Comércio Exterior

Balança comercial brasileira registra superávit de US$ 3,36 bilhões até a 2ª semana de setembro

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 3,36 bilhões até a segunda semana de setembro de 2026, resultado 193,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações, que cresceram em ritmo mais acelerado que as importações.

Entre o início de setembro e a segunda semana do mês, o Brasil exportou US$ 14,25 bilhões, alta de 28,5% na comparação com setembro de 2025. As importações somaram US$ 10,89 bilhões, crescimento de 9,5%.

Com isso, a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, alcançou US$ 25,14 bilhões, aumento de 19,5% na comparação anual.

Exportações avançam em setembro

O crescimento das exportações brasileiras foi observado nos três principais setores da economia. A Indústria Extrativa apresentou a maior expansão, com alta de 70,5% e vendas externas de US$ 4,19 bilhões. A Indústria de Transformação cresceu 17%, alcançando US$ 7,14 bilhões, enquanto a Agropecuária avançou 16,5%, com US$ 2,83 bilhões exportados.

Entre os produtos que contribuíram para o resultado positivo estão centeio, aveia e outros cereais não moídos, cujas vendas dispararam 39.529,5%, além de café não torrado, com alta de 35%, e soja, que cresceu 19,2%.

Na Indústria Extrativa, destacaram-se os minérios de cobre e seus concentrados, com aumento de 39,5%; outros minérios e concentrados de metais de base, com alta de 172,2%; e óleos brutos de petróleo ou de minerais betuminosos, que avançaram 126,2%.

Já na Indústria de Transformação, os principais destaques foram os farelos de soja e outros alimentos para animais, com crescimento de 90,7%; celulose, com alta de 49,6%; e ouro não monetário, que registrou avanço de 80%.

Produtos que tiveram queda nas exportações

Apesar do crescimento geral das vendas externas, alguns produtos registraram retração. Na Agropecuária, as quedas mais relevantes ocorreram nas exportações de sementes oleaginosas, que recuaram 71%; especiarias, com redução de 21,9%; e milho não moído, cuja queda foi de 3,7%.

Na Indústria Extrativa, as exportações de minérios de níquel e seus concentrados caíram 100%, enquanto linhita e turfa recuaram 67,8% e minério de ferro e seus concentrados tiveram redução de 4,4%.

Entre os produtos da Indústria de Transformação, houve queda nas vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, de 23%; produtos semiacabados, lingotes e outras formas primárias de ferro ou aço, de 37,2%; e veículos automóveis de passageiros, de 29,1%.

Importações crescem 9,5%

As compras brasileiras no exterior também apresentaram crescimento na segunda semana de setembro. A Indústria de Transformação concentrou a maior parcela das importações, com US$ 10,17 bilhões e alta de 9,2%.

A Agropecuária registrou crescimento de 13,7%, somando US$ 200 milhões, enquanto a Indústria Extrativa avançou 13,5%, chegando a US$ 470 milhões.

Entre os produtos que tiveram maior aumento nas compras externas estão pescado inteiro vivo, morto ou refrigerado, com alta de 41%; frutas e nozes não oleaginosas, frescas ou secas, com crescimento de 29,1%; e soja, que avançou 50,9% na Agropecuária.

Na Indústria Extrativa, chamou atenção o crescimento das importações de minério de ferro e seus concentrados, que aumentaram 1.886.114,4%. Também houve alta de 78,6% nas compras de outros minérios e concentrados de metais de base e de 52,3% nas aquisições de óleos brutos de petróleo ou minerais betuminosos.

Na Indústria de Transformação, os destaques foram os óleos combustíveis de petróleo, com crescimento de 81,2%; válvulas, tubos, diodos e transistores, com alta de 92%; e veículos automóveis de passageiros, cujas importações cresceram 146%.

Quais produtos tiveram queda nas importações?

Alguns grupos de produtos apresentaram redução nas compras brasileiras. Na Agropecuária, as importações de cevada não moída caíram 36,4%, enquanto centeio, aveia e outros cereais não moídos recuaram 54,3%. As compras de trigo e centeio não moídos tiveram queda de 10,9%.

