Comércio Exterior

Balança comercial registra segundo maior superávit de janeiro

A balança comercial brasileira atingiu em janeiro o segundo maior superávit para o mês desde o início da série histórica, impulsionada pela queda das importações, informou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O saldo positivo foi de US$ 4,342 bilhões, um aumento de 85,8% em relação aos US$ 2,337 bilhões registrados em janeiro de 2025.

Exportações e importações em janeiro

Apesar do crescimento do superávit, o valor das exportações apresentou leve queda de 1%, somando US$ 25,153 bilhões, enquanto as importações caíram 9,8%, totalizando US$ 20,810 bilhões. O resultado só fica atrás do superávit de janeiro de 2024, que alcançou US$ 6,196 bilhões.

O desempenho das exportações é o terceiro melhor janeiro desde 1989, enquanto as importações registraram o segundo maior valor histórico para o mês, perdendo apenas para janeiro do ano passado.

Desempenho por setores

O saldo comercial varia entre os setores da economia:

  • Agropecuária: crescimento de 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;
  • Indústria extrativa: queda de 3,4%, com aumento de 6,2% no volume e recuo de 9,1% no preço médio;
  • Indústria de transformação: queda de 0,5%, com leve recuo no volume (-0,6%) e no preço médio (-0,1%).

Principais produtos que impactaram o resultado

Entre os produtos que reduziram as exportações estão:

  • Agropecuária: café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-7,8%) e minério de ferro (-8,6%);
  • Indústria de transformação: óxido de alumínio (-54,6%), açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

Por outro lado, o agronegócio teve crescimento nas exportações de soja (91,7%) e milho não moído (18,8%), devido à antecipação de embarques. A queda nas vendas de petróleo bruto chegou a US$ 364,6 milhões, influenciada por manutenções programadas de plataformas.

Queda das importações

A diminuição das importações está ligada à desaceleração econômica e à queda na demanda por petróleo, devido à redução de investimentos. Entre os principais produtos importados em queda estão:

  • Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%) e trigo e centeio não moídos (-35,5%);
  • Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%) e gás natural (-15,8%);
  • Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes de veículos (-20,4%).

Projeções para 2026

O MDIC projeta que o superávit comercial de 2026 fique entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. Novas estimativas detalhadas serão divulgadas em abril.

Para efeito de comparação, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões em 2025, enquanto o recorde histórico foi de US$ 98,9 bilhões em 2023. As projeções oficiais estão acima das estimativas do Boletim Focus, que prevê superávit de US$ 67,65 bilhões para 2026.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Porto de Santos

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Comércio

Brasil busca ampliar e diversificar comércio e investimentos com a Rússia

A VIII Reunião da Comissão Brasileiro-Russa de Alto Nível de Cooperação (CAN) discutiu nesta quinta-feira (5/2), em Brasília, a agenda de comércio, investimentos e cooperação econômica entre Brasil e Rússia. O evento foi copresidido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e pelo primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin.

Potencial econômico bilateral

Na abertura da reunião, Alckmin destacou o potencial estrutural das duas economias. Segundo ele, Brasil e Rússia possuem bases produtivas amplas, recursos naturais estratégicos, capacidade tecnológica e mercados internos relevantes, fatores que podem impulsionar a expansão e diversificação da cooperação econômica e comercial.

“Essa combinação cria oportunidades concretas para ampliar, diversificar e qualificar nossa parceria econômica e comercial”, afirmou o vice-presidente.

Prioridades estratégicas da CAN

Durante o encontro, foram apontadas as áreas estratégicas para o desenvolvimento conjunto: cooperação industrial, fortalecimento do agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, infraestrutura, logística e desenvolvimento sustentável. Alckmin reforçou a importância de promover integração produtiva, parcerias empresariais e cooperação tecnológica em todos esses setores.

O vice-presidente ainda contextualizou a relação bilateral dentro da política de modernização produtiva do Brasil, destacando a aposta em uma indústria mais verde, digital e conectada às cadeias globais de valor.

Fluxo comercial em 2025

A comissão é a principal instância de coordenação intergovernamental entre os países e orienta iniciativas para ampliar negócios, estimular investimentos produtivos e consolidar parcerias estratégicas. Em 2025, o comércio bilateral Brasil-Rússia atingiu US$ 10,9 bilhões, sendo US$ 1,5 bilhão em exportações brasileiras e US$ 9,4 bilhões em importações.

