Comércio Internacional

Argentina zera imposto de exportação para produtos da mineração e indústria

O governo da Argentina oficializou a redução para 0% dos direitos de exportação incidentes sobre diversos produtos ligados aos setores de mineração e indústria. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 566/2026, publicado em 1º de julho de 2026 no Boletim Oficial do país.

A nova regra elimina imediatamente a cobrança sobre exportações de aço, alumínio, cobre, zinco, estanho e outros metais industriais relacionados no Anexo I do decreto. O benefício também passa a valer para diferentes produtos da indústria automotiva, fortalecendo a competitividade desses segmentos no mercado internacional.

Redução será gradual para outros produtos

Além das mudanças imediatas, o decreto prevê um cronograma de redução progressiva das alíquotas para outro grupo de produtos dos mesmos setores, listados no Anexo II, além de determinados hidrocarbonetos constantes no Anexo III.

Segundo o governo argentino, a diminuição ocorrerá de forma escalonada até que a alíquota alcance 0% em junho de 2027, ampliando o alcance da política de incentivo às exportações.

Governo aposta no fortalecimento das exportações

A iniciativa integra uma estratégia voltada ao fortalecimento da economia argentina, com foco na ampliação das exportações, no aumento da competitividade internacional e na geração de divisas.

De acordo com o Poder Executivo, a redução dos tributos também busca diminuir os custos fiscais e financeiros enfrentados pelos exportadores, mantendo, ao mesmo tempo, o equilíbrio das contas públicas.

FONTE: Marval
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Marval

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Tecnologia

Imposto de Importação de 35% entra em vigor e impacta mercado de carros importados no Brasil

O mercado de carros importados inicia uma nova fase a partir desta quarta-feira (1º), com a entrada em vigor da alíquota integral de 35% do Imposto de Importação para veículos eletrificados totalmente montados (CBU) e para modelos semidesmontados (SKD) que ultrapassarem a cota de isenção estabelecida pelo governo.

Apesar da mudança, o consumidor não verá, necessariamente, um aumento imediato de 35% no preço dos veículos. Isso porque o tributo incide sobre a importação, enquanto o valor final também considera fatores como câmbio, logística, margem das montadoras, custos de estoque e estratégias comerciais.

Entenda como ficam as novas regras

A nova política tributária diferencia os tipos de importação de veículos.

Os modelos CBU, importados completamente montados, passam a recolher integralmente os 35% de Imposto de Importação, sem qualquer cota de isenção.

Já os veículos CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), destinados à montagem no Brasil, terão acesso a uma cota temporária de importação com imposto zerado, limitada a US$ 463 milhões (cerca de R$ 2,4 bilhões), válida por seis meses.

Após o esgotamento desse limite, os modelos SKD passam a pagar 35% de imposto. No caso dos veículos CKD, a tributação permanece em 14% até o fim de 2026, alcançando os 35% somente em janeiro de 2027.

A estratégia do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) busca estimular a montagem de veículos no país e reduzir a dependência da importação de automóveis prontos.

Preços devem variar conforme estratégia das montadoras

O impacto da nova tributação não será uniforme entre as fabricantes.

Veículos importados que chegaram ao Brasil antes da mudança ainda poderão ser comercializados pelos preços atuais enquanto houver estoque. Nos últimos meses, diversas montadoras ampliaram as importações justamente para formar estoques antes da entrada em vigor das novas alíquotas.

Além disso, fabricantes com maior capacidade financeira poderão absorver parte do aumento para preservar competitividade, enquanto outras devem optar por reajustes, redução de versões, revisão dos pacotes de equipamentos ou até adiamento de lançamentos.

Cada segmento tende a reagir de maneira diferente, seja entre carros elétricos, híbridos plug-in ou modelos premium.

Mercado de eletrificados deve sentir maior impacto

Segundo o consultor Cássio Pagliarini, CMO da Bright Consulting, a aplicação da alíquota integral pode representar um reajuste de até 8% nos preços dos veículos elétricos importados.

A medida encerra o cronograma gradual de aumento do Imposto de Importação, iniciado em janeiro de 2024. Até o fim de junho, as alíquotas variavam entre 25% e 30%, dependendo da tecnologia do veículo.

O segmento de veículos eletrificados é considerado o mais sensível à mudança, já que seu crescimento recente foi impulsionado por preços competitivos, elevado nível tecnológico e ampla oferta de equipamentos.

Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que, em maio, foram comercializadas 51,6 mil unidades eletrificadas, representando quase 20% das vendas de veículos leves no país.

Ao mesmo tempo, a participação dos eletrificados importados caiu de 94% em maio de 2025 para 61% no mesmo período de 2026. Já os veículos fabricados ou montados no Brasil ampliaram sua participação de 6% para 39%, indicando um movimento gradual de nacionalização da produção.

