia atingir R$ 25,6 trilhões no mesmo período — um acréscimo de R$ 400 bilhões em relação ao cenário sem o tratado.

Mesmo após 2035, o ritmo de crescimento da economia brasileira continuaria superior ao cenário sem o acordo, ainda que o ganho total de 1,5% não seja imediatamente alcançado.

Segundo José Signoret, economista sênior do Banco Mundial e um dos autores do estudo, deixar de implementar o acordo tem custo direto para o país. De acordo com ele, cada ano sem o tratado representa uma perda equivalente a 1,5% do PIB, efeito que se acumula ao longo do tempo.

Exportações e importações devem crescer de forma significativa

As estimativas indicam que, até 2040, as exportações brasileiras para a União Europeia serão 31% maiores do que seriam sem o acordo. Já as importações provenientes do bloco europeu devem crescer 33% no mesmo horizonte.

Apesar do impacto positivo sobre o comércio, os economistas ressaltam que o aumento do PIB não virá apenas do maior volume exportado. A abertura comercial também deve gerar ganhos internos, ao reduzir tarifas e barreiras não tarifárias que hoje encarecem a produção no Brasil.

Redução de distorções fortalece a indústria

Entre os entraves citados estão barreiras sanitárias, exigências de licenças, autorizações administrativas e medidas antidumping. Esses fatores, segundo o Banco Mundial, dificultam o acesso da indústria brasileira a insumos mais baratos e competitivos, como componentes e bens intermediários.

Com isso, muitas empresas acabam dependendo de fornecedores locais mais caros ou optam pela integração vertical, produzindo internamente insumos que poderiam ser adquiridos a custos menores no mercado internacional.

Mais concorrência pode gerar ganhos de eficiência

De acordo com o estudo, o Brasil ainda é uma economia relativamente fechada, o que limita a exposição das empresas nacionais à concorrência global. Com o acordo, alguns setores industriais podem perder participação no mercado interno para empresas europeias, mas essa competição tende a estimular ganhos de eficiência e produtividade.

Os autores avaliam que, por esse motivo, os impactos negativos sobre segmentos específicos da indústria devem ser menores do que se imaginava anteriormente.

Efeitos indiretos sobre sustentabilidade ambiental

O estudo também aponta possíveis efeitos positivos indiretos na área ambiental. Ganhos de produtividade em setores menos intensivos em uso da terra, como a indústria, podem contribuir para reduzir a pressão sobre o desmatamento, conforme já indicado em pesquisas anteriores do Banco Mundial.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jorge Saenz/AP

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul amplia acesso do Brasil a 36% do comércio global

Um estudo divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que o acordo Mercosul-União Europeia elevará significativamente a presença do Brasil no comércio mundial. Com a entrada em vigor do tratado, o país passará a ter acesso preferencial a 36% do mercado global de importações de bens, ante os atuais 8%. O salto ocorre porque a União Europeia respondeu sozinha por 28% do comércio global em 2024.

A análise foi apresentada no sábado (17), após a assinatura do acordo entre representantes do bloco europeu e dos países do Mercosul, em cerimônia realizada em Assunção, no Paraguai. Para a CNI, a formalização do tratado representa uma mudança estratégica relevante para a indústria brasileira.

Redução tarifária favorece exportações brasileiras

Segundo o levantamento, 54,3% dos produtos negociados — mais de cinco mil itens — terão tarifa de importação zerada na União Europeia assim que o acordo começar a valer. Já no Mercosul, o processo será mais gradual: o Brasil terá prazos entre 10 e 15 anos para reduzir tarifas de 44,1% dos produtos, o que corresponde a cerca de 4,4 mil itens.

Com base em dados de 2024, a CNI destaca que 82,7% das exportações brasileiras para a UE entrarão no bloco europeu sem imposto de importação desde o início da vigência. Em contrapartida, o Brasil se comprometeu a zerar imediatamente tarifas de apenas 15,1% das importações provenientes da União Europeia, o que cria uma assimetria considerada favorável ao país.

Prazos ampliam previsibilidade para o Brasil

O estudo indica ainda que o Brasil contará, em média, com oito anos adicionais de adaptação em relação aos prazos concedidos à União Europeia, considerando o comércio bilateral e o cronograma estabelecido no acordo.