Visão russa sobre a parceria

O primeiro-ministro Mikhail Mishustin ressaltou a evolução positiva da cooperação econômica e a implementação de novos projetos conjuntos. “Estamos interagindo ativamente na área comercial e econômica, com iniciativas que beneficiam diferentes setores”, disse.

Mishustin ainda destacou a relevância do Brasil para o comércio exterior russo, apontando que o país concentra metade do volume comercial da Rússia na América Latina e se destaca como fornecedor de produtos alimentares, como carne e café. Segundo ele, a parceria contribui para a segurança alimentar global.

Declaração conjunta fortalece cooperação

Ao final da reunião, os líderes assinaram uma declaração conjunta confirmando o compromisso de continuar a parceria, ampliando projetos de cooperação em áreas de interesse estratégico para ambos os países. As autoridades avaliaram positivamente o diálogo político bilateral e destacaram a importância do encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Vladimir Putin, realizado em Moscou em 9 de maio de 2025.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cadu Gomes/VPR

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Comércio Exterior

Comércio exterior do Amazonas atinge US$ 17 bilhões em 2025 impulsionado pelo Polo Industrial

O Amazonas encerrou 2025 com US$ 17 bilhões na corrente de comércio, resultado do desempenho das exportações e importações ligadas ao Polo Industrial de Manaus (PIM). Os dados constam na Balança Comercial do Amazonas, divulgada nesta quarta-feira (14), e evidenciam a dependência do parque industrial da entrada de insumos e da saída de produtos manufaturados.

Do total movimentado, US$ 939,8 milhões vieram das exportações, enquanto as importações somaram US$ 16,06 bilhões, mantendo o estado entre os maiores volumes de comércio exterior da Região Norte.

Importações sustentam a atividade industrial

Ao longo de 2025, as importações do Amazonas foram compostas majoritariamente por bens intermediários e matérias-primas, utilizados diretamente na cadeia produtiva do Polo Industrial. Esses insumos garantem o funcionamento das fábricas e o abastecimento dos mercados interno e externo.

O estado mantém um ritmo elevado de importações desde 2018, com valores anuais acima de US$ 9,9 bilhões. A partir de 2021, o volume superou a marca de US$ 13 bilhões. Em 2024, foi registrado o maior resultado da série histórica, com US$ 16,14 bilhões, patamar praticamente repetido em 2025, quando o acumulado chegou a US$ 16,06 bilhões.

Exportações mantêm trajetória de crescimento

As exportações do Amazonas também apresentaram evolução consistente nos últimos anos. Entre 2018 e 2021, os valores passaram de US$ 678,9 milhões para US$ 867,9 milhões, apesar da retração observada em 2020, quando totalizaram US$ 786,7 milhões.

Desde 2022, o estado passou a superar regularmente a marca de US$ 900 milhões exportados. Foram US$ 903,8 milhões em 2022 e US$ 922,6 milhões em 2023. Em 2024, o Amazonas alcançou o recorde histórico, com US$ 970,4 milhões. Em 2025, o valor acumulado até dezembro somou US$ 936,8 milhões, ficando próximo do maior resultado já registrado.

Desempenho do comércio exterior em dezembro

Em dezembro de 2025, a corrente de comércio do Amazonas alcançou US$ 1,23 bilhão, sendo US$ 95,9 milhões em exportações e US$ 1,13 bilhão em importações.

Entre os principais destinos das exportações, destacaram-se:
Alemanha, com US$ 36,9 milhões em ouro semimanufaturado, equivalente a 96% do total exportado para o país;
China, com US$ 8,5 milhões em ferronióbio, representando 80% das vendas ao mercado chinês.

No fluxo de importações, os maiores volumes vieram de:
China, principal origem, com US$ 73,5 milhões em suportes gravados para reprodução de fenômenos diversos;
Estados Unidos, com US$ 28,4 milhões em óleos de petróleo e derivados.

Municípios exportadores ganham destaque

Entre os municípios amazonenses, Presidente Figueiredo liderou as exportações em dezembro, com US$ 8,5 milhões em ferro-ligas destinadas à China. Já Itacoatiara registrou US$ 492 mil em madeira serrada exportada para os Estados Unidos, reforçando a diversidade da pauta exportadora estadual.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bruno Leão/Sedecti

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Comércio Internacional

México impõe tarifas a importações de China, Brasil e outros países

Entraram em vigor nesta quinta-feira (1º) as tarifas impostas pelo México sobre importações de diversos produtos originários da China, do Brasil e de outros países que não possuem acordo comercial com o país. A medida atinge diferentes segmentos da indústria e já provoca repercussões no comércio internacional.