Na Indústria Extrativa, houve redução de 59,9% nas importações de gás natural, de 22,7% nos fertilizantes brutos e de 7,5% no carvão não aglomerado.

Na Indústria de Transformação, as principais retrações ocorreram nas compras de plataformas, embarcações e outras estruturas flutuantes, com queda de 98,2%; motores e máquinas não elétricos e suas partes, com redução de 76,3%; e adubos ou fertilizantes químicos, que recuaram 16,9%.

Acumulado do ano mostra saldo positivo

Considerando o período de janeiro até a segunda semana de setembro de 2026, as exportações brasileiras somaram US$ 265,10 bilhões, crescimento de 11,1% em relação ao mesmo período de 2025.

As importações alcançaram US$ 206,43 bilhões, alta de 5,4%.

O resultado é um superávit comercial acumulado de US$ 58,67 bilhões, crescimento de 36,9% sobre o registrado no período correspondente do ano anterior.

No mesmo intervalo, a corrente de comércio chegou a US$ 471,53 bilhões, avanço de 8,5%.

Os números mostram um cenário de expansão do comércio exterior brasileiro em 2026, com as exportações crescendo em ritmo superior ao das importações e contribuindo para a ampliação do saldo positivo da balança comercial.

Fonte: MDIC

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,115 bilhões na terceira semana de agosto, segundo dados divulgados na segunda-feira (24) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

No período, as exportações somaram US$ 8,100 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 5,985 bilhões.

Considerando as três primeiras semanas do mês, o comércio exterior brasileiro apresenta superávit acumulado de US$ 5,109 bilhões. O resultado é formado por US$ 24,143 bilhões em exportações e US$ 19,034 bilhões em importações.

Na comparação com o mesmo período de agosto de 2025, as exportações avançaram 14,3%.

Entre os setores exportadores, a Indústria Extrativa apresentou o maior crescimento, com alta de 34,2% e movimentação de US$ 6,875 bilhões. A Agropecuária cresceu 9,8%, alcançando US$ 5,200 bilhões, enquanto a Indústria de Transformação avançou 6,6%, para US$ 11,869 bilhões.

Importações também crescem em agosto

As importações registraram aumento de 13,0% na comparação com o mesmo período de 2025.

A Agropecuária teve alta de 3,9%, totalizando US$ 325 milhões. Já a Indústria de Transformação apresentou crescimento de 16,7%, com US$ 17,725 bilhões.

Na contramão, as compras externas da Indústria Extrativa recuaram 29,7%, para US$ 879 milhões.

Superávit comercial chega a US$ 54,148 bilhões no ano

De janeiro até a terceira semana de agosto, o Brasil acumula superávit comercial de US$ 54,148 bilhões. O resultado representa crescimento de 30,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, quando o saldo positivo era de US$ 43,158 bilhões.

Para todo o ano de 2026, o MDIC projeta um superávit de US$ 90 bilhões, valor 32,3% superior ao registrado em 2025.

A estimativa considera exportações de US$ 394,4 bilhões e importações de US$ 304,4 bilhões ao longo do ano.

Fonte: Estadão Conteúdo, com dados da Secretaria de Comércio Exterior (MDIC).

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Importação

Importação de medicamentos no Brasil atinge US$ 6,5 bilhões e amplia déficit da indústria farmacêutica

O Brasil registrou um forte avanço nas importações de medicamentos, que alcançaram US$ 6,53 bilhões entre janeiro e maio, elevando o déficit da indústria farmacêutica e reforçando a dependência do país de produtos estrangeiros no setor de saúde.

O crescimento é impulsionado por fatores como o aumento da demanda por medicamentos de alto custo, o envelhecimento da população e as limitações da indústria nacional em inovação e produção em larga escala.

