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Porto de Paranaguá realiza primeira conexão do Moegão com terminal privado

O Porto de Paranaguá, no Paraná, realizou neste domingo (11) a primeira conexão de um terminal privado ao Moegão, sistema projetado para modernizar o recebimento ferroviário de granéis vegetais. A estrutura conectada pertence à ALTP, consórcio formado pela Louis Dreyfus Company e pela Amaggi, responsável pelo terminal PAR 25.

A operação ocorreu durante a manhã e mobilizou dezenas de profissionais. Para executar o trabalho, foi necessário interditar temporariamente a Avenida Portuária, permitindo a movimentação dos equipamentos utilizados na instalação da estrutura metálica.

Moegão recebe investimento de R$ 700 milhões

Considerado a maior obra pública portuária em andamento no Brasil e a maior do Paraná, o Moegão recebe investimentos de aproximadamente R$ 700 milhões. O projeto prevê a concentração do descarregamento de produtos agrícolas transportados por trens em uma única estrutura, facilitando o encaminhamento das cargas aos terminais de exportação.

Segundo Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná, o empreendimento representa uma transformação na logística de recebimento de mercadorias destinadas ao mercado internacional. A iniciativa, somada à implantação do novo Píer em T e ao aumento do calado operacional, deverá ampliar a competitividade do porto e permitir o atendimento a navios de maior porte.

A conexão do terminal da ALTP ao Moegão envolveu o içamento de uma estrutura metálica de 55 metros de comprimento e aproximadamente 35 toneladas.

Para realizar a operação, foi utilizado um superguindaste com capacidade para elevar até 600 toneladas e alcançar 48 metros de altura. O içamento levou cerca de duas horas, enquanto a etapa de fixação exigiu outras quatro horas de trabalho.

A estrutura foi integrada à galeria central do Moegão, que possui 1,7 quilômetro de extensão e reúne mais de 4 mil metros de correias transportadoras. O sistema conduzirá os grãos e farelos descarregados dos vagões até os terminais portuários.

A previsão é que os 11 terminais do Corredor de Exportação Leste de Paranaguá estejam conectados ao complexo até outubro de 2027.

Capacidade ferroviária poderá chegar a 24 milhões de toneladas por ano

Com a entrada em operação, o Moegão deverá ampliar significativamente a capacidade de recebimento ferroviário de grãos e farelos no Porto de Paranaguá.

A estrutura foi projetada para elevar o volume anual de pouco mais de 5 milhões de toneladas, atualmente recebidas por ferrovia, para até 24 milhões de toneladas. A expectativa é alcançar um ganho de eficiência operacional de 63%.

O complexo contará com três linhas férreas independentes, permitindo o recebimento simultâneo de até 180 vagões. Cada linha poderá descarregar três vagões ao mesmo tempo, com capacidade operacional estimada em até 900 vagões por dia, ante os cerca de 550 movimentados atualmente.

O projeto também considera futuras mudanças na infraestrutura ferroviária, incluindo a ampliação da Ferroeste, com um ramal previsto a partir de Mato Grosso do Sul, e a reestruturação da Malha Sul.

Centralização das operações deve reduzir impactos no trânsito

Atualmente, os vagões são direcionados individualmente aos terminais portuários, exigindo manobras das composições ferroviárias. Esse modelo pode provocar interrupções no trânsito da região portuária por mais de 40 minutos.

Com o Moegão, o recebimento será centralizado, reduzindo a necessidade de dividir as composições e diminuindo de 16 para cinco o número de passagens de nível, onde os trilhos cruzam as vias urbanas.

A expectativa é que os bloqueios de trânsito passem a ocorrer apenas durante a passagem dos trens, com duração média estimada entre 10 e 15 minutos.

A implantação do sistema representa um avanço na infraestrutura logística de Paranaguá, com potencial para ampliar a eficiência do transporte ferroviário, melhorar o fluxo de cargas destinadas à exportação e reduzir os impactos das operações portuárias sobre a mobilidade urbana.

Fonte: Com informações do PortalPortuario

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Portal Portuário

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Portos

Porto de Aratu-Candeias inicia operação de granéis vegetais após mais de 50 anos

O Porto de Aratu-Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (BA), deu início a uma nova fase em suas operações ao realizar, pela primeira vez em 51 anos de funcionamento, a movimentação de granéis vegetais. A operação ocorre no terminal ATU 18 e começa com o embarque de 35 mil toneladas de sorgo, produto originário do oeste da Bahia.

A iniciativa abre uma nova alternativa logística para o escoamento da produção agrícola baiana, ampliando o papel do porto na cadeia do agronegócio.

Porto amplia perfil de atuação logística

Inaugurado nos anos 1970 para atender principalmente ao Polo Petroquímico de Camaçari, o complexo portuário de Aratu-Candeias sempre concentrou suas atividades na movimentação de cargas petroquímicas e minerais.

Com a entrada em operação dos terminais de granéis sólidos ATU 12 e ATU 18, o porto passa a contar com infraestrutura adequada para o manuseio de grãos e produtos agrícolas, diversificando suas operações e ampliando sua relevância logística.

Segundo o presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba), Antonio Gobbo, a nova etapa representa um avanço importante para o setor portuário baiano.

Ele destaca que os investimentos incluem ampliação da retroárea, construção de quatro silos com capacidade de 30 mil toneladas cada e implantação de sistemas automatizados de transporte por esteiras, o que deve reduzir custos e acelerar as operações portuárias.