Medida foi aprovada após cenário de tensão comercial

As tarifas foram aprovadas pelo Congresso mexicano em dezembro, ao fim de um ano marcado pela intensificação da guerra comercial liderada pelos Estados Unidos, sob o governo do presidente Donald Trump. Analistas avaliam que a decisão do México sinaliza um alinhamento estratégico com os EUA, seu principal parceiro comercial, em meio às discussões para a revisão do Tratado México–Estados Unidos–Canadá (T-MEC).

Setores atingidos incluem calçados, têxtil e automotivo

A nova política tarifária incide sobre produtos de setores como calçados, automotivo, têxtil e brinquedos, áreas que concentram elevado volume de importações chinesas. Segundo estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cerca de 15% das exportações brasileiras destinadas ao México podem ser impactadas pela medida.

Governo mexicano cita proteção ao emprego

De acordo com o Ministério da Economia do México, o objetivo central das tarifas é proteger aproximadamente 350 mil empregos e estimular a reindustrialização do país. O governo afirma que a iniciativa busca fortalecer a produção nacional diante da concorrência externa.

Reações de China e Brasil

Após a aprovação das tarifas, um porta-voz do Ministério do Comércio da China declarou que Pequim espera que o México “corrija essa prática equivocada de unilateralismo e protecionismo”.

O governo brasileiro também se manifestou. Em nota conjunta divulgada em 12 de dezembro, os ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informaram que o Brasil mantém diálogo com as autoridades mexicanas para avaliar os possíveis impactos das novas tarifas sobre o comércio bilateral.

Já em comunicado divulgado em 30 de dezembro, o Ministério da Economia do México afirmou que a medida “não é direcionada a nenhum país específico”.

FONTE: CartaCapital
TEXTO: Redação
IMAGEM: CARL DE SOUZA / AFP

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Comércio

Brasil se consolida como principal socio comercial e investidor do Paraguai, com US$ 1,5 bilhão acumulado

O Brasil reafirma sua posição como principal parceiro comercial e maior investidor estrangeiro no Paraguai, com um estoque acumulado de US$ 1,517 bilhão em investimentos. Os dados do terceiro trimestre de 2025 mostram uma relação econômica cada vez mais integrada, marcada por crescimento industrial, geração de empregos e fortalecimento das cadeias produtivas regionais.

Déficit comercial reflete maior atividade produtiva no Paraguai

O comércio bilateral entre Paraguai e Brasil encerrou o terceiro trimestre de 2025 com déficit de US$ 590,9 milhões para o lado paraguaio, revertendo o superávit observado no mesmo período do ano anterior. Segundo o relatório Update Comex Paraguay Brasil, elaborado pela Mentu Asociados para a Câmara de Comércio Paraguai-Brasil (CCPB), o resultado não indica fragilidade econômica.

O desempenho é explicado pelo aumento das importações de bens de capital e insumos industriais, utilizados na expansão da produção local. Esse movimento sinaliza maior dinamismo da indústria paraguaia e fortalecimento da demanda interna.

No cenário regional, o Brasil registrou superávit comercial de US$ 46 bilhões, 21,3% inferior ao do ano anterior, refletindo margens mais apertadas, porém com elevado nível de atividade comercial.

Investimentos brasileiros somam US$ 110,2 milhões em 2024

O Brasil lidera com folga os investimentos estrangeiros diretos no Paraguai. Apenas em 2024, os aportes brasileiros chegaram a US$ 110,2 milhões, elevando o estoque acumulado para US$ 1,517 bilhão, o equivalente a 14,6% de todo o IED recebido pelo país.

Os recursos se concentram em setores estratégicos como autopartes, alimentos, energia, confecções e celulose, áreas com alto potencial de encadeamento produtivo. Segundo a CCPB, essa diversificação reforça uma integração econômica de longo prazo entre os dois países.

Indústria e demanda brasileira impulsionam comércio bilateral

A evolução do intercâmbio comercial até o terceiro trimestre de 2025 reflete dois fatores principais: a expansão da indústria paraguaia e o aumento da demanda brasileira por produtos manufaturados e alimentos.