Alta nas importações supera crescimento geral do comércio

No acumulado do ano, as importações de medicamentos cresceram 14,4% em relação ao mesmo período de 2025, desempenho muito acima da alta de 3,2% registrada no total das importações brasileiras.

A participação do setor também vem aumentando de forma contínua: os medicamentos representaram 5,6% de todas as importações em 2026, ante 5,1% em 2025, 4,9% em 2024 e 3,9% em 2019.

No fechamento de 2025, o país importou cerca de US$ 14,2 bilhões em medicamentos, alta de 18% sobre o ano anterior, consolidando uma sequência de três anos consecutivos de crescimento de dois dígitos.

Envelhecimento populacional impulsiona demanda por remédios

Especialistas apontam o avanço da transição demográfica como um dos principais fatores por trás da expansão do mercado. A maior proporção de pessoas idosas aumenta a necessidade de tratamentos contínuos e de maior complexidade.

Dados do IBGE mostram que a população com 40 anos ou mais passou de 37,1% em 2017 para 43,9% no primeiro trimestre deste ano.

Para o setor, esse envelhecimento pressiona o sistema de saúde e amplia a demanda por medicamentos mais avançados, muitas vezes não produzidos localmente.

Segundo Reginaldo Arcuri, presidente do Grupo FarmaBrasil, o cenário reflete uma mudança estrutural no perfil de consumo:

“Há demanda por medicamentos mais modernos em uma população que envelhece rapidamente, mas em um país com renda per capita ainda baixa”, afirmou.

Medicamentos do SUS também aumentam pressão sobre importações

A ampliação da oferta de medicamentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) também contribui para elevar a demanda, especialmente por tratamentos mais sofisticados.

De acordo com especialistas, o acesso gratuito a medicamentos é fundamental em um país com desigualdade social elevada, mas também pressiona o orçamento público e o mercado de importação.

Remédios para obesidade lideram vendas e são majoritariamente importados

Entre os cinco medicamentos mais vendidos no varejo brasileiro entre 2021 e 2025, quatro não são produzidos no país.

Os destaques são os chamados medicamentos para perda de peso, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, que ocupam posições de liderança no ranking de vendas.

O único produto entre os cinco primeiros fabricado no Brasil é o Glifage XR, usado no tratamento de diabetes.

Outro medicamento relevante é o Forxiga, também voltado ao tratamento de doenças metabólicas e cardiovasculares, cujo envase é realizado no país, embora a produção completa não seja nacional.

Exportações estagnadas ampliam déficit comercial

Enquanto as importações crescem, as exportações do setor farmacêutico permanecem praticamente estagnadas.

Entre janeiro e maio, o Brasil exportou US$ 499,2 milhões em medicamentos, patamar que se mantém próximo de US$ 450 milhões a US$ 500 milhões desde 2017.

No acumulado anual, as vendas externas giram em torno de US$ 1 bilhão há uma década, evidenciando baixa competitividade internacional da indústria.

Com isso, o déficit comercial da indústria farmacêutica atingiu US$ 13,1 bilhões em 2025, acima dos US$ 11 bilhões registrados no ano anterior.

Déficit tecnológico e dependência de inovação externa

Economistas apontam que o desequilíbrio está ligado ao atraso tecnológico do setor diante da aceleração global da inovação farmacêutica após a pandemia.

Segundo Rafael Cagnin, do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), o país enfrenta uma defasagem estrutural:

“O Brasil precisa não apenas alcançar a fronteira tecnológica, mas acelerar esse processo”, afirmou.

Fármacos biológicos ganham espaço com envelhecimento da população

O avanço da idade média da população também aumenta a demanda por biotecnologia farmacêutica, incluindo anticorpos monoclonais usados no tratamento de doenças como câncer e demência.

Esses medicamentos, no entanto, ainda têm baixa produção local, reforçando a dependência de importações de alta complexidade.

Alta tecnologia concentra maior parte das importações do setor

A indústria farmacêutica faz parte do segmento de alta tecnologia, junto com setores como eletrônicos e aeronáutica, todos historicamente deficitários no comércio exterior brasileiro.

