Economia

Mercado Livre movimenta R$ 73,1 bilhões e amplia impacto na economia brasileira

O Mercado Livre estima ter gerado um impacto econômico de R$ 73,1 bilhões no Brasil em 2025, entre efeitos diretos e indiretos. O valor corresponde a aproximadamente 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o Relatório de Impacto Efeito Meli 2026, divulgado nesta segunda-feira (31/8).

Do total calculado, R$ 30 bilhões representam o impacto direto da empresa na economia, enquanto outros R$ 43,1 bilhões são atribuídos aos efeitos indiretos provocados pela atividade do ecossistema.

O levantamento considera a atuação da companhia nas áreas de comércio eletrônico, logística e serviços financeiros e aponta que, para cada R$ 1 de valor agregado diretamente pelo Mercado Livre, outros R$ 1,40 são gerados nas cadeias produtivas relacionadas à operação.

Mercado Livre amplia atuação e fortalece PMEs

O crescimento da plataforma tem sido acompanhado pela expansão de sua infraestrutura no país. A empresa passou a operar com uma rede logística própria, incluindo frota aérea, e ampliou sua capacidade de entrega expressa.

Segundo o relatório, o ecossistema do Mercado Livre tinha cerca de 627 mil pequenas e médias empresas (PMEs) e empreendedores vendendo ativamente na plataforma em 2025.

Para 60% desses negócios, o marketplace é o principal canal de vendas. Além disso, sete em cada dez afirmam que a plataforma representou sua primeira experiência de comercialização pela internet.

Os microempreendedores individuais (MEIs) correspondem a 40% dos vendedores considerados no levantamento, mostrando a participação significativa de negócios de menor porte no ecossistema.

Plataforma amplia acesso à inteligência artificial

O estudo foi elaborado a partir de mais de 90 mil entrevistas realizadas nas operações do Mercado Livre no Brasil, Argentina, Chile e México. No Brasil, foram ouvidos 22,8 mil parceiros.

Um dos dados destacados pelo levantamento é o uso de inteligência artificial por pequenos negócios. Metade das PMEs brasileiras que utilizam o Mercado Livre teria tido o primeiro contato com a tecnologia por meio da plataforma.

Fundado em 1999, o Mercado Livre se consolidou como uma das principais empresas de e-commerce e tecnologia financeira da América Latina, com presença em 18 países.

Ecossistema está associado a mais de 413 mil empregos

A operação brasileira do Mercado Livre também teve impacto sobre o mercado de trabalho. Em 2025, foram criados 61,1 mil empregos diretos relacionados à companhia, enquanto outros 352 mil postos indiretos foram associados às atividades do ecossistema.

Ao todo, o número supera 413 mil empregos, equivalente a cerca de 0,4% das vagas ocupadas no país.

A expansão da plataforma também aumentou o alcance geográfico das vendas. Três em cada cinco encomendas comercializadas em 2025 atravessaram fronteiras estaduais.

Além disso, 61% das PMEs brasileiras que vendem pelo Mercado Livre conseguiram chegar a cidades onde anteriormente não tinham clientes.

Rede logística chega a um em cada quatro municípios

A estrutura de logística do Mercado Livre também ganhou escala. Em 2025, a companhia contava com 137 centros logísticos ativos, incluindo centros de distribuição, bases e instalações de apoio.

A rede era complementada por aproximadamente 5.950 unidades Meli Places.

Com essa estrutura, a empresa afirma estar presente em um a cada quatro municípios brasileiros, ampliando a capacidade de distribuição dos produtos vendidos por pequenos negócios.

Mercado Livre movimenta bilhões no Distrito Federal

No Distrito Federal, mais de 7 mil PMEs utilizaram o marketplace para vender seus produtos em 2025.

As vendas realizadas por esses negócios representaram quase 1% do total de vendas brutas do comércio varejista da unidade federativa. Para metade dos comerciantes locais, a plataforma é o principal canal de vendas.

As PMEs que comercializaram produtos pelo Mercado Livre no DF empregaram aproximadamente 77 mil pessoas, sendo que 35% delas estavam envolvidas em atividades relacionadas ao marketplace.