Para a CNI, o tratado, negociado ao longo de mais de 25 anos, é o mais amplo já firmado pelo Mercosul. Além da redução tarifária, o texto incorpora regras que ampliam a previsibilidade regulatória, reduzem custos e estimulam investimentos, inovação e geração de empregos.

Impactos sobre emprego e renda

De acordo com a entidade, o comércio com a União Europeia já apresenta efeitos relevantes sobre o mercado de trabalho. Em 2024, cada R$ 1 bilhão exportado do Brasil para o bloco europeu gerou 21,8 mil empregos, movimentou R$ 441,7 milhões em massa salarial e impulsionou R$ 3,2 bilhões em produção.

No setor agroindustrial, o acordo também amplia oportunidades. As cotas negociadas favorecem segmentos estratégicos e, no caso da carne bovina, superam em mais do que o dobro as concedidas pela UE a parceiros como o Canadá e são mais de quatro vezes maiores que as destinadas ao México. As cotas de arroz, por sua vez, ultrapassam o volume atualmente exportado pelo Brasil ao bloco.

Cooperação tecnológica e transição verde

O tratado também cria condições para ampliar a cooperação tecnológica entre Brasil e União Europeia, especialmente em projetos de pesquisa e desenvolvimento voltados à sustentabilidade. A CNI aponta oportunidades em áreas como descarbonização industrial, captura e armazenamento de carbono, hidrogênio de baixa emissão, motores híbrido-flex, reciclagem de baterias e desenvolvimento de bioinsumos agrícolas.

Essas iniciativas, segundo a entidade, fortalecem a competitividade brasileira e aceleram a transição para uma economia de baixo carbono, alinhada às exigências regulatórias e de mercado do bloco europeu.

Relação comercial Brasil–União Europeia

Em 2024, a União Europeia foi destino de US$ 48,2 bilhões das exportações brasileiras, o equivalente a 14,3% do total, mantendo-se como o segundo principal parceiro comercial do país, atrás apenas da China. No mesmo período, o bloco respondeu por US$ 47,2 bilhões das importações brasileiras, ou 17,9% do total.

Quase 98,4% das importações brasileiras provenientes da Europa foram de produtos da indústria de transformação, enquanto 46,3% das exportações brasileiras à UE corresponderam a bens industriais. Além disso, o bloco europeu segue como o maior investidor estrangeiro no Brasil, concentrando 31,6% do estoque de investimento produtivo externo em 2023.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Indústria

Produção industrial de Santa Catarina cresce 3,4% em 2025 e supera média nacional

A produção industrial de Santa Catarina acumulou alta de 3,4% em 2025 até novembro, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado colocou o estado na terceira posição nacional entre os maiores crescimentos da atividade industrial, segundo dados do Observatório FIESC.

O desempenho catarinense ficou bem acima da média brasileira, que avançou 0,6% no período, conforme levantamento do IBGE.

Diversidade industrial sustenta crescimento
Para o presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Gilberto Seleme, os números refletem a capacidade de adaptação do setor produtivo estadual.

Mesmo diante de desafios como o impacto do tarifaço internacional e a desaceleração das exportações para a China, a indústria local conseguiu ampliar a produção. Segundo ele, a diversidade de segmentos industriais foi decisiva para sustentar o crescimento.

Produtos de metal lideram expansão
Entre os setores industriais, o maior avanço no acumulado do ano foi registrado na fabricação de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, com crescimento de 12,3%.

De acordo com o economista-chefe da FIESC, Pablo Bittencourt, o desempenho está diretamente ligado ao bom momento da construção civil, tanto de edifícios residenciais quanto de obras de infraestrutura em Santa Catarina.

Máquinas e materiais elétricos ganham força
O segundo maior crescimento veio da fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que avançou 7,8% até novembro.

Segundo Bittencourt, o resultado foi impulsionado pela expansão das exportações industriais, com a abertura de novos mercados e a realocação de vendas antes concentradas nos Estados Unidos para destinos como Argentina, Chile e União Europeia. O programa de depreciação acelerada também contribuiu para o desempenho do setor.

Agronegócio impulsiona máquinas e equipamentos
A fabricação de máquinas e equipamentos registrou alta de 5,9% no período, beneficiada pelo bom momento do agronegócio, que teve safra recorde em 2025.