Indústria nacional pode ganhar competitividade

Com a nova tributação, o governo espera fortalecer a indústria automotiva instalada no Brasil, incentivando investimentos em produção local, geração de empregos e expansão da cadeia de fornecedores.

No entanto, especialistas destacam que ampliar a montagem de veículos no país não significa, automaticamente, elevar o índice de nacionalização. Componentes como baterias, semicondutores, motores elétricos, eletrônica de potência e softwares ainda representam desafios para a indústria brasileira.

Montadoras chinesas entram em fase decisiva

As fabricantes chinesas, responsáveis por impulsionar a expansão dos carros elétricos no Brasil, terão agora o desafio de consolidar sua presença industrial no país.

Marcas como BYD, GWM, Leapmotor, MG, Omoda & Jaecoo e Geely deverão acelerar projetos de montagem nacional para reduzir os efeitos da nova carga tributária.

Empresas que conseguirem ampliar sua produção local e fortalecer a rede de concessionárias tendem a enfrentar melhor o novo cenário. Já aquelas que mantiverem forte dependência da importação de veículos prontos poderão sofrer maior pressão sobre preços e competitividade.

Mercado deve passar por período de adaptação

Especialistas avaliam que o setor deve enfrentar três movimentos nos próximos meses: liquidação dos estoques importados adquiridos antes da mudança tributária, valorização dos modelos produzidos ou montados no Brasil e reajustes mais expressivos nos veículos importados de segmentos premium.

Além disso, o mercado de seminovos eletrificados também poderá ser beneficiado. Caso os preços dos veículos zero quilômetro aumentem, modelos usados com boa garantia e assistência técnica estruturada tendem a preservar melhor seu valor de revenda.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Gabriel Lordello

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Tecnologia

Cota zero para CKD e SKD impulsiona mercado de veículos eletrificados no Brasil

O Governo Federal anunciou uma nova medida que altera o cenário da mobilidade elétrica no país. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) aprovou uma cota de US$ 463 milhões (aproximadamente R$ 2,4 bilhões) para a importação de veículos eletrificados nos regimes CKD (completamente desmontados) e SKD (semidesmontados), com isenção do Imposto de Importação entre 1º de julho e 31 de dezembro de 2026.

A decisão, porém, não contempla os veículos CBU, que chegam ao Brasil totalmente montados. Esses modelos voltarão a pagar a tarifa integral de 35% de imposto a partir de julho.

Benefício vale apenas para veículos desmontados

A nova política não representa uma isenção ampla para todos os carros elétricos e híbridos importados. O incentivo foi direcionado exclusivamente aos kits destinados à montagem em território nacional.

Após o esgotamento da cota, os veículos no regime SKD passarão a recolher 35% de imposto de importação já em julho. Já os modelos CKD continuarão sujeitos à alíquota de 14% até o fim de 2026, quando também passarão a pagar 35%, em janeiro de 2027.

Mercado passa a operar em dois cenários

A medida cria uma diferença significativa entre fabricantes que produzem localmente e aquelas que dependem da importação de veículos prontos.

Empresas que comercializam modelos totalmente importados poderão enfrentar aumento de custos, necessidade de reajustar preços ou recorrer aos estoques para manter a competitividade. Em contrapartida, montadoras que já possuem ou estão implantando linhas de montagem no Brasil ganham uma vantagem tributária durante o período de transição.

BYD e outras montadoras são favorecidas

Entre as empresas beneficiadas está a BYD, que mantém operações em Camaçari (BA) e defendia a ampliação do prazo para utilização das cotas sem incidência do imposto enquanto conclui sua estrutura industrial no país.

A medida também favorece a GWM, que iniciou a produção em Iracemápolis (SP), além da General Motors e da MG, que deverá iniciar operações no polo automotivo do Ceará em outubro.

Nos bastidores da indústria, a decisão intensificou o debate entre fabricantes recém-chegadas e montadoras tradicionais instaladas no Brasil.

Governo reforça estratégia para ampliar produção nacional

Segundo o secretário de Desenvolvimento Industrial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira, a iniciativa está alinhada às políticas de renovação da frota, inovação tecnológica e descarbonização da indústria automotiva.

De acordo com o governo, a cota funciona como um mecanismo de transição entre a simples importação de veículos e a produção nacional, permitindo que fabricantes em fase de instalação mantenham competitividade até ampliarem suas operações industriais no país.

Moreira também destacou que o objetivo é consolidar o Brasil como referência na fabricação de veículos eletrificados, fortalecendo toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores de autopeças, baterias, engenharia e software.