Dados do Iedi mostram que os medicamentos representaram 34% das importações de alta tecnologia no primeiro trimestre de 2026, ante 25,9% em 2010.

Brasil depende de insumos farmacêuticos importados

Mesmo com avanços na produção de genéricos, o país ainda depende fortemente da importação de IFAs (ingredientes farmacêuticos ativos).

Segundo especialistas, algumas empresas já verticalizaram parte da produção, mas a maior parte dos insumos continua sendo adquirida no exterior.

China e Índia se destacam globalmente como principais fornecedores de componentes e medicamentos acabados.

Estados Unidos lideram fornecimento ao Brasil

Entre janeiro e maio, os Estados Unidos foram responsáveis por 24% das importações brasileiras de medicamentos. Em seguida aparecem Alemanha (15%), Suíça (9%), Irlanda (8%) e Itália (7%).

Dependência externa reforça debate sobre política industrial

Especialistas defendem uma estratégia nacional coordenada para reduzir a dependência externa e fortalecer a indústria farmacêutica brasileira.

Países como Estados Unidos, membros da União Europeia, além de China, Índia e Coreia do Sul, são citados como exemplos de políticas industriais ativas no setor, com foco em inovação, produção e qualificação regulatória.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Celso Doni/Valor

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil registra superávit de US$ 1,7 bilhão na 4ª semana de abril

A balança comercial brasileira fechou a 4ª semana de abril de 2026 com superávit de US$ 1,7 bilhão, impulsionada pelo desempenho das exportações brasileiras. No período, a corrente de comércio somou US$ 11,6 bilhões, resultado de US$ 6,7 bilhões em vendas externas e US$ 4,9 bilhões em importações.

Acumulado do mês mantém saldo positivo

No consolidado de abril, o país registra exportações de US$ 27,8 bilhões e importações de US$ 18,7 bilhões, garantindo um saldo positivo de US$ 9,2 bilhões. A corrente de comércio no mês atinge US$ 46,5 bilhões, refletindo o dinamismo das transações internacionais.

Desempenho no ano supera US$ 23 bilhões de saldo

Entre janeiro e a quarta semana de abril, a balança comercial acumula superávit de US$ 23,3 bilhões. No período, as exportações totalizam US$ 110,2 bilhões, enquanto as importações chegam a US$ 86,8 bilhões, com corrente de comércio de US$ 197 bilhões. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao MDIC.

Crescimento nas médias diárias de comércio exterior

A média diária de exportações até a 4ª semana de abril de 2026 alcançou US$ 1,739 bilhão, avanço de 16,4% frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações tiveram crescimento de 5,1%, com média diária de US$ 1,167 bilhão.

Com isso, a corrente de comércio registrou média diária de US$ 2,9 bilhões, enquanto o saldo médio ficou em US$ 572,39 milhões — alta de 11,6% na comparação anual.

Setores exportadores apresentam alta generalizada

O desempenho por setores mostra expansão consistente. Na média diária até a 4ª semana de abril, houve crescimento de:

  • 19,2% na Agropecuária
  • 15,3% na Indústria Extrativa
  • 15,5% na Indústria de Transformação

Esses números reforçam a força das exportações por setor na economia brasileira.

Importações têm alta moderada e queda na agropecuária

Entre os setores importadores, a Indústria Extrativa avançou 7,1%, enquanto a Indústria de Transformação cresceu 5,8%. Em contrapartida, a Agropecuária registrou queda expressiva de 28,1% nas importações na comparação anual.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SBA

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Importação

Taxa das blusinhas reduziu importações em R$ 4,5 bilhões e preservou empregos, diz CNI

A chamada taxa das blusinhas teria reduzido em R$ 4,5 bilhões o volume de importações no Brasil, segundo levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na quarta-feira (22). De acordo com a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar cerca de R$ 20 bilhões na economia nacional.

O imposto de importação de 20% incide sobre compras internacionais de até US$ 50 e está em vigor desde agosto de 2024, dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o comércio eletrônico internacional.