A produção de equipamentos agrícolas tem peso relevante na indústria catarinense e gerou efeitos positivos em cadeia. Assim como em outros segmentos, os incentivos fiscais ligados à depreciação acelerada ajudaram a estimular investimentos.

Incentivos reduziram impacto dos juros
Bittencourt destaca que programas de incentivo, como a depreciação acelerada e linhas de crédito com taxas mais atrativas, ajudaram a amenizar os efeitos da taxa Selic em 10% ao ano. O nível elevado de consumo das famílias também foi um fator favorável ao desempenho industrial ao longo do ano.

Produção industrial recua em novembro
Na análise mensal, porém, o cenário é menos favorável. Em novembro de 2025, na comparação com o mesmo mês de 2024, a produção industrial de SC recuou 1,4%, queda superior à média nacional, que foi de 1,2%.

O resultado reflete um ambiente econômico mais restritivo no curto prazo.

Bens não duráveis seguem em alta
Apesar da retração mensal, os bens de consumo não duráveis, como alimentos e embalagens, mantiveram crescimento.

Segundo a economista Tainara Venâncio de Souza, do Observatório FIESC, o desempenho foi sustentado pela renda das famílias e por efeitos residuais da recomposição do poder de compra ao longo do ano.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Indústria

Brasil acelera estratégia no gás natural, reduz dependência da Bolívia e mira liderança energética na América do Sul

Movimento estratégico reposiciona o Brasil no gás natural
O Brasil iniciou uma transformação silenciosa, porém estrutural, no setor de gás natural, capaz de alterar o equilíbrio energético da América do Sul. Com investimentos bilionários, avanço tecnológico e uma infraestrutura industrial de alta complexidade, o país reduz sua dependência histórica da Bolívia e amplia sua influência regional no setor energético.

A análise foi detalhada pelo canal Geopolítica de Concreto, que aponta uma mudança estratégica profunda, com impacto direto na geopolítica do mercado de energia sul-americano.

Bolívia perdeu centralidade como principal fornecedora
Por décadas, a Bolívia ocupou posição central como exportadora de gás natural na região. Grandes campos produtores sustentaram a economia do país e garantiram fornecimento estratégico aos vizinhos, especialmente ao Brasil.

A partir dos anos 2000, com a expansão das termoelétricas e do parque industrial brasileiro, mais de 70% do gás consumido internamente passou a ser importado do território boliviano, criando uma relação de dependência que moldou políticas energéticas por anos.

Infraestrutura brasileira reduz vulnerabilidades externas
Esse cenário começou a mudar de forma consistente. O Brasil passou a estruturar uma ampla rede de produção, processamento e distribuição de gás natural e gases industriais, com foco em autonomia logística e segurança do abastecimento.

O projeto envolve gasodutos, terminais, plantas industriais, sistemas de liquefação, unidades de processamento e novas rotas logísticas integradas, capazes de atender diferentes setores da economia nacional.

Gás natural como base da indústria nacional
A estratégia vai além da segurança energética. O gás natural passa a ser tratado como plataforma industrial, integrada a cadeias como fertilizantes, siderurgia, mineração, petroquímica, geração elétrica, indústria alimentícia, farmacêutica e hospitalar.

Nesse novo modelo, o insumo deixa de ser apenas fonte de energia e assume papel central na agregação de valor e no fortalecimento da indústria brasileira.

White Martins lidera investimento bilionário
No centro desse avanço está a White Martins, que anunciou um plano de investimentos de R$ 1 bilhão até 2026. O aporte será destinado à ampliação e modernização da infraestrutura de gases industriais no Brasil, configurando uma das maiores apostas do setor nas últimas décadas.

Segundo o Geopolítica de Concreto, trata-se de um investimento com efeito estrutural, voltado à eliminação de gargalos históricos e à elevação do padrão industrial do país.

Mais eficiência e competitividade para a indústria
Com a nova infraestrutura, a indústria brasileira reduz vulnerabilidades logísticas, amplia a capacidade de atendimento ao mercado interno e passa a operar em níveis próximos aos de economias industrializadas.

O resultado é menor dependência externa, ganho de eficiência produtiva e aumento da competitividade industrial no longo prazo.