De acordo com o presidente da CCPB, “o movimento comercial com o Brasil cresce porque o Paraguai produz mais. Isso significa investimento, emprego e expansão industrial”. A estabilidade macroeconômica do país, com inflação controlada e previsibilidade financeira, fortalece esse ambiente favorável aos negócios.

Regime de maquila ultrapassa US$ 1 bilhão em exportações

O regime de maquila segue como um dos pilares da indústria exportadora paraguaia. Até outubro de 2025, as exportações alcançaram US$ 1,052 bilhão, sendo US$ 131 milhões apenas no mês de outubro, conforme dados do Ministério da Indústria e Comércio (MIC).

Os setores de autopartes, confecções, alumínio e alimentos concentram 76% das exportações. O Mercosul absorve 81% dos embarques, com o Brasil respondendo por 64% do total, seguido pela Argentina. Também há vendas para Estados Unidos, Países Baixos, Bolívia, Chile e Uruguai.

Em 2024, as exportações maquiladoras representaram 66% das vendas industriais do país, consolidando o papel estrutural do regime na economia nacional.

Setor maquilador gera mais de 35 mil empregos diretos

O impacto social do setor é expressivo. A maquila emprega 35.447 trabalhadores, com crescimento anual de 6.676 novos postos. Apenas em outubro, foram criadas 383 vagas.

Os maiores empregadores são os segmentos de confecções (8.076 trabalhadores), autopartes (7.963), serviços intangíveis (3.959) e plásticos e químicos (2.742). Outros setores, como madeira, alimentos para pets e metalurgia, também superam mil empregos cada.

Um dado relevante é a participação feminina: 45% da força de trabalho é composta por mulheres, reforçando a inclusão no mercado formal.

Superávit da maquila contrasta com déficit comercial geral

Mesmo com o aumento de 18% nas importações do regime, que somaram US$ 563 milhões até outubro, a balança comercial da maquila permanece positiva. As exportações superam as importações em 87%, evidenciando elevado valor agregado na produção local.

Esse desempenho contrasta com o déficit comercial geral com o Brasil, mostrando duas dinâmicas distintas: maior importação de insumos para sustentar o crescimento industrial e, ao mesmo tempo, um setor exportador competitivo e gerador de divisas.

Integração produtiva vai além do comércio tradicional

Para a CCPB, a relação bilateral evoluiu para um novo patamar. “Hoje não falamos apenas de comércio, mas de integração produtiva, cadeias de valor e desenvolvimento regional compartilhado”, destacou o presidente da entidade.

Com o Brasil mantendo crescimento moderado e o Paraguai avançando na industrialização, a tendência é de fortalecimento dessa parceria. A expectativa é de que o país encerre 2025 com cenário econômico positivo, impulsionado pelo comércio bilateral e pelo avanço dos investimentos brasileiros.

FONTE: Economía
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Economía

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Exportação

México pode afetar US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras com novas tarifas, alerta CNI

Impacto direto nas vendas do Brasil ao México
A decisão do México de elevar tarifas de importação pode atingir US$ 1,7 bilhão em exportações da indústria brasileira, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O projeto tarifário foi aprovado pelo Congresso mexicano e aguarda a sanção da presidente Claudia Sheinbaum. Além do Brasil, a medida também mira a China e outros nove países.

Setores industriais sob pressão
O texto aprovado prevê aumentos tarifários sobre 983 produtos distribuídos em 19 setores industriais. O Brasil aparece como o quinto país mais afetado, com 232 produtos da indústria de transformação sujeitos às novas taxas. Em 2024, esses itens representaram 14,7% das exportações brasileiras para o México, somando os US$ 1,7 bilhão agora ameaçados.

Em estudo divulgado nesta segunda-feira, a CNI alerta que o reajuste “pode elevar custos de produção e prejudicar os fluxos de comércio exterior e investimentos entre os dois países”.

Acordos atuais não evitam prejuízos
De acordo com a confederação, os acordos comerciais vigentes entre Brasil e México não neutralizam os efeitos da medida. Em agosto, os dois governos firmaram um plano de trabalho para atualizar esses instrumentos, mas as negociações continuam em andamento — e sem garantia de conclusão antes da entrada das novas tarifas.