Queda no número de remessas internacionais

Dados apresentados pela CNI mostram que o volume de encomendas internacionais caiu após a implementação da taxa. Em 2024, foram registradas 179,1 milhões de remessas. Já em 2025, o número recuou para 159,6 milhões — uma redução de 10,9%.

A projeção da entidade indica que, sem a tributação, o total poderia ter alcançado 205,9 milhões de pacotes, ou seja, cerca de 46,3 milhões a mais do que o registrado. O valor médio das encomendas foi estimado em R$ 96,88.

Impactos econômicos e arrecadação federal

Com base nesses números, a CNI avalia que a tributação de compras internacionais ajudou a conter a entrada de produtos estrangeiros e favoreceu a economia interna. Além da preservação de empregos, a arrecadação federal com o imposto cresceu significativamente, passando de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025.

Segundo a entidade, a medida busca equilibrar a concorrência entre produtos nacionais e importados, especialmente no segmento de baixo valor.

Debate político sobre a manutenção da taxa

Apesar dos efeitos econômicos apontados, a taxa das blusinhas enfrenta questionamentos dentro do próprio governo, principalmente devido à sua repercussão negativa entre consumidores.

Recentemente, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a medida foi aprovada pelo Congresso Nacional e que ainda não há uma decisão definitiva sobre possíveis mudanças.

Concorrência desigual motivou mudança na regra

Antes da nova tributação, compras de até US$ 50 enviadas entre pessoas físicas eram isentas de imposto de importação. A CNI argumenta que essa regra vinha sendo utilizada de forma irregular, com práticas como subfaturamento e envio de mercadorias por empresas disfarçadas de pessoas físicas.

Além disso, empresas brasileiras apontavam desvantagem competitiva, já que produtos nacionais seguem sujeitos a tributos como ICMS, IPI e PIS/Cofins, enquanto parte das mercadorias importadas entrava no país com carga tributária reduzida.

Regras atuais para compras internacionais

Atualmente, compras de até US$ 50 estão sujeitas a 20% de imposto de importação, além do ICMS. Para valores acima desse limite, a alíquota sobe para 60%, com desconto fixo de US$ 20 no valor devido, mantendo a cobrança do imposto estadual.

A mudança representou, na prática, o fim da isenção conhecida como de minimis, que permitia a entrada de produtos de baixo valor sem tributação federal.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: RoseBox/ Unsplash

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil movimenta US$ 12 bilhões na terceira semana de abril

A corrente de comércio exterior do Brasil alcançou US$ 12 bilhões na terceira semana de abril de 2026, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). O resultado reflete o desempenho positivo das exportações e mantém o saldo da balança comercial em patamar elevado no período.

Superávit semanal e desempenho das operações

No recorte da semana, o país registrou superávit comercial de US$ 878 milhões. O resultado foi obtido com exportações de US$ 6,4 bilhões e importações de US$ 5,6 bilhões.

Esse desempenho reforça a tendência de equilíbrio positivo na corrente de comércio brasileira, mesmo diante de variações no cenário internacional.

Resultado acumulado do mês segue positivo

No acumulado de abril, até a terceira semana, as exportações somaram US$ 21,2 bilhões, enquanto as importações chegaram a US$ 13,7 bilhões. Com isso, o saldo positivo atingiu US$ 7,5 bilhões, e a corrente de comércio totalizou US$ 34,9 bilhões.

Crescimento no acumulado do ano

No acumulado de 2026, o Brasil registra exportações de US$ 103,6 bilhões e importações de US$ 81,86 bilhões. O resultado mantém o superávit em US$ 21,7 bilhões e eleva a corrente de comércio para US$ 185,4 bilhões.

Exportações crescem acima das importações

A análise comparativa entre abril de 2026 e o mesmo período de 2025 mostra desempenho mais forte nas exportações. A média diária exportada subiu 18,5%, passando de US$ 1,494 bilhão para US$ 1,770 bilhão.