Mudança na relação Brasil-Bolívia
Enquanto a Bolívia construiu sua influência regional exportando gás bruto, o Brasil avança sobre etapas mais lucrativas da cadeia de valor. O antigo cliente passa a dominar processos de transformação, industrialização e distribuição.

Essa mudança altera a lógica da dependência bilateral e redefine o equilíbrio energético regional.

Infraestrutura invisível sustenta setores críticos
Diferentemente de grandes obras públicas, essa transformação ocorre de forma discreta. A nova infraestrutura inclui gasodutos subterrâneos, plantas criogênicas, tanques refrigerados, sistemas de separação, unidades de liquefação, caminhões especializados e redes de distribuição que operam continuamente.

É essa base que garante oxigênio a hospitais, mantém siderúrgicas em operação ininterrupta e viabiliza a produção industrial em larga escala.

Gases industriais como ativo estratégico
Os gases industriais são essenciais para setores sensíveis. Na siderurgia, asseguram controle térmico preciso. Na indústria farmacêutica, garantem pureza e esterilidade. No setor alimentício, viabilizam conservação e transporte sem perda de qualidade.

Não por acaso, países como Alemanha, Coreia do Sul e China tratam esse segmento como estratégico.

Brasil se aproxima de economias avançadas
Ao adotar esse modelo, o Brasil passa a integrar um grupo restrito de países que enxergam o gás natural e os gases industriais como ativos estratégicos de desenvolvimento econômico.

Esse movimento tem atraído atenção de analistas e mercados internacionais, que observam a velocidade e a profundidade da transformação em curso.

Impactos diretos na economia boliviana
Para a Bolívia, os efeitos são imediatos. O gás natural sempre foi uma das principais fontes de receita e influência do país. Com o principal comprador avançando sobre as etapas mais rentáveis da cadeia, a centralidade boliviana tende a diminuir.

Origem da dependência energética brasileira
A dependência teve origem nos anos 1990, quando o Brasil buscou diversificar sua matriz energética e reduziu a exposição ao petróleo. A construção do Gasbol conectou campos bolivianos ao mercado brasileiro, garantindo estabilidade ao Brasil e impulsionando a economia da Bolívia.

Cenário energético global mudou
Com o tempo, o Brasil ampliou reservas internas, investiu em terminais marítimos de importação e desenvolveu tecnologias de armazenamento e distribuição de gás. A Bolívia, por outro lado, enfrentou dificuldades na manutenção de seus campos e perdeu competitividade relativa.

Investimento com efeito multiplicador
O aporte da White Martins vai além dos números. Ele se traduz em novos equipamentos, plantas industriais, quilômetros de gasodutos e geração de milhares de empregos diretos e indiretos, movimentando cadeias de engenharia, logística e manufatura especializada.

Gás industrial é insubstituível
Diferentemente da eletricidade, o gás possui propriedades químicas e térmicas específicas. Ele é essencial para processos industriais que exigem precisão, controle e estabilidade, sendo difícil de substituir em larga escala.

Infraestrutura prepara o caminho para o hidrogênio
A estrutura em desenvolvimento também prepara o país para o avanço do hidrogênio, apontado como combustível estratégico das próximas décadas. Tanques criogênicos, sistemas de liquefação e compressão são semelhantes aos já em implantação.

Ao investir agora, o Brasil reduz dependência futura de estruturas externas.

Brasil avança enquanto Bolívia renegocia
Enquanto a Bolívia concentra esforços em renegociar contratos e preservar mercados tradicionais, o Brasil avança para a próxima etapa da cadeia, transformando gás natural em produtos, tecnologia e capacidade industrial.

A mudança silenciosa pode redefinir de forma duradoura a geopolítica do gás na América do Sul.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

Acordo UE-Mercosul: o que muda para o Brasil e a indústria, segundo Roberto Azevêdo

Após 26 anos de negociações, a União Europeia e o Mercosul finalmente chegaram a um consenso para a criação do maior acordo comercial do mundo. A avaliação é do diplomata brasileiro Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), que vê no tratado um potencial de transformação estrutural para as economias envolvidas — especialmente para o Brasil.

Embora o acordo inclua salvaguardas agrícolas que podem gerar ruídos no futuro, Azevêdo afirma que os ganhos com a abertura do mercado europeu, sobretudo para produtos de maior valor agregado, tendem a superar os riscos.