Indústria automotiva e setor de autopeças criticam medida

A decisão gerou reação da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), que afirmou que a mudança altera uma política previamente estabelecida pelo próprio governo sem consulta ao setor produtivo.

Em nota, a entidade argumenta que a medida pode comprometer a estratégia criada para incentivar simultaneamente a expansão da eletromobilidade e a atração de investimentos industriais de longo prazo.

O setor de autopeças também demonstrou preocupação. Abipeças e Sindipeças criticaram a criação da nova cota, alegando que a redução do imposto para kits importados diminui o incentivo à nacionalização de componentes, colocando em risco investimentos, empresas e empregos ligados à cadeia automotiva brasileira.

ABVE vê medida como incentivo temporário

Para o presidente da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), Ricardo Bastos, a política possui prazo e orçamento definidos, funcionando como um incentivo temporário para acelerar a adoção de novas tecnologias.

Segundo ele, a tributação dos veículos prontos permanece conforme o cronograma estabelecido em 2023 dentro do Programa Mover (Mobilidade Verde e Inovação), preservando a política industrial de médio e longo prazo.

Bastos avalia que a medida favorece o abastecimento do mercado com produção nacional, reduzindo a necessidade de importar veículos totalmente montados.

Mercado de eletrificados deve seguir em expansão

A ABVE projeta que as vendas de veículos elétricos e híbridos poderão atingir cerca de 400 mil unidades, número que sobe para aproximadamente 430 mil quando considerados também os modelos híbridos leves (MHEV).

Embora a nova cota reduza a carga tributária das montadoras que utilizam os regimes CKD e SKD, o mercado ainda acompanhará se essa redução será efetivamente repassada ao consumidor final nos preços praticados por fabricantes como BYD, General Motors, GWM, Caoa Chery e MG.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: BYD

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Tecnologia

Greve na Hyundai Motor: sindicato usa ameaça de paralisação contra implantação do robô Atlas humanoide

A Hyundai Motor enfrenta uma crescente tensão trabalhista após seu sindicato sinalizar que pode recorrer a uma greve na Hyundai como forma de pressionar a montadora a garantir proteção de empregos diante da implantação do robô humanoide Atlas nas linhas de produção.

Votação massiva autoriza paralisação

Mais de 86% dos cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados votaram a favor de uma paralisação na última quarta-feira. O resultado abre caminho para um embate direto envolvendo reajustes salariais, segurança no emprego e a introdução de tecnologias de automação.

Na quinta-feira, o sindicato também conquistou respaldo legal para avançar com a greve, após uma comissão estatal de mediação trabalhista suspender o processo de arbitragem entre as partes.

Automação e inteligência artificial entram no centro da disputa

Tradicionalmente focadas em salários e benefícios, as negociações anuais da montadora passaram a incluir um novo eixo central: a automação industrial e o impacto da inteligência artificial (IA) no emprego.

A Hyundai Motor Group anunciou planos para implementar gradualmente o robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, em suas principais fábricas no mundo. A medida, no entanto, gerou forte resistência sindical.

Expansão do robô Atlas preocupa trabalhadores

O cronograma da empresa prevê o uso do Atlas a partir de 2028 na fábrica Hyundai Motor Group Metaplant America, localizada na Geórgia, nos Estados Unidos. A tecnologia deve ser aplicada inicialmente para aumentar a eficiência produtiva e, posteriormente, expandida para outras unidades.

O sindicato, porém, vê o avanço da robótica como uma ameaça direta aos postos de trabalho e incluiu na pauta de negociação a exigência de “garantia de emprego e condições de trabalho relacionadas à IA”.

Reivindicações salariais e bônus milionário

Além das preocupações com automação, os trabalhadores também pedem um bônus de desempenho equivalente a 30% do lucro líquido da montadora em 2024, o que pode ultrapassar 3 trilhões de won (cerca de US$ 1,94 bilhão).

A possibilidade de paralisação surge como uma ferramenta de pressão em meio às negociações estagnadas.

Pressão econômica e cenário global desafiador

A eventual greve na Hyundai Motor representa um risco adicional para a empresa em um momento de incerteza no comércio internacional.

No primeiro trimestre, a montadora registrou receita de 45,94 trilhões de won, alta de 3,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro operacional caiu 30,8%, impactado por tarifas nos Estados Unidos.

Além disso, a concorrência crescente de fabricantes chineses, especialmente no setor de veículos elétricos, intensifica a pressão sobre a montadora sul-coreana.

Desafio para a gestão: emprego versus automação

Para a administração da Hyundai, o principal impasse está na exigência sindical de manter garantias de emprego mesmo com a expansão da robótica e da IA.