Já as importações tiveram crescimento mais moderado, de 2,7%, com média diária passando de US$ 1,111 bilhão para US$ 1,141 bilhão.

Com isso, a média diária da corrente de comércio chegou a US$ 2,91 bilhões, um avanço de 11,7% na comparação anual.

Setores exportadores impulsionam crescimento

O desempenho das exportações foi sustentado por três principais setores:

  • Agropecuária, com alta de US$ 63,95 milhões (+16,1%);
  • Indústria Extrativa, com crescimento de US$ 105,12 milhões (+29,9%);
  • Indústria de Transformação, com aumento de US$ 106,11 milhões (+14,4%).

O avanço da indústria extrativa foi o mais expressivo proporcionalmente no período.

Importações têm comportamento misto por setor

Do lado das importações, os resultados foram variados:

  • Indústria Extrativa cresceu US$ 11,88 milhões (+21,8%);
  • Indústria de Transformação avançou US$ 30,47 milhões (+3,0%);
  • Agropecuária recuou US$ 9,06 milhões (-32%).

A queda no setor agropecuário indica menor dependência de produtos importados nesse segmento no período analisado.

Comércio exterior mantém ritmo de expansão

Os números reforçam o avanço da corrente de comércio brasileira, sustentada principalmente pelo crescimento das exportações. O desempenho indica fortalecimento das trocas internacionais do país, com destaque para setores ligados a commodities e indústria.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Comércio Exterior

Balança comercial do Brasil bate recorde, mas dependência de commodities preocupa

O forte desempenho da balança comercial brasileira no início de 2026 trouxe resultados expressivos, mas também reacendeu um debate importante sobre a estrutura das exportações do país. O superávit acumulado entre janeiro e a terceira semana de março chegou a US$ 13,25 bilhões, impulsionado principalmente pela alta nas vendas de commodities como petróleo e minério de ferro.

Superávit cresce com avanço das exportações

De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), o Brasil exportou cerca de US$ 72,7 bilhões no período, enquanto as importações somaram US$ 59,45 bilhões. O resultado representa um crescimento de 6,8% em relação ao mesmo intervalo de 2025.

As importações permaneceram praticamente estáveis, com leve recuo de 0,2%, contribuindo para o saldo positivo da balança.

Petróleo e minério lideram recuperação

O principal destaque do período foi a indústria extrativa, que registrou expansão de 27,6%. O crescimento foi puxado sobretudo pelo aumento das exportações de petróleo bruto e minério de ferro, que compensaram a queda em outros setores relevantes.

Enquanto isso, a agropecuária recuou 13,4% e a indústria de transformação apresentou retração de 10,3%, indicando perda de dinamismo em segmentos tradicionais da economia.

Mesmo com a queda, produtos agrícolas seguem relevantes. A soja continua como principal item exportado, representando 17,8% das vendas externas, seguida por café, milho e algodão.

Entre os destaques positivos estão:

  • Petróleo bruto (+65,1%)
  • Ouro (+87,1%)
  • Carne bovina (+16%)

Por outro lado, houve quedas significativas em:

  • Café (-33,2%)
  • Açúcar (-42,1%)
  • Celulose (-28,3%)

Importações revelam demanda por produtos industriais

No campo das importações brasileiras, a predominância segue sendo de itens com maior valor agregado. A indústria de transformação liderou as compras externas, com leve alta de 0,3%, enquanto o setor agropecuário registrou queda de 24,9%.

Entre os principais produtos importados estão combustíveis refinados, fertilizantes, medicamentos, veículos e equipamentos industriais e eletrônicos — sinalizando uma economia ainda dependente de tecnologia externa.

Alguns itens apresentaram forte crescimento:

  • Veículos (+96,3%)
  • Medicamentos (+39,1%)
  • Geradores elétricos (+127,2%)

Já outros registraram retração:

  • Trigo (-35,9%)
  • Máquinas industriais (-81,3%)
  • Aço laminado (-69,1%)

Dependência de commodities acende alerta

Apesar do resultado positivo, especialistas apontam um problema estrutural: a forte dependência de exportações de baixo valor agregado. O Brasil segue concentrando suas vendas externas em produtos básicos, enquanto importa bens industrializados e tecnológicos.