Um acordo estratégico em tempos de protecionismo

Para Azevêdo, o momento da aprovação do acordo UE-Mercosul é particularmente favorável diante do avanço de políticas protecionistas, especialmente nos Estados Unidos, e do enfraquecimento do multilateralismo comercial.

Segundo o diplomata, o tratado ajuda a reduzir parte das incertezas do comércio global ao criar um ambiente mais previsível para empresas e investidores. “Estamos falando de um acordo com enorme impacto econômico para os dois blocos”, avalia.

Dimensão econômica e alcance do tratado

O acordo estabelece uma área de livre-comércio que reúne mais de 700 milhões de pessoas e um PIB combinado de US$ 22 trilhões. Atualmente, o comércio entre os blocos gira em torno de € 111 bilhões por ano, número que tende a crescer com a redução tarifária.

Para o Mercosul, o tratado abre acesso a cerca de 450 milhões de consumidores europeus, enquanto a UE amplia sua presença em um mercado de 280 milhões de pessoas na América do Sul, onde já atuam aproximadamente 30 mil empresas europeias.

Tarifas, setores e compromissos comerciais

Mais de 90% do comércio bilateral terá tarifas eliminadas gradualmente. Para a União Europeia, isso representa a retirada de cerca de € 4 bilhões em impostos, com expectativa de crescimento de € 84 bilhões nas exportações e geração de até 756 mil empregos.

As exportações europeias são lideradas por maquinário, produtos químicos, farmacêuticos e automóveis, enquanto o Mercosul se destaca em produtos agrícolas, minerais, celulose e papel. Países do bloco sul-americano mantêm tarifas elevadas, como 35% sobre autopeças e 28% sobre lácteos, que serão progressivamente reduzidas.

Salvaguardas agrícolas e limites às commodities

Para viabilizar a aprovação interna, a Comissão Europeia adotou mecanismos de proteção ao setor agrícola, como cotas limitadas, controles mais rígidos e a possibilidade de reintrodução temporária de tarifas.

Azevêdo alerta que a abertura europeia para commodities é limitada e não permitirá um crescimento expressivo das exportações agrícolas do Mercosul. Ainda assim, ele defende uma visão mais ampla do acordo, que vai além do agronegócio.

Indústria brasileira e valor agregado

Na avaliação do ex-presidente da OMC, o maior potencial está na ampliação do acesso a um mercado que demanda produtos industrializados e de maior valor agregado. A União Europeia, com PIB per capita superior ao da China, tende a importar bens mais processados, o que pode favorecer a indústria brasileira.

O acordo também deve estimular investimentos europeus, transferência de tecnologia e maior integração produtiva entre os blocos.

Adaptação gradual e integração de cadeias produtivas

Azevêdo destaca que o tratado prevê um período de transição (phase-in) para setores mais sensíveis da economia brasileira, permitindo adaptação gradual à concorrência externa.

Com a integração das cadeias globais de valor, surgem oportunidades em nichos onde um bloco é mais competitivo que o outro. Para o diplomata, essa dinâmica pode ampliar a presença internacional da indústria brasileira, que historicamente priorizou o mercado interno.

Previsibilidade e segurança jurídica para investidores

Outro ponto ressaltado é o mecanismo de solução de controvérsias previsto no acordo, que garante maior segurança jurídica. Caso uma das partes descumpra as regras, será possível recorrer à arbitragem internacional.

Segundo Azevêdo, esse fator é decisivo para atrair investimentos em um cenário global marcado por instabilidade geopolítica e disputas comerciais.

Próximos passos para o Mercosul

Com o enfraquecimento do sistema multilateral, o ex-diretor da OMC avalia que o Mercosul deve buscar novos acordos regionais e bilaterais, especialmente com mercados avançados e custos de produção compatíveis.

Para ele, o acordo com a União Europeia pode servir de referência para uma estratégia mais ativa de inserção internacional do bloco sul-americano.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Economia

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar exportações do Brasil em até US$ 7 bilhões, projeta Apex.

Agro lidera ganhos com tratado comercial entre os blocos, segundo a agência.

A possível ratificação do acordo Mercosul-União Europeia deve gerar um incremento de até US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras para o mercado europeu. A projeção é da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que avalia impactos positivos sobre o agronegócio, a indústria e as cadeias de valor do comércio exterior do país.