Historicamente, as negociações trabalhistas da empresa se concentravam em salários, bônus e benefícios de aposentadoria. Agora, porém, o debate avança para questões estruturais de longo prazo, envolvendo o futuro do trabalho diante da automação industrial.

FONTE: Korea Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Korea Times

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Comércio Exterior

Montadoras defendem incentivos fiscais para veículos com maior conteúdo nacional

As principais montadoras instaladas no Brasil iniciaram negociações com o governo federal para criar mecanismos que favoreçam a produção local de veículos. A proposta em discussão prevê que automóveis com maior participação de componentes fabricados no país tenham tributação reduzida, enquanto modelos com menor índice de nacionalização sejam submetidos a uma carga tributária mais elevada.

A iniciativa surge em um momento de forte crescimento das importações, especialmente de veículos produzidos na China, e busca fortalecer a competitividade da indústria automotiva brasileira.

Setor avalia mudanças no Mover e no Imposto Seletivo

Entre as alternativas analisadas pela indústria está a revisão do Programa Mover, política voltada ao desenvolvimento do setor automotivo. Outra possibilidade envolve ajustes na aplicação do Imposto Seletivo, tributo criado pela reforma tributária e previsto para entrar em vigor em janeiro.

Conhecido popularmente como “imposto do pecado”, o novo tributo tem como objetivo aumentar a taxação de produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Como os veículos estão entre os itens que serão impactados, representantes da indústria defendem que critérios relacionados à produção nacional também sejam considerados na definição das alíquotas.

Importações crescem antes da alta da tarifa

O debate acontece às vésperas da elevação da tarifa de importação para veículos híbridos e elétricos, que passará a 35% a partir de 1º de julho.

Com a proximidade do reajuste, importadores intensificaram os embarques para o país. Dados do setor apontam que os estoques de veículos importados alcançam atualmente cerca de 300 mil unidades, volume significativamente superior às pouco mais de 70 mil unidades produzidas localmente.

Volkswagen alerta para pressão sobre fabricantes nacionais

Segundo Ciro Possobom, presidente da Volkswagen no Brasil, o elevado volume de veículos importados em estoque tem provocado uma disputa mais intensa por consumidores, levando a reduções de preços que afetam diretamente os fabricantes instalados no país.

O executivo também destacou a situação dos veículos importados no sistema CKD (Completely Knocked Down), montados localmente a partir de kits de peças importadas. Atualmente, essa modalidade continua sujeita a uma tarifa de apenas 14% até janeiro do próximo ano, percentual considerado insuficiente para equilibrar a concorrência com a produção nacional.

Para Possobom, a combinação entre grandes estoques importados e a manutenção da tarifa reduzida para CKD deve tornar os próximos meses desafiadores para a indústria automotiva brasileira.

Concorrência chinesa domina debate do setor

O avanço das fabricantes chinesas esteve entre os principais temas discutidos durante a segunda edição do Anfavea Visions, evento promovido pela associação que representa as montadoras no país.

Além da concorrência internacional, o encontro abordou temas como eletrificação, combustíveis alternativos, conectividade veicular e os impactos da inteligência artificial na transformação da indústria automotiva.

Volkswagen aposta em produção local e eletrificação

Ao comentar os desafios do mercado, Possobom afirmou que busca integrar diferentes características culturais na gestão da operação brasileira. Segundo ele, a disciplina tradicional da indústria alemã, a velocidade das empresas chinesas e a criatividade brasileira precisam caminhar juntas para enfrentar as mudanças do setor.

O executivo também ressaltou que a Volkswagen segue investindo na transição para a mobilidade elétrica, aproveitando experiências acumuladas em mercados como Europa e China. A estratégia inclui a adaptação de projetos globais para atender às necessidades dos consumidores brasileiros.

Apesar de reconhecer que oscilações econômicas podem tornar a importação mais atrativa em determinados momentos, Possobom reforçou sua confiança na produção nacional. A montadora está executando um plano de investimentos de R$ 16 bilhões entre 2024 e 2028 e considera a fabricação local fundamental para sustentar grandes volumes de vendas e reduzir a exposição às variações cambiais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Tecnologia

Carros elétricos devem atingir 23 milhões de vendas em 2026 e ganham espaço no mercado brasileiro

Os carros elétricos seguem avançando em ritmo acelerado no mercado global e devem alcançar um novo recorde de vendas em 2026. De acordo com o relatório Global EV Outlook 2026, divulgado pela Agência Internacional de Energia (AIE), a expectativa é que cerca de 23 milhões de veículos elétricos sejam comercializados em todo o mundo até o fim do ano, representando aproximadamente 30% das vendas globais de automóveis.