O crescimento das vendas também levou comerciantes a ampliar suas equipes. No ano passado, cerca de 3,6 mil empresas locais fizeram novas contratações. Ao todo, 800 PMEs criaram 1,7 mil empregos diretos para atender à demanda gerada pela plataforma.

Logística do DF recebe novos centros

A estrutura logística da empresa no Distrito Federal também foi ampliada. Foram ativados três novos centros, que somaram 19,4 mil metros quadrados de área operacional.

Com a expansão, 74% dos produtos comercializados pelas PMEs do DF passaram a ser enviados para consumidores localizados em outros estados.

Na área financeira, quase 69,7 mil empresas e empreendedores do Distrito Federal utilizaram o Mercado Pago para receber pagamentos em 2025.

As transações movimentaram mais de R$ 6 bilhões. No crédito, foram realizadas mais de 218 mil operações destinadas a PMEs e empreendedores, totalizando mais de R$ 220 milhões.

Mercado Pago movimenta R$ 410 bilhões

O braço financeiro do grupo também apresentou forte movimentação no país. Em 2025, cerca de 4,7 milhões de empresas e empreendedores processaram pagamentos por Pix e máquinas de cartão utilizando o Mercado Pago.

O volume movimentado superou R$ 410 bilhões, equivalente a aproximadamente 3,4% de todos os pagamentos digitais realizados pelo comércio brasileiro.

Na área de crédito, o Mercado Pago concedeu R$ 15 bilhões em empréstimos para pequenas e médias empresas, distribuídos em 12,4 milhões de operações.

Empresa destaca efeito sobre a cadeia econômica

Para Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de Estratégia, Relações com Investidores e Sustentabilidade do Mercado Livre, os resultados mostram que a atividade do comércio digital produz efeitos que vão além da relação entre consumidor e plataforma.

Segundo ele, o crescimento das PMEs, a geração de empregos e a adoção de ferramentas de inteligência artificial fazem parte de uma cadeia econômica que se movimenta a partir das vendas realizadas pela internet.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mercado Livre

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Comércio Internacional

Trump inicia reembolso de US$ 166 bilhões em tarifas após derrota judicial

A administração de Donald Trump deu início ao processo de devolução de mais de US$ 166 bilhões arrecadados com tarifas de importação consideradas ilegais. A medida ocorre após uma decisão da Suprema Corte, que derrubou a política comercial adotada no ano passado.

Na segunda-feira, o governo passou a receber pedidos formais de empresas que desejam recuperar os valores pagos — acrescidos de juros. A iniciativa marca a reversão de uma estratégia que havia sido apresentada como essencial para fortalecer a economia americana.

Impacto das tarifas sobre empresas e consumidores

As tarifas comerciais funcionam como impostos sobre produtos importados, o que elevou significativamente os custos para empresas dependentes de insumos estrangeiros. Diante disso, muitos negócios tiveram que optar entre absorver os custos, reduzir despesas ou repassar os aumentos aos consumidores.

Embora milhares de empresas possam solicitar reembolso, apenas aquelas que efetuaram diretamente o pagamento das tarifas têm direito à restituição. Consumidores afetados pelo aumento de preços não estão incluídos no processo.

Corrida por reembolsos já mobiliza grandes कंपनias

Antes mesmo da abertura oficial do sistema, mais de 3 mil empresas já haviam acionado a Justiça para garantir o direito aos valores. Entre elas estão gigantes como FedEx e Costco.

Ainda assim, não há garantia de que os recursos serão repassados aos consumidores. Algumas empresas avaliam compartilhar os valores, mas poucas assumiram compromisso público nesse sentido.

Processo de devolução enfrenta desafios técnicos

O sistema criado pelo governo para gerenciar os pedidos, chamado CAPE, ainda apresenta limitações operacionais. Atualmente, ele cobre cerca de 63% das importações afetadas, com previsão de expansão.

Autoridades estimam que o prazo para análise e pagamento dos pedidos varie entre 60 e 90 dias após a aprovação. No entanto, especialistas alertam para possíveis atrasos e falhas técnicas devido à complexidade do processo.