Após 26 anos de negociações, o tratado tende a consolidar um dos maiores mercados integrados do planeta, reunindo mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões, atrás apenas da economia norte-americana.

União Europeia já é parceiro-chave do Brasil

Atualmente, a União Europeia ocupa a posição de segundo maior parceiro comercial do Brasil, ficando atrás somente da China. O intercâmbio é considerado equilibrado, com volumes semelhantes de exportações e importações.

De acordo com a Apex, mesmo antes da ratificação do acordo, as exportações brasileiras para a Europa cresceram 4%, reflexo da reorganização das cadeias globais e da busca por novos mercados diante do aumento de barreiras comerciais em outras regiões.

Indústria ganha espaço com produtos de maior valor agregado

Os dados da agência mostram que mais de um terço das exportações brasileiras ao bloco europeu é composto por bens industrializados, o que reforça o potencial de expansão em segmentos de maior valor agregado.

No campo industrial, o acordo prevê redução imediata de tarifas para itens como máquinas, equipamentos de transporte, motores, geradores de energia, autopeças e aeronaves. Também devem surgir novas oportunidades para couro, peles, pedras de cantaria, facas, lâminas e produtos químicos.

Agronegócio é o principal beneficiado

No agronegócio, a expectativa é de redução gradual das tarifas, chegando à alíquota zero para diversas commodities, respeitando cotas previamente definidas. Entre os principais produtos brasileiros exportados para a União Europeia estão carne de aves, carne bovina e etanol, setores que tendem a ampliar participação no mercado europeu.

Complementaridade fortalece integração econômica

Para a ApexBrasil, a complementaridade entre as economias é um dos principais trunfos do acordo. Enquanto o Mercosul oferece produção agrícola contínua, a União Europeia reúne alto poder de consumo e demanda industrial sofisticada.

Essa combinação deve estimular o comércio bilateral, aprofundar a integração das cadeias produtivas e gerar efeitos positivos sobre investimentos, competitividade e geração de renda no Brasil.

Fonte: ApexBrasil
Fonte: Redação

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Indústria

Nova Indústria Brasil impulsiona reindustrialização com inovação e sustentabilidade

Ao longo de 2025, o Brasil consolidou a retomada dos investimentos industriais, com impactos diretos na geração de empregos, na inovação e no crescimento econômico. A política da Nova Indústria Brasil (NIB) tem demonstrado como a aplicação estratégica de recursos públicos pode acelerar a reindustrialização do país, ampliar oportunidades de trabalho e elevar a qualidade dos produtos oferecidos à população.

O principal instrumento financeiro da iniciativa, o Plano Mais Produção, alcançou R$ 643,3 bilhões em recursos no último ano. Desse total, R$ 588,4 bilhões já foram direcionados, entre 2023 e 2025, a cerca de 406 mil projetos distribuídos em todas as regiões do país. As ações seguem as seis missões estratégicas da NIB e têm fortalecido fábricas, modernizado parques industriais, incentivado novas tecnologias e ampliado a produção sustentável em empresas de diferentes portes.

Ciência e tecnologia no centro da reindustrialização

A inovação industrial é um dos pilares da Nova Indústria Brasil. A política aproxima universidades, institutos de pesquisa e ICTs do setor produtivo, levando o conhecimento científico diretamente para a indústria e o comércio.

Iniciativas como o desenvolvimento de um ônibus elétrico 100% nacional, a criação de um coquetel enzimático para produção de etanol a partir de resíduos agrícolas e soluções avançadas em inteligência artificial exemplificam como o investimento em ciência se converte em competitividade, redução de impactos ambientais e avanço tecnológico.

Em dezembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou o potencial brasileiro. “Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos”, afirmou. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ressaltou que os dados confirmam a estratégia adotada. “O presidente Lula disse que 2025 seria o ano da colheita. Os investimentos mostram a qualidade das sementes plantadas neste governo”, declarou.

Mais inovação e produtividade nas empresas

Os números reforçam o avanço. O eixo Mais Inovação, dentro da NIB, já contratou R$ 108 bilhões, com R$ 60 bilhões desembolsados. O programa Crédito Indústria 4.0 destinou R$ 12 bilhões para a aquisição de máquinas modernas, apoiando a modernização industrial e o aumento da produtividade.