Esse modelo torna o país vulnerável às oscilações do mercado internacional, especialmente aos preços das commodities, que não são controlados internamente.

Desafio é diversificar a economia

O bom desempenho da balança comercial reforça um padrão conhecido: quando o cenário global favorece as commodities, o superávit cresce. No entanto, a qualidade desse crescimento ainda é questionada.

O principal desafio do Brasil é avançar na diversificação das exportações, ampliando a participação de produtos industrializados e de maior valor agregado. Essa mudança é considerada essencial para garantir um crescimento econômico mais sustentável e menos dependente das variações externas.

FONTE: Correio 24 Horas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels, Davi vives

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Comércio Exterior

Balança comercial brasileira bate recorde no primeiro trimestre de 2026

O Brasil alcançou um marco no início de 2026, com recordes na balança comercial, incluindo exportações, importações e corrente de comércio. Apenas em março, o país exportou US$ 31,6 bilhões e importou US$ 25,2 bilhões, garantindo um superávit de US$ 6,4 bilhões.

No mesmo período, a corrente de comércio — soma de exportações e importações — atingiu US$ 56,8 bilhões, evidenciando o aquecimento do comércio exterior brasileiro.

Resultado do trimestre também é o maior da série

No acumulado de janeiro a março de 2026, os números seguem em alta. As exportações brasileiras totalizaram US$ 82,3 bilhões, enquanto as importações somaram US$ 68,2 bilhões. O saldo positivo ficou em US$ 14,2 bilhões.

Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 150,5 bilhões no trimestre, consolidando um novo recorde para o período, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Crescimento supera desempenho de 2025

Na comparação anual, os indicadores mostram avanço consistente. As exportações cresceram 10% em março frente ao mesmo mês de 2025. Já as importações registraram alta ainda mais expressiva, de 20,1%.

Esse movimento impulsionou a corrente de comércio mensal, que avançou 14,3% na mesma base de comparação.

Considerando o trimestre, as exportações tiveram aumento de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as importações subiram 1,3%. A corrente de comércio trimestral cresceu 4,4%.

Indústria extrativa impulsiona exportações

O desempenho dos setores revela mudanças importantes na composição das vendas externas. Em março, o destaque ficou para a indústria extrativa, que avançou 36,4%, com aumento de US$ 1,96 bilhão.

Outros setores também apresentaram crescimento:

  • Agropecuária: alta de 1,1%
  • Indústria de transformação: crescimento de 5,4%

No acumulado do ano, a indústria extrativa mantém protagonismo, com expansão de 22,6%, seguida pela agropecuária (2,4%) e pela indústria de transformação (2,8%).

Importações crescem puxadas pela indústria

Do lado das compras externas, a indústria de transformação foi o principal motor em março, com crescimento de 20,8%, equivalente a US$ 4,02 bilhões a mais.

A indústria extrativa também registrou alta de 24,1%, enquanto a agropecuária apresentou retração de 10,2%.

No acumulado de 2026, o cenário mostra:

  • Alta de 2,3% na indústria de transformação
  • Queda de 19,9% na agropecuária
  • Redução de 7,4% na indústria extrativa

Cenário reforça força do comércio exterior brasileiro

O resultado do trimestre confirma a resiliência do comércio internacional do Brasil, mesmo diante de um ambiente global desafiador. O avanço das exportações e o crescimento da corrente de comércio indicam maior integração do país às cadeias globais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Economia

Balança comercial brasileira atinge US$ 12,8 bilhões na 3ª semana de março de 2026

A balança comercial brasileira registrou corrente de comércio de US$ 12,8 bilhões na terceira semana de março de 2026, com superávit de US$ 1,4 bilhão. O resultado é fruto de exportações que somaram US$ 7,1 bilhões e importações de US$ 5,7 bilhões no período.