Decisão da Suprema Corte mudou política comercial

A origem da disputa está no uso de uma lei de 1977 para impor tarifas recíprocas, algo inédito até então. A Suprema Corte considerou a aplicação inadequada, encerrando uma das principais ferramentas comerciais do governo Trump.

A decisão também trouxe impacto fiscal relevante: além dos US$ 166 bilhões a serem devolvidos, o montante continua gerando cerca de US$ 650 milhões em juros mensais.

Empresas enfrentam incerteza econômica

Apesar da possibilidade de reembolso, o cenário ainda é de cautela. Empresários relatam dúvidas sobre a eficiência do sistema e o prazo real para receber os valores.

Além disso, há expectativa de novas medidas tarifárias, já que o governo abriu investigações comerciais contra diversos países. Isso pode resultar em novos impostos sobre importações, mantendo o ambiente de instabilidade.

Pequenos negócios relatam prejuízos duradouros

Empresas de menor porte afirmam que os danos causados ao longo do último ano não serão totalmente revertidos, mesmo com a devolução dos valores. Cortes de custos, demissões e redução de operações deixaram marcas difíceis de recuperar.

Especialistas também avaliam que o impacto positivo dos reembolsos na economia pode ser limitado, já que muitas empresas devem priorizar cautela diante das incertezas futuras.

FONTE: The New York Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Kenny Holston/The New York Times

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Comércio Internacional

Tarifas dos EUA impactam vendas de fabricantes brasileiros e exigem ajustes estratégicos

A fabricante de armas Taurus espera recuperar os US$ 18 milhões pagos em tarifas de exportação para os Estados Unidos, valores que foram cancelados em fevereiro pela Suprema Corte americana. Assim como a Taurus, outras grandes empresas brasileiras com exportações para os EUA ou produção na América do Norte passaram a segunda metade de 2025 buscando estratégias para minimizar os efeitos das tarifas impostas por Washington.

Com os resultados do quarto trimestre e do ano completo de 2025 já divulgados, fabricantes como Tupy, Iochpe-Maxion, WEG e a própria Taurus avaliam os prejuízos provocados pelas tarifas norte-americanas.

“O nosso conflito acabou”, disse Salesio Nuhs durante a divulgação dos resultados do quarto trimestre da Taurus, referindo-se ao fim da tarifa de 50% aplicada às exportações para os EUA.

Impactos indiretos na indústria brasileira

A multinacional brasileira Iochpe-Maxion, presente em 14 países e produtora de rodas e componentes para veículos, registrou queda de R$ 700 milhões na receita devido ao choque tarifário. Como possui fábricas no México e nos EUA, a empresa não sofreu efeitos diretos, já que produtos fabricados no México são isentos de tarifas quando exportados aos EUA dentro de acordos regionais.

Entretanto, a produção foi afetada pela redução na demanda por rodas de aço e chassis para caminhões pesados. Segundo Renato Salum, diretor financeiro e de relações com investidores, “a queda nos volumes está mais relacionada à fraqueza da demanda final do que a um efeito direto das tarifas”.

O impacto financeiro se traduz em uma redução de aproximadamente R$ 700 milhões na receita, cerca de 35% do faturamento da divisão de componentes estruturais na América do Norte. A empresa espera que a demanda se normalize na segunda metade de 2026, apoiada no aumento de pedidos de veículos pesados desde o final de 2025.

Ajustes da Taurus para mitigar tarifas

Para a Taurus, a nova tarifa de 10% anunciada por Trump no mesmo dia da decisão da corte foi parcialmente compensada pelo aumento de 7% no preço de seus produtos nos EUA. Além disso, a empresa ativou linhas de montagem na unidade da Taurus USA, priorizando exportações de peças, com menor valor agregado, e concentrou a produção das pistolas da linha G nos EUA.

“Também adotamos medidas radicais de produtividade, reduzindo pessoal e ajustando processos produtivos”, afirmou Nuhs. Mesmo assim, a empresa estima ter pago US$ 18 milhões em tarifas em 2025 e início de 2026, buscando agora reembolso por meio de escritórios de advocacia nos EUA.