CNI pede articulação urgente
Para a entidade, é essencial que Brasília e Cidade do México reforcem o diálogo bilateral e acelerem a negociação de um novo acordo comercial, capaz de reduzir o risco de perdas para a indústria dos dois países.

FONTE: Valor Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPOR

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Economia

PIB do Brasil cresce 0,1% no 3º trimestre e atinge nível recorde

A economia brasileira registrou alta de 0,1% no terceiro trimestre de 2025, na comparação com os três meses anteriores, alcançando o maior nível da série histórica. Apesar do recorde, o IBGE classifica a variação como estabilidade.

Na comparação anual, o PIB — soma de todos os bens e serviços produzidos no país — avançou 1,8%. No acumulado de quatro trimestres, a economia cresceu 2,7%.

Segundo o instituto, o PIB chegou a R$ 3,2 trilhões.

Desempenho dos setores da economia

A indústria liderou a expansão trimestral, com crescimento de 0,8%, seguida pela agropecuária (0,4%). O setor de serviços, que concentra o maior peso no PIB, ficou praticamente estável (0,1%).

Dentro dos serviços, as principais altas foram observadas em:

  • Transporte, armazenagem e correio: +2,7%
  • Informação e comunicação: +1,5%
  • Atividades imobiliárias: +0,8%

O avanço do transporte foi impulsionado pelo aumento do escoamento da produção extrativa mineral e agropecuária.

O comércio também mostrou melhora, com expansão de 0,4%.

Na indústria, houve crescimento nas indústrias extrativas (1,7%), na construção (1,3%) e na transformação (0,3%). O segmento de eletricidade, gás, água e saneamento recuou 1%.

Pelo lado da demanda, o consumo das famílias ficou praticamente estável (0,1%), enquanto o gasto do governo avançou 1,3%. A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador de investimentos, cresceu 0,9%.

As exportações tiveram forte alta (3,3%), enquanto as importações recuaram 0,3%.

Recordes e distorções entre setores

Assim como o PIB, a agropecuária, os serviços e o consumo das famílias também alcançaram níveis recordes. Já a indústria segue 3,4% abaixo do maior patamar, registrado em 2013.

Economia perde ritmo ao longo de 2025

Os dados mostram desaceleração econômica ao longo do ano. O avanço de 1,5% no primeiro trimestre caiu para 0,3% no segundo e para 0,1% no terceiro.

A mesma tendência aparece no resultado acumulado em quatro trimestres, que recuou de 3,6% (março) para 3,3% (junho) e 2,7% (setembro).

Segundo o IBGE, a principal causa da perda de ritmo é a política monetária restritiva, marcada pelo juro alto, que encarece o crédito e limita investimentos, consumo e a atividade da indústria de transformação.

Apesar disso, fatores como mercado de trabalho aquecido, aumento da massa salarial e programas de transferência de renda atenuam os impactos contracionistas.

Selic alta e impacto no crescimento

A Selic está em 15% ao ano, o maior nível desde 2006. O Banco Central mantém os juros elevados para controlar a inflação, acumulada em 4,68% em 12 meses, acima do teto da meta (4,5%).

A estratégia reduz a demanda por bens e serviços e ajuda a segurar preços, mas freia o crescimento e a geração de empregos.

Efeito do tarifaço americano nas exportações

Mesmo com as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos — que chegaram a 50% a partir de agosto —, as exportações brasileiras cresceram. Pesquisadores do IBGE explicam que o impacto foi “localizado” e que os exportadores conseguiram redirecionar mercados, como no caso da soja, enviada em maior volume para a China.

Em 20 de novembro, o governo americano retirou 40% de sobretaxa sobre produtos como carne e café, mas cerca de 22% das exportações brasileiras ao país ainda sofrem com tarifas adicionais.

O que é o PIB

O Produto Interno Bruto mede o valor total dos bens e serviços finais produzidos em um período. É um indicador central para avaliar o desempenho econômico, embora não reflita fatores como distribuição de renda ou qualidade de vida.

Para evitar dupla contagem, o PIB considera apenas o valor final — por exemplo: se trigo vira farinha e depois pão, conta-se apenas o valor final do pão.