Resultado acumulado em março

No acumulado do mês até a terceira semana, o Brasil alcança US$ 21,8 bilhões em exportações e US$ 16,6 bilhões em importações. O saldo positivo chega a US$ 5,2 bilhões, enquanto a corrente de comércio totaliza US$ 38,336 bilhões.

Considerando o acumulado de 2026, as exportações brasileiras somam US$ 72,7 bilhões, frente a US$ 59,4 bilhões em importações. Com isso, o superávit comercial atinge US$ 13,3 bilhões, e a corrente de comércio chega a US$ 132,2 bilhões.

Queda nas médias diárias

Na comparação com março de 2025, os dados mostram retração nas médias diárias. As exportações caíram 4,0%, passando de US$ 1,511 bilhão para US$ 1,452 bilhão. Já as importações tiveram leve recuo de 0,1%, saindo de US$ 1,104 bilhão para US$ 1,103 bilhão.

A corrente de comércio média diária ficou em US$ 2,55 bilhões até a terceira semana de março, representando queda de 2,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O saldo médio diário foi de US$ 348,47 milhões.

Exportações por setor

O desempenho das exportações por setor apresentou variações distintas. A Indústria Extrativa foi destaque, com crescimento de 27,6%, equivalente a US$ 78,26 milhões na média diária.

Por outro lado, houve retração em dois segmentos importantes:

  • Agropecuária: queda de 13,4% (US$ 57,47 milhões);
  • Indústria de Transformação: recuo de 10,3% (US$ 81,26 milhões).

Importações por setor

No campo das importações, o cenário também foi heterogêneo. A Indústria Extrativa registrou aumento de 6,6% (US$ 3,29 milhões), enquanto a Indústria de Transformação teve leve alta de 0,3% (US$ 2,91 milhões).

Em contrapartida, a Agropecuária apresentou queda significativa de 24,9%, com redução de US$ 7,54 milhões na média diária.

Cenário do comércio exterior

Os dados indicam um cenário de estabilidade com viés de queda nas médias comerciais, mesmo diante de um superávit consistente. O avanço da Indústria Extrativa ajuda a sustentar os resultados, enquanto a retração em setores como Agropecuária e Indústria de Transformação acende um alerta para o desempenho das exportações brasileiras.

Tags: balança comercial, comércio exterior, exportações Brasil, importações Brasil, superávit comercial, economia brasileira, março 2026

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC)

Texto: Redação

Imagem: Arquivo ReConecta News

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Comércio

Exportações do setor agropecuário avançam 2,1% em janeiro de 2026

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 4,34 bilhões em janeiro de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5/2) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC). No período, as exportações somaram US$ 25,2 bilhões, enquanto as importações ficaram em US$ 20,81 bilhões.

Comparado a janeiro de 2025, o total das exportações apresentou ligeira queda de 1%, enquanto as importações recuaram 9,8%, refletindo uma redução de 5,1% na corrente de comércio, que alcançou US$ 45,96 bilhões.

Desempenho por setor nas exportações

No comparativo anual, o setor agropecuário foi destaque, com crescimento de 2,1%, equivalente a um acréscimo de US$ 0,08 bilhão. Já a indústria extrativa sofreu queda de 3,4% (US$ 0,25 bilhão) e os produtos da indústria de transformação registraram leve recuo de 0,5% (US$ 0,07 bilhão).

Setores com queda nas importações

As importações de janeiro de 2026 também apresentaram recuos em todos os setores analisados. O setor agropecuário teve retração de 28,7% (US$ 0,18 bilhão), enquanto a indústria extrativa caiu 30,2% (US$ 0,33 bilhão) e a indústria de transformação recuou 8,2% (US$ 1,74 bilhão).

O desempenho indica ajustes na comércio exterior do Brasil, com destaque para a consolidação das exportações agropecuárias, que continuam sendo um pilar estratégico para a economia do país.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Tv Prefeito

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