Investimentos superam R$ 400 milhões

A modernização do terminal ATU 18 foi conduzida pela CS Portos, empresa da CS Infra, integrante do Grupo Simpar. No total, os investimentos em obras e melhorias superaram R$ 400 milhões.

O terminal passa a operar com foco no armazenamento e movimentação de granéis vegetais, principalmente soja, milho e sorgo, reforçando a infraestrutura de apoio ao agronegócio brasileiro.

Para o diretor-presidente da CS Portos, Marcos Tourinho, a nova operação representa um marco para o porto e para a logística agrícola da Bahia.

Segundo ele, os investimentos refletem uma estratégia de longo prazo para tornar a infraestrutura portuária nacional mais eficiente e competitiva, além de reduzir gargalos logísticos e fortalecer o desenvolvimento regional.

Infraestrutura moderna amplia eficiência operacional

Entre as estruturas implantadas estão classificadores de grãos, tombadores de caminhões, moegas rodoviárias, pátio para veículos e quatro silos de grande capacidade. Também foram incorporados equipamentos de última geração para elevar a produtividade das operações.

Um dos principais destaques é o shiploader dedicado à exportação de grãos, com capacidade operacional de até 2 mil toneladas por hora. Com o sistema, o terminal poderá alcançar uma produtividade média de 30 mil toneladas por dia.

Capacidade anual pode chegar a 7,5 milhões de toneladas

Com a nova estrutura, o terminal terá capacidade inicial para movimentar até 3,5 milhões de toneladas de grãos por ano. Para o primeiro ano de operação, a expectativa é atingir 3 milhões de toneladas movimentadas.

A capacidade de armazenagem estática inicial será de 120 mil toneladas. Em etapas futuras de expansão, a previsão é que o terminal alcance movimentação anual de até 7,5 milhões de toneladas, consolidando o Porto de Aratu-Candeias como um importante polo logístico para o escoamento da produção agrícola do Nordeste.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Codeba

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Portos

Portos do Paraná concentram quase 50% das exportações de frango do Brasil em janeiro de 2026

Os portos do Paraná responderam por 47,6% de toda a exportação de frango brasileira em janeiro de 2026, consolidando o estado como o maior corredor mundial para o embarque da proteína. O desempenho reforça a relevância estratégica da estrutura portuária paranaense no comércio exterior.

Ao longo de 2025, o Porto de Paranaguá embarcou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado, ampliando sua liderança no setor.

Volume exportado e principais destinos

Dados do Comex Stat indicam que, apenas no primeiro mês de 2026, foram exportadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada pelos terminais paranaenses. O montante movimentou US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board).

Entre os principais mercados compradores estão Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China, destinos que mantêm forte demanda pela proteína brasileira.

O Paraná lidera a produção nacional de frango e conta com um parque industrial formado por 36 frigoríficos de abate e processamento. Segundo a Portos do Paraná, a posição geográfica estratégica e a eficiência logística permitem atender cargas oriundas das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de países vizinhos.

Infraestrutura impulsiona embarques de proteína animal

Um dos diferenciais competitivos está na estrutura voltada para contêineres refrigerados (reefers), fundamentais para o transporte de carnes congeladas. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior pátio de armazenagem de reefers da América do Sul, com 5.268 tomadas para conexão elétrica.

A confiabilidade operacional, a capacidade de armazenagem e o calado adequado para grandes navios figuram entre os fatores que atraem exportadores ao porto paranaense.

Carne bovina também avança

Além do frango, a carne bovina teve participação expressiva nas exportações nacionais em janeiro. Os portos paranaenses ocuparam a segunda posição no ranking brasileiro, com 27,7% de participação.

Foram 122 mil toneladas embarcadas, gerando US$ 690 milhões em valor FOB. China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos lideraram as compras.

Somando frango e bovinos, o Porto de Paranaguá movimentou 272 mil toneladas de proteínas no mês, equivalente a 37,9% do volume nacional, com receita de US$ 728 milhões.

Soja lidera entre os granéis vegetais

A movimentação total de cargas nos portos do estado atingiu 5.288.747 toneladas em janeiro, o melhor resultado da história da Portos do Paraná para o mês. O número representa alta de 12,3% em relação ao recorde anterior, registrado em 2025.

A soja em grão foi o principal destaque entre os granéis vegetais, com 811,9 mil toneladas embarcadas, avanço de 98% na comparação anual. O milho também apresentou crescimento, com 387 mil toneladas exportadas, alta de 12%.

O açúcar ensacado registrou aumento de 199%, somando 397 mil toneladas. Já as exportações de óleos vegetais mantiveram Paranaguá na liderança nacional, com crescimento de 52% e volume superior a 123,9 mil toneladas.

Importações e fertilizantes em alta

No segmento de importação, o Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Outros insumos também apresentaram avanço significativo, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente.

Crescimento consolidado no ano anterior

Em 2025, os portos paranaenses registraram o maior crescimento percentual em movimentação de cargas entre os terminais brasileiros, com expansão de 10,1%. O volume total saltou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas.

O desempenho operacional impactou diretamente o Pátio Público de Triagem do porto, que recebeu 507.915 caminhões no ano passado — alta de 29,5%. A estrutura, com 330 mil metros quadrados e mil vagas, organiza e direciona o fluxo de granéis sólidos vegetais.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cláudio Neves – Portos do Paraná

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