O crescimento reforça a consolidação dos veículos eletrificados como uma tendência definitiva da indústria automotiva, impulsionada pela expansão da infraestrutura de recarga, maior oferta de modelos e redução gradual dos custos em diversos mercados.

China lidera expansão global dos veículos elétricos

A China continua ocupando posição de destaque no segmento. Em 2025, as fabricantes chinesas responderam por cerca de 60% das vendas mundiais de veículos elétricos, ampliando ainda mais sua liderança no setor.

Enquanto isso, montadoras da Europa e da América do Norte concentraram aproximadamente 15% das vendas globais.

Apesar de oscilações registradas em alguns mercados, a eletrificação da frota mundial segue avançando. No primeiro trimestre de 2026, as vendas globais apresentaram retração de 8%, mas algumas regiões mantiveram forte crescimento.

A América Latina chamou atenção ao registrar aumento de 75% nas vendas de veículos elétricos, um dos melhores desempenhos observados no período.

Frota global pode superar 500 milhões de veículos até 2035

As projeções da Agência Internacional de Energia indicam que a transformação do setor automotivo ainda está longe de atingir seu limite.

Mesmo sem a adoção de novos incentivos governamentais, a frota mundial de veículos elétricos — excluindo motocicletas e triciclos — pode saltar dos atuais quase 80 milhões para cerca de 510 milhões de unidades até 2035.

O avanço da mobilidade elétrica vem alterando a dinâmica da indústria, aumentando a concorrência entre fabricantes e acelerando investimentos em novas tecnologias voltadas à eficiência energética e à sustentabilidade.

Brasil registra recorde de vendas de veículos eletrificados

O mercado brasileiro também acompanha essa tendência de crescimento. Dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) mostram que abril de 2026 registrou o maior volume mensal de emplacamentos de veículos elétricos e híbridos da história do país.

Foram comercializadas 38.516 unidades no período, resultado que representa alta de 9% em relação ao mês anterior e crescimento expressivo de 161% na comparação com abril de 2025.

No acumulado de 2026, as vendas já alcançam 122.463 veículos eletrificados, consolidando a expansão do segmento no mercado nacional.

Com esse desempenho, os modelos elétricos e híbridos passaram a representar 16% de participação no mercado automotivo brasileiro.

Sustentabilidade e mudança de comportamento impulsionam demanda

Especialistas apontam que a busca por alternativas mais sustentáveis tem sido um dos principais motores do crescimento dos carros elétricos e híbridos.

As metas globais de redução das emissões de carbono vêm pressionando montadoras a acelerar seus processos de eletrificação, ao mesmo tempo em que aumentam o interesse dos consumidores por tecnologias menos poluentes.

Outro fator relevante é a mudança no perfil do público comprador. Pesquisas de mercado indicam que consumidores das gerações Y e Z demonstram maior predisposição à adoção da mobilidade elétrica.

Segundo levantamento recente, 52% dos entrevistados dessas faixas etárias afirmaram já possuir ou planejar adquirir um veículo eletrificado nos próximos anos.

Mercado automotivo vive transformação estrutural

O crescimento das vendas globais, aliado ao recorde registrado no Brasil, evidencia uma mudança estrutural no setor automotivo.

Além da evolução tecnológica e das questões ambientais, cresce entre os consumidores a percepção de que os veículos movidos exclusivamente por combustíveis fósseis tendem a perder participação de mercado ao longo da próxima década.

Com projeções cada vez mais robustas, os veículos elétricos, híbridos e demais soluções de mobilidade sustentável assumem papel estratégico no futuro da indústria automotiva mundial.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

Volkswagen na China aposta em plano bilionário para enfrentar avanço de BYD e Geely

A Volkswagen enfrenta o momento mais desafiador de sua trajetória na China, maior mercado automotivo do mundo. A projeção é de que o lucro operacional da montadora caia para cerca de US$ 500 milhões em 2026, um recuo expressivo em relação aos aproximadamente 5 bilhões de euros registrados há uma década.

A perda de espaço está diretamente ligada à forte ascensão das fabricantes locais de carros elétricos, como BYD e Geely, que vêm conquistando consumidores chineses com tecnologia mais acessível e inovação acelerada.

Estratégia “na China, para a China” muda modelo global da Volkswagen

Diante desse cenário, a montadora alemã adotou uma nova diretriz estratégica baseada no conceito “na China, para a China”, segundo informações apuradas pelo Wall Street Journal.

O objetivo é tornar a operação chinesa mais independente da estrutura tradicional da sede em Wolfsburg, na Alemanha, reduzindo a influência de processos considerados lentos e de um design visto como menos competitivo no mercado local.