Revisões do IBGE

O IBGE revisa periodicamente as estimativas do PIB. A atualização dos dados de 2024 mostrou ajustes internos, mas manteve o crescimento do ano em 3,4%.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Sustentabilidade

FIESC debate impactos dos acordos da COP30 para a indústria catarinense

Indústria discute compromissos climáticos da COP30
A FIESC promoverá, em 3 de dezembro, uma reunião conjunta da Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e do Comitê de Logística Reversa para detalhar aos industriais os impactos dos acordos firmados na COP30. O encontro busca esclarecer como as novas diretrizes ambientais podem influenciar processos produtivos e estratégias empresariais em Santa Catarina.

Análise técnica dos acordos de Belém
O evento, realizado de forma online, contará com a participação de Rafaela Aloise de Freitas, especialista em políticas industriais da CNI. Ela apresentará um panorama dos compromissos assumidos durante a conferência em Belém (PA), destacando pontos que devem gerar mudanças regulatórias, desafios e oportunidades para a indústria.

Para participar, faça sua inscrição aqui.

SERVIÇO:
O que: Reunião conjunta Câmara de Meio Ambiente e Sustentabilidade e o Comitê de Logística Reversa
Formato: Online via zoom
Data: 03/13
Horário: 14h
Inscrições

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Cenário econômico mundial e efeitos para o Brasil serão debatidos em palestra na FIESC

A FIESC receberá, em 11 de dezembro, o presidente do IBEF-MG, Júlio Damião, para uma palestra dedicada aos impactos do cenário econômico mundial sobre o Brasil e, especialmente, sobre Santa Catarina. O encontro integra a agenda de debates sobre competitividade e tomada de decisão no setor industrial.

Indústria catarinense e os desafios internacionais
Com um ambiente global marcado por volatilidade, mudanças rápidas e maior incerteza, a capacidade de antecipar tendências, avaliar riscos e adaptar estratégias se tornou decisiva. Santa Catarina, reconhecida como um dos estados mais internacionalizados do país, sente de forma direta os efeitos das transformações no comércio exterior, nas cadeias produtivas e nas condições financeiras globais.

Evento presencial e transmissão online
O seminário será realizado às 14h, na sede da FIESC em Florianópolis, com participação presencial aberta ao público inscrito. A programação também contará com transmissão ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube, ampliando o alcance do debate.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC

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Exportação

Vale do Itajaí se destaca com dois polos industriais voltados à exportação

O Vale do Itajaí abriga dois importantes polos industriais com forte inserção internacional: o de embarcações e o de produtos de madeira, incluindo chapas de compensado, peças de carpintaria e portas. O levantamento faz parte de um estudo do Observatório Nacional da Indústria, conduzido pelo Observatório FIESC, que mapeou polos produtivos nas mesorregiões brasileiras.

Exportações impulsionam a economia regional
Em 2024, o segmento de madeira e móveis da região movimentou US$ 413,75 milhões em exportações. Já o polo de embarcações somou US$ 26,23 milhões no mesmo período. Para o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, esse desempenho reforça o papel da indústria como motor da economia local.

Segundo ele, “a cada emprego criado na indústria, outros 16 são gerados”, evidenciando o impacto direto dos polos exportadores no desenvolvimento regional.

Condições favoráveis ao crescimento dos polos
De acordo com Marcelo de Albuquerque, coordenador do estudo, fatores como clima, relevo e proximidade da matéria-prima favorecem o polo de madeira e móveis. Já o setor náutico se beneficia da localização estratégica próxima ao litoral na Foz do Rio Itajaí e do avanço do turismo náutico, que fortalece toda a cadeia produtiva.

Força industrial do Vale do Itajaí
A região reúne 79,3 mil estabelecimentos e emprega 697 mil pessoas. A indústria concentra 276,6 mil trabalhadores distribuídos em 21,5 mil negócios.

  • Blumenau lidera com 3,2 mil indústrias e 50,2 mil empregos.
  • Brusque aparece em segundo lugar, com 2 mil estabelecimentos e 28,6 mil trabalhadores.
  • Itajaí ocupa a terceira posição, com 1,9 mil indústrias e 27,4 mil empregados.

Empresas que se destacam nas exportações
No setor de produtos de madeira, empresas como Rohden (Salete), NM Compensados e Madeiras Schlindwein (MSL), de Presidente Getúlio, estão entre as principais exportadoras.
No segmento náutico, marcas como Okean Yachts, NHD Boats e Azimut Brasil mantêm estaleiros em Itajaí e figuram entre as líderes nas vendas ao exterior.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FIESC/Okean

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