Outro destaque é o Brasil + Produtivo, que atendeu 67,5 mil pequenas e médias empresas em apenas dois anos. O programa registrou crescimento médio de 28% na produtividade e ganho de 19% em eficiência energética, alcançando setores da indústria, do comércio e dos serviços.

Depreciação acelerada estimula investimentos privados

Lançada em 2024, a política de depreciação acelerada tem se mostrado eficaz para incentivar a renovação do parque industrial. Com R$ 1,7 bilhão já utilizados, o programa estimulou R$ 4,7 bilhões em investimentos privados para a compra de máquinas e equipamentos novos em 24 setores industriais.

O mecanismo permite que empresas abatam o valor dos investimentos no Imposto de Renda e na Contribuição Social em apenas dois anos, em vez do prazo tradicional de cerca de dez anos, facilitando decisões de investimento e ampliando a capacidade produtiva.

Programa Mover fortalece a indústria automotiva

No setor automotivo, o Programa Mover simboliza a nova fase da política industrial. Em 2025, foram liberados R$ 3,8 bilhões em crédito, com previsão de R$ 3,9 bilhões para o próximo ano. A iniciativa já mobilizou R$ 190 bilhões em investimentos privados, fortalecendo a cadeia automotiva, das montadoras às autopeças, com foco em eficiência energética, inovação e segurança.

Esse ambiente favorável voltou a atrair grandes projetos industriais. A Great Wall Motor (GWM) inaugurou sua primeira fábrica nas Américas, em Iracemápolis (SP), dedicada à produção de veículos híbridos e elétricos. Já a BYD Brasil iniciou a produção nacional em Camaçari (BA), consolidando o país como polo estratégico da empresa na América Latina.

Brasil como polo da transição verde

Durante a inauguração da fábrica da BYD, o presidente global da empresa, Wang Chuanfu, destacou o país como cenário ideal para investimentos. Segundo ele, o Brasil reúne energia limpa abundante, sociedade aberta à inovação e uma política industrial voltada à transição verde. “O Brasil é líder na transformação verde e acreditamos que vamos ajudar a acelerar a transição energética, criar novas indústrias e empregos”, afirmou.

Carro Sustentável amplia acesso e fortalece a indústria

O Programa Carro Sustentável também trouxe benefícios diretos às famílias. A iniciativa zerou o IPI de veículos de entrada fabricados no Brasil, com motor flex, baixa emissão de CO₂ e alto índice de reciclabilidade. Desde julho, as vendas desses modelos cresceram 51% em relação ao mesmo período do ano anterior, sem impacto fiscal para o governo.

Medidas adicionais reduziram custos para trabalhadores do setor de transporte. Taxistas passaram a renovar o taxímetro a cada dois anos, com taxa zerada, enquanto caminhoneiros e empresas de ônibus tiveram redução no valor do cronotacógrafo, de R$ 207 para R$ 90.

Comércio exterior bate recordes históricos

Os reflexos da Nova Indústria Brasil também aparecem no comércio exterior. Em 2025, o país registrou US$ 349 bilhões em exportações, novo recorde histórico e US$ 9 bilhões acima do resultado de 2023. A corrente de comércio alcançou US$ 629,1 bilhões, o maior nível já registrado.

As negociações internacionais reduziram os impactos de tarifas impostas pelos Estados Unidos e preservaram a competitividade dos produtos brasileiros, especialmente os industriais. “Conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os existentes, mesmo em um cenário geopolítico desafiador”, afirmou Alckmin.

Os últimos três anos concentram os melhores resultados da balança comercial brasileira, impulsionados também por acordos como Mercosul–Singapura e Mercosul–EFTA, que ampliam o acesso a mercados estratégicos.

Ambiente de negócios atrai capital estrangeiro

A melhoria do ambiente regulatório é outro fator de destaque. A futura Janela Única de Investimento, desenvolvida em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), deve reduzir burocracias e custos para investidores.

Os efeitos já são visíveis. Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil recebeu US$ 84 bilhões em Investimento Estrangeiro Direto, o maior volume da última década, posicionando o país como o segundo maior destino de investimentos estrangeiros no mundo.

FONTE: Secretaria de Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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