Como parte desse reposicionamento, a Volkswagen investiu cerca de US$ 3,5 bilhões em um centro de desenvolvimento em Hefei, considerado um dos mais avançados do setor automotivo e com dimensão equivalente a 18 campos de futebol.

Durante visita ao país, o CEO Oliver Blume destacou a intensidade do ambiente competitivo chinês, afirmando que os ciclos tecnológicos são mais curtos e as exigências dos consumidores evoluem em ritmo acelerado.

Parcerias e investimentos em tecnologia aceleram transformação

A mudança representa uma ruptura no modelo tradicional da indústria automotiva global. Durante décadas, a Volkswagen exportava tecnologia da Alemanha para suas joint ventures na China. Agora, o fluxo se inverte: o conhecimento passa a ser compartilhado com startups e empresas chinesas de tecnologia.

Nesse contexto, a montadora adquiriu 5% da startup de veículos elétricos Xpeng e firmou parceria com a Horizon Robotics para o desenvolvimento de sistemas de condução autônoma.

Os primeiros resultados dessa estratégia já começam a chegar ao mercado com o modelo ID. Unyx 07, equipado com sistemas avançados de computação central, assistente de voz e recursos de inteligência artificial (IA). Segundo a empresa, o tempo de desenvolvimento de novos veículos foi reduzido em cerca de 30%.

Concorrência local pressiona liderança da Volkswagen

Apesar dos avanços, analistas ouvidos pelo Wall Street Journal avaliam que a Volkswagen ainda não alcançou a liderança tecnológica no segmento de veículos elétricos.

O principal desafio não está apenas no desenvolvimento, mas na aceitação comercial. A performance dos novos modelos nas concessionárias será decisiva para medir a efetividade da estratégia.

Imagem da marca perde força entre consumidores jovens

Além da disputa tecnológica, a Volkswagen enfrenta um desafio de percepção no mercado chinês. A marca, antes associada à confiabilidade e qualidade, hoje é vista por parte dos consumidores mais jovens como ultrapassada.

“Antes, os consumidores chineses viam a Volkswagen como sinônimo de qualidade. Agora, a percebem como algo antigo”, afirmou Michael Dunne, da consultoria Dunne Insights.

Retorno dos investimentos deve ocorrer apenas a partir de 2027

A montadora estima que os resultados financeiros mais consistentes dessa nova estratégia devem começar a aparecer a partir de 2027. Ainda assim, a empresa reconhece que dificilmente voltará aos níveis de rentabilidade registrados antes da pandemia.

O consultor Thomas Luk, ex-McKinsey, questiona se a companhia terá capacidade de sustentar uma nova onda de inovação no ritmo exigido pelo mercado chinês.

Segundo ele, a China opera com alta velocidade de reinvenção tecnológica, o que pressiona concorrentes globais a manter ciclos constantes de investimento e desenvolvimento.

Reestruturação global e foco em exportações

O CEO Oliver Blume defende que o modelo tradicional de produção de veículos na Europa para o resto do mundo perdeu força. A nova estratégia inclui ajustes na estrutura global, com cortes de vagas na Alemanha e reforço no quadro de engenheiros na China.

Além disso, a Volkswagen pretende exportar veículos elétricos desenvolvidos em Hefei para mercados como Sudeste Asiático, Oriente Médio e América do Sul, ampliando o papel da China como centro global de inovação da montadora.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Allison Sales/Getty Images

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Transporte

BNDES lança linha de R$ 21,2 bilhões para renovação de caminhões e ônibus

O BNDES iniciou nesta sexta-feira (29) a operação do programa Move Brasil – Caminhões e Ônibus, nova linha de crédito voltada à renovação da frota nacional de veículos pesados. A iniciativa prevê até R$ 21,2 bilhões em financiamentos para aquisição de caminhões, caminhões-tratores, ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários produzidos no país.

O programa é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e será operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Programa busca modernizar transporte e reduzir custos logísticos

A proposta do governo federal é estimular a modernização do transporte rodoviário de cargas e passageiros, aumentando a eficiência logística e reduzindo custos operacionais.

Além disso, o programa pretende incentivar a renovação da frota com veículos mais modernos, menos poluentes e mais seguros, fortalecendo também a indústria automotiva nacional.

Do total previsto, R$ 14,5 bilhões serão provenientes do Tesouro Nacional, enquanto até R$ 6,7 bilhões terão recursos próprios do BNDES.

Linha inclui ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários

A nova etapa do Move Brasil ampliou os itens que poderão ser financiados. Além de caminhões, o programa agora contempla ônibus, micro-ônibus e implementos rodoviários.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, a ampliação busca estimular investimentos no setor de transporte e gerar impactos positivos em toda a cadeia automotiva, desde fabricantes até concessionárias e serviços de manutenção.