Cenário misto para outros fabricantes

O grupo de fundição Tupy apontou o choque tarifário como fator que pressionou vendas de blocos de motor e cabeçotes de cilindro, registrando queda de 5,1% na receita líquida do segmento no quarto trimestre, totalizando R$ 1,31 bilhão.

Para 2026, a Tupy prevê melhora nas encomendas de montadoras com a redução da incerteza tarifária, o que deve impulsionar a produção a partir da segunda metade do ano.

Já a fabricante de equipamentos elétricos WEG terá competitividade reforçada com a eliminação da tarifa de 50%, podendo retomar exportações diretas do Brasil aos EUA. Apesar da manutenção de tarifas de aço e alumínio sob a Seção 232 do Trade Expansion Act, analistas destacam que a WEG conseguiu ajustar sua estratégia rapidamente, mantendo margem bruta de 34% no quarto trimestre de 2025.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Inovação, Investimento, Mercado Internacional, Notícias, Tecnologia

Novo aeroporto em construção promete mudar o transporte aéreo global

A Arábia Saudita anunciou um projeto ambicioso que promete revolucionar a aviação mundial: a construção do Aeroporto Internacional King Salman em Riad, previsto para ser concluído em 2030.

Este empreendimento não será apenas um aeroporto, mas sim uma aerotrópole inovadora, integrando seis pistas de pouso e trazendo oportunidades de emprego significativas para a região.
O objetivo é transformar Riad em um dos principais centros logísticos globais, com a capacidade de conectar 180 milhões de passageiros anualmente. Além de impulsionar o comércio e o turismo, o aeroporto deve gerar aproximadamente 15 mil empregos, contribuindo para o crescimento econômico local.

Como o Novo Aeroporto se Destaça em Cenário Global?

Projetado pelo renomado escritório de arquitetura Foster + Partners, o Aeroporto Internacional King Salman busca se destacar não apenas por sua infraestrutura inovadora, mas também por seu design que reflete a rica cultura saudita. A ideia é oferecer aos passageiros uma experiência única que mescla tecnologia de ponta com elementos tradicionais.

O projeto se inspira em empreendimentos grandiosos como o Mukaab, Epicon, Jeddah e The Line, que marcam a estratégia saudita de alavancar sua posição no mercado global de aviação. Espalhado por uma área de 57 quilômetros quadrados, o aeroporto contará com zonas residenciais e recreativas, prevendo acomodar até 185 milhões de viajantes até 2050.

Qual é o Impacto Econômico e Social Esperado?

A construção do novo aeroporto é vista como um pilar essencial para a transformação de Riad em uma das dez cidades mais influentes economicamente do mundo. A Agência de Imprensa Saudita sublinha que o desenvolvimento apoiará o crescimento populacional, projetado para alcançar entre 15 e 20 milhões de habitantes em 2030.
Além do desenvolvimento econômico, o projeto visa fortalecer a infraestrutura de transporte do país, facilitando conexões globais e encorajando o investimento estrangeiro. Em longo prazo, espera-se que o Aeroporto Internacional King Salman atue como catalisador para outras indústrias, expandido a atratividade de Riad como um hub internacional.

Quais são Outras Iniciativas Similares pelo Mundo?

A Foster + Partners, também envolvida em outros grandes projetos como o Aeroporto Internacional do Mar Vermelho e o novo aeroporto CPK na Polônia, lidera a inovação em infraestrutura aeroportuária globalmente. Esses projetos destacam tendências emergentes em design aeroportuário que focam na sustentabilidade e na experiência do passageiro.
Essas iniciativas, juntamente com o projeto em Riad, evidenciam uma crescente demanda por aeroportos que não apenas atendam às necessidades funcionais de transporte, mas que também sirvam como pontos de ligação cultural e econômica entre diferentes regiões do mundo.

FONTE: terra Brasil Noticias
Novo aeroporto em construção promete mudar o transporte aéreo global – Terra Brasil Notícias

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