O programa também reservou R$ 2 bilhões especificamente para financiamento de ônibus e micro-ônibus. Outros R$ 2 bilhões serão destinados a transportadores autônomos e cooperados.

Quem pode solicitar o financiamento

O crédito poderá ser acessado por:

  • Transportadores autônomos de cargas
  • Cooperados pessoas físicas
  • Empresários individuais
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano de cargas e passageiros

No caso de caminhões seminovos, a modalidade será restrita a transportadores autônomos e cooperados.

Para veículos novos, será exigida fabricação nacional, credenciamento no sistema do BNDES e adequação às normas ambientais do Proconve P-8.

Condições de prazo e juros

As condições variam conforme o perfil do solicitante. Para transportadores autônomos, o financiamento poderá ter prazo de até 120 meses, com carência de até 12 meses.

Já empresas de transporte de cargas poderão financiar em até 60 meses, enquanto empresas de transporte de passageiros poderão chegar a 120 meses de prazo.

As taxas de juros previstas ficam próximas de 13% ao ano, conforme as condições de mercado.

O programa estabelece limite de até R$ 50 milhões por cliente e permite a utilização de fundos garantidores, conforme regras dos agentes financeiros participantes.

Renovação da frota deve reduzir emissões e acidentes

A iniciativa foi estruturada para enfrentar o envelhecimento da frota brasileira de veículos pesados. Com a substituição de modelos antigos, o governo espera reduzir consumo de combustível, gastos com manutenção e emissão de poluentes.

A expectativa também é melhorar a segurança nas estradas e elevar a produtividade do setor logístico.

O programa ainda prevê condições específicas para operações ligadas à desmontagem e reciclagem de veículos antigos.

Demanda por crédito impulsionou nova fase do programa

A criação do Move Brasil – Caminhões e Ônibus ocorre após a forte procura registrada pelo programa Mover, voltado ao financiamento de caminhões.

Entre dezembro de 2025 e maio de 2026, o programa anterior movimentou mais de R$ 9,7 bilhões em financiamentos, somando mais de 8,4 mil operações e mais de 15 mil caminhões financiados.

Como solicitar o crédito do BNDES

Os interessados deverão procurar instituições financeiras credenciadas ao BNDES para realizar o pedido de financiamento.

A análise de crédito e a negociação das condições serão feitas diretamente pelos agentes financeiros.

O prazo para protocolar operações vai até 28 de agosto de 2026. Já a contratação deverá ser comunicada ao BNDES até 28 de setembro de 2026.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação / Comunicação ANTT

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Tecnologia

Carros chineses avançam no Brasil e aumentam pressão sobre a indústria automotiva nacional

A presença dos carros chineses no Brasil vem crescendo rapidamente e já provoca mudanças profundas no setor automotivo nacional. Com forte aposta em tecnologia, eletrificação e preços competitivos, as montadoras asiáticas conquistaram espaço acelerado entre os consumidores brasileiros e já se aproximam de 20% de participação no mercado.

O avanço é visto como positivo para o consumidor, principalmente pela popularização dos carros elétricos e híbridos, além do aumento da oferta de veículos com tecnologia embarcada e design moderno. No entanto, especialistas apontam que o fenômeno também amplia os sinais de enfraquecimento da indústria automotiva brasileira.

Processo de desindustrialização começou há décadas

A atual pressão sobre o setor automotivo não surgiu de forma repentina. O movimento é resultado de um processo gradual de desindustrialização iniciado ainda nos anos 1980, quando a globalização produtiva começou a deslocar cadeias de manufatura para países asiáticos, especialmente a China.

Durante os anos 1990, a abertura comercial brasileira aumentou a exposição da indústria nacional à concorrência internacional. Inicialmente, os impactos foram sentidos em setores mais intensivos em mão de obra, como brinquedos, têxtil e eletroeletrônicos.

Com a entrada da China na Organização Mundial do Comércio (OMC), em 2001, o país asiático ampliou sua participação nas cadeias globais e se consolidou como maior exportador mundial de produtos manufaturados.

Commodities ganharam espaço e indústria perdeu força

Entre 2003 e 2010, o Brasil intensificou sua dependência da exportação de commodities como minério, soja e petróleo, enquanto passou a importar mais produtos industrializados de maior valor agregado.

Nesse período, a participação da indústria de transformação no PIB caiu significativamente, aprofundando o processo de desindustrialização brasileira e reduzindo a complexidade produtiva do país.

A partir de 2010, o avanço chinês se tornou ainda mais evidente em diversos segmentos da economia nacional, afetando setores como calçados, brinquedos, siderurgia, eletrônicos e vestuário.

E-commerce chinês ampliou concorrência no mercado nacional

Nos últimos anos, plataformas internacionais como AliExpress, Shein e Temu aceleraram a entrada de produtos chineses no Brasil, principalmente em segmentos de baixo valor agregado.

O crescimento das importações ampliou a pressão sobre pequenas e médias indústrias brasileiras, afetando empregos, produção local e competitividade em vários polos industriais do país.

Dados do setor indicam que o déficit da balança comercial de manufaturados alcançou US$ 134 bilhões em 2025, com previsão de superar US$ 150 bilhões neste ano.

Setores tradicionais já sentiram impacto da concorrência chinesa

Diversos segmentos industriais brasileiros já enfrentaram forte perda de mercado diante da concorrência asiática.

No setor de brinquedos, marcas tradicionais como Estrela praticamente perderam protagonismo após a entrada massiva de produtos importados.

Na indústria calçadista, fábricas fecharam no Vale dos Sinos, no Rio Grande do Sul, enquanto o setor têxtil viu crescer a presença de plataformas internacionais de moda rápida.

Já no segmento de eletrônicos, empresas nacionais como Gradiente perderam espaço para fabricantes asiáticos de smartphones, notebooks e equipamentos eletrônicos de entrada.

Setor automotivo pode enfrentar cenário semelhante

Especialistas avaliam que a indústria automotiva brasileira pode seguir trajetória parecida com a observada em outros segmentos industriais. Mesmo com exigências de conteúdo local e barreiras regulatórias, o avanço das montadoras chinesas deve aumentar a dependência tecnológica externa.

Embora algumas fabricantes instalem operações no Brasil, áreas estratégicas como pesquisa, desenvolvimento e tecnologia tendem a permanecer concentradas fora do país.

O crescimento dos veículos elétricos chineses e das novas tecnologias automotivas deve intensificar a disputa por mercado nos próximos anos, obrigando o setor nacional a acelerar investimentos em inovação, produtividade e competitividade.

FONTE: R7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BYD

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Comércio Internacional

China amplia exportações de veículos elétricos e supera carros a combustão pela primeira vez

A China alcançou um marco histórico no setor automotivo ao exportar, pela primeira vez, mais veículos elétricos e híbridos plug-in do que carros movidos a gasolina ou diesel. O avanço foi registrado em abril e reforça a estratégia das montadoras chinesas de ampliar presença internacional diante da desaceleração do mercado interno.

Dados divulgados pela Associação Chinesa de Carros de Passageiros (CPCA) mostram que o país exportou 769 mil automóveis no período. Desse total, os chamados veículos de nova energia — categoria que engloba elétricos e híbridos plug-in — responderam por 52,7% das exportações.

Exportações de carros elétricos mais que dobram

Segundo a entidade, as exportações de carros elétricos e híbridos plug-in ultrapassaram 406 mil unidades em abril, mais que o dobro do registrado no mesmo período do ano passado.

O crescimento das vendas externas ocorre em meio à pressão enfrentada pela indústria automotiva chinesa no mercado doméstico, que segue impactado pelo consumo enfraquecido e pela cautela dos consumidores.

Mercado interno segue em desaceleração

As vendas no varejo de veículos de passeio na China recuaram 21,5% em abril na comparação anual, totalizando 1,38 milhão de unidades. Em relação a março, a queda foi de 16%, de acordo com a CPCA.

Outro fator que contribuiu para a retração dos carros tradicionais foi o aumento dos preços do petróleo. Com combustíveis mais caros, consumidores passaram a demonstrar maior interesse por modelos elétricos e híbridos, considerados alternativas mais econômicas.

Salão de Pequim trouxe impulso moderado ao setor

O Salão do Automóvel de Pequim, realizado em abril, ajudou a melhorar parcialmente o sentimento do mercado, embora os resultados ainda tenham ficado abaixo dos níveis registrados no ano anterior.

Mesmo com o avanço das exportações, as vendas no varejo de veículos elétricos e híbridos no mercado chinês apresentaram queda de 6,8%, somando 849 mil unidades no mês.

Europa e América Latina ganham importância para montadoras chinesas

A expectativa do setor é que as exportações continuem sendo o principal motor de crescimento da indústria automotiva da China nos próximos meses.

Diante da demanda mais fraca no mercado interno e da redução do ritmo de compras em regiões do Oriente Médio, as principais montadoras devem intensificar sua expansão em mercados estratégicos, especialmente na Europa e na América Latina.

Analistas do setor apontam que o avanço internacional das fabricantes chinesas faz parte de uma estratégia de consolidação global da indústria de mobilidade elétrica.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Joa